Perguntas do paciente (2444)

  • Já tomo Venlafaxina de 75 a 3anos como fazer p iniciar o desmame

    Já tomo Venlafaxina de 75 a 3anos, como fazer p iniciar o desmame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O desmame da venlafaxina deve ser feito de forma gradual e sempre acompanhado pelo médico, principalmente após uso contínuo por vários anos. A venlafaxina é uma medicação conhecida por poder causar sintomas de retirada quando reduzida rapidamente, mesmo em pessoas que estavam estáveis há muito tempo.

    Entre os sintomas mais comuns do desmame estão:

    tontura
    sensação de “choques” na cabeça
    ansiedade aumentada
    irritabilidade
    insônia
    sensação de desequilíbrio
    náuseas e mal-estar emocional

    Na prática psiquiátrica, pacientes com ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional costumam precisar de reduções lentas e individualizadas para evitar desconfortos importantes.

    Geralmente o processo é feito diminuindo a dose aos poucos ao longo de semanas ou meses, dependendo de fatores como:

    tempo de uso
    sensibilidade individual
    histórico de recaídas
    presença de sintomas atuais

    Em algumas pessoas, o médico reduz gradualmente para doses menores antes da suspensão completa. Em outras, o desmame precisa ser ainda mais lento.

    O mais importante é não interromper abruptamente por conta própria, mesmo estando bem. Como você já usa há 3 anos, o ideal é planejar isso junto ao psiquiatra para avaliar o melhor momento emocional e a forma mais segura de redução.


  • Olá!Tomo 200mg de quetiapina,a noite para o tratamento de transtorno bipolar tipo 2. Mas observei qu

    Olá!Tomo 200mg de quetiapina,a noite para o tratamento de transtorno bipolar tipo 2. Mas observei que a depressão aumentou pela manhã e que a noite fico com hipomania. Não consigo ter um bom raciocínio lógico e estou muito lenta pra tudo desde função motora até cognitiva.isso é normal para um tratamento de 12 semanas já?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Os sintomas que você descreve merecem uma reavaliação do tratamento, principalmente porque já está há cerca de 12 semanas usando quetiapina 200 mg. Embora a quetiapina seja bastante utilizada no transtorno bipolar tipo 2, especialmente para estabilização do humor e episódios depressivos, algumas pessoas podem apresentar sensação de lentificação cognitiva, sonolência residual, dificuldade de raciocínio, redução da agilidade motora e sensação de “mente lenta”, principalmente em determinadas doses ou horários.

    O fato de você perceber piora depressiva pela manhã e sintomas mais próximos de hipomania à noite também merece atenção, porque pode indicar que o padrão de estabilização do humor ainda não está ideal ou que existe necessidade de ajuste terapêutico.

    Na prática psiquiátrica, sintomas relacionados à depressão, transtornos de humor, ansiedade, insônia e dificuldade de regulação emocional podem oscilar mesmo durante o tratamento, mas persistência importante de lentificação cognitiva e alteração funcional após 12 semanas merece discussão com o psiquiatra.

    Também é importante avaliar:

    qualidade do sono
    horário da medicação
    uso de outras medicações
    efeitos sedativos acumulados
    presença de episódio misto ou instabilidade residual do humor

    O mais importante é não interromper a quetiapina abruptamente por conta própria. Muitas vezes pequenos ajustes de dose, associação medicamentosa ou reorganização do esquema melhoram bastante tanto a cognição quanto a estabilidade emocional.


  • Eu Tomava clonazepam 2mg em 1comprimido a noite. Passei para líquido. Quantas gotas devo tomar para

    Eu Tomava clonazepam 2mg em 1comprimido a noite. Passei para líquido. Quantas gotas devo tomar para equivaler a 2mg por noite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Na apresentação mais comum do clonazepam em gotas (2,5 mg/mL), cada gota costuma equivaler a aproximadamente 0,1 mg. Assim, um comprimido de 2 mg geralmente corresponde a cerca de 20 gotas.

    Mesmo sendo uma conversão bastante utilizada na prática, é importante confirmar na embalagem ou bula a concentração exata do frasco, porque podem existir apresentações diferentes. A equivalência costuma estar descrita como:

    1 gota = 0,1 mg
    20 gotas = 2 mg

    Pacientes em tratamento para ansiedade, insônia, transtornos de humor, crise de ansiedade e dificuldade de regulação emocional frequentemente fazem essa troca entre comprimido e solução oral, mas o ajuste deve ser feito com cuidado para evitar sedação excessiva ou sintomas de abstinência.

    Também é importante manter regularidade no horário e evitar aumentar ou reduzir a dose por conta própria, porque o clonazepam pode causar dependência e sintomas importantes quando há mudanças abruptas. Se notar excesso de sonolência, tontura intensa ou sensação de “apagamento”, vale reavaliar a dose com o médico que acompanha seu tratamento.


  • Iniciei o concerta hoje, senti um enjoo terrível. Sabe me dizer se o concerta tem alguma interação c

    Iniciei o concerta hoje, senti um enjoo terrível. Sabe me dizer se o concerta tem alguma interação com bromoprida? Os dois agem nos receptores de dopamina, e estou tomando bromoprida por conta do refluxo. Não sei se pode ter sido essa a causa de sentir um enjoo tão forte, pois ja tomei ritalina 2 anos (sem bromoprida) e não senti enjoo ou mal estar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, existe uma possibilidade teórica de interação funcional entre o Concerta (metilfenidato) e a bromoprida justamente porque ambos influenciam vias dopaminérgicas, embora de maneiras diferentes. O metilfenidato aumenta disponibilidade de dopamina e noradrenalina, enquanto a bromoprida atua bloqueando receptores dopaminérgicos para melhorar sintomas gastrointestinais.

    Na prática, essa combinação não costuma ser considerada formalmente contraindicada, mas pode gerar respostas individuais diferentes. O enjoo forte que você sentiu pode ter relação com:

    adaptação inicial ao Concerta
    sensibilidade individual ao estimulante
    piora transitória do refluxo
    alteração do esvaziamento gástrico
    interação funcional dopaminérgica entre os medicamentos

    Mesmo quem já usou Ritalina antes pode reagir diferente ao Concerta, porque o sistema de liberação prolongada muda bastante o perfil da medicação no organismo.

    Além disso, pacientes com ansiedade, TDAH, insônia, transtornos de humor e dificuldade de regulação emocional frequentemente apresentam maior sensibilidade corporal no início de estimulantes, inclusive com sintomas gastrointestinais.

    Se o enjoo foi muito intenso logo no primeiro dia, vale observar:

    se tomou em jejum
    se houve palpitação ou ansiedade associada
    se o sintoma melhora nos próximos dias

    Caso o mal-estar continue forte, o ideal é conversar com o médico antes de insistir no uso contínuo ou fazer ajustes por conta própria.


  • Olá, antes de tudo obrigado por responder. Gostaria de saber se o Venvanse (lisdexanfetamina) 30 mg

    Gostaria de saber se o Venvanse (lisdexanfetamina) 30 mg tem interação negativa com o Dual (duloxetina) 30mg.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Em geral, Venvanse (lisdexanfetamina) e duloxetina podem ser usados juntos, mas essa combinação exige cautela e acompanhamento médico, porque existe potencial de efeitos aditivos no sistema nervoso e cardiovascular.

    Os principais pontos de atenção são:

    Aumento de noradrenalina e serotonina: ambos os medicamentos atuam nessas vias, o que pode aumentar risco de efeitos como agitação, ansiedade, insônia e tremores.
    Pressão arterial e frequência cardíaca: pode haver aumento de palpitações, taquicardia ou elevação da pressão em pessoas sensíveis.
    Ativação do sistema nervoso central: em alguns casos pode piorar ansiedade, irritabilidade ou sensação de “mente acelerada”.
    Raro, mas importante: existe um risco teórico de síndrome serotoninérgica, especialmente se houver doses altas ou outras medicações associadas que também aumentem serotonina.

    Na prática clínica, muitos pacientes usam essa combinação quando há indicação bem definida (por exemplo, TDAH + depressão/ansiedade), mas o médico costuma:

    iniciar doses baixas
    monitorar sono, pressão e ansiedade
    ajustar horários e doses conforme resposta

    Em relação a sintomas como ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional, às vezes essa associação pode até ajudar, mas em outras pode exigir ajustes finos para evitar ativação excessiva.

