Perguntas do paciente (621)

  • Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adorm

    Deixei de tomar Zolpidem, mas ainda não recuperei o sono. Vou para a cama antes das 23:30 e só adormeço perto da 1:00, depois acordo às 4 e qualquer coisa. Demora muito tempo para dormir uma noite inteira? Tomei o Zolpidem mais ou menos 1 mês.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, isso pode acontecer. Após interromper o Zolpidem, principalmente quando ele foi utilizado diariamente por algumas semanas, algumas pessoas apresentam uma insônia de rebote, caracterizada por maior dificuldade para iniciar ou manter o sono. Esse efeito costuma ser temporário.

    Como você utilizou o medicamento por cerca de um mês, é possível que o cérebro ainda esteja se readaptando ao sono natural. Na maioria dos casos, essa adaptação ocorre ao longo de alguns dias a poucas semanas, embora o tempo varie entre as pessoas.

    Outro ponto importante é que, muitas vezes, a dificuldade para dormir não está relacionada apenas à retirada do Zolpidem, mas também à condição que motivou seu uso (como ansiedade, transtorno do pânico ou depressão). Nesses casos, à medida que o tratamento da doença de base faz efeito, o sono tende a se consolidar novamente.

    Enquanto isso, manter horários regulares para dormir e acordar, evitar cafeína no período da tarde e da noite, reduzir o uso de telas antes de dormir e não permanecer muito tempo acordado na cama são medidas que podem facilitar essa recuperação.

    Se, após algumas semanas, você continuar dormindo apenas 3 a 4 horas por noite ou se a insônia estiver comprometendo significativamente seu funcionamento durante o dia, vale a pena conversar com o médico que acompanha seu tratamento. Em alguns casos, pode ser necessário ajustar a estratégia terapêutica para favorecer a recuperação do sono sem depender novamente do Zolpidem.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 compr

    Bom dia! Gostaria de saber se eu tomar 2 comprimidos de desvenlafaxina 50mg, isso equivale a 1 comprimido de 100mg. Tomo o desve de 100mg mas estou com uma caixa de 50mg e como esse medicamento é de *liberação prolongada*, tenho dúvida se isso pode ser feito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim. Em geral, tomar dois comprimidos de Desvenlafaxina 50 mg equivale à dose total de um comprimido de 100 mg. O fato de ser uma medicação de liberação prolongada não impede essa substituição, desde que ambos os comprimidos sejam da mesma formulação de liberação prolongada e sejam ingeridos inteiros, sem partir, mastigar ou triturar.

    Na prática, o organismo receberá a mesma dose total de 100 mg, e não costuma haver diferença clínica relevante apenas pelo fato de a dose estar dividida em dois comprimidos de 50 mg.

    Entretanto, é importante confirmar se ambos os medicamentos são realmente da mesma apresentação farmacêutica (liberação prolongada), pois isso garante que a liberação da medicação ocorra da forma esperada.

    Caso essa substituição seja necessária por um período, ela costuma ser uma alternativa viável. Uma avaliação individualizada poderá confirmar se esta é a melhor opção para o seu tratamento.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio Silva


  • Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura . Me

    Fui diagnosticada com esquizofrenia paranoide , no laudo consta como sem possibilidade de cura .
    Meu sonho é cursar psicologia ,porém penso que mesmo aprovada pela graduação não poderei trabalhar como psicóloga . Isso, porque tentarei uma aposentaria por invalidez . Tenho a opção de estudar pra ter apenas autoconhecimento .
    Estou triste e desanimada pois eu penso que poderia ajudar as pessoas ,mas sei que não poderei .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Receber um diagnóstico de esquizofrenia costuma trazer muitas dúvidas e preocupações em relação ao futuro. No entanto, é importante saber que o fato de um laudo mencionar "sem possibilidade de cura" não significa que a pessoa não possa ter qualidade de vida, estudar, desenvolver habilidades ou realizar projetos pessoais. Hoje sabemos que muitas pessoas com esquizofrenia apresentam melhora importante com tratamento adequado e conseguem retomar estudos, trabalho e relacionamentos.

    Quanto ao curso de Psicologia, não existe uma regra geral que impeça uma pessoa com esquizofrenia de cursar a graduação ou exercer a profissão. A possibilidade de atuação dependerá da evolução clínica, do grau de estabilidade dos sintomas, da capacidade funcional e das exigências da atividade profissional. Da mesma forma, a concessão de aposentadoria por invalidez (ou incapacidade permanente) é avaliada individualmente pelo INSS e pode ter implicações sobre o exercício de atividade remunerada.

