Perguntas do paciente (29)

  • Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c

    Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento

    O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?

    Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.

    Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.

    Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.

    É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".

    A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.

    Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.

    A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Quando crescemos em um contexto religioso, muitos valores são internalizados profundamente. Do ponto de vista da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), isso pode gerar pensamentos automáticos de culpa quando há divergência entre o que foi aprendido e o que você sente ou deseja hoje. Já na neurociência, sabemos que conflitos entre valores ativam sistemas ligados à emoção e ao controle cognitivo, o que explica essa sensação de tensão interna.

    É importante considerar que fé e questionamento não são opostos. Questionar faz parte do desenvolvimento de uma fé mais consciente e pessoal. O desconforto que você sente pode estar justamente sinalizando que você está tentando integrar sua espiritualidade com sua identidade, seus valores e sua fase de vida atual.

    A culpa, nesse contexto, merece ser olhada com cuidado:
    Existe uma culpa coerente com seus próprios valores, que orienta suas escolhas;
    E existe uma culpa aprendida, que pode ser mais rígida e punitiva, nem sempre alinhada com quem você é hoje.
    O processo terapêutico pode ajudar muito nesse momento, permitindo que você explore esses conflitos com profundidade, sem julgamento, diferenciando o que é valor pessoal, crença aprendida e necessidade emocional. Isso costuma trazer mais clareza, menos culpa e mais liberdade para viver sua fé de forma verdadeira.


  • Qual a diferença entre Empatia e Simbiose no tratamento?

    Qual a diferença entre Empatia e Simbiose no tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Na prática terapêutica, empatia e simbiose podem parecer semelhantes, mas têm funções muito diferentes:
    Empatia é a capacidade do terapeuta de compreender e se conectar com a experiência emocional do paciente, mantendo, ao mesmo tempo, clareza de que aquela emoção pertence ao outro. Existe proximidade emocional, mas com limites bem definidos. A empatia favorece o vínculo, a segurança e a possibilidade de reflexão.
    Simbiose, por outro lado, ocorre quando há uma fusão emocional, com perda ou enfraquecimento dos limites entre terapeuta e paciente. Nesse estado, o profissional pode se envolver excessivamente, reagir a partir das próprias emoções (contratransferência) ou ter dificuldade de manter uma posição técnica. Isso tende a prejudicar o processo terapêutico.
    Na TCC e na Terapia do Esquema, buscamos uma postura de empatia com limites: o terapeuta acolhe, valida e compreende profundamente o paciente, mas mantém uma base estável e regulada, que permite sustentar o processo com segurança.
    Do ponto de vista da neurociência, a empatia envolve redes de ressonância emocional e também áreas de regulação (como o córtex pré-frontal), que permitem sentir com o outro sem se perder na experiência. Já na simbiose, essa capacidade de regulação pode ficar reduzida, favorecendo uma fusão emocional menos funcional.

    Em resumo, a empatia aproxima e organiza, enquanto a simbiose confunde e desorganiza. No setting terapêutico, essa distinção é essencial para promover um cuidado ético, eficaz e emocionalmente seguro.


  • . Como trabalhar com a intensa necessidade de aprovação externa de pacientes com Transtorno de Perso

    . Como trabalhar com a intensa necessidade de aprovação externa de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    No ciclo de separação e reconciliação, a pessoa pode oscilar entre momentos de grande proximidade e idealização do outro, e momentos de afastamento, conflito ou ruptura, muitas vezes impulsionados por emoções intensas e interpretações rápidas das situações.

    No manejo clínico, alguns pontos são fundamentais:

    Psicoeducação: ajudar o paciente a reconhecer esse padrão cíclico, nomeando o que acontece e como ele se repete ao longo do tempo.
    Validação emocional com limites claros: acolher a dor relacionada ao medo de abandono, sem reforçar comportamentos impulsivos ou relações disfuncionais.
    Identificação de gatilhos e pensamentos automáticos: trabalhar interpretações como “vou ser abandonado” ou “o outro não se importa comigo”, que costumam intensificar as reações.
    Regulação emocional e tolerância ao desconforto: desenvolver recursos para que o paciente consiga sustentar emoções difíceis sem agir de forma impulsiva (como romper ou retomar relações de forma abrupta).
    Trabalho com padrões de vínculo (Terapia do Esquema): compreender como experiências precoces influenciam a forma de se relacionar, especialmente em esquemas ligados a abandono, rejeição ou instabilidade.
    Fortalecimento da autonomia e identidade: ajudar o paciente a construir uma base interna mais estável, reduzindo a dependência emocional nas relações.

    Do ponto de vista da neurociência, essa oscilação está relacionada a uma alta reatividade emocional associada a dificuldades no controle inibitório, o que favorece respostas intensas e rápidas diante de sinais de possível rejeição.

    Mais do que interromper o ciclo de forma imediata, o trabalho terapêutico busca compreender a função desse padrão, ampliar a consciência sobre ele e construir, de forma gradual, maneiras mais seguras e estáveis de se relacionar. Com acompanhamento adequado, é possível desenvolver vínculos mais consistentes e reduzir significativamente esse tipo de dinâmica. Será um prazer atender-te em terapia e trabalhar com você o manejo entre todas as intensas emoções que sente.


  • Como o terapeuta pode lidar com os comportamentos impulsivos e autodestrutivos no Transtorno de Pers

    Como o terapeuta pode lidar com os comportamentos impulsivos e autodestrutivos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto


    Na prática clínica, o manejo envolve alguns pilares fundamentais:

    Validação emocional: reconhecer o sofrimento do paciente sem reforçar o comportamento. Validar não é concordar, mas mostrar que aquela emoção faz sentido dentro da história e do momento da pessoa.
    Compreensão da função do comportamento: na TCC e na Terapia do Esquema, buscamos entender “o que esse comportamento está tentando resolver”. Sem essa compreensão, a mudança se torna mais difícil.
    Desenvolvimento de estratégias de regulação emocional: ensinar alternativas mais saudáveis para lidar com a intensidade emocional (como técnicas de tolerância ao estresse, grounding, organização do pensamento).
    Trabalho com impulsividade: ajudar o paciente a criar um espaço entre o impulso e a ação, fortalecendo o autocontrole de forma gradual.
    Construção de vínculo terapêutico seguro: a relação com o terapeuta é central no tratamento, pois permite que o paciente experimente novas formas de vínculo, com mais estabilidade e previsibilidade.

    Do ponto de vista da neurociência, sabemos que há uma maior reatividade emocional (amígdala) associada a dificuldades no controle inibitório (córtex pré-frontal), o que explica a intensidade das reações e a dificuldade em “frear” comportamentos impulsivos. Por isso, o tratamento precisa ser estruturado, contínuo e progressivo, respeitando o tempo de cada paciente.

    É importante destacar que tentar eliminar o comportamento sem compreender sua função tende a ser pouco eficaz. O processo terapêutico é justamente o espaço onde o paciente pode entender o que está por trás dessas ações e construir novas formas de lidar com suas emoções.

    Com acompanhamento adequado, há possibilidade real de melhora, com maior estabilidade emocional, redução dos comportamentos de risco e desenvolvimento de estratégias mais saudáveis de enfrentamento.


  • Tenho 45 anos e fiz um teste que indica alta probabilidade de um diagnóstico positivo de TDAH. Esto

    Tenho 45 anