Perguntas do paciente (43)
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Trabalho c crianças e comecei a ter crise de pânico. Nao gosto delas. Como lidar c isso ja q preciso
Trabalho c crianças e comecei a ter crise de pânico. Nao gosto delas. Como lidar c isso ja q preciso trabalhar. Estou de licença médica mas ja estou sofrendo por ter q voltar.
Tenho depressão bem forte tbm.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O tratamento do transtorno do pânico é baseado em uma abordagem integrativa que combina psicoterapia (principalmente a Terapia Cognitivo-Comportamental - TCC), intervenções comportamentais e, em alguns casos, o uso de medicação. O objetivo do tratamento é reduzir os ataques de pânico, ajudar a pessoa a compreender e gerenciar seus gatilhos e melhorar sua qualidade de vida.
1. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
A TCC é a abordagem mais eficaz para o tratamento do transtorno do pânico. Ela trabalha com os padrões de pensamento, emoções e comportamentos que mantêm o transtorno.
Como funciona a TCC no transtorno do pânico?
• Psicoeducação:
O terapeuta explica o que são os ataques de pânico e como eles funcionam, mostrando que os sintomas físicos intensos (como palpitações ou sensação de sufocamento) são respostas naturais ao estresse, não sinais de algo grave.
• Exemplo: Ensinar que o coração acelerado não é um “ataque cardíaco”, mas uma ativação normal do sistema de luta ou fuga.
• Identificação de pensamentos automáticos e catastróficos:
A pessoa aprende a identificar pensamentos que disparam ou intensificam os ataques de pânico, como “vou perder o controle” ou “vou morrer”. Esses pensamentos são reestruturados para se tornarem mais realistas e funcionais.
• Exemplo: Substituir “não consigo respirar” por “estou hiperventilando, e isso vai passar”.
• Exposição interoceptiva:
Uma técnica fundamental no tratamento do pânico é a exposição gradual aos sintomas físicos temidos (como tontura ou palpitações). Isso ajuda a pessoa a perder o medo das sensações corporais associadas ao pânico.
• Exemplo: Simular sintomas em um ambiente controlado, como girar para sentir tontura, para mostrar que essas sensações não são perigosas.
• Exposição situacional:
Muitas pessoas com transtorno do pânico desenvolvem agorafobia (medo de situações ou lugares onde um ataque de pânico pode ocorrer). A exposição gradual a esses lugares ajuda a reduzir a evitação e o medo.
• Exemplo: Alguém que evita mercados pode começar visitando brevemente um local menos movimentado e, aos poucos, aumentar a exposição.
• Técnicas de relaxamento e regulação emocional:
Ensinar estratégias como respiração diafragmática e mindfulness para ajudar a reduzir a ansiedade e prevenir ataques de pânico.
2. Medicamentos
Em alguns casos, especialmente quando os ataques são frequentes e muito incapacitantes, o médico pode prescrever medicamentos para ajudar no controle dos sintomas. Os mais comuns incluem:
• Antidepressivos:
• ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina), como fluoxetina, sertralina ou escitalopram.
• IRSN (Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina), como venlafaxina.
• Esses medicamentos ajudam a reduzir a frequência e intensidade dos ataques de pânico e controlar a ansiedade geral.
• Ansiolíticos:
• Benzodiazepínicos (como clonazepam ou alprazolam) podem ser usados por curtos períodos, para crises agudas, mas não são recomendados para uso prolongado devido ao risco de dependência.
3. Estratégias comportamentais e de autocuidado
A implementação de hábitos saudáveis ajuda a complementar a psicoterapia e medicação. Isso inclui:
• Prática de exercícios físicos:
O exercício reduz o estresse e a ansiedade, além de ajudar a pessoa a se sentir mais confortável com o aumento da frequência cardíaca, que muitas vezes é um gatilho de pânico.
• Sono regular:
Um padrão de sono saudável ajuda a regular o sistema nervoso e reduzir a sensibilidade ao estresse.
• Redução de estimulantes:
Evitar cafeína, nicotina ou outros estimulantes que podem intensificar os sintomas físicos associados ao pânico.
• Alimentação equilibrada:
Comer de forma regular e nutritiva para evitar quedas nos níveis de açúcar no sangue, que podem causar sintomas físicos semelhantes à ansiedade.
4. Apoio social e familiar
Apoio de pessoas próximas é essencial. A família e amigos podem:
• Validar os sentimentos da pessoa e não minimizar os ataques.
• Evitar reforçar comportamentos de evitação,
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Qual é o melhor remédio para a Fobia Social? Além do acompanhamento com psicólogo
Qual é o melhor remédio para a Fobia Social? Além do acompanhamento com psicólogo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá , boa tarde! Não existe um remedio melhor para fobia, pois existe vários ótimos . O que oriento é voce passar por uma avaliação, e valiar o que se ajusta melhor a voce e o seu coprpo, pois dependendo do caso, a terapia já ajuda muito, sem necessidade de medicação de fato. um abraço, Glaucia Grivol Bauer
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O medico disse que sindrome do pânico, transtorno de ansiedade generalizada e depressão são comorbidade
O medico disse que sindrome do pânico, transtorno de ansiedade generalizada e depressão são comorbidade (pessoa é diagnosticada com síndrome de asperger). O que seria comorbidades? Muito obrigada!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Comorbidades são condições ou transtornos que ocorrem ao mesmo tempo em uma mesma pessoa. Quando falamos de saúde mental, isso significa que uma pessoa pode ser diagnosticada com mais de um transtorno psicológico ou psiquiátrico, e esses transtornos podem estar interligados, influenciando-se mutuamente.
No caso que você descreveu, a síndrome de Asperger (agora inserida dentro do espectro do transtorno do espectro autista, ou TEA) pode frequentemente apresentar comorbidades como:
• Transtorno do pânico: Episódios de ansiedade intensa e súbita, acompanhados por sintomas físicos (como palpitações e falta de ar) e medo de “perder o controle”.
• Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): Um estado de preocupação constante e excessiva com várias áreas da vida, mesmo sem motivos claros para isso.
• Depressão: Sentimentos persistentes de tristeza, perda de interesse em atividades e baixa autoestima, que podem ser agravados por dificuldades sociais ou sensoriais associadas ao TEA.
Essas comorbidades são comuns em pessoas com Asperger porque, além das características próprias do transtorno, como dificuldade na comunicação social e maior sensibilidade a estímulos, elas podem enfrentar desafios diários que aumentam os níveis de estresse emocional, ansiedade e isolamento.
Por que as comorbidades acontecem?
As comorbidades podem surgir por diferentes razões:
1. Vulnerabilidade compartilhada: Algumas alterações neurológicas ou genéticas podem aumentar a chance de desenvolver mais de uma condição.
2. Impacto do Asperger na vida social e emocional: As dificuldades para interpretar contextos sociais ou lidar com estímulos intensos podem gerar estresse crônico, que pode evoluir para transtornos de ansiedade ou depressão.
3. Interação entre transtornos: Uma condição pode agravar outra. Por exemplo, o isolamento social causado por sintomas do Asperger pode aumentar o risco de depressão.
Como lidar com comorbidades?
É importante tratar tanto o transtorno principal (neste caso, o Asperger) quanto as condições associadas, como o transtorno do pânico, TAG ou depressão. O tratamento geralmente envolve:
• Psicoterapia: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a gerenciar a ansiedade e os sintomas de pânico, enquanto também promove estratégias para lidar com o Asperger.
• Medicação: Antidepressivos ou ansiolíticos podem ser prescritos, se necessário, para aliviar sintomas mais graves.
• Técnicas de regulação emocional: Mindfulness, exercícios físicos e atividades que promovam bem-estar.
• Apoio especializado: Psicólogos ou terapeutas com experiência no TEA e suas comorbidades podem ajudar com estratégias específicas.
Conclusão
Comorbidades indicam que mais de um transtorno está presente ao mesmo tempo, mas isso não significa que o tratamento será mais difícil. Pelo contrário, identificar todas as condições envolvidas permite criar um plano de cuidado mais abrangente e eficaz, promovendo qualidade de vida para a pessoa diagnosticada.
Perguntas frequentes
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