Perguntas do paciente (60)

  • Eu tenho a doença de pethes. Hoje eu tenho 38 anos. Tive na infância coloquei platina diminui o tama

    Eu tenho a doença de pethes. Hoje eu tenho 38 anos. Tive na infância coloquei platina diminui o tamanho da perna porque não queria usar gaiola. Porém hoje sofro com dores intensas nas costas . A perna já está com. Uma boa diferença da outra e constantemente tenho inchaços . E bem complicado pra caminhar longas distâncias não consigo pois a perna doe e pesa muito . Onde fiz a cirurgia não sinto dor mais o joelho a dor e bem intensa . Qual tratamento buscar na minha idade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    A doença de Perthes na infância pode deixar sequelas na vida adulta, especialmente diferença no comprimento das pernas e alterações na forma de andar. Isso costuma gerar sobrecarga na coluna e no joelho, explicando dores lombares intensas, dor importante no joelho, inchaço após esforço e dificuldade para caminhar longas distâncias, mesmo quando o quadril operado não dói diretamente.

    Na sua idade, o tratamento deve começar por uma avaliação com ortopedista especialista em quadril, para medir a diferença das pernas e avaliar o estado do quadril, joelho e coluna. Na maioria dos casos, há benefício com compensação no calçado, fisioterapia específica para correção da marcha e fortalecimento muscular. Quando há desgaste avançado do quadril ou falha do tratamento conservador, procedimentos cirúrgicos, incluindo prótese de quadril, podem ser indicados de forma individualizada.


  • As próteses feitas por cirurgias robóticas em joelho no caso de uma artroplastia total, são extremam

    As próteses feitas por cirurgias robóticas em joelho no caso de uma artroplastia total, são extremamente mais caras que as convencionais? Existe uma média de valores da prótese (sem contar equipe, hospital etc)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    De forma geral, o custo da prótese em si (o implante) dificilmente difere de forma relevante entre cirurgia robótica e convencional — a maioria das publicações indica que o preço do componente implantado costuma ser similar ao de uma prótese tradicional de boa qualidade (no Brasil por exemplo o valor do implante pode ficar na faixa de aproximadamente R$ 9 – 13 mil quando importado, apenas da peça, sem contar hospital e equipe) .

    A diferença de custo entre cirurgia robótica e convencional costuma vir da tecnologia e do processo cirúrgico, não tanto do valor do implante: estudos mostram que o procedimento robótico pode custar algumas centenas ou alguns milhares de dólares a mais por caso (devido a equipamentos descartáveis, software e logística da tecnologia), e em alguns cenários pode elevar o custo global da cirurgia se o volume de casos for baixo . Portanto, a prótese robótica não é necessariamente “extremamente mais cara” como implante isolado, mas o custo total do procedimento pode ser maior por causa da tecnologia envolvida na cirurgia assistida.


  • Tenho dor importante no braço não operado, com piora progressiva há cerca de 21 dias. Tenho históri

    Tenho dor importante no braço não operado, com piora progressiva há cerca de 21 dias.
    Tenho histórico de cirurgia recente no membro contralateral e compensei esse braço por aproximadamente 9 meses, sendo 100% de compensação nos primeiros 2 meses pós-operatório.

    A dor começou de forma limitante após uma sessão de fisioterapia e vem piorando desde então, a ponto de eu não conseguir realizar elevação ativa do braço, enquanto a mobilidade passiva não parece bloqueada.

    Durante esse período, realizei repetidamente movimentos funcionais de compensação, especialmente o gesto de enfiar o cotovelo na blusa e elevar a roupa com o braço “bom” para me trocar, o que pode ter sobrecarregado a articulação.

    Já utilizei Diprospan IM dose unica a 10 dias, sem melhora.
    Meu cirurgião prescreveu etodolaco 600 mg 12/12h por 10 dias, porém tenho restrição ao uso de AINEs e preocupação com rim/coração, o que torna esse esquema uma decisão difícil.

    Minhas dúvidas são:

    Esse tipo de inflamação realmente costuma exigir 10 dias completos de AINE, ou um curso mais curto (3–5 dias) já é suficiente para avaliar resposta e reduzir risco?

    Quais diagnósticos são mais prováveis nesse contexto?

