Perguntas do paciente (9089)
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
O que você descreve é muito mais comum do que parece, e está profundamente ligado ao funcionamento emocional humano, não ao conceito de traição. Vamos analisar com cuidado, ponto a ponto, para que você entenda o que realmente está acontecendo.
1. Isso não é traição, é autoconsciência social e comparação emocional
Quando você encontra alguém que já foi um paquera antigo, seu cérebro ativa um sistema automático de autoavaliação:
“Como essa pessoa me vê hoje?”
“Será que pareço bem?”
“Será que estou melhor do que antes?”
Isso não tem relação com desejo, intenção romântica ou vontade de chamar atenção.
É sobre como você se percebe e como acredita que é percebida.
Esse mecanismo é comum em pessoas com:
sensibilidade ao julgamento
ansiedade social
histórico de insegurança afetiva
tendência a se comparar com versões antigas de si mesma
Nada disso configura traição.
2. Por que você age de forma estranha nesses momentos?
Porque seu corpo entra em um estado de hiperconsciência:
você monitora sua postura
seu jeito de falar
sua aparência
suas expressões
sua performance social
É como se você estivesse “em palco”.
Isso é um padrão típico de ansiedade social leve, não de interesse romântico.
3. A culpa aparece porque você interpreta o comportamento de forma distorcida
Você sente culpa porque pensa:
“Se eu me preocupo com o que essa pessoa pensa, é porque eu quero algo.”
“Se eu quero parecer bonita, estou traindo.”
“Se eu fico nervosa, é porque ainda sinto algo.”
Mas isso é uma interpretação emocional, não um fato.
A verdade é:
Você quer parecer bem para si mesma, e não para a pessoa.
O antigo paquera é apenas um gatilho para inseguranças antigas.
4. Isso pode estar relacionado a ansiedade, TOC ou baixa autoestima?
Vamos diferenciar:
Ansiedade social
É o mais provável.
A preocupação com a opinião dos outros, o nervosismo e a autoconsciência são sinais clássicos.
TOC
Só seria TOC se você tivesse:
pensamentos intrusivos repetitivos
rituais mentais
sensação de catástrofe se não “pensar certo”
Não parece ser o caso.
Baixa autoestima
Também pode estar envolvida.
Quando você não se sente totalmente segura, busca aprovação externa para confirmar valor.
Preocupação com julgamento
É o núcleo da questão.
Você não quer a pessoa, você quer não parecer inadequada.
5. Por que isso acontece especificamente com paqueras antigos?
Porque essas pessoas representam:
versões antigas suas
inseguranças do passado
momentos em que você queria ser desejada ou aprovada
comparações entre “quem você era” e “quem você é hoje”
Encontrá-las ativa uma espécie de espelho emocional.
Não é sobre eles.
É sobre você com você mesma.
6. Isso significa que você não ama seu parceiro?
Não.
Nada do que você descreveu indica falta de amor, desejo por outra pessoa ou intenção de traição.
Você está vivendo:
ansiedade
autoconsciência
comparação
medo de julgamento
insegurança pontual
Isso é humano.
7. Conclusão clara e objetiva
Não, isso não é traição.
Sim, isso pode estar ligado à ansiedade e à autoestima.
Sim, é normal.
Não significa que você quer outra pessoa.
Não significa que seu relacionamento está em risco.
É apenas o seu cérebro tentando te proteger de julgamentos, mesmo quando eles não existem.
Atenciosamente,
Fernando Vicente Rébuli Segundo
Psicólogo e Neuropsicólogo
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Abraços
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como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
O vício em pornografia teleguiada envolve um ciclo de estímulo rápido, recompensa imediata e reforço comportamental. A saída desse ciclo exige três pilares: consciência do padrão, substituição de comportamentos e regulação emocional. É importante identificar gatilhos (solidão, ansiedade, tédio, estresse), reduzir acessos automáticos, criar barreiras tecnológicas e trabalhar estratégias de autorregulação. A pornografia teleguiada cria um condicionamento baseado em estímulos intensos e imediatos, então o cérebro precisa reaprender a buscar prazer em experiências reais e menos intensas. A psicoterapia é fundamental para trabalhar vergonha, compulsão, impulsividade e crenças distorcidas sobre sexualidade. Não é um processo rápido, mas é totalmente possível com acompanhamento adequado.
