Perguntas do paciente (2444)
-
Antidepressivos triciclicos (Clomipramina) aumentam os efeitos dos benzodiazepinicos (alprazolam)?
Antidepressivos triciclicos (Clomipramina) aumentam os efeitos dos benzodiazepinicos (alprazolam)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida bastante comum em psiquiatria, especialmente em pacientes que utilizam associação entre Clomipramina e Alprazolam para tratamento de ansiedade, transtorno do pânico, TOC, insônia ou transtornos de humor. De forma geral, a clomipramina pode sim potencializar alguns efeitos do alprazolam, principalmente sedação, sonolência, lentificação, tontura, dificuldade de concentração e redução dos reflexos.
Isso ocorre porque ambas as მედicações atuam no sistema nervoso central, embora por mecanismos diferentes. O alprazolam aumenta a ação do GABA, neurotransmissor inibitório relacionado ao relaxamento e redução da ansiedade. Já a clomipramina atua principalmente na recaptação de serotonina e noradrenalina, mas também possui efeito sedativo e ação anticolinérgica, o que pode intensificar sintomas como cansaço, sensação de “corpo pesado”, dificuldade de memória e sonolência excessiva em algumas pessoas.
Na prática clínica, essa combinação é utilizada em diversos pacientes e pode ser segura quando bem acompanhada, mas exige monitorização individualizada, principalmente no início do tratamento ou em ajustes de dose. Pacientes mais sensíveis podem apresentar maior sedação, instabilidade, confusão, queda de pressão e piora da coordenação motora. Além disso, em pessoas com ansiedade intensa, ataques de pânico, depressão, burnout, insônia ou maior vulnerabilidade emocional, o organismo pode responder de maneira diferente às medicações.
O acompanhamento psiquiátrico adequado é essencial para equilibrar eficácia terapêutica e tolerabilidade, ajustando doses conforme sintomas e rotina do paciente. Em consulta, conseguimos avaliar efeitos colaterais, qualidade do sono, estabilidade emocional e evolução clínica de forma segura, humanizada e baseada em evidências científicas.
-
Boa noite, prezados gostaria de saber se a mudança do depakote ER para o genérico tem algum problema
Boa noite, prezados gostaria de saber se a mudança do depakote ER para o genérico tem algum problema? Minha mãe faz uso da medicação original e tantos outros medicamentos e então vamos optar pelo genérico pois são muito caros os originais.
Agradeço a atenção desde já.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite! Essa é uma dúvida bastante comum e muito relevante na prática clínica, especialmente pelo impacto financeiro de tratamentos contínuos com medicamentos psiquiátricos.
O Depakote ER (original) e o seu equivalente genérico contêm o mesmo princípio ativo, ou seja, o divalproato de sódio. No Brasil, os genéricos precisam passar por testes de bioequivalência exigidos pela ANVISA, o que garante que a absorção e o efeito terapêutico sejam muito semelhantes ao medicamento de referência.
Na maioria dos pacientes, a troca para o genérico não causa problemas clínicos e o efeito se mantém estável, tanto no controle de transtornos do humor, epilepsia quanto em quadros de irritabilidade, impulsividade ou estabilização do humor. No entanto, por se tratar de uma formulação de liberação prolongada (ER), algumas pessoas mais sensíveis podem perceber pequenas diferenças no início da troca, como variações leves de sono, humor, energia ou efeitos colaterais gastrointestinais — geralmente transitórios.
Na prática psiquiátrica, quando há estabilidade clínica, a substituição por genérico é amplamente utilizada e considerada segura. O mais importante é manter acompanhamento médico, especialmente nas primeiras semanas após a troca, para garantir que não haja piora de sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, oscilações de humor ou sinais de descompensação do quadro psiquiátrico.
O ideal é realizar a mudança de forma orientada pelo médico assistente, observando resposta clínica e mantendo exames de rotina quando indicados. Em consulta, é possível acompanhar essa transição de forma individualizada, garantindo segurança, estabilidade emocional e continuidade do tratamento com melhor custo-benefício.
-
Quem faz uso de rocutan pode usar antidepressivos, tipo pondera ( clorídrato de paroxetina)
Quem faz uso de rocutan pode usar antidepressivos, tipo pondera ( clorídrato de paroxetina)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em muitos casos é possível usar Roacutan junto com Paroxetina (Pondera), mas essa associação precisa de acompanhamento médico. Não existe uma contraindicação absoluta entre os dois medicamentos, porém ambos podem influenciar humor, sono, ansiedade e bem-estar emocional em algumas pessoas.
