Perguntas do paciente (2484)

  • Estou tomando oxalato de escitalopram. Posso tomar junto com o Fisioton (Rhodiola rosea L.) ?

    Estou tomando oxalato de escitalopram. Posso tomar junto com o Fisioton (Rhodiola rosea L.) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida bastante comum entre pacientes que utilizam Escitalopram e desejam associar fitoterápicos para estresse, fadiga mental ou ansiedade. O Fisioton, que contém Rhodiola rosea, é um fitoterápico com ação adaptógena, utilizado para auxiliar em sintomas relacionados ao estresse, cansaço físico e mental. Embora muitas pessoas utilizem essa combinação sem intercorrências importantes, do ponto de vista científico é necessário cautela, pois a Rhodiola pode atuar em neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina.

    Teoricamente, a associação com escitalopram pode aumentar risco de efeitos serotoninérgicos, principalmente em pacientes mais sensíveis ou que utilizam doses maiores de antidepressivos. Os sintomas podem incluir agitação, irritabilidade, ansiedade aumentada, insônia, tremores, palpitações e, raramente, síndrome serotoninérgica. Além disso, alguns pacientes relatam aumento da ativação emocional ou piora transitória de crise de ansiedade e ataques de pânico ao combinar estimulantes naturais com antidepressivos.

    Isso não significa que a combinação seja proibida para todos os pacientes, mas a segurança depende do contexto clínico individual, histórico psiquiátrico, presença de transtorno de ansiedade, transtornos de humor, burnout, insônia e outras medicações em uso. Produtos “naturais” também possuem ação farmacológica e podem interagir com medicamentos psiquiátricos.

    O acompanhamento médico é fundamental para avaliar benefícios, riscos e necessidade real de suplementação. Em consulta psiquiátrica ou de clínica médica, conseguimos analisar sua saúde mental de forma global, ajustar medicações quando necessário e acompanhar sintomas como ansiedade, depressão, estresse, irritabilidade e alterações do sono de maneira segura, individualizada e baseada em evidências científicas.


  • É possível meu bebê nascer normal mesmo eu tomando litio durante a gestação?

    É possível meu bebê nascer normal mesmo eu tomando litio durante a gestação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida muito comum e extremamente importante entre gestantes que fazem uso de Lítio para tratamento de transtornos psiquiátricos. Sim, é possível que o bebê nasça saudável mesmo com o uso de lítio durante a gestação, porém esse acompanhamento precisa ser muito cuidadoso e individualizado. O lítio é um estabilizador de humor amplamente utilizado no tratamento de transtorno bipolar e outros transtornos de humor, sendo fundamental em muitos casos para prevenir recaídas graves, episódios de mania, depressão, impulsividade, risco de suicídio e desorganização emocional durante a gravidez.

    Do ponto de vista científico, sabe-se que o uso de lítio no primeiro trimestre pode estar associado a um aumento do risco de algumas malformações cardíacas fetais, especialmente a anomalia de Ebstein, porém o risco absoluto é considerado relativamente baixo. Estudos mais recentes mostram que esse risco é menor do que se acreditava anteriormente. Além disso, interromper abruptamente o tratamento psiquiátrico pode trazer consequências importantes para a saúde mental materna, aumentando risco de crise de ansiedade, depressão, insônia, transtorno do humor, episódios maníacos e sofrimento emocional intenso, o que também pode impactar a gestação.

    Na prática psiquiátrica moderna, a decisão de manter ou ajustar o lítio depende da gravidade do quadro psiquiátrico, histórico de recaídas e avaliação individual de risco-benefício. Muitas gestantes utilizam a medicação com acompanhamento rigoroso, incluindo monitorização dos níveis séricos, avaliação renal, tireoidiana e ultrassonografia fetal especializada.

    O mais importante é não interromper a medicação por conta própria. O acompanhamento com psiquiatra e obstetra de alto risco permite conduzir a gestação com mais segurança tanto para a mãe quanto para o bebê. Estou disponível para acompanhar sua evolução de forma individualizada, humanizada e baseada em evidências científicas ao longo desse processo.


  • Ao término da cartela de Sertralina posso começar nova cartela de Escitalopran preciso muito saber??

    Ao término da cartela de Sertralina posso começar nova cartela de Escitalopram?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida bastante comum durante a troca de antidepressivos, especialmente entre Sertralina e Escitalopram, medicações amplamente utilizadas para ansiedade, depressão, transtorno do pânico, insônia e transtornos de humor. Em muitos casos, a troca pode ser feita diretamente ao término da sertralina, iniciando o escitalopram no dia seguinte, principalmente quando as doses são equivalentes e a mudança é orientada pelo médico. Isso ocorre porque ambos pertencem à mesma classe farmacológica, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS).

