Perguntas do paciente (2444)

  • Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e La

    Faço tratamento com Escitalopram 15 mg, Fluvoxamina 50 mg, Alprazolam 0,25 mg duas vezes ao dia e Lamotrigina 50 mg. Porém, como estou em tratamento de gastrite e tenho muitas náuseas, preciso recorrer com frequência a medicamentos antieméticos, até mesmo porque tenho grave fobia de vômito. Entretanto, li que não é recomendado o uso de Dramin associado às medicações que uso por causar excesso de sonolência e outros eventuais sintomas mais sérios e que a ondansetrona é contraindicada devido ao risco de síndrome serotoninérgica com o escitalopram e a fluvoxamina. Considerando que não posso fazer uso de bromoprida e metoclopramida por reações graves que já tive, o que seria mais indicado no meu caso? Será que tomar o Dramin em casos de urgência poderia gerar reações graves?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    No seu caso, é importante ter cautela porque há escitalopram + fluvoxamina, dois medicamentos serotoninérgicos, além de alprazolam e lamotrigina. O Dramin® (dimenidrinato) pode aumentar bastante sonolência, tontura e redução da atenção quando associado ao alprazolam, mas isso não significa que uma dose ocasional necessariamente provoque uma reação grave. O risco depende da dose, sensibilidade individual e de outros fatores.

    A ondansetrona merece avaliação médica, pois pode prolongar o QT e, quando combinada com medicamentos serotoninérgicos, existe uma preocupação teórica e rara com síndrome serotoninérgica. Isso não significa que seja automaticamente contraindicada, mas sua utilização deve ser individualizada.

    Como você já apresentou reações graves à bromoprida e à metoclopramida, não é recomendável escolher outro antiemético por conta própria. O mais seguro é seu médico avaliar qual opção apresenta menor risco considerando todo o esquema psiquiátrico e o tratamento da gastrite. Em situação de vômitos persistentes, desidratação, desmaio, palpitações, confusão, rigidez muscular ou agitação importante, procure atendimento imediatamente.


  • Quem tem transtornos como bipolaridade, esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo não pode de jeito

    Quem tem transtornos como bipolaridade, esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo não pode de jeito nenhum tomar café? O café pode reagir com as medicações causando perda da eficácia esperada das medicações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Não. Pessoas com transtorno bipolar, esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo não precisam necessariamente eliminar o café. A cafeína, porém, pode aumentar ansiedade, irritabilidade, agitação, palpitações e insônia e, em algumas pessoas com transtorno bipolar, o excesso pode contribuir para piora da estabilidade do humor ou favorecer sintomas de hipomania/mania.

    Também não é correto dizer que o café geralmente “corta” o efeito dos psicofármacos. Entretanto, algumas interações específicas existem e dependem da medicação utilizada. Por exemplo, a cafeína pode ter seus efeitos aumentados ou permanecer mais tempo no organismo com alguns medicamentos, e alterações importantes no consumo de café podem modificar a resposta a determinados fármacos.

    Portanto, o mais importante é avaliar qual medicamento está sendo utilizado, quantidade de cafeína e sintomas apresentados. Se o café estiver piorando insônia, ansiedade, agitação ou oscilações de humor, vale reduzir gradualmente e conversar com o psiquiatra.


  • Quem faz uso de carbonato de lítio não pode tomar café? O café corta o efeito do lítio diminuindo o

    Quem faz uso de carbonato de lítio não pode tomar café? O café corta o efeito do lítio diminuindo o seu efeito?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Não é necessário proibir o café para quem utiliza carbonato de lítio. Porém, a cafeína pode aumentar a eliminação renal do lítio em algumas situações, especialmente quando há mudança importante e abrupta no consumo habitual de café. Assim, aumentar muito o consumo de cafeína pode contribuir para redução da concentração do lítio e, potencialmente, diminuir seu efeito terapêutico; por outro lado, reduzir ou suspender subitamente uma ingestão elevada de café pode aumentar a concentração do lítio.

    Por isso, o mais importante é manter um consumo de cafeína relativamente estável, além de manter hidratação adequada e evitar grandes variações na ingestão de sal. O nível sérico do lítio deve ser acompanhado conforme orientação do psiquiatra. Não ajuste a dose do lítio para compensar o consumo de café.

    Além disso, excesso de cafeína pode piorar ansiedade, insônia, irritabilidade e agitação, o que pode ser particularmente relevante em pessoas com transtorno bipolar.


