Perguntas do paciente (621)

  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, e tenho que deixar minha mãe só. Estou com medo e com ansiedade por deixa lá sozinha, ela tem 75 anos estou com o coração doendo. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    É compreensível que essa mudança desperte muita ansiedade e um sentimento de culpa. Sair de casa para construir a própria vida não significa abandonar os pais, e esses sentimentos são comuns em momentos importantes de transição.

    Ao mesmo tempo, é importante diferenciar uma preocupação natural de uma ansiedade que acaba superestimando os riscos. Se sua mãe é independente, consegue realizar suas atividades do dia a dia e conta com algum tipo de rede de apoio, morar em outro local não significa que ela ficará desamparada.

    Uma boa estratégia é planejar essa transição: manter contato frequente por telefone, estabelecer dias para visitas e verificar se ela possui familiares, amigos ou vizinhos que possam oferecer suporte quando necessário. Essas medidas costumam trazer segurança tanto para quem sai de casa quanto para quem permanece.

    Se, apesar dessas estratégias, a ansiedade continuar intensa, causando sofrimento importante ou dificultando essa decisão, vale a pena conversar sobre isso com o profissional que acompanha seu tratamento. Em alguns casos, trabalhar esse processo em psicoterapia ajuda a elaborar sentimentos de culpa, fortalecer a autonomia e viver essa nova etapa com mais tranquilidade.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entan

    Olá. Tenho 24 anos e fui receitado sertralina 50mg de manhã para TAG e pânico faz 1 semana. No entanto, tenho tido uma insônia bem forte nesses primeiros dias e o psiquiatra me receitou tomar trazodona 50mg a noite. Pesquisei na internet e vi a combinação dessas medicações possuem um risco de desenvolver sindrome da seretonina. Essa combinação é segura e comum?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, essa é uma associação relativamente comum na prática psiquiátrica e, quando prescrita pelo médico, costuma ser considerada segura. Embora tanto a Sertralina quanto a Trazodona atuem sobre a serotonina, o risco de síndrome serotoninérgica nessa combinação, nas doses habitualmente utilizadas (como Sertralina 50 mg e Trazodona 50 mg), é considerado baixo.

    A Trazodona é frequentemente prescrita em baixa dose para tratar a insônia que pode surgir nas primeiras semanas de uso dos antidepressivos. Além de ajudar no sono, ela costuma permitir que o paciente mantenha o tratamento com a Sertralina até que seu efeito sobre a ansiedade se consolide.

    É importante lembrar que a insônia nas primeiras semanas de Sertralina é relativamente comum e, na maioria dos casos, tende a melhorar com a adaptação do organismo.

    Naturalmente, como acontece com qualquer combinação de medicamentos, é importante ficar atento a sintomas incomuns, como febre, agitação intensa, tremores importantes, rigidez muscular, sudorese excessiva, diarreia ou alterações do nível de consciência. Esses sintomas são raros, mas, caso ocorram, devem motivar uma avaliação médica imediata.

    Pelo esquema que você descreveu, trata-se de uma conduta bastante utilizada para pacientes com TAG e transtorno do pânico que apresentam insônia no início do tratamento, e a tendência é que, com o passar das semanas, a própria Sertralina passe a controlar melhor a ansiedade, reduzindo a necessidade de medicações auxiliares para o sono.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?

    Revoc está me deixando sem vontade de fazer nada. Absolutamente nada. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, isso pode acontecer. O Revoc® (fluvoxamina) pode causar, em algumas pessoas, uma sensação de apatia, diminuição da motivação ou menor iniciativa, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. No entanto, esse sintoma também pode estar relacionado à própria doença que está sendo tratada, como depressão, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou ansiedade.

    É importante observar quando essa falta de vontade começou. Se ela surgiu após o início ou aumento da dose do Revoc®, vale a pena informar o psiquiatra, pois pode ser um efeito da medicação ou indicar que a dose precisa ser reavaliada. Em alguns casos, esse desconforto diminui com o tempo; em outros, pode ser necessário ajustar o tratamento.

    Se, além da falta de vontade, você estiver apresentando tristeza intensa, perda de prazer em atividades que antes gostava, isolamento ou prejuízo importante no trabalho, nos estudos ou na vida social, essa reavaliação torna-se ainda mais importante.

