Perguntas do paciente (60)

  • Depois da cirurgia artenecrose femural posso voltar treinar capoeira

    Depois da cirurgia artenecrose femural posso voltar treinar capoeira?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Após cirurgia por necrose avascular da cabeça do fêmur, a possibilidade de voltar à capoeira depende do tipo de cirurgia realizada (procedimento preservador ou prótese de quadril) e de como foi a recuperação. A capoeira envolve impacto, giros rápidos, agachamentos profundos e movimentos extremos do quadril, o que pode sobrecarregar a articulação operada. Por isso, nem todos os pacientes conseguem ou devem retornar à prática completa, especialmente se houver prótese.

    Em muitos casos, é possível considerar retorno parcial ou adaptado, evitando movimentos de alto impacto, sempre após liberação médica e reabilitação adequada. A decisão deve ser individualizada, levando em conta dor, força, mobilidade e segurança da articulação. Para definir o que é seguro no seu caso específico, o ideal é passar por uma avaliação com especialista em quadril. Se desejar, você pode marcar uma consulta comigo para discutir com mais precisão suas possibilidades e limites após a cirurgia.


  • Vou te que fazer cirurgia nos dois lados eu tenho como trabalhar normalmente em obras.em geral

    Vou ter que fazer cirurgia nos dois lados para prótese de quadril, eu tenho como trabalhar normalmente em obras?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Após a colocação de prótese total de quadril, muitas pessoas conseguem retomar a vida ativa, porém trabalhar normalmente em obras exige cuidados. Atividades como carregar peso, subir e descer escadas com frequência, andar em terrenos irregulares, agachar repetidamente ou trabalhar muitas horas em pé aumentam o desgaste da prótese e o risco de dor, instabilidade ou necessidade de nova cirurgia no futuro. Por isso, esse tipo de trabalho costuma ser mais desafiador após próteses nos dois lados.

    Em geral, alguns pacientes conseguem retornar a funções adaptadas ou menos pesadas, enquanto outros precisam restringir atividades físicas intensas para preservar o resultado da cirurgia. A liberação depende do tipo de trabalho realizado, da recuperação individual e do estado geral de saúde. Por se tratar de uma decisão importante, o ideal é passar por uma avaliação individual com especialista em quadril, para discutir expectativas, limites seguros e planejamento de retorno ao trabalho. Caso deseje, é possível agendar uma consulta comigo para analisar seu caso de forma personalizada.


  • Fiz um descompressão na cabeça do fêmur com enxerto , a 3 dias estou com muita dor , qto tempo de re

    Fiz um descompressão na cabeça do fêmur com enxerto , a 3 dias estou com muita dor , qto tempo de recuperação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com apenas três dias de uma descompressão da cabeça femoral associada a enxerto, é comum ainda haver dor importante, pois você está no período inicial do pós-operatório. Entretanto, a dor deve ser controlável com a medicação prescrita e, em geral, apresentar melhora progressiva ao longo dos primeiros dias.

    A recuperação total varia conforme o tamanho da área de osteonecrose, o tipo de enxerto e a técnica utilizada. Frequentemente, o apoio do membro é restringido por cerca de 6 a 12 semanas para proteger a cabeça femoral e permitir a integração do enxerto. A recuperação funcional costuma levar alguns meses, e o resultado definitivo pode demorar de 6 a 12 meses para ser avaliado. Esses prazos, porém, variam bastante entre os pacientes.

    Siga rigorosamente a orientação sobre não apoiar ou apoiar parcialmente o membro, mesmo que a dor diminua. Também não altere os analgésicos nem inicie anti-inflamatórios por conta própria, pois alguns protocolos podem restringi-los durante a consolidação óssea.

    Entre em contato com a equipe cirúrgica se a dor estiver muito intensa, piorando ou não responder aos medicamentos prescritos. Febre, secreção ou vermelhidão crescente na ferida, inchaço importante, dor na panturrilha, dormência progressiva, perda de força, falta de ar ou dor no peito exigem avaliação rápida.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um profissional habilitado para avaliar se a intensidade da dor está compatível com o procedimento realizado e esclarecer o protocolo de recuperação específico. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Boa noite, fiz artroplastia total estou na primeira semana. A sensação é que o lado com a prótese fi

    Boa noite, fiz artroplastia total estou na primeira semana. A sensação é que o lado com a prótese ficou maior que o outro lado . Sinto grande diferença na marcha. Alguém, por favor, pode me orientar uma vez que meu médico não me respondeu .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Na primeira semana após uma artroplastia total do quadril, é relativamente comum o paciente perceber a perna operada como “mais comprida”. Essa sensação pode ocorrer por edema, contratura muscular, inclinação da pelve, correção de um encurtamento que já existia antes da cirurgia e adaptação inicial da marcha.