  • Tomo fluoxetina há 15 anos e tive algumas crises. Foi aumentada a dose, as crises passaram mas a ten

    Tomo fluoxetina há 15 anos e tive algumas crises. Foi aumentada a dose, as crises passaram mas a tensão não. Foi mantida a dose e mudado para Daforin. Há chances de melhora com essa troca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, pode haver melhora, mas é importante esclarecer que o Daforin é uma marca de fluoxetina. Portanto, se a troca foi apenas de marca, mantendo o mesmo princípio ativo e a mesma dose, não se espera uma mudança importante no efeito terapêutico. A tensão residual pode indicar ansiedade parcialmente controlada, sintomas residuais ou necessidade de reavaliação da estratégia terapêutica. Como você utiliza fluoxetina há muitos anos, o psiquiatra pode avaliar resposta, tolerabilidade, horário e dose, além de considerar outras abordagens se necessário. Não faça alterações por conta própria.


  • Boa tarde, prezados ! Faço tto para sd do pânico desde 2019. Vinha mto bem da ansiedade. Após uma n

    Boa tarde, prezados !
    Faço tto para sd do pânico desde 2019.
    Vinha mto bem da ansiedade. Após uma nova crise, foi mantida a medicação de base (effexo 225mg q já usava há > 2 anos) e adc um alpraz 0,25 2x ao dia.
    Após 30d ainda tinha mtos sintomas ansiosos e foi adc o Quetros 25mg, fiz por 16d. porem ainda persistiram sintomas dissociativos desconfortáveis (desper/desrealizacao), sensação de automatismo, ansiedade antec., oscilações diurnas (ex: impossibilidade de cochilar durante o dia)… Apesar de melhora em relação a apetite, sono, funcionalidade apesar do ruído de fundo / desconforto.
    Médica aumentou a quet para 50mg.
    O aumento da dose leva o mesmo para apresentar resultado? 2-4 sem. em média ou tende a ter uma resposta mais rápida ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    No contexto do transtorno do pânico, sintomas como ansiedade antecipatória, crises de ansiedade, despersonalização/desrealização, sensação de automatismo, irritabilidade e alterações do sono podem persistir mesmo após melhora parcial, pois o sistema nervoso pode levar tempo para recuperar a estabilidade. A quetiapina em baixa dose (como 25–50 mg) pode ser utilizada como estratégia complementar em alguns casos, principalmente quando há sintomas associados como insônia, agitação, ansiedade intensa ou alterações do humor.

    Quando ocorre aumento da dose da quetiapina, o tempo para perceber efeitos pode variar. Alguns efeitos, como melhora do sono, redução da inquietação e maior tranquilidade, podem aparecer nos primeiros dias. Entretanto, para efeitos mais consistentes sobre sintomas ansiosos e estabilização emocional, geralmente é necessário aguardar algumas semanas, frequentemente entre 2 e 6 semanas, dependendo da resposta individual, dose utilizada e associação com outros medicamentos.

    Como você já utiliza venlafaxina (Effexor) 225 mg há longo período e apresentou uma nova descompensação, é importante que o psiquiatra avalie fatores que podem ter contribuído para a recaída, como estressores recentes, padrão de sono, uso de benzodiazepínicos, sintomas depressivos associados ou necessidade de ajustes no tratamento.

    O acompanhamento psiquiátrico regular é fundamental para casos de transtorno do pânico, transtorno de ansiedade, ansiedade persistente, sintomas dissociativos, insônia e alterações do humor, permitindo ajustes individualizados da medicação e estratégias terapêuticas para recuperar qualidade de vida e segurança emocional.


  • Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente apó

    Há algum tempo atrás tratei transtorno do pânico e até então convivo com ela. Porém recentemente após uma separação de matrimônio notei que ela voltou. Porém todos os dias pela manhã já acordo trêmula e bem fraca, com leves tonturas. Ao final da noite começa a me dar muita crise de pânico com corpo queimando, braço dormente, enfim. A ansiedade nesse momento quadro pode fazer com que eu todo dia sinta esses tremores e essa fraqueza constantemente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, a ansiedade intensa e o transtorno do pânico podem causar sintomas físicos persistentes como os que você descreve. Após um período de grande estresse emocional, como uma separação, é comum ocorrer uma reativação dos sintomas, pois o organismo pode permanecer em um estado de alerta aumentado.

