Perguntas do paciente (2444)

  • O psiquiatra está alterando minha medicação de escitalopram para fluvoxamina, porém, por enquanto, p

    O psiquiatra está alterando minha medicação de escitalopram para fluvoxamina, porém, por enquanto, para que a suspensão seja gradual, ele prescreveu 15 mg de escitalopram pela manhã e 50 mg de fluvoxamina à noite. E também receitou alprazolam e lamotrigina. Estou com medo de síndrome serotoninérgica, será que o risco é grande nessa combinação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A sua preocupação é compreensível, pois tanto o escitalopram quanto a fluvoxamina atuam no sistema da serotonina. Porém, quando um psiquiatra faz uma troca gradual entre antidepressivos (chamada de cross-tapering ou troca cruzada), é comum utilizar os dois medicamentos por um período curto, com doses planejadas, justamente para reduzir sintomas de retirada e manter o controle de sintomas como ansiedade, depressão, crises de ansiedade, insônia e transtornos de humor.

    A combinação de escitalopram 15 mg pela manhã + fluvoxamina 50 mg à noite, durante uma fase de transição, não significa automaticamente que você terá síndrome serotoninérgica. O risco costuma ser baixo quando há acompanhamento médico e as doses são controladas, mas não é zero, por isso é importante observar sinais de alerta.

    Procure orientação médica rapidamente se surgirem sintomas como:

    agitação intensa ou confusão mental;
    tremores importantes;
    sudorese excessiva;
    febre;
    diarreia intensa;
    rigidez muscular;
    batimentos cardíacos muito acelerados.

    A lamotrigina não é um medicamento que aumenta serotonina de forma significativa e não costuma ser responsável por síndrome serotoninérgica. O alprazolam também não aumenta serotonina; ele atua principalmente reduzindo ansiedade e sintomas de agitação.

    Como você está fazendo uma mudança de antidepressivo, o mais importante é seguir exatamente o esquema da sua psiquiatra e não acelerar a retirada do escitalopram por conta própria. Caso apareça algum sintoma diferente durante a transição, informe o médico, pois ele pode ajustar o ritmo da troca conforme sua resposta.

    Se puder informar qual era a dose anterior de escitalopram, há quanto tempo você usa e qual o diagnóstico principal (ansiedade, depressão, transtorno do pânico, TOC, bipolaridade etc.), é possível contextualizar melhor essa troca.


  • Tomei quetiapina por dez.dias mais parei pq nao estava me fazendo bem tem algum problema?

    Tomei quetiapina por dez.dias mais parei pq nao estava me fazendo bem tem algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A suspensão da quetiapina após apenas 10 dias de uso geralmente não costuma causar problemas graves na maioria das pessoas, principalmente se a dose era baixa e o uso foi por um período curto. Porém, algumas pessoas podem sentir sintomas após interromper, como insônia, ansiedade, agitação, irritabilidade, alteração do humor ou retorno dos sintomas que motivaram o início do medicamento.

    O ideal é sempre avisar o psiquiatra que prescreveu, principalmente porque a quetiapina pode ser usada para diferentes objetivos, como auxiliar no sono, controle de ansiedade intensa, irritabilidade, depressão resistente ou transtornos do humor. A conduta após a suspensão depende do motivo pelo qual ela foi indicada e da sua resposta ao tratamento.

    Se você parou porque sentiu que “não estava fazendo bem”, é importante relatar quais sintomas apareceram (por exemplo: muita sonolência, ansiedade, piora do humor, agitação, palpitações, aumento de apetite ou outro efeito). Isso ajuda o médico a decidir se é necessário ajustar a estratégia.

    Evite reiniciar ou trocar medicações por conta própria. O acompanhamento psiquiátrico é fundamental para encontrar o tratamento mais adequado para sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crises de ansiedade, irritabilidade e transtornos de humor.