    Se você estiver sentindo palpitações fortes, piora importante da ansiedade, insônia intensa ou sensação de “aceleração fora do normal”, o ideal é avisar seu médico para reavaliar a combinação.


  • Como diferenciar ansiedade de depressão? Tenho problemas sérios de ansiedade como: falta de ar , pal

    Como diferenciar ansiedade de depressão? Tenho problemas sérios de ansiedade como: falta de ar , palpitações, sudorese , problemas com o sono irritação . Mas ultimamente não tenho vontade de fazer nada , um desânimo que não consigo me livrar , sem vontade de me levantar , muito sono . Pode ter evoluído de uma ansiedade para depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Ansiedade e depressão podem ter sintomas diferentes, mas muitas vezes aparecem juntas e acabam se misturando. A ansiedade costuma estar mais relacionada a um estado de alerta excessivo — preocupação constante, tensão física, medo, sensação de perigo iminente, palpitações, falta de ar, sudorese, irritabilidade e dificuldade para relaxar ou dormir.

    Já a depressão geralmente envolve perda de energia, desânimo persistente, redução da motivação, sensação de vazio, dificuldade de sentir prazer, lentificação, excesso de sono ou cansaço constante, além de perda de interesse pelas atividades do dia a dia.

    O que você descreve pode acontecer quando um quadro ansioso permanece intenso por muito tempo e começa a gerar esgotamento emocional e físico. Na prática psiquiátrica, ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional frequentemente coexistem, e não é raro um quadro evoluir para sintomas depressivos associados.

    Muitas pessoas relatam exatamente isso:

    primeiro vêm as crises de ansiedade e hiperativação
    depois aparece exaustão, apatia e sensação de “não conseguir mais reagir”

    Isso não significa fraqueza nem falta de vontade. O organismo pode entrar em um estado de sobrecarga emocional prolongada.

    Como seus sintomas parecem estar afetando bastante sua rotina e funcionamento, seria importante procurar avaliação psiquiátrica ou psicológica para entender melhor o quadro e definir o tratamento mais adequado. Quanto antes isso é acompanhado, maiores as chances de recuperação e estabilização dos sintomas.


  • MUITO sangue na evacuação depois de dois meses de uso de Sertralina. (sangue "vivo") Apesar de esta

    Muito sangue na evacuação depois de dois meses de uso de Sertralina. (sangue "vivo")
    Devo considerar "normal"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Não é recomendado considerar isso como “normal”, principalmente se houve muito sangue vivo nas evacuações. Embora a sertralina possa aumentar tendência a sangramentos em algumas pessoas — especialmente no trato gastrointestinal — sangue vermelho vivo nas fezes também pode estar relacionado a causas como hemorroidas, fissuras anais, inflamações intestinais ou outras alterações que precisam ser avaliadas.

    Os antidepressivos da classe da sertralina podem interferir na função das plaquetas e aumentar risco de sangramento, principalmente quando associados a anti-inflamatórios, álcool, aspirina ou problemas gastrointestinais prévios. Porém, a presença de sangramento importante merece investigação médica e não deve ser atribuída automaticamente apenas à medicação.

    Na prática clínica, pacientes em tratamento para ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional também podem apresentar sintomas físicos paralelos que não necessariamente têm origem psiquiátrica, por isso é importante não ignorar sinais gastrointestinais relevantes.

    O ideal é procurar avaliação médica, especialmente se:

    o sangramento foi em grande quantidade
    está se repetindo
    há dor abdominal
    tontura, fraqueza ou palpitação
    fezes muito escuras ou perda de peso

    E não suspenda a sertralina abruptamente sem orientação médica, porque a retirada repentina também pode causar sintomas importantes.


  • È normal sentir dor no peito e falta de ar tomando sertralina? Minha filha está tomando a dois dias

    È normal sentir dor no peito e falta de ar tomando sertralina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Dor no peito e falta de ar não devem ser simplesmente considerados “normais”, embora algumas pessoas possam apresentar aumento transitório da ansiedade, sensação de aperto no peito, palpitações ou desconforto respiratório no início do uso da sertralina, especialmente nas primeiras semanas.