    Os tremores, fraqueza, tontura, sensação de corpo queimando, dormência nos braços, palpitações e sensação de perda de controle são manifestações frequentes durante crises de ansiedade e ataques de pânico. Algumas pessoas também apresentam sintomas diariamente, principalmente pela manhã, devido ao aumento natural do cortisol ao acordar, ou à noite, quando há menos distrações e maior percepção das sensações corporais.

    Entretanto, como a fraqueza e as tonturas estão acontecendo todos os dias, é importante não atribuir tudo automaticamente à ansiedade. Uma avaliação médica pode descartar fatores que podem piorar esses sintomas, como alterações da tireoide, anemia, deficiência de vitaminas, alterações da glicose, problemas do sono ou efeitos de medicamentos.

    O tratamento do transtorno do pânico costuma envolver acompanhamento com psiquiatra, podendo incluir psicoterapia, principalmente terapia cognitivo-comportamental, e quando necessário ajuste de medicações. O objetivo é reduzir as crises de ansiedade, a ansiedade antecipatória, os sintomas físicos e recuperar a qualidade de vida.

    O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para avaliar transtorno de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, insônia, estresse e alterações do humor, individualizando o tratamento para que você volte a ter segurança e estabilidade emocional.


  • Estou tomando ecitalopran de 20mg , a 15 dias e hoje tive uma crise , porém eu mestruei hoje e minha

    Estou tomando ecitalopran de 20mg , a 15 dias e hoje tive uma crise , porém eu mestruei hoje e minha menstruação adiantou 5 dias , pode estar ligado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, pode haver relação entre esses fatores. O escitalopram 20 mg é um medicamento utilizado no tratamento de transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, transtorno do pânico e depressão, mas com apenas 15 dias de uso muitas pessoas ainda estão em fase de adaptação. A melhora mais consistente dos sintomas costuma ocorrer após algumas semanas, frequentemente entre 4 e 8 semanas, embora algumas pessoas apresentem melhora inicial antes disso.

    A chegada da menstruação também pode influenciar o estado emocional. As oscilações hormonais do período pré-menstrual e menstrual podem aumentar a sensibilidade ao estresse, causando piora temporária de sintomas como ansiedade, irritabilidade, tristeza, alterações do sono e crises de pânico em algumas pacientes. Em quem já tem predisposição, essa variação hormonal pode funcionar como um gatilho.

    O fato de a menstruação ter adiantado alguns dias pode acontecer por diversos motivos, incluindo estresse emocional, alterações hormonais, mudanças de rotina e outros fatores. Porém, se houver irregularidade persistente, sangramento intenso ou outros sintomas, vale conversar com o ginecologista.

    Não interrompa ou ajuste o escitalopram por conta própria após uma crise isolada. O ideal é observar a evolução e informar o psiquiatra, especialmente se as crises continuarem ou estiverem muito intensas. O acompanhamento psiquiátrico permite ajustar o tratamento do transtorno de ansiedade, transtorno do pânico, depressão, insônia e sintomas emocionais relacionados ao ciclo menstrual, buscando maior estabilidade e qualidade de vida.


  • Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar todos sintomas exceto o medo d

    Uma pessoa com transtorno de personalidade borderline pode apresentar todos sintomas exceto o medo de abando e delírios e alucinações psicóticas como na esquizofrenia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode apresentar diversos sintomas característicos sem necessariamente manifestar todos os critérios diagnósticos. O diagnóstico é clínico e depende da presença de um conjunto de características persistentes, incluindo padrões de instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos, impulsividade, alterações na autoimagem e comportamento.

    O medo intenso de abandono é um dos critérios centrais do TPB, mas sua manifestação pode variar em intensidade e forma. Alguns pacientes podem não reconhecer esse medo claramente ou apresentá-lo de maneira mais indireta, como insegurança nos vínculos, necessidade de validação ou sofrimento diante de afastamentos.

    Em relação a delírios e alucinações, eles não são características típicas do TPB como ocorre na esquizofrenia. Entretanto, algumas pessoas com borderline podem apresentar episódios breves de sintomas psicóticos, geralmente associados a períodos de grande estresse emocional, como ideias de perseguição, sensação de desconexão da realidade ou alterações perceptivas transitórias.

    A avaliação do psiquiatra é fundamental para diferenciar Transtorno de Personalidade Borderline, transtornos psicóticos, transtornos de humor, ansiedade, depressão, transtorno do pânico e outros quadros psiquiátricos, estabelecendo um plano de tratamento individualizado para melhorar a estabilidade emocional e a qualidade de vida.


  • Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno

    Porque os antipsicoticos atipicos são usados para tratar transtornos como bipolaridade e transtorno esquizoafetivo se são feitos para esquizofrenia? Qual a atuação deles ssobre a estabilização do humor nesses transtornos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Os antipsicóticos atípicos foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento da esquizofrenia, mas estudos posteriores demonstraram eficácia também em outros transtornos psiquiátricos, especialmente no transtorno bipolar e no transtorno esquizoafetivo. Isso ocorre porque esses medicamentos atuam em sistemas neuroquímicos envolvidos não apenas nos sintomas psicóticos, mas também na regulação do humor, impulsividade e controle emocional.

    Seu principal mecanismo envolve a modulação dos receptores de dopamina D2 e serotonina 5-HT2A. Na esquizofrenia, o bloqueio dopaminérgico reduz sintomas como delírios e alucinações. Já nos transtornos do humor, essa ação ajuda a reduzir a hiperatividade de circuitos relacionados à euforia, impulsividade, irritabilidade e agitação presentes nos episódios de mania.

    Além disso, a ação serotoninérgica dos antipsicóticos atípicos contribui para uma melhor regulação dos circuitos emocionais, podendo auxiliar na prevenção de recaídas, redução de sintomas depressivos em alguns casos e maior estabilidade do humor. Alguns, como quetiapina, lurasidona e cariprazina, possuem evidências específicas para fases depressivas do transtorno bipolar.

    No transtorno esquizoafetivo, esses medicamentos são importantes porque atuam tanto nos sintomas psicóticos quanto nas alterações de humor associadas. O psiquiatra avalia individualmente a escolha do medicamento conforme sintomas predominantes, histórico de episódios, efeitos colaterais e resposta terapêutica, buscando controlar transtornos de humor, sintomas psicóticos, ansiedade, irritabilidade e melhorar a qualidade de vida.


  • Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?

    Uma pessoa pode ter tido uma depressão grave e ser diagnosticada com ciclotimia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Uma pessoa que apresentou um episódio de depressão grave pode, em algumas situações, receber posteriormente o diagnóstico de ciclotimia, mas isso depende de uma avaliação cuidadosa dos sintomas ao longo da vida. A ciclotimia é um transtorno do espectro bipolar caracterizado por oscilações crônicas do humor, com períodos de sintomas depressivos leves e períodos de sintomas de elevação do humor (hipomaníacos), sem preencher critérios completos para episódios depressivos maiores ou mania.

    Portanto, pela definição diagnóstica, um histórico de episódio depressivo maior bem caracterizado geralmente faz o psiquiatra considerar outros diagnósticos do espectro bipolar, como transtorno bipolar tipo II (quando há depressão maior associada a episódios de hipomania) ou outros transtornos do humor, em vez de ciclotimia.

    Entretanto, na prática clínica, pode haver dúvidas diagnósticas, principalmente quando os sintomas de elevação do humor foram pouco percebidos pelo paciente ou quando a história é complexa. Algumas pessoas inicialmente diagnosticadas com depressão unipolar podem, ao longo do acompanhamento, revelar características compatíveis com bipolaridade.

    A avaliação psiquiátrica detalhada considera duração dos sintomas, padrão de oscilações do humor, histórico familiar, resposta a antidepressivos e presença de sinais como impulsividade, irritabilidade, alterações do sono, energia aumentada e períodos de maior atividade. O diagnóstico correto é essencial para definir o tratamento adequado para transtornos de humor, depressão, ansiedade e estabilidade emocional.


  • Olá, sou mãe de uma criança autista de 7 anos com Tod e Tdha, nessas últimas semanas infelizmente o

    Olá, sou mãe de uma criança autista de 7 anos com Tod e Tdha, nessas últimas semanas infelizmente o tod dele tem ficado bastante dificil de lhe dar, e a psiquiatra receitou quetiapina 25 mg (meio comprimido), isso claro após tentativas de outros medicamentos que nao deram certo, esse quetiapina é bom?, pode ser usado mesmo em crianças nessas condições e faixa etária?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A quetiapina é um medicamento da classe dos antipsicóticos atípicos que pode ser utilizada em algumas situações na infância e adolescência, sempre com acompanhamento especializado. Embora tenha sido inicialmente desenvolvida para quadros como esquizofrenia e transtorno bipolar, na prática psiquiátrica infantil pode ser considerada em casos específicos, principalmente quando há irritabilidade intensa, agressividade, impulsividade, desregulação emocional e comportamentos graves associados a condições como TEA (transtorno do espectro autista) e outros transtornos do neurodesenvolvimento.