A isotretinoína já foi associada em alguns relatos a piora de sintomas psiquiátricos, como ansiedade, depressão, irritabilidade, tristeza profunda e alterações de humor, embora isso ainda seja discutido cientificamente. Por isso, quando a pessoa já apresenta histórico psiquiátrico ou precisa usar antidepressivos, o acompanhamento se torna ainda mais importante.
A paroxetina pode ajudar no tratamento de ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno de ansiedade, insônia e transtornos de humor, mas também pode causar efeitos como sonolência, redução da libido, alteração do peso e sintomas gastrointestinais.
O ideal é que dermatologista e psiquiatra saibam de todos os medicamentos usados para acompanhar possíveis efeitos emocionais e ajustar o tratamento se necessário.
Procure avaliação rapidamente se surgirem piora importante do humor, pensamentos negativos intensos, agitação, impulsividade ou alterações emocionais importantes.
-
Clonazepam pode alterar transaminase tgo e tgp no exame de sangue?
Clonazepam pode alterar transaminase tgo e tgp no exame de sangue?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Clonazepam normalmente não é uma das medicações que mais alteram TGO e TGP, mas em alguns casos pode haver aumento discreto das transaminases hepáticas. Isso costuma ser raro e geralmente leve, porém merece atenção principalmente em pessoas com doença hepática, uso prolongado de medicamentos, álcool ou associação com outros remédios metabolizados pelo fígado.
Alterações de TGO e TGP também podem ocorrer por muitas outras causas, como:
gordura no fígado;
álcool;
hepatites;
obesidade;
resistência à insulina;
uso de outros medicamentos;
suplementos;
infecções;
alterações metabólicas.
Quando os exames estão elevados, o ideal é avaliar o valor das enzimas, sintomas associados e o restante dos exames hepáticos para entender a causa real. Não é recomendado suspender o clonazepam abruptamente sem orientação, porque isso pode causar ansiedade rebote, crise de ansiedade, insônia, tremores e palpitações.
Procure avaliação médica se houver pele amarelada, urina escura, dor abdominal, náuseas persistentes, coceira intensa ou aumento importante das enzimas.
O acompanhamento clínico e psiquiátrico é importante na avaliação de ansiedade, depressão, insônia, ataques de pânico, transtorno de ansiedade, burnout, transtornos de humor, dificuldade para emagrecer e uso prolongado de medicações metabolizadas pelo fígado.
-
Oi bom dia ,o escitalopram é o mesmo medicamento que o alprazolam????
Oi bom dia ,o escitalopram é o mesmo medicamento que o alprazolam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia. Não, Escitalopram e Alprazolam não são o mesmo medicamento e agem de formas diferentes no organismo.
O escitalopram é um antidepressivo da classe dos ISRS, usado principalmente para tratamento de ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno de ansiedade e transtornos de humor. Ele costuma demorar algumas semanas para fazer efeito mais completo.
Já o alprazolam é um benzodiazepínico, com efeito mais rápido para aliviar ansiedade, tensão e sintomas físicos como palpitação e agitação. Porém, ele pode causar sonolência, dependência e tolerância quando usado por muito tempo.
Em alguns tratamentos, os dois podem até ser usados juntos temporariamente: o alprazolam ajuda no alívio mais imediato da ansiedade enquanto o escitalopram começa a agir.
O acompanhamento psiquiátrico é importante para definir o melhor tratamento para ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade, burnout, transtorno do pânico, transtorno depressivo e TDAH em adultos.
-
Ola, estou iniciando o desmame da pregabalina (foco dor) c orientacao medica e meu sono que ficou ex
Ola, estou iniciando o desmame da pregabalina (foco dor) c orientacao medica e meu sono que ficou excelente, voltou a piorar. Posso usar Gaba como um recurso mais “natural”/ suplemento para ansiedade e sono?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. O GABA vendido como suplemento é usado por algumas pessoas na tentativa de melhorar ansiedade e sono, mas os estudos ainda mostram resultados limitados e variáveis. Diferente da Pregabalina, que tem ação comprovada no sistema nervoso, o GABA oral pode ter efeito mais discreto e nem sempre substitui o benefício do medicamento no sono e na ansiedade.