    No entanto, a forma correta de transição depende de vários fatores clínicos: dose atual da sertralina, tempo de uso, sensibilidade a efeitos colaterais, histórico de crise de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, sintomas de abstinência e outras medicações associadas. Em alguns pacientes, pode ser necessário ajuste gradual para reduzir risco de efeitos como tontura, piora temporária da ansiedade, insônia, náuseas ou sintomas de descontinuação serotoninérgica.

    Do ponto de vista psiquiátrico, mudanças de antidepressivos devem sempre ser individualizadas, porque o organismo pode responder de maneira diferente durante o período de adaptação. Além disso, interromper ou iniciar medicações sem supervisão pode aumentar risco de recaída de depressão, ansiedade e desregulação emocional.

    O acompanhamento médico adequado é essencial para monitorar resposta terapêutica, efeitos adversos e evolução clínica de forma segura. Em consulta, conseguimos avaliar o melhor esquema de transição, acompanhar sintomas emocionais e ajustar o tratamento para promover maior estabilidade emocional, qualidade do sono e melhora da saúde mental ao longo do processo.


  • Se vc usar cocaina 5h depois de ter usado rivotril. O que acontece?

    Se vc usar cocaina 5h depois de ter usado rivotril. O que acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Misturar Rivotril com cocaína não é seguro, mesmo com algumas horas de intervalo. Essa é uma dúvida relativamente comum porque muitas pessoas acreditam que o clonazepam “protege” ou reduz os efeitos estimulantes da cocaína, mas na prática a combinação pode aumentar riscos físicos e psiquiátricos importantes.

    A cocaína estimula intensamente o sistema nervoso central e cardiovascular, aumentando frequência cardíaca, pressão arterial, risco de arritmias, infarto, AVC, convulsões e crises de ansiedade. Já o clonazepam atua como depressor do sistema nervoso central. Quando as duas substâncias são usadas próximas uma da outra, o organismo recebe sinais opostos, o que pode mascarar sintomas de intoxicação e fazer a pessoa consumir mais droga sem perceber a gravidade do quadro.

    Além disso, a associação pode aumentar risco de impulsividade, confusão, desregulação emocional, sonolência imprevisível, alteração respiratória e piora importante da saúde mental. Em pessoas predispostas, pode desencadear crise de ansiedade intensa, ataques de pânico, paranoia, agitação, sintomas depressivos, irritabilidade e até episódios psicóticos. Mesmo 5 horas depois, ainda pode existir efeito residual do clonazepam dependendo da dose e do metabolismo individual, já que a medicação possui meia-vida longa.

    Do ponto de vista psiquiátrico, o uso combinado de estimulantes e benzodiazepínicos frequentemente está associado a sofrimento emocional importante, estresse, dependência química e maior risco de complicações clínicas. Se isso ocorreu e houver sintomas como dor no peito, falta de ar, confusão, palpitações intensas ou alteração neurológica, é importante procurar atendimento médico imediato.

    O acompanhamento psiquiátrico individualizado pode ajudar tanto na redução de danos quanto no tratamento de ansiedade, insônia, impulsividade, uso de substâncias e sofrimento emocional de forma acolhedora e baseada em evidências científicas.


  • Estou tomando alprazolam a 2 dias 1 mg pq ando com insônia e stress , vou viajar daqui uma semana e

    Estou tomando alprazolam a 2 dias 1 mg pq ando com insônia e stress , vou viajar daqui uma semana e aprecio vinho , bebo raras vezes e qd viajo gosto de tomar um bom vinho. Quero saber se posso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida muito comum entre pacientes que utilizam Alprazolam para ansiedade, estresse e insônia, principalmente em situações sociais ou durante viagens. Do ponto de vista médico, a associação de alprazolam com álcool, incluindo vinho, não é considerada ideal porque ambos atuam no sistema nervoso central causando efeito depressor. Essa combinação pode potencializar sonolência, redução dos reflexos, tontura, dificuldade de coordenação, prejuízo cognitivo e, em alguns casos, risco de sedação excessiva.

    Mesmo em pessoas que bebem raramente, a resposta do organismo pode variar bastante dependendo da dose do medicamento, quantidade de álcool ingerida, metabolismo individual, qualidade do sono, alimentação e nível de ansiedade. Além disso, nas primeiras semanas de uso do alprazolam o corpo ainda está se adaptando à medicação, o que pode aumentar sensibilidade aos efeitos do álcool. Em pacientes com transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, insônia, burnout, irritabilidade ou ataques de pânico, o álcool também pode provocar piora rebote da ansiedade nas horas seguintes.

    Na prática psiquiátrica, quando o uso é recente e ainda em fase de adaptação, geralmente orientamos maior cautela com bebidas alcoólicas. Em alguns casos, pequenas quantidades podem não gerar complicações importantes, mas isso deve ser individualizado conforme histórico clínico e resposta ao tratamento.

