Perguntas do paciente (621)
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Faz 1 semana que estou fazendo uso de fluoxetina para tratar a ansiedade porém está piorando minha a
Faz 1 semana que estou fazendo uso de fluoxetina para tratar a ansiedade porém está piorando minha ansiedade, sinto dores no corpo e uma queimação leve no peito é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, na primeira semana de uso da fluoxetina pode ocorrer aumento transitório da ansiedade, mas dores no corpo e queimação no peito precisam ser avaliadas com mais cuidado.
A fluoxetina aumenta a atividade da serotonina e, antes do efeito terapêutico completo, algumas pessoas apresentam uma fase inicial de adaptação com ansiedade, inquietação, tremores, náusea, alterações do sono ou sensação de maior tensão física.
As dores no corpo podem acompanhar a própria ansiedade e a tensão muscular. Já a queimação no peito pode estar relacionada a ansiedade, refluxo gastroesofágico ou outras causas, não sendo adequado atribuí-la automaticamente à fluoxetina.
Na prática, o fato de os sintomas surgirem após o início do medicamento sugere uma possível relação temporal, mas não confirma que todos sejam efeitos colaterais.
Se a ansiedade estiver muito intensa ou os sintomas persistirem, converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para reavaliar a adaptação e a dose. Se a queimação no peito for forte ou acompanhada de falta de ar, desmaio ou outros sintomas importantes, procure avaliação imediata.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Boa noite, faço uso de carbonato de Lítio 3x ao dia 300mg cada desde 2021. Minha última litemia deu
Boa noite, faço uso de carbonato de Lítio 3x ao dia 300mg cada desde 2021. Minha última litemia deu 0,38 e estou tendo várias recaídas na depressão. Meu Lítio estaria baixo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, uma litemia de 0,38 mEq/L pode estar abaixo da faixa terapêutica para muitos pacientes, mas esse resultado precisa ser interpretado em conjunto com o horário da coleta, a dose utilizada e o objetivo do tratamento.
O carbonato de lítio é um estabilizador do humor cuja eficácia está relacionada à concentração sanguínea (litemia). Em pessoas com transtorno bipolar, níveis muito baixos podem estar associados a menor efeito na prevenção de episódios depressivos e maníacos, embora a faixa terapêutica ideal varie conforme a fase da doença, idade, tolerabilidade e características individuais.
No seu caso, o fato de apresentar várias recaídas depressivas juntamente com uma litemia de 0,38 mEq/L torna essa informação clinicamente relevante, mas não permite concluir, isoladamente, que a dose de lítio seja insuficiente. Também é importante confirmar se a litemia foi colhida aproximadamente 12 horas após a última dose, pois isso influencia diretamente a interpretação do exame.
Na prática, a litemia é uma ferramenta para orientar o tratamento, e não deve ser analisada separadamente da evolução clínica.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar a litemia, a técnica de coleta, a necessidade de ajuste da dose e outras possíveis causas das recaídas depressivas.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tenho apresentado episódios frequentes de comportamentos alimentares restritivos, mecanismos compens
Tenho apresentado episódios frequentes de comportamentos alimentares restritivos, mecanismos compensatórios, ocultação de comida e uma preocupação intensa com a imagem corporal e o peso. Esses sinais têm me causado muito sofrimento e ansiedade. Gostaria de saber qual especialista é o mais indicado para uma avaliação diagnóstica inicial.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O especialista mais indicado para uma avaliação diagnóstica inicial é o psiquiatra, preferencialmente com experiência em transtornos alimentares.
Comportamentos alimentares restritivos, mecanismos compensatórios, ocultação de comida e preocupação intensa com peso e imagem corporal podem estar associados a transtornos alimentares, como anorexia nervosa, bulimia nervosa ou outros quadros que exigem diagnóstico diferencial cuidadoso.
Esses sinais traduzem alterações importantes da relação com a alimentação e com o próprio corpo, especialmente quando já provocam sofrimento, ansiedade ou interferência na rotina.
