Perguntas do paciente (60)

  • Olá, boa tarde! eu Fiz a cirurgia Prótese de quadril há 8 meses, e ainda sinto bastante dor muscular, e no joelho. Isso

    Olá, boa tarde! eu Fiz a cirurgia Prótese de quadril há 8 meses, e ainda sinto bastante dor muscular, e no joelho. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Após oito meses de uma artroplastia total do quadril, ainda pode haver alguma recuperação muscular em andamento. Entretanto, dor muscular importante e dor no joelho persistentes não devem ser consideradas automaticamente normais, especialmente quando limitam a caminhada ou não apresentam melhora progressiva.

    A dor pode estar relacionada a fraqueza da musculatura do quadril, alteração da marcha, diferença funcional entre os membros, sobrecarga do joelho, tendinites ou problemas da coluna lombar. Em alguns casos, também é necessário investigar causas relacionadas à própria prótese, como alterações na fixação, posicionamento dos componentes, infecção ou outras complicações, embora não seja possível determinar isso apenas pela descrição. A recuperação completa pode levar vários meses, mas a tendência esperada é de melhora gradual da dor e da função.

    Recomendo retornar ao cirurgião responsável ou procurar um especialista em quadril para exame físico, avaliação da marcha e radiografias de controle. A fisioterapia também pode precisar ser ajustada conforme a causa da dor.

    Procure avaliação com maior urgência caso apresente dor progressivamente mais intensa, incapacidade de apoiar o membro, febre, vermelhidão, secreção na cicatriz, inchaço importante, dor noturna persistente ou início súbito dos sintomas.

    É necessário procurar um profissional habilitado para esclarecer a origem da dor e definir o tratamento adequado. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • É normal sentir cãimbra na coxa pós-operatório de cirurgia de quadril ?

    É normal sentir cãimbra na coxa pós-operatório de cirurgia de quadril ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Cãibras na coxa podem ocorrer no pós-operatório de uma cirurgia do quadril, especialmente por redução temporária da atividade, fadiga muscular, alteração da marcha, desidratação ou mudanças no uso da musculatura. Porém, não devem ser consideradas automaticamente normais sem levar em conta o tempo de cirurgia, a intensidade e os sintomas associados.

    Se a cãibra for ocasional, breve e estiver melhorando, pode fazer parte da recuperação. Já episódios frequentes, muito dolorosos ou associados a inchaço importante, endurecimento da perna, vermelhidão, calor local, dor na panturrilha, fraqueza, dormência ou dificuldade para apoiar o membro precisam de avaliação médica, pois podem indicar outras causas, inclusive alterações circulatórias ou neurológicas.

    Evite automedicação ou suplementação por conta própria. Hidratação adequada, mobilização orientada e exercícios prescritos pela fisioterapia podem ajudar, desde que já tenham sido liberados pelo cirurgião.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um profissional habilitado para esclarecer a causa, especialmente se os sintomas estiverem persistindo ou piorando. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Meu pai fez uma cirurgia no quadril e deu rejeição, agora está sem a prótese e sente muita dor, qual

    Meu pai fez uma cirurgia no quadril e deu rejeição, agora está sem a prótese e sente muita dor, qual procedimento a ser adotado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    O termo “rejeição” é frequentemente utilizado de forma genérica, mas a retirada de uma prótese de quadril costuma ocorrer por motivos como infecção, soltura dos componentes, luxações recorrentes ou perda óssea. O tratamento depende diretamente da causa que levou à retirada.

    Quando existe infecção da prótese, uma estratégia frequentemente utilizada é a retirada dos componentes, limpeza cirúrgica extensa, coleta de culturas e tratamento com antibióticos direcionados. Em alguns casos é colocado um espaçador temporário com antibiótico; após o controle da infecção e avaliação das condições clínicas e ósseas, pode ser realizada uma nova cirurgia para implantação de outra prótese. Em situações específicas, entretanto, a reconstrução pode precisar ser adiada ou até não ser possível.