  • É normal desmaiar no período de adaptação da bupropiona?(nesses 27 dias que estou usando o remédio a

    É normal desmaiar no período de adaptação da bupropiona?(nesses 27 dias que estou usando o remédio aconteceu só uma vez)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O desmaio (síncope) não é considerado um efeito colateral comum da bupropiona, mesmo durante o período inicial de adaptação. Embora a medicação possa causar alguns sintomas nas primeiras semanas, como boca seca, ansiedade, agitação, insônia, tontura, dor de cabeça e alteração da pressão, um episódio de desmaio merece ser avaliado, principalmente para entender a causa.

    Como você está usando há 27 dias e aconteceu apenas uma vez, pode ter sido algo isolado, como queda de pressão, desidratação, jejum prolongado, baixa ingestão alimentar, calor, estresse intenso ou uma resposta vasovagal. Porém, também é importante considerar outras causas que não estejam diretamente relacionadas à bupropiona.

    É recomendado informar o psiquiatra que prescreveu, especialmente se o desmaio ocorreu após aumento de dose ou se veio acompanhado de palpitações, dor no peito, falta de ar, confusão, movimentos involuntários ou sensação de batimentos irregulares. Nesses casos, é importante uma avaliação mais rápida.

    Não suspenda a bupropiona por conta própria, pois ela pode ser uma medicação importante no tratamento de depressão, falta de motivação, baixa energia, transtornos de humor, ansiedade associada e sintomas relacionados ao estresse.

    O acompanhamento psiquiátrico permite avaliar a adaptação ao medicamento, investigar possíveis efeitos adversos e ajustar o tratamento para manter segurança e eficácia.


  • Como saber se preciso tomar Carbonato de LITIUM ? Minha mãe toma, desde sempre porque é diagnostica

    Como saber se preciso tomar Carbonato de LITIUM ? Minha mãe toma, desde sempre porque é diagnosticada com Bipolaridade. Será que eu como filha preciso observar a quantidade Litium no organismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O uso de carbonato de lítio não é indicado apenas por ser filho(a) de alguém com transtorno bipolar. Ter um familiar de primeiro grau com bipolaridade aumenta a predisposição genética, mas não significa que você necessariamente desenvolverá a doença ou precisará usar lítio.

    A indicação do lítio é feita após uma avaliação psiquiátrica completa, considerando sintomas, histórico pessoal, episódios de alteração de humor e impacto na vida. Ele é utilizado principalmente no tratamento e prevenção de fases de mania, hipomania e depressão no transtorno bipolar, além de ter papel importante na redução do risco de recaídas e, em alguns casos, na prevenção de suicídio.

    Você não precisa medir o “nível de lítio no organismo” se não usa a medicação. A dosagem sanguínea de lítio é um acompanhamento feito em pessoas que já tomam o medicamento, pois ele possui uma faixa terapêutica específica e exige monitoramento de função renal, tireoide, eletrólitos e outros parâmetros.

    Vale observar sinais que merecem avaliação psiquiátrica, como períodos de energia muito aumentada com pouca necessidade de sono, impulsividade incomum, euforia ou irritabilidade intensa, pensamentos acelerados, mudanças importantes de humor, episódios de depressão, ansiedade intensa ou alterações que prejudiquem a rotina.

    Uma consulta com psiquiatra pode ajudar a avaliar seu histórico familiar, sintomas atuais e fatores de risco, além de orientar prevenção e cuidado em saúde mental de forma individualizada.


  • tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de

    tive uma nova crise de ansiedade após anos de estabilidade, atualmente estou com: venla 225mg (já de longa data, n modificada) + quetiapina 25mg (adc há 13 dias) + alprazolam 0,25mg duas vezes ao dia (em programação de desmame qnd estabilidade e período sem sintomas ansiosos) . Permaneço com sintomas q incomodam princ. desrealização / despersonalização, sensação de estar indo no piloto automático, ansiedade antecipatória, medo de “perder o controle” ou n dar conta etc. Apesar da melhora em mts fatores: apetite, sono, ausência de novas “crises” de fato ou angústia, to vindo trabalhar apesar do desconforto…
    Minha psiq orientou esperar um pouco mais antes de pensar em ajustar a quetiapina. Vou ter q esperar mais ou menos 4 semanas novamente pra avaliar resposta? Até agr a quet me ajudou no sono q está continuo e na redução da ansiedade diurna. Mas durante o dia ainda tenho essas oscilações e sintomas q citei.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A evolução que você descreve sugere uma resposta parcial ao tratamento, algo que pode acontecer nas primeiras semanas após a introdução da quetiapina. O fato de ter melhorado sono, apetite, redução das crises intensas e conseguido manter suas atividades são sinais positivos, mas sintomas como desrealização, despersonalização, ansiedade antecipatória, medo de perder o controle e sensação de estar no “piloto automático” podem ser mais persistentes e levar mais tempo para regredir.