    Em muitos casos, a própria ativação inicial da medicação pode aumentar temporariamente sintomas físicos relacionados à ansiedade, como tensão torácica, hipervigilância corporal e sensação de respiração curta. Pacientes com ansiedade, crise de ansiedade, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional frequentemente percebem sintomas físicos muito intensos durante fases de adaptação medicamentosa.

    Por outro lado, dor no peito e falta de ar também podem ter outras causas clínicas que precisam ser avaliadas, principalmente se:

    a dor for forte ou persistente
    houver palpitação intensa
    sensação de desmaio
    falta de ar importante
    dor irradiando para braço ou mandíbula
    piora progressiva dos sintomas

    Na prática clínica, é importante diferenciar sintomas relacionados à ansiedade de condições cardíacas, respiratórias ou efeitos adversos relevantes.

    Se os sintomas forem leves e recentes após iniciar a sertralina, pode representar adaptação inicial. Porém, se estiverem intensos, frequentes ou causando preocupação importante, o ideal é procurar avaliação médica para exame físico e orientação mais segura.


  • Prezados, gostaria de um auxílio. Tomo venvanse há 1 ano, prescrito pelo meu psiquiatra. Vez ou outr

    Prezados, gostaria de um auxílio. Tomo venvanse há 1 ano, prescrito pelo meu psiquiatra. Vez ou outra tive colaterais gastrointestinais, porém ultimamente estou tendo arrotos constantes que está me atrapalhando no âmbito do trabalho. Marquei minha consulta porém como vai demorar algumas semanas, gostaria de saber se posso, até lá, conciliar com algum medicamento para eructação, como digeplus ou semelhante? Quer dizer, há alguma contraindicação ou interação entre a lisdexanfetamina com remédios gastrointestinais? De antemão, agradeço a atenção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a lisdexanfetamina (Venvanse) pode causar efeitos gastrointestinais em algumas pessoas, incluindo refluxo, sensação de estômago irritado, aumento de gases e eructações frequentes. Isso pode acontecer tanto no início quanto após longo tempo de uso, especialmente se houver mudança alimentar, estresse, ansiedade ou aumento da sensibilidade gastrointestinal.

    De forma geral, medicamentos para gases, digestão ou eructação costumam ter poucas interações graves com a lisdexanfetamina, e muitos pacientes utilizam antiácidos, simeticona ou medicações digestivas temporariamente sem grandes problemas. Porém, alguns produtos podem alterar acidez gástrica e influenciar absorção do Venvanse em determinadas situações.

    Além disso, ansiedade, insônia, transtornos de humor, dificuldade de regulação emocional e estados de hiperativação do sistema nervoso também podem aumentar aerofagia e desconfortos gastrointestinais, especialmente em pacientes usando estimulantes.

    O ideal é ter atenção principalmente se:

    houver dor abdominal forte
    perda importante de peso
    refluxo intenso
    náuseas persistentes
    piora progressiva dos sintomas

    Enquanto aguarda a consulta, medidas simples às vezes ajudam bastante, como reduzir café, bebidas gaseificadas, alimentação muito rápida e longos períodos em jejum.

    Em relação a Digeplus ou semelhantes, geralmente não costumam ter contraindicação grave direta com lisdexanfetamina, mas vale confirmar composição exata e evitar automedicação prolongada sem avaliação médica, principalmente se os sintomas forem recentes ou persistentes.


  • Bom dia ! Estou tomando escitalopram de 15 mg tem 15 dias , mas notei minhas fezes mole e é efeito c

    Bom dia ! Estou tomando escitalopram de 15 mg tem 15 dias , mas notei minhas fezes mole e é efeito colateral dele ? Se sim com qtos dias passa? Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer. O escitalopram pode causar efeitos gastrointestinais no início do tratamento, como fezes amolecidas, diarreia leve, náusea e desconforto abdominal, especialmente nas primeiras semanas.

    Isso ocorre porque a serotonina também atua no intestino, e o organismo ainda está se adaptando ao aumento dessa substância.

    Em geral:

    esses efeitos aparecem nos primeiros dias ou semanas
    tendem a melhorar entre 2 a 4 semanas, quando o corpo se adapta
    em algumas pessoas podem durar um pouco mais, mas costumam ser leves e autolimitados

    Na prática clínica, pacientes em tratamento de ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional frequentemente passam por essa fase inicial de adaptação gastrointestinal.