    Enquanto permanece sem a prótese, é comum haver dor, encurtamento do membro e grande dificuldade para caminhar. Porém, dor intensa não deve ser simplesmente tolerada: é necessário verificar se há infecção ainda ativa, fratura, instabilidade, problema no espaçador — caso exista — ou necessidade de ajuste do tratamento analgésico.

    Ele deve ser reavaliado com brevidade por um ortopedista especialista em cirurgia do quadril e, se houver suspeita de infecção, também por infectologista. É importante levar relatórios cirúrgicos, resultados das culturas, exames laboratoriais, radiografias e a relação dos antibióticos já utilizados. Não deve apoiar peso ou modificar medicamentos sem seguir a orientação da equipe responsável.

    Febre, calafrios, secreção pela ferida, vermelhidão crescente, confusão, piora súbita da dor ou incapacidade completa de movimentar o membro justificam atendimento de urgência.

    É necessário procurar um profissional habilitado para determinar a causa da retirada da prótese e planejar o tratamento definitivo. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Uma pessoa com protese em apenas um lado do quadril pode sentar no chão ou de perna de índio?

    Uma pessoa com protese em apenas um lado do quadril pode sentar no chão ou de perna de índio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Em alguns casos, uma pessoa com prótese em apenas um quadril pode sentar no chão ou permanecer com as pernas cruzadas, mas isso não deve ser liberado de forma automática para todos os pacientes.

    Essas posições exigem flexão e rotação importantes do quadril e podem aumentar o risco de luxação, especialmente nos primeiros meses após a cirurgia, em pacientes com menor estabilidade, fraqueza muscular ou determinados posicionamentos dos componentes. O risco também varia conforme a via cirúrgica utilizada e as orientações específicas do cirurgião.

    Mesmo após a recuperação, deve-se evitar forçar o quadril para alcançar a posição, fazer movimentos bruscos ou levantar-se do chão sem apoio. Caso exista dor, sensação de instabilidade, estalo doloroso ou dificuldade para sair da posição, a atividade deve ser interrompida.

    A liberação depende do tempo de cirurgia, do exame físico, da mobilidade e das radiografias de controle. É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para esclarecer quais movimentos são seguros no caso específico. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Estou com Tendinite no gluteo minimo em quadril esquerdo, associado a atrito da banda iliotibial. Po

    Estou com Tendinite no gluteo minimo em quadril esquerdo, associado a atrito da banda iliotibial. Posso fazer musculação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Em geral, é possível continuar fazendo musculação, e o fortalecimento costuma fazer parte do tratamento das tendinopatias dos glúteos. Entretanto, o treino deve ser adaptado, pois alguns exercícios podem aumentar a compressão dos tendões glúteos e o atrito na região lateral do quadril.

    Evite, inicialmente, exercícios que provoquem dor importante, como agachamentos muito profundos, avanço com grande amplitude, subida repetitiva em degraus, corrida, saltos, cruzar excessivamente as pernas e exercícios de abdução realizados com carga elevada ou técnica inadequada. Permanecer apoiado predominantemente sobre uma perna ou deitar diretamente sobre o lado doloroso também pode agravar os sintomas.

    A carga deve ser progressiva e orientada pela tolerância. Um desconforto leve durante o exercício pode ocorrer, mas a dor não deve aumentar de forma relevante durante o treino nem permanecer pior nas horas seguintes ou no dia seguinte. Fortalecimento de glúteos, musculatura do tronco e controle do movimento da pelve costuma ser mais útil quando prescrito de acordo com a fase da tendinopatia.