    Tem possibilidade de melhora ou precisarei fazer outra cirurgia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Pelo seu relato, esse quadro é relativamente comum após períodos prolongados de sobrecarga do “braço bom”, especialmente depois de cirurgia no lado oposto. Em geral, dor progressiva com perda da elevação ativa, mas preservação do movimento passivo, sugere problemas como tendinite ou bursite do ombro, lesão do manguito rotador ou um quadro inflamatório por uso excessivo. Movimentos repetitivos de vestir-se, elevar o braço e compensar funções do dia a dia realmente podem desencadear ou agravar esse tipo de inflamação.

    Sobre o tratamento, nem toda inflamação exige obrigatoriamente 10 dias contínuos de anti-inflamatório, e em muitos casos um período mais curto (3 a 5 dias) já permite avaliar resposta clínica, especialmente em pessoas com restrição ao uso dessas medicações. A decisão deve sempre ser individualizada, considerando riscos renais e cardiovasculares. Na maioria dos pacientes, há chance real de melhora com tratamento conservador, como ajuste da fisioterapia, controle da dor e redução de sobrecarga; cirurgia é exceção, indicada apenas quando há falha do tratamento clínico ou confirmação de lesões estruturais relevantes em exames.


  • Faz duas semanas que fraturei a tibia uma fratura perto do joelho e a outra perto do tornozelo mas n

    Faz duas semanas que fraturei a tibia uma fratura perto do joelho e a outra perto do tornozelo mas não tô conseguindo dobrar o joelho.queria saber se é normal,

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Sim, é relativamente comum ter dificuldade ou até incapacidade de dobrar o joelho duas semanas após uma fratura da tíbia, principalmente quando a fratura é próxima ao joelho. Nessa fase, dor, inchaço, inflamação dos tecidos ao redor e proteção involuntária do corpo limitam o movimento. Além disso, imobilização, uso de tala ou gesso e o próprio trauma podem causar rigidez temporária do joelho.

    Apesar de ser esperado no início, a evolução precisa ser acompanhada. Em geral, com orientação médica e fisioterapia no momento adequado, a mobilidade tende a melhorar progressivamente. No entanto, se a rigidez for completa, a dor estiver piorando, houver aumento do inchaço, calor local ou dificuldade progressiva para movimentar o joelho, é importante retornar ao ortopedista para reavaliação e confirmar se a recuperação está ocorrendo dentro do esperado.


  • Prezados especialistas, Busco orientação referente a sintomas persistentes após uma cirurgia de art

    Prezados especialistas,
    Busco orientação referente a sintomas persistentes após uma cirurgia de artroplastia total do quadril (ATQ), realizada há 1 ano e 4 meses.
    Há cerca de dois meses, ao me abaixar para pegar um objeto, sofri um incidente que gerou um estalo na região e uma queda. Desde então, tenho apresentado pequenos estalos na área lateral do quadril e virilha.
    Na ocasião do incidente, realizei exames de imagem (RX e Ressonância Magnética) que não apontaram alterações na prótese ou estruturas adjacentes. No entanto, hoje apresento dor intensa, a ponto de não conseguir me apoiar no lado operado.
    Minhas dúvidas são:
    Esses estalos tardios são considerados normais após uma ATQ?
    A dor intensa atual pode estar relacionada ao incidente de dois meses atrás, mesmo com exames de imagem normais na época?
    Agradeço a atenção e possíveis direcionamentos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Estalos isolados após uma artroplastia total do quadril podem ocorrer por diferentes motivos, inclusive pelo deslizamento de tendões ou outras estruturas de partes moles ao redor da articulação. Entretanto, quando os estalos surgem após um trauma e estão associados a dor intensa ou perda da capacidade de apoiar o membro, não devem ser considerados normais sem uma investigação adequada.

    É possível que o quadro atual tenha relação com o incidente ocorrido há dois meses. Exames realizados logo após o trauma podem não identificar determinadas alterações iniciais, e também é possível que tenha ocorrido alguma lesão ou mudança posteriormente. Entre as possibilidades que precisam ser avaliadas estão lesões musculares ou tendíneas, irritação do iliopsoas ou da região trocantérica, fratura ao redor da prótese, instabilidade, soltura dos componentes ou infecção, entre outras. Isso não significa que exista necessariamente um problema com a prótese, mas essas hipóteses não podem ser excluídas apenas pela descrição do caso.

