Perguntas do paciente (45)

  • Tenho medo de fazer alguma coisa errada no trânsito, alguém se irritar, anotar a minha placa, descob

    Tenho medo de fazer alguma coisa errada no trânsito, alguém se irritar, anotar a minha placa, descobrir onde eu moro e me matar. Isso é possível ou é coisa da minha cabeça? Porque tenho esses pensamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Entendo sua preocupação, e é importante saber que esse tipo de pensamento imaginar que algo muito grave acontecerá por um erro no trânsito é comum em quadros de ansiedade. Na TCC, chamamos isso de pensamento catastrófico, quando a mente exagera os riscos para tentar te proteger.
    Pensar nisso não significa que vai acontecer. É muito improvável que alguém vá te perseguir até esse ponto por um erro no trânsito. Provavelmente, esse medo vem de uma tentativa de evitar conflitos e do receio de errar. Mas dirigir com atenção já é o suficiente e mesmo que algo saia do controle, isso não significa perigo real.
    Podemos trabalhar juntos para identificar e questionar esses pensamentos, substituindo-os por outros mais realistas e equilibrados.


  • Olá! Existe alguma base científica para a ideia de que o jeito como adormecemos influencia o jeit

    Olá!

    Existe alguma base científica para a ideia de que o jeito como adormecemos influencia o jeito como acordamos?

    Por exemplo: se eu costumo adormecer imóvel e calmo, o cérebro pode repetir esse padrão ao acordar — fazendo com que eu desperte também imóvel, sem me mexer logo?

    Isso valeria tanto para atitudes físicas quanto para o último pensamento ou intenção que tive antes de dormir?

    Estou interessado nisso principalmente por questões de consciência no despertar e práticas de sono lúcido.

    Agradeço desde já!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Olá! Vou falar dentro da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que nossos hábitos, pensamentos e comportamentos formam padrões que podem se repetir. Embora ainda faltem muitas pesquisas específicas sobre a relação direta entre a forma como adormecemos e a forma como acordamos, há evidências de que o estado mental e físico antes de dormir pode sim influenciar o início do despertar. Se você costuma adormecer de forma calma e imóvel, seu cérebro pode associar isso a um padrão de relaxamento que pode se refletir no momento de acordar, tanto no corpo quanto nos pensamentos. Além disso, o que você pensa ou sente antes de dormir pode impactar a forma como desperta, especialmente em práticas como o sono lúcido, onde a consciência sobre o sono é importante. Ou seja, o que cultivamos antes de dormir pode ajudar a preparar o cérebro para como começamos o dia. É um tema muito interessante e ainda em desenvolvimento, mas seu raciocínio faz bastante sentido dentro


  • Olá! Minha namorada após 1 ano de relacionamento não sente mais afeto/carinho/tesão. Isso aconteceu

    Olá! Minha namorada após 1 ano de relacionamento não sente mais afeto/carinho/tesão. Isso aconteceu em todos os relacionamentos dela e está acontecendo no nosso agora. O que pode estar causando isso? Ela é religiosa mas nem tanto, não gosta muito de toque físico mas quanto fica sem relacionamento por 3 meses ou mais esse afeto volta. É estranho, como um ciclo onde ela nunca se mantém em um relacionamento pois não consegue mais satisfazer o afeto do companheiro

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Olá! Obrigado por compartilhar algo tão íntimo e delicado. O que você descreve parece causar bastante desconforto, e é compreensível que queira entender melhor o que está acontecendo no relacionamento. A perda de afeto, carinho e desejo sexual após certo tempo, especialmente se isso se repete em todos os relacionamentos dela, pode estar relacionada a questões emocionais mais profundas, que talvez nem ela compreenda totalmente. Há possibilidades como dificuldades em manter vínculos afetivos duradouros, estilos de apego evitativo, crenças internas sobre amor e compromisso influenciadas por experiências passadas ou mesmo por aspectos religiosos, além de questões relacionadas à forma como ela lida com a sexualidade e o toque físico. O fato de o afeto retornar após um tempo sozinha pode indicar que ela se sinta mais segura ou emocionalmente livre fora de vínculos contínuos, o que não significa falta de sentimento, mas sim possíveis conflitos internos que dificultam o sustento da intimidade ao longo do tempo. Esses padrões podem ser melhor compreendidos e trabalhados em psicoterapia, caso ela esteja aberta a isso. Ao mesmo tempo, é importante que você também olhe com cuidado para as suas próprias necessidades emocionais e afetivas, avaliando o quanto está disposto a seguir nesse relacionamento com os limites que ele apresenta. Se quiser, podemos aprofundar esse tema juntos. Às vezes, compreender o outro também nos ajuda a compreender melhor a nós mesmos.


