Perguntas do paciente (661)
-
"Qual a importância da teoria do apego para a compreensão do funcionamento emocional, das relações i
"Qual a importância da teoria do apego para a compreensão do funcionamento emocional, das relações interpessoais e do manejo terapêutico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na prática psiquiátrica?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa pergunta é bastante ampla e técnica. Em saúde mental, especialmente quando falamos de TPB, não é seguro responder como se existisse uma fórmula única. A avaliação precisa considerar história de vida, padrão dos relacionamentos, intensidade das crises, risco, impulsividade, uso de substâncias e diagnósticos diferenciais. Por isso, o ideal é uma avaliação individualizada.
-
"Como o conhecimento dos padrões de apego contribui para a compreensão do funcionamento emocional, d
"Como o conhecimento dos padrões de apego contribui para a compreensão do funcionamento emocional, dos relacionamentos interpessoais e para o planejamento terapêutico na prática clínica psiquiátrica, especialmente em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa pergunta é bastante ampla e técnica. Em saúde mental, especialmente quando falamos de TPB, não é seguro responder como se existisse uma fórmula única. A avaliação precisa considerar história de vida, padrão dos relacionamentos, intensidade das crises, risco, impulsividade, uso de substâncias e diagnósticos diferenciais. Por isso, o ideal é uma avaliação individualizada.
-
Como diferenciar impulsividade patológica de comportamento impulsivo comum?
Como diferenciar impulsividade patológica de comportamento impulsivo comum?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na prática clínica, essa avaliação não é tão simples. É necessário observar a história longitudinal, relações, impulsividade, regulação emocional, risco de autoagressão, uso de substâncias e possíveis diagnósticos associados. Sem isso, a resposta fica superficial e pode até confundir.
-
Como o psiquiatra organiza a investigação dos sintomas no transtorno de personalidade borderline (TP
Como o psiquiatra organiza a investigação dos sintomas no transtorno de personalidade borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na prática clínica, essa avaliação não é feita por checklist simples. O profissional precisa observar a história longitudinal, relações, impulsividade, regulação emocional, risco de autoagressão, uso de substâncias e possíveis diagnósticos associados. Sem isso, a resposta fica superficial e pode até confundir.
-
Como o psiquiatra avalia risco suicida de forma estruturada?
Como o psiquiatra avalia risco suicida de forma estruturada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação do risco suicida precisa ser feita de forma cuidadosa e estruturada. O psiquiatra investiga presença de pensamentos de morte, ideação suicida, intenção, planejamento, tentativas anteriores, impulsividade, uso de substâncias, sintomas depressivos, psicose, rede de apoio e fatores de proteção. Também é avaliado se há acesso a meios de risco e se a pessoa consegue se manter segura naquele momento. Essa avaliação não serve para “rotular” o paciente, mas para definir o nível de cuidado necessário, orientar plano de segurança e decidir se o acompanhamento ambulatorial é suficiente ou se há necessidade de intervenção mais intensiva.
-
Como ocorre a alteração da identidade em pacientes com transtorno de personalidade borderline (TPB)?
Como ocorre a alteração da identidade em pacientes com transtorno de personalidade borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Requer uma avaliação individual de cada caso para uma resposta.
-
Quais são os principais objetivos do acompanhamento psiquiátrico contínuo em pacientes com transtorn
Quais são os principais objetivos do acompanhamento psiquiátrico contínuo em pacientes com transtorno de personalidade borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O acompanhamento psiquiátrico no TPB tem como objetivos principais reduzir crises, avaliar risco de autoagressão ou suicídio, tratar comorbidades como depressão, ansiedade, insônia, TDAH ou uso de substâncias, e ajudar o paciente a ter mais estabilidade no dia a dia. A medicação pode ser útil em sintomas associados, mas o tratamento não deve se resumir a remédios. Psicoterapia estruturada, plano de crise, rotina, sono e rede de apoio costumam ser partes fundamentais do cuidado.
-
Quais aspectos devem ser considerados na formulação diagnóstica de um paciente com suspeita de trans
Quais aspectos devem ser considerados na formulação diagnóstica de um paciente com suspeita de transtorno de personalidade borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na suspeita de TPB, não se deve avaliar apenas uma crise isolada. A formulação diagnóstica precisa considerar a história ao longo do tempo, o padrão dos relacionamentos, instabilidade emocional, impulsividade, autoimagem, medo de abandono, episódios de autoagressão, ideação suicida, traumas, uso de substâncias e funcionamento social/profissional.