    Uma consulta com o médico que acompanha seu tratamento permitirá diferenciar se esses sintomas fazem parte da adaptação ao medicamento, da evolução do transtorno de base ou se indicam a necessidade de modificar a estratégia terapêutica.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?

    Tomando acido valproico em duas tomadas de 250 mg ao dia pode ter SOP?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim. O ácido valproico pode estar associado ao desenvolvimento da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) em algumas mulheres, especialmente aquelas em idade fértil. Esse efeito parece estar relacionado à ação do medicamento sobre o metabolismo hormonal e pode ocorrer independentemente da dose, embora o risco possa ser maior com tratamentos prolongados.

    A dose de 500 mg por dia (250 mg duas vezes ao dia) não elimina esse risco. Entretanto, isso não significa que toda mulher que utiliza ácido valproico desenvolverá SOP. Muitas pacientes fazem uso da medicação por anos sem apresentar essa complicação.

    É importante ficar atenta a sinais como irregularidade menstrual, aumento de pelos no rosto ou corpo, acne, ganho de peso e dificuldade para engravidar. Caso esses sintomas apareçam, é recomendável conversar com o médico que acompanha o tratamento, pois pode ser necessária uma avaliação ginecológica, hormonal e, eventualmente, ultrassonográfica.

    Se você já tem diagnóstico de SOP ou fatores de risco para essa condição, vale a pena discutir com seu psiquiatra ou neurologista se o ácido valproico continua sendo a melhor opção terapêutica para o seu caso, considerando os benefícios e os possíveis riscos.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? S

    Há a possibilidade de queda de cabelo tomando 500 mg de ácido valproico em duas doses de 250 mg ? Se sim, como resolver esse problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim. A queda de cabelo é um efeito adverso conhecido do ácido valproico e pode ocorrer mesmo em doses de 500 mg por dia (250 mg duas vezes ao dia), embora nem todas as pessoas apresentem esse problema. Em geral, a queda costuma surgir nos primeiros meses de tratamento e, na maioria dos casos, é difusa e reversível.

    O mecanismo não é completamente conhecido, mas acredita-se que o valproato possa interferir no ciclo de crescimento dos fios e, em alguns pacientes, reduzir os níveis de nutrientes importantes para o cabelo, como zinco, selênio e biotina.

    Se a queda ocorrer, é importante não interromper a medicação por conta própria. O primeiro passo é conversar com o médico que acompanha o tratamento. Dependendo do caso, ele poderá solicitar exames para descartar outras causas de queda de cabelo (como deficiência de ferro, alterações da tireoide ou deficiência de vitaminas), orientar suplementação quando houver indicação ou, se a queda for intensa e persistente, avaliar a possibilidade de reduzir a dose ou substituir o medicamento por outra opção terapêutica.

    Na maioria das vezes, a queda de cabelo melhora após ajustes no tratamento ou mesmo com a continuidade do uso, à medida que o organismo se adapta à medicação.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo so

    Começei a tomar paroxetina a um mês e estou estranhando que desde que comecei a tomar eu to tendo sono muito cedo, tipo 20-21 horas já to com muito sono, e pra mim eu assustei porque não é comum já que eu tenho propensão a insonia e eu sempre durmo lá pras 23:00 ou 00:00, é o meu comum, então to estranhando esse sono todo, tem a ver com o medicamento ou pode ser alguma outra coisa? devo me preocupar, quando buscar um medico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, isso pode estar relacionado à Paroxetina. Entre os efeitos colaterais mais comuns nas primeiras semanas de tratamento estão sonolência, fadiga e maior necessidade de dormir. Algumas pessoas, inclusive, passam a sentir sono mais cedo do que o habitual, principalmente no primeiro mês de uso.

    Na maioria dos casos, esse efeito tende a diminuir ao longo das primeiras semanas, à medida que o organismo se adapta à medicação. Se o tratamento estiver controlando os sintomas de ansiedade ou depressão e a sonolência não estiver prejudicando sua rotina, muitas vezes basta acompanhar a evolução.

    Por outro lado, se o sono excessivo persistir após 6 a 8 semanas, for muito intenso ou estiver interferindo no trabalho, nos estudos ou nas atividades do dia a dia, vale a pena conversar com o psiquiatra. Dependendo da situação, ele poderá orientar mudar o horário da medicação, ajustar a dose ou avaliar outra alternativa terapêutica.

