Perguntas do paciente (661)
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Estou tomando bup 150 2 vezes ao dia de 12 em 12 horas, já faz uns 3 anos. Devez em quando tenho ins
Estou tomando bup 150 2 vezes ao dia de 12 em 12 horas, já faz uns 3 anos. Devez em quando tenho insônia, irritabilidade e mente acelerada, inclusive a noite. Acontece que percebi alguns lapsos de memória também, como perder as chaves, esquecer o gás ligado, dar a descarga, etc.
Tenho 63 anos e nunca tive problemas de memória, será o efeito do bup?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ter relação, principalmente se a segunda tomada estiver ficando tarde. A bupropiona pode deixar algumas pessoas mais ativadas, com insônia, irritabilidade e mente acelerada. E quando o sono piora, a memória do dia a dia também falha mais. Às vezes a pessoa não “perdeu a memória”, mas estava tão acelerada ou dormindo tão mal que o cérebro nem registrou direito aquela ação.
Mas esquecer o gás ligado aos 63 anos merece atenção. Não dá para colocar tudo na conta do remédio pela internet. Eu não mudaria nada por conta própria, mas levaria isso ao médico que prescreveu para revisar dose, horários, qualidade do sono e investigar outras causas comuns de lapsos de memória, como ansiedade, depressão, apneia do sono, tireoide, vitamina B12 e outros remédios em uso.
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Estou tomando a fluxotina já faz 3 semanas ainda sinto a boca seca , muita ansiedade, estou comendo
Estou tomando a fluxotina já faz 3 semanas ainda sinto a boca seca , muita ansiedade, estou comendo sem sentir apetite , perdi peso... quando vou ter uma melhora? porq fala que na segunda da semana já dá pra ver algumas melhoras ainda não tive nenhuma.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite! É possível sentir aumento de ansiedade quando há mudança recente na dose do escitalopram, especialmente quando a pessoa reduziu por conta própria e depois voltou à dose anterior em um momento de maior estresse emocional. Mas, no seu caso, não dá para saber pela internet se a ansiedade veio da medicação, da oscilação da dose, da discussão, da tontura que já estava acontecendo ou da combinação desses fatores. Também não é possível definir com segurança quantos dias isso vai durar sem avaliar melhor sua história, o tempo de uso, a intensidade dos sintomas e o motivo da tontura. Como houve mudança de dose, uso de outra medicação para tontura e retorno da ansiedade, o mais adequado é conversar com o médico que acompanha seu tratamento para revisar o caso com segurança.
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Boa noite, há umas 2 semanas cortei meu escitalopram 10mg ao meio fazendo 5mg por conta de que tava
Boa noite, há umas 2 semanas cortei meu escitalopram 10mg ao meio fazendo 5mg por conta de que tava me dando tonturas e tomando vertigium (médico do upa) me receitou, e ontem após uma discussão me deu ansiedade e hoje voltei a tomar o comprimido inteiro, e possível dar uma aumenta na ansiedade por ter voltado a tomar comprimido inteiro novamente? Se sim, por quantos dias ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite! É possível sentir aumento de ansiedade quando há mudança recente na dose do escitalopram, especialmente quando a pessoa reduziu por conta própria e depois voltou à dose anterior em um momento de maior estresse emocional. Mas, no seu caso, não dá para saber pela internet se a ansiedade veio da medicação, da oscilação da dose, da discussão, da tontura que já estava acontecendo ou da combinação desses fatores. Também não é possível definir com segurança quantos dias isso vai durar sem avaliar melhor sua história, o tempo de uso, a i ntensidade dos sintomas e o motivo da tontura. Como houve mudança de dose, uso de outra medicação para tontura e retorno da ansiedade, o mais adequado é conversar com o médico que acompanha seu tratamento para revisar o caso com segurança.