  • agorafobia tem cura? ou tratamento? gostaria de saber sobre um pouco esse assunto. ele é pouco falad

    agorafobia tem cura? ou tratamento? gostaria de saber sobre um pouco esse assunto. ele é pouco falado hj em dia mas algumas pessoas sofrem disso e eu tb descobri que tenho isso. há alguns anos, próximo de 2020 a pandemia tudo começou.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Sim, a agorafobia tem tratamento e, em muitos casos, pode ter cura. O mais comum é a terapia, principalmente a terapia cognitivo-comportamental (TCC), que ajuda a entender e enfrentar os medos. Em alguns casos, o uso de medicamentos também pode ajudar. É importante saber que você não está sozinho e que, com apoio e tratamento certo, é possível melhorar muito e retomar a qualidade de vida. Procurar ajuda é o primeiro passo.


  • Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas

    Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas que não vão dar em nada não assume. O que passa na cabeça dessas pessoas? Existe terapia para tratar isso ou faz parte da personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Sim, isso pode estar ligado a traços da personalidade, como orgulho excessivo, dificuldade em lidar com críticas ou até mecanismos de defesa, como a negação e a projeção que são formas inconscientes de evitar sentimentos de culpa ou vergonha.
    Mas sim, existe terapia para isso! A psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, pode ajudar a pessoa a entender por que age assim e desenvolver mais responsabilidade emocional.
    O primeiro passo, no entanto, é ela reconhecer que precisa de ajuda o que nem sempre acontece de imediato.


  • Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    A diferença entre transtorno mental e doença mental está mais relacionada ao uso dos termos do que a uma distinção clara e objetiva na prática clínica. Ambos se referem a alterações no funcionamento psicológico que afetam emoções, pensamentos, comportamentos e a vida cotidiana da pessoa. No entanto, o termo transtorno mental é mais utilizado atualmente nas áreas da Psicologia e da Psiquiatria por ser considerado mais técnico e menos estigmatizante. Ele abrange uma variedade de condições, como depressão, ansiedade, transtornos alimentares, entre outros, e destaca o aspecto dinâmico e multifatorial do sofrimento psíquico, que pode ser influenciado por fatores biológicos, psicológicos e sociais. Já doença mental é um termo mais antigo e, por vezes, associado a uma visão mais centrada apenas no funcionamento do cérebro ou nas causas orgânicas, o que pode levar à ideia de algo fixo, incurável ou exclusivamente físico o que nem sempre corresponde à realidade. Portanto, os dois termos podem se referir às mesmas condições, mas “transtorno mental” é a expressão preferida por ser mais ampla, atual e menos estigmatizante.


  • Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pess

    Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pessoas com distúrbios mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    é muito importante na saúde mental porque reúne diferentes profissionais, como psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiros e outros, que trabalham juntos para cuidar da pessoa de forma completa. Cada um ajuda em uma parte diferente do tratamento, o que melhora o acompanhamento e aumenta as chances de recuperação. Assim, o paciente recebe apoio emocional, social, médico e terapêutico ao mesmo tempo.


  • É normal focar somente no olho esquerdo da pessoa no contato visual?

    É normal focar somente no olho esquerdo da pessoa no contato visual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Sim, é normal. Algumas pessoas focam mais em um olho do que no outro durante o contato visual, e isso não é um problema. É só uma forma do cérebro se concentrar melhor na conversa, algumas pessoas ficam alternando entre os olhos, porem isso é algo natural e tem diferença entre as idades, a pergunta é: porque isso te chamou a atenção agora?