A avaliação psiquiátrica permite investigar não apenas o padrão alimentar, mas também sintomas associados, como ansiedade, depressão, obsessividade, compulsividade e distorção da imagem corporal. Conforme o caso, o tratamento pode ser integrado com psicólogo e nutricionista especializados em transtornos alimentares, além de avaliação clínica quando necessária.
Na prática, quanto mais cedo esses comportamentos são identificados e compreendidos, maior a possibilidade de interromper sua progressão e estruturar um tratamento específico.
Procure um psiquiatra para uma avaliação inicial, especialmente porque os sintomas descritos já estão causando sofrimento significativo.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tenho bulimia e enxaqueca. Já tentei tomar fluoxetina, sertralina e escitalopram, mas estas medicaçõ
Tenho bulimia e enxaqueca. Já tentei tomar fluoxetina, sertralina e escitalopram, mas estas medicações pioram muito a minha enxaqueca... Qual seria uma opção que tratasse ambas as doenças? Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A bulimia nervosa e a enxaqueca podem coexistir e tornar a escolha do tratamento mais desafiadora. Quando um antidepressivo piora de forma consistente as crises de enxaqueca, é importante reavaliar a estratégia terapêutica com o psiquiatra e, se possível, em conjunto com um neurologista.
A Fluoxetina é o antidepressivo com melhor evidência para o tratamento da bulimia, mas nem todos os pacientes a toleram. Se você também apresentou piora da enxaqueca com Sertralina e Escitalopram, existem outras possibilidades que podem ser discutidas, como alguns antidepressivos de outros grupos ou medicamentos que atuem simultaneamente na prevenção da enxaqueca e no tratamento dos sintomas psiquiátricos. A escolha depende das suas características clínicas, da frequência das crises de enxaqueca, da intensidade da bulimia e da presença de outras condições associadas.
É importante destacar que a Bupropiona, apesar de ser um antidepressivo, não é recomendada para pacientes com bulimia, pois aumenta o risco de convulsões nessa população.
Além da medicação, a psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é considerada um dos pilares do tratamento da bulimia e pode reduzir significativamente a frequência dos episódios de compulsão e compensação.
Como você já apresentou intolerância a três antidepressivos diferentes, o ideal é que seu tratamento seja individualizado. Em muitos casos, uma abordagem conjunta entre psiquiatra e neurologista permite encontrar um esquema que controle tanto os sintomas da bulimia quanto a enxaqueca, com melhor tolerabilidade.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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estou tomando 100 mg de setralina e estou gestante de 18 semanas ,mais estou sentindo dor de cabeça
estou tomando 100 mg de setralina e estou gestante de 18 semanas ,mais estou sentindo dor de cabeça e tremores nos olhos e boca que só passa quando tomo a setralina, alivia mais volta antes de 24 horas. É normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não é o padrão esperado que dor de cabeça e tremores nos olhos e na boca reapareçam diariamente antes da próxima dose de sertralina, embora isso possa ocorrer em algumas pessoas.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS e, por ter uma concentração que diminui ao longo do dia, algumas pessoas podem perceber sintomas de "fim de dose", especialmente se forem mais sensíveis às variações do medicamento. Entretanto, dor de cabeça e tremores também podem estar relacionados à própria gestação, ansiedade, alterações metabólicas ou outras condições clínicas.
Os "tremores" que você descreve podem corresponder a contrações involuntárias da musculatura (fasciculações), espasmos ou tremores propriamente ditos. A relação temporal com o horário da sertralina é uma informação importante, mas, isoladamente, não confirma que o medicamento seja a causa.
Na prática, durante a gestação é fundamental investigar qualquer sintoma persistente, considerando tanto a medicação quanto causas obstétricas e clínicas que podem necessitar de avaliação.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento e também com o obstetra para reavaliar esses sintomas e a estratégia terapêutica durante a gestação. Não interrompa a sertralina por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou em redução de escitalopram (Reconter). Saí de 20 mg e vinha tomando metade do comprimido de 20
Estou em redução de escitalopram (Reconter). Saí de 20 mg e vinha tomando metade do comprimido de 20 mg (10 mg), sempre da mesma marca e cortado no sulco. Nesse período, inclusive, tive uma adaptação boa e senti melhora no bem-estar. Para facilitar, passei a usar o comprimido de 10 mg inteiro (mesma marca, Reconter). Porém, no primeiro dia dessa troca, senti ansiedade, taquicardia e dor de cabeça algumas horas após a dose. Voltei a usar metade do comprimido de 20 mg no dia seguinte e os sintomas desapareceram e voltei a ficar bem. Isso pode acontecer por diferença entre as apresentações ou é mais provável ser fase de adaptação da redução?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, essa percepção pode acontecer, mas, em princípio, 10 mg de escitalopram (Reconter) deveriam produzir efeito clínico semelhante, seja como metade de um comprimido sulcado de 20 mg ou como um comprimido inteiro de 10 mg da mesma marca.
Ansiedade, taquicardia (aceleração dos batimentos) e dor de cabeça (cefaleia) podem ocorrer durante a redução do escitalopram, especialmente por sintomas de descontinuação ou oscilação da adaptação do sistema serotoninérgico. Porém, o fato de os sintomas terem surgido poucas horas após a troca da apresentação e desaparecido ao retornar à metade do comprimido de 20 mg cria uma relação temporal que merece atenção.
Diferenças entre apresentações, como excipientes e características farmacêuticas, podem existir, embora não seja possível concluir por um único episódio que tenham causado os sintomas. Também devem ser consideradas flutuação da própria ansiedade, efeito de expectativa (nocebo) e coincidência temporal.
Na prática, uma sequência de melhora → troca da apresentação → surgimento dos sintomas → retorno à apresentação anterior → desaparecimento dos sintomas é clinicamente relevante, mas ainda não comprova causalidade.
Converse com o psiquiatra que acompanha sua redução antes de fazer novas mudanças na apresentação ou na dose do escitalopram.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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28 dias tomando sertralina é normal ainda sentir o corpo queimar e tremendo ? Será que precisa de tr
28 dias tomando sertralina é normal ainda sentir o corpo queimar e tremendo ? Será que precisa de trocar ou aumentar a dose ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Com 28 dias de uso da sertralina, ainda é possível que algumas pessoas apresentem sensação de queimação no corpo e tremores, embora esses sintomas já mereçam uma reavaliação da evolução do tratamento.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS e, nas primeiras semanas, pode causar aumento transitório da ansiedade, tremores e sensações corporais incomuns relacionadas à adaptação do sistema serotoninérgico.
A sensação de "corpo queimando" pode corresponder a ardor, calor, formigamento (parestesias) ou maior sensibilidade corporal. Também é importante diferenciar efeitos da medicação da própria ansiedade ou de outras condições clínicas.
Na prática, após cerca de quatro semanas, a decisão de manter, aumentar a dose ou trocar a medicação depende da intensidade dos sintomas, da resposta obtida até o momento e da tolerabilidade, não apenas do tempo de uso.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de qualquer ajuste na sertralina. Não aumente a dose nem interrompa a medicação por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tomo zolpidem há anos,o médico pediu para substituir por donaren,não consigo dormir o que fazer?
Tomo zolpidem há anos,o médico pediu para substituir por donaren,não consigo dormir o que fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. Após anos de uso de zolpidem, a substituição pelo Donaren (trazodona) nem sempre produz o mesmo efeito logo nos primeiros dias.
O zolpidem é um hipnótico de ação rápida, enquanto a trazodona é um antidepressivo com efeito sedativo. Embora ambos possam ser utilizados para tratar a insônia, atuam por mecanismos diferentes e a resposta pode variar bastante entre as pessoas.
A dificuldade para dormir pode representar adaptação à trazodona, retirada do zolpidem ou uma combinação de ambos. Após uso prolongado de zolpidem, também pode ocorrer insônia de rebote, caracterizada por piora temporária do sono após sua redução ou suspensão.
Na prática, o mais importante é diferenciar uma fase transitória de adaptação da necessidade de ajustar a estratégia terapêutica, considerando o tempo de uso do zolpidem e a intensidade da insônia.
Converse com o psiquiatra que orientou a substituição para avaliar se a dose, a velocidade da retirada ou a forma de transição precisam ser ajustadas. Não retome o zolpidem nem modifique as medicações por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Tenho depressão bipolar e ansiedade generalizada/ansiedade social/somatizacao. Atualmente faço uso V
Tenho depressão bipolar e ansiedade generalizada/ansiedade social/somatizacao. Atualmente faço uso Vortioxetina 10mg, Lamotrigina 200mg e Imipramina 50mg. Essa combinação existe alguma interação importante? A Vortioxetina me ajuda muito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, essa combinação pode ser utilizada em alguns casos, mas exige acompanhamento psiquiátrico cuidadoso porque existem interações clinicamente relevantes, principalmente entre vortioxetina e imipramina.
A vortioxetina e a imipramina aumentam a atividade serotoninérgica por mecanismos diferentes. Em conjunto, podem elevar o risco de efeitos como náusea, tremores, agitação, sudorese, diarreia e, raramente, síndrome serotoninérgica. A imipramina também pode causar efeitos anticolinérgicos e cardiovasculares, como boca seca, constipação, taquicardia e alterações da condução cardíaca.
A lamotrigina 200 mg tem outro papel: atua principalmente como estabilizador do humor na depressão bipolar e não apresenta a mesma sobreposição serotoninérgica. Ainda assim, o conjunto deve ser avaliado considerando doses, outros medicamentos e condições clínicas.
No seu caso, há um ponto adicional importante: em transtorno bipolar, o uso de antidepressivos exige atenção a sinais de ativação do humor, como redução da necessidade de sono, aceleração do pensamento, irritabilidade incomum ou aumento excessivo de energia.
Na prática, o fato de a vortioxetina ajudar muito é uma informação clínica relevante; o objetivo não é simplesmente retirar um medicamento eficaz, mas equilibrar benefício, interações e riscos individuais.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para revisar periodicamente essa combinação, especialmente a associação entre vortioxetina e imipramina.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Masturbação pode piorar a depressão eu depois da ejaculação fico mais desanimado e irritado perco o
Masturbação pode piorar a depressão eu depois da ejaculação fico mais desanimado e irritado perco o prazer mesmo depois que terminei algo não sinto nada de recompensa se masturbar piora junto com pornografia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer, mas não significa que a masturbação seja a causa da depressão.
Algumas pessoas, especialmente aquelas com depressão, relatam que após a ejaculação sentem uma queda temporária do humor, irritabilidade, cansaço, vazio ou perda do prazer. Esse fenômeno pode estar relacionado às mudanças neuroquímicas que ocorrem após o orgasmo e tende a ser mais perceptível em quem já apresenta um transtorno do humor.
Além disso, quando a masturbação está associada ao uso frequente de pornografia, algumas pessoas podem perceber uma sensação maior de desmotivação, redução do interesse por outras atividades e dificuldade em experimentar prazer no cotidiano. Isso pode ocorrer porque o consumo repetitivo de pornografia pode modificar a forma como o cérebro responde aos estímulos de recompensa em indivíduos suscetíveis. Entretanto, essa relação varia bastante entre as pessoas e ainda é objeto de pesquisa.
Se você percebe que sempre fica mais desanimado, irritado e sem sensação de recompensa após a masturbação, especialmente se isso estiver associado a uma depressão já diagnosticada, vale a pena conversar com seu psiquiatra. Muitas vezes, o foco do tratamento deve ser a própria depressão, pois, à medida que ela melhora, essa resposta após a ejaculação também pode diminuir.
Por outro lado, se a masturbação e a pornografia passaram a ocupar um espaço excessivo na sua rotina, gerando sofrimento, prejuízo nas atividades diárias ou sensação de perda de controle, isso também merece avaliação, pois pode exigir uma abordagem específica, geralmente com psicoterapia associada ao tratamento psiquiátrico.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou tomando sertralina a 2 meses para ansiedade e Pânico (50mg). O remédio me ajudou em Tudo, vol
Estou tomando sertralina a 2 meses para ansiedade e Pânico (50mg).
O remédio me ajudou em Tudo, voltei a ser quem eu era, não tenho mais crises de ansiedade, Pânico, meu humor melhorou muito, minha motivação,prazer,energia voltaram.
Porém mesmo minha energia voltando eu ainda sinto sono durante o dia, mas não é um sono que me impede de fazer as coisas, e nem chego a dormir. Mas se deixar fico descansando na cama o dia todo. Fora que estou sem rotina,sem trabalho no momento e em uma cidade nova, e cuido do meu bebê durante o dia, então não consigo saber se é do remédio, ou da rotina, ou os dois juntos. E também no início eu sentia sono mais forte com o remédio, depois de um tempo diminuiu, depois fiquei uns dias sem sentir sono durante o dia,mas quando acontecia é pq eu tinha alguma coisa pra fazer durante o dia. E agora voltou esse soninho novamente. Seria normal isso? Eu me dei super bem a sertralina, não queria trocar a medicação, principalmente que sou muito sensível a remédio.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreve, a resposta ao tratamento foi muito boa. A Sertralina controlou as crises de ansiedade e de pânico, melhorou seu humor, sua motivação, sua energia e sua capacidade de sentir prazer. Isso é um excelente indicativo de que a medicação está sendo eficaz.
Em relação ao sono durante o dia, é possível que ele tenha mais de uma causa. A Sertralina pode causar sonolência em algumas pessoas, inclusive após os primeiros meses de uso, embora esse efeito geralmente seja mais intenso no início do tratamento. No seu caso, o fato de a sonolência diminuir quando você está envolvida em atividades e reaparecer em períodos com menos rotina sugere que fatores como a mudança de cidade, a ausência de trabalho no momento, os cuidados com um bebê e a própria organização da rotina também podem estar contribuindo.
Como essa sonolência não impede suas atividades, você não chega a dormir durante o dia e está satisfeita com o restante dos efeitos da medicação, nem sempre é necessário trocar o antidepressivo. Muitas vezes, medidas como manter horários regulares para dormir e acordar, exposição à luz natural pela manhã, prática de atividade física quando possível e criação de uma rotina diária já ajudam bastante.
Se a sonolência persistir por mais algumas semanas, aumentar de intensidade ou começar a prejudicar suas atividades, converse com seu psiquiatra. Dependendo da situação, ele poderá avaliar ajustes no horário da Sertralina, na dose ou investigar outras causas de cansaço, como anemia, alterações da tireoide, deficiência de vitaminas ou privação de sono, especialmente considerando os cuidados com um bebê.
Como você se adaptou muito bem à Sertralina e tem boa resposta clínica, faz sentido tentar entender a origem dessa sonolência antes de considerar uma troca de medicação.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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estou tomando sertralina para ansiedade e estou sentindo umas tonturas e vertigens e coraçao acelera
estou tomando sertralina para ansiedade e estou sentindo umas tonturas e vertigens e coraçao acelerado é noraml até a adaptaçao do medicamento? , comecei faz 4 dias com a medicaçao.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Nos primeiros dias de uso da sertralina, é possível ocorrer uma fase de adaptação com aumento transitório da ansiedade e sintomas físicos.
A sertralina é um antidepressivo da classe dos ISRS e, no início do tratamento, pode causar tontura, vertigem, palpitações (sensação de coração acelerado), tremores, náusea e inquietação. Esses sintomas costumam diminuir progressivamente à medida que o organismo se adapta ao medicamento.
A tontura e a vertigem podem ser percebidas como sensação de desequilíbrio ou de que "tudo está girando". Já as palpitações podem estar relacionadas tanto ao efeito inicial da medicação quanto ao próprio quadro de ansiedade.
Na prática, o fato de os sintomas terem surgido quatro dias após o início da sertralina é compatível com uma fase de adaptação, mas isso não explica todos os casos.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento se os sintomas forem intensos, persistirem ou estiverem piorando. Se houver dor no peito, desmaio ou falta de ar importante, procure atendimento imediato.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Estou tomando Paroxetina 40 mg há 42 dias. Passo vários dias bem , mas as crises ainda aparecem. Ai
Estou tomando Paroxetina 40 mg há 42 dias.
Passo vários dias bem , mas as crises ainda aparecem. Ainda é normal isso acontecer? Ou a medicação não está fazendo efeito?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Com 42 dias de uso da paroxetina 40 mg, ainda é possível apresentar oscilações e crises de ansiedade, mesmo que já existam períodos de melhora.
A paroxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS e seu efeito costuma ocorrer de forma gradual. É comum que a frequência e a intensidade das crises diminuam progressivamente antes de desaparecerem por completo.
O fato de você passar vários dias bem é um sinal que sugere resposta parcial ao tratamento. Isso é diferente de ausência de efeito. A evolução clínica, a intensidade das crises e a recuperação entre os episódios são mais importantes do que um evento isolado.
Na prática, nem toda crise durante as primeiras semanas significa falha da medicação. O mais importante é observar a tendência global de melhora ao longo do tempo.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar a evolução e decidir se a dose deve ser mantida ou ajustada. Não interrompa a paroxetina por conta própria.
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Estou tomando escitalopram há 2 meses,sendo 1 mês 10mg e 1 mês aumentei para 20mg. É normal depois d
Estou tomando escitalopram há 2 meses,sendo 1 mês 10mg e 1 mês aumentei para 20mg. É normal depois desse tempo apresentar queimação nas costas, peito e nunca? Isso aconteceu no início do tratamento. Mas depois de 1 mês de aumentar. Pode acontecer de novo? Obgda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que isso aconteça, mas após dois meses de tratamento e um mês na dose de 20 mg, esses sintomas já não devem ser atribuídos automaticamente ao escitalopram.
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS e, no início do tratamento ou após aumento da dose, pode causar uma fase de adaptação com ansiedade, sensação de calor ou queimação, tremores e outras sensações corporais incomuns. Embora esses sintomas sejam mais frequentes nas primeiras semanas, algumas pessoas podem percebê-los novamente após um ajuste de dose.
A sensação de queimação nas costas, peito e pescoço pode corresponder a aumento da sensibilidade corporal, tensão muscular, ansiedade ou outras condições clínicas. A relação temporal entre o aumento para 20 mg e o reaparecimento dos sintomas é uma informação importante, mas, isoladamente, não confirma que o medicamento seja a causa.
Na prática, quando sintomas retornam após um período de melhora, é fundamental diferenciar uma nova fase de adaptação, ansiedade residual e outras possíveis causas.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para reavaliar a evolução e a necessidade de algum ajuste. Se a dor ou queimação no peito for intensa, persistente ou vier acompanhada de falta de ar, procure atendimento imediato.
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O TOC pode causar pensamentos irracionais e contraditórios?
O TOC pode causar pensamentos irracionais e contraditórios?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Um dos principais sintomas do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é justamente a presença de pensamentos irracionais, intrusivos e frequentemente contraditórios aos valores e desejos da própria pessoa.
Esses pensamentos, chamados de obsessões, surgem de forma involuntária, repetitiva e costumam provocar intensa ansiedade. Podem envolver temas como contaminação, culpa, religião, sexualidade, agressividade, organização ou necessidade de certeza absoluta.
Na prática, muitas pessoas reconhecem que esses pensamentos "não fazem sentido", mas ainda assim sentem grande dificuldade para ignorá-los. Quanto mais tentam afastá-los ou neutralizá-los por meio de compulsões, maior tende a ser o ciclo de ansiedade e repetição.
O diagnóstico diferencial é importante, pois pensamentos intrusivos também podem ocorrer em outros transtornos psiquiátricos. No TOC, entretanto, eles costumam ser vivenciados como indesejados (egodistônicos) e acompanhados de sofrimento significativo.
Converse com o psiquiatra se esses pensamentos estiverem causando sofrimento ou interferindo na sua rotina, pois o TOC tem tratamento eficaz.
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Hoje faz 9 dias q parei de tomar venlafaxina, no primeiros dias tava sentido náuseas, ai 3 dias atrá
Hoje faz 9 dias q parei de tomar venlafaxina, no primeiros dias tava sentido náuseas, ai 3 dias atrás estou sentido cabeça leve medo até de pensar , irritabilidade, insônia,esquecendo das coisas
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Nove dias após interromper a venlafaxina ainda é possível apresentar sintomas de descontinuação (abstinência), especialmente se a suspensão foi recente ou ocorreu de forma rápida.
A venlafaxina atua sobre serotonina e noradrenalina e, por ter meia-vida relativamente curta, sua interrupção pode causar náuseas, sensação de cabeça leve, insônia, irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e esquecimentos temporários.
A sensação de "cabeça leve" pode corresponder a tontura ou instabilidade, enquanto o medo de pensar e a irritabilidade podem refletir tanto a síndrome de descontinuação quanto o retorno dos sintomas de ansiedade ou depressão.
Na prática, o momento em que os sintomas começaram após a suspensão da venlafaxina é compatível com síndrome de descontinuação, mas a evolução clínica é fundamental para diferenciá-la de uma recaída do transtorno de base.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para reavaliar a retirada da venlafaxina e a necessidade de algum ajuste. Não reinicie a medicação por conta própria.
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Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Quantos dias para eliminar uma dose de decadron intramuscular no organismo?
Quantos dias para eliminar uma dose de decadron intramuscular no organismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma dose intramuscular de Decadron (dexametasona) é eliminada do organismo ao longo de alguns dias, mas seus efeitos biológicos podem persistir por mais tempo. Os sintomas emocionais, quando ocorrem, podem durar de alguns dias até algumas semanas, dependendo da dose, da sensibilidade individual e da condição clínica.
A dexametasona é um corticosteroide que pode influenciar diversos sistemas do organismo, inclusive o sistema nervoso central. Em algumas pessoas, pode provocar ansiedade, irritabilidade, euforia, insônia, alterações do humor e, mais raramente, sintomas depressivos ou psicóticos.
Esses sintomas podem ser percebidos como maior agitação, dificuldade para relaxar, alterações do sono ou instabilidade emocional. Embora geralmente sejam transitórios, sua intensidade varia bastante entre os pacientes.
Na prática, o tempo de eliminação da dexametasona não corresponde necessariamente ao tempo de duração dos seus efeitos emocionais, que podem persistir mesmo após o medicamento já não estar circulando em níveis significativos no sangue.
Se os sintomas emocionais forem intensos, persistirem ou estiverem piorando, converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para avaliar se estão relacionados ao corticosteroide ou a outra condição clínica.
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"Quais critérios clínicos, psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos orientam o
"Quais critérios clínicos, psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos orientam o psiquiatra na decisão de encaminhar o paciente para acompanhamento psicológico?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O encaminhamento para acompanhamento psicoterapêutico é indicado quando a avaliação psiquiátrica identifica que intervenções psicológicas podem reduzir sintomas, melhorar o funcionamento emocional e promover mudanças duradouras no comportamento.