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Sertralina 50mg pode causar apito (zumbido) no ouvido?...Ou foi o início do zumbido que causou minha
Sertralina 50mg pode causar apito (zumbido) no ouvido?...Ou foi o início do zumbido que causou minha ansiedade ?...Pode ter relação
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! As duas possibilidades existem. O zumbido é um efeito relatado com a sertralina, embora não aconteça com todo mundo. Ao mesmo tempo, começar a ouvir um apito constante pode gerar muita ansiedade, hipervigilância e medo de que exista algo grave; quanto mais a pessoa monitora o som, mais alto ele parece. A ordem dos acontecimentos é o que mais ajuda: se o zumbido começou antes da sertralina e depois veio a ansiedade, é provável que ele tenha funcionado como gatilho. Se apareceu após iniciar ou alterar a medicação, a relação precisa ser considerada. Também pode existir uma mistura das duas coisas. Esse tipo de caso não deve ser resolvido simplesmente chamando tudo de ansiedade ou culpando automaticamente o remédio. Uma avaliação bem direcionada é o ideal!
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Gostaria de tirar uma dúvida minha filha e super agitada ,não tem tanto foco n
Gostaria de tirar uma dúvida minha filha e super agitada ,não tem tanto foco na escola chora por qualquer coisa e muito irritada ! Já passei com vários medico e já foi descartado qualquer tipo de alteração de diferença com TDAH ou autismo ou outros .
Poderia me indicar algo pra irritabilidade e agitação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação. Quando uma criança fica muito agitada, irritada, chorando com facilidade e com dificuldade de foco, a primeira reação é pensar em TDAH ou autismo, mas realmente nem sempre é isso. Também pode acontecer por ansiedade, dificuldade de sono, excesso de tela, questões emocionais, sobrecarga escolar, problemas na rotina, mudanças familiares, dificuldade de lidar com frustração ou até alguma questão clínica que esteja deixando a criança mais sensível. Eu teria cuidado em indicar “algo” para irritabilidade e agitação sem avaliar sua filha, principalmente em criança. Às vezes o caminho não é começar medicação, e sim entender melhor quando isso acontece, em quais ambientes, há quanto tempo, como está o sono, a escola, a alimentação e o comportamento em casa. Se isso está atrapalhando a escola, a convivência ou causando sofrimento, vale uma avaliação com calma. Mesmo quando TDAH e autismo são descartados, ainda existe muita coisa importante para investigar e orientar.
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Mesmo tomando Rivotril e Donaren não estou conseguindo dormir, durmo umas 5 horas, fico exausta no o
Mesmo tomando Rivotril e Donaren não estou conseguindo dormir, durmo umas 5 horas, fico exausta no outro dia, o que pode estar acontecendo? Já tomo Rivotril a uns cinco anos 12 gotas e gostaria de tirá-lo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa situação merece atenção, principalmente porque você já usa Rivotril há cerca de 5 anos e, mesmo assim, continua dormindo pouco e acordando exausta. Com o uso prolongado, o corpo pode se acostumar com o clonazepam. A pessoa até toma, mas o efeito já não é o mesmo, e às vezes o sono fica menos reparador. O Donaren também pode ajudar em alguns casos, mas se a causa da insônia não estiver bem ajustada, só somar medicação nem sempre resolve. Também vale investigar ansiedade à noite, humor, rotina de sono, apneia, despertares, uso de cafeína, dor, pernas inquietas e até se alguma medicação está atrapalhando. Sobre tirar o Rivotril: é possível em muitos casos, mas precisa ser com plano de retirada gradual. Depois de tanto tempo, reduzir por conta própria pode piorar bastante a insônia e dar sintomas de abstinência. No seu caso, eu não pensaria só em “qual remédio faz dormir”, mas em entender por que seu sono continua ruim apesar das medicações e montar uma retirada segura do Rivotril, se for indicado. Isso precisa ser avaliado com calma em consulta.