Durante o desmame da pregabalina é relativamente comum ocorrer piora temporária da insônia, aumento da ansiedade, irritabilidade, tensão muscular e sensação de “rebote”, principalmente se o organismo já estava acostumado ao efeito sedativo do remédio. Por isso, o desmame gradual com acompanhamento médico é importante.
Em geral, o suplemento de GABA costuma ser bem tolerado, mas ainda assim vale cautela se você usa outros medicamentos para sono, ansiedade ou dor, porque pode aumentar sonolência e tontura em algumas pessoas.
Além do suplemento, outras medidas ajudam bastante nessa fase:
manter horário regular de sono;
reduzir cafeína;
evitar telas antes de dormir;
atividade física regular;
manejo do estresse e ansiedade.
Se a insônia estiver intensa, persistente ou acompanhada de piora emocional importante, vale conversar novamente com o médico para ajustar a velocidade do desmame ou discutir outras estratégias.
O acompanhamento clínico e psiquiátrico é importante na avaliação de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, dor crônica e dificuldade para dormir relacionada à retirada de medicações.
-
Tomo risperdal consta 50 MG e saber se causa impotencia sexual e libido baixa Risperidona causa esse
Tomo risperdal consta 50 MG e gostaria de saber se causam impotencia sexual e libido baixa, Risperidona causa esses dois efeitos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a Risperidona pode causar diminuição da libido, dificuldade de ereção, impotência sexual e alterações no orgasmo em algumas pessoas. Isso acontece porque ela pode aumentar a prolactina, um hormônio que, quando elevado, pode reduzir testosterona e afetar desejo e desempenho sexual.
Alguns pacientes também percebem:
redução do interesse sexual;
dificuldade para manter ereção;
ejaculação alterada;
cansaço e sonolência;
ganho de peso.
Esses efeitos variam conforme dose, tempo de uso, sensibilidade individual e associação com outros medicamentos. A formulação injetável de longa ação (como Risperdal Consta) também pode apresentar esses efeitos.
Além do medicamento, ansiedade, depressão, estresse, insônia, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, obesidade, baixa testosterona e outras condições clínicas podem contribuir para libido baixa e impotência sexual.
Não é recomendado interromper a medicação por conta própria, porque isso pode causar piora importante dos sintomas psiquiátricos.
O ideal é conversar com o psiquiatra caso os efeitos estejam incomodando. Em alguns casos é possível investigar prolactina, testosterona e avaliar ajuste da medicação.
O acompanhamento psiquiátrico e clínico é importante na avaliação de ansiedade, depressão, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno depressivo, transtorno do pânico, transtornos de humor, burnout, TDAH em adultos e efeitos hormonais e sexuais relacionados aos antipsicóticos.
-
Boa noite , toda noite ao pegar no sono e as vezes durante o sono, acordo passando mau com sintomas
Boa noite , toda noite ao pegar no sono e as vezes durante o sono, acordo passando mau com sintomas estranhos. As vezes sensações de morte . Faz 1 ano e meio q tive sindrome panico noturno.
Eu fico tentando me concentrar e esperar pq aquilo é coisa da minha cabeça, dura uns 5 min e some. Mas é horrivel . Pesquisei muito pra sair do panico sem remédios. Mas esse sintoma q tinha sumido voltou. O que fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é bem compatível com crises de pânico noturnas ou episódios de ansiedade intensa durante o sono. Na Transtorno do pânico, isso pode acontecer mesmo após períodos de melhora, especialmente em fases de estresse, mudança de rotina, privação de sono ou aumento de ansiedade no dia a dia.
Esses episódios costumam ter características como:
despertar súbito com sensação de “morte iminente” ou perigo;
taquicardia, falta de ar, sudorese, tremor;
sensação estranha no corpo;
pico rápido e melhora espontânea em poucos minutos (como você descreveu).
Apesar de serem muito assustadores, não são perigosos em si, mas são sinal de que o sistema de ansiedade está novamente ativado.
O que costuma ajudar na hora da crise:
lembrar que é uma crise de ansiedade e vai passar (mesmo sendo difícil);
focar na respiração lenta (inspirar pelo nariz e soltar mais devagar);
não lutar contra o sintoma (isso aumenta a adrenalina);
levantar, beber água, mudar de ambiente por alguns minutos se necessário;
evitar checar sintomas repetidamente.
Como voltou após 1 ano e meio, é importante considerar:
retorno da ansiedade basal;
estresse acumulado;
alterações do sono;
uso de cafeína, álcool ou estimulantes;
ou necessidade de retomar acompanhamento psicológico/psiquiátrico.