    Também é importante lembrar que sonolência excessiva pode ter outras causas, como privação de sono, alterações da tireoide, anemia, deficiência de vitamina B12, apneia do sono ou outras condições clínicas. Se surgirem sintomas como fraqueza intensa, desmaios, dificuldade para acordar ou outros sinais preocupantes, procure atendimento médico.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?

    Sertralina e duloxetina podem ser usados pela manhã e quetiapina a noite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, essa combinação pode ser utilizada em alguns pacientes, desde que haja indicação e acompanhamento pelo psiquiatra.

    É relativamente comum que a Sertralina e a Duloxetina sejam administradas pela manhã, enquanto a Quetiapina é tomada à noite, aproveitando seu efeito sedativo para melhorar o sono. No entanto, o horário pode ser ajustado conforme a resposta individual e os efeitos colaterais.

    Um ponto importante é que a associação de Sertralina + Duloxetina merece atenção especial. Ambas aumentam a atividade da serotonina e, embora essa combinação possa ser indicada em situações específicas, ela também aumenta o risco de efeitos adversos, incluindo a síndrome serotoninérgica. Por isso, não é uma associação que deve ser iniciada ou mantida sem supervisão médica.

    Se essa combinação foi prescrita pelo seu psiquiatra, provavelmente ele avaliou que os benefícios superam os riscos e definiu doses e acompanhamento adequados. Caso surjam sintomas como agitação intensa, tremores, febre, rigidez muscular, sudorese excessiva, diarreia ou alterações do nível de consciência, é importante procurar atendimento médico imediatamente.

    Uma reavaliação periódica com o psiquiatra permitirá verificar se a combinação continua sendo a mais adequada e se os horários das medicações estão proporcionando o melhor equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • O carbolitium em dose baixa engorda? Dose 300 mg? Pode ser tomado com monjaro?

    O carbolitium em dose baixa engorda? Dose 300 mg? Pode ser tomado com monjaro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Em geral, 300 mg de Carbolitium® é considerada uma dose baixa, mas a possibilidade de ganho de peso não depende apenas da dose. Algumas pessoas não apresentam alteração do peso, enquanto outras podem ganhar alguns quilos durante o tratamento. Esse efeito pode estar relacionado ao aumento do apetite, retenção de líquidos ou alterações no metabolismo, além de fatores individuais.

    Por outro lado, muitas pessoas em uso de 300 mg não apresentam ganho de peso significativo, especialmente quando mantêm alimentação equilibrada e atividade física.

    Em relação ao Mounjaro® (tirzepatida), não existe uma contraindicação conhecida para o uso em conjunto com o lítio. Entretanto, essa associação requer alguns cuidados. O Mounjaro pode causar náuseas, vômitos, diarreia e redução da ingestão de líquidos, o que pode favorecer desidratação. Como o lítio é eliminado pelos rins, a desidratação pode aumentar sua concentração no sangue (litemia) e elevar o risco de intoxicação.

    Por isso, caso essas medicações sejam utilizadas em conjunto, é importante manter uma boa hidratação, realizar o acompanhamento da função renal e da litemia conforme orientação médica e informar imediatamente sintomas como tremores intensos, desequilíbrio, sonolência excessiva, vômitos persistentes ou confusão mental.

    Uma avaliação com o psiquiatra e o médico que acompanha o uso do Mounjaro permitirá definir a melhor forma de utilizar essa associação com segurança.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Bom dia a todos e desde ja agradeço a atenção. 1- Minha mãe (92 anos), começou a tomar Sertralina (

    Bom dia a todos e desde ja agradeço a atenção.
    1- Minha mãe (92 anos), começou a tomar Sertralina (100mg - 50 manhã e 50 noite), há alguns meses, apresentando melhora de humor, esquecimento e desorientação.
    2 - Há mais de 15 anos ela teve crise forte de fibromialgia e a Amitriptilina a ajudou muito. Ela toma 25mg à noite até o momento.
    Ela dormia mto bem. Mas, de uns tempos para cá, seu sono passou a ser agitado.
    Pode ser a interação desses dois remédios?
    Gratidão

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    É possível que exista relação, mas não necessariamente por uma interação medicamentosa direta.

    A Sertralina e a Amitriptilina podem ser utilizadas em conjunto em situações específicas, porém essa associação exige acompanhamento médico, especialmente em idosos. A Sertralina pode aumentar os níveis da Amitriptilina no organismo em algumas pessoas, o que pode intensificar seus efeitos e favorecer efeitos colaterais.