    Isso não significa necessariamente que exista uma diferença real importante entre os membros. A avaliação confiável do comprimento das pernas costuma ser feita após redução do inchaço, melhora da postura e recuperação parcial da musculatura, por meio de exame físico e, quando necessário, radiografias.

    Neste momento, não utilize palmilha ou compensação por conta própria, pois isso pode reforçar uma adaptação inadequada. Mantenha o andador ou as muletas conforme orientação e não force uma marcha “normal” enquanto ainda houver dor, fraqueza ou insegurança.

    Entretanto, procure avaliação com maior urgência se houver dor súbita intensa, incapacidade de apoiar o membro, estalo, deformidade, rotação anormal da perna, encurtamento evidente, febre, secreção pela ferida ou piora rápida dos sintomas.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para avaliar a marcha, medir os membros e analisar as radiografias do pós-operatório. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Meu sogro fez cirurgia de prótese de quadril, pegou uma infecção após uma queda. Mesmo usando antibi

    Meu sogro fez cirurgia de prótese de quadril, pegou uma infecção após uma queda. Mesmo usando antibiótico por um longo período, a infecção permanece. Foi indicado retirar a prótese e colocar um espaçador. Ele vai conseguir andar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Em muitos casos, sim: após a retirada da prótese e colocação de um espaçador, o paciente consegue ficar em pé e caminhar com auxílio de andador ou muletas. Entretanto, a capacidade de apoio depende do tipo de espaçador utilizado, da qualidade do osso, da estabilidade obtida na cirurgia e das orientações específicas do cirurgião.

    Os espaçadores articulados permitem algum movimento do quadril e podem possibilitar marcha protegida durante o tratamento da infecção. Porém, eles são temporários e não possuem a mesma resistência ou estabilidade de uma prótese definitiva. Por isso, o apoio pode ser parcial ou até proibido em determinadas situações. Existem riscos de luxação, fratura do espaçador e fratura do fêmur, sobretudo quando há perda óssea ou apoio excessivo.

    Geralmente, esse procedimento corresponde à primeira etapa de um tratamento em dois tempos: retirada da prótese infectada, limpeza cirúrgica, colocação do espaçador com antibiótico e tratamento antimicrobiano direcionado. Após o controle da infecção e avaliação das condições clínicas e ósseas, pode ser realizada uma segunda cirurgia para colocação de uma nova prótese.

    Durante o período com espaçador, é comum haver dor, dificuldade para caminhar, encurtamento do membro e necessidade de ajuda para atividades diárias. A fisioterapia deve respeitar rigorosamente a restrição de apoio estabelecida pela equipe. Ele não deve tentar caminhar sem auxílio ou aumentar a carga por conta própria.

    Febre, secreção pela ferida, vermelhidão progressiva, piora importante da dor, estalo, deformidade, encurtamento súbito da perna ou incapacidade de movimentá-la exigem avaliação rápida.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um profissional habilitado, preferencialmente especialista em revisão de prótese e infecção do quadril, para esclarecer qual espaçador será utilizado e quanto apoio será permitido. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Boa noite. Me chamo silvana Tenho 54 anos e tenho osteonecrose na bacia, se eu malhar isso pode a

    Boa noite.
    Tenho 54 anos e tenho osteonecrose na bacia, se eu malhar isso pode agravar mais minha situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    A musculação não é necessariamente proibida em quem tem osteonecrose, mas o treino precisa ser adaptado. O risco de piora depende principalmente do local exato da lesão, do estágio da doença, da presença de colapso ósseo ou artrose e da intensidade da dor.