    Algumas medidas podem ajudar:

    tomar o medicamento junto com alimento
    evitar café, álcool e alimentos muito gordurosos no início
    manter boa hidratação
    observar se há piora progressiva ou sinais de diarreia intensa

    Procure seu médico se houver:

    diarreia persistente ou intensa
    sangue nas fezes
    perda de peso importante
    dor abdominal forte

    Se estiver leve e você já está com 15 dias de uso, há boa chance de melhorar nas próximas 1–2 semanas.


  • Estou tomando esse medicamento há 2 meses e estou sentindo muito enjoo e tontura, o que eu posso faz

    Estou tomando esse medicamento (Venlafaxina) há 2 meses e estou sentindo muito enjoo e tontura, o que eu posso fazer para melhorar esses efeitos??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Enjoo e tontura podem acontecer com a venlafaxina, especialmente nos primeiros meses de uso ou quando o organismo ainda não se adaptou completamente. Em algumas pessoas, esses efeitos persistem por mais tempo, principalmente dependendo da dose, sensibilidade individual e rotina de sono/alimentação.

    Algumas medidas que costumam ajudar:

    Tomar o medicamento sempre no mesmo horário e, em muitos casos, junto com alimentação pode reduzir náusea
    Evitar ficar longos períodos em jejum
    Manter boa hidratação ao longo do dia
    Levantar-se devagar para reduzir tontura
    Evitar álcool, que pode piorar os sintomas
    Observar se a tontura é mais forte em horários específicos da dose

    Na prática clínica, também é importante considerar que sintomas como ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional podem se manifestar fisicamente e ser confundidos com efeitos colaterais.

    Se os sintomas estão intensos após 2 meses, vale conversar com o médico, porque pode ser necessário:

    ajuste de dose
    mudança do horário (manhã ou noite)
    formulação diferente (liberação prolongada)
    ou até troca da medicação

    Não é recomendado suspender a venlafaxina de forma abrupta, porque isso pode piorar tontura, mal-estar e sintomas emocionais.


  • Tomar clonazepam 12h antes de fazer exame de sangue e urina pode dar alteração nos valores? Tipo Gli

    Tomar clonazepam 12h antes de fazer exame de sangue e urina pode dar alteração nos valores? Tipo Glicose, creatinina, tgo, tgp... Etc...??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Em geral, o clonazepam não costuma causar alterações significativas em exames laboratoriais comuns quando tomado 12 horas antes da coleta. Exames como glicose, creatinina, ureia, TGO, TGP e hemograma normalmente não sofrem impacto relevante apenas por uma dose habitual do medicamento.

    Porém, em algumas pessoas, especialmente com uso contínuo ou associado a outros remédios, pode ocorrer influência indireta em fatores como sono, alimentação, estresse e metabolismo, o que às vezes interfere discretamente em exames como glicemia ou pressão arterial.

    Na prática clínica, pacientes em tratamento para ansiedade, insônia, depressão, transtornos de humor e dificuldade de regulação emocional frequentemente usam clonazepam continuamente, e os exames laboratoriais costumam permanecer interpretáveis normalmente.

    O mais importante é seguir corretamente as orientações do laboratório sobre:

    jejum
    horário da coleta
    uso contínuo das medicações
    hidratação adequada

    Em alguns casos específicos, o médico pode orientar suspensão temporária de certas medicações antes de exames mais específicos, mas para exames laboratoriais gerais o clonazepam geralmente não provoca alterações importantes nesses parâmetros.


  • Quanto tempo leva para a Sertralina sair do leite materno, após interromper o uso do medicamento?

    Quanto tempo leva para a Sertralina sair do leite materno, após interromper o uso do medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A sertralina é um dos antidepressivos mais estudados na amamentação e passa para o leite materno em pequenas quantidades. Após interromper o uso, ela não “some imediatamente” do leite — ela precisa ser eliminada do organismo primeiro.

    Em geral, a sertralina tem uma meia-vida média de cerca de 24 a 26 horas, e seu metabólito ativo pode durar um pouco mais. Por isso, considera-se que a eliminação significativa do medicamento ocorre em aproximadamente 5 a 7 dias após a última dose.