    Mesmo que, em determinado momento, você não possa atuar profissionalmente, estudar Psicologia pode ser uma experiência muito enriquecedora, proporcionando autoconhecimento, compreensão sobre o funcionamento humano e crescimento pessoal. Além disso, a evolução do tratamento pode modificar perspectivas que hoje parecem definitivas.

    Converse com seu psiquiatra sobre seus objetivos de vida. Um bom planejamento terapêutico considera não apenas o controle dos sintomas, mas também os sonhos, projetos e o nível de funcionamento que você deseja alcançar. Em muitos casos, é possível construir esse caminho de forma gradual e segura.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 di

    Comecei hj o desmame da sertralina pelo o bup,fk 1 mês em meio tomando sertralina,estou tomando 1 dia sim um dia não a sertralina e o bup vou começar TDS?
    Só q estou tontura é normal será q estou fazendo o certo?eu comecei ter crise de ansiedade depois q parei fumar aí tive crise muita crise, agora estou bem por isso o desmame da sertralina será que estou fazendo o certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    A tontura pode, sim, acontecer durante o desmame da Sertralina. Esse é um dos sintomas mais comuns da síndrome de descontinuação dos antidepressivos, principalmente quando a dose é reduzida rapidamente ou quando o medicamento passa a ser tomado em dias alternados.

    No entanto, não é possível dizer se o esquema que você está fazendo é o mais adequado, pois isso depende da dose de Sertralina que você utilizava, da dose de Bupropiona, do tempo de tratamento e da estratégia definida pelo seu médico. Em muitos casos, o psiquiatra faz uma transição gradual entre os dois medicamentos justamente para reduzir o risco de sintomas de retirada e de retorno da ansiedade.

    Vale lembrar também que a Bupropiona pode, nas primeiras semanas, aumentar a ansiedade em algumas pessoas, embora esse efeito geralmente seja transitório.

    Como você relata que as crises de ansiedade começaram após parar de fumar e que atualmente está bem, isso é um bom sinal. Ainda assim, caso a tontura seja intensa, persistente ou venha acompanhada de piora importante da ansiedade, procure o médico que prescreveu a medicação antes de fazer novos ajustes por conta própria. Às vezes, pequenas mudanças na velocidade do desmame são suficientes para tornar essa fase muito mais confortável.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti mel

    Estou fazendo uso do lítio(900mg) (há duas semanas aumentei mais um comprimido), porém não senti melhoras da depressão bipolar. Ele não consegue tratar essa parte?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, o lítio pode ajudar no tratamento da depressão bipolar, mas sua ação nessa fase costuma ser menos robusta do que na mania e na prevenção de novas oscilações do humor.

    Além disso, como você aumentou a dose para 900 mg há apenas duas semanas, ainda pode ser cedo para concluir que ele não está funcionando. Em geral, são necessárias 2 a 6 semanas após atingir uma dose terapêutica (e uma litemia adequada) para avaliar melhor a resposta clínica.

    Vale lembrar que nem todos os pacientes com depressão bipolar apresentam remissão apenas com o lítio. Em muitos casos, é necessário associar outros medicamentos que possuem maior eficácia para essa fase da doença, como quetiapina, lurasidona, lamotrigina ou outras estratégias, sempre individualizadas pelo psiquiatra.

    O fato de você ainda não ter percebido melhora não significa, necessariamente, que o tratamento irá falhar. O mais importante é verificar se a litemia está dentro da faixa terapêutica e acompanhar a evolução nas próximas semanas. Se, mesmo após um período adequado e com níveis sanguíneos apropriados, os sintomas depressivos persistirem, seu psiquiatra poderá discutir a necessidade de ajustes ou associações medicamentosas.

    Uma reavaliação cuidadosa nessa fase costuma ser mais útil do que aumentar ou trocar a medicação precocemente, pois isso permite definir a estratégia mais eficaz para alcançar a remissão dos sintomas.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar?