    A quetiapina em dose baixa, como 25 mg, costuma ter inicialmente um efeito mais evidente sobre sono e redução de hiperativação ansiosa. A avaliação do efeito completo depende da indicação, da dose utilizada e da resposta individual, mas muitas vezes é necessário aguardar algumas semanas antes de concluir se haverá benefício suficiente ou se será necessário ajuste. Portanto, a orientação da sua psiquiatra de observar a evolução por mais tempo é uma conduta comum.

    Também é importante considerar que a venlafaxina 225 mg já vinha estável e que o alprazolam está sendo utilizado como suporte temporário. O desmame do benzodiazepínico costuma ser planejado apenas quando há maior estabilidade, pois uma retirada precoce pode intensificar sintomas ansiosos.

    Mantenha o acompanhamento próximo com sua psiquiatra e relate principalmente a intensidade dos sintomas ao longo dos dias, não apenas a presença ou ausência deles. Técnicas de psicoterapia, especialmente abordagens voltadas para ansiedade, pânico e sintomas dissociativos, podem auxiliar bastante no processo.

    A avaliação psiquiátrica individualizada é fundamental para ajustar o tratamento de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, transtornos de ansiedade e transtornos de humor, buscando recuperação gradual da qualidade de vida e segurança no tratamento.


  • O Aripiprazol é um bom estabilizador de humor quando junto com o lítio?

    O Aripiprazol é um bom estabilizador de humor quando junto com o lítio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O aripiprazol pode ser uma boa opção em associação com o lítio em alguns pacientes com transtorno bipolar, mas é importante entender que eles têm funções diferentes. O lítio é considerado um dos principais estabilizadores do humor, com forte evidência na prevenção de recaídas, especialmente de episódios de mania e na manutenção do transtorno bipolar. Já o aripiprazol é um antipsicótico de segunda geração que possui ação estabilizadora do humor, sendo bastante utilizado principalmente no tratamento e prevenção de episódios maníacos e mistos e, em alguns casos, como estratégia de manutenção junto ao lítio.

    A combinação lítio + aripiprazol pode ser indicada quando há necessidade de maior controle de sintomas, histórico de recaídas, episódios de mania mais intensos ou resposta incompleta ao lítio isoladamente. A escolha depende do perfil de cada pessoa, incluindo sintomas predominantes, efeitos colaterais, histórico de resposta a medicamentos e exames de acompanhamento.

    O aripiprazol costuma ter menor risco de ganho de peso e sedação em comparação com alguns outros antipsicóticos, mas pode causar efeitos como inquietação interna (acatisia), ansiedade, insônia ou alterações gastrointestinais em algumas pessoas.

    O acompanhamento com o psiquiatra é essencial para ajustar a combinação e monitorar transtorno bipolar, transtornos de humor, ansiedade, depressão, efeitos dos medicamentos e prevenção de novas crises, buscando estabilidade emocional e qualidade de vida.


  • Estou tendo taquicardia com o uso de lamotrigina e litio. Isso é normal?

    Estou tendo taquicardia com o uso de lamotrigina e litio. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A taquicardia (coração acelerado) não é um efeito dos mais comuns da combinação lamotrigina + lítio, mas pode acontecer em algumas pessoas e merece avaliação, principalmente se começou após iniciar ou aumentar alguma das medicações.