  • Meu filho de 6 anos é muito emotivo e sensível. Mas sempre foi desinibido. Desde o ultimo ano notei

    Meu filho de 6 anos é muito emotivo e sensível. Mas sempre foi desinibido. Desde o ultimo ano notei que ele fica com vergonha e timido em certas ocasioes. Nas apresentações da escola , sempre foi destaque. Mas hj fica nervoso, chora e nao consegue apresentar. Nos ensaios com a turma corre tudo bem , mas quando chega o dia da apresentação, nao consegue lidar. Percebo que ele luta para conseguir. Mas nao consegue e se frustra. É hr de procurar ajuda ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    É compreensível a sua preocupação com as mudanças no comportamento do seu filho, especialmente porque você o conhece bem e percebeu uma diferença significativa nas reações dele em situações que antes eram tranquilas. A sensibilidade e a emotividade fazem parte do temperamento de algumas crianças e, por si só, não são um problema. No entanto, quando essas características começam a interferir nas atividades do dia a dia, como nas apresentações escolares, e geram sofrimento, como o choro, o nervosismo intenso e a frustração, é importante dar atenção.
    É comum que crianças passem por fases de maior insegurança ou vergonha, especialmente conforme vão crescendo e se tornando mais conscientes da avaliação dos outros. Mas, como você relatou que ele está realmente tentando enfrentar essas situações e mesmo assim não está conseguindo, isso pode ser um sinal de que ele está vivenciando algum nível de ansiedade de desempenho. A boa notícia é que, com o apoio adequado, as crianças geralmente respondem muito bem.
    Procurar ajuda de um psicólogo infantil pode ser um passo importante nesse momento. O profissional poderá avaliar mais profundamente o que está acontecendo, acolher os sentimentos do seu filho e trabalhar estratégias para que ele se sinta mais seguro e confiante. Além disso, também pode orientar vocês, pais, sobre como apoiar emocionalmente esse processo de maneira equilibrada e afetuosa. Quanto mais cedo for feito esse acompanhamento, mais chances há de evitar que essa insegurança cresça e afete outras áreas da vida dele.


  • Opa olá a todos me chamo Felipe tenho três perguntas e procuro uma consulta presencial que seja uma

    Opa olá a todos me chamo Felipe tenho três perguntas e procuro uma consulta presencial que seja uma boa neuropsicóloga ou psicóloga mesmo que realiza testes e diagnostico, sou de Campo Grande - MS

    Tenho por preferencia mulheres, mas pode ser homem caso eu mudo de ideia

    é seguinte eu tenho forte suspeitas que tenho Autismo (acredito grau 1 leve a 2 moderado), além de ter possível TOC, TDAH e ansiedade + depressão, e vicio em pornografia (Conhecido como masturbação compulsiva)

    No meu caso depressão e ansiedade é 100% confirmado pq eu sinto os sintomas embora leve e também tenho muita raiva por causa disso, pq minha depressão não é só baseado na tristeza mas também na agressividade

    A Terapia cognitiva comportamental é suficiente para lidar com todos esses problemas? e quantas semanas ou meses é necessário ? também seria melhor acompanhar junto com medicação? Obrigado deste já a todos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Oi Felipe! Obrigado por compartilhar sua história com tanta clareza. Vamos por partes para facilitar o entendimento:
    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é sim bastante indicada para os problemas que você mencionou — como TDAH, TOC, ansiedade, depressão e até para o comportamento compulsivo com pornografia. Ela ajuda a entender os pensamentos e comportamentos que causam sofrimento e ensina estratégias práticas para lidar com eles no dia a dia.
    Sobre o autismo (grau 1 ou 2), a TCC pode ajudar com questões emocionais e sociais, mas o diagnóstico precisa ser feito com avaliação específica, geralmente por uma psicóloga ou neuropsicóloga que aplique testes padronizados. O mesmo vale para o TDAH e o TOC — uma boa avaliação é essencial antes de qualquer conclusão.

    Quanto ao tempo de tratamento, varia de pessoa para pessoa. Algumas melhoras já são notadas em 10 a 20 sessões, mas quando há mais de uma condição envolvida, como no seu caso, o acompanhamento pode durar meses ou até mais de um ano, dependendo do seu progresso.
    Sobre a medicação, em muitos casos ela é sim recomendada junto com a terapia, especialmente quando os sintomas estão afetando muito o seu dia a dia. Mas isso quem avalia é um psiquiatra, que pode trabalhar em conjunto com sua psicóloga.
    Você está no caminho certo buscando ajuda. Em Campo Grande - MS, o ideal é procurar uma psicóloga ou neuropsicóloga que tenha experiência em avaliação diagnóstica e em TCC.
    Fico à disposição. Você não está sozinho nisso