    O acompanhamento médico é fundamental para avaliar evolução da insônia, manejo do estresse e necessidade real do uso contínuo da medicação. Em consulta, é possível ajustar estratégias para melhorar sono, ansiedade e qualidade de vida de forma segura, individualizada e baseada em evidências científicas.


  • Quanto tempo de intervalo deve ter da ritalina e do propranolol?

    Quanto tempo de intervalo deve ter da ritalina e do propranolol?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida bastante comum entre pacientes que utilizam Ritalina e Propranolol ao mesmo tempo, principalmente em tratamentos relacionados a TDAH em adultos, ansiedade de desempenho, tremores, palpitações ou sintomas físicos da ansiedade. De forma geral, não existe um intervalo obrigatório universal entre as duas medicações, porque elas podem inclusive ser prescritas em conjunto em alguns contextos clínicos. No entanto, o horário ideal depende da finalidade do uso, da dose e da resposta individual do paciente.

    A Ritalina atua como estimulante do sistema nervoso central, aumentando atenção, foco e disposição, podendo em algumas pessoas elevar frequência cardíaca, ansiedade, tremores e sensação de aceleração. Já o propranolol atua reduzindo sintomas físicos adrenérgicos, como taquicardia, tremores e palpitações. Em alguns casos, o propranolol é utilizado justamente para amenizar efeitos colaterais estimulantes do metilfenidato.

    Do ponto de vista clínico, muitas pessoas utilizam ambos no mesmo período do dia sem complicações importantes, mas isso deve ser individualizado. Dependendo da dose, o propranolol pode reduzir percepção corporal da estimulação, enquanto em outras situações o excesso de bloqueio pode gerar cansaço, tontura ou sensação de fraqueza. Pacientes com transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, insônia, irritabilidade ou sensibilidade cardiovascular costumam exigir maior monitorização.

    O mais importante é evitar ajustes por conta própria e manter acompanhamento médico regular. Em consulta, conseguimos avaliar efeitos da medicação sobre foco, ansiedade, humor, sono e desempenho cognitivo, ajustando horários e doses de maneira segura, individualizada e baseada em evidências científicas, especialmente em casos envolvendo TDAH em adultos e saúde mental.


  • Pode tomar Coristina D, tomando Fluoxetina?? Pois estou gripado e gostaria de saber se não há cont

    Pode tomar Coristina D, tomando Fluoxetina??
    Pois estou gripado e gostaria de saber se não há contra- indicações, se tomar os dois medicamentos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida muito comum, principalmente porque muitos medicamentos para gripe podem interagir com antidepressivos como a Fluoxetina. A Coristina D possui substâncias como antialérgicos, analgésicos e descongestionantes, incluindo componentes estimulantes que podem aumentar risco de efeitos adversos quando associados à fluoxetina, especialmente em pessoas com ansiedade, transtorno do pânico, insônia, irritabilidade ou sensibilidade cardiovascular.

    Do ponto de vista científico, a principal preocupação é a interação da fluoxetina com descongestionantes como pseudoefedrina ou fenilefrina, que podem elevar pressão arterial, aumentar frequência cardíaca, causar tremores, agitação, palpitações e piorar sintomas de crise de ansiedade ou ataques de pânico. Além disso, alguns medicamentos para gripe podem potencializar efeitos serotoninérgicos, aumentando risco de sintomas como sudorese intensa, inquietação e confusão, embora casos graves sejam incomuns.

    Isso não significa que toda pessoa terá problemas ao usar os dois medicamentos, mas a segurança depende do histórico clínico, presença de hipertensão, doenças cardíacas, transtornos de ansiedade, dose da fluoxetina e composição exata do antigripal utilizado. Em muitos casos, optamos por alternativas mais seguras e individualizadas para controle dos sintomas gripais.

    O anti-inflamatório pode ajudar no alívio da dor, mas se esse sintoma está se repetindo ou persistindo, o ideal é uma avaliação clínica para investigar a causa e evitar uso frequente da medicação. Em consulta conseguimos analisar melhor e, se necessário, solicitar exames.

    O mais recomendado é avaliação médica ou farmacêutica antes de associar essas medicações, principalmente em pacientes em tratamento psiquiátrico. O acompanhamento adequado permite tratar sintomas físicos sem comprometer a estabilidade emocional e a saúde mental. Estou disponível para acompanhar sua evolução clínica e orientar o tratamento de forma segura e individualizada.