    No entanto, um sono agitado após alguns meses de uso também pode estar relacionado a outros fatores, como a própria evolução da condição clínica, alterações do sono relacionadas ao envelhecimento, dor, ansiedade, doenças clínicas ou outros medicamentos.

    Como sua mãe tem 92 anos, é importante que essa mudança no padrão do sono seja reavaliada pelo médico que a acompanha. Nessa faixa etária, pequenas alterações no esquema medicamentoso podem ter um impacto maior, e pode ser necessário ajustar a dose, o horário das medicações ou investigar outras causas para o sono agitado.

    Como ela apresentou melhora do humor, do esquecimento e da desorientação com a Sertralina, isso é um dado positivo. Entretanto, o surgimento de alterações do sono merece uma nova avaliação antes de atribuí-las apenas aos medicamentos.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Olá! O NAC 600 pode ser usado com ritalina e quetiapina, sendo usado a ritalina pela manhã, NAC no f

    Olá!
    O NAC 600 pode ser usado com ritalina e quetiapina, sendo usado a ritalina pela manhã, NAC no fim da tarde/início da noite, e quetiapina a noite, com intervalo de horas entre os medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim. De modo geral, a N-acetilcisteína (NAC) 600 mg pode ser utilizada em associação com Ritalina® (metilfenidato) e Quetiapina, não havendo uma interação medicamentosa clinicamente relevante que impeça essa combinação.

    O esquema que você descreveu — Ritalina pela manhã, NAC no final da tarde/início da noite e Quetiapina à noite — é, em princípio, compatível. Inclusive, manter um intervalo de algumas horas entre as medicações pode facilitar a organização da rotina, embora não seja uma exigência para evitar interações.

    A NAC vem sendo estudada como tratamento adjuvante em algumas condições psiquiátricas, como transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtornos relacionados ao uso de substâncias, tricotilomania e outros quadros, mas as evidências ainda são variáveis conforme a condição clínica. Em geral, ela é considerada um suplemento com bom perfil de segurança.

    Mesmo assim, é importante informar ao psiquiatra sobre todos os medicamentos e suplementos que você utiliza. Dessa forma, ele poderá avaliar se a NAC faz sentido para o seu caso específico e acompanhar a resposta ao tratamento.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Atualmente faço tratamento psicológico há 3 anos com 3 psicólogos diferentes, e um deles me diagnost

    Atualmente faço tratamento psicológico há 3 anos com 3 psicólogos diferentes, e um deles me diagnosticou com borderline e TDAH, mas outro psicólogo acha que eu tenho depressão e ansiedade. Tenho muitos sintomas do borderline e ansiedade e alguns de TDAH também, como falta de memória, esquecimento, falta de foco, sensibilidade sensorial a algumas coisas, mudanças de humor muito rápidas e bruscas, dependência emocional, medo do abandono e impulsividades. Gostaria de saber se alguém saberia informar se talvez teria algum tratamento para este tipo de situação (seja com medicamento ou não), e como faço para conseguir um diagnóstico para estes transtornos (caso eu tenha)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Os sintomas que você descreve podem estar presentes em diferentes condições, como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), transtornos de ansiedade e depressão. Além disso, é relativamente comum que essas condições coexistam, o que torna o diagnóstico mais desafiador.

    Por esse motivo, o diagnóstico não deve ser baseado apenas em uma lista de sintomas, mas em uma avaliação detalhada da história de vida, da infância, da evolução dos sintomas, do funcionamento em diferentes contextos e, quando necessário, na aplicação de instrumentos específicos. O psiquiatra é o profissional habilitado para integrar essas informações, estabelecer o diagnóstico médico e indicar, quando pertinente, o tratamento medicamentoso.

    Em relação ao tratamento, ele depende do diagnóstico e das condições associadas. No TPB, a psicoterapia é considerada o tratamento de primeira linha, especialmente abordagens como a Terapia Comportamental Dialética (DBT). Medicamentos podem ser utilizados para aliviar sintomas específicos, como ansiedade, impulsividade, instabilidade do humor ou depressão, mas não tratam o transtorno de personalidade em si. Já no TDAH, além de estratégias psicoterápicas, podem ser indicados medicamentos específicos quando o diagnóstico é confirmado.