Mesmo quem já melhorou sem remédios pode precisar de apoio novamente em fases de recaída — isso é comum no transtorno do pânico.
Procure avaliação médica com mais prioridade se houver:
crises muito frequentes;
piora progressiva;
desmaios, dor no peito fora do padrão;
ou impacto importante no sono e rotina.
O acompanhamento psiquiátrico é importante no tratamento de ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, burnout, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos.
-
Estava tomando sertralina para crise de ansiedade a um mês e não vi melhoras nenhuma ! comecei a ter
Estava tomando sertralina para crise de ansiedade a um mês e não vi melhoras nenhuma ! comecei a ter ideias suicidas, uma coisa que nunca passou pela minha cabeça mesmo eu sabendo que não faria nada comigo, comecei a ficar mais triste, com medo e paranoico como se eu fosse fazer alguma coisa contra mim e cada vez mais a ter crises de choro e angústia, aí ontem o psiquiatra mandou eu suspender o uso e tomar o lítio! é bom ? Vai tirar esses pensamentos? E o medo ? E a angústia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece atenção importante, e foi correto procurar o psiquiatra rapidamente. Em algumas pessoas, principalmente nas primeiras semanas de antidepressivos como a sertralina, pode acontecer piora da ansiedade, aumento da angústia, medo intenso, agitação emocional e até aparecimento de pensamentos suicidas ou pensamentos intrusivos que antes não existiam. Isso não significa necessariamente que você “queira” fazer algo contra si, mas sim que houve uma reação importante do seu estado emocional e da sua saúde mental ao tratamento.
Na prática psiquiátrica, quando aparecem sintomas como:
piora intensa da ansiedade
crises de choro
medo constante
sensação paranoide
sofrimento emocional intenso
pensamentos suicidas ou medo de perder o controle
piora da insônia
o médico pode optar por suspender o antidepressivo e reorganizar completamente o tratamento.
O lítio é uma medicação muito séria e bastante utilizada em psiquiatria, principalmente para estabilização do humor, impulsividade emocional e redução de risco suicida em alguns pacientes. Ele não age “instantaneamente”, mas pode ajudar bastante a estabilizar sofrimento emocional, angústia, oscilação emocional intensa e pensamentos autodestrutivos ao longo do tratamento.
Mas é importante entender:
o efeito não costuma acontecer no primeiro dia
o acompanhamento precisa ser próximo
às vezes são necessários ajustes de dose
exames laboratoriais costumam ser necessários durante o uso
O mais importante agora é não ficar sozinho com esse sofrimento. Se os pensamentos piorarem, se surgir sensação de perda de controle ou risco de fazer algo contra si, procure atendimento de urgência ou alguém de confiança imediatamente.
E um detalhe importante: muitas pessoas ficam assustadas com os próprios pensamentos e começam a ter medo deles, mas o fato de você reconhecer que não quer fazer nada contra si e buscar ajuda é um sinal importante de preservação e crítica sobre o que está acontecendo.
-
Eu tomo Venlift OD HA UNS 8 ANOS. E HA UNS 5 ANOS DE 150MG. QUERO PARSR POIS PARECE NAO FAZER MAIS O
Eu tomo Venlift OD HA UNS 8 ANOS. E HA UNS 5 ANOS DE 150MG. QUERO PARSR POIS PARECE NAO FAZER MAIS O EFEITO E TENHO MUITAS CRISES DE LABIRINTITE VIVO COM MAL ESTAR , e muito sono O QUE FAÇO VIVO ATORDOADA COM PESO NA CABEÇA E A VISTA EMBAÇADO NO FINAL DO DIA
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece uma reavaliação médica mais cuidadosa, principalmente porque está usando venlafaxina há muitos anos e relata sensação persistente de mal-estar, sono excessivo, peso na cabeça, visão embaçada e crises frequentes de “labirintite”. Muitas vezes, após longo período de uso, pode ocorrer necessidade de ajuste terapêutico, mudança de medicação ou investigação de outras causas clínicas associadas — e não necessariamente o problema está apenas “na labirintite”.
A venlafaxina pode causar efeitos como tontura, sensação de pressão na cabeça, sonolência, alteração visual e dificuldade de concentração em algumas pessoas, especialmente após uso prolongado ou dependendo da sensibilidade individual. Além disso, sintomas físicos persistentes também podem estar relacionados a ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia mal compensada e dificuldade de regulação emocional, que frequentemente se manifestam de forma corporal ao longo do tempo.