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Por um bom tempo da minha vida fui um compulsivo sexual talvez porque sempre me sentia não atraente
Por um bom tempo da minha vida fui um compulsivo sexual talvez porque sempre me sentia não atraente e com muita fobia social tinha as vezes a mania de olhar a virilha de algumas pessoas que pra mim eram atraentes porém há pouco tempo me converti ao cristianismo e parei dessas práticas homo afetivas porém um dia tive uma discussão com uma pessoa e daquele dia se que consigo ter contato visual com alguém principalmente com homens mas independente se tenho atração ou não isso é muito forte e é como se as pessoas percebessem gerando um clima de nervosismo muito forte tanto pra mim e pra a pessoa com quem estou falando e tem sido uma tortura isso pra mim.
Há solução pra isso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Há solução, sim. E o ponto não parece ser apenas o olhar em si. Pelo que você descreve, antes existia uma questão ligada ao desejo, à vergonha e à sensação de não se sentir atraente. Depois da sua conversão e, principalmente, depois dessa discussão, parece que algo mudou: o olhar passou a ser vivido como ameaça. Como se, ao olhar para alguém, você pudesse ser “descoberto”, mal interpretado ou expor algo que tenta controlar. Isso gera um ciclo muito angustiante. Você tenta controlar o olhar, passa a prestar atenção demais nele, fica mais tenso, o contato visual perde a naturalidade e aí vem a sensação de que o outro percebeu. Quanto mais você tenta evitar, mais o sintoma cresce. Não vejo isso como falta de fé ou falta de força de vontade. Parece mais um sofrimento psíquico importante, misturado com culpa, medo, ansiedade e vigilância constante sobre si mesmo. O tratamento ajuda justamente a entender o que ficou preso nessa experiência e a recuperar naturalidade no contato com as pessoas. Vale procurar uma avaliação com calma, porque dá para trabalhar isso sem julgamento e sem reduzir sua história a um rótulo.
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Sinto ardência na pele e couro cabeludo, dores de cabeça. Ansiedade pode causar isso?
Sinto ardência na pele e couro cabeludo, dores de cabeça. Ansiedade pode causar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode, sim. Ansiedade não fica só na mente, ela pode aparecer no corpo de formas bem incômodas: ardência, formigamento, pressão na cabeça, tensão no couro cabeludo e dor de cabeça. Mas pelo jeito que você descreveu, eu não olharia isso isolado. Você está num momento de ajuste de tratamento, com retirada recente de uma medicação e uso atual de outra. Então essa ardência pode ter relação com ansiedade, com a fase de adaptação do organismo ou com a própria mudança de medicação. O mais importante é entender o conjunto: quando começou, se aparece em crise ou fica o dia todo, se piora quando você fica mais ansioso, se vem junto com tontura, insônia, palpitação ou piora do humor. Não parece algo para simplesmente ignorar, mas também não significa automaticamente algo grave. Vale levar isso para quem está te acompanhando, porque com a história completa dá para diferenciar melhor se é ansiedade somatizada, adaptação da medicação ou se precisa investigar outra causa.
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A Buspirona é eficaz no tratamento de ansiedade generalizada? Ela causa muito efeito colateral? Se c
A Buspirona é eficaz no tratamento de ansiedade generalizada? Ela causa muito efeito colateral? Se causa, os efeitos colaterais duram por quanto tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a buspirona pode funcionar para ansiedade generalizada, mas é importante entender o perfil dela. Ela não é uma medicação de “alívio imediato”. Então, se a pessoa espera tomar e sentir a ansiedade baixar na mesma hora, geralmente se frustra. A buspirona costuma ajudar mais naquela ansiedade de fundo, preocupação constante, tensão ao longo do dia, dificuldade de relaxar e sensação de estar sempre antecipando problemas. Sobre efeitos colaterais, ela costuma ser bem tolerada, mas pode dar tontura, náusea, dor de cabeça, sonolência ou uma sensação estranha de agitação no começo. Em muita gente isso melhora conforme o corpo adapta, principalmente nas primeiras semanas. Quando o incômodo é forte ou não passa, aí precisa rever dose, horário, associação com outros remédios e se ela é mesmo a melhor escolha para aquele caso. Eu gosto de pensar nela como uma opção possível, mas não como “serve para todo mundo”. Depende do tipo de ansiedade, da intensidade dos sintomas, se há crises de pânico, insônia, depressão junto, uso de outras medicações e histórico de resposta. Quando bem indicada, pode ser uma boa alternativa, especialmente para quem precisa tratar ansiedade sem buscar um efeito sedativo imediato.