Do ponto de vista clínico, o psiquiatra considera fatores como gravidade dos sintomas, impacto funcional, recorrência dos episódios, adesão ao tratamento, presença de traumas, conflitos interpessoais, transtornos de personalidade e outras comorbidades psiquiátricas. Sob a perspectiva psicodinâmica, avaliam-se conflitos emocionais, padrões de relacionamento e mecanismos de defesa. Na abordagem cognitivo-comportamental, destacam-se crenças disfuncionais, distorções cognitivas, comportamentos de evitação e dificuldades de regulação emocional. Já a avaliação neuropsicológica pode ser útil quando há suspeita de alterações em funções executivas, atenção, memória ou cognição social que interfiram no planejamento terapêutico.
Na prática, a decisão não é apenas entre medicamento ou psicoterapia. Em muitos casos, o melhor resultado é obtido pela integração entre psicofarmacologia e psicoterapia, que podem ser conduzidas pelo mesmo psiquiatra quando este possui formação em psicoterapia, ou em conjunto com um psicólogo, de acordo com as necessidades de cada paciente.
A escolha da estratégia terapêutica deve ser individualizada pelo psiquiatra, considerando o diagnóstico, o perfil clínico e os objetivos do tratamento.
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Meu marido tomava paroxetina mas o médico trocou por tranzodona. Quais os efeitos colaterais na adap
Meu marido tomava paroxetina mas o médico trocou por tranzodona. Quais os efeitos colaterais na adaptação do mesmo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A troca da paroxetina pela trazodona pode ser acompanhada por um período de adaptação, mas os sintomas variam conforme a forma como a transição foi realizada e as doses utilizadas.
A paroxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS, enquanto a trazodona atua por mecanismos diferentes e costuma ter efeito sedativo mais pronunciado. Durante a troca, podem ocorrer sonolência, tontura, boca seca, dor de cabeça (cefaleia), náusea e alterações do sono. Se a paroxetina for reduzida rapidamente, também podem surgir sintomas de descontinuação (abstinência), como tontura, irritabilidade, ansiedade, sensação de choques elétricos e mal-estar.
Esses sintomas podem ser percebidos como maior sensibilidade emocional, instabilidade do humor, dificuldade para dormir ou, ao contrário, excesso de sonolência, dependendo da resposta individual.
Na prática, é importante diferenciar efeitos da adaptação à trazodona dos sintomas relacionados à retirada da paroxetina, pois a conduta pode ser diferente em cada situação.
Se os sintomas forem intensos, persistirem ou estiverem piorando, converse com o psiquiatra que acompanha o tratamento para reavaliar a estratégia de transição. Não interrompa ou modifique as medicações por conta própria.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Pode tomar cerveja enquanto tá no tratamento com fluoxetina?
Pode tomar cerveja enquanto tá no tratamento com fluoxetina?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não é recomendado consumir cerveja ou outras bebidas alcoólicas durante o tratamento com fluoxetina.
A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS e o álcool pode potencializar efeitos como sonolência, redução da atenção, prejuízo da coordenação motora e piora da capacidade de julgamento. Além disso, o consumo de álcool pode agravar sintomas de ansiedade e depressão, reduzindo a eficácia do tratamento.
Algumas pessoas não percebem alterações importantes ao ingerir pequenas quantidades de álcool, enquanto outras apresentam maior sedação, tontura ou piora do humor. Essa resposta é bastante individual.
Na prática, o objetivo do tratamento é alcançar estabilidade emocional. O consumo de álcool, especialmente no início do uso da fluoxetina ou durante ajustes de dose, pode dificultar a avaliação da resposta ao medicamento e favorecer oscilações dos sintomas.
Converse com o psiquiatra que acompanha seu tratamento antes de consumir bebidas alcoólicas, principalmente se ainda estiver em fase de adaptação à fluoxetina.
Respeitosamente,
Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva
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Perguntas frequentes
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Usei o Inseris XR 300 mg por aproximadamente dois meses, conforme prescrição médica, e durante esse
Olá! Sim, dois meses é tempo suficiente, principalmente com a dose de 300mg.…