    O lítio pode, em alguns casos, causar alterações cardíacas como palpitações, alterações do ritmo ou sensação de batimento acelerado, especialmente quando os níveis sanguíneos estão acima da faixa adequada. Por isso, é importante acompanhar a dosagem sérica do lítio, além de função renal, eletrólitos e tireoide. A lamotrigina raramente pode estar associada a alterações cardíacas, principalmente em pessoas com fatores de risco ou doenças cardíacas prévias.

    Também é importante considerar outras causas, como ansiedade, crise de pânico, alterações da tireoide (inclusive induzidas pelo próprio lítio), cafeína, desidratação ou alterações de sais minerais.

    Não suspenda as medicações por conta própria. Converse com seu psiquiatra para avaliar a necessidade de exames como nível sérico do lítio, TSH/T4 livre, função renal, eletrólitos e, dependendo do caso, eletrocardiograma.

    Se a taquicardia vier acompanhada de dor no peito, falta de ar, desmaio, tontura intensa ou batimentos muito irregulares, procure atendimento imediato.

    O acompanhamento psiquiátrico é essencial para manter a estabilidade do transtorno bipolar, transtornos de humor, ansiedade e prevenção de crises, garantindo que o tratamento seja eficaz e seguro.


  • Pode associar fluvoxamina e vortioxetina em quem tem epilepsia e trata com lamotrigina?

    Pode associar fluvoxamina e vortioxetina em quem tem epilepsia e trata com lamotrigina?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A associação de fluvoxamina e vortioxetina em uma pessoa com epilepsia em tratamento com lamotrigina exige bastante cautela e deve ser avaliada pelo psiquiatra e, quando necessário, pelo neurologista. Não é uma combinação usual de rotina, pois ambas atuam no sistema serotoninérgico e a associação pode aumentar o risco de efeitos relacionados ao excesso de serotonina, como agitação, tremores, sudorese, diarreia, aumento da ansiedade, alteração da pressão ou, em casos raros, síndrome serotoninérgica.

    Em relação à epilepsia, os antidepressivos podem ser utilizados em muitos pacientes, mas a escolha deve considerar o tipo de epilepsia, controle das crises e possíveis interações medicamentosas. A lamotrigina geralmente tem boa compatibilidade com antidepressivos, porém é importante monitorar possíveis alterações no controle das crises e avaliar interações. A fluvoxamina pode interferir no metabolismo de alguns medicamentos, enquanto a vortioxetina também depende de vias hepáticas de metabolização que podem ser influenciadas por outros fármacos.

    O mais seguro é não iniciar, combinar ou ajustar essas medicações sem acompanhamento especializado. O psiquiatra poderá avaliar sintomas como depressão, ansiedade, insônia, crise de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo e transtorno do pânico, equilibrando o tratamento psiquiátrico com o controle da epilepsia. Em muitos casos, um único antidepressivo bem escolhido e ajustado pode ser mais adequado do que combinações, dependendo do quadro clínico.


  • Psiquiatra trocou fluoxetina genérica por Daforin. Há diferença?

    Psiquiatra trocou fluoxetina genérica por Daforin. Há diferença?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Daforin® e a fluoxetina genérica possuem o mesmo princípio ativo: fluoxetina. Portanto, em teoria, apresentam o mesmo mecanismo de ação, indicação e eficácia esperada, pois ambos atuam principalmente aumentando a disponibilidade de serotonina no cérebro.

    A diferença está principalmente nos excipientes (componentes inativos), no fabricante e no processo de produção. Algumas pessoas relatam perceber diferenças ao trocar entre marcas, como alterações em tolerabilidade, efeitos gastrointestinais ou sensação subjetiva de resposta, mas isso não significa necessariamente que um seja mais forte ou mais eficaz.

    Se o psiquiatra realizou a troca, geralmente é uma mudança considerada segura, mantendo a mesma medicação. É importante observar a evolução nas próximas semanas, pois a fluoxetina costuma ter resposta gradual, principalmente para sintomas como ansiedade, depressão, crises de ansiedade, transtorno depressivo e transtornos de humor.

    Não altere dose ou interrompa por conta própria. Caso perceba piora importante de ansiedade, agitação, insônia, alterações de humor ou efeitos diferentes após a troca, informe seu psiquiatra para avaliar se é necessário algum ajuste no tratamento.