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Olá! Tenho depressão e faço tratamento com a trazodona a um mês. Estou melhor com o remédio, mas ont
Olá! Tenho depressão e faço tratamento com a trazodona a um mês. Estou melhor com o remédio, mas ontem a noite me senti desanimado e chorei ( o que não é comum). Isso foi uma recaída mesmo tomando um comprimido de 150 mg a noite? Pode acontecer isso mesmo tomando o remédio? (Obs: a médica fez o desmame do citalopram e recentemente tirou o medicamento).
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer, sim. Um dia de desânimo ou choro, isoladamente, não significa necessariamente recaída nem que a trazodona parou de funcionar. Na depressão, a melhora nem sempre vem em linha reta. A pessoa pode estar melhor e ainda ter um dia ruim. No seu caso, tem outro ponto importante: você está há apenas um mês com a trazodona e retirou o citalopram recentemente. Essa fase de troca pode deixar o humor mais sensível por alguns dias ou semanas. O ideal é avisar sua médica, principalmente se isso se repetir, piorar, vier com pensamentos ruins ou queda importante no funcionamento. Às vezes é só acompanhar mais de perto, mas quem está conduzindo precisa saber para diferenciar adaptação, retirada do citalopram ou piora da depressão.
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Boa tarde! Fiz uso de sertralina 50 mg por cerca de 7 anos. Permaneci aproximadamente 6 meses sem a
Boa tarde! Fiz uso de sertralina 50 mg por cerca de 7 anos. Permaneci aproximadamente 6 meses sem a medicação e reiniciei o tratamento com 25 mg por 30 dias, aumentando posteriormente para 50 mg. Estou usando a dose de 50 mg há 23 dias.
Há cerca de duas semanas, após uma viagem de avião durante a qual tive uma crise de pânico, passei a apresentar tontura leve, porém constante, sensação de desequilíbrio, dificuldade para lidar com excesso de estímulos visuais (como acompanhar telas com muitas informações ou mudanças rápidas), além de uma sensação de “ardência” na cabeça e ansiedade sem um gatilho aparente. Os sintomas não têm prejudicado minhas atividades diárias, mas estão presentes praticamente o tempo todo e têm me causado bastante preocupação.
Gostaria de saber se esse tipo de sintoma pode ocorrer durante a readaptação à sertralina ou nas primeiras semanas após o aumento da dose para 50 mg, e se seria esperado aguardar mais tempo para avaliar a resposta ao tratamento antes de uma nova reavaliação com o psiquiatra.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer, sim. Mesmo você já tendo usado sertralina antes, depois de ficar meses sem tomar, o corpo pode precisar se adaptar de novo. Nas primeiras semanas após voltar ou aumentar para 50 mg, algumas pessoas sentem tontura, cabeça estranha, mais ansiedade, enjoo, tremor ou sensibilidade maior a estímulos. Mas no seu caso também teve uma crise de pânico no avião. Depois de uma crise forte, é comum a pessoa ficar mais “ligada” no corpo, percebendo mais tontura, desequilíbrio, telas, luzes e movimentos. Como você está há 23 dias com 50 mg, ainda pode ser fase de adaptação, mas não precisa ficar sofrendo ou esperando sozinho. Vale reavaliar com seu psiquiatra para entender se é esperado, se dá para aguardar mais um pouco ou se precisa ajustar algo com segurança. Se a tontura piorar muito, vier com desmaio, fraqueza, alteração na fala ou visão, vômitos persistentes ou dor de cabeça muito forte e diferente do habitual, procure atendimento imediatamente.
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Tenho TOC religioso e faço tratamento desde 2022. No início, meu médico prescreveu Revoc (fluvoxamin
Tenho TOC religioso e faço tratamento desde 2022. No início, meu médico prescreveu Revoc (fluvoxamina), e a dose foi ajustada gradualmente até 150 mg.