    Trabalho a noite, e vou ter que iniciar o escitalopram para tag,pode me fazer mal iniciar? Tenho receio dos efeitos colaterais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    É compreensível ter esse receio, mas, na maioria dos casos, os efeitos colaterais iniciais do Escitalopram são leves e transitórios. Os mais comuns nas primeiras semanas são náusea, desconforto gastrointestinal, dor de cabeça, aumento passageiro da ansiedade, alteração do sono e tontura. Muitas pessoas apresentam poucos ou nenhum efeito adverso.

    Como você trabalha à noite, isso não impede o início do tratamento. O importante é definir, junto com o médico, o horário mais adequado para tomar a medicação, de acordo com sua rotina. Algumas pessoas sentem mais sonolência e preferem tomar antes de dormir; outras ficam mais despertas e se adaptam melhor tomando ao acordar. Esse ajuste é individual.

    Uma estratégia frequentemente utilizada para melhorar a tolerabilidade é iniciar com uma dose mais baixa (por exemplo, metade da dose prescrita) por alguns dias e depois aumentar gradualmente, quando essa conduta é compatível com a orientação do médico.

    Lembre-se de que o benefício do Escitalopram para o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) não é imediato. A melhora costuma começar entre 2 e 4 semanas, com efeito mais completo em torno de 6 a 8 semanas.

    Se os efeitos colaterais forem intensos ou persistirem por mais do que os primeiros dias, entre em contato com o médico que prescreveu a medicação. Um acompanhamento próximo nessa fase inicial costuma trazer mais segurança e permite fazer pequenos ajustes para que o tratamento seja mais confortável e eficaz.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Olá tudo bem? Estou tomando aymee a noite mas não tenho costume de jantar, como só 1 pão com manteig

    Olá tudo bem?
    Estou tomando aymee a noite mas não tenho costume de jantar, como só 1 pão com manteiga e queijo e suco. Será que é suficiente para absorção do remédio, ou seria melhor mudar para o almoço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Depende do motivo pelo qual o Aymée® foi prescrito. De modo geral, a maioria dos medicamentos pode ser tomada com uma refeição leve, e um lanche como pão com queijo e manteiga costuma ser suficiente para reduzir o desconforto gástrico e não compromete a absorção da medicação.

    Se você tolera bem o medicamento à noite e esse horário facilita manter uma rotina, geralmente não há necessidade de mudar para o almoço apenas por causa da quantidade de alimento ingerida.

    Entretanto, se o Aymée® estiver causando náuseas ou outros desconfortos gastrointestinais, pode ser interessante tomá-lo após uma refeição um pouco mais completa ou discutir com o médico a possibilidade de mudar o horário.

    Na próxima consulta, vale a pena confirmar se há alguma recomendação específica para o seu caso, pois isso pode variar de acordo com a indicação do medicamento e com suas condições de saúde.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando o

    Estou sem tomar Rivotril a 15 dias parei por conta, só depois de 5 dias fui a médica,estou tomando outra medicação,mais minha cabeça, está aérea, confusão mental,formigando de um lado,ouvidos entupido,pode ser falta da medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, é possível. O Clonazepam (Rivotril®) não deve ser interrompido abruptamente, principalmente após uso contínuo. A suspensão pode desencadear sintomas de abstinência, que costumam surgir nos primeiros dias e podem persistir por algumas semanas, dependendo da dose utilizada, do tempo de tratamento e das características de cada pessoa.

    Sintomas como sensação de "cabeça aérea", confusão, tontura, aumento da ansiedade, formigamentos, dificuldade de concentração e insônia podem fazer parte da síndrome de descontinuação. Entretanto, a sensação de ouvido entupido não é um sintoma típico e merece ser avaliada para descartar outras causas, como problemas otológicos.

    Como você já está há 15 dias sem o Rivotril® e iniciou outra medicação, também é possível que alguns sintomas estejam relacionados ao período de adaptação ao novo tratamento ou ao retorno da ansiedade que motivou o uso do Clonazepam.

    É importante não reiniciar o Rivotril® por conta própria. Como os sintomas persistem e incluem confusão mental e alterações sensoriais, o mais adequado é entrar em contato com a médica que está acompanhando seu tratamento para que ela avalie se esses sintomas são compatíveis com a retirada da medicação ou se existe outra causa que precise ser investigada.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma

    Tomo a sertralina 50mg ja faz um ano e me trouxe otimos efeitos, porem recentemente tenho sentido uma falta de energia grande, devo estar com a b12 baixa, ansiedade que me causa compulsao alimentar, de carboidratos e industrializados
    Parar pode ser uma boa opção?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Não é recomendável interromper a Sertralina por conta própria. O fato de ela ter proporcionado um bom controle dos sintomas por um ano é um indicativo de que vem desempenhando um papel importante no seu tratamento.