    Em crianças com autismo, TDAH e TOD (transtorno opositor desafiante), o objetivo do uso geralmente não é “tratar o autismo” em si, mas ajudar no controle de sintomas que prejudicam a rotina, a aprendizagem, os relacionamentos e a qualidade de vida. A dose de 12,5 mg (meio comprimido de 25 mg) é uma dose inicial baixa, frequentemente utilizada para observar tolerância e resposta individual.

    Como todo medicamento, a quetiapina exige acompanhamento devido a possíveis efeitos como sonolência, aumento do apetite, ganho de peso, alterações metabólicas (glicose e colesterol) e, mais raramente, outros efeitos neurológicos. Por isso, o psiquiatra costuma acompanhar evolução dos sintomas, peso, alimentação, sono e exames quando indicado.

    A decisão da sua psiquiatra provavelmente considerou a intensidade do TOD, o impacto dos sintomas e a resposta às tentativas anteriores. O tratamento mais eficaz costuma envolver também intervenções comportamentais, orientação familiar e suporte terapêutico, além do acompanhamento médico para ajustar a medicação conforme a necessidade da criança.


  • Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca,

    Olá! Estou tomando Bupropiona 150 mg há 7 dias. O efeito colateral que tenho sentido é a boca seca, e, apesar da atividade mental normal, parece que estou falando mais devagar. Será que isso passa? Tem como minimizar? Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A bupropiona 150 mg pode causar alguns efeitos colaterais principalmente nas primeiras semanas de uso, pois o organismo ainda está se adaptando à medicação. A boca seca é uma queixa relativamente comum e ocorre pela ação do medicamento sobre neurotransmissores como a noradrenalina e a dopamina, podendo reduzir a produção de saliva.

    A sensação de estar falando mais devagar não é um efeito típico, mas algumas pessoas podem perceber alterações subjetivas como mudança na energia, concentração, ansiedade, tensão ou adaptação inicial ao medicamento. Em muitos casos, esses sintomas tendem a melhorar ao longo das primeiras 2 a 4 semanas de tratamento, conforme o organismo se ajusta.

    Para a boca seca, algumas medidas podem ajudar: aumentar a ingestão de água, evitar excesso de cafeína e álcool, utilizar goma de mascar sem açúcar ou estimular a salivação com alimentos adequados. Também é importante manter boa higiene oral, pois a redução da saliva pode favorecer problemas dentários.

    Não suspenda a bupropiona por conta própria, pois a resposta terapêutica costuma aparecer de forma mais gradual, geralmente após algumas semanas, principalmente em tratamentos para depressão, falta de motivação, baixa energia, burnout, transtornos de humor e outros sintomas relacionados à saúde mental.

    Se a lentificação da fala persistir, piorar ou vier acompanhada de confusão, fraqueza, alteração de coordenação ou outros sintomas neurológicos, é importante procurar avaliação médica. O psiquiatra poderá analisar a adaptação ao medicamento, ajustar a dose ou avaliar outras possibilidades para garantir um tratamento seguro e eficaz.


  • Boa noite ! Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como s

    Boa noite !
    Após uma crise de pânico, existe a possibilidade de mts sintomas terem melhorado como sono, apetite, funcionalidade etc, e outros terem “piorado”, como sintomas dissociativos?
    Ou é apenas a percepção q se volta mais para esses sintomas residuais após a melhora de outros, portanto se tornam mais evidentes ou dao a sensação de terem se intensificado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Após uma crise de pânico, é possível que alguns sintomas melhorem mais rapidamente, enquanto outros permaneçam ou até pareçam mais intensos. Isso acontece porque a recuperação da ansiedade não ocorre necessariamente de forma linear. Sintomas como sono, apetite, energia e funcionalidade podem apresentar melhora antes de sintomas mais sutis, como sensações dissociativas (desrealização ou despersonalização).

    Em muitos casos, após a redução dos sintomas mais incapacitantes, a atenção da pessoa pode se voltar mais para os sintomas residuais. Como a ansiedade aumenta a vigilância interna e a preocupação com as próprias sensações, alterações que antes ficavam “misturadas” ao sofrimento geral podem passar a ser percebidas com maior intensidade. Isso pode gerar a impressão de que um sintoma piorou, quando na verdade ele apenas se tornou mais evidente.