  • É normal olhar pra objetos, e ficar imaginando eles ao contrário de ponta cabeça, ou com coisas nele

    É normal olhar pra objetos, e ficar imaginando eles ao contrário de ponta cabeça, ou com coisas nele que não fazem sentido?? Pode fazer parte de algum distúrbio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Sim, é comum que pessoas tenham pensamentos ou imagens mentais incomuns, como imaginar objetos de ponta-cabeça ou com elementos que não fazem sentido, esse tipo de pensamento pode fazer parte da criatividade, da curiosidade natural da mente humana ou até de processos associativos espontâneos. Só se torna uma preocupação clínica quando esses pensamentos são frequentes, causam sofrimento significativo ou interferem nas atividades diárias o que poderia, por exemplo, indicar algum transtorno do espectro obsessivo-compulsivo ou outro padrão de pensamento disfuncional. Se isso estiver incomodando ou gerando ansiedade, vale a pena conversar com um psicólogo para avaliar melhor o contexto e as implicações desses pensamentos.


  • Qual a diferença entre distimia e depressões? .

    Qual a diferença entre distimia e depressões? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    A distimia, atualmente chamada de Transtorno Depressivo Persistente, é um tipo de depressão, mas com algumas diferenças importantes em relação aos episódios depressivos maiores. A principal diferença está na duração e na intensidade dos sintomas. Na distimia, os sintomas são mais leves, mas duram por um período prolongado geralmente dois anos ou mais, enquanto na depressão maior os sintomas são mais intensos, mas tendem a ocorrer em episódios mais curtos. Pessoas com distimia podem funcionar em suas atividades diárias, mas geralmente com uma sensação constante de desânimo, baixa autoestima e falta de prazer na vida. Já na depressão maior, é comum haver uma piora mais acentuada no funcionamento diário, podendo incluir perda de interesse por quase tudo, alterações significativas no sono e apetite, fadiga intensa e até pensamentos suicidas. Ambos os quadros são sérios, afetam a qualidade de vida e merecem acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico.


  • Como deve ser tratada a neurose de angústia? .

    Como deve ser tratada a neurose de angústia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    A chamada neurose de angústia é um termo utilizado na psicanálise para descrever um conjunto de sintomas ligados à ansiedade intensa, muitas vezes sem uma causa aparente. Quem passa por isso costuma relatar sensações como aperto no peito, medo súbito, inquietação, palpitações e até crises de pânico tudo isso sem conseguir identificar exatamente o porquê de estar se sentindo assim.
    Na abordagem psicanalítica, entende-se que esse tipo de sofrimento pode estar relacionado a conflitos internos e repressões emocionais que não foram elaboradas ao longo da vida, especialmente ligadas a impulsos ou desejos que foram negados ou mal compreendidos. Ao longo do tratamento, a ideia é que o paciente possa se escutar com mais profundidade, reconhecendo e compreendendo esses conteúdos inconscientes que alimentam a angústia.
    Já em outras abordagens, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), o foco está em identificar os pensamentos automáticos e padrões mentais que intensificam os sintomas de ansiedade. Com isso, trabalhamos juntos estratégias práticas para enfrentamento, técnicas de respiração, reestruturação cognitiva e desenvolvimento de habilidades emocionais que ajudem a reduzir a intensidade da angústia no dia a dia.
    Seja qual for a abordagem, o mais importante é lembrar que esse sofrimento tem nome, tem explicação e tem tratamento. Buscar ajuda psicológica é o primeiro passo para entender melhor o que está acontecendo com você e resgatar o equilíbrio emocional.


  • Quais as características psicológicas mais importantes das pessoas com neurose de angústia?