    A falta de energia pode ter diversas causas, como deficiência de vitamina B12, ferro, vitamina D, alterações da tireoide, distúrbios do sono, depressão residual ou outras condições clínicas. Já a compulsão por carboidratos e alimentos industrializados também pode estar relacionada à ansiedade, ao humor, ao estresse ou até mesmo a hábitos alimentares, não sendo necessariamente um efeito da Sertralina.

    Embora algumas pessoas relatem cansaço durante o uso desse medicamento, quando esse sintoma surge após um longo período de estabilidade, é importante investigar outras causas antes de atribuí-lo ao antidepressivo ou decidir suspendê-lo.

    O mais adequado é conversar com o médico que acompanha seu tratamento para que ele possa solicitar os exames necessários e avaliar se há necessidade de ajustar a medicação ou se existe outra condição contribuindo para esses sintomas. Em muitos casos, corrigir uma deficiência nutricional ou tratar outro fator associado resolve o problema sem necessidade de interromper um medicamento que vem sendo eficaz.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Há interação entre lamotrigina e cicloprimogyna?? Cicloprimogyna corta o efeito da lamotrigina?

    Há interação entre lamotrigina e cicloprimogyna??
    Cicloprimogyna corta o efeito da lamotrigina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, existe uma interação importante entre a Lamotrigina e o Cicloprimogyna®.

    O Cicloprimogyna® contém estrogênio, e os medicamentos que contêm esse hormônio podem aumentar o metabolismo da Lamotrigina no fígado. Como consequência, a concentração de Lamotrigina no sangue pode diminuir significativamente, reduzindo seu efeito. Em algumas mulheres, essa redução pode chegar a cerca de 50%, embora a intensidade varie de pessoa para pessoa.

    Isso não significa que a associação seja contraindicada, mas pode ser necessário ajustar a dose da Lamotrigina quando o Cicloprimogyna® é iniciado ou interrompido. Da mesma forma, se o estrogênio for suspenso, os níveis de Lamotrigina podem aumentar novamente, elevando o risco de efeitos adversos, como tontura, visão dupla, desequilíbrio e sonolência.

    Por esse motivo, sempre que houver início, suspensão ou troca de um medicamento hormonal contendo estrogênio, é importante informar o médico que acompanha o tratamento com Lamotrigina. Em alguns casos, pode ser necessária uma reavaliação da dose e do quadro clínico.

    Uma avaliação individualizada permitirá manter o equilíbrio entre a eficácia da Lamotrigina e a terapia hormonal, reduzindo o risco de perda de efeito ou de efeitos colaterais.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos resid

    Quetiapina 25mg ajuda a potencializar a venlafaxina 225mg para tratamento de sintomas ansiosos residuais / resposta parcial após nova crise / oscilação da ansiedade?
    N foi modificada a dose da venla por otima resposta há mais de 2 anos, porém alguns sintomas desconfortáveis ainda persistiram após 30 dias da crise e do período “pior”.
    Com 6 dias de uso ja ajudou no sono e na angústia diurna nas primeiras horas da manhã.
    Sd pânico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim. A Quetiapina em baixa dose pode ser utilizada como adjuvante da Venlafaxina em pacientes com Transtorno do Pânico e Transtorno de Ansiedade Generalizada que apresentam resposta parcial ou sintomas residuais, especialmente quando persistem ansiedade antecipatória, hipervigilância, dificuldade para relaxar e alterações do sono.

    No seu caso, alguns aspectos são favoráveis: a Venlafaxina 225 mg já havia proporcionado excelente controle da ansiedade por mais de dois anos, a recaída ocorreu após um evento desencadeante bem definido e, em apenas 6 dias de uso da Quetiapina 25 mg, você já percebe melhora do sono e redução da angústia nas primeiras horas da manhã. Esses são sinais de que a medicação está produzindo efeitos clínicos.

    Entretanto, é importante lembrar que essa melhora inicial ocorre principalmente pela ação sedativa e ansiolítica precoce da Quetiapina. O benefício mais consistente sobre os sintomas ansiosos residuais costuma ser avaliado após cerca de 2 a 4 semanas de tratamento. Por isso, ainda é cedo para concluir se 25 mg serão suficientes ou se haverá necessidade de ajuste da dose.