Atenciosamente,
Fernando Vicente Rébuli Segundo
Psicólogo e Neuropsicólogo
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Abraços
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Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um
Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um número bem grande um números que leva vários minutos pra terminar? Isso faz mesmo diminuir ondas Rápidas e descer pra Alfa Profundo???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Contar números mentalmente pode ajudar a reduzir distrações e favorecer concentração, o que pode diminuir um pouco a atividade cerebral rápida. Porém, contar números longos exige esforço cognitivo contínuo e isso mantém o cérebro ativo. Ondas alfa profundas costumam aparecer em estados de relaxamento, meditação ou baixa demanda mental. A contagem pode ajudar algumas pessoas a relaxar, mas não garante atingir ondas alfa profundas.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
Psicólogo e Neuropsicólogo
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Abraços
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Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2
Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.
Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Crianças de três anos entendem ausência, mas não compreendem totalmente a irreversibilidade da morte. O assunto pode ser introduzido de forma simples, concreta e com linguagem adequada à idade. Falar sobre o pai biológico pode ser feito gradualmente, com naturalidade e sem excesso de detalhes. O mais importante é oferecer segurança emocional e responder às perguntas conforme surgem. Não existe idade exata para iniciar o tema, e sim momentos oportunos conforme a curiosidade da criança e o contexto familiar.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
Psicólogo e Neuropsicólogo
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Abraços
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
O que você está vivendo é muito comum em relações longas: a fase da paixão diminui, a rotina aumenta, e o cérebro deixa de produzir aquela intensidade inicial. Isso não significa que o amor acabou, significa que o amor mudou de fase. A ansiedade aparece porque você tenta “medir” seus sentimentos como se fossem constantes, quando na verdade amor é movimento. O fato de você não se sentir presa, de gostar das conversas, de reconhecer o cuidado dele e de não querer machucá-lo são sinais de vínculo afetivo real. O que você descreve parece mais um ciclo de dúvida emocional do que perda de amor. É possível recuperar conexão, carinho e entusiasmo quando você reduz a pressão interna e volta a se conectar com ele de forma leve, sem tentar “sentir algo específico”.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
Psicólogo e Neuropsicólogo
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Abraços
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Você não está “regredindo” nem “falhando”. O que você sente é uma mistura de timidez, história de bullying e ansiedade social leve. O fato de você ter melhorado no trabalho em apenas 6 meses é um sinal enorme de evolução. Comentários como “você é quieta” não significam que você está pior, significam que as pessoas estão descrevendo seu estilo, não sua doença. Curar ansiedade social não significa virar extrovertida; significa conseguir viver sua vida sem sofrimento. Você pode continuar sendo quieta e ainda assim estar curada. A sensação de não pertencimento é comum em quem cresceu tímido, mas ela diminui quando você aprende a validar sua própria forma de existir, sem tentar se encaixar em um padrão social que não é seu.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
Psicólogo e Neuropsicólogo
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
O que você está vivendo é muito comum em quadros de depressão e ansiedade: a pesquisa excessiva sobre sintomas cria um ciclo de medo, antecipação e interpretação catastrófica. O cérebro passa a “procurar” sinais de perigo e isso aumenta crises, isolamento e sensação de incapacidade. Para reverter esse ciclo, o primeiro passo é interromper a pesquisa compulsiva. Depois, você precisa substituir essas ideias por interpretações mais realistas: lembrar que sintomas não são destino, que o que você leu é generalização, não diagnóstico, e que seu cérebro está assustado, não condenado. Técnicas de respiração, grounding e terapia ajudam muito nesse processo.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
Psicólogo e Neuropsicólogo