    Em geral, exercícios de baixo impacto e fortalecimento controlado podem ajudar a preservar a musculatura, melhorar a estabilidade do quadril e manter o condicionamento. Por outro lado, cargas elevadas, agachamentos profundos, leg press com grande amplitude, corrida, saltos e exercícios que aumentem a dor ou provoquem mancar podem sobrecarregar a articulação.

    É importante esclarecer também o que foi chamado de “osteonecrose na bacia”, pois a localização mais frequente é a cabeça do fêmur. A orientação muda conforme as radiografias e a ressonância, especialmente se já houver colapso da cabeça femoral.

    Até ser avaliado, prefira cargas leves, movimentos sem dor e atividades de baixo impacto. Interrompa o exercício se houver piora da dor, aumento da claudicação ou dificuldade para apoiar o membro.

    É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente ortopedista especialista em quadril, para confirmar o estágio da osteonecrose e definir quais exercícios são seguros. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Bom dia, meu exame deu calcificação de partes moles periarticular coxo femural direita, onde tenho p

    Bom dia, meu exame deu calcificação de partes moles periarticular coxo femural direita, onde tenho prótese total de quadril direito e tenho dores do meio da coxa para o joelho principalmente quando faço algum tipo de esforço a mais, qual seria o tratamento??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    A expressão “calcificação de partes moles periarticulares” pode corresponder, em alguns casos, à ossificação heterotópica, que é a formação de tecido ósseo ao redor do quadril após a cirurgia. Entretanto, o achado precisa ser avaliado diretamente nas radiografias, pois nem toda calcificação é responsável pelos sintomas.

    O tratamento depende do tamanho e da localização da calcificação, da limitação dos movimentos e da causa da dor. Quando o achado é pequeno e não limita o quadril, pode ser indicado acompanhamento, ajuste das atividades, fisioterapia e controle da dor. Calcificações extensas, que provoquem rigidez importante ou dor persistente, podem eventualmente exigir retirada cirúrgica, mas essa decisão é reservada para casos selecionados.

    A dor do meio da coxa até o joelho também pode ter outras origens, como sobrecarga muscular, alteração da marcha, problemas na coluna lombar, joelho ou até alguma condição relacionada à haste femoral da prótese. Portanto, não é seguro atribuir toda a dor apenas à calcificação descrita no exame.

    Recomendo evitar esforços que desencadeiem dor até ser reavaliado. Não utilize anti-inflamatórios ou faça fisioterapia agressiva por conta própria, pois o tratamento deve considerar o tempo da cirurgia, o tipo de prótese e suas condições clínicas.

    É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente ortopedista especialista em quadril, levando as radiografias atuais e anteriores para comparação e avaliação da fixação da prótese. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • No pós operatório a pessoa anda normalmente ou tem que ficar na cama?

    No pós operatório de colocação de prótese de quadril a pessoa anda normalmente ou tem que ficar na cama?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Após a colocação de prótese de quadril, o mais comum hoje não é ficar na cama. Sempre que o estado clínico permite, o paciente é estimulado a sentar e andar precocemente, geralmente já no primeiro ou segundo dia após a cirurgia, com auxílio de andador ou muletas e acompanhamento da fisioterapia. Essa mobilização precoce ajuda a reduzir complicações e favorece uma recuperação mais rápida.

    O ritmo da recuperação varia de pessoa para pessoa, mas a maioria não precisa permanecer acamada. O retorno gradual à marcha faz parte do tratamento e é ajustado conforme dor, equilíbrio e força muscular. Para orientar corretamente esse processo e esclarecer dúvidas específicas sobre o pós-operatório, o ideal é uma avaliação com especialista em quadril. Se desejar, você pode marcar uma consulta comigo para receber orientações individualizadas.


  • Tenho 17 dias que mi submeti a cirurgia de artoplastia total de quadril e estou com a perna inchada

    Tenho 17 dias que mi submeti a cirurgia de artoplastia total de quadril e estou com a perna inchada é normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com 17 dias de uma artroplastia total do quadril, algum grau de inchaço na perna pode ocorrer e ainda fazer parte do pós-operatório, principalmente após caminhar, permanecer muito tempo sentado ou em pé e realizar fisioterapia. O esperado, porém, é que esse inchaço apresente melhora gradual.

    Inchaço importante, assimétrico ou em piora, sobretudo quando acompanhado de dor na panturrilha, vermelhidão, calor local, endurecimento da perna ou aumento súbito da dor, precisa de avaliação médica para afastar trombose venosa. Falta de ar, dor no peito, palpitações ou mal-estar exigem atendimento de urgência.

    Também devem ser avaliados com brevidade febre, secreção pela cicatriz, vermelhidão ao redor da ferida, incapacidade de apoiar o membro ou piora progressiva da dor.

    Mantenha as orientações de mobilização, medicação e prevenção de trombose prescritas pelo cirurgião e não faça massagens na perna nem altere anticoagulantes por conta própria.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um profissional habilitado para examinar a perna e definir se o inchaço está dentro do esperado ou se são necessários exames complementares. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Quem toma medicamento a base de bifosfonato pode fazer cirurgia da cabeça do femur

    Quem toma medicamento a base de bifosfonato pode fazer cirurgia da cabeça do femur

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    De forma geral, o uso de medicamentos à base de bifosfonatos não impede automaticamente a realização de cirurgia na cabeça do fêmur, incluindo cirurgias do quadril ou prótese. Esses remédios são usados para tratar osteoporose e outras doenças ósseas e, na maioria dos casos, a cirurgia pode ser feita com segurança, desde que o médico conheça o histórico completo do paciente.

    O que pode mudar é o planejamento cirúrgico e o acompanhamento, pois o tempo de uso do bifosfonato, a dose e o tipo de medicamento podem influenciar a cicatrização óssea e o risco de algumas complicações raras. Por isso, a decisão deve ser sempre individualizada, após avaliação clínica e dos exames. Para esclarecer se há algum cuidado específico no seu caso, o ideal é uma consulta com especialista em quadril; se desejar, você pode agendar uma consulta comigo para uma orientação mais precisa.


  • Tenho 67 estou aguardando para fazer a cirurgia. Somente do lado esquerdo. Gostaria de saber, quando

    Tenho 67 estou aguardando para fazer a cirurgia. Somente do lado esquerdo. Gostaria de saber, quando não é recomendada a cirurgia..... ou se isso não acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    A cirurgia de prótese de quadril costuma ser recomendada quando a dor e a limitação funcional passam a interferir de forma importante na qualidade de vida e quando os tratamentos clínicos já não trazem alívio adequado. A idade, por si só, não é um impedimento, e muitas pessoas com mais de 60 anos se beneficiam bastante do procedimento.

    Por outro lado, a cirurgia pode não ser indicada em algumas situações, como quando a dor ainda é controlável com tratamento conservador, quando existem condições clínicas graves que aumentam muito o risco cirúrgico, ou quando o paciente não consegue participar do processo de reabilitação. Cada caso precisa ser avaliado de forma individual. Para esclarecer se a cirurgia é realmente a melhor opção no seu momento, o ideal é passar por uma avaliação com especialista em quadril; se quiser, você pode marcar uma consulta comigo para analisar seu caso com mais detalhes.


  • Quais os sintomas de desgaste da prótese de quadril?

    Quais os sintomas de desgaste da prótese de quadril?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    O desgaste da prótese de quadril costuma se manifestar de forma gradual. Os sintomas mais comuns são dor no quadril ou na virilha, que antes não existia ou estava controlada, piora progressiva da dor ao caminhar, sensação de instabilidade, diminuição da força, claudicação (mancar) e, em alguns casos, dor irradiada para a coxa ou joelho. Estalos, sensação de “folga” no quadril e redução da mobilidade também podem ocorrer ao longo do tempo.

    É importante destacar que nem toda dor em quem tem prótese significa desgaste, podendo estar relacionada a músculos, tendões ou coluna. A confirmação depende de avaliação clínica e exames de imagem. Por isso, diante de dor persistente ou mudança no padrão de funcionamento do quadril, é recomendado procurar um especialista em quadril para investigação adequada. Se desejar, você pode marcar uma consulta comigo para avaliar seu caso de forma individualizada.


  • Fiz uma cirurgia de protese do total do quadril e há dois dias sinto dor no glúteo e dói um pouco pa

    Fiz uma cirurgia de protese do total do quadril e há dois dias sinto dor no glúteo e dói um pouco para sentar e andar, pode ser algum problema na protese ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Dor no glúteo após uma artroplastia total do quadril pode ter origem muscular ou tendínea, especialmente após aumento das caminhadas, fisioterapia, mudança da forma de sentar ou algum esforço diferente. Isso não significa, necessariamente, que exista um problema na prótese.