    Como você recebeu opiniões diferentes de psicólogos, uma consulta com um psiquiatra para uma avaliação diagnóstica completa pode ajudar a esclarecer o quadro. Em alguns casos, também pode ser útil uma avaliação neuropsicológica, principalmente quando há dúvida sobre TDAH ou alterações cognitivas.

    Independentemente do diagnóstico final, o fato de você já estar em acompanhamento e buscar compreender melhor seus sintomas é um passo importante para direcionar o tratamento mais adequado.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensa

    Olá eu comecei tomar trazodona mas sinto muita dor de cabeça, dor nas costas pernas e joelhos, sensação de ressaca e muito sono e falta de apetite. Esses sintomas são normais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, esses sintomas podem ocorrer no início do tratamento com a Trazodona. Sonolência intensa, sensação de "ressaca" ao acordar, dor de cabeça, diminuição do apetite, tontura e sensação de indisposição estão entre os efeitos adversos mais comuns nas primeiras semanas de uso e, em muitos casos, tendem a diminuir à medida que o organismo se adapta ao medicamento.

    Entretanto, dores importantes nas costas, pernas e joelhos não estão entre os efeitos colaterais mais frequentes. Embora possam ocorrer em algumas pessoas, também podem ter outras causas e merecem atenção, principalmente se forem intensas, persistentes ou acompanhadas de febre, inchaço, fraqueza muscular ou outros sintomas.

    Se esses efeitos forem leves e você estiver nos primeiros dias de tratamento, geralmente é possível observar a evolução por alguns dias. Porém, caso os sintomas sejam muito intensos, impeçam suas atividades diárias ou não apresentem melhora, entre em contato com o médico que prescreveu a Trazodona. Ele poderá avaliar se faz sentido ajustar a dose, mudar o horário de administração ou substituir a medicação.

    Procure atendimento imediatamente se surgirem sintomas como reação alérgica (inchaço, falta de ar, urticária), desmaios, dor no peito, confusão importante ou qualquer outro sinal de gravidade.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Boa tarde! Passei pelo psiquiatra e foi me passado dois remédios Bilyt e cloridrato de trazodona dep

    Boa tarde! Passei pelo psiquiatra e foi me passado dois remédios Bilyt e cloridrato de trazodona depois que comecei tomar meu cabelo está caindo acho que se chama alopecia queria saber se e por conta dos remédios é oq fazer, se volta ao normal depois, pois meu retorno com o psiquiatra e só daqui um mês.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, é possível que a queda de cabelo esteja relacionada ao tratamento, embora isso não seja um efeito colateral muito comum.

    Tanto o Bilyt® quanto a Trazodona já foram associados, em casos raros, à queda de cabelo (alopecia). Entretanto, também é importante lembrar que outros fatores podem contribuir para esse problema, como estresse, ansiedade, alterações hormonais, deficiência de ferro, zinco, vitamina B12, vitamina D ou doenças da tireoide.

    Na maioria dos casos em que a queda está relacionada ao medicamento, ela é reversível. Após o ajuste ou suspensão da medicação (quando indicado pelo médico), os cabelos costumam voltar a crescer, embora isso possa levar alguns meses.

    Como seu retorno está marcado para daqui a um mês, vale a pena entrar em contato com o psiquiatra antes, principalmente se a queda estiver intensa ou aumentando rapidamente. Dependendo da situação, ele poderá orientar uma antecipação da consulta, solicitar exames para investigar outras causas ou avaliar a necessidade de ajustar a medicação.

    É importante não interromper o tratamento por conta própria, especialmente se ele estiver trazendo benefícios para sua saúde mental.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Frontal XR (0,5) protege de oscilações maiores durante o dia e evita os picos e vales do frontal com

    Frontal XR (0,5) protege de oscilações maiores durante o dia e evita os picos e vales do frontal comum ? Estou em uso de alpraz 0,25 2x ao dia há 30 dias por uma agudização da ansiedade na qual a medicação de base não foi modificada (venla 225mg) mas sinto q a ansiedade vai aumentando no fim da tarde antes da próxima dose. Me sinto uns 60-70% melhor considerando os primeiros dias da crise, nos quais eu nem conseguia vir trabalhar, mas ainda com bastante desconforto e ruído mental diante de algumas situações.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, essa é uma possibilidade. O Frontal XR® (alprazolam de liberação prolongada) foi desenvolvido justamente para proporcionar níveis mais estáveis da medicação ao longo do dia, reduzindo as oscilações entre os picos de concentração (logo após a tomada) e os vales (quando o efeito começa a diminuir).