  • Olá! Estou tomando bupropiona a 14 dias e antes tomava citalopram - saí dele tomando meio comprimido

    Olá! Estou tomando bupropiona a 14 dias e antes tomava citalopram - saí dele tomando meio comprimido por dia enquanto inciava o novo. Nos últimos dias, tenho sentido muita vertigem e na semana anterior tive muito cansaço. Pode estar relacionado com a medicação? Tive câncer de mama aos 25 anos e encerrei o tratamento em janeiro. Confesso que meu maior medo, na verdade, é ser algo relacionado a doença se espalhando e não ao novo medicamento. Meu médico só atende de sexta-feira, não sei se vou para uma consulta amanhã ou espero completar mais tempo de uso para avaliar melhor.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida bastante compreensível e muito comum durante a transição entre antidepressivos, principalmente após um período emocionalmente intenso como o tratamento de um câncer. A associação entre retirada gradual do Citalopram e início da Bupropiona pode, sim, provocar sintomas como vertigem, tontura, sensação de desequilíbrio, fadiga, mal-estar e alterações do sono nas primeiras semanas. Isso pode ocorrer tanto pela adaptação ao novo medicamento quanto por sintomas de descontinuação serotoninérgica relacionados à redução do citalopram.

    Do ponto de vista psiquiátrico e neuroquímico, a bupropiona possui mecanismo diferente dos ISRS, atuando mais em dopamina e noradrenalina, o que pode gerar um período de instabilidade inicial até o organismo se adaptar. Além disso, pacientes que passaram por situações de grande estresse físico e emocional, como tratamento oncológico, frequentemente desenvolvem hipervigilância corporal, ansiedade relacionada à saúde, crise de ansiedade, insônia e medo recorrente de recidiva da doença, o que pode amplificar sintomas físicos e sofrimento emocional.

    Apesar de os sintomas poderem estar relacionados à medicação, não é adequado ignorar completamente o quadro, especialmente se houver piora progressiva, alterações neurológicas importantes, fraqueza intensa, dificuldade para caminhar ou outros sintomas associados. Na prática clínica, quando existe insegurança importante ou sofrimento emocional elevado, vale a pena uma avaliação médica antes da sexta-feira para maior tranquilidade e segurança.

    O acompanhamento psiquiátrico e clínico individualizado é essencial para diferenciar efeitos da medicação, sintomas de ansiedade e outras condições clínicas. Em consulta, conseguimos avaliar sua evolução de forma humanizada, acolher esses medos relacionados à saúde e ajustar o tratamento para promover maior estabilidade emocional, qualidade de vida e segurança durante essa fase de adaptação.


  • Tomar lexapro em gotas com leite e chocolate diminui a eficácia?

    Tomar lexapro em gotas com leite e chocolate diminui a eficácia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida bastante comum entre pacientes em uso de Lexapro, principalmente durante o início do tratamento para ansiedade, depressão, transtorno do pânico e outros transtornos de humor. De forma geral, tomar o escitalopram em gotas junto com leite ou chocolate não costuma reduzir de maneira significativa a eficácia da medicação. O princípio ativo é absorvido pelo trato gastrointestinal e não há evidências científicas consistentes mostrando perda relevante de efeito quando administrado com esses alimentos.

    No entanto, algumas pessoas podem apresentar maior sensibilidade gastrointestinal ou perceber alterações individuais na absorção e tolerabilidade. O chocolate contém cafeína e teobromina, substâncias estimulantes que, em pacientes mais sensíveis, podem aumentar sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, palpitações ou sensação de agitação, especialmente nas primeiras semanas de adaptação do antidepressivo. Já o leite normalmente não interfere clinicamente na ação do medicamento.

    Na prática psiquiátrica, o mais importante é manter o uso regular da medicação no mesmo horário diariamente, respeitando a dose prescrita e evitando interrupções abruptas. Durante as primeiras semanas, é comum ocorrer oscilação de sintomas, incluindo crise de ansiedade, aumento transitório da ansiedade, alterações do sono e desconfortos físicos até o organismo se adaptar ao tratamento.

    O acompanhamento psiquiátrico adequado é essencial para avaliar resposta terapêutica, efeitos colaterais e evolução clínica de forma individualizada. Em consulta, é possível ajustar medicações, orientar hábitos que favorecem a saúde mental e acompanhar de perto sintomas como ansiedade, depressão, ataques de pânico, burnout e transtornos emocionais relacionados ao estresse.


  • Olá, estou fazendo o uso de Escitalopram e parei com o cigarro a um ano, mas estou com vontade de fu

    Olá, estou fazendo o uso de Escitalopram e parei com o cigarro a um ano, mas estou com vontade de fumar. Tem algum problema fumar apenas um cigarro? Tem alguma interação com o escitalopram?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida bastante comum entre pacientes em tratamento com Escitalopram, principalmente após um período prolongado sem fumar. Do ponto de vista farmacológico, não existe uma interação grave direta entre nicotina e escitalopram como ocorre com algumas outras medicações psiquiátricas. Porém, isso não significa que o cigarro seja neutro para a saúde mental e emocional.