    Entretanto, não é possível excluir alterações relacionadas à cirurgia apenas pela descrição. A necessidade de investigação depende do tempo de pós-operatório, da intensidade da dor e da presença de outros sinais. Dor nova, progressiva, que dificulta o apoio ou surgiu após queda, torção ou estalo merece avaliação.

    Procure atendimento mais rapidamente se houver dor súbita intensa, incapacidade de caminhar, deformidade ou rotação anormal da perna, encurtamento aparente, febre, vermelhidão, secreção pela cicatriz, aumento importante do inchaço ou dor na panturrilha.

    Até ser avaliado, reduza temporariamente as atividades que provocam dor e mantenha apenas os exercícios já orientados pela equipe. É necessário procurar o cirurgião responsável ou um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para exame físico e, se indicado, radiografia. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Estou tendinite e bursite Quadril posso fazer caminhada ??

    Estou tendinite e bursite Quadril, posso fazer caminhada ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Em muitos casos, quem apresenta tendinite e bursite no quadril pode fazer caminhada, mas a atividade deve ser ajustada conforme a intensidade da dor. Caminhadas prolongadas, subidas, escadas e passos muito largos podem agravar os sintomas da região lateral do quadril.

    Prefira inicialmente trajetos curtos e planos, em ritmo confortável. Uma opção é começar com cerca de 10 minutos e aumentar gradualmente, desde que não haja piora importante durante a caminhada, à noite ou no dia seguinte. Caso a atividade provoque dor intensa, aumento da claudicação ou piora persistente, reduza a distância ou interrompa temporariamente.

    Evitar completamente qualquer movimento também nem sempre é a melhor conduta. O tratamento costuma incluir modificação das atividades e fortalecimento progressivo da musculatura do quadril, preferencialmente orientado por fisioterapeuta.

    É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente ortopedista especialista em quadril ou fisioterapeuta, para confirmar a causa da dor e estabelecer a intensidade segura de caminhada. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Meu nome é Bruna, fiz uma cirurgia de artroplastia de quadril à 3 anos,recuperei super bem,mas à um

    Meu nome é Bruna, fiz uma cirurgia de artroplastia de quadril à 3 anos,recuperei super bem,mas à um mês sinto dor na região e cãibra e dor no bumbum.E acontece sempre quando fico um tempo sentada e levanto em seguida e quando caminho uma longa distância. Gostaria de saber se é normal ou se preciso de uma avaliação .Grata

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Bruna, após três anos de uma artroplastia total do quadril, o surgimento de dor nova, cãibras e desconforto na região glútea não deve ser considerado automaticamente normal, principalmente quando os sintomas persistem há cerca de um mês.

    Esse quadro pode ter origem muscular ou tendínea, estar relacionado à coluna lombar, à alteração da marcha ou à sobrecarga após permanecer sentada e voltar a caminhar. Entretanto, também é necessário avaliar a prótese e afastar causas como soltura dos componentes, desgaste, inflamação ao redor do quadril ou infecção de apresentação tardia. Não é possível definir a origem apenas pela descrição.

    Como a dor aparece ao levantar após ficar sentada e após caminhadas longas, recomendo reduzir temporariamente as atividades que desencadeiam os sintomas e agendar avaliação com ortopedista. Pode ser necessário examinar a marcha, a força muscular e realizar radiografias de controle, comparando-as com exames anteriores.

    Procure atendimento mais rapidamente se houver piora progressiva, incapacidade de apoiar o membro, febre, vermelhidão, inchaço, dor noturna importante, encurtamento da perna ou dor após queda.

    É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para esclarecer a causa da dor e definir o tratamento adequado. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Bom dia! Meu marido fez cirurgia de quadril, no caso a artroplastia total. Tem 2 meses, a queixa del

    Bom dia! Meu marido fez cirurgia de quadril, no caso a artroplastia total. Tem 2 meses, a queixa dele a é falta de desequilíbrio. Será que pode me dizer se é normal ele sentir isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Com dois meses de uma artroplastia total do quadril, ainda pode haver fraqueza muscular, insegurança para caminhar e alteração do equilíbrio, especialmente durante a retirada progressiva de andador, muletas ou bengala. A recuperação da força e do controle da marcha pode levar alguns meses, e exercícios orientados de equilíbrio e fortalecimento fazem parte da reabilitação.