    Na prática clínica, quando há melhora progressiva do sono, redução da ansiedade matinal e recuperação gradual da funcionalidade, muitos psiquiatras optam por aguardar esse período antes de modificar o esquema terapêutico. Se, ao final desse intervalo, persistirem sintomas como desrealização, ansiedade antecipatória ou medo de novas crises com impacto significativo na qualidade de vida, pode ser discutido um ajuste da dose ou outra estratégia.

    Pelo seu relato, a resposta inicial é compatível com o que se espera dessa associação e sugere que vale a pena aguardar o tempo necessário para avaliar seu efeito pleno antes de concluir que a dose é insuficiente.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?

    O médico tirou a paroxetina e me deu venlafaxina de 150 ela é para pânico como a paroxetina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim. A Venlafaxina é um medicamento eficaz para o tratamento do Transtorno do Pânico e é uma das opções recomendadas pelas diretrizes clínicas, assim como a Paroxetina. Ambas podem reduzir a frequência das crises, a ansiedade antecipatória e o comportamento de evitação.

    A principal diferença é que a Paroxetina pertence ao grupo dos ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina), enquanto a Venlafaxina é um ISRSN (inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina). Em doses mais elevadas, como 150 mg ou mais, a Venlafaxina também passa a atuar de forma mais significativa sobre a noradrenalina.

    Nas primeiras semanas de tratamento é possível ocorrer um aumento passageiro da ansiedade, motivo pelo qual alguns pacientes recebem temporariamente um ansiolítico até que o antidepressivo faça efeito. Em geral, a melhora começa a ser percebida entre 2 e 4 semanas, com efeito mais consistente após 6 a 8 semanas.

    Portanto, a troca da Paroxetina pela Venlafaxina é uma estratégia bastante utilizada quando há necessidade de ajustar o tratamento. O importante é aguardar o tempo adequado para avaliar a resposta e manter o acompanhamento com o médico que realizou a mudança.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Olá. Estou em acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar ansiedade. Estou em uso de Sertr

    Olá. Estou em acompanhamento psicológico e psiquiátrico para tratar ansiedade.
    Estou em uso de Sertralina há 19 dias.
    Sinto extremo alívio na ansiedade, porém sinto "tranquilidade extrema", mas que não atrapalha em minha rotina, mas causa muita estranheza, pois por consequência, acabo me sentindo lenta. Ao questionar a psicóloga, ela comentou que isto é comum de uma mente não ansiosa e a psiquiatra comentou que a expectativa é que esta sensação seja cada vez mais comum para mim.
    Esta expectativa é correta? A tendência é que com o andar dos tratamentos, essa sensação seja meu novo normal e eu me sinta bem deste modo ou pode ser sinal do tratamento incorreto ainda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Pelo que você descreve, essa evolução é compatível com o início de uma boa resposta ao tratamento. Muitas pessoas que convivem com ansiedade por muito tempo acabam se acostumando a viver em um estado de constante alerta. Quando a ansiedade diminui de forma significativa, essa sensação de calma pode parecer estranha ou até ser interpretada como lentidão.

    Como você está há apenas 19 dias em uso da Sertralina, ainda está em uma fase de adaptação. É comum que, nas primeiras semanas, algumas pessoas relatem uma sensação de "tranquilidade extrema", de estar mais desaceleradas ou menos reativas. Com o passar do tempo, essa percepção costuma se tornar mais natural, à medida que o cérebro se adapta ao novo padrão de funcionamento.

    O objetivo do tratamento não é deixá-la sedada ou sem emoções, mas permitir que você viva sem o excesso de preocupação, tensão e hipervigilância que caracterizam a ansiedade. Muitas pessoas descrevem essa mudança como "descobrir como é viver sem estar em estado de alerta o tempo todo".

    Entretanto, se essa sensação evoluir para sonolência excessiva, perda de motivação, dificuldade de concentração, embotamento emocional (sentir-se "anestesiada") ou prejuízo importante na rotina, vale a pena conversar com sua psiquiatra, pois pode ser necessário reavaliar a dose ou o tratamento.

