Perguntas do paciente (45)

  • Podemos Mudar Nossa Personalidade? .

    Podemos Mudar Nossa Personalidade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Essa é uma pergunta muito interessante, e a resposta é: sim, mudanças na personalidade são possíveis, embora geralmente aconteçam de forma gradual e com esforço consciente. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, compreendemos que a personalidade não é algo fixo ou imutável, mas sim um conjunto de padrões de pensamento, emoção e comportamento que se desenvolveram ao longo do tempo. Esses padrões foram aprendidos, muitas vezes em resposta a experiências de vida, e podem ser desaprendidos ou reformulados com o tempo.
    Por exemplo, se uma pessoa percebe em si mesma uma tendência excessiva à timidez ou ao perfeccionismo, ela pode, por meio do autoconhecimento, da identificação de crenças disfuncionais e da prática de novos comportamentos, desenvolver formas mais equilibradas de se relacionar com os outros e consigo mesma. Claro, isso não significa que tudo vai mudar da noite para o dia ou que a pessoa se tornará alguém completamente diferente, mas sim que ela pode flexibilizar certos traços e fortalecer outros aspectos que deseja cultivar, como a assertividade, a empatia ou a resiliência.
    A personalidade é moldada tanto por fatores biológicos quanto por experiências ambientais. Embora não possamos controlar tudo, podemos escolher como responder às nossas experiências e trabalhar ativamente para construir uma versão de nós mesmos mais coerente com nossos valores e objetivos. Portanto, a mudança é possível e começa com a disposição para se observar, se compreender e se comprometer com pequenas ações consistentes ao longo do tempo.


  • Quais os impactos positivos e negativos da psicologia ambiental ?

    Quais os impactos positivos e negativos da psicologia ambiental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Psicologia Ambiental tem impactos positivos significativos ao promover uma compreensão mais profunda da relação entre o ser humano e o ambiente em que vive. Entre os principais benefícios estão a contribuição para o planejamento urbano mais sustentável e humanizado, a criação de espaços que favorecem o bem-estar psicológico, a melhoria da qualidade de vida por meio de ambientes saudáveis, e o incentivo a comportamentos pró-ambientais, como a redução do consumo e o cuidado com os recursos naturais. Além disso, ela colabora com políticas públicas e projetos arquitetônicos que consideram as necessidades emocionais e sociais das pessoas, contribuindo para cidades mais inclusivas e resilientes.

    No entanto, também existem impactos negativos ou desafios associados à Psicologia Ambiental. Um deles é a dificuldade de mensurar com precisão os efeitos psicológicos do ambiente, o que pode limitar a eficácia das intervenções. Outro ponto é que a aplicação dos conhecimentos dessa área nem sempre ocorre de forma equitativa, podendo beneficiar mais certos grupos sociais e negligenciar outros, especialmente em contextos de desigualdade urbana. Além disso, há o risco de uma abordagem excessivamente tecnicista que desconsidere aspectos culturais e subjetivos da vivência humana nos espaços. Por fim, embora a área promova mudanças comportamentais positivas, ela ainda enfrenta resistência por parte de setores econômicos e políticos que priorizam interesses imediatistas em detrimento da sustentabilidade a longo prazo.


  • Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    Qual diferença entre terapia do esquema e TCC para tratamento de ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    A Terapia Cognitivo-Comportamental, ou TCC, é uma abordagem bastante eficaz e direta no tratamento da ansiedade social. Nela, trabalhamos com os pensamentos automáticos que surgem em situações sociais, como o medo de ser julgado ou de passar vergonha, e também com os comportamentos de evitação que costumam reforçar essa ansiedade. Utilizamos técnicas como a reestruturação cognitiva, o treino de habilidades sociais e a exposição gradual a essas situações temidas. É um tratamento mais objetivo, geralmente de curto prazo, com foco na redução dos sintomas e na modificação de padrões de pensamento e comportamento que mantêm a ansiedade.
    Já a Terapia do Esquema é indicada quando percebemos que a ansiedade social está relacionada a padrões emocionais mais antigos e profundos, muitas vezes ligados à história de vida da pessoa. Essa abordagem busca identificar e transformar esquemas disfuncionais, como a sensação de ser inadequado, rejeitado ou invisível, que muitas vezes foram desenvolvidos na infância. A Terapia do Esquema utiliza não só estratégias cognitivas, como na TCC, mas também técnicas emocionais e de vínculo terapêutico. É uma terapia mais longa e profunda, voltada não apenas para os sintomas atuais, mas para a cura de feridas emocionais mais antigas que ainda influenciam como a pessoa se vê e se relaciona.
    Assim, a escolha entre uma e outra depende do seu perfil, da intensidade e da história da sua ansiedade social. Ambas são eficazes, mas atuam em níveis diferentes da experiência emocional