    Entretanto, “desequilíbrio” não deve ser atribuído automaticamente apenas à cirurgia. É importante esclarecer se ele sente instabilidade da perna operada, tontura, sensação de desmaio, fraqueza, alteração da visão ou perda de equilíbrio geral. Medicamentos, queda da pressão, anemia, alterações neurológicas ou vestibulares e outras condições também podem causar esse sintoma.

    Enquanto não for avaliado, ele deve continuar utilizando o apoio necessário para caminhar com segurança e evitar andar sem auxílio caso ainda esteja mancando ou inseguro. Também é importante retirar tapetes e obstáculos do ambiente, utilizar corrimãos e evitar escadas sem acompanhamento, pois quedas após uma prótese podem causar complicações graves.

    Recomendo contato com o cirurgião e avaliação pela fisioterapia para examinar força, marcha e equilíbrio. Procurem atendimento com maior rapidez se houver piora súbita, queda, perda de força, fala alterada, confusão, desmaio, dor de cabeça intensa, dor súbita no quadril ou incapacidade para apoiar o membro.

    É necessário procurar um profissional habilitado para esclarecer a origem do desequilíbrio e confirmar se a recuperação está adequada. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Vou fazer uma descompressão da cabeça do femor e queria saber a recuperação disso é poucos dias ?

    Vou fazer uma descompressão da cabeça do femor e queria saber a recuperação disso é poucos dias ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    A recuperação de uma descompressão da cabeça do fêmur geralmente não ocorre em poucos dias. Embora a internação muitas vezes seja curta, a recuperação funcional costuma levar semanas a meses.

    O período sem apoiar ou com apoio parcial do membro pode variar aproximadamente de 4 a 12 semanas, conforme o estágio da osteonecrose, a técnica utilizada e a associação ou não de enxerto ósseo. Nesse período, costuma ser necessário o uso de muletas ou andador. O retorno ao trabalho também varia: atividades administrativas podem ser retomadas mais cedo, enquanto trabalhos com esforço físico normalmente exigem afastamento maior.

    Dor e limitação são esperadas inicialmente, mas devem melhorar progressivamente. O resultado definitivo do procedimento pode levar vários meses para ser avaliado, pois a intenção é preservar a cabeça femoral e reduzir o risco de progressão da osteonecrose.

    É importante seguir rigorosamente as orientações sobre apoio, medicações, curativo e fisioterapia. Febre, secreção pela ferida, dor em piora, inchaço importante, dor na panturrilha, falta de ar ou perda de força exigem avaliação rápida.

    É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para esclarecer o protocolo exato da sua cirurgia e o tempo esperado de recuperação. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Olá pessoal , boa tarde ! Geralmente qual é o tempo de recuperação para quem faz a descompressão

    Olá pessoal , boa tarde !

    Geralmente qual é o tempo de recuperação para quem faz a descompressão da cabeça do fêmur . Após a cirurgia quanto tempo posso voltar a andar normal ? Preciso fazer fisoterapia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    O tempo de recuperação após a descompressão da cabeça do fêmur varia conforme o estágio da osteonecrose, a técnica utilizada e a associação ou não de enxerto ósseo. Em geral, não é uma recuperação de poucos dias.

    Frequentemente, o paciente precisa utilizar muletas e permanecer sem apoio ou com apoio parcial no membro operado por cerca de 4 a 12 semanas. A progressão para apoio total e marcha sem auxílio deve ser autorizada pelo cirurgião, geralmente após avaliação clínica e radiográfica. Voltar a caminhar “normalmente” pode levar alguns meses, especialmente quando há fraqueza muscular ou quando foi utilizado enxerto.

    A fisioterapia costuma ser indicada, mas seu início, intensidade e objetivos variam conforme o procedimento. Inicialmente, pode envolver exercícios para circulação, manutenção da mobilidade e prevenção de perda muscular. Posteriormente, são introduzidos fortalecimento, treino de marcha e equilíbrio. Não se deve antecipar a carga ou realizar exercícios mais intensos por conta própria, pois isso pode comprometer a área tratada.