    Pelo seu relato, especialmente considerando que houve um alívio importante da ansiedade sem prejuízo do funcionamento, a expectativa de que essa tranquilidade se torne mais familiar ao longo do tratamento faz sentido. A tendência é que você deixe de estranhá-la e passe a reconhecê-la como um estado emocional saudável, e não como um sinal de que há algo errado.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Trei o tramadol de uma vez, depois de muitos anos tomando, na fisioterapia fiquei sem dor. Aí não ac

    Trei o tramadol de uma vez, depois de muitos anos tomando, na fisioterapia fiquei sem dor. Aí não achei necessário tomar mais. Porém estou sentindo falta de ar durante o dia. A noite tomo aprazolam e a falta de ar vai passando. A pergunta é , essa falta de ar tá relacionada a retirada da falta de ar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, é possível que exista relação. O Tramadol, principalmente quando utilizado por um longo período, pode causar sintomas de abstinência se for interrompido de forma abrupta. Entre esses sintomas estão ansiedade, inquietação, sudorese, insônia, tremores, sensação de mal-estar e, em algumas pessoas, a sensação de falta de ar ou dificuldade para respirar, muitas vezes relacionada ao aumento da ansiedade.

    O fato de a falta de ar melhorar após o uso do Alprazolam reforça a possibilidade de que esse sintoma tenha um componente ansioso ou esteja relacionado à síndrome de descontinuação do Tramadol. Entretanto, isso não permite afirmar que essa seja a única causa.

    É importante lembrar que falta de ar também pode estar relacionada a problemas cardíacos, pulmonares ou outras condições clínicas que precisam ser descartadas, especialmente se o sintoma for intenso, persistente, surgir aos esforços ou vier acompanhado de dor no peito, tontura, desmaio ou lábios arroxeados.

    Como você utilizou Tramadol por muitos anos, o ideal é informar o médico que acompanhava esse tratamento. Em alguns casos, pode ser necessário realizar uma retirada mais gradual para reduzir os sintomas de abstinência.

    Uma avaliação médica permitirá confirmar se a falta de ar está relacionada à suspensão do Tramadol ou se existe outra causa que necessite de investigação.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Eu estou com vontade de fazer xixi mais eu não consigo

    Eu estou com vontade de fazer xixi mais eu não consigo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    A sensação de vontade de urinar sem conseguir eliminar a urina pode indicar uma retenção urinária, situação que merece atenção. Esse problema pode estar relacionado a diversas causas, como infecção urinária, aumento da próstata (nos homens), alterações neurológicas ou, em alguns casos, ao uso de medicamentos.

    Se você iniciou recentemente alguma medicação, especialmente antidepressivos, antipsicóticos ou medicamentos com ação anticolinérgica, é importante informar isso ao médico, pois algumas dessas medicações podem dificultar o esvaziamento da bexiga.

    Caso você esteja com dor intensa na parte inferior do abdômen, grande desconforto, bexiga muito cheia ou não consiga urinar de forma alguma por várias horas, procure um serviço de urgência imediatamente, pois pode ser necessária uma avaliação e, eventualmente, um esvaziamento da bexiga.

    Como a dificuldade para urinar pode ter diferentes causas, uma avaliação clínica permitirá identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo

    Um psiquiatra pode negar o encaminhamento neuropsicológico, recomendado previamente por um psicólogo, só porque o paciente não apresenta os sintomas estereotipados de autismo ou pelo psiquiatra acreditar que isso é estar "procurando pelo em ovo"? Baseado em uma opinião pessoal dele sobre o tema

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim. A decisão de solicitar uma avaliação neuropsicológica é clínica e deve ser baseada na história, nos sintomas, no exame psiquiátrico e na hipótese diagnóstica. O psiquiatra pode discordar da necessidade do exame, mas essa decisão deve estar fundamentada em critérios técnicos, e não apenas em uma opinião pessoal ou na ausência de características consideradas "estereotipadas".

    É importante lembrar que o Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente em adolescentes e adultos com bom nível de funcionamento, pode se manifestar de forma bastante variável. Muitas pessoas desenvolvem estratégias de compensação (camuflagem ou masking), o que torna o diagnóstico mais desafiador. Além disso, a avaliação neuropsicológica não serve apenas para investigar TEA, mas também para esclarecer dúvidas diagnósticas envolvendo TDAH, transtornos de aprendizagem, alterações cognitivas e outras condições.

