Perguntas do paciente (9089)

  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Esses sintomas podem estar ligados a ansiedade, estresse, TDAH ou sobrecarga mental. O primeiro passo é organizar pausas, reduzir estímulos e criar blocos de foco. O segundo é buscar psicoterapia para entender a origem da agitação. O terceiro é considerar avaliação psiquiátrica se os sintomas forem persistentes. Técnicas de grounding, respiração e foco atencional ajudam muito. Você não precisa enfrentar isso sozinho, existe tratamento eficaz.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O conjunto de sintomas que você descreve, pensamentos intrusivos violentos, imagens rápidas, sensação de ameaça, episódios antigos de percepção alterada, sonhos extremamente vívidos e comportamentos de checagem, merece avaliação profissional cuidadosa. Isso pode estar relacionado a ansiedade intensa, TOC de conteúdo agressivo, trauma, dissociação leve ou até fenômenos perceptivos da infância que não representam psicose. O profissional mais indicado é um psiquiatra, para avaliação completa, e um psicólogo clínico para acompanhamento. O importante é entender que esses sintomas não significam que você está “perdendo a realidade”, eles são sinais de que seu sistema emocional está hiperativado. Com tratamento, isso melhora muito.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O que você descreve é extremamente compatível com TOC moral. No TOC, pensamentos hipotéticos são interpretados como intenções reais, e isso gera culpa desproporcional. Imaginar “como teria sido” não significa desejo, nem sentimento oculto, é apenas um evento mental. Pessoas sem TOC têm esse tipo de pensamento e seguem a vida; quem tem TOC interpreta como sinal de erro moral. A culpa nasce da fusão entre pensamento e ação, típica do transtorno. O caminho é trabalhar essa interpretação: reconhecer que pensamentos não são comportamentos, não são intenções e não definem caráter. Você não fez nada errado. Seu cérebro apenas reagiu como o TOC costuma reagir. A terapia ajuda muito a reduzir essa dor.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi

    Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
    Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sim, essa sensação é comum. Quando alguém vive anos em estado de alerta por TAG, a tranquilidade parece “suspeita”, como se fosse ausência de algo. O cérebro se acostuma à ansiedade como se fosse o normal, e quando ela diminui, surge uma sensação de silêncio interno que pode parecer desconfortável no início. Com o tempo, essa tranquilidade deixa de parecer estranha e passa a ser natural. A tendência é que esse estado se torne seu novo normal, sim, mas com nuances: você volta a sentir alegria, motivação e energia, só sem o peso constante da ansiedade. A terapia é essencial para ajudar seu cérebro a se adaptar a esse novo funcionamento. Você não está perdendo sua identidade, está recuperando sua saúde emocional.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta

    Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sim, DBT funciona muito bem mesmo sem TPB. Ela é excelente para TDAH, bipolaridade, impulsividade, ansiedade e desregulação emocional. A DBT trabalha habilidades práticas: regulação emocional, tolerância ao estresse, atenção plena e organização interna. Muitas pessoas que não respondem bem à TCC se beneficiam da DBT porque ela é mais experiencial, mais estruturada e mais focada em habilidades do dia a dia. Se você sente que a TCC não está funcionando, DBT é uma alternativa muito válida e eficaz.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O que você viveu não é recaída, não é vício e não define quem você é. Ver algo por acidente, sentir repulsa e parar imediatamente mostra que seu sistema moral está funcionando. A culpa intensa que você sente vem muito mais da vergonha, da falta de experiência sexual, da baixa autoestima e do trauma causado pelo terapeuta anterior do que do conteúdo em si. A pergunta que ele te fez foi antiética, violenta e profundamente inadequada, isso deixou uma marca emocional que ainda reverbera. Quando você se depara com algo bizarro, seu cérebro associa ao trauma antigo e reage com pânico, como se estivesse “falhando” de novo. Mas você não falhou. Você teve um gatilho. O caminho agora é buscar um profissional ético, que trabalhe com sexualidade sem julgamento, e reconstruir sua relação com desejo, corpo e segurança. Você não é suja. Você está ferida, e feridas podem ser tratadas.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O que você descreve é uma fobia específica infantil. O pânico, o travamento, os gritos e a incapacidade de se aproximar de animais mostram que não é “medo normal”, mas uma resposta de ansiedade intensa. O profissional ideal é um psicólogo infantil com experiência em ansiedade e fobias. Ele vai trabalhar dessensibilização gradual, regulação emocional e segurança. Em alguns casos, o pediatra pode avaliar se há algo adicional, mas o tratamento principal é psicológico. Quanto mais cedo ela for atendida, mais rápido melhora. Fobia não é frescura, é sofrimento real, e existe tratamento eficaz.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence

    Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
    É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
    Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
    O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
    Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sim, você tem direitos. O psicólogo não é obrigado a fornecer um relatório interpretativo detalhado sobre “por que não funcionou”, mas é obrigado a fornecer documentos que constam no prontuário, caso você solicite. Isso inclui: registro das sessões, evolução, intervenções realizadas e informações técnicas relevantes. Ele também deve fornecer declaração de atendimento e, se solicitado, relatório psicológico, desde que dentro dos limites éticos (sem expor terceiros, sem interpretações não fundamentadas). A devolutiva final é recomendada, mas não obrigatória. O prontuário pode ser entregue em PDF assinado ou impresso. Você tem direito a solicitar informações que auxiliem na continuidade do cuidado. Se houver recusa injustificada, você pode procurar o Conselho Regional de Psicologia para orientação.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo

    Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Os comportamentos que você descreve, crises intensas, rigidez, explosões, dificuldade com roupas, irritabilidade que chega a causar manchas vermelhas, podem indicar desregulação emocional infantil, possível transtorno sensorial ou ansiedade. O profissional ideal é um psicólogo infantil com experiência em desenvolvimento e regulação emocional. Em alguns casos, é útil também consultar um neuropediatra para descartar questões sensoriais ou neurodesenvolvimento. O mais importante é não interpretar isso como “birra”. É sofrimento real, e existe tratamento eficaz. Quanto mais cedo começar, melhor.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Quando alguém marca emocionalmente, mesmo sem relacionamento formal, o cérebro cria um vínculo simbólico. Você não está preso à pessoa, está preso ao significado que ela representou: possibilidade, desejo, idealização, momento da vida. Isso não significa que ela é “a pessoa certa”, mas que sua história emocional não foi fechada. O caminho é trabalhar isso em terapia, entender o que essa figura simboliza e reconstruir espaço para novos vínculos. Você não está condenado a viver preso ao passado, você está precisando de fechamento emocional.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O ideal é começar com um psiquiatra, porque ele pode avaliar o conjunto dos sintomas e encaminhar para testes específicos. Depois, um psicólogo especializado em neurodesenvolvimento pode realizar avaliação de TEA e TDAH. A combinação psiquiatra + psicólogo é o caminho mais completo. Você não precisa descobrir sozinho, existe avaliação estruturada para isso.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Isso pode ser sinal de luto não elaborado, ansiedade, sensibilidade emocional ou medo da perda. Não significa que há algo errado com você, significa que sua mente está tentando processar temas de finitude e vínculo. Terapia ajuda muito a reorganizar esses pensamentos e reduzir a frequência. Você não está sozinho nessa experiência.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    O aumento do uso de celular e pornografia após a gravidez da sua esposa pode estar ligado a ansiedade, medo da mudança, sobrecarga emocional e busca de alívio rápido. Quando o comportamento passa a ocorrer no trabalho ou sempre que você está sozinho, isso já se aproxima de um padrão compulsivo. O profissional mais indicado é um psicólogo especializado em compulsões, sexualidade ou TCC. Em alguns casos, o psiquiatra também participa, especialmente se houver ansiedade intensa. O tratamento envolve identificar gatilhos, reorganizar rotinas, trabalhar culpa e construir novas formas de regulação emocional. A compulsão não é falta de caráter, é um mecanismo de fuga que pode ser tratado com segurança e eficácia. O mais importante é não enfrentar isso sozinho.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A culpa que não passa, as lembranças intrusivas e a necessidade de confirmar repetidamente o perdão são sinais que podem estar ligados à ansiedade e, em alguns casos, a traços de TOC relacional. Nesse padrão, a pessoa revive o erro, busca certeza absoluta e sente que precisa “recontar” a história para aliviar a angústia. Isso não significa que você não se arrependeu, significa que sua mente está presa em um ciclo de ruminação. A boa notícia é que isso tem tratamento. A TCC ajuda a interromper pensamentos repetitivos, enquanto abordagens como Terapia do Esquema trabalham o crítico interno e a autocompaixão. É totalmente possível superar essa culpa e reconstruir uma relação saudável consigo mesmo. Você não precisa carregar esse peso sozinho.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t

    Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Assistir pornografia no trabalho ou sempre que fica sozinho é um comportamento que merece atenção. Isso não significa automaticamente “vício”, mas indica perda de controle, uso como fuga emocional ou hábito reforçado por tédio e ansiedade. Sua tristeza e confusão são legítimas, não é exagero. Para saber se é compulsão, é preciso avaliar frequência, impacto na rotina, dificuldade de parar e função emocional do comportamento. O ideal é que ele procure um psicólogo para entender o que está acontecendo. Você não está imaginando coisas: existe um padrão que merece cuidado, mas também é possível trabalhar isso sem culpa ou acusação.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Quem recebeu pouco afeto na infância muitas vezes cresce com dificuldade de reconhecer emoções internas, especialmente as ligadas ao amor. O sentimento aparece, mas só é percebido quando há perda, afastamento ou ruptura. Isso não significa incapacidade de amar, significa que o sistema emocional aprendeu a se proteger. É totalmente possível desenvolver consciência afetiva, aprender a identificar sinais de interesse e construir vínculos mais seguros. Terapias focadas em emoções e vínculos ajudam muito nesse processo. Quanto à relação entre amar e metas pessoais, o amor costuma fortalecer propósito, disciplina e motivação, porque cria sensação de pertencimento e estabilidade. Amar não tira força, geralmente dá direção.

    Atenciosamente,
    Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sim, é uma prática comum em várias abordagens terapêuticas oferecer materiais para o paciente usar entre as sessões. Isso pode incluir cartões de validação emocional, lembretes de habilidades, exercícios breves, listas de enfrentamento, diários de humor ou fichas de respiração. Esses recursos funcionam como “âncoras” para momentos difíceis, ajudando a reduzir ansiedade e manter continuidade emocional até a próxima sessão. Em terapias como DBT, Terapia do Esquema e ACT, esses materiais fazem parte do tratamento e aumentam muito a eficácia, porque ajudam o paciente a praticar habilidades fora do consultório. Eles não substituem o vínculo terapêutico, mas fortalecem a sensação de apoio e estrutura durante a semana. Se você sente angústia entre sessões, conversar com sua terapeuta sobre isso pode abrir espaço para criar materiais personalizados que atendam exatamente às suas necessidades emocionais.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A dor que você está sentindo é natural. Mudar de casa é um marco emocional importante, e quando envolve deixar um familiar idoso, o coração fica dividido entre o amor pela sua mãe e a necessidade de construir sua própria vida. O primeiro passo é reconhecer que você não está abandonando sua mãe — está apenas mudando de fase. O segundo é criar uma rede de apoio ao redor dela: familiares próximos, vizinhos de confiança, atividades que a mantenham ocupada e visitas regulares. O terceiro é estabelecer uma rotina de contato, como ligações diárias ou videochamadas. Isso reduz sua ansiedade e aumenta a segurança dela. Por fim, é importante validar seu sentimento: cuidar de si também é uma forma de cuidar dela, porque você estará mais estável, presente e emocionalmente disponível quando estiver com ela.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    A dor que você sente é profundamente humana. Quando perdemos um animal que amamos, perdemos rotina, companhia, segurança emocional e uma forma de amor que não exige nada em troca. Por isso o luto por pets costuma ser tão intenso quanto o luto por pessoas. A culpa (“eu poderia ter feito mais”) é uma reação comum quando o coração tenta encontrar explicações para algo que não tem resposta. Você imaginava envelhecer ao lado dela, e essa quebra de expectativa cria um vazio enorme. Ver outros cachorros reacende a ausência, porque lembra o que você perdeu e o que desejava viver. O caminho não é “aceitar rápido”, mas permitir que o luto siga seu ritmo. Falar sobre ela, lembrar dos momentos bons e validar sua dor ajuda muito. Se o sofrimento estiver te paralisando, terapia pode ser um espaço seguro para elaborar isso.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Prof. Fernando Vicente Rébuli Segundo

    Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas.

    Sentir que tudo depende de você é sinal de sobrecarga emocional e responsabilidade internalizada além do que é possível carregar. Muitas vezes isso nasce em ambientes onde você precisou amadurecer rápido, prever problemas ou assumir papéis que não eram seus. Com o tempo, o corpo aprende a viver em alerta, acreditando que, se você relaxar, algo ruim acontece. Para aliviar isso, é importante diferenciar o que é responsabilidade real do que é ansiedade. Criar limites internos, dividir tarefas, pedir ajuda e reconhecer que você não controla tudo são passos essenciais. A sensação diminui quando você aprende a se autorizar a não ser o centro de tudo. Terapias como DBT e Terapia do Esquema ajudam muito a reorganizar essa carga emocional.

    Atenciosamente,
    Psicólogo Fernando Segundo
    @psifernandosegundo
    fernandosegundo.com
    Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES
    Abraços


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.