-
Qual a importância da avaliação psiquiatrica do uso de substâncias psicoativas em pacientes com tran
Qual a importância da avaliação psiquiatrica do uso de substâncias psicoativas em pacientes com transtorno de personalidade borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação do uso de álcool, maconha, estimulantes, sedativos ou outras substâncias é muito importante em pacientes com suspeita ou diagnóstico de TPB. O uso pode aumentar impulsividade, piorar instabilidade emocional, favorecer comportamentos de risco, intensificar crises e confundir o diagnóstico. Também é importante avaliar se a substância está sendo usada como tentativa de aliviar vazio, ansiedade, raiva, insônia ou sofrimento emocional. Isso muda bastante o plano de tratamento e a prevenção de recaídas e crises.
-
Como a avaliação psiquiátrica aborda comportamentos de autoagressão ?
Como a avaliação psiquiátrica aborda comportamentos de autoagressão ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso é muito individual e requer uma avaliação em consulta.
-
Qual a importância da avaliação psiquiátrica no diagnóstico do transtorno de personalidade borderlin
Qual a importância da avaliação psiquiátrica no diagnóstico do transtorno de personalidade borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Toda avaliação é individual, não podemos generalizar. O objetivo é entender o paciente e controlar sintomas através de medicamentos, caso necessário. A importância existe. Em uma consulta ela é melhor avaliada.
-
Em doses mais baixas ácido valproico dá sonolência?
Em doses mais baixas ácido valproico dá sonolência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode dar sonolência mesmo em doses mais baixas, dependendo da sensibilidade da pessoa. Isso pode acontecer principalmente no início do tratamento, após aumento de dose, quando é tomado junto com outras medicações que também sedam, ou quando o sono já está desregulado. Mas a sonolência não deve ser simplesmente “aceita” se estiver intensa, atrapalhando o dia, causando confusão, tontura importante, lentificação excessiva ou queda de funcionamento. Nesses casos, vale revisar com o médico que prescreveu, porque às vezes é preciso avaliar horário de uso, dose, interações e exames de acompanhamento. Não recomendo ajustar ou suspender por conta própria, porque o ácido valproico precisa de acompanhamento adequado.
-
Gostaria de saber se o ácido valproico afeta a memória e concentração deixando mais lento.
Gostaria de saber se o ácido valproico afeta a memória e concentração deixando mais lento.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer em algumas pessoas. O ácido valproico pode dar sonolência, sedação, lentificação, tremor e dificuldade de atenção, e isso pode ser percebido como piora de memória ou concentração. Mas é importante lembrar que alteração de memória também pode vir do próprio transtorno de humor, depressão, ansiedade, privação de sono, uso de outras medicações ou dose acima do ideal para aquela pessoa. Em alguns casos, vale avaliar exames, nível sérico quando indicado e interações medicamentosas. Se a pessoa fica muito lenta, confusa, sonolenta demais, com vômitos, piora importante do tremor ou mudança do comportamento, precisa procurar avaliação médica com mais rapidez.
-
Em geral, na prática clínica, quando há troca entre benzodiazepínicos para fins de desmame, costuma-
Em geral, na prática clínica, quando há troca entre benzodiazepínicos para fins de desmame, costuma-se fazer substituição direta ou é mais comum um período de transição com ajuste gradual entre as medicações para reduzir risco de sintomas de abstinência? Minha substituição foi direta. Estou receoso!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seu receio faz sentido. No desmame de benzodiazepínicos, não existe uma única forma que sirva para todo mundo. Às vezes o médico faz a troca direta quando já calcula uma equivalência entre as medicações e quer usar uma opção mais adequada para reduzir depois. Em outros casos, principalmente quando o uso foi mais longo, a dose era maior ou a pessoa é mais sensível, a transição costuma ser mais gradual. Então, a substituição direta não quer dizer automaticamente que algo foi feito errado. Mas ela precisa estar bem explicada para você, porque desmame não é só “trocar um remédio por outro”, é acompanhar como o corpo e a ansiedade respondem. Como você ficou inseguro, eu falaria com o médico que fez a troca antes de mudar qualquer coisa por conta própria. Uma reavaliação ajuda a ajustar o ritmo e deixar claro o que é esperado e o que seria sinal de alerta.