    No seu relato, você utiliza alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia há cerca de 30 dias e percebe um aumento gradual da ansiedade no final da tarde, antes da próxima dose. Esse padrão pode estar relacionado à redução da concentração do medicamento entre as tomadas, especialmente com a formulação de liberação imediata.

    A formulação XR tende a oferecer uma cobertura mais contínua, o que pode reduzir esse fenômeno de "rebote entre as doses" em alguns pacientes. Entretanto, ela não substitui o tratamento de base. Como você já utiliza Venlafaxina 225 mg, que vinha controlando muito bem a ansiedade por mais de dois anos, e houve uma recaída após um fator desencadeante, o objetivo do Alprazolam é funcionar como uma medicação de suporte temporário até que o sistema nervoso recupere a estabilidade.

    Como você relata estar cerca de 60–70% melhor e já conseguiu retomar o trabalho, isso sugere que houve uma recuperação importante, embora ainda existam sintomas residuais. Se o desconforto no fim da tarde persistir, vale a pena discutir com sua psiquiatra se a troca para o Frontal XR faria sentido ou se a estratégia atual (especialmente com a introdução da Quetiapina) tende a ser suficiente para permitir o desmame gradual do benzodiazepínico.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    Tenho depressão gravíssima e fui diagnosticada com ciclotimia, é possível?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Não é possível. A ciclotimia é caracterizada por oscilações crônicas entre sintomas depressivos e sintomas de elevação do humor (hipomaníacos), porém que, isoladamente, não preenchem os critérios para episódios completos de depressão maior ou mania. Entretanto, algumas pessoas inicialmente diagnosticadas com ciclotimia podem evoluir e apresentar episódios depressivos maiores ao longo da vida, situação em que o diagnóstico pode ser revisto para outro transtorno do espectro bipolar, como o Transtorno Bipolar tipo II.

    Por esse motivo, quando uma pessoa apresenta uma depressão muito intensa ou grave, é importante que o psiquiatra reavalie cuidadosamente o diagnóstico, investigando o histórico completo de oscilações do humor, episódios de hipomania, história familiar e evolução dos sintomas.

    Portanto, ter uma depressão grave não exclui a possibilidade de um transtorno do espectro bipolar, mas pode indicar que o quadro merece uma revisão diagnóstica para definir se a ciclotimia continua sendo o diagnóstico mais adequado ou se outra condição explica melhor os sintomas.

    Converse com o seu psiquiatra sobre essa dúvida. Uma revisão detalhada da história clínica é fundamental para confirmar o diagnóstico e escolher o tratamento mais apropriado.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • minha sogra está com suspeita de transtorno delirante persistente, ela possui todos os sintomas, inv

    minha sogra está com suspeita de transtorno delirante persistente, ela possui todos os sintomas, inventa histórias inexistentes, como de que está namorando com um cantor famoso, e acusa o meu sogro de ter feito algo que ele não fez e pedindo o divórcio, mas ela se recusa a ir ao médico e tentar um tratamento dizendo que nao está doente, o que fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    O que você descreve é compatível com um quadro que merece avaliação psiquiátrica. Pessoas com transtorno delirante persistente frequentemente acreditam firmemente em ideias que não correspondem à realidade e, justamente por estarem convencidas de que essas crenças são verdadeiras, costumam não reconhecer que estão doentes. Essa falta de percepção da doença (ausência de insight) faz parte do próprio transtorno e é uma das principais dificuldades para iniciar o tratamento.

    Nessas situações, tentar convencer a pessoa de que "tudo é invenção" ou confrontar diretamente o delírio geralmente não costuma funcionar e pode aumentar os conflitos. O mais recomendado é acolher o sofrimento sem validar a crença delirante. Por exemplo, em vez de confirmar ou negar a história, pode-se dizer: "Percebo que isso está lhe causando muito sofrimento. Acho que seria importante conversar com um médico para entendermos melhor o que está acontecendo."

    Se ela se recusa a procurar ajuda, a família pode buscar orientação com um psiquiatra mesmo sem a presença dela. O profissional poderá orientar estratégias de abordagem, avaliar a gravidade do quadro e explicar em quais situações uma avaliação presencial torna-se indispensável.