    Como atualmente há dor intensa e incapacidade de apoiar o lado operado, recomendo interromper esforços e procurar avaliação ortopédica com brevidade, preferencialmente com o cirurgião responsável ou com um especialista em cirurgia do quadril. Pode ser necessário repetir as radiografias e, conforme o exame físico, solicitar outros exames. A incapacidade de sustentar o peso após trauma é um sinal que merece avaliação presencial prioritária.

    Uma orientação definitiva somente pode ser fornecida após consulta, exame físico e análise direta das imagens. Procure um profissional habilitado para esclarecimento e definição da conduta. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Artrolive é eficiente para recuperar artrose coxo femural?

    Artrolive é eficiente para recuperar artrose coxo femural?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    O Artrolive® contém glicosamina e condroitina. Esses medicamentos podem proporcionar alguma melhora da dor e da função em determinados pacientes, mas a resposta é variável e as evidências científicas sobre sua eficácia são limitadas.

    É importante esclarecer que ele não “recupera” a cartilagem já desgastada, não reverte a artrose coxofemoral e não restaura a articulação ao estado normal. Quando utilizado, seu objetivo é apenas tentar reduzir os sintomas como parte de um tratamento mais amplo.

    O tratamento da artrose do quadril depende da intensidade da dor, do grau de desgaste, da limitação funcional e das condições clínicas do paciente, podendo envolver exercícios e fortalecimento muscular, fisioterapia, controle do peso, analgésicos, infiltrações e, nos casos avançados, tratamento cirúrgico.

    Além disso, glicosamina e condroitina não são adequadas para todas as pessoas e podem apresentar interações ou contraindicações, especialmente em pacientes que utilizam anticoagulantes, têm diabetes ou alergia a frutos do mar. Portanto, não é recomendável iniciar ou manter o medicamento sem orientação individualizada.

    É necessário procurar um ortopedista habilitado para confirmar o diagnóstico, avaliar o grau da artrose e definir o tratamento mais apropriado. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Fiz cirurgia do quadril há 4 meses a perna está dura rígida desde até o ponta dos pé dolorida na pol

    Fiz cirurgia do quadril há 4 meses a perna está dura rígida desde até o ponta dos pé dolorida na polpa do bumbum onde faz a cirurgia cicatriz dolorida pé como se tivesse dormência é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Após quatro meses de uma cirurgia no quadril, ainda pode existir algum grau de dor, rigidez, sensibilidade na cicatriz e dormência localizada ao redor da incisão. Entretanto, dor que se estende da região glútea até o pé, sensação de perna “dura” e dormência no pé não devem ser consideradas automaticamente normais, especialmente quando são persistentes ou intensas.

    Esses sintomas podem estar relacionados a diferentes causas, como alterações musculares, compressão ou irritação de nervos da coluna lombar ou do membro inferior, aderências cicatriciais, problemas vasculares ou, menos frequentemente, alguma complicação relacionada à cirurgia. Não é possível determinar a causa apenas pela descrição.

    Recomendo retornar ao cirurgião que realizou o procedimento ou procurar um especialista em quadril para exame físico e análise das radiografias. Dependendo da avaliação, também pode ser necessário investigar a coluna lombar, os nervos ou a circulação da perna.

    Caso haja piora súbita, perda de força, incapacidade de movimentar o pé, aumento importante do inchaço, vermelhidão, calor local, febre, falta de ar ou dor no peito, procure atendimento de urgência. Dor e inchaço na perna podem, em algumas situações, estar associados a trombose, enquanto dormência ou fraqueza progressiva exigem avaliação neurológica.

    É necessário procurar um profissional habilitado para esclarecer a causa dos sintomas por meio de avaliação presencial. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Fiz uma artroplastia do quadril lado esquerdo a 1 ano . Não sinto nada , faço minha caminhada de 10

    Fiz uma artroplastia do quadril lado esquerdo a 1 ano . Não sinto nada , faço minha caminhada de 10 km diariamente e este mês voltei a fazer academia . Só não voltei a correr. Posso voltar a correr normalmente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    O fato de estar sem dor, caminhar longas distâncias e ter retomado a musculação após um ano sugere uma boa evolução funcional. No entanto, correr após uma artroplastia total do quadril não costuma ser liberado automaticamente apenas porque o paciente está assintomático.