-
Boa Noite. Tomo Sertralina 50 mg , a minha psiquiatra indicou Ansitec para usar juntamente com a
Boa Noite.
Tomo Sertralina 50 mg , a minha psiquiatra indicou Ansitec para usar juntamente com a mesma, porém no início senti muita falta de apetite que até ai considero normal por ser adaptação, mas após 15 dias de usos , comecei a sentir extrema agitação, e sensação de que estava ficando fora da realidade , dificuldade de me concentrar , como se minha mente estivesse ficando longe , fraqueza e hoje estou no terceiro dia sem tomar e sinto como se meu corpo estivesse tomando o controle novamente.
Ele realmente pode dar esses efeitos colaterais ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreveu, eu levaria isso a sério, sim. Agitação extrema, sensação de estar fora da realidade, dificuldade de concentração e fraqueza não são sintomas que eu chamaria simplesmente de “normal da adaptação” e mandaria ignorar. Pode ter relação com a medicação, com a combinação com a sertralina, com uma crise de ansiedade mais intensa ou com uma sensibilidade individual sua. O fato de você ter sentido que melhorou depois de suspender também é uma informação importante. Eu não recomendo reiniciar por conta própria. Avise sua psiquiatra e peça orientação sobre o próximo passo, inclusive para avaliar se mantém, ajusta ou troca alguma coisa. Se essa sensação de perda de controle voltar forte, vier confusão intensa, desespero importante aí é caso de procurar atendimento de urgência.
-
Iniciei hoje esses remédios Cloridrato de Sertralina é o Ansitec o a sertralina tomei apenas uma ban
Iniciei hoje esses remédios Cloridrato de Sertralina é o Ansitec o a sertralina tomei apenas uma banda e eu n quero mais tomar esses remédios será q se eu parar hj tem algum problema? Por eu ter tomado apenas um vez eu quero focar na alimentação e atividades e fazer terapia sem medicação
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua preocupação. Quando a pessoa tomou apenas uma vez, ainda mais meio comprimido, geralmente não existe aquele risco de “abstinência” ou de fazer mal por parar logo em seguida. O ponto principal aqui não é essa dose isolada, mas entender por que a medicação foi indicada e se dá para conduzir o quadro, neste momento, só com terapia, atividade física, alimentação e mudanças de rotina. Em alguns casos dá, em outros a medicação ajuda bastante no começo, até a pessoa conseguir sair da fase mais intensa. Então, não acho ideal você continuar tomando contrariada, mas também não recomendo simplesmente abandonar o cuidado. Fale com o médico que prescreveu e explique exatamente isso, que você prefere tentar primeiro sem medicação, para que o plano seja ajustado de forma segura e faça sentido para você.
-
Quero mudar a hora de tomar a sertralina para de manhã, em vez da noite como costumo. Devo ficar um
Quero mudar a hora de tomar a sertralina para de manhã, em vez da noite como costumo. Devo ficar um dia sem tomar e começar de manhã, ou posso tomar de noite, e no dia seguinte tomar novamente? Tomo por volta das 18h00
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não é necessário ficar um dia sem tomar para mudar o horário da medicação. Como você costuma tomar por volta das 18h, a mudança para o período da manhã costuma ser feita de forma planejada pelo médico, levando em conta a medicação utilizada e as características de cada paciente. Mudanças de horário podem influenciar a forma como algumas pessoas percebem os efeitos do medicamento. Sintomas como enjoo, tremor, agitação, sonolência diferente do habitual ou piora da ansiedade podem ocorrer em algumas situações e devem ser discutidos com o médico responsável pelo acompanhamento.