    Também é importante confirmar se o diagnóstico corresponde realmente a uma tendinopatia glútea, pois dor lateral no quadril pode ter outras causas associadas. Procure um profissional habilitado, preferencialmente ortopedista especialista em quadril ou fisioterapeuta, para avaliar o grau da lesão e adaptar os exercícios. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Boa noite tudo bem meu nome é Bruna sou professora de Educação física, sempre trabalhei em academia,

    Sou professora de Educação física, sempre trabalhei em academia, dança e não foquei muito no Personal. Hoje estou com 40 anos e com alguns probleminhas que descobri a 3 meses ...estou com o ligamento da cabeça do fêmur com ruptura total e o lábio do acetábulo com rupturas ...meu médico me proibiu de qualquer tipo de atividade física, nada de impacto fiquei muito triste ...pois em 2019 comecei a correr e estava amando , sempre fui ativa vou poder voltar a fazer corridas, caminhadas??? Academia , Pilates???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Rupturas do lábio acetabular e do ligamento da cabeça do fêmur não significam, necessariamente, que você nunca mais poderá praticar atividade física. A possibilidade de retorno depende principalmente da causa dessas lesões, da presença de impacto femoroacetabular, displasia, desgaste da cartilagem, instabilidade do quadril e da intensidade dos sintomas.

    Em muitos casos, o tratamento inicial inclui modificação temporária das atividades, fisioterapia específica e fortalecimento progressivo da musculatura do quadril e do tronco. Portanto, uma proibição absoluta e definitiva de qualquer exercício não costuma ser determinada apenas pelo resultado da ressonância. Entretanto, pode haver justificativa para uma suspensão temporária até que o diagnóstico seja melhor esclarecido e o quadril esteja menos doloroso. Programas de reabilitação não cirúrgica podem permitir retorno gradual às atividades em pacientes selecionados.

    Atividades de menor impacto, como bicicleta ergométrica, exercícios aquáticos, musculação adaptada e Pilates, podem ser possíveis, mas devem ser individualizadas. Corrida, saltos, dança de impacto, agachamentos profundos e movimentos repetitivos de rotação podem precisar ser interrompidos inicialmente. O retorno à corrida somente deve ser considerado após controle da dor, recuperação da força, ausência de claudicação e avaliação da anatomia do quadril.

    Também é importante saber que alterações labrais podem aparecer em exames mesmo em pessoas sem sintomas. Por isso, a decisão terapêutica não deve se basear apenas na expressão “ruptura total” ou no laudo da ressonância, mas na correlação entre sintomas, exame físico e imagens.

    Recomendo uma avaliação com ortopedista especialista em preservação do quadril ou artroscopia do quadril, levando as imagens completas, e não somente o laudo. Procure um profissional habilitado para definir quais exercícios estão permitidos e se há indicação de tratamento conservador ou cirúrgico. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Boa noite! Fiz a cirurgia de prótese de quadril faz 2 semanas e gostaria de saber se, é normal sent

    Boa noite!
    Fiz a cirurgia de prótese de quadril faz 2 semanas e gostaria de saber se, é normal sentir dor na virilha?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com duas semanas de uma artroplastia total do quadril, algum grau de dor na virilha pode ocorrer e fazer parte do pós-operatório, especialmente ao levantar, caminhar, movimentar a perna ou realizar os exercícios de fisioterapia. Essa dor pode estar relacionada à manipulação cirúrgica, ao edema e à recuperação da musculatura e dos tendões ao redor do quadril.

    Entretanto, o mais importante é observar a evolução. A tendência esperada é de melhora progressiva. Dor muito intensa, que piora continuamente, impede o apoio, surge após um estalo ou queda, ou vem acompanhada de febre, secreção na ferida, vermelhidão, aumento importante do inchaço ou encurtamento aparente da perna precisa de avaliação médica rápida.

    Não aumente exercícios nem modifique as orientações de apoio por conta própria. Mantenha as recomendações do cirurgião e da fisioterapia.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um profissional habilitado para esclarecer a causa da dor e confirmar se a evolução está adequada. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Meu esposo tem osteonecrose, já fez cirurgia colocou prótese na cabeça do fêmur em 2020 na perna dir

    Meu esposo tem osteonecrose, já fez cirurgia colocou prótese na cabeça do fêmur em 2020 na perna direita, esta agora com o mesmo problema na perna esquerda. Ele bebe cerveja quase todos os dias em grandes quantidades, nos finais de semana o consumo é em excesso. Gostaria de saber se Isso pode piorar o problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Sim. O consumo frequente e excessivo de álcool é um fator de risco reconhecido para osteonecrose da cabeça femoral e pode estar relacionado ao surgimento da doença no outro quadril. O risco tende a aumentar conforme a quantidade e a duração do consumo.