    A dissociação também pode aparecer como uma resposta do cérebro a períodos de estresse intenso, medo ou hiperativação emocional. Em pessoas com transtorno do pânico, transtorno de ansiedade, estresse elevado ou histórico de crises intensas, essas sensações podem persistir por algum tempo mesmo após a melhora de outros aspectos.

    A avaliação psiquiátrica é importante para diferenciar sintomas dissociativos transitórios relacionados à ansiedade de outros quadros, além de orientar estratégias de tratamento. Com acompanhamento adequado, incluindo intervenções psicoterápicas e, quando indicado, tratamento medicamentoso, é possível trabalhar sintomas como crise de ansiedade, ataques de pânico, sensação de desconexão, medo excessivo, irritabilidade e redução da qualidade de vida, favorecendo a recuperação emocional.


  • Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar. Posso parar sem problemas?

    Tomei fluoxetina 20mg por 3 dias e não quero continuar.
    Posso parar sem problemas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, em geral, após apenas 3 dias de uso de fluoxetina 20 mg, a suspensão costuma não causar sintomas importantes de retirada, pois a medicação ainda não atingiu uma adaptação completa no organismo. Diferentemente de alguns antidepressivos, a fluoxetina possui uma meia-vida longa, permanecendo no corpo por mais tempo e apresentando menor risco de síndrome de descontinuação quando comparada a outros medicamentos da mesma classe.

    Entretanto, é importante conversar com o médico que prescreveu antes de interromper, principalmente para entender o motivo do tratamento e avaliar se houve algum efeito adverso ou receio em relação ao medicamento. A fluoxetina geralmente necessita de algumas semanas para apresentar benefícios completos no tratamento de depressão, ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor e sintomas relacionados ao estresse emocional.

    Se a decisão de parar ocorreu por efeitos iniciais como náusea, aumento da ansiedade, insônia, agitação ou desconforto, vale informar ao psiquiatra, pois alguns desses efeitos podem ser transitórios e melhorar com o tempo, ou pode ser necessário ajustar a estratégia terapêutica.

    O acompanhamento psiquiátrico permite avaliar a melhor opção de tratamento, equilibrando eficácia, tolerabilidade e segurança para promover melhora dos sintomas e qualidade de vida.


  • Olá, meu filho de 7 anos (autista nível 2, com tod e tdha), passou com a psiquiatra há pouco tempo o

    Olá, meu filho de 7 anos (autista nível 2, com tod e tdha), passou com a psiquiatra há pouco tempo onde foi receitado quetiapina 25mg (meio comprimido), a noite, pois meu filho infelizmente já tomou vários outros e nenhum ajudou, como risperidona e aripiprazol, esse remedio quetiapina é bom?, ajuda na ansiedade, agressividade, tod?
    Obs: ele toma tb canabidiol e atensina

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A quetiapina é um medicamento utilizado em psiquiatria infantil em algumas situações específicas, principalmente quando há sintomas como irritabilidade intensa, agressividade, agitação, alterações importantes do sono ou desregulação emocional. Em crianças com TEA (transtorno do espectro autista), TOD (transtorno opositor desafiante) e TDAH, ela pode ser considerada quando outras estratégias ou medicamentos não foram suficientes, mas a resposta varia bastante de uma criança para outra.

    A dose prescrita para seu filho (12,5 mg à noite, considerando meio comprimido de 25 mg) é uma dose inicial baixa, geralmente utilizada para observar tolerância e resposta. A quetiapina pode ajudar em alguns casos com agressividade, impulsividade, irritabilidade, ansiedade associada e dificuldade de sono, mas não é um tratamento específico para o autismo ou para o TDAH. O objetivo costuma ser reduzir sintomas que prejudicam a rotina e favorecer melhor funcionamento da criança.

    Como ele já usa canabidiol e Atensina (clonidina), é importante que a psiquiatra acompanhe de perto, pois podem ocorrer efeitos somatórios como sonolência, queda de pressão, tontura ou cansaço. Também é recomendado monitorar peso, apetite, glicemia e perfil metabólico, pois a quetiapina pode aumentar apetite e favorecer ganho de peso em algumas crianças.

    O ideal é avaliar a resposta ao longo das semanas, observando mudanças em agressividade, crises, ansiedade, sono e interação social. O acompanhamento regular com a psiquiatra infantil é fundamental para ajustar doses e equilibrar benefícios e possíveis efeitos adversos. A combinação de medicação com terapias comportamentais e intervenções adequadas ao TEA costuma trazer os melhores resultados.


  • Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro h

    Comecei a tomar duloxetina, bupropiona e trazodona há 3 dias. Tive relação sexual com meu parceiro hoje e não consegui atingir o orgasmo. Há chance de ser um efeito apenas na adaptação às medicações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, existe essa possibilidade. A dificuldade para atingir o orgasmo pode acontecer durante a fase inicial de adaptação a alguns antidepressivos, especialmente os que atuam nos sistemas de serotonina e noradrenalina, como a duloxetina e a trazodona. Esse efeito pode surgir mesmo nos primeiros dias, embora em muitas pessoas melhore após algumas semanas, conforme o organismo se adapta.

    A bupropiona, por outro lado, costuma ter menor associação com disfunção sexual e, em alguns casos, pode até ajudar a reduzir alterações sexuais causadas por outros antidepressivos. Porém, como você iniciou três medicamentos ao mesmo tempo, pode ser difícil identificar qual deles está contribuindo para o sintoma.

    É importante observar se a dificuldade persiste nas próximas semanas, pois a resposta varia de pessoa para pessoa. Não interrompa nem ajuste as medicações por conta própria, pois elas precisam de tempo para avaliar benefício no tratamento de sintomas como ansiedade, depressão, insônia, estresse, irritabilidade e transtornos de humor.

    Converse com o psiquiatra que prescreveu caso a alteração sexual continue causando incômodo. O médico pode avaliar doses, horários, necessidade de ajustes ou outras estratégias para manter o controle dos sintomas psiquiátricos sem comprometer sua qualidade de vida.


  • Olá. Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias. Os pensamentos acelerados parece que diminuíram,

    Olá.
    Estou em uso de Sertralina de 50mg há 29 dias.
    Os pensamentos acelerados parece que diminuíram, porém, enfrento outro problema. O estranhamento dentro do próprio corpo. É como se houvesse algo estranho acontecendo comigo, mas sem estar ou enxergar o que. Como se eu estivesse no corpo errado. Essa sensação começou após este período da Sertralina. Tenho consulta de retorno com a psiquiatra. Gostaria de saber se isso pode acontecer e há melhora ou é um sinal de necessidade de aumento de dose?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A sensação descrita como estranhamento dentro do próprio corpo, como se estivesse “no corpo errado” ou como se algo estivesse diferente sem conseguir identificar exatamente o quê, pode acontecer em alguns quadros relacionados à saúde mental, especialmente associados a ansiedade, estresse intenso, crises de ansiedade e sintomas de despersonalização/desrealização. Algumas pessoas também podem perceber alterações desse tipo durante a fase inicial de adaptação a antidepressivos como a sertralina, embora seja importante avaliar individualmente.

    Com cerca de 29 dias de uso, a sertralina ainda está em uma fase em que o organismo pode estar se ajustando. O fato de os pensamentos acelerados terem diminuído sugere que houve algum efeito terapêutico, mas outros sintomas podem levar mais tempo para melhorar. Essa sensação, por si só, não significa necessariamente que a dose precisa ser aumentada; o ajuste depende da evolução geral, intensidade dos sintomas, efeitos adversos e avaliação da psiquiatra.

    Na consulta de retorno, é importante relatar exatamente quando essa sensação começou, se aparece em momentos específicos, se vem acompanhada de medo, ansiedade, alteração da percepção da realidade, insônia ou piora do humor. A psiquiatra poderá avaliar se é uma fase transitória de adaptação, se faz parte do quadro de base ou se é necessário ajustar o tratamento.

    Não suspenda a sertralina por conta própria. O acompanhamento é essencial para encontrar a dose adequada e tratar sintomas como ansiedade, crises de ansiedade, transtornos de ansiedade, depressão, transtornos de humor e sintomas de despersonalização, buscando melhora da qualidade de vida.


  • Tenho insuficiência mitral discreta. Posso tomar antidepressivo?

    Tenho insuficiência mitral discreta.
    Posso tomar antidepressivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Em geral, pessoas com insuficiência mitral discreta podem utilizar antidepressivos, mas a escolha do medicamento deve ser individualizada pelo médico, considerando o estado do coração, outros fatores de risco e os demais medicamentos em uso.

    A insuficiência mitral discreta costuma ser uma alteração leve, muitas vezes apenas acompanhada com exames periódicos, e não é uma contraindicação automática para antidepressivos. Entretanto, alguns antidepressivos podem exigir mais cautela em pessoas com determinadas condições cardíacas, principalmente aqueles que podem influenciar frequência cardíaca, pressão arterial ou intervalo QT no eletrocardiograma.