    Quais as características psicológicas mais importantes das pessoas com neurose de angústia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    A neurose de angústia é um quadro em que a pessoa sente uma ansiedade constante, mesmo sem saber exatamente o motivo. É como se o corpo e a mente estivessem sempre em alerta, esperando que algo ruim aconteça, mas sem uma causa clara. Isso pode trazer sintomas físicos, como coração acelerado, falta de ar, tremores, tensão muscular ou dores no estômago, mesmo que os exames médicos não encontrem nenhuma alteração.
    A pessoa com esse tipo de neurose costuma se sentir desconfortável em várias situações, evita certos lugares ou momentos por medo de passar mal, e muitas vezes tem a sensação de que vai perder o controle, enlouquecer ou até morrer, mesmo sabendo que isso não faz sentido. Ela também pode se sentir culpada ou angustiada sem entender de onde vem esse sentimento.
    Esses sintomas, na verdade, são sinais de que há emoções guardadas ou conflitos internos que não estão sendo bem resolvidos. A boa notícia é que isso pode ser tratado, e a psicoterapia ajuda muito nesse processo, trazendo alívio e mais clareza sobre o que está acontecendo por dentro


  • Quais são as Diferenças entre as depressões típica e atípica ?

    Quais são as Diferenças entre as depressões típica e atípica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Na depressão típica, a pessoa costuma se sentir triste o tempo todo, com pouca energia, dorme mal e perde o apetite. Geralmente, acorda já se sentindo pior, tem pensamentos negativos sobre si mesma e sente muita culpa, mesmo sem motivos claros. Tudo parece mais lento, mais pesado, e nada a anima.
    Já na depressão atípica, apesar da tristeza, o humor pode melhorar temporariamente quando acontece algo bom. A pessoa costuma dormir demais, sente muito cansaço, principalmente nas pernas e braços, e tem mais vontade de comer, especialmente doces e carboidratos. Outro ponto comum é a sensibilidade à rejeição críticas ou discussões mexem muito com ela.
    Mesmo sendo diferentes, os dois tipos merecem atenção e cuidado. Com a ajuda certa, como psicoterapia e, em alguns casos, medicação, é possível melhorar e recuperar a qualidade de vida. O importante é não ignorar os sinais e buscar apoio.


  • Gostaria de saber se algum psicólogo usa a Terapia de Reprocessamento Generativo TRG como ferramenta

    Gostaria de saber se algum psicólogo usa a Terapia de Reprocessamento Generativo TRG como ferramenta?
    Quais suas vantagens e desvantagens?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Olá! Que bom saber do seu interesse na Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG). Sim, alguns psicólogos utilizam a TRG como uma das ferramentas no processo terapêutico. Trata-se de uma abordagem recente, voltada para o reprocessamento de memórias traumáticas e padrões emocionais, com o objetivo de gerar novos significados e promover mudanças mais profundas e duradouras. Entre suas vantagens, podemos destacar o trabalho direto com memórias emocionais, favorecendo a ressignificação de traumas, a integração entre corpo, mente e emoções, além da possibilidade de resultados mais rápidos em alguns casos específicos. A TRG também pode ser utilizada em conjunto com outras abordagens, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ampliando os recursos disponíveis no processo terapêutico. Por outro lado, por ser uma abordagem mais recente, ainda há um número limitado de estudos científicos amplamente divulgados sobre sua eficácia, se comparada a métodos mais consolidados. Além disso, nem todos os profissionais estão treinados nessa técnica, o que pode dificultar um pouco o acesso. E, como em qualquer abordagem terapêutica, os resultados podem variar de pessoa para pessoa. Caso você tenha interesse em iniciar a terapia com essa técnica ou saber se ela é indicada para a sua demanda, é importante conversar com um profissional qualificado na área.


  • Relato de Relacionamento Abusivo Namoro há 7 meses uma mulher de 43 anos. Eu tenho 26. No início, e

    Relato de Relacionamento Abusivo
    Namoro há 7 meses uma mulher de 43 anos. Eu tenho 26. No início, ela me pareceu tudo o que alguém poderia desejar: inteligente, linda, engraçada e cativante. Me senti profundamente envolvido. Mas, com o tempo, o que parecia um grande encontro se transformou em um ciclo doloroso de controle, medo e desgaste emocional.

    Desde o começo, notei sinais de ciúmes e desconfiança em excesso. Tentei relevar, buscando compreender suas inseguranças e reconhecendo também minhas imperfeições. Mas situações simples viraram gatilhos para brigas intensas. Bastava eu não atender o telefone porque adormeci, que já era suficiente para gritos, xingamentos e descontrole. Para evitar novos atritos, cheguei ao ponto de fazer uma cópia da chave da minha casa para que ela pudesse entrar e "comprovar" que eu estava mesmo dormindo.