    O álcool pode favorecer alterações no metabolismo das gorduras, formação de depósitos nos pequenos vasos, lesão das células ósseas e redução da circulação sanguínea da cabeça do fêmur. Além disso, o consumo elevado pode prejudicar o fígado, a nutrição, a qualidade óssea, a cicatrização e aumentar os riscos anestésicos e pós-operatórios.

    Reduzir ou interromper o consumo não reverte uma área óssea que já sofreu necrose, mas é uma medida importante para diminuir fatores que podem contribuir para a progressão da doença, comprometimento de outras articulações e complicações de eventual cirurgia. A interrupção abrupta, porém, pode ser perigosa em pessoas com dependência alcoólica, devido ao risco de abstinência. Nesse contexto, a redução deve ser acompanhada por médico clínico, psiquiatra ou especialista em dependência química.

    Ele também deve ser avaliado por ortopedista especialista em quadril para determinar o estágio da osteonecrose esquerda, pois as possibilidades de preservação da articulação dependem principalmente de ainda não ter ocorrido colapso da cabeça femoral.

    É necessário procurar profissionais habilitados para avaliação ortopédica e orientação segura sobre o consumo de álcool. Permaneço à disposição para realizar a avaliação do quadril.


  • Quem tem osteonecrose pode beber todos o dias? Ou não pode beber nunca?

    Quem tem osteonecrose pode beber todos o dias? Ou não pode beber nunca?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Quem tem osteonecrose deve evitar o consumo diário de bebidas alcoólicas, especialmente em quantidades elevadas. O álcool é um fator de risco reconhecido para o desenvolvimento e a progressão da osteonecrose, e o risco tende a aumentar conforme a quantidade e a frequência do consumo.

    Isso não significa necessariamente que toda pessoa com osteonecrose esteja proibida de consumir qualquer quantidade de álcool pelo resto da vida. Entretanto, não existe uma quantidade comprovadamente segura capaz de garantir que a doença não piore. Por esse motivo, a recomendação mais prudente costuma ser interromper ou reduzir ao máximo o consumo, principalmente quando o álcool pode ter contribuído para a doença, quando há comprometimento dos dois quadris ou quando ainda existe possibilidade de preservar a articulação.

    O álcool também pode prejudicar o fígado, a qualidade óssea, a cicatrização e aumentar os riscos de medicamentos e de uma eventual cirurgia. Caso exista consumo diário ou dificuldade para parar, a interrupção abrupta pode provocar síndrome de abstinência e deve ser orientada por médico.

    É necessário procurar um ortopedista habilitado, preferencialmente especialista em quadril, e um clínico ou especialista em dependência química para orientação individualizada e segura. Permaneço à disposição para realizar a avaliação do quadril.


  • Vou fazer uma cirurgia na cabeça do fêmur vou colocar enxerto , quantos dias vou ficar internado, ai

    Vou fazer uma cirurgia na cabeça do fêmur vou colocar enxerto , quantos dias vou ficar internado,? ainda não é a prótese!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    O tempo de internação após uma cirurgia com enxerto na cabeça do fêmur varia conforme o procedimento realizado, a técnica utilizada, as condições clínicas do paciente e a evolução nas primeiras horas após a operação.

    Em muitos casos, a internação pode durar de 1 a 3 dias, mas esse período pode ser menor ou maior. Também é comum que o apoio do membro seja restringido por algumas semanas para proteger a área operada e favorecer a integração do enxerto. O tempo exato sem apoiar e o uso de muletas dependem da extensão da lesão e da técnica cirúrgica.