O mais importante é não interromper a venlafaxina de forma abrupta. O desmame desse medicamento precisa ser gradual e acompanhado, porque a retirada rápida pode causar tontura intensa, sensação de choque na cabeça, piora emocional e sintomas físicos importantes.
Também vale investigar causas não psiquiátricas para seus sintomas, como alterações vestibulares, hormonais, pressão arterial, visão, anemia ou metabolismo. Em muitos casos, uma avaliação conjunta entre clínico geral, psiquiatra e otorrinolaringologista ajuda bastante a esclarecer o quadro e melhorar sua qualidade de vida.
-
Olá boa tarde. Uso venlaxin 37,5 posso usar histamin antialérgico?
Olá boa tarde. Uso venlaxin 37,5 posso usar histamin antialérgico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, o uso de Venlaxin (venlafaxina 37,5 mg) junto com antialérgicos como o Histamin pode ser possível, mas depende de qual formulação específica do antialérgico está sendo utilizada e da sua sensibilidade individual aos medicamentos.
Alguns antialérgicos podem causar sonolência, tontura e lentificação, e quando associados à venlafaxina esses efeitos podem ficar mais perceptíveis em algumas pessoas. Também pode ocorrer aumento de cansaço, dificuldade de concentração ou sensação de sedação, especialmente nos primeiros usos.
Além disso, pacientes em tratamento para ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional podem perceber mais sensibilidade a medicações que atuam no sistema nervoso central, mesmo quando a interação não é considerada grave.
Na prática clínica, essa combinação costuma ser utilizada sem grandes problemas em muitos casos, mas o ideal é:
evitar álcool junto das medicações
observar excesso de sonolência ou palpitações
confirmar exatamente qual “Histamin” está usando, porque existem diferentes composições
Se você tiver histórico de pressão alta, arritmia, muita sonolência ou usar outras medicações além da venlafaxina, vale confirmar com o médico ou farmacêutico antes de iniciar.
-
Mirtazapina quietepina olanzapina morfex causam queda de libido e impotência?
Mirtazapina quietepina olanzapina morfex causam queda de libido e impotência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, mirtazapina, quetiapina, olanzapina e Morfex podem causar redução da libido e alterações sexuais em algumas pessoas, embora isso varie bastante conforme dose, tempo de uso, sensibilidade individual e combinação com outros medicamentos.
A quetiapina e a olanzapina, por exemplo, podem diminuir desejo sexual, causar sedação importante, reduzir energia e interferir na resposta sexual, principalmente por ação em dopamina e prolactina. A olanzapina tende a ter impacto metabólico maior em algumas pessoas, podendo também contribuir indiretamente para fadiga, ganho de peso e piora da disposição.
A mirtazapina costuma causar menos efeitos sexuais do que alguns antidepressivos ISRS, mas ainda assim pode provocar diminuição da libido, sonolência intensa e sensação de apatia em alguns pacientes.
Já o Morfex, dependendo da formulação exata e da substância presente, também pode interferir no sistema nervoso central e aumentar sedação ou lentificação.
Na prática psiquiátrica, sintomas relacionados à ansiedade, depressão, saúde mental, burnout e insônia também influenciam muito a sexualidade. Muitas vezes não é apenas a medicação isoladamente, mas o conjunto do quadro emocional, do sono desregulado e do cansaço mental que reduz libido e desempenho sexual.
Além disso, uso prolongado de algumas medicações pode afetar:
testosterona
prolactina
energia física
motivação
resposta orgástica
Por isso, quando surgem impotência sexual ou perda importante da libido, vale conversar com o psiquiatra para avaliar possíveis ajustes, troca de medicação ou investigação hormonal, sem interromper os remédios abruptamente por conta própria.
-
Gostaria de saber se o escitalopram acalma a ansiedade, pois vi muitos casos de que esse remédio par
Gostaria de saber se o escitalopram acalma a ansiedade, pois vi muitos casos de que esse remédio parece que induz ao aumento dela no início, e tenho medo de tomar por isso, verdade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o escitalopram é uma medicação bastante utilizada justamente para tratar ansiedade, incluindo transtorno de ansiedade generalizada, crise de ansiedade e transtorno do pânico. Muitas pessoas apresentam melhora importante da preocupação excessiva, tensão física, medo constante e sintomas como palpitação e falta de ar após algumas semanas de uso.