  • Daforin pode funcionar melhor do que o medicamento genérico?

    Daforin pode funcionar melhor do que o medicamento genérico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Daforin® (fluoxetina) e a fluoxetina genérica possuem o mesmo princípio ativo e, quando produzidos dentro das normas da Anvisa, devem apresentar a mesma eficácia, segurança e concentração no organismo. Portanto, teoricamente, o Daforin não deveria funcionar melhor apenas por ser de marca.

    Porém, na prática clínica, alguns pacientes relatam perceber diferenças ao trocar entre medicamentos de referência, similares e genéricos. Isso pode ocorrer por variações nos excipientes (componentes que acompanham o princípio ativo), diferenças individuais de absorção, expectativa em relação à troca ou até pelo próprio momento da doença. Em alguns casos específicos, o psiquiatra pode optar por manter uma determinada apresentação quando o paciente apresenta melhor resposta ou tolerabilidade.

    Também é importante lembrar que a fluoxetina costuma levar algumas semanas para apresentar seu efeito terapêutico completo, geralmente entre 4 e 8 semanas, especialmente para sintomas de depressão, ansiedade, transtorno de ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtorno do pânico e transtornos de humor.

    Se você percebeu diferença importante entre o Daforin e o genérico, vale conversar com o psiquiatra antes de fazer mudanças. O profissional poderá avaliar resposta, efeitos colaterais, dose e duração do tratamento, buscando o melhor controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida.


  • durante o período de recuperação de uma crise de ansiedade, é normal vários sintomas terem melhorado

    durante o período de recuperação de uma crise de ansiedade, é normal vários sintomas terem melhorado (funcionalidade, vindo trabalhar, socializando, sono, despertar sem angústia, ausência de novas crises, apetite….) mas ainda permanecerem alguns do tipo despersonalização / sensação de estar agindo no “piloto automático” mesmo sem crises de fato ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Sim, isso pode acontecer durante a recuperação de uma crise de ansiedade. A melhora dos sintomas costuma ocorrer de forma gradual e nem sempre todos os aspectos se recuperam ao mesmo tempo. É comum observar avanços importantes, como retorno da funcionalidade, melhora do sono, retomada da rotina, socialização, redução da angústia ao acordar e ausência de novas crises, enquanto alguns sintomas residuais permanecem por mais tempo.

    A despersonalização, a sensação de estar no “piloto automático” ou de estar desconectado de si mesmo são sintomas que podem aparecer associados à ansiedade intensa e ao estresse prolongado. Eles estão relacionados a uma alteração temporária na forma como o cérebro processa emoções, atenção e percepção do ambiente. Mesmo quando a crise de ansiedade já passou, o sistema nervoso pode levar mais tempo para retornar completamente ao equilíbrio.

    Também é comum que, após a melhora dos sintomas mais intensos, a atenção da pessoa fique mais direcionada aos sintomas que restaram, tornando-os mais perceptíveis. Isso pode gerar a impressão de que estão mais fortes, quando muitas vezes fazem parte de uma fase de recuperação.

    O acompanhamento psiquiátrico é importante para avaliar a evolução e diferenciar sintomas residuais de quadros como transtorno de ansiedade, transtorno do pânico, sintomas dissociativos, depressão ou transtornos de humor. Com tratamento adequado, incluindo psicoterapia e, quando indicado, medicação, esses sintomas costumam apresentar melhora progressiva, favorecendo a retomada da qualidade de vida e do equilíbrio emocional.


  • Consigo receita para ritalina online? Poderiam retirar essa duvida, antes de fazer a consulta?

    Consigo receita para ritalina online? Poderiam retirar essa duvida, antes de fazer a consulta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A Ritalina® (metilfenidato) é um medicamento de controle especial, utilizado principalmente no tratamento do TDAH em adultos e de algumas outras condições específicas. A necessidade da medicação deve ser avaliada em uma consulta médica, pois o diagnóstico envolve uma avaliação clínica detalhada dos sintomas, histórico, funcionamento diário e possíveis condições associadas, como ansiedade, depressão, insônia ou transtornos de humor.