No final de 2025, comecei a apresentar alguns sintomas depressivos, então meu médico optou por substituir a medicação por desvenlafaxina, atualmente na dose de 100 mg.
Acontece que ainda tenho pensamentos intrusivos quase todos os dias. Embora eu também esteja fazendo psicoterapia com uma psicóloga que utiliza a abordagem da TCC, ela acredita que talvez seja importante reavaliar a medicação.
Minha dúvida é: mesmo fazendo uso da medicação, ainda é normal ter pensamentos intrusivos com essa frequência? Ou existem outras opções de tratamento medicamentoso que costumam ser mais eficazes para o TOC?
Meu objetivo é melhorar minha qualidade de vida e reduzir o impacto desses pensamentos no dia a dia.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer de ainda existirem pensamentos intrusivos mesmo em tratamento, principalmente no TOC religioso. A medicação nem sempre faz o pensamento desaparecer. O que esperamos é que ele venha com menos força, grude menos, gere menos culpa e roube menos tempo do seu dia. Mas, no seu caso, como os pensamentos continuam quase todos os dias e ainda afetam sua qualidade de vida, faz sentido reavaliar. Não significa que seu tratamento esteja errado, mas talvez ele precise ser ajustado para mirar melhor o TOC. A desvenlafaxina pode ajudar sintomas depressivos e ansiedade, mas ela não costuma ser a medicação mais clássica para sintomas obsessivos. No TOC, geralmente se pensa em medicações mais específicas para obsessões, em dose e tempo adequados, e em alguns casos em estratégias de associação quando a resposta é parcial. Também é importante ver se a TCC está trabalhando exposição e prevenção de resposta, porque no TOC religioso muitas compulsões são mentais: revisar pensamentos, buscar certeza, tentar “anular” uma ideia, confessar mentalmente ou testar se sentiu culpa suficiente. Eu concordo com sua psicóloga: vale reavaliar com calma. Esse é um daqueles casos em que olhar a história inteira faz diferença: como você respondia ao Revoc, por que ele foi trocado, quanto melhorou da depressão e quanto ainda ficou de TOC. Com isso dá para decidir um caminho mais seguro e mais alinhado com sua qualidade de vida.
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Estou tomando sertralina a 15 dias , Nao tenho votante de conversar com as pessoas, E nesse caso
Estou tomando sertralina a 15 dias ,
Nao tenho votante de conversar com as pessoas,
E nesse caso eu sempre gostei muito de conversar
Esse sentimento de distânciar das pessoas pode passar com tempo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode passar, mas eu não normalizaria essa mudança sem observar. Você sempre gostou muito de conversar e, depois do início da sertralina, começou a querer se afastar. Esse contraste com o seu jeito habitual é mais importante do que simplesmente saber se “está na bula”. A pergunta central é: você ainda gosta das pessoas, mas está cansada e sem energia para conversar, ou perdeu o interesse, a conexão e a vontade de estar com elas? A primeira situação pode ocorrer durante a adaptação; a segunda pode representar apatia, sedação ou depressão ainda ativa. A sertralina pode causar sonolência e fadiga em algumas pessoas. Uma avaliação cuidadosa consegue diferenciar o alívio da ansiedade de um apagamento emocional. O objetivo não é apenas você sofrer menos, mas continuar se reconhecendo no tratamento.