    A nicotina atua em sistemas cerebrais relacionados à dopamina, ansiedade, prazer e recompensa, podendo gerar uma sensação temporária de alívio emocional, redução do estresse ou melhora momentânea da tensão. Entretanto, em médio prazo, o cigarro tende a aumentar instabilidade emocional, dependência química, ansiedade basal, irritabilidade e piora da regulação do humor. Muitos pacientes relatam aumento de crise de ansiedade, insônia e sintomas depressivos após recaídas no tabagismo, principalmente quando já existe histórico de transtorno de ansiedade ou depressão.

    Além disso, após um ano sem fumar, o cérebro já passou por grande processo de adaptação neuroquímica. Mesmo “apenas um cigarro” pode reativar circuitos de dependência e aumentar risco de retorno progressivo ao hábito, especialmente em momentos de estresse emocional, burnout, tristeza profunda ou maior vulnerabilidade psicológica.

    Na prática psiquiátrica, quando a vontade de fumar reaparece, é importante investigar fatores associados como ansiedade residual, estresse, compulsões, alterações do humor e gatilhos emocionais. O acompanhamento médico ajuda a fortalecer estratégias para prevenção de recaídas e melhora da saúde mental de forma global. Em consulta, é possível avaliar sua evolução emocional, ajustar o tratamento e trabalhar manejo da ansiedade e da compulsão de maneira individualizada e baseada em evidências científicas.


  • Usei por 14 dias a medicação bupropiona de 150, na versão de liberaçao prolongada. Tenho dormido mal

    Usei por 14 dias a medicação bupropiona de 150, na versão de liberaçao prolongada. Tenho dormido mal, sentido mal estar, embora tenha melhorado a questão de concentração (razão do uso), porém, somado aos sintomas anteriores, comecei a deprirmir consideravelmente, sem razões específicas. Essa medicação pode ter um efeito diverso na versão XL, vez que já a usei na versão comum combinada com oxilato de excitalopran e não tive quaisquer desses sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida bastante comum em pacientes que iniciam Bupropiona, principalmente porque diferentes formulações podem realmente produzir respostas diferentes no organismo. A versão de liberação prolongada (XL) possui perfil farmacocinético distinto da formulação convencional, liberando a medicação de maneira mais contínua ao longo do dia. Isso pode alterar intensidade de efeitos colaterais, adaptação cerebral e tolerabilidade individual, mesmo em pessoas que já utilizaram bupropiona anteriormente sem problemas.

    Do ponto de vista psiquiátrico, sintomas como insônia, mal-estar, agitação interna, ansiedade aumentada, irritabilidade e alterações emocionais podem ocorrer nas primeiras semanas de adaptação, especialmente porque a bupropiona atua em neurotransmissores relacionados à dopamina e noradrenalina. Em algumas pessoas, principalmente aquelas com predisposição a transtorno de ansiedade, estresse elevado, burnout, insônia ou maior sensibilidade neuroquímica, a medicação pode inicialmente aumentar ativação cerebral e desencadear piora transitória do humor ou sensação depressiva.

    Além disso, a associação anterior com Escitalopram provavelmente modulava parte desses efeitos, oferecendo maior estabilização serotoninérgica e reduzindo sintomas de ansiedade ou oscilação emocional. Isso explica por que o organismo pode reagir de maneira diferente agora, mesmo utilizando a “mesma” medicação.

    É muito importante não interpretar automaticamente isso como falha definitiva do tratamento, mas também não ignorar a piora emocional. O ideal é retornar ao psiquiatra para reavaliação da dose, formulação e necessidade de ajuste terapêutico. Em consulta, conseguimos acompanhar de forma individualizada sintomas como depressão, ansiedade, dificuldade de concentração, insônia, irritabilidade e alterações do humor, promovendo um tratamento mais seguro, humanizado e baseado em evidências científicas.


  • Comecei a tomar sertralina 50mg a 4 dias ,estou sentindo muita náusea, palpitações no coração e trem

    Comecei a tomar sertralina 50mg a 4 dias ,estou sentindo muita náusea, palpitações no coração e tremores o que devo fazer ? Para de tomar essa medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    É uma dúvida comum entre pacientes que iniciam sertralina no tratamento de ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, insônia, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtornos de humor, transtorno depressivo e TDAH em adultos. Nos primeiros dias de uso da sertralina, especialmente na primeira semana, é relativamente frequente ocorrerem efeitos colaterais iniciais como náusea, tremores, sensação de coração acelerado (palpitações), desconforto gastrointestinal e aumento transitório da ansiedade, o que acontece pela adaptação do sistema serotoninérgico.

    Na maioria dos casos, esses sintomas tendem a melhorar progressivamente ao longo de 7 a 14 dias. No entanto, quando os efeitos são intensos ou estão prejudicando muito o bem-estar, é fundamental não suspender a medicação por conta própria, pois a interrupção abrupta pode piorar os sintomas e dificultar a adaptação ao tratamento. O ideal é entrar em contato com o médico que prescreveu para avaliar ajuste de dose, uso temporário de medicação de suporte ou até troca do antidepressivo, se necessário.