    A alta geralmente ocorre quando a dor está controlada, o paciente consegue se movimentar com segurança, não há sinais de complicações e as orientações de medicação e apoio já estão definidas.

    É necessário confirmar essas informações com o cirurgião responsável, pois somente ele conhece o procedimento planejado e suas condições clínicas. Procure um profissional habilitado para esclarecimento individualizado. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • eu passei pela cirurgia de descompressão de quadril a dez dias o médico disse para não por os pés no

    eu passei pela cirurgia de descompressão de quadril a dez dias o médico disse para não por os pés no chão por 6 semanas mesmo assim ainda sinto muita dor é normal no pós operatório?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com apenas dez dias de uma cirurgia de descompressão do quadril, é possível ainda apresentar dor, edema e dificuldade para movimentar o membro. A intensidade varia conforme a técnica utilizada, a extensão da lesão e a resposta individual ao procedimento. Entretanto, a tendência esperada é que a dor seja controlável com a medicação prescrita e apresente melhora progressiva.

    A orientação de permanecer seis semanas sem apoiar o pé deve ser seguida rigorosamente. O apoio precoce pode sobrecarregar a área operada, especialmente quando foram associados enxerto ósseo ou outros procedimentos de preservação da cabeça femoral. Mesmo apoiar parcialmente “só por alguns instantes” pode contrariar o protocolo determinado pelo cirurgião.

    Dor muito intensa, em piora, que não responde aos analgésicos prescritos ou acompanhada de febre, secreção pela incisão, vermelhidão crescente, aumento importante do inchaço, dor na panturrilha, dormência progressiva ou dificuldade para movimentar o pé não deve ser considerada apenas parte normal da recuperação. Nessas situações, entre em contato com a equipe cirúrgica ou procure atendimento com brevidade. Falta de ar ou dor no peito exigem atendimento de urgência.

    Não altere os medicamentos nem inicie anti-inflamatórios por conta própria, pois alguns cirurgiões podem restringi-los conforme a técnica e o processo de consolidação esperado.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um profissional habilitado para avaliar a intensidade e a evolução da dor e confirmar se o pós-operatório está adequado. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Uma pessoa com protese no quadril vai poder engachar um dia mais de que 90°?

    Uma pessoa com protese no quadril vai poder engachar um dia mais de que 90°?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Em muitos casos, após a recuperação de uma artroplastia total do quadril, o paciente pode voltar a flexionar o quadril além de 90°. Essa limitação costuma ser mais importante nas primeiras semanas ou meses, principalmente para reduzir o risco de luxação.

    Entretanto, a liberação não é igual para todos. Ela depende da via cirúrgica utilizada, do posicionamento dos componentes, da estabilidade da prótese, da força muscular e do histórico de luxações. Algumas pessoas conseguem agachar parcialmente ou até profundamente, enquanto outras devem evitar flexão extrema associada à rotação do quadril.

    Mais importante do que o ângulo isolado é não forçar o movimento, não realizar agachamento profundo de forma brusca e não permanecer em posições que provoquem dor, estalo ou sensação de instabilidade. O retorno deve ser gradual e, idealmente, orientado pelo cirurgião e pela fisioterapia.

    É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para avaliar sua mobilidade e definir quais movimentos são seguros no seu caso. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Boa noite, descobri que estou com esteonecrose e está comprometido 70% da cartilagem, tem algum trat

    Boa noite, descobri que estou com esteonecrose e está comprometido 70% da cartilagem, tem algum tratamento que posso tá fazendo para melhorar isso sem fazer cirurgia ? Posso estar praticando atividade física para melhorar a resistência do músculo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    A informação de que há “70% da cartilagem comprometida” precisa ser interpretada junto com as imagens, pois essa porcentagem, isoladamente, não define o estágio da osteonecrose nem a melhor conduta. Os fatores mais importantes são o tamanho e a localização da área de necrose, a presença de colapso da cabeça femoral e o grau de artrose já existente.