    Com o passar dos meses, fui me afastando de pessoas próximas. Amigos e amigas de anos se tornaram “ameaças” na visão dela. Um dos episódios mais difíceis envolveu uma amiga com quem continuei conversando, mesmo após ela ter pedido que eu cortasse o contato. Admito que errei por não ter sido mais firme, mas sempre deixei claro que era apenas amizade. A situação escalou até o ambiente profissional — ambos atuamos na área política — e ela passou a acreditar que essa amiga, junto com outro amigo meu, estavam conspirando para tirá-la do cargo que ocupa. Mesmo após eu interceder e resolver a questão com minha chefe, ela me acusou de traição, me agrediu fisicamente e quebrou meu celular. Antes disso, já havia gritado comigo em público, em frente à minha casa, me ofendendo.

    Um dos aspectos mais cruéis dessa relação foi o uso do preconceito como arma. Um dos meus melhores amigos é bissexual, e por conta disso ela passou a me acusar de ser gay, em tom ofensivo e homofóbico. Me chamava de “viado”, dizia que minha mãe queria nos separar por questões religiosas, e que meus amigos estavam “me levando pro outro lado”. Tudo isso sem qualquer fundamento. Eu, que sou heterossexual, vi minha sexualidade ser usada como forma de humilhação. Se eu não quisesse ir à casa dela em determinado dia, ela afirmava que eu estava escondendo algo ou saindo com outra pessoa. Nada disso era verdade.

    Tentei terminar o relacionamento várias vezes, por me sentir emocionalmente esgotado, com ansiedade constante e medo diário. Mas toda tentativa de rompimento foi recebida com ameaças. Ela dizia que iria até o meu trabalho, faculdade ou casa da minha mãe para brigar, Me acusava de agir “por baixo dos panos”, dizia que minha mãe manipulava minha cabeça, que meu amigo era, na verdade, meu amante. Eu negava, com respeito e clareza, mas ela insistia. Me chamava de covarde, distorcia tudo o que eu dizia e fazia para manter o controle sobre mim.

    As acusações vinham acompanhadas de gritos, humilhações verbais e vigilância constante. Passei a compartilhar minha localização em tempo real, saía mais cedo das aulas, me afastei de pessoas queridas. Tudo para tentar evitar conflitos e manter uma falsa paz. Mas toda tentativa de diálogo terminava da mesma forma: em gritos, culpa e chantagens.

    O que escrevo aqui não representa nem metade do que vivi. Muitas vezes, me sentia preso a essa relação apenas pelo sexo. E quando percebi isso e me afastei, ela usou isso contra mim: dizia que isso era a prova de que eu “não tinha tesão porque era viado”, que “homem de verdade não se importa com palavras, só com prazer”. Mas as coisas que ela dizia me destruíam por dentro. Eu era diminuído o tempo todo — nas minhas opiniões, nos meus sentimentos, no meu trabalho. Até quando comentei uma visão sobre um filme, ela disse que minha opinião era errada porque eu “não prestava”.

    Eu produzia vídeos sobre política, e ela dizia que não podia curtir nada meu porque poderia prejudicá-la profissionalmente. Me desvalorizava, me fazia sentir como se eu fosse um bosta. Na última briga, ela disse que, se eu não respondesse, viria até minha casa e “minha mãe ia ver só”. Tive uma crise de ansiedade. Ela percebeu que eu estava mal, mas em vez de acolher, disse que eu estava assim por causa dos meus amigos, e não por causa das coisas horríveis que ela me dizia. Falou coisas terríveis — e logo depois me pediu para apagar toda a nossa conversa. Alegou que era porque falávamos de sexo, mas no fundo eu sei que ela teve medo de que alguém visse as mensagens se algo grave acontecesse comigo.