    Também é importante compreender que o resultado definitivo da descompressão pode levar vários meses para ser avaliado, e o procedimento não garante que a osteonecrose não progrida.

    É necessário procurar o cirurgião responsável ou um profissional habilitado, preferencialmente especialista em quadril, para receber o protocolo específico de apoio e fisioterapia conforme a técnica realizada. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Eu estou com uma sequela de osteonecrose da cabeça femoral da perna direita e esquerda. Porem a esqu

    Eu estou com uma sequela de osteonecrose da cabeça femoral da perna direita e esquerda. Porem a esquerda se recuperou e não tenho mais limitações nela. A direita dei artrose mas, também não sinto mais dores nele. Eu poderia voltar ao trabalhar normalmente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    A ausência de dor e de limitações no momento é um sinal favorável, mas não é suficiente, isoladamente, para confirmar que você pode retornar a qualquer tipo de trabalho sem restrições. Essa decisão depende principalmente do grau de artrose no quadril direito, da mobilidade, da força muscular, da forma de caminhar e das exigências da sua atividade profissional.

    Trabalhos administrativos ou com baixo esforço físico costumam permitir retorno mais facilmente. Já atividades com levantamento de peso, agachamentos repetitivos, escadas, longos períodos em pé, impacto ou risco de quedas podem exigir adaptações, mesmo que você esteja sem dor atualmente.

    Também é importante esclarecer que a osteonecrose e a artrose podem permanecer estruturais mesmo quando os sintomas melhoram. Por isso, o ideal é realizar avaliação clínica e radiografias de controle antes do retorno, principalmente se o afastamento foi prolongado ou se o trabalho exige esforço físico.

    Caso seja liberado, o retorno pode ser gradual, observando o surgimento de dor na virilha, cansaço excessivo, claudicação ou redução da mobilidade. Dependendo da profissão, pode ser necessário também parecer do médico do trabalho.

    É necessário procurar um profissional habilitado, preferencialmente ortopedista especialista em quadril, para avaliar sua capacidade funcional e definir se existem restrições específicas. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


  • Meu marido tem 72 anos e fez uma gilderstone em janeiro por causa de uma fratura espontânea no colo

    Meu marido tem 72 anos e fez uma gilderstone em janeiro por causa de uma fratura espontânea no colo do fêmur que demorou muito a ser descoberta, gerando uma necrose.
    É possível que vá colocar prótese ainda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins

    Sim, em alguns casos é possível realizar posteriormente uma artroplastia total do quadril após uma cirurgia de Girdlestone. A idade de 72 anos, isoladamente, não impede a colocação de uma prótese.

    Entretanto, essa é uma cirurgia de reconstrução mais complexa do que uma artroplastia primária. A possibilidade e o resultado dependem da causa pela qual a Girdlestone foi realizada, da quantidade e qualidade do osso remanescente, da condição da musculatura do quadril, do grau de encurtamento do membro e das condições clínicas gerais do paciente. Estudos mostram que a conversão para prótese pode melhorar dor e função em pacientes selecionados, mas apresenta complexidade e riscos semelhantes aos de uma cirurgia de revisão do quadril.

    Também é fundamental esclarecer se havia ou ainda existe infecção. Quando há suspeita de infecção ativa, geralmente não se deve implantar uma prótese definitiva antes de confirmar seu controle. Podem ser necessários exames de sangue, punção do quadril, culturas e avaliação conjunta com infectologista.

    Nem todos os pacientes conseguem recuperar uma marcha completamente normal após a reconstrução, especialmente quando há perda óssea, fraqueza muscular importante ou longo período sem a articulação. Ainda assim, uma nova prótese pode ser considerada quando há dor, grande dificuldade para caminhar e condições técnicas e clínicas favoráveis.

    Recomendo que ele seja avaliado por um ortopedista especialista em cirurgia de revisão do quadril, levando radiografias, tomografias, relatório da cirurgia de Girdlestone e resultados de culturas ou exames relacionados a infecção. Procure um profissional habilitado para esclarecer a viabilidade e os riscos da reconstrução. Permaneço à disposição para realizar essa avaliação.


Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.