    O tratamento sem cirurgia pode ajudar a controlar a dor e manter a função, mas geralmente não recupera o osso já necrosado nem restaura a cartilagem perdida. Pode incluir redução de impacto e carga sobre o quadril, controle do peso, tratamento dos fatores causais, medicamentos analgésicos e fisioterapia orientada. Não existe medicação com eficácia comprovada para reverter de forma previsível uma osteonecrose extensa.

    Quando a cabeça femoral ainda não sofreu colapso, podem existir procedimentos de preservação do quadril, como a descompressão óssea, eventualmente associada a enxerto. Esses procedimentos apresentam melhores resultados nos estágios iniciais. Quando já há colapso importante e comprometimento da articulação, o tratamento conservador costuma ter objetivo apenas sintomático, e a artroplastia pode ser necessária conforme a dor e a limitação funcional.

    Atividade física pode ser realizada em muitos casos, mas deve ser adaptada. Exercícios de fortalecimento e manutenção da mobilidade podem ser úteis, preferencialmente com baixa carga e baixo impacto, como bicicleta ergométrica leve ou atividades aquáticas, conforme tolerância. Corrida, saltos, agachamentos profundos e exercícios que provoquem dor ou claudicação devem ser evitados até avaliação. Em algumas fases pode ser necessário reduzir o apoio ou utilizar muletas para proteger a cabeça femoral.

    É necessário procurar um ortopedista habilitado, preferencialmente especialista em quadril, levando as imagens completas da ressonância e das radiografias, para determinar o estágio da doença e estabelecer quais exercícios e tratamentos são seguros. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Fiz descompressao bilateral no quadril ano passado em julho, tenho doença falciforme , de janeiro pa

    Fiz descompressao bilateral no quadril ano passado em julho, tenho doença falciforme , de janeiro para cá comecei a sentir uma dor no trocanter do lado direito, fiz exames de imagens e apareceu uma calcificação no local próximo onde fiz os cortes para a cirurgia. Será que precisarei operar devido a essa calcificação ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Após cirurgias no quadril, especialmente em pessoas com doença falciforme, pode surgir calcificação nos tecidos ao redor do osso, algo relativamente conhecido após procedimentos cirúrgicos ou inflamações locais. Esse achado em exames nem sempre é a causa direta da dor e, em muitos casos, representa apenas uma reação do organismo ao trauma cirúrgico, podendo permanecer estável ou até regredir com o tempo.

    Na maioria das situações, a presença de calcificação isolada não indica necessidade de nova cirurgia. O tratamento costuma começar de forma conservadora, com controle da dor, ajustes de atividade e, quando indicado, fisioterapia direcionada. A cirurgia para retirada da calcificação é considerada apenas em casos específicos, quando a dor persiste apesar do tratamento clínico ou quando há limitação funcional importante, sempre após avaliação individualizada pelo ortopedista.


  • Já tenho uma prótese no quadril direito , mas vou ter que fazer também no quadril esquerdo.

    Já tenho uma prótese no quadril direito , mas vou ter que fazer também no quadril esquerdo. Quais as recomendações?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Ter uma prótese no quadril direito não impede, por si só, a realização de uma artroplastia total no quadril esquerdo. Muitos pacientes passam por cirurgia nos dois lados, em momentos diferentes, com boa recuperação funcional.

    Antes da segunda cirurgia, é importante avaliar se a prótese direita está estável, sem dor relevante e com força suficiente para auxiliar no apoio durante a recuperação do lado esquerdo. O planejamento também deve considerar estado clínico geral, controle de doenças como diabetes e hipertensão, condições cardíacas, qualidade óssea, risco de anemia, infecções dentárias ou urinárias e os medicamentos em uso, especialmente anticoagulantes.

    Enquanto aguarda a cirurgia, procure manter o peso adequado e realizar fortalecimento de braços, tronco e membros inferiores dentro dos limites da dor, pois isso pode facilitar o uso de andador ou muletas. Organize previamente o ambiente domiciliar, retirando tapetes e obstáculos, instalando apoio no banheiro e deixando objetos de uso frequente em locais acessíveis.