    Em consulta podemos avaliar de forma individualizada sua resposta ao tratamento, saúde mental, metabolismo, emagrecimento e obesidade, ajustando a estratégia terapêutica com segurança e foco em melhor tolerabilidade e qualidade de vida.


  • Olá, estou fazendo uso de cloridrato de paroxetina 20mg há dois dias, minha primeira vez tomando ant

    Olá, estou fazendo uso de cloridrato de paroxetina 20mg há dois dias, minha primeira vez tomando antidepressivo e ele me deixa com tremores, fraqueza, enjôo e um calor dentro do corpo como se estivesse me queimando. Gostaria de saber se é comum na adaptação ou se devo voltar no psiquiatra

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida muito comum no início do tratamento com Paroxetina, especialmente em pessoas que estão usando antidepressivo pela primeira vez. Durante as primeiras semanas, o organismo passa por um período de adaptação neuroquímica, e sintomas como tremores leves, náusea, sensação de calor no corpo, fraqueza, sudorese, aumento da ansiedade, agitação, insônia e desconforto gastrointestinal podem ocorrer temporariamente. Isso acontece porque a paroxetina atua sobre a serotonina, neurotransmissor relacionado ao humor, ansiedade e regulação emocional.

    Do ponto de vista psiquiátrico, esses efeitos iniciais são relativamente frequentes e, em muitos casos, tendem a melhorar gradualmente ao longo de dias ou semanas. Algumas pessoas apresentam maior sensibilidade no início do tratamento, principalmente pacientes com transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse elevado, irritabilidade ou maior sensibilidade corporal aos medicamentos.

    Por outro lado, é importante monitorar intensidade e evolução dos sintomas. Tremores intensos, piora progressiva, febre, rigidez muscular, aceleração importante dos batimentos, confusão mental ou sensação muito intensa de “queimação” precisam de avaliação médica para afastar reações adversas mais relevantes. Além disso, alguns pacientes podem necessitar ajuste de dose ou adaptação mais lenta.

    Na prática clínica, o acompanhamento próximo no início do uso do antidepressivo é fundamental para garantir segurança, adesão ao tratamento e melhora da saúde mental. O ideal é retornar ao psiquiatra para relatar os sintomas e receber orientação individualizada, sem interromper a medicação por conta própria. Estou disponível para acompanhar sua evolução clínica de forma acolhedora, segura e baseada em evidências científicas, auxiliando no manejo de ansiedade, depressão, insônia e transtornos emocionais relacionados ao estresse.


  • Esq e a mesma composição do Exedus? Parece que não faz o mesmo efeito? Minha experiência.

    Esq e a mesma composição do Exodus? Parece que não faz o mesmo efeito? Minha experiência.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    É uma dúvida comum entre pacientes que fazem uso de antidepressivos da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como o escitalopram (Esc) e o citalopram, frequentemente comercializados como Exodus. Apesar de terem mecanismos de ação semelhantes, eles não possuem exatamente a mesma composição: o escitalopram é o enantiômero mais ativo do citalopram, o que pode gerar diferenças sutis de potência, tolerabilidade e resposta clínica entre os pacientes. Por isso, é possível que algumas pessoas percebam sensação diferente de efeito ao trocar entre marcas ou moléculas próximas, mesmo tratando quadros como depressão, transtorno depressivo, transtornos de humor, ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout e até TDAH em adultos. Essa variação individual é esperada na prática clínica e pode exigir ajuste de dose ou reavaliação terapêutica. Em consulta podemos avaliar sua resposta ao tratamento, metabolismo, saúde mental e estratégias de emagrecimento e obesidade, garantindo um acompanhamento mais preciso e seguro da sua evolução clínica.


  • Olá, Estou tomando a dois meses Lamitor cd 50mg de manhãs e 25 mg e 2mg de clonasepam a noites. E e

    Olá, Estou tomando a dois meses Lamitor cd 50mg de manhãs e 25 mg e 2mg de clonazepam a noites.
    E estou me sentindo muito esquecida. Será que está prejudicando minha memória?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    É uma dúvida comum entre pacientes em uso de estabilizadores de humor como a lamotrigina (Lamitor CD) e benzodiazepínicos como o clonazepam, especialmente em tratamentos relacionados a transtornos de humor, transtorno depressivo, transtornos de ansiedade, transtorno do pânico, além de sintomas como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout e TDAH em adultos.

    No seu caso, é importante considerar que a lamotrigina, em geral, não costuma causar prejuízo significativo de memória, sendo bem tolerada do ponto de vista cognitivo na maioria dos pacientes. Já o clonazepam, principalmente em doses mais altas ou uso contínuo, pode sim causar efeitos como lentificação do raciocínio, dificuldade de concentração e sensação de “falhas de memória”, especialmente no período noturno e no dia seguinte, por seu efeito sedativo no sistema nervoso central.