    Na prática:

    Em 2 a 3 dias, já há uma redução importante no leite
    Em cerca de 5 a 7 dias, a presença tende a ser mínima ou praticamente indetectável

    Isso pode variar conforme metabolismo, dose, tempo de uso e características individuais da mãe.

    Na prática clínica, ansiedade, depressão, insônia, transtornos de humor e dificuldade de regulação emocional também são fatores importantes nesse período, porque a interrupção do antidepressivo pode causar retorno de sintomas maternos, o que também impacta o puerpério e a amamentação.

    Se a decisão de suspender foi por segurança do bebê, é importante alinhar com o médico, porque em muitos casos a sertralina é considerada compatível com amamentação justamente por ter baixa passagem e baixo risco clínico.


  • Tenho TAG, depressão e compulsão alimentar. Fico num ciclo vicioso, como por ansiedade e por qqr out

    Tenho TAG, depressão e compulsão alimentar. O psiquiatra me receitou Sertralina 50mg. Nos 10 primeiros dias tirou a minha fome, mas agora não faz mais efeito para a compulsão. Só sinto uma melhora na depressão.
    O civlo vicioso voltou novamente. Devo procurar o médico mesmo estando no início do tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, vale a pena retornar ao médico para conversar sobre isso, mesmo ainda estando no início do tratamento. Muitas pessoas percebem redução importante do apetite e da compulsão alimentar nos primeiros dias da sertralina, mas esse efeito inicial pode diminuir conforme o organismo se adapta à medicação. Isso não significa necessariamente que o tratamento “falhou”.

    Na prática psiquiátrica, o tratamento da compulsão alimentar costuma ser mais complexo do que apenas controlar a fome. Muitas vezes envolve regulação emocional, ansiedade antecipatória, impulsividade e padrões relacionados ao estresse. Por isso, pacientes com ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e dificuldade de regulação emocional frequentemente precisam de ajustes graduais da estratégia terapêutica ao longo das primeiras semanas.

    Além disso, 50 mg ainda pode ser considerada uma dose inicial para alguns quadros, e o efeito completo da sertralina geralmente leva mais tempo para estabilizar. Em alguns casos, o psiquiatra associa psicoterapia, ajustes de dose ou outras abordagens específicas para compulsão alimentar.

    O fato de você já perceber melhora da depressão é um sinal positivo de resposta parcial ao tratamento. Porém, como a compulsão voltou e está gerando sofrimento, vale sim procurar reavaliação antes da próxima consulta programada, principalmente se os episódios estiverem intensos ou frequentes.


  • Iniciei o tratamento com duloxetina 30mg pela manhã e tomo o alprazolam 1 mg ao deitar. De noite não

    Iniciei o tratamento com duloxetina 30mg pela manhã e tomo o alprazolam 1 mg ao deitar. De noite não tenho conseguido dormir, insônia total desde o início da duloxetina. Esse efeito é passageiro, definitivo ou tenho que parar de tomar a duloxetina? Minha prioridade é dormir bem e com o alprazolam eu consigo mas junto com duloxetina não. A duloxetina invalida o efeito do alprazolam. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A duloxetina pode sim causar insônia, agitação e aumento de alerta principalmente no início do tratamento. Isso é relativamente comum nas primeiras semanas, porque ela aumenta noradrenalina e serotonina, o que pode “ativar” o sistema nervoso.

    Já o alprazolam não perde o efeito por causa da duloxetina — não existe uma “anulação” direta entre os dois. O que


  • Eu estou amamentando e vendo Diazepam quais riscos o bebê pode ter ? A reação??

    Eu estou amamentando e tomando Diazepam quais riscos o bebê pode ter ? A reação??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    diazepam durante a amamentação exige cautela porque ele passa para o leite materno e tem meia-vida longa, podendo se acumular no bebê.