    Após a operação, siga rigorosamente as orientações sobre apoio, prevenção de trombose, cuidados com a cicatriz, fisioterapia e movimentos permitidos. A prótese já existente no lado direito pode ficar temporariamente mais sobrecarregada durante a recuperação; por isso, dor nova nesse lado deve ser comunicada ao cirurgião.

    Procure atendimento com maior rapidez se apresentar febre, secreção pela ferida, vermelhidão progressiva, dor intensa na panturrilha, falta de ar, dor no peito, queda ou incapacidade súbita de apoiar o membro.

    As recomendações específicas dependem da causa da cirurgia, das radiografias, do tipo de prótese já implantada e das condições clínicas individuais. É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente especialista em cirurgia do quadril, para planejamento pré-operatório e orientação personalizada. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Bom dia... descobri recentemente que tenho o impacto femoro-acetabular... hoje retornei a academia e

    Bom dia... descobri recentemente que tenho o impacto femoro-acetabular... hoje retornei a academia e foi me passado para fazer aquela cadeira abdutora... será que posso fazer normalmente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Em muitos casos, a cadeira abdutora pode ser utilizada por pessoas com impacto femoroacetabular, mas não deve ser feita automaticamente “normalmente” sem considerar o tipo de impacto, a amplitude do movimento e os sintomas provocados.

    O problema costuma ocorrer principalmente quando o quadril é colocado em posições de maior flexão e rotação, sobretudo se houver dor na virilha, sensação de pinçamento, estalos dolorosos ou limitação de mobilidade. Na cadeira abdutora, é importante ajustar o banco para evitar flexão excessiva do quadril, utilizar carga leve no início e não forçar uma amplitude que provoque dor.

    Se o exercício causar dor na virilha durante a execução, aumento da dor nas horas seguintes ou piora no dia seguinte, ele deve ser interrompido e reavaliado. O fortalecimento dos glúteos pode ser útil, mas muitas vezes precisa ser feito com exercícios e amplitudes adaptados à anatomia e ao estágio dos sintomas.

    O ideal é que o treino seja orientado por profissional que conheça o diagnóstico e, quando possível, integrado ao acompanhamento de fisioterapeuta e ortopedista. Procure um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para definir quais exercícios e amplitudes são seguros no seu caso. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Boa noite. Gostaria de saber por quanto tempo tenho que dormir com o travesseiro entre as pernas apó

    Boa noite. Gostaria de saber por quanto tempo tenho que dormir com o travesseiro entre as pernas após a cirurgia total de quadril.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    O tempo de uso do travesseiro entre as pernas após uma artroplastia total do quadril varia conforme a via cirúrgica, a estabilidade da prótese e as orientações do cirurgião. Em muitos protocolos, ele é utilizado ao dormir de lado durante aproximadamente 4 a 6 semanas, podendo ser mantido por até 8 a 12 semanas em alguns casos.

    O objetivo é evitar que as pernas se cruzem e que o quadril operado fique em uma posição de rotação ou adução excessiva, principalmente no período inicial, quando o risco de luxação é maior. Se dormir de barriga para cima, o travesseiro pode não ser necessário em todos os casos; se dormir de lado, ele deve permanecer entre os joelhos e, preferencialmente, também entre os tornozelos, mantendo as pernas alinhadas.

    Não suspenda essa precaução apenas com base no tempo de cirurgia, especialmente se ainda houver dor, fraqueza, sensação de instabilidade ou orientação específica para mantê-la. Também evite cruzar as pernas ou realizar movimentos bruscos ao virar-se na cama.