    A corrida é uma atividade de impacto repetitivo. Embora alguns pacientes consigam voltar a correr, a maioria dos cirurgiões recomenda priorizar exercícios de menor impacto, como caminhada, bicicleta, natação, musculação controlada e aparelho elíptico, devido à preocupação com desgaste dos componentes, soltura da prótese, fraturas ao redor do implante e redução de sua durabilidade em longo prazo. As recomendações, contudo, podem variar conforme idade, peso corporal, experiência prévia com corrida, qualidade óssea, técnica cirúrgica e tipo e posicionamento dos componentes.

    Portanto, eu não recomendaria voltar a correr “normalmente” sem uma avaliação prévia. O ideal é realizar consulta com exame físico e radiografias de controle para verificar a fixação, o posicionamento e o desgaste da prótese. Caso o cirurgião autorize, o retorno deve ser gradual, inicialmente alternando caminhada e trotes curtos, em superfície regular, com fortalecimento muscular adequado e interrupção diante de dor, claudicação ou desconforto persistente.

    É necessário procurar um ortopedista habilitado, preferencialmente especialista em cirurgia do quadril, para avaliar individualmente se a corrida é segura no seu caso. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Quando a osteonecrose foi causada por trombofilia, é possível reverter ?

    Quando a osteonecrose foi causada por trombofilia, é possível reverter ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    A osteonecrose da cabeça femoral corresponde à morte de uma área do tecido ósseo por comprometimento do suprimento sanguíneo. Mesmo quando sua causa está relacionada à trombofilia, o osso que já sofreu necrose não costuma ser “revertido” apenas com o tratamento da alteração da coagulação.

    Nos estágios iniciais, antes de ocorrer deformidade ou colapso da cabeça femoral, pode ser possível tentar interromper ou retardar a progressão da doença. O tratamento pode envolver controle da trombofilia pelo hematologista e, conforme a extensão da lesão, procedimentos de preservação do quadril, como a descompressão da cabeça femoral. Quando já existe colapso, deformidade importante ou artrose secundária, a possibilidade de recuperação da articulação é bastante limitada, podendo ser necessária uma artroplastia total do quadril.

    Há estudos sobre o uso de anticoagulantes em casos precoces associados a trombofilia, mas as evidências ainda são limitadas e não permitem indicar anticoagulação para todos os pacientes com osteonecrose. Esse tratamento possui riscos e somente deve ser definido por hematologista, considerando o tipo de trombofilia, o estágio da osteonecrose e o risco individual de sangramento.

    Portanto, a possibilidade de preservar o quadril depende principalmente do estágio da doença, do tamanho e da localização da área de necrose e da presença ou não de colapso da cabeça femoral. É necessário procurar um ortopedista especialista em quadril e um hematologista habilitado para análise das imagens e definição do tratamento. Permaneço à disposição para realizar a avaliação ortopédica.


  • É possível trabalhar de pedreiro após a artroplatia do quadril?

    É possível trabalhar de pedreiro após a artroplatia do quadril?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    É possível que alguns pacientes retornem ao trabalho de pedreiro após uma artroplastia do quadril, mas isso depende muito da evolução individual e das exigências específicas da função.

    A construção civil costuma envolver levantamento de peso, agachamentos frequentes, subida em escadas e andaimes, transporte de materiais, permanência prolongada em pé e movimentos repetitivos de flexão e rotação do quadril. Essas atividades podem aumentar a sobrecarga sobre a prótese e o risco de quedas, luxação, desgaste dos componentes ou fraturas ao redor do implante.

    Por isso, o retorno não deve ser definido apenas pelo tempo decorrido desde a cirurgia. É necessário avaliar força muscular, equilíbrio, amplitude de movimento, presença de dor, estabilidade da prótese e radiografias de controle. Em muitos casos, pode ser necessário retornar inicialmente com restrições, evitando cargas excessivas, agachamento profundo, impacto e movimentos bruscos.