    Em uma consulta online com psiquiatra, quando há indicação e seguindo as normas vigentes para prescrição de medicamentos controlados, o médico pode avaliar o caso e, se considerar adequado, realizar a prescrição conforme a legislação. Entretanto, não é possível garantir previamente a emissão da receita antes da avaliação, pois a indicação depende dos achados da consulta.

    A avaliação psiquiátrica é importante para diferenciar sintomas de TDAH em adultos de outras condições que podem causar dificuldade de concentração, falta de motivação, irritabilidade, ansiedade ou alterações cognitivas. O acompanhamento permite definir o tratamento mais seguro e individualizado, incluindo medicação quando indicada, psicoterapia e estratégias para melhorar qualidade de vida.


  • Quantos mg tem 0.25 de rivotril e tambem 1 mg de alprasolan Causam dependência?

    Quantos mg tem 0.25 de rivotril e tambem 1 mg de alprasolan
    Causam dependência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O Rivotril (clonazepam) e o alprazolam pertencem à classe dos benzodiazepínicos, medicamentos que podem causar dependência quando utilizados de forma contínua, principalmente em uso diário e por períodos prolongados. A comparação entre doses não é exata, pois depende da resposta individual, tempo de uso e sensibilidade de cada pessoa. De forma aproximada, 0,25 mg de clonazepam equivale a cerca de 5 mg de diazepam, enquanto 1 mg de alprazolam equivale aproximadamente a 10 mg de diazepam em potência ansiolítica.

    O risco de dependência aumenta com uso frequente, doses maiores, interrupção abrupta e histórico de vulnerabilidade. Por isso, o acompanhamento com um psiquiatra é fundamental para avaliar necessidade, duração do tratamento e possíveis estratégias de redução segura quando indicado. Esses medicamentos podem ser úteis no controle de sintomas como ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico e insônia, mas devem ser utilizados com planejamento para preservar a saúde mental e a qualidade de vida.


  • Faço uso de fluoxetina pela manhã e clonazepam à noite. Posso tomar vinagre de maçã orgânico diluído

    Faço uso de fluoxetina pela manhã e clonazepam à noite. Posso tomar vinagre de maçã orgânico diluído?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Em geral, o consumo de vinagre de maçã orgânico diluído não apresenta uma interação medicamentosa conhecida importante com a fluoxetina ou o clonazepam. Porém, é importante ter alguns cuidados: o vinagre de maçã é ácido e pode causar azia, refluxo, irritação gástrica ou piora de sintomas digestivos em algumas pessoas. Também deve ser evitado o uso excessivo, pois pode interferir em minerais do organismo e causar efeitos indesejados.

    A fluoxetina é um antidepressivo utilizado no tratamento de condições como depressão, transtorno de ansiedade, crises de ansiedade e transtornos de humor, enquanto o clonazepam pode auxiliar em sintomas de ansiedade intensa e insônia, mas requer acompanhamento devido ao risco de dependência quando usado de forma prolongada. O ideal é informar ao seu psiquiatra sobre o uso de suplementos ou produtos naturais para garantir um tratamento seguro e individualizado.


  • Tive crise psicotica e não recebi um diagnóstico concreto ainda. Me receitou risperidona, atualmente

    Tive crise psicotica e não recebi um diagnóstico concreto ainda. Me receitou risperidona, atualmente tomo 4mg de noite. Fui em uma nova psiquiatra pois o outro saiu do lugar que me atendia. Ela manteve a resperidona e receitou o quetiapina 25mg pois relatei que não estou dormindo muito bem. É seguro eu tomar estou um pouco receoso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Após um episódio psicótico, é comum que o psiquiatra mantenha um antipsicótico como a risperidona para prevenção de novos sintomas e ajuste o tratamento conforme a evolução clínica. A quetiapina em dose baixa, como 25 mg, é frequentemente utilizada como auxiliar no manejo da insônia, ansiedade e agitação, pois possui efeito sedativo em doses iniciais. A associação entre risperidona e quetiapina pode ser feita em algumas situações, mas deve sempre ser acompanhada pelo psiquiatra, considerando possíveis efeitos como sonolência excessiva, tontura, queda de pressão e alterações metabólicas.