  • Qual a diferença entre uma pessoa que tem transtorno antissocial leve, moderado e grave?

    Qual a diferença entre uma pessoa que tem transtorno antissocial leve, moderado e grave?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    O transtorno de personalidade antissocial pode se apresentar de formas diferentes, dependendo da intensidade dos comportamentos e do impacto que eles causam na vida da pessoa e de quem está ao redor. A gente costuma classificar isso em leve, moderado e grave, para ajudar o entendimento no dia a dia.
    No caso leve, a pessoa pode ter dificuldades com regras e limites, ser mais impulsiva, mentir ou manipular em algumas situações, mas ainda consegue manter certos vínculos, conviver em sociedade e até trabalhar. Às vezes, ela reconhece que tem atitudes erradas, mas não sabe muito bem como mudar. Com tratamento e disposição, pode melhorar bastante.

    Já no nível moderado, esses comportamentos são mais frequentes e causam mais problemas. A pessoa costuma ter um histórico de conflitos com a justiça, dificuldade em manter empregos ou relacionamentos estáveis, e age com mais frieza ou indiferença em relação ao sofrimento dos outros. Ela pode ter aprendido, ao longo da vida, que precisa se proteger controlando tudo ao seu redor, mesmo que isso prejudique outras pessoas. Nesse caso, a terapia exige mais tempo e firmeza, mas ainda assim pode trazer avanços importantes.

    No caso grave, os comportamentos são mais extremos e perigosos. A pessoa pode agir com crueldade, violência ou desprezo total pelas leis e pelos sentimentos alheios, sem sentir culpa ou arrependimento. Ela pode usar as pessoas apenas para se beneficiar e, muitas vezes, só busca ajuda quando está em situações limite, como em instituições ou por ordem da justiça. O trabalho terapêutico nesse nível costuma ser mais focado em reduzir riscos e pensar em escolhas mais seguras para todos.

    É importante lembrar que ninguém nasce assim por acaso. Esses comportamentos geralmente têm raízes em vivências difíceis, traumas e formas distorcidas de ver o mundo. A boa notícia é que, mesmo nos casos mais desafiadores, há caminhos para mudança — e a psicoterapia pode ajudar a pessoa a entender suas atitudes, desenvolver mais empatia e construir relações mais saudáveis.


  • Alguém portador do transtorno de personalidade antisocial pode ao mesmo tempo ter transtorno Opositi

    Alguém portador do transtorno de personalidade antisocial pode ao mesmo tempo ter transtorno Opositivo desafiador?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fábio Oliveira

    Sim, é possível que uma mesma pessoa apresente tanto o transtorno de personalidade antissocial quanto o transtorno opositor desafiador, especialmente se os sintomas do TOD (transtorno opositor desafiador) começaram na infância ou adolescência.
    O TOD é mais comum em crianças e adolescentes, e envolve padrões persistentes de comportamento desafiador, provocador e desobediente. Já o transtorno de personalidade antissocial costuma ser diagnosticado apenas na fase adulta, e envolve desrespeito consistente pelas normas sociais, impulsividade e falta de empatia.
    Quando ambos os quadros estão presentes, é fundamental um acompanhamento psicológico ou psiquiátrico cuidadoso, pois a combinação pode impactar significativamente os relacionamentos e o funcionamento social da pessoa.
    Se tiver dúvidas sobre diagnóstico ou tratamento, estou à disposição para uma conversa mais detalhada.


Perguntas frequentes

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