Porém, o que você leu também tem um fundo de verdade: em algumas pessoas, principalmente nas primeiras 1 a 2 semanas, pode ocorrer um aumento transitório da ansiedade, agitação, inquietação ou sensação de “ativação”. Isso acontece porque o cérebro ainda está se adaptando ao aumento da serotonina. Esse efeito inicial não ocorre com todo mundo e, quando aparece, geralmente é temporário.
Por isso, muitos psiquiatras iniciam com doses baixas e aumentam gradualmente, justamente para reduzir desconfortos iniciais. Em alguns casos, também se associa temporariamente medicação para ajudar no controle da ansiedade no começo do tratamento.
Na prática clínica, pacientes com ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional costumam ter boa resposta ao escitalopram quando o tratamento é acompanhado adequadamente.
O mais importante é não deixar o medo do efeito inicial impedir um tratamento que pode melhorar bastante sua qualidade de vida. Ter acompanhamento próximo nas primeiras semanas ajuda muito a passar essa fase de adaptação com mais segurança.
-
Boa Tarde, Tomo Escitalopran 15mg, com Ciclobenzapina de 2mg. Estava sentindo dores leve de cabe
Boa Tarde,
Tomo Escitalopran 15mg, com Ciclobenzapina de 2mg.
Estava sentindo dores leve de cabeça que passaram agora começou a me dar vertigem
com tonturas, é normal por causa da medicação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, tanto o escitalopram quanto a ciclobenzaprina podem causar sintomas como tontura, sensação de vertigem, cabeça “leve”, sonolência e desequilíbrio, principalmente no início do uso, após aumento de dose ou quando utilizados em conjunto. A ciclobenzaprina, mesmo em doses baixas, costuma ter efeito mais sedativo e pode potencializar sensação de moleza ou instabilidade.
Além disso, a combinação pode aumentar sintomas relacionados ao sistema nervoso central, principalmente em pessoas mais sensíveis a medicações. Em alguns casos, a própria ansiedade também amplifica a percepção de tontura e desconforto físico.
Na prática clínica, pacientes com ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional frequentemente apresentam sintomas físicos associados tanto ao quadro emocional quanto à adaptação medicamentosa.
O importante é observar:
se a vertigem está leve e transitória
se piora ao levantar rápido
se vem acompanhada de náusea, palpitação ou sonolência excessiva
Se os sintomas estiverem piorando, persistirem por muitos dias ou vierem com dificuldade para andar, desmaio, alteração visual importante ou vômitos intensos, o ideal é procurar reavaliação médica. Também não é recomendado interromper o escitalopram abruptamente sem orientação.
-
Tomei medicação e me sinto com muito calor sudorese insonia e normal??
Tomei a medicação e me sinto com muito calor, sudorese, insonia, é normal??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer, principalmente no início do tratamento ou após ajustes de dose. Tanto o escitalopram quanto outros medicamentos que atuam na serotonina podem causar sintomas como sensação de calor, aumento da sudorese, agitação e dificuldade para dormir nas primeiras semanas, enquanto o organismo ainda está se adaptando à medicação.
Muitos pacientes relatam exatamente essa sensação de “corpo acelerado”, calor excessivo ou sono mais leve no começo do uso. Em boa parte dos casos, esses efeitos diminuem progressivamente com o passar dos dias. Porém, a intensidade varia bastante de pessoa para pessoa.
Na prática clínica, sintomas relacionados à ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional também podem se manifestar fisicamente e acabar se confundindo com efeitos da própria medicação, principalmente em fases iniciais do tratamento.
O mais importante é observar a intensidade dos sintomas. Se for apenas calor, suor e dificuldade para dormir de forma leve a moderada, geralmente pode representar adaptação inicial. Mas se surgirem febre, tremores intensos, confusão mental, rigidez muscular, diarreia importante, batimentos muito acelerados ou piora importante do estado geral, é fundamental procurar avaliação médica rapidamente.
Também vale conversar com o médico sobre o melhor horário para tomar a medicação, porque em algumas pessoas usar pela manhã reduz bastante a insônia.
-
Estou fazendo tratamento por causa do álcoollismo porém estou tomando três mg de respiridona .porém
Estou fazendo tratamento por causa do álcoollismo, porém estou tomando três mg de respiridona e estou fazendo xixi na cama, acordo depois q fiz e não durmo mais, pode ser o medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode estar relacionado ao uso da risperidona, principalmente em doses mais altas ou em pessoas mais sensíveis aos efeitos sedativos da medicação. Alguns pacientes podem apresentar aumento da sonolência profunda, relaxamento muscular excessivo e dificuldade de perceber a vontade de urinar durante o sono, o que pode contribuir para episódios de enurese noturna (“fazer xixi na cama”).