    O mais importante é não iniciar, suspender ou modificar as doses sem orientação médica. Como ainda não existe um diagnóstico definitivo, o acompanhamento psiquiátrico regular é essencial para compreender a causa do episódio psicótico e avaliar a resposta ao tratamento. O psiquiatra poderá ajustar a medicação de forma individualizada, buscando controle dos sintomas, melhora do sono e preservação da qualidade de vida.


  • Dor de cabeça constante, enjoo confusão mental Tomo remédio passa mas volta a doer novamente

    Dor de cabeça constante, enjoo confusão mental
    Tomo remédio passa mas volta a doer novamente. O que fazer? Devo retornar ao médico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    Dor de cabeça constante associada a enjoo e confusão mental merece uma avaliação médica, principalmente quando os sintomas persistem ou retornam após o uso de medicamentos para dor. Existem diversas possíveis causas, como enxaqueca, alterações neurológicas, problemas metabólicos, efeitos de medicamentos, alterações hormonais, ansiedade, estresse ou outras condições que precisam ser investigadas. É importante retornar ao médico para uma avaliação detalhada, com histórico clínico, exame neurológico e, se necessário, solicitação de exames. Procure atendimento com maior urgência se houver piora súbita da dor, alteração da fala, fraqueza, desmaio, confusão intensa ou alterações visuais. Um acompanhamento adequado em saúde mental e neurologia também pode ser necessário, pois sintomas como ansiedade e estresse podem influenciar a percepção da dor.


  • estou no 9° dia de introdução da quetiapina (25mg) associada a venlafaxina (225mg) para controle de

    estou no 9° dia de introdução da quetiapina (25mg) associada a venlafaxina (225mg) para controle de sintomas residuais e desconfortáveis após uma nova crise de pânico - estádio lotado, deflagrada por uma vasovagal. Já vinha em uso da venla há mais de 2 anos com a ansiedade mto bem controlada.
    tem me ajudado a dormir rápido, a noite toda, e a acordar sem angústia / taquicardia. Pouca sonolência diurna se tomada cedo da noite.
    essa resposta positiva inicial sugere que 25mg serão suficientes para controlar os sintomas ansiosos após atingir o tempo necessário de ação, ou é um efeito esperado pros primeiros dias independente da dose (sonolência / menos hiper ativação matinal) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A resposta inicial positiva à quetiapina em baixa dose pode indicar boa sensibilidade individual ao medicamento, principalmente em relação à melhora do sono, redução da hiperativação fisiológica e menor ansiedade ao despertar. Entretanto, nos primeiros dias, muitos efeitos percebidos estão relacionados principalmente à ação sedativa e reguladora do sono da quetiapina, que ocorre mesmo em doses baixas. O efeito terapêutico mais amplo sobre sintomas ansiosos, crises de pânico e estabilização emocional costuma ser avaliado após algumas semanas de uso contínuo. A dose de 25 mg pode ser suficiente para algumas pessoas, especialmente como adjuvante em quadros de ansiedade com insônia e hiperalerta, mas a definição depende da evolução clínica, tolerabilidade e resposta ao longo do tempo. Como você já apresenta boa resposta à venlafaxina, o acompanhamento com psiquiatra é fundamental para avaliar se a combinação atual alcança controle completo dos sintomas sem necessidade de ajustes.


  • Boa tarde! Eu tomo anticoncepcional desogestrel 75mcg, na parte da tarde, de noite tomo amytril 75mg

    Boa tarde! Eu tomo anticoncepcional desogestrel 75mcg, na parte da tarde, de noite tomo amytril 75mg e neuleptil 10mg, mas acontece que estou dormindo pouco, só 4 horas por noite e, costumo dormir 8 horas com o amytril e o neuleptil. Será que o desogestrel está interferindo no efeito dos remédios que eu durmo e, fazendo eu dormir pouco? Algum médico psiquiatra pode tirar a minha duvida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    O desogestrel (anticoncepcional à base de progestagênio) geralmente não apresenta uma interação importante que reduza diretamente o efeito sedativo do Amytril® (amitriptilina) ou do Neuleptil® (periciazina). Entretanto, alterações hormonais podem influenciar indiretamente o sono, o humor, a ansiedade e a percepção de descanso em algumas pessoas. Como você apresentou mudança importante no padrão de sono, com redução de 8 para 4 horas por noite, é importante uma avaliação com psiquiatra para investigar outras causas, como adaptação medicamentosa, alterações de ansiedade, estresse, qualidade do sono ou necessidade de ajuste das medicações. O acompanhamento em saúde mental permite avaliar a combinação de medicamentos, possíveis efeitos adversos e estratégias para recuperar um sono adequado e melhorar a qualidade de vida.


  • No contexto de compulsão alimentar gravíssima, bupropiona é uma medicação segura e eficaz para quem

    No contexto de compulsão alimentar gravíssima, bupropiona é uma medicação segura e eficaz para quem está tentando engravidar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A bupropiona pode ser utilizada em algumas situações específicas durante o período de tentativa de gravidez, mas a decisão deve ser individualizada e feita pelo psiquiatra em conjunto com o obstetra/ginecologista, avaliando a gravidade dos sintomas e os riscos e benefícios.

    No contexto de compulsão alimentar, a bupropiona pode auxiliar alguns pacientes, principalmente quando há associação com sintomas como depressão, baixa motivação, falta de energia, ansiedade ou alterações de humor. Entretanto, ela não é considerada uma das medicações de primeira escolha para tratamento isolado da compulsão alimentar, e a evidência de eficácia específica para esse transtorno é mais limitada quando comparada a outras abordagens.

    Durante a tentativa de engravidar, é fundamental avaliar o histórico clínico, a intensidade da compulsão, o impacto na saúde física e emocional, além de considerar alternativas como psicoterapia focada em comportamento alimentar, terapia cognitivo-comportamental e mudanças de estilo de vida. A suspensão abrupta de uma medicação psiquiátrica também pode causar piora dos sintomas.

    Uma avaliação psiquiátrica permite equilibrar o controle da compulsão alimentar, ansiedade, depressão, transtornos de humor e qualidade de vida, sempre considerando o planejamento gestacional e a segurança materno-fetal.


  • Ciclotimia pode ser grave e ter depressão grave? Fui diagnosticada e n consigo entender pois a minha

    Ciclotimia pode ser grave e ter depressão grave? Fui diagnosticada e n consigo entender pois a minha depressão é severa

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Flávia Barbieri

    A ciclotimia é um transtorno do humor caracterizado por oscilações persistentes entre períodos de sintomas semelhantes à hipomania e períodos de sintomas depressivos, porém geralmente sem preencher todos os critérios para episódios depressivos maiores ou episódios maníacos completos. Entretanto, na prática clínica, algumas pessoas podem apresentar sofrimento intenso, prejuízo significativo na vida pessoal e profissional e sintomas depressivos bastante marcantes.

    Quando uma pessoa apresenta uma depressão severa, é importante que o diagnóstico seja reavaliado pelo psiquiatra, pois pode haver sobreposição com outros transtornos do humor, como transtorno bipolar tipo II, transtorno depressivo maior associado a características bipolares ou outras condições. A diferenciação é importante porque influencia a escolha do tratamento, especialmente em relação ao uso de antidepressivos e estabilizadores do humor.

    A avaliação psiquiátrica considera não apenas a intensidade da tristeza, mas também histórico de períodos de aumento de energia, redução da necessidade de sono, impulsividade, irritabilidade, mudanças de comportamento e padrão dos sintomas ao longo da vida. A ciclotimia pode causar grande impacto emocional e necessita de acompanhamento adequado.

    Se a depressão for muito intensa, com desesperança, pensamentos de morte ou ideias de autoagressão, é importante buscar ajuda médica imediatamente. O tratamento adequado pode melhorar significativamente os sintomas e a qualidade de vida.


Perguntas frequentes

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