    Além disso, fatores como qualidade do sono, idade, estresse emocional e o próprio quadro psiquiátrico de base também podem influenciar diretamente a memória e a atenção. Por isso, é fundamental uma avaliação individualizada para entender se o sintoma está mais relacionado à medicação, à dose ou ao próprio contexto clínico.

    Em consulta podemos reavaliar seu esquema terapêutico com segurança, ajustar doses se necessário e também investigar aspectos de saúde mental, metabolismo, emagrecimento e obesidade, buscando melhorar sua cognição, bem-estar e qualidade de vida de forma global e contínua.


  • Comecei a tomar desvenlafaxina há 5 meses, estou com muita compulsividade alimentar, especificamente

    Comecei a tomar desvenlafaxina há 5 meses, estou com muita compulsividade alimentar, especificamente a noite, no horário que tomo a medicação. Tem alguma relação o remédio com isso que estou tendo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    É uma dúvida comum entre pacientes em uso de desvenlafaxina no tratamento de depressão, transtorno depressivo, transtornos de humor, ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, insônia, tristeza profunda, falta de motivação, burnout e TDAH em adultos. A desvenlafaxina é um antidepressivo da classe dos ISRSN, atuando em serotonina e noradrenalina, e pode influenciar indiretamente o apetite e os circuitos de recompensa cerebral relacionados à fome e compulsão alimentar.

    Em alguns pacientes, especialmente após uso prolongado, pode ocorrer alteração do padrão de apetite, incluindo compulsão alimentar noturna, que nem sempre é um efeito direto da medicação, mas pode estar relacionada à interação entre o medicamento, o ritmo circadiano, ansiedade residual, estresse e hábitos alimentares. O fato de ocorrer no horário da tomada também pode sugerir associação comportamental ou efeito indireto de pico de ação ou desconforto emocional nesse período.

    É importante uma avaliação individualizada, pois pode ser necessário ajustar dose, horário da medicação ou até reavaliar o esquema terapêutico, além de investigar fatores metabólicos e estilo de vida, especialmente em um contexto de emagrecimento e obesidade, onde esses sintomas são muito relevantes. Em consulta podemos analisar de forma completa seu caso e propor uma abordagem segura, com foco em controle da compulsão alimentar, saúde mental e qualidade de vida.


  • Uso Alprazolan, por anos. Estou diminuindo a quantidade de de uso, tomava manhã e noite; agora, só a

    Uso Alprazolan, por anos. Estou diminuindo a quantidade de de uso, tomava manhã e noite; agora, só a noite. Tenho sentido muitas dores na cervical, cabeça, ombro, nuca e péssima sensação nos ouvidos. Pode ser abstinência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma situação relativamente comum em pacientes que fazem uso prolongado de Alprazolam e iniciam redução da dose. Os sintomas que você descreve — dores na cervical, nuca, ombros, sensação ruim nos ouvidos, cefaleia e tensão muscular — podem sim estar relacionados ao processo de retirada ou redução do benzodiazepínico, especialmente após uso contínuo por anos. Isso ocorre porque o organismo se adapta à ação da medicação no sistema nervoso central, e durante o desmame pode haver um estado de hiperexcitabilidade neurológica temporária.

    Do ponto de vista psiquiátrico, sintomas de abstinência podem incluir ansiedade aumentada, irritabilidade, insônia, tensão muscular, sensação de pressão na cabeça, hipersensibilidade sensorial, tontura, desconforto auditivo, crises de ansiedade e até ataques de pânico em alguns casos. Muitas vezes, a musculatura cervical e da mandíbula permanece em estado de contração relacionado ao estresse e ao transtorno de ansiedade, o que pode intensificar dores na nuca e nos ombros.

    No entanto, é importante lembrar que nem todo sintoma durante o desmame é necessariamente abstinência. Alterações ortopédicas, problemas cervicais, labirintite, bruxismo, tensão crônica e outras condições clínicas também podem coexistir. Por isso, a avaliação médica individualizada é fundamental para diferenciar os quadros e conduzir o desmame de forma segura.

    Na prática clínica, reduções muito rápidas aumentam chance de sintomas desconfortáveis. O acompanhamento psiquiátrico adequado ajuda a ajustar o ritmo do desmame, controlar ansiedade, melhorar o sono e reduzir riscos de recaída emocional. Estou disponível para acompanhar sua evolução de forma humanizada, baseada em evidências científicas e focada em estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Como lidar com meu filho de 41 anos que se recusa a tomar olanzapina? Ele tomou durante 01 ano e nã

    Como lidar com meu filho de 41 anos que se recusa a tomar olanzapina?
    Ele tomou durante 01 ano e não quer mais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    É uma dúvida comum entre familiares que acompanham pacientes em tratamento de transtornos psiquiátricos, especialmente em quadros que envolvem transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico, ansiedade, transtorno de ansiedade, crises de ansiedade, ataques de pânico, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout e até TDAH em adultos. A olanzapina é um antipsicótico amplamente utilizado em condições como transtornos psicóticos e alguns transtornos do humor, e pode ser muito eficaz na estabilização clínica, porém também pode gerar efeitos colaterais importantes como sonolência, ganho de peso e impacto metabólico, o que frequentemente leva à recusa do uso a longo prazo.