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Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Dormir com a mão em posição de T‑Rex não indica nenhum transtorno psicológico, neurológico ou comportamental. É apenas uma posição de conforto, uma forma de autorregulação corporal. Muitas pessoas dormem com posições incomuns, e isso não tem relação com saúde mental. Não é sintoma, não é sinal de doença, não é algo preocupante. É apenas um hábito do corpo, como dormir abraçando travesseiro, com joelhos dobrados ou com mãos sob o rosto.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Sim, pesquisar sintomas atrapalha, e muito. Isso cria hipervigilância ansiosa: quanto mais você lê, mais seu cérebro passa a esperar crises, e isso aumenta o medo de sair de casa, piora a depressão e intensifica o pânico. O escitalopram leva de 2 a 6 semanas para começar a fazer efeito, então o que você sente agora não é o resultado final do tratamento. A terapia pode te ajudar profundamente: ela reduz o medo de sair, diminui pensamentos catastróficos, interrompe o ciclo de pesquisa e te ajuda a recuperar autonomia. Mesmo que você não consiga fazer online agora, isso não significa que não conseguirá depois.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
Psicólogo e Neuropsicólogo
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
A dificuldade de foco que você descreve é extremamente comum após a pandemia. Nosso cérebro passou anos exposto a estímulos rápidos, fragmentados e constantes, notificações, redes sociais, ansiedade coletiva — e isso reduziu a capacidade de manter atenção sustentada em tarefas profundas, como leitura. O prazer que antes vinha naturalmente agora exige esforço porque o sistema de recompensa está condicionado ao “rápido e fácil”. Para recuperar o foco, é importante reconstruir o hábito em blocos pequenos, como 10 minutos de leitura sem interrupções, e aumentar gradualmente. Reduzir estímulos digitais, criar ambientes de estudo sem celular e usar técnicas de atenção plena também ajudam. Se a vida acadêmica está sendo afetada, vale investigar ansiedade, burnout ou TDAH, pois todos podem intensificar essa dificuldade. Você não está falhando, está se readaptando a um cérebro pós‑pandemia.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Os sintomas que você descreve, lapsos de memória, dificuldade de raciocínio, ansiedade intensa, isolamento, sensação de rejeição, choro frequente, perda de interesse, vazio emocional, sensibilidade extrema e vontade de ficar deitada, são sinais claros de sofrimento psicológico significativo. Eles podem indicar depressão, ansiedade severa, esgotamento emocional ou até um episódio misto. Quando o corpo e a mente entram nesse estado, funções como memória, concentração e motivação ficam prejudicadas. O medo de abandono e a sensação de “não ser querida” também são comuns em quadros de ansiedade e baixa autoestima. É essencial procurar um psiquiatra para avaliação clínica e um psicólogo para acompanhamento. Isso não é frescura, não é fraqueza e não é “drama”: é sofrimento real, que merece cuidado urgente. E sim, isso tem tratamento e melhora.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Sim, isso é absolutamente normal. Quando você passa dias vivendo rotina compartilhada, acordar juntos, cozinhar, conversar, dormir lado a lado, seu cérebro ativa sistemas profundos de apego e segurança. Ao voltar para casa, ocorre uma queda abrupta desses estímulos, e o corpo sente isso como vazio, saudade intensa e até tristeza. Não é insegurança, não é medo de perder o relacionamento, não é dependência emocional. É simplesmente o contraste entre presença constante e ausência temporária. Quanto mais significativo o vínculo, mais forte a sensação após momentos especiais. Essa tristeza não indica problema; indica profundidade emocional. Com o tempo, você aprende a lidar com essa oscilação entre proximidade e distância, e ela se torna mais leve.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
A transferência acontece quando você direciona para a psicóloga sentimentos que vêm de outras relações, admiração intensa, sensação de ser compreendido como nunca, vontade de agradar, medo de desapontar, necessidade de proximidade emocional. É uma resposta natural ao vínculo terapêutico, especialmente quando você se sente acolhido. Interesse amoroso real envolve desejo sexual consistente, fantasia de vida a dois, curiosidade sobre a vida pessoal dela e comparação com parceiros reais. Se o sentimento aparece apenas nas sessões, muda conforme o tema ou surge quando você está vulnerável, é mais provável que seja transferência. Isso não é errado, é parte do processo terapêutico. O ideal é falar sobre isso na terapia; isso fortalece o trabalho e aprofunda o autoconhecimento.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
O que você está vivendo não é defeito, não é fraqueza e muito menos algo que te torna “menos digna” de amor. Traumas de abuso sexual na infância deixam marcas profundas no corpo e na memória emocional. Quando você tenta ser íntima, seu sistema nervoso reage como se estivesse revivendo o perigo — por isso o choro, o medo, as memórias intrusivas e as crises de pânico. Isso não tem relação com seu namorado, e sim com o que você sofreu. A solução não é “forçar” intimidade, mas reconstruir segurança interna. O caminho mais eficaz é terapia especializada em trauma (EMDR, Terapia do Esquema, Somatic Experiencing). Seu namorado não precisa de uma namorada “perfeita”; ele precisa de você, com sua história e sua coragem. Você não está quebrada — está ferida, e feridas podem ser tratadas.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Abraços