    Possíveis riscos para o bebê

    Em alguns casos, podem ocorrer:

    Sonolência excessiva (bebê muito “molinho” ou difícil de acordar)
    Dificuldade para mamar (sucção fraca)
    Redução do tônus muscular
    Irritabilidade paradoxal (mais raro: bebê mais agitado)
    Em uso contínuo ou doses maiores: acúmulo e sedação prolongada
    O que mais influencia o risco
    Dose usada pela mãe
    Frequência (uso diário aumenta risco)
    Idade do bebê (recém-nascidos são mais sensíveis)
    Prematuridade ou baixo peso
    Uso combinado com outros sedativos
    Em geral na prática clínica
    Uso ocasional e em dose baixa pode ter baixo risco em alguns casos
    Uso contínuo não é a primeira escolha na amamentação, porque existem alternativas mais seguras (como alguns antidepressivos ou ansiolíticos com melhor perfil, dependendo do caso)
    Sinais de alerta no bebê

    Procure atendimento se notar:

    bebê muito sonolento ou difícil de acordar
    mamando menos que o habitual
    respiração mais lenta ou fraca
    fraqueza ou “molinho demais”
    Importante

    Não interrompa o diazepam por conta própria (principalmente se já usa há algum tempo), porque a suspensão abrupta pode causar rebote de ansiedade, insônia e sintomas físicos importantes.

    O ideal é conversar com seu médico para avaliar redução gradual ou troca por uma opção mais segura durante a amamentação, se for necessário manter tratamento contínuo.

    Se quiser, me diga a dose e há quanto tempo você está usando que posso te orientar de forma mais


  • Estou tomando fluoxetina há duas semanas e sentindo sintomas de incontinência urinária e dores nos s

    Estou tomando fluoxetina há duas semanas e sentindo sintomas de incontinência urinária e dores nos seios. Será que com o tempo isso passa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, esses sintomas podem acontecer no início do uso da fluoxetina, embora não sejam dos efeitos mais comuns.

    O que pode estar acontecendo
    Alterações urinárias (urgência, sensação de perda de controle ou incontinência leve) podem ocorrer por influência da serotonina em vias neurológicas que controlam a bexiga.
    Dor ou sensibilidade mamária também pode acontecer por alterações hormonais indiretas, retenção de líquidos ou aumento da sensibilidade corporal no início do tratamento.
    Isso tende a passar?

    Na maioria dos casos:

    esses efeitos aparecem nas primeiras semanas
    costumam melhorar entre 2 a 4 semanas, quando o organismo se adapta à medicação

    Como você está com 2 semanas de uso, ainda está dentro do período de adaptação.

    Quando se preocupar mais

    Procure o médico se houver:

    perda urinária importante ou persistente
    dor intensa nos seios ou nódulos palpáveis
    piora progressiva dos sintomas
    febre, ardor ao urinar (para descartar infecção urinária)
    Importante

    Não interrompa a fluoxetina por conta própria, porque ela também está atuando em sintomas como ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e regulação emocional, e a suspensão abrupta pode piorar o quadro.

    Se quiser, me diga se a dose é 20 mg e se esses sintomas começaram logo após o início — isso ajuda a avaliar melhor se é efeito adaptativo ou algo que merece ajuste.


  • A fluxetina faz subir a glicose?faz 30 dias que tou tomando fiz exame de sangue eo resultado saiu al

    A fluxetina faz subir a glicose?faz 30 dias que tou tomando fiz exame de sangue eo resultado saiu alterado. a fluxetina interfere no resultado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A fluoxetina (fluxetina) geralmente não costuma elevar a glicose de forma direta e significativa na maioria das pessoas. Na verdade, em alguns casos, ela pode até melhorar discretamente o controle glicêmico em pacientes com diabetes ao longo do tempo, por reduzir compulsão alimentar e melhorar humor.

    Então por que sua glicose pode ter alterado?

    Um resultado alterado após 30 dias de uso pode estar relacionado a vários fatores, por exemplo:

    alimentação nos dias anteriores ao exame
    estresse e ansiedade (que podem elevar glicose temporariamente)
    alteração do sono
    resistência à insulina prévia ou início de pré-diabetes/diabetes
    uso de outros medicamentos
    horário/jejum inadequado no exame
    A fluoxetina interfere no exame?
    Não costuma “falsear” o resultado de glicose no laboratório
    Pode ter efeitos indiretos no metabolismo, mas não costuma causar aumento importante isoladamente
    Em resumo

    A fluoxetina não é uma causa comum de glicose alta isoladamente, então o resultado deve ser interpretado no contexto clínico completo.