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Boa noite,comecei a tomar sertralina de 25 cm dois meses voltei a ter ansiedade O médico aumentou
Boa noite,comecei a tomar sertralina de 25 cm dois meses voltei a ter ansiedade
O médico aumentou para 50,como tinha de 25 fiquei tomando 2 comprimidos,mais já estou tomando de 50 há 10 dias .comecei a sentir ansiedade
É normal?e também tomo amitripitilina de 25 A noiteRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dez dias após o aumento, ainda pode haver uma fase de maior ansiedade. Mas existe um detalhe importante: você já tinha voltado a ficar ansiosa antes de aumentar a sertralina. Então podem estar acontecendo duas coisas ao mesmo tempo: o quadro ainda não estava bem controlado e o organismo sentiu novamente a mudança da dose. A amitriptilina também faz parte dessa leitura. A associação pode ser prescrita, mas as duas atuam sobre a serotonina, por isso o esquema precisa ser acompanhado como um todo, principalmente se junto da ansiedade surgirem muita agitação, tremores, suor, palpitações ou alteração importante do sono. Não dá para concluir, com apenas dez dias, que a sertralina falhou. Uma consulta que organize quando a ansiedade voltou, como ficou após o aumento e o papel da amitriptilina evita ajustes sucessivos sem saber qual parte do tratamento está pesando.
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Quitiapina de 100mg tira o libido?engorda muito, quais são os efeitos colaterais
Quitiapina de 100mg tira o libido?engorda muito, quais são os efeitos colaterais
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer, sim, mas não dá para dizer que vai acontecer com você. Com 100 mg, a quetiapina costuma dar mais sono e relaxamento em muitas pessoas. Por isso, quando atrapalha a libido, muitas vezes não é por “cortar” o desejo diretamente, e sim porque a pessoa fica mais cansada, mais lenta, com menos energia ou ganha peso e passa a se sentir pior com o próprio corpo. Sobre engordar: ela pode aumentar o apetite e facilitar ganho de peso, mas isso varia bastante. Tem gente que ganha peso, tem gente que não. O ideal é acompanhar desde o começo, porque quando percebe cedo fica mais fácil ajustar rotina, alimentação, exames e até rever a estratégia se estiver incomodando. Os efeitos mais comuns são sonolência, boca seca, tontura ao levantar, intestino preso, aumento de apetite e cansaço. Se você já tem preocupação com libido ou peso, vale falar isso claramente com o médico, porque a escolha da medicação precisa considerar também qualidade de vida, não só o sintoma principal.
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Respiridona engorda sempre ? Mesmo tomando anoite ou da pra fazer o tratamento sem engordar com ela
Respiridona engorda sempre ? Mesmo tomando anoite ou da pra fazer o tratamento sem engordar com ela
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A risperidona não engorda sempre, mas pode aumentar o apetite e favorecer ganho de peso em algumas pessoas. Tomar à noite pode ajudar quando ela dá sono, mas não impede o ganho de peso, porque esse efeito não depende só do horário. Ele tem relação com dose, tempo de uso, sensibilidade individual, alimentação, rotina, atividade física e metabolismo. Dá para fazer tratamento sem engordar? Sim, em muitos casos dá, principalmente quando há acompanhamento desde o início: monitorar peso, apetite, cintura, glicose, colesterol e triglicérides ajuda bastante. Se o ganho de peso aparecer ou for importante, o médico pode reavaliar dose, necessidade da medicação ou outras estratégias. O mais importante é não suspender por conta própria. Vale conversar com o médico que prescreveu para acompanhar isso de perto e ajustar com segurança, se necessário.
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Estou usando Lyberdia há 12 dias, associado à vortioxetina 15 mg e realizando desmame da bupropiona
Estou usando Lyberdia há 12 dias, associado à vortioxetina 15 mg e realizando desmame da bupropiona 300 mg.
Na primeira semana senti uma melhora importante da energia, foco e disposição para realizar minhas atividades diárias, que era justamente minha principal queixa.
Porém, há cerca de 4 dias comecei a apresentar moleza e cansaço excessivo, mesmo dormindo bem à noite. Estou com muita dificuldade para realizar atividades simples da rotina, além de sentir necessidade de cochilos diurnos frequentes, sem melhora significativa após dormir.
A bupropiona já estou praticamente suspendendo, e a vortioxetina passei a tomar no período da tarde, pois inicialmente pensei que ela pudesse estar relacionada aos episódios de sono e indisposição.