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
O desejo de conexão profunda é legítimo e humano. Não existe idade certa para viver um amor significativo. O que você sente não é futilidade — é necessidade emocional. A ausência de um vínculo íntimo pode gerar sensação de atraso, inadequação ou dúvida sobre o futuro, mas isso não significa que você está “errado” ou que sua vida está fora do tempo. Você não precisa esperar ter estabilidade total para se relacionar; relacionamentos também ajudam a construir estabilidade. O mais importante é não transformar esse desejo em pressão interna. Você está construindo sua vida, sua identidade e seu caminho — e o amor pode entrar em qualquer momento desse processo. A felicidade não é um ponto de chegada; é uma construção contínua. Você não está atrasado. Você está vivo, buscando, sentindo — e isso já é caminho.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Sentir distância emocional durante a gravidez não significa rejeição ao bebê. Muitas mulheres precisam de tempo para que a ideia se torne real. Às vezes, o corpo está grávido, mas a mente ainda está se adaptando. Rejeição verdadeira envolve hostilidade, repulsa ou desejo de afastamento; já a não aceitação inicial envolve confusão, medo, ambivalência ou sensação de “isso não parece comigo”. Gravidez é uma transição profunda, e emoções contraditórias são comuns. O mais importante é observar se, com o tempo, você começa a se conectar aos pequenos sinais: imaginar o futuro, tocar a barriga, pensar no nome, sentir curiosidade. Se a angústia for muito forte, vale conversar com um psicólogo especializado em gestação e saúde mental perinatal. Você não está falhando, está se adaptando.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
A depressão não “espera” você, ela é um padrão emocional que pode ser reativado quando o corpo enfrenta estresse, perda, frustração ou sobrecarga. O cérebro cria caminhos emocionais, e quando você passa por algo difícil, esses caminhos antigos podem se reacender. Isso não significa que você está condenado a sofrer; significa que sua sensibilidade emocional é alta. Com terapia, regulação emocional, rotina saudável e, quando necessário, acompanhamento psiquiátrico, esses gatilhos ficam mais fracos. A depressão não é um predador, é uma resposta do corpo que pode ser compreendida e tratada. Você não está sozinho nessa experiência.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Quando a pessoa que deveria te proteger minimiza sua dor, o impacto é profundo. Você não sofreu só no trabalho, sofreu também na relação com sua mãe. A sensação de abandono nasce da quebra de confiança: você pediu acolhimento e recebeu descrença. Isso gera raiva, tristeza e generalização (“ninguém presta”). O caminho para lidar com isso envolve três passos: validar sua dor (o que você viveu foi real), separar sua mãe das outras pessoas (ela falhou, não o mundo inteiro), e reconstruir vínculos seguros com quem te escuta. A terapia ajuda a reorganizar essa ferida, porque ela não é só sobre o trabalho, é sobre a história emocional da sua família. Você não está exagerando. Você está machucado, e isso merece cuidado.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Sim, TCC e outras psicoterapias ajudam muito. O que você descreve, impulsividade, dificuldade de foco, perfeccionismo e fuga para conteúdos, pode estar ligado a ansiedade, TDAH, compulsão leve ou necessidade de validação intelectual. A TCC trabalha diretamente com organização de rotina, controle de impulsos, foco, planejamento e redução de comportamentos que atrapalham sua vida. Psicoterapia também ajuda a entender por que você busca tantos cursos: é curiosidade, fuga, ansiedade, medo de não ser suficiente? Com tratamento, você aprende a direcionar sua energia para o que realmente importa. Você não está “errado”, está desorganizado emocionalmente, e isso tem solução.
Atenciosamente,
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Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento
Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente
Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondamRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.
Sim, repetir uma frase ou palavra pode induzir relaxamento. Isso é semelhante a técnicas de meditação, mantras e foco atencional. Quando você repete uma frase, o cérebro reduz a atividade de redes de preocupação e aumenta ondas cerebrais mais lentas, associadas à calma. Funciona tanto verbalmente quanto mentalmente, o importante é a repetição rítmica e o foco. Verbal pode ajudar mais quando você está muito agitado; mental funciona bem quando você já está mais tranquilo. O efeito não é mágico, mas é real: reduz ansiedade, estabiliza respiração e diminui pensamentos acelerados.
Atenciosamente,
Fernando Segundo
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Perguntas frequentes
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Estou tomando escitalopram 10 mg há 2 semanas e percebi que comecei a demorar muito mais para conseg
Pode melhorar com o tempo, sim, mas não existe um prazo certo, e em algumas…