Além disso, durante o tratamento do alcoolismo, o organismo passa por um período de adaptação física e neurológica importante, e alterações do sono, ansiedade e instabilidade do sistema nervoso podem acontecer junto do uso das medicações.
Na prática psiquiátrica, sintomas relacionados à ansiedade, depressão, insônia, transtornos de humor e dificuldade de regulação emocional frequentemente coexistem em pacientes em recuperação do uso de álcool, tornando o ajuste medicamentoso algo muito individual.
Também é importante avaliar outros fatores:
quantidade de líquidos à noite
uso de outras medicações sedativas
presença de diabetes ou alterações urinárias
roncos intensos ou sono muito profundo
O ideal é avisar o médico que acompanha seu tratamento, porque às vezes ajuste de dose, mudança do horário ou troca da medicação pode melhorar bastante isso. Não é recomendado interromper a risperidona abruptamente sem orientação, principalmente durante tratamento do alcoolismo.
-
Estou em tratamento há 3 meses, nesse último mês, fiquei bem alguns dias, voltei a minha rotina que
Estou em tratamento há 3 meses, nesse último mês, fiquei bem alguns dias, voltei a minha rotina que eu tinha antes....mais há 2 semanas voltei a me sentir mal de novo mesmo tomando os medicamentos, porque isso tá acontecendo ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso é uma dúvida muito comum entre pacientes em tratamento psiquiátrico, principalmente nos primeiros meses. A melhora em quadros emocionais raramente acontece de forma totalmente linear. Muitas pessoas apresentam períodos de melhora importante e depois passam por oscilações, mesmo usando corretamente a medicação.
Isso pode ocorrer porque o cérebro ainda está em processo de estabilização, porque fatores externos influenciam bastante o quadro emocional ou porque a dose e a estratégia terapêutica ainda precisam de ajustes. Em transtornos relacionados à ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional, é relativamente comum existirem fases de avanço e recaídas parciais antes de uma estabilização mais consistente.
Outro ponto importante é que, quando a pessoa começa a melhorar, costuma retomar responsabilidades, rotina e sobrecarga emocional, e isso às vezes acaba revelando sintomas que ainda não estavam totalmente controlados.
O fato de você ter conseguido ficar bem por alguns dias é um sinal positivo de resposta ao tratamento. Porém, persistência ou retorno dos sintomas merece reavaliação médica para entender se existe necessidade de ajuste medicamentoso, mudança terapêutica, investigação clínica ou fortalecimento do acompanhamento psicológico.
O mais importante é não concluir sozinho que “nada funciona”. Em psiquiatria, muitas vezes o tratamento exige acompanhamento contínuo e ajustes graduais até encontrar a estabilidade mais adequada para cada pessoa.
-
Tô tomando Bup tem 7 dias. Eu sofro de SP e psiquiatra mal me avaliou. A primeira coisa que ele falo
Tô tomando Bup tem 7 dias. Eu sofro de SP e psiquiatra mal me avaliou. A primeira coisa que ele falou foi: Você fuma? Vou te passar esse remédio pra vc parar de fumar e pra ansiedade. E não ouviu meus outros sintomas. Acontece que ontem eu tive uma crise fortíssima de ansiedade e pânico. Parecia que eu ia enlouquecer, fiquei com o coração muito acelerado e o médico não passou nenhum SOS. Tô com muito medo, porque antes de tomar a medicação pelo menos eu não sentia isso. Fora que acordei as 4:30 da manhã e não consegui dormir mais e meu sono era muito bom. Minha próxima consulta é daqui a 90 dias pq é pelo SUS. Não sei se quero continuar a tomar essa medicação. Essas crises vão passar depois de 15 dias?
Detalhe que eu continuo fumando do mesmo jeito.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer com algumas pessoas no início do uso da bupropiona (“Bup”), principalmente em pacientes que já têm predisposição à ansiedade ou síndrome do pânico. Apesar de ser uma medicação muito utilizada para tabagismo e depressão, ela tem um perfil mais estimulante e, em certas pessoas, pode aumentar agitação, insônia, aceleração cardíaca, sensação de alerta excessivo e até desencadear crise de ansiedade nas primeiras semanas.