Essa adaptação pode acontecer no início do tratamento com Lyberdia? Seria esperado após a retirada da bupropiona ou pode sugerir necessidade de ajuste de dose?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pela sequência que você contou, eu não atribuiria esse cansaço automaticamente ao Lyberdia. Ele trouxe energia e foco na primeira semana; a moleza apareceu justamente quando a bupropiona estava quase saindo. Isso faz pensar que a perda do efeito ativador da bupropiona, o retorno de sintomas anteriores ou a reorganização de todo o esquema podem estar participando. Também não dá para concluir que falta dose de Lyberdia. Quando a pessoa acorda cansada, cochila várias vezes e nem melhora depois de dormir, aumentar um estimulante sem entender a causa pode apenas mascarar o problema. Além disso, a bupropiona interfere na concentração da vortioxetina enquanto são usadas juntas, então essa transição muda mais de uma peça ao mesmo tempo. Como você passou de uma melhora muito clara para dificuldade até nas tarefas simples, eu anteciparia uma avaliação do esquema inteiro. Esse padrão merece ser reconstruído com horários, doses, sono e evolução do humor, porque provavelmente há mais acontecendo do que uma simples “adaptação ao Lyberdia”.
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Sempre perto do ciclo menstrual, cera de 10 a 7 dias antes me sinto muito mal. Faço uso de fluoxetin
Sempre perto do ciclo menstrual, cera de 10 a 7 dias antes me sinto muito mal. Faço uso de fluoxetina para a ansiedade e as crises melhoraram bastante. Mas perto do ciclo sinto tontura, mal estar e agora dor de cabeça e formigamento na orelha, como um queimor. O que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sete a dez dias antes da menstruação, os sintomas aparecem; depois melhoram e voltam no ciclo seguinte. Esse calendário conta uma história importante. Mesmo com a ansiedade respondendo bem à fluoxetina, pode permanecer uma piora pré-menstrual específica, e isso não significa automaticamente que o tratamento deixou de funcionar. Eu registraria os sintomas ao longo de dois ou três ciclos para enxergar esse padrão com clareza. Só não colocaria tudo na conta dos hormônios: essa queimação e o formigamento localizados na orelha merecem ser compreendidos separadamente, principalmente se forem sempre do mesmo lado ou acompanharem a dor de cabeça.
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Estou tomando pondera de 25 sinto muitos gases e bolo na garganta tipo refluxo é normal?
Estou tomando pondera de 25 sinto muitos gases e bolo na garganta tipo refluxo é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer desconforto gastrointestinal com paroxetina, principalmente no começo ou após ajuste de dose. Náusea, boca seca, constipação, diarreia, dor abdominal e sensação de estômago “estranho” podem aparecer em algumas pessoas. Gases e sensação de bolo na garganta podem ter relação com refluxo, ansiedade, tensão muscular na garganta ou irritação gastrointestinal. Não dá para afirmar só pela pergunta que é do Pondera, mas é possível que a medicação esteja contribuindo ou que esteja coincidindo com uma fase de maior ansiedade. Se houver dificuldade real para engolir, falta de ar, dor no peito, vômitos persistentes, perda de peso ou piora progressiva, precisa avaliar com mais urgência. Se for leve, vale conversar com seu médico para entender se é adaptação, efeito adverso ou outro problema associado.
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De que forma os padrões de apego influenciam os relacionamentos interpessoais na prática clínica psi
De que forma os padrões de apego influenciam os relacionamentos interpessoais na prática clínica psiquiátrica no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os padrões de apego ajudam a entender como a pessoa reage a vínculos, rejeição, afastamento e insegurança nos relacionamentos. No TPB, é comum haver medo intenso de abandono, oscilação entre muita aproximação e afastamento, hipervigilância a sinais de rejeição e reações emocionais desproporcionais quando a pessoa se sente ameaçada afetivamente. Na prática clínica, isso não serve para “culpar” o paciente, mas para entender o funcionamento relacional e construir um tratamento mais cuidadoso, com manejo de crises, fortalecimento de regulação emocional e relações mais estáveis.
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Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…