    A liberação definitiva deve ser feita pelo cirurgião responsável ou por um especialista em quadril após avaliação presencial e análise das atividades que o paciente executa no trabalho. Procure um profissional habilitado para esclarecimento e definição segura das limitações. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Fiz cirurgia de quadril colocando prótese total ,quanto tempo depois posso pegar uma chave no chão?

    Fiz cirurgia de quadril colocando prótese total ,quanto tempo depois posso pegar uma chave no chão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    O momento seguro para abaixar-se e pegar um objeto no chão após uma artroplastia total do quadril varia conforme a via cirúrgica utilizada, a estabilidade da prótese, a recuperação muscular e as orientações específicas do cirurgião.

    Nas primeiras semanas, geralmente se recomenda evitar flexionar excessivamente o quadril, girar o corpo sobre a perna operada ou abaixar-se diretamente até o chão, pois essas posições podem aumentar o risco de luxação. Alguns protocolos mantêm essas precauções por aproximadamente 6 a 12 semanas, mas o período não é igual para todos os pacientes.

    Enquanto não houver liberação, o mais seguro é pedir ajuda ou utilizar um pegador de objetos com cabo longo. Não tente alcançar a chave com movimentos bruscos ou forçando o quadril.

    A liberação definitiva depende do tempo da cirurgia e da avaliação presencial. Procure o cirurgião responsável ou um profissional habilitado para esclarecer quais movimentos já estão permitidos no seu caso. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Estou com osteonecrose na cabeça do fêmur há anos , porém não adaptei a uma troca ainda por motivos

    Estou com osteonecrose na cabeça do fêmur há anos , porém não adaptei a uma troca ainda por motivos de saúde em geral. Queria saber se posso tranquilo usar bicicleta ergométrica para melhorar meu peso e fazer cardio ? Grato

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Em geral, a bicicleta ergométrica é uma das atividades aeróbicas de menor impacto e pode ser uma boa opção para pacientes com osteonecrose da cabeça femoral, inclusive para auxiliar no controle do peso e no condicionamento cardiovascular. Entretanto, não é possível afirmar que seu uso será “tranquilo” em todos os casos, pois isso depende do estágio da osteonecrose, da presença de colapso da cabeça femoral, do grau de artrose, da intensidade da dor e da mobilidade do quadril. Recomendações especializadas para osteonecrose costumam priorizar atividades que imponham menor carga ao quadril, como exercício aquático e bicicleta estacionária.

    De forma geral, recomenda-se começar com baixa resistência, selim em altura que evite flexão excessiva do quadril e sessões curtas, aumentando gradualmente conforme a tolerância. O exercício não deve provocar dor forte durante a atividade, piora importante nas horas seguintes, aumento da claudicação ou perda de mobilidade. Nesses casos, a atividade deve ser interrompida e o quadro reavaliado.

    Também é importante compreender que a bicicleta pode melhorar o condicionamento e ajudar no controle do peso, mas não reverte a osteonecrose nem impede necessariamente sua progressão. Como a doença pode evoluir para colapso e degeneração da articulação, é recomendável manter acompanhamento periódico com radiografias ou outros exames quando indicados.

    Procure um ortopedista habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para avaliar suas imagens, definir o estágio da doença e orientar o nível seguro de exercício. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Fiz uma artroplastia total de quadril faz 45 dias ainda está inchada incha e dói quando ando e sento

    Fiz uma artroplastia total de quadril faz 45 dias ainda está inchada incha e dói quando ando e sento é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com 45 dias de uma artroplastia total do quadril, ainda pode existir algum grau de inchaço, desconforto ao caminhar, dor muscular e incômodo para sentar, especialmente após aumento das atividades ou fisioterapia. Porém, a intensidade e a evolução desses sintomas são importantes: o esperado é uma melhora progressiva ao longo das semanas, e não piora contínua.

    Inchaço importante, dor crescente, vermelhidão, calor local, secreção pela cicatriz, febre, dor intensa na panturrilha ou dificuldade respiratória não devem ser considerados normais e exigem avaliação médica rápida, pois podem estar relacionados a complicações como infecção ou trombose. Também merece reavaliação a dor que impede o apoio, piora de forma súbita ou não apresenta qualquer melhora.