    É necessário confirmar o período exato com o cirurgião responsável ou procurar um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, pois as recomendações variam conforme cada cirurgia. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Boa tarde! Minha mãe fez uma cirurgia de colo do fêmur, colocando uma prótese. Ela tem 78 anos . Por

    Boa tarde! Minha mãe fez uma cirurgia de colo do fêmur, colocando uma prótese. Ela tem 78 anos. Por enquanto, estamos dando banho na cama. Ela operou há 8 dias, já pode sentar? Quanto tempo devemos esperar para que ela possa andar novamente? Um abençoado e Feliz Final de Ano para todos!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Boa tarde! Em geral, após cirurgia de colo do fêmur com colocação de prótese, sentar costuma ser liberado ainda nos primeiros dias, desde que com orientação da equipe médica e respeitando cuidados básicos de posição. Com 8 dias de cirurgia, muitos pacientes já podem sentar na cama ou na cadeira, desde que estejam confortáveis, com ajuda e seguindo as orientações específicas dadas pelo cirurgião e pela fisioterapia.

    Quanto a andar, na maioria dos casos o estímulo é precoce, frequentemente ainda durante a internação ou nos primeiros dias após a alta, com andador ou outro apoio. O ritmo da recuperação varia conforme o estado geral do paciente, força muscular e equilíbrio. O mais importante é seguir o plano definido pelo médico e pelo fisioterapeuta, pois isso reduz complicações e favorece uma recuperação mais segura. Um abençoado e Feliz Final de Ano para vocês também!


  • Minha mãe fez uma cirurgia pra colocar uma protese de quadril total faz 1 mês e alguns dias. Faz doi

    Minha mãe fez uma cirurgia pra colocar uma protese de quadril total faz 1 mês e alguns dias. Faz dois dias que está sentindo a nádega dela dolorida, seria normal? Tenho medo de ser luxação, mas n sente dores e a perna não está rotacionando e também n incurtou. Apenas esse incômodo
    mesmo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com aproximadamente um mês de artroplastia total do quadril, pode ocorrer dor muscular na região glútea, especialmente após aumento das caminhadas, exercícios ou fisioterapia. Essa dor isolada pode estar relacionada à recuperação dos músculos e tendões manipulados durante a cirurgia.

    Uma luxação da prótese geralmente provoca dor súbita e intensa, dificuldade ou incapacidade para movimentar e apoiar a perna e, muitas vezes, alteração da posição do membro, como rotação ou aparente encurtamento. Portanto, a ausência desses sinais torna uma luxação completa menos provável, mas não permite excluir outras alterações sem exame físico e, se necessário, radiografia. O risco de luxação é maior nos primeiros meses após a cirurgia.

    Oriente-a a reduzir temporariamente as atividades que estejam provocando o incômodo e a manter apenas os exercícios prescritos. Caso a dor seja leve e esteja melhorando, pode ser acompanhada até o retorno programado. Porém, se persistir, piorar ou limitar a marcha, é recomendável entrar em contato com o cirurgião responsável.

    Procurem atendimento com maior urgência se houver dor súbita intensa, estalo seguido de incapacidade para apoiar, deformidade ou rotação da perna, febre, secreção pela cicatriz, vermelhidão, inchaço importante ou falta de ar.

    É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente o cirurgião responsável ou um especialista em quadril, para examinar sua mãe e confirmar se a evolução está adequada. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Tenho coxaartose na anca esquerda posso fazer bicicleta estática e por quanto tempo

    Tenho coxaartose na anca esquerda, posso fazer bicicleta estática e por quanto tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Sim. De forma geral, a bicicleta estática costuma ser uma atividade bem tolerada por pessoas com coxartrose, porque é um exercício de baixo impacto, sem sobrecarga repetitiva no quadril. Quando feita de forma adequada, pode ajudar a manter a mobilidade da articulação, fortalecer a musculatura e melhorar a dor em muitos pacientes.

    Em relação ao tempo, normalmente orienta-se sessões curtas a moderadas, por exemplo 15 a 30 minutos, respeitando sempre o limite da dor. O ideal é usar carga leve, selim bem ajustado e evitar pedalar se houver aumento importante da dor durante ou após o exercício. A intensidade e a duração devem ser ajustadas de forma individual, conforme a resposta do corpo e a orientação do profissional que acompanha o caso.


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