O fato de você ter começado a acordar muito cedo, sentir coração acelerado e ter tido uma crise intensa após iniciar a medicação merece atenção, principalmente porque você relata que esses sintomas não eram tão fortes antes. Em alguns pacientes esses efeitos realmente diminuem após adaptação inicial, geralmente nas primeiras semanas, mas em outros a medicação simplesmente não se adapta bem ao perfil ansioso.
Na prática clínica, quadros de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, insônia e dificuldade de regulação emocional podem piorar temporariamente com medicações mais ativadoras como a bupropiona, especialmente sem uma medicação de suporte (“SOS”) no começo do tratamento.
Também é importante lembrar que continuar fumando enquanto inicia a bupropiona não significa que o tratamento “falhou” em apenas 7 dias. A resposta costuma ser gradual.
Como sua próxima consulta está distante, o mais prudente é tentar entrar em contato com a unidade de saúde antes caso os sintomas estejam muito intensos, principalmente se houver:
piora progressiva das crises
sensação de perder o controle
insônia severa
pensamentos negativos intensos
palpitações importantes
E não suspenda abruptamente por conta própria sem orientação médica, mas também não ignore sintomas importantes como os que você descreveu.
-
Tomei a medicação pra dormir, mas acabei esquecendo que havia bebido o mesmo , ai abri uma cerveja e
Tomei a medicação pra dormir, mas acabei esquecendo que havia bebido o mesmo , ai abri uma cerveja e dei apenas tres goles , posso ter algum efeito adverso ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na maioria das vezes, apenas alguns goles de cerveja após ter tomado a medicação não costumam causar uma complicação grave, principalmente se a quantidade foi realmente pequena. Porém, dependendo de qual remédio para dormir você utiliza, pode ocorrer aumento de sonolência, tontura, sensação de corpo “pesado”, lentidão, dificuldade de equilíbrio ou mais sedação ao longo das próximas horas.
Medicamentos usados para sono e ansiedade geralmente atuam no sistema nervoso central, e o álcool pode potencializar esse efeito. Em pessoas mais sensíveis, a combinação pode causar sensação de confusão, sono muito profundo ou mal-estar no dia seguinte.
Na prática clínica, pacientes em tratamento para ansiedade, depressão, insônia, transtornos de humor e dificuldade de regulação emocional costumam receber orientação para evitar álcool próximo do horário das medicações justamente para reduzir esse tipo de interação.
O mais importante agora é:
não ingerir mais álcool hoje
evitar dirigir ou realizar atividades que exijam atenção
manter-se hidratado
observar sintomas como dificuldade para respirar, confusão intensa ou sedação excessiva
Se foram realmente apenas três goles e você está bem, a tendência é que não aconteça nada grave.
-
Olá, meu nome é Eduarda tomo sertralina de 50 mg pela manhã e a noite quetiapina 25 mais lorazepam d
Olá, tomo sertralina de 50 mg pela manhã e a noite quetiapina 25 mais lorazepam de 2mg . Pode ingerir cerveja a noite com moderação?
Obg!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ideal é ter cautela com o consumo de álcool usando essa combinação de medicações. Tanto a quetiapina quanto o lorazepam possuem efeito sedativo, e a cerveja pode potencializar bastante sonolência, tontura, lentificação do raciocínio, desequilíbrio e redução dos reflexos. Em algumas pessoas, mesmo pequenas quantidades já aumentam muito o efeito sedativo.
Além disso, o lorazepam associado ao álcool merece atenção especial, porque ambos atuam no sistema nervoso central e podem intensificar relaxamento excessivo, apagões de memória e dificuldade respiratória em pessoas mais sensíveis. A quetiapina também pode aumentar essa sedação.
Outro ponto importante é que o álcool pode interferir negativamente no tratamento de ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional, mesmo quando usado “socialmente”. Algumas pessoas percebem piora da ansiedade ou do sono no dia seguinte, mesmo após pouca quantidade.
Na prática clínica, muitos pacientes até conseguem ingerir pequenas quantidades sem eventos graves, mas isso varia muito conforme metabolismo, tolerância individual, horário da medicação e quantidade de álcool ingerida.
O mais seguro é evitar ou reduzir ao máximo, principalmente próximo do horário do lorazepam e da quetiapina. Se decidir beber, o ideal é que seja quantidade pequena e observando cuidadosamente como seu corpo reage.
Autor
Perguntas frequentes
-
Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…