    Até ser avaliada, evite aumentar excessivamente a carga de exercícios, mantenha as orientações de apoio e fisioterapia fornecidas pelo cirurgião e não utilize anti-inflamatórios ou outros medicamentos por conta própria.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um ortopedista habilitado para examinar o quadril, avaliar a cicatriz e decidir se são necessários exames complementares. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Fiz artroplastia total de quadril esquerdo faz 22 dias sinto muitos formigamento e pontadas do joelh

    Fiz artroplastia total de quadril esquerdo faz 22 dias sinto muitos formigamento e pontadas do joelho pra baixo principalmente a noite e também tá inchado o joelho é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com 22 dias de uma artroplastia total do quadril, algum grau de inchaço na perna e desconforto ainda pode ocorrer. Entretanto, formigamentos e pontadas persistentes do joelho até o pé, especialmente associados a inchaço no joelho, não devem ser considerados automaticamente normais sem avaliação presencial.

    Esses sintomas podem estar relacionados ao próprio edema do pós-operatório, irritação ou compressão de nervos, alterações da coluna lombar, posicionamento durante a cirurgia ou outras causas. Além disso, dor e inchaço no membro após uma cirurgia de quadril exigem que sejam descartadas complicações como trombose venosa, principalmente quando estão aumentando ou acompanhadas de dor na panturrilha, vermelhidão ou calor local.

    Recomendo entrar em contato com o cirurgião responsável e realizar uma avaliação com brevidade. Procure atendimento de urgência caso apresente falta de ar, dor no peito, aumento súbito do inchaço, dor forte na panturrilha, febre, secreção na cicatriz, perda de força ou dificuldade para movimentar o pé.

    É necessário procurar um profissional habilitado para examinar o membro, avaliar a circulação e a função neurológica e definir se são necessários exames complementares. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Fiz uma cirurgia de oesteonecrose na cabeça do fêmur à 18 dias...é normal sentir dores nos pés? Não

    Fiz uma cirurgia de oesteonecrose na cabeça do fêmur à 18 dias...é normal sentir dores nos pés? Não sei se isso tem alguma coisa a ver com a cirurgia...mas tem momentos que não consigo nem ficar de pé.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Após 18 dias de uma cirurgia por osteonecrose da cabeça do fêmur, algum desconforto no membro operado pode ocorrer. Entretanto, dor nos pés a ponto de impedir que a pessoa permaneça em pé não deve ser considerada automaticamente normal, principalmente sem saber qual procedimento foi realizado e como estão a força, a sensibilidade e a circulação da perna.

    A dor pode estar relacionada ao inchaço pós-operatório, alteração da forma de pisar, sobrecarga do membro oposto, irritação ou compressão de nervos, posicionamento durante a cirurgia ou outras causas não diretamente relacionadas ao quadril. Também é necessário excluir complicações pós-operatórias, especialmente quando há aumento do inchaço, dor na panturrilha, vermelhidão, calor local, perda de força ou dormência progressiva.

    Recomendo entrar em contato com o cirurgião responsável e realizar uma avaliação com brevidade. Procure atendimento de urgência caso não consiga apoiar o membro, apresente piora súbita da dor, pé frio ou arroxeado, perda de força, aumento importante do inchaço, falta de ar, dor no peito, febre ou secreção pela ferida operatória.

    É necessário procurar um profissional habilitado para exame físico e definição da causa dos sintomas. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • tenho 24 anos, e com diagnótico de necrose no femur, por ser muito novo, os médicos não aconselham c

    tenho 24 anos, e com diagnótico de necrose no femur, por ser muito novo, os médicos não aconselham cirurgia para prótese, sinto muitas dores, e terei que aguentar o máximo de tempo para realizar a primeira cirurgia, visto que a segunda, a prótese só tem 5 anos de garantia de uso, o que me deixaria inválido, isso é considerado pcd? e posso entar com pedido de BPC ou LOAS ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    A osteonecrose da cabeça femoral, isoladamente, não torna automaticamente uma pessoa PCD. Para esse enquadramento, é necessário demonstrar que a doença causa um impedimento físico de longo prazo que, em conjunto com barreiras, limite de maneira relevante a mobilidade, o trabalho ou a participação social. Essa análise é individual e biopsicossocial, considerando não apenas o diagnóstico, mas também dor, limitação para caminhar, uso de apoio, amplitude de movimento e repercussão funcional.