    Por outro lado, o fato de um psicólogo recomendar a avaliação não significa, obrigatoriamente, que ela seja indispensável. O psiquiatra pode concluir que, naquele momento, o exame não acrescentaria informações relevantes. O ideal, entretanto, é que essa decisão seja explicada ao paciente, apresentando os motivos clínicos para solicitar ou não o encaminhamento.

    Se você sentir que suas queixas não foram devidamente consideradas ou que a decisão não foi suficientemente fundamentada, é totalmente legítimo buscar uma segunda opinião. Em psiquiatria, especialmente quando há dúvidas diagnósticas, isso pode contribuir para uma avaliação mais completa e aumentar a segurança na definição do diagnóstico e do tratamento.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle

    após uma nova crise de ansiedade , em quanto tempo a venlafaxina (225mg) volta a “assumir o controle “? Já estava em uso há mais de 2 anos e mto bem, sem crises
    Já faz mais de 1 mês desde a última crise e eu vinha usando um benzo de suporte diariamente, dose baixa, 2x ao dia .
    Após nova consulta foi adicionada a quetiapina 25mg (ha 2 dias) devido a sintomas residuais ainda bem desconfortáveis (desrealizacao, sensação de distanciamento, ansiedade antecipatória etc).

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Pelo seu relato, a Venlafaxina provavelmente não "perdeu o efeito". Como você vinha há mais de dois anos com excelente controle do transtorno do pânico e a recaída ocorreu após um fator desencadeante específico, é mais provável que o episódio tenha ultrapassado temporariamente a capacidade de proteção que a medicação vinha oferecendo.

    Nessas situações, mesmo mantendo a mesma dose (225 mg), é comum que o cérebro leve algumas semanas para recuperar o equilíbrio após a crise. A Venlafaxina continua exercendo sua ação, mas o sistema nervoso pode permanecer em um estado de hipervigilância, mantendo sintomas residuais como ansiedade antecipatória, desrealização, despersonalização e sensação de distanciamento.

    O fato de já ter passado mais de um mês desde a crise, sem novas crises de pânico intensas, e de você ter utilizado um benzodiazepínico em baixa dose como suporte é um indicativo de que houve uma recuperação parcial. A introdução da Quetiapina 25 mg tem justamente o objetivo de auxiliar nessa fase residual, reduzindo a hiperativação e favorecendo que o cérebro retorne ao padrão de estabilidade anterior.

    Com apenas 2 dias de Quetiapina, ainda é muito cedo para avaliar seu efeito sobre esses sintomas. Embora a melhora do sono e da angústia possa aparecer nos primeiros dias, o efeito mais consistente sobre os sintomas ansiosos residuais costuma ser observado após cerca de 2 a 4 semanas.

    Portanto, neste momento, faz sentido manter a estratégia proposta pelo seu psiquiatra e acompanhar a evolução. Se houver uma melhora gradual da ansiedade antecipatória, da desrealização e da sensação de "piloto automático" nas próximas semanas, isso sugere que a associação está cumprindo seu papel. Caso esses sintomas permaneçam praticamente inalterados após um período adequado, poderá ser o momento de reavaliar a dose da Quetiapina ou outras estratégias terapêuticas.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?

    É possível tratar Transtorno bipolar tipo 2 somente com antipsicótico atípico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, em alguns casos isso é possível. O tratamento do Transtorno Bipolar tipo II deve ser individualizado, e alguns antipsicóticos atípicos possuem evidências de eficácia tanto para episódios depressivos quanto para a manutenção da estabilidade do humor.

    Por exemplo, a Quetiapina é um dos medicamentos mais estudados para o tratamento do Transtorno Bipolar tipo II e pode ser utilizada em monoterapia em determinados pacientes, especialmente durante episódios depressivos e na manutenção. Outros antipsicóticos atípicos, como a lurasidona, também podem fazer parte do tratamento, embora frequentemente sejam utilizados em associação com estabilizadores do humor.

    Entretanto, nem todos os pacientes conseguem um controle adequado apenas com um antipsicótico. Dependendo da frequência das recaídas, da intensidade dos sintomas, da presença de hipomanias, depressões recorrentes ou da resposta ao tratamento, pode ser necessário associar um estabilizador do humor, como lítio, lamotrigina ou valproato.

    O objetivo do tratamento não é apenas controlar os sintomas atuais, mas também prevenir novos episódios e preservar a qualidade de vida. Por isso, a escolha da medicação depende da fase da doença, do histórico de resposta aos tratamentos anteriores, dos efeitos colaterais e das características individuais de cada paciente.