    Caso as ideias delirantes estejam levando a comportamentos que coloquem a própria paciente ou outras pessoas em risco, ou se houver incapacidade importante para cuidar de si mesma, pode ser necessária uma avaliação psiquiátrica de urgência. Nesses casos, a legislação brasileira prevê a possibilidade de internação involuntária, mas essa medida é reservada para situações específicas e deve ser indicada por um médico após avaliação clínica.

    Enquanto isso, procure manter uma postura calma, evite discussões sobre a veracidade das crenças e tente envolver outros familiares no cuidado. Uma abordagem respeitosa e consistente costuma ser mais eficaz do que confrontos diretos.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Estou em uso de Mirtazapina 15mg e Pindera xr 12,5 há 2 meses, desde os 20 dias de uso vejo sentindo

    Estou em uso de Mirtazapina 15mg e Pindera xr 12,5 há 2 meses, desde os 20 dias de uso vejo sentindo parestesia em pernas e braços , aumentei a dose do pondera , aumentou o formigamento por mais de 30 dias , esse efeitos pode ser dos medicamentos ? Estou preocupada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, é possível que esses sintomas estejam relacionados aos medicamentos, embora essa não seja a causa mais comum.

    A Mirtazapina e o Pondera XR® (paroxetina) podem, ocasionalmente, causar parestesias (formigamentos) como efeito adverso. O fato de o formigamento ter surgido cerca de 20 dias após o início do tratamento e ter se intensificado após o aumento da dose da Paroxetina sugere uma possível relação com a medicação. No entanto, isso não confirma que ela seja a única causa.

    Parestesias também podem estar relacionadas a outras condições, como deficiência de vitamina B12, diabetes, alterações da tireoide, compressão de nervos, ansiedade, hiperventilação ou doenças neurológicas. Por esse motivo, como o sintoma persiste há mais de 30 dias e piorou após o ajuste da dose, é importante que ele seja reavaliado pelo médico que prescreveu o tratamento.

    Não interrompa os medicamentos por conta própria. Entre em contato com seu psiquiatra para informar essa evolução. Dependendo da intensidade dos sintomas, ele poderá avaliar se há necessidade de ajustar a dose, trocar a medicação ou solicitar uma investigação para descartar outras causas.

    Procure atendimento com maior urgência se o formigamento vier acompanhado de fraqueza muscular, perda de força, dificuldade para andar, alterações da fala, da visão ou perda de sensibilidade importante.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • o ciclo menstrual pode influenciar na percepção de melhora dos sintomas ansiosos após uma nova crise

    o ciclo menstrual pode influenciar na percepção de melhora dos sintomas ansiosos após uma nova crise (desencadeada por uma vagal - ambiente lotado) depois de um período longo estável e sem modificação na medicação de base, apenas inclusão temporária de benzodiazepinico (alprazolam)? (hipervigilancia, sensação de “estagnação”, cabeça área ou oca e distanciamento, dificuldade de relaxar etc) ?
    normalmente os hormônios tendem a estabilizar e abrandar esses sintomas após q dia do ciclo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim. O ciclo menstrual pode influenciar significativamente a percepção da ansiedade e dos sintomas residuais após uma crise, mesmo quando a medicação de base permanece inalterada.

    As oscilações dos hormônios ovarianos, especialmente do estrogênio e da progesterona, modulam sistemas de neurotransmissores envolvidos na ansiedade, como serotonina, GABA e noradrenalina. Por isso, muitas mulheres percebem uma piora de sintomas como hipervigilância, sensação de "cabeça oca", desrealização, dificuldade para relaxar, ansiedade antecipatória e maior sensibilidade ao estresse em determinados períodos do ciclo.

    De forma geral:

    Fase pré-menstrual (últimos 5 a 7 dias antes da menstruação): é o período em que esses sintomas tendem a se intensificar em mulheres suscetíveis, devido à queda dos níveis de estrogênio e progesterona.
    Primeiros dias da menstruação: algumas mulheres ainda permanecem mais sensíveis, embora outras já comecem a perceber melhora.
    Fase folicular (após o término da menstruação): com a elevação gradual do estrogênio, é comum haver melhora da sensação de bem-estar e redução da ansiedade.
    Período periovulatório (aproximadamente entre o 12º e o 16º dia do ciclo, em ciclos de 28 dias): para muitas mulheres, essa costuma ser a fase de maior estabilidade emocional.