    O ideal é informar ao psiquiatra sobre o diagnóstico cardíaco e, se necessário, alinhar com o cardiologista. Antes de iniciar ou ajustar uma medicação, podem ser considerados exames como eletrocardiograma, avaliação da pressão arterial e revisão do ecocardiograma, especialmente se houver sintomas como palpitações, desmaios, falta de ar ou dor no peito.

    O tratamento adequado da ansiedade, depressão, insônia, estresse e transtornos de humor também é importante para a saúde cardiovascular, pois o sofrimento emocional não tratado pode aumentar sintomas físicos e prejudicar a qualidade de vida. Não inicie, suspenda ou troque antidepressivos sem orientação médica.


  • Olá estou tomando sertralina 200mg quase 40 dias não vi resultado ainda tenho crises de choro consta

    Olá estou tomando sertralina 200mg quase 40 dias não vi resultado ainda tenho crises de choro constante sem apetite pode ser que o remédio não esteja fazendo efeito teria que diminuir aumentar ou trocar por outro ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A sertralina pode, sim, não estar trazendo o efeito esperado para algumas pessoas, mas 40 dias de uso ainda precisa ser avaliado com cuidado, principalmente porque você já está em uma dose considerada alta (200 mg/dia, que geralmente é a dose máxima utilizada em muitos tratamentos). Em alguns pacientes, a melhora completa da depressão e da ansiedade pode levar 6 a 12 semanas, especialmente para sintomas como choro frequente, falta de energia, alterações do apetite e perda de motivação.

    Por outro lado, a permanência de crises de choro constantes e falta de apetite após esse período sugere que é importante conversar com sua psiquiatra para reavaliar a resposta ao tratamento. Isso não significa automaticamente que precisa aumentar a dose (pois você já está em uma faixa elevada). A médica pode considerar estratégias como manter por mais tempo, ajustar o esquema, associar outra medicação ou avaliar uma troca, dependendo do diagnóstico e da sua evolução.

    Não reduza, aumente ou suspenda a sertralina por conta própria, pois mudanças abruptas podem piorar sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, insônia e instabilidade emocional.

    Na consulta, é importante informar:

    há quanto tempo iniciou a sertralina e quando chegou aos 200 mg;
    se houve alguma melhora, mesmo pequena;
    como está o sono, ansiedade, energia e pensamentos negativos;
    se houve perda de peso ou dificuldade importante para se alimentar.

    A avaliação psiquiátrica é fundamental para ajustar o tratamento e encontrar a estratégia mais adequada para recuperar sua qualidade de vida. Se junto ao choro houver pensamentos de desistir da vida ou de se machucar, procure atendimento imediatamente.


  • Vou dormir e acordo com uma musica na cabeça, o que fazer? É normal?

    Vou dormir e acordo com uma musica na cabeça, o que fazer? É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Acordar com uma música “tocando na cabeça” é algo relativamente comum e, na maioria das vezes, não indica um problema grave. Isso é chamado popularmente de “música na cabeça” ou imagética musical involuntária, quando o cérebro repete trechos de músicas de forma automática, principalmente ao acordar, antes de dormir ou em momentos de maior concentração.

    Isso pode acontecer com mais frequência em períodos de estresse, ansiedade, privação de sono, cansaço mental ou alterações emocionais. Algumas pessoas também percebem isso durante fases de maior preocupação ou quando ficam muito expostas a músicas repetitivas durante o dia.

    Algumas estratégias podem ajudar:

    Evite ouvir músicas muito repetitivas próximo ao horário de dormir.
    Tenha uma rotina de sono regular.
    Ao acordar, tente mudar o foco para outra atividade (levantar, conversar, ler ou iniciar uma tarefa).
    Técnicas de relaxamento e redução de ansiedade podem diminuir a frequência.

    Se isso acontece apenas ocasionalmente e você reconhece que é uma música “na sua mente”, geralmente não é motivo de preocupação. Porém, vale conversar com um psiquiatra se vier acompanhado de ansiedade intensa, insônia importante, pensamentos acelerados, sensação de perda de controle, ouvir vozes como se viessem de fora da cabeça ou prejuízo no dia a dia.

    Para entender melhor: isso acontece há quanto tempo? A música fica apenas “repetindo na mente” ou parece que você realmente está ouvindo como um som externo?


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.