    Da mesma forma, o diagnóstico não garante automaticamente o BPC/LOAS. O benefício é destinado à pessoa com deficiência de baixa renda e exige avaliação médica e social pelo INSS, além da análise da renda familiar e do Cadastro Único. Não é necessário ter contribuído previamente para o INSS, mas o BPC não é aposentadoria.

    Também é importante esclarecer que uma prótese total do quadril não possui necessariamente apenas cinco anos de duração. Não existe prazo individual garantido, mas estudos demonstram que grande parte das próteses permanece funcionando por 20 anos ou mais. Em pacientes muito jovens, contudo, a probabilidade de precisar de uma revisão ao longo da vida é maior, razão pela qual os médicos procuram preservar a articulação quando isso ainda é tecnicamente possível.

    Entretanto, adiar a artroplastia indefinidamente não é sempre a melhor conduta. Quando há colapso avançado, dor incapacitante e perda importante da qualidade de vida, idade jovem, isoladamente, não constitui contraindicação absoluta. A decisão depende do estágio da osteonecrose, das possibilidades de preservação articular, das condições gerais de saúde e do impacto funcional.

    Para solicitar o BPC, é importante reunir relatórios médicos detalhados, exames e documentos que descrevam objetivamente suas limitações, e procurar o CRAS ou realizar o requerimento pelo Meu INSS. A concessão dependerá da avaliação administrativa e biopsicossocial, não apenas de um laudo com o diagnóstico.

    É necessário procurar um ortopedista especialista em quadril para avaliar o estágio da osteonecrose e discutir as opções de tratamento, além de um profissional habilitado em direito previdenciário ou assistência social para orientação sobre PCD e BPC. Permaneço à disposição para realizar a avaliação ortopédica.


  • Fiz cirurgia à 4 meses prótese total na anca direita... Sinto muita dor ao caminhar.. É normal?

    Fiz cirurgia à 4 meses prótese total na anca direita... Sinto muita dor ao caminhar.. É normal?
    Faço exercícios para fortalecer e bicicleta e não sinto dor... Só mesmo a caminhar..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com quatro meses de uma artroplastia total do quadril, alguma recuperação muscular ainda pode estar em andamento. Entretanto, dor intensa ou persistente ao caminhar não deve ser considerada automaticamente normal, principalmente se não estiver melhorando progressivamente.

    O fato de não haver dor na bicicleta ou durante exercícios específicos pode ocorrer porque essas atividades geram cargas e padrões de movimento diferentes da caminhada. A dor ao caminhar pode estar relacionada a fraqueza ou fadiga muscular, alteração da marcha, sobrecarga de tendões, diferença funcional entre os membros, problemas na coluna lombar ou, menos frequentemente, alguma alteração relacionada aos componentes da prótese. Não é possível definir a causa apenas pela descrição.

    Recomendo não aumentar a intensidade dos exercícios até ser reavaliado. Pode ser necessário examinar sua marcha, força muscular e amplitude de movimento, além de realizar radiografias de controle. A recuperação após uma prótese pode levar vários meses, mas dor que limita atividades habituais ou permanece importante merece investigação.

    Procure atendimento mais rapidamente se houver piora súbita, incapacidade de apoiar o membro, febre, vermelhidão ou secreção na cicatriz, inchaço importante, dor na panturrilha, falta de ar ou dor no peito.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um ortopedista habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para esclarecimento mediante avaliação presencial. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Olá já tem um ano que fiz a cirurgia no quadril quais são os cuidados que tenho que tomar diariament

    Olá já tem um ano que fiz a cirurgia no quadril quais são os cuidados que tenho que tomar diariamente desde já obrigado Att

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Após um ano da artroplastia total do quadril, a maioria dos pacientes já pode realizar grande parte das atividades diárias. Ainda assim, alguns cuidados ajudam a preservar a prótese e reduzir o risco de complicações.

    Procure manter atividade física regular, com preferência por exercícios de baixo impacto, como caminhada, bicicleta, natação e musculação orientada. É recomendável evitar impactos repetitivos, levantamento de cargas excessivas, quedas e movimentos extremos ou forçados do quadril, especialmente se provocarem dor.