    Toda vez que tento terminar, as ameaças voltam: de ir na minha casa, no meu trabalho, na minha faculdade, de espalhar mentiras. Eu me sinto em uma prisão invisível. Estou abalado, com vergonha, com medo, ja marquei psiquatra, mas nao sei como terminar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    O que você descreveu é muito sério e mostra que você está vivendo uma relação marcada por abusos emocionais, físicos e psicológicos. Não é exagero chamar assim há comportamentos repetidos de controle, humilhação, isolamento, ameaças e agressões, que vão além dos conflitos naturais de um relacionamento. É muito compreensível que você esteja se sentindo exausto, com vergonha, medo e ansiedade. E é importante que você saiba: nada disso é culpa sua.
    Relações abusivas costumam seguir um padrão um ciclo que começa com tensão, explode em agressividade e depois se transforma em um momento de aparente calma, como se estivesse tudo resolvido. Esse ciclo se repete, e, aos poucos, vai minando a autoestima da pessoa, gerando confusão mental e emocional, o que torna cada vez mais difícil sair. Seu relato mostra sinais claros desse padrão: você foi se afastando de pessoas queridas, perdeu sua liberdade, passou a viver com medo de fazer algo “errado” que gerasse um novo conflito, e até sua sexualidade foi usada como forma de humilhação. Nenhum relacionamento saudável envolve esse tipo de violência.
    Você também mencionou que tentou terminar, mas foi ameaçado o que demonstra o quanto essa pessoa tenta manter controle por meio do medo. Essa é uma dinâmica típica do abuso: chantagens emocionais, manipulação, ameaças de exposição ou de causar escândalos. Por isso, romper esse vínculo exige planejamento, apoio emocional e, em alguns casos, suporte jurídico ou institucional.
    Você fez algo muito importante ao buscar ajuda psiquiátrica esse é um passo essencial. Se ainda não estiver em psicoterapia, recomendo fortemente que procure esse suporte, de preferência com um profissional que tenha experiência em situações de relacionamentos abusivos. A terapia pode te ajudar a recuperar sua força emocional, entender mais profundamente esse ciclo e construir, com segurança, os passos para sair dele.
    É importante também que você saiba que existem serviços públicos que podem te orientar e proteger. O número 180, por exemplo, é a Central de Atendimento à Mulher, mas também acolhe casos de homens que sofrem violência em relacionamentos com mulheres. Além disso, o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) pode te orientar juridicamente, caso você decida tomar alguma medida de proteção.
    Sobre como terminar esse relacionamento, é fundamental que você não faça isso de forma impulsiva ou sozinho, já que há risco de represálias. A melhor saída é com apoio e com um plano que leve em conta sua segurança emocional, física e social. Aos poucos, com suporte profissional e das pessoas que se importam com você, é possível sair desse ciclo e recuperar sua vida, sua liberdade, sua autoestima e seu bem-estar.
    Você merece estar em um relacionamento onde se sinta respeitado, valorizado e seguro. Ninguém deve se sentir prisioneiro por medo de ameaças, humilhações ou violência. Você está dando um passo muito importante agora: buscando ajuda. E isso, por si só, já mostra sua força e coragem.


  • Estou em dúvida sobre qual abordagem psicológica escolher para fazer. Sou leigo no assunto, e não pe

    Estou em dúvida sobre qual abordagem psicológica escolher para fazer. Sou leigo no assunto, e não percebo muita diferença entre as abordagens. Quais são as principais e quais as diferenças entre elas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Olá! Fico feliz com sua pergunta, porque escolher uma abordagem terapêutica é um passo importante e nem sempre fácil quando não se tem familiaridade com o assunto. A verdade é que todas as abordagens psicológicas têm como objetivo promover saúde mental e autoconhecimento, mas cada uma faz isso por caminhos diferentes.
    Aqui vão, de forma bem resumida, algumas das principais abordagens e como elas se diferenciam:
    Psicologia Cognitivo-Comportamental (TCC): Foca na relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Trabalha com metas claras e técnicas práticas para ajudar a modificar padrões disfuncionais. É muito usada em casos de ansiedade, depressão, fobias, entre outros.
    Psicanálise: Busca compreender o inconsciente e os conflitos internos, muitas vezes ligados à infância. É uma abordagem mais profunda e investigativa, com foco no insight e na elaboração emocional.
    Abordagem Humanista (como a Gestalt-terapia ou a Abordagem Centrada na Pessoa): Valoriza a experiência subjetiva do indivíduo, a escuta empática e o desenvolvimento do potencial humano. Enfatiza a liberdade, a responsabilidade e o momento presente.
    Análise do Comportamento: Baseada no behaviorismo, foca na observação dos comportamentos e nas consequências no ambiente. É muito usada em contextos educacionais e em casos como TEA.
    Existem outras abordagens também, como a Psicologia Sistêmica (voltada para relações familiares e contextos), a Logoterapia (focada no sentido da vida), entre outras.
    O mais importante é lembrar que o vínculo terapêutico e a forma como você se sente na terapia contam muito para o sucesso do processo. Se você quiser, posso te ajudar a pensar sobre qual abordagem pode combinar mais com o que você está buscando no momento. O ideal é que o psicólogo escolhido também te ajude a entender como ele trabalha, e esteja aberto a esclarecer tudo isso com calma.