    Uma reavaliação periódica com o psiquiatra é fundamental para verificar se a monoterapia continua sendo suficiente ou se há necessidade de ajustar a estratégia terapêutica ao longo do tempo.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescent

    Sei que na bula do Atentah, é considerado o peso do paciente apenas em casos de crianças, adolescentes e adultos abaixo de 70kg. Mas existem evidências nas práticas clínicas que um adulto de maior peso tem uma tendência de precisar de dose de 80 a 100mg pra estabilizar do que alguém mais magro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Essa é uma excelente pergunta. Na prática clínica e com base nas evidências disponíveis, não há uma relação tão clara entre o peso corporal e a dose necessária de Atentah® (atomoxetina) em adultos com mais de 70 kg.

    O motivo pelo qual a bula deixa de considerar o peso acima de 70 kg é que, nessa faixa, a resposta ao tratamento passa a depender muito mais da farmacocinética individual (como cada organismo metaboliza a medicação) do que do peso corporal propriamente dito.

    Na prática, observa-se que muitos adultos acabam necessitando de 80 mg/dia, e alguns de 100 mg/dia, mas isso não ocorre necessariamente porque pesam mais. A necessidade de doses maiores costuma estar relacionada a fatores como:

    intensidade dos sintomas de TDAH;
    velocidade de metabolização da atomoxetina (especialmente pela enzima CYP2D6);
    resposta clínica individual;
    tolerabilidade aos efeitos adversos.

    Assim, um adulto de 55 kg pode precisar de 100 mg para obter uma resposta adequada, enquanto outro de 95 kg pode estabilizar completamente com 40 ou 60 mg.

    Portanto, a tendência observada na prática é que 80 mg seja a dose de manutenção mais frequente em adultos, não porque sejam mais pesados, mas porque essa é a dose em que muitos atingem o melhor equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade. A decisão de aumentar para 100 mg costuma ser reservada para aqueles que apresentaram resposta parcial após um período adequado (geralmente de 4 a 8 semanas na dose de 80 mg) e que toleram bem a medicação.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • minha psiq associou quetiapina 25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu

    minha psiq associou quetiapina
    25 mg a venlafaxina de 225mg como forma de desmamar o alprazolam q eu já vinha usando há 30 dias e melhorar sintomas residuais após uma nova crise de ansiedade q ainda persistiram .
    Essa dose costuma ser suficiente para esse fim ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, essa é uma estratégia relativamente comum na prática psiquiátrica. A Quetiapina em baixa dose pode ser utilizada como adjuvante para facilitar a retirada gradual de um benzodiazepínico, como o Alprazolam, especialmente quando ainda persistem sintomas residuais de ansiedade, hipervigilância, insônia, ansiedade antecipatória ou medo de novas crises.

    A dose de 25 mg pode ser suficiente para alguns pacientes, principalmente quando:

    a Venlafaxina 225 mg já vinha proporcionando excelente controle da ansiedade antes da recaída;
    a crise foi desencadeada por um evento específico, e não por perda progressiva da eficácia da medicação de base;
    o objetivo é "amortecer" o período de maior vulnerabilidade enquanto o sistema nervoso retorna ao equilíbrio;
    já houve resposta precoce, como melhora do sono, redução da angústia matinal e menor hiperativação.

    Entretanto, não é possível prever desde o início se 25 mg serão suficientes. A resposta costuma ser avaliada após 2 a 4 semanas, período em que o efeito ansiolítico da Quetiapina tende a se consolidar. Se houver melhora progressiva dos sintomas residuais e você conseguir reduzir o Alprazolam sem reaparecimento importante da ansiedade, isso sugere que a dose está cumprindo seu papel.

    Por outro lado, se, após esse período, persistirem sintomas relevantes como desrealização, ansiedade antecipatória, sensação de "piloto automático" ou medo constante de novas crises, seu psiquiatra poderá discutir um ajuste da dose ou outra estratégia terapêutica.

    No seu contexto, considerando que a Venlafaxina havia mantido estabilidade por mais de dois anos e que a Quetiapina foi introduzida para tratar uma recaída pontual e facilitar o desmame do benzodiazepínico, a conduta adotada é coerente e vale a pena aguardar o tempo adequado antes de concluir que a dose é insuficiente.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


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