    Portanto, é possível que, após uma recaída de ansiedade, você perceba oscilações dos sintomas conforme o ciclo menstrual, sem que isso signifique necessariamente que a medicação deixou de funcionar. Essa variação hormonal pode tornar os sintomas mais ou menos perceptíveis em determinados dias.

    Se você observar que essa piora ocorre de forma consistente em praticamente todos os ciclos, vale a pena registrar os sintomas em um diário e compartilhar essas informações com seu psiquiatra. Esse padrão pode ajudar a diferenciar uma oscilação hormonal esperada de uma necessidade de ajuste no tratamento.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Boa tarde, o meu filho tem TOC e toma Sertralina, hoje aumentou a dose de 50 mg para 100 mg . Ele te

    Boa tarde, o meu filho tem TOC e toma Sertralina, hoje aumentou a dose de 50 mg para 100 mg . Ele tem 15 anos.
    Hoje após a toma, passado 2 a 3 horas ele teve uma crise de ansiedade forte ao ponto de eu ter que lhe dar o alprazolam 0.25 mg , indicado pelo médico em SOS, para o acalmar.
    É normal ele ter essas crises?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, isso pode acontecer. Nas primeiras semanas de uso da Sertralina, ou logo após um aumento da dose, algumas pessoas apresentam um aumento transitório da ansiedade, agitação, inquietação ou até crises de ansiedade. Esse efeito costuma ser temporário e tende a diminuir à medida que o organismo se adapta à nova dose.

    No caso do seu filho, como houve um aumento de 50 mg para 100 mg e a crise ocorreu cerca de 2 a 3 horas após a tomada, é possível que esteja relacionada a essa fase de adaptação. O uso do Alprazolam 0,25 mg, conforme orientação médica em caso de necessidade (SOS), é uma estratégia frequentemente utilizada justamente para controlar esse aumento inicial da ansiedade.

    Entretanto, é importante observar a evolução nos próximos dias. Se as crises forem muito intensas, ocorrerem repetidamente, surgirem sintomas importantes como agitação extrema, comportamento incomum, piora importante do humor ou ideias de autoagressão, entre em contato com o psiquiatra antes da consulta de retorno, pois pode ser necessário reavaliar a velocidade do aumento da dose ou ajustar o tratamento.

    Como ele tem 15 anos, esse acompanhamento deve ser ainda mais cuidadoso, já que adolescentes podem apresentar respostas diferentes aos antidepressivos, especialmente nas primeiras semanas ou após ajustes de dose.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


  • Estou tomando venlafaxina e queatipina tem 14 dias, sinto tontura,vista embacada e muita queimacao n

    Estou tomando venlafaxina e queatipina tem 14 dias, sinto tontura,vista embacada e muita queimacao no corpo, como se meu sangue fervesse, principamente nas pernas, mas o corpo todo fica assim... isso é comum ? Pode ser efeito do remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Fábio José Pereira da Silva

    Sim, é possível que esses sintomas estejam relacionados ao início do tratamento, principalmente se você começou a Venlafaxina e a Quetiapina há apenas 14 dias.

    Tontura e visão embaçada são efeitos colaterais relativamente comuns nas primeiras semanas, especialmente durante a fase de adaptação. Em muitas pessoas, esses sintomas diminuem gradualmente com o passar do tempo.

    Já a sensação de queimação pelo corpo, principalmente nas pernas, é menos frequente. Algumas pessoas podem apresentar parestesias (formigamentos, sensação de calor, queimação ou "choques"), principalmente no início do tratamento ou após ajustes de dose. Entretanto, esse sintoma também pode estar relacionado a outras condições clínicas e não deve ser atribuído automaticamente aos medicamentos.

    Como a sensação de "sangue fervendo" é intensa e envolve praticamente todo o corpo, é importante informar seu psiquiatra o quanto antes. Ele poderá avaliar se esses sintomas fazem parte da adaptação ao tratamento, se há necessidade de ajustar a medicação ou se é indicada uma investigação para descartar outras causas.

    Procure atendimento imediatamente se a queimação vier acompanhada de febre, erupções na pele, inchaço, dificuldade para respirar, fraqueza importante, confusão mental ou piora rápida do quadro.

    Não interrompa a Venlafaxina ou a Quetiapina por conta própria, pois isso pode provocar piora dos sintomas e dificultar a avaliação da causa.

    Respeitosamente,

    Prof. Dr. Fábio José Pereira da Silva


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