    Como você está em tratamento, sintomas como ansiedade, depressão, transtornos de humor, insônia e regulação emocional também podem influenciar metabolismo e comportamento alimentar, o que impacta a glicose.

    O que fazer agora
    repetir o exame se seu médico achar necessário
    avaliar hemoglobina glicada (HbA1c) para visão mais confiável
    revisar alimentação e rotina
    conversar com o médico que prescreveu a fluoxetina

    Se quiser, me diga o valor da glicose e se foi em jejum que te explico melhor o resultado.


  • Boa tarde, estou a tomar paroxetina e comecei a ficar sem vontade de urinar mas quando urino tenho m

    Boa tarde, estou a tomar paroxetina e comecei a ficar sem vontade de urinar mas quando urino tenho muita dificuldade e as vezes é interrompido causando dor no rim. Já suspendi o medicamento. É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Isso não deve ser considerado normal, embora possa acontecer como efeito adverso da paroxetina em algumas pessoas.

    A paroxetina (um ISRS) pode, raramente, causar:

    retenção urinária
    dificuldade para iniciar o jato urinário
    fluxo fraco ou interrompido
    desconforto pélvico

    Isso ocorre por efeito indireto em receptores serotoninérgicos que influenciam o controle da bexiga.

    Mas atenção importante

    O que você descreve também pode ser sinal de outras condições que precisam ser avaliadas, como:

    infecção urinária
    obstrução urinária
    cálculo renal (“pedra nos rins”) — especialmente por essa “dor no rim”
    problemas prostáticos (se for homem)
    efeitos de outros medicamentos associados
    Sobre ter suspendido o remédio

    Você fez certo em procurar orientação rapidamente, mas idealmente a suspensão de antidepressivo deveria ser feita com acompanhamento médico, porque pode haver:

    piora de ansiedade ou humor
    sintomas de descontinuação (tontura, irritabilidade, mal-estar)
    O mais importante agora

    Procure atendimento médico se houver:

    dor forte lombar ou tipo cólica
    dificuldade importante para urinar ou quase não conseguir urinar
    febre
    sangue na urina
    sensação de bexiga muito cheia
    Em resumo

    Pode ser efeito da paroxetina (raro, mas possível)
    Mas dor “no rim” + dificuldade urinária precisa ser investigada para excluir outras causas mais importantes

    Na prática clínica, sintomas como ansiedade, depressão, insônia e alterações de regulação emocional também podem coexistir e confundir a percepção corporal, mas aqui o foco principal é descartar causa urológica.

    Se quiser, me diga há quanto tempo começou e se você está urinando pouco ou só com dificuldade — isso ajuda a orientar melhor o grau de urgência.


  • Olá bom dia, comecei a tomar escitalopram 10 mg a cerca de um mês e meio e gostaria de saber se cort

    Olá bom dia, comecei a tomar escitalopram 10 mg a cerca de um mês e meio e gostaria de saber se corta o efeito do anticoncepcional (gynera).
    Obrigada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Bom dia. Não, o escitalopram não corta o efeito do anticoncepcional Gynera.

    O escitalopram (um ISRS usado para ansiedade, depressão, sofrimento relacionado à saúde mental, burnout e insônia) não interfere na eficácia hormonal do anticoncepcional combinado, como o Gynera. Ou seja, ele não reduz o efeito contraceptivo.

    O que pode acontecer na prática:
    O anticoncepcional continua funcionando normalmente
    O escitalopram não altera diretamente estrogênio ou progesterona
    Não há interação relevante que leve à falha contraceptiva
    Atenção apenas a situações indiretas:
    vômitos ou diarreia intensa podem atrapalhar a absorção do anticoncepcional
    uso de outros medicamentos específicos (como alguns anticonvulsivantes ou antibióticos raros) podem interferir, mas não é o caso do escitalopram

    Durante o tratamento, algumas pessoas também relatam mudanças de humor, libido ou retenção de líquido, mas isso não tem relação com perda de eficácia contraceptiva.

    Em resumo:

    Pode usar escitalopram e Gynera juntos sem perder o efeito do anticoncepcional.


Perguntas frequentes

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