-
Usei paroxetina por 1 ano e terminei há 15 dias. Antes eu tinha um tempo normal de relação com minha
Usei paroxetina por 1 ano e terminei há 15 dias. Antes eu tinha um tempo normal de relação com minha parceira, mas desde que parei a medicação estou ejaculando muito precocemente. O tratamento foi para TAG, nada relacionado a ejaculação precoce. Até então nunca tinha tido esse problema que estou tendo agora. Não estou sentindo a ansiedade voltar, apenas essa mudança. Isso pode ser um efeito da retirada da paroxetina? Melhora com o tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode ter relação com a retirada da paroxetina. A paroxetina é uma medicação que costuma retardar a ejaculação em muitas pessoas. Quando ela é suspensa, especialmente depois de um ano de uso, o corpo pode passar por uma fase de reajuste, e a resposta sexual pode mudar por um tempo. Em alguns casos, a ejaculação volta apenas ao padrão anterior. Em outros, pode ficar mais rápida do que era antes, principalmente nas primeiras semanas após parar. Como você está há apenas quinze dias sem a medicação, ainda é cedo para concluir que isso será permanente. Também é muito comum que, depois de perceber uma mudança na relação, a pessoa fique mais atenta e preocupada com o desempenho, e isso por si só pode manter o ciclo.
Eu não voltaria nem ajustaria a paroxetina por conta própria. Vale observar a evolução nas próximas semanas e conversar com o médico que acompanhou sua retirada, principalmente se isso persistir, piorar ou vier junto com queda importante de libido, dificuldade de ereção, alteração no orgasmo ou sofrimento na relação. Esse tipo de queixa é mais comum do que parece, e tem forma de avaliar e conduzir sem precisar tratar como vergonha.
-
Estou a quase um ano em tratamento com 600mg de lítio e 20mg de fluoxetina, em diagnóstico ainda não
Estou a quase um ano em tratamento com 600mg de lítio e 20mg de fluoxetina, em diagnóstico ainda não confirmado de bipolaridade, o tratamento é feito em UBS. Já faz muitos anos que faço tratamento para depressão e ansiedade, diversas trocas de remédio sem resultado. A questão é que mesmo melhorando dos sintomas com essa nova medicação, durante o dia sinto muito sono, mesmo tendo dormido bastante a noite. Esse sono tem prejudicado meus afazeres e estou suspeitando de ser a fluoxetina. Existe essa possibilidade? Já conversei com o médico sobre o sono absurdo, ele vai verificar depois dos meus exames de sangue e urina, mas queria saber se é válido apontar essa minha suspeita.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu levaria sua suspeita a sério, mas não fecharia a conta tão rapidamente na fluoxetina. Você melhorou, porém continua com um sono que prejudica seus afazeres, e isso pode significar coisas diferentes: sono noturno pouco reparador, sintomas depressivos residuais ou alguma alteração clínica que os exames ajudarão a esclarecer durante o uso do lítio. Há ainda um detalhe importante: depois de tantos tratamentos e com a bipolaridade ainda não confirmada, vale reconstruir com calma como seu humor variou ao longo dos anos. Talvez o sono não seja apenas um efeito colateral, mas uma pista de que ainda falta compreender melhor o seu quadro.
-
Estou em tratamento pra toc religioso, já passei por alguns antidepressivos e agora o médico me pass
Estou em tratamento pra toc religioso, já passei por alguns antidepressivos e agora o médico me passou paroxetina e manteve a risperidona. Estou tomando a paroxetina há quase 3 semanas, com quanto tempo ela começa a mostrar resultados positivos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No TOC, 3 semanas ainda costuma ser pouco tempo para sentir uma melhora consistente, principalmente quando os pensamentos vêm com culpa, medo religioso, necessidade de certeza ou rituais mentais. A paroxetina não costuma ser a opção mais simples ou mais confortável para todo mundo, mas pode ser usada em alguns casos, especialmente quando a pessoa já passou por outros antidepressivos e o médico está tentando uma nova estratégia. No TOC, a resposta costuma ser mais lenta do que em ansiedade comum. Às vezes a melhora começa não como “os pensamentos sumiram”, mas como menos urgência de fazer rituais, menos tempo preso na culpa ou um pouco mais de liberdade para não responder ao pensamento. A risperidona pode ser mantida como apoio quando os pensamentos estão muito intrusivos ou quando a resposta aos antidepressivos foi parcial, mas isso precisa ser acompanhado de perto. Eu não mudaria nada por conta própria agora. Levaria para o retorno exemplos bem concretos: quanto tempo você fica preso nos pensamentos, quais rituais ainda faz, o quanto sente culpa, se consegue resistir um pouco mais e se houve alguma mudança desde o início da paroxetina. No TOC, esses detalhes orientam melhor o ajuste do que esperar uma melhora rápida e completa.
Autor
Perguntas frequentes
-
olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…