  • Tudo bem? Queria saber o seguinte: eu e meu psicólogo já trocamos olhares antes mesmo da terapia, el

    Tudo bem? Queria saber o seguinte: eu e meu psicólogo já trocamos olhares antes mesmo da terapia, ele já me falou que se interessou por mim e eu já gostava dele também. Acabei que chamei ele pra ser meu psicólogo e ele aceitou, mais nunca falamos disso na terapia. Eu deveria entrar nesse assunto na terapia com ele? Porque as vezes acho constrangedor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Olá! sei que não é fácil falar sobre esse tipo de sentimento. Esse tema é, sim, muito importante e merece ser olhado com atenção e seriedade. Quando existe algum tipo de envolvimento afetivo prévio ou interesse mútuo, o ideal é que isso seja conversado com clareza antes de iniciar ou durante o processo terapêutico. Isso porque a terapia precisa ser um espaço seguro, baseado em confiança, neutralidade e cuidado profissional.
    Se esse assunto ainda está presente dentro de você, e gera incômodo ou confusão, é fundamental que ele seja trazido para o espaço terapêutico, mesmo que pareça constrangedor. A função da terapia é justamente acolher tudo aquilo que pesa ou impacta o nosso bem-estar emocional. E cabe a mim, como profissional, te ouvir sem julgamentos e refletir com você sobre como isso pode estar afetando o processo.
    Se em algum momento você sentir que a neutralidade da relação foi comprometida, também é importante avaliarmos juntos se faz sentido continuar nesse vínculo terapêutico ou buscar uma nova indicação que te traga mais segurança. O mais importante é que você se sinta respeitada, acolhida e protegida em todo esse processo.


  • Como as luzes coloridas podem ser usadas para estimular positivamente os sentidos sem causar sobreca

    Como as luzes coloridas podem ser usadas para estimular positivamente os sentidos sem causar sobrecarga sensorial nas crianças com TEA?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    O uso de luzes coloridas pode ser uma ferramenta terapêutica eficaz para estimular positivamente os sentidos de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), desde que seja feito de forma sensível e controlada, evitando a sobrecarga sensorial. É importante que o ambiente seja previsível e conte com luzes suaves e difusas, como luminárias de LED com difusores ou luzes indiretas. Luzes piscantes ou estroboscópicas devem ser evitadas, pois podem causar desconforto ou até desencadear crises.

    A cromoterapia adaptada ao perfil sensorial da criança também pode ser benéfica. Cores como azul e verde, por exemplo, têm efeito calmante e costumam ser bem aceitas, enquanto amarelo e laranja, quando utilizados com moderação, podem estimular a atenção e o foco. Já o vermelho intenso deve ser evitado, pois pode provocar agitação. As luzes coloridas podem ser integradas a outras terapias sensoriais, especialmente em salas de integração sensorial, combinadas com música suave, texturas táteis e aromas leves, criando um ambiente multissensorial equilibrado.

    Além disso, elas podem ser usadas em momentos específicos do dia, como nos rituais de relaxamento e regulação emocional. Luzes que mudam suavemente de cor ou simulam o pôr do sol são úteis na transição entre atividades ou na hora de dormir, ajudando na regulação do sono. É fundamental personalizar o uso conforme a tolerância e preferência de cada criança, observando suas respostas e ajustando a intensidade e as cores conforme necessário. Sempre que possível, é interessante permitir que a própria criança escolha as cores, favorecendo seu bem-estar e engajamento.

    No entanto, é essencial evitar estímulos visuais intensos ou imprevisíveis e manter o ambiente visualmente limpo, com poucos estímulos concorrentes. Também é importante estar atento a sinais de desconforto, como a criança tampar os olhos, demonstrar inquietação, irritação ou verbalizações negativas. O uso consciente e adaptado das luzes coloridas pode contribuir significativamente para o bem-estar e o desenvolvimento sensorial das crianças com TEA.


Perguntas frequentes

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