    Quando um paciente interrompe ou recusa a medicação, é fundamental evitar confrontos e buscar uma abordagem acolhedora, tentando compreender os motivos da recusa, que podem incluir efeitos adversos, falta de insight sobre a doença ou desejo de autonomia. A suspensão ou troca de medicação nunca deve ser feita sem acompanhamento médico, pois pode haver risco de recaída dos sintomas.

    O ideal é uma avaliação médica individualizada para reavaliar diagnóstico, necessidade de manutenção do antipsicótico e possíveis alternativas com melhor tolerabilidade. Em consulta podemos orientar a família, ajustar o tratamento de forma segura e acompanhar a evolução clínica, saúde mental e também aspectos de saúde metabólica, emagrecimento e obesidade de forma integrada e contínua.


  • Tomo escitalopram há 1 ano e nas respostas acima notei que meu libido diminuiu pode ser por causa do

    Tomo escitalopram há 1 ano e notei que meu libido diminuiu pode ser por causa do medicamento? E costumo beber no final de semana , devo suspender o medicamento a noite ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Essa é uma dúvida bastante comum em pacientes que utilizam Escitalopram por períodos mais longos. A diminuição da libido pode sim estar relacionada ao medicamento, já que os antidepressivos da classe dos ISRS frequentemente interferem na resposta sexual, podendo causar redução do desejo, dificuldade de excitação, atraso do orgasmo ou diminuição da sensibilidade sexual. Isso acontece devido à ação da serotonina sobre circuitos cerebrais relacionados ao prazer e à resposta sexual.

    No entanto, é importante lembrar que fatores como ansiedade, depressão, estresse crônico, burnout, insônia, fadiga emocional, baixa autoestima e alterações hormonais também influenciam diretamente a libido. Muitas vezes, o próprio transtorno de ansiedade ou transtorno depressivo já reduz o desejo sexual antes mesmo do início da medicação.

    Em relação ao álcool, o ideal é evitar consumo excessivo durante o tratamento psiquiátrico. O álcool pode piorar ansiedade, irritabilidade, qualidade do sono, impulsividade e sintomas depressivos, além de potencializar efeitos como sonolência e redução da concentração. Porém, suspender o escitalopram “apenas no dia que vai beber” geralmente não é recomendado. Interrupções irregulares podem causar instabilidade nos níveis da medicação, piora emocional e até sintomas de descontinuação em algumas pessoas.

    Na prática psiquiátrica, quando há impacto importante na vida sexual ou dúvidas sobre álcool e medicação, o tratamento pode ser ajustado de forma individualizada. O acompanhamento médico adequado permite avaliar alternativas terapêuticas, manejo dos efeitos colaterais e equilíbrio entre saúde mental, qualidade de vida e bem-estar sexual. Em consulta, conseguimos acompanhar sua evolução de maneira acolhedora, baseada em evidências científicas e focada em ansiedade, depressão, insônia e qualidade de vida emocional.


  • Os efeitos colaterais da fluoxetina, pode dar falta d ânimo? Tipo indisposição? Desde já agradeç

    Os efeitos colaterais da fluoxetina, pode dar falta d ânimo?
    Tipo indisposição?

    Desde já agradeço a atenção!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    É uma dúvida comum entre pacientes em uso de fluoxetina, especialmente nas primeiras semanas de tratamento de quadros como depressão, transtorno depressivo, transtornos de humor, ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout e TDAH em adultos. A fluoxetina é um antidepressivo da classe dos ISRS e atua aumentando a disponibilidade de serotonina, o que pode melhorar o humor e a energia ao longo do tempo. No entanto, no início do tratamento, algumas pessoas podem perceber efeitos paradoxais como cansaço, indisposição, sensação de “falta de ânimo”, leve apatia ou alteração do sono, o que geralmente tende a ser transitório nas primeiras semanas de adaptação. Em outros casos, essa sensação pode estar relacionada ao próprio quadro depressivo ainda não totalmente controlado, e não necessariamente ao medicamento. Por isso, é importante acompanhamento médico para avaliar dose, tempo de uso e resposta clínica. Em consulta podemos analisar sua evolução de forma individualizada, incluindo saúde mental, metabolismo, emagrecimento e obesidade, ajustando o tratamento de maneira segura e eficaz para melhor qualidade de vida.


Perguntas frequentes

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