    Também são importantes o controle do peso, o fortalecimento da musculatura dos quadris e membros inferiores, o uso de calçados adequados e a prevenção de quedas. Não é necessário permanecer sedentário ou excessivamente limitado, mas atividades esportivas ou profissionais de maior impacto devem ser discutidas individualmente.

    Mantenha acompanhamento periódico com o cirurgião e realize radiografias de controle conforme orientação. Dor nova ou progressiva, dificuldade para apoiar a perna, estalos acompanhados de dor, sensação de instabilidade, encurtamento do membro, febre ou alterações na cicatriz devem ser avaliados.

    Antes de procedimentos odontológicos ou outras cirurgias, informe que possui uma prótese de quadril. A necessidade de antibiótico preventivo não é igual para todos e deve ser definida pelo médico ou dentista, conforme os fatores de risco individuais.

    Os cuidados podem variar de acordo com a via cirúrgica, o tipo de prótese, a qualidade óssea e as condições clínicas do paciente. Por isso, procure um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para esclarecimento e orientação individualizada. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Fiz uma cirurgia de artroplastia total de quadril e coloquei a prótese há 10 meses, ao ir a pr

    Fiz uma cirurgia de artroplastia total de quadril e coloquei a prótese há 10 meses, ao ir a praia, posso entrar no mar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Em geral, após 10 meses de uma artroplastia total do quadril, é possível entrar no mar, desde que a cicatriz esteja completamente fechada, não haja dor importante, infecção, instabilidade ou restrição específica determinada pelo cirurgião.

    O principal cuidado costuma ser menos com a água e mais com o risco de queda. Areia irregular, ondas, pedras, buracos e o movimento de entrar e sair do mar podem exigir bastante equilíbrio e força muscular. Prefira locais mais calmos, entre com apoio de outra pessoa quando necessário, evite ondas fortes e não caminhe descalço em áreas escorregadias ou instáveis.

    Também é prudente evitar saltos, mergulhos, movimentos bruscos de rotação e flexão excessiva do quadril. Caso surjam dor, sensação de instabilidade, estalos dolorosos ou dificuldade para apoiar o membro, interrompa a atividade.

    A liberação definitiva depende da sua evolução, do tipo de cirurgia realizada e das radiografias de controle. Procure um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para esclarecimento individualizado. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Olá. Fiz artoplastia total de quadril há 9 semanas. Estou a começar a andar sem canadianas, mas sint

    Olá. Fiz artoplastia total de quadril há 9 semanas. Estou a começar a andar sem canadianas, mas sinto que não aguento muito tempo a andar, causa uma pressão um desconforto e de seguida dor como fisgada, é normal isso acontecer? Faço fisioterapia há 6 semanas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com nove semanas de uma artroplastia total do quadril, ainda pode existir limitação para caminhar por períodos prolongados, sensação de pressão, fadiga muscular e algum desconforto, principalmente durante a transição para andar sem canadianas. A musculatura ao redor do quadril pode ainda não ter recuperado força e resistência suficientes.

    Entretanto, dor em “fisgada”, piora progressiva ou dificuldade importante para apoiar o membro não devem ser consideradas automaticamente normais. Esses sintomas podem estar relacionados a sobrecarga durante a retirada das canadianas, fraqueza muscular, alteração da marcha, irritação de tendões ou outras causas que precisam ser avaliadas.

    Não é recomendável retirar completamente as canadianas apenas com base no tempo de cirurgia. O ideal é reduzir o apoio de forma gradual, mantendo uma canadiana no lado oposto ao quadril operado enquanto ainda houver claudicação, insegurança ou dor. A fisioterapia deve ser ajustada conforme a tolerância, sem insistir em exercícios que provoquem dor intensa ou persistente.

    Procure o cirurgião responsável antes da consulta programada caso a dor esteja aumentando, impeça o apoio, seja acompanhada de estalo, sensação de instabilidade, encurtamento do membro, febre, vermelhidão, secreção pela cicatriz ou inchaço importante.

    É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para avaliar a marcha, a força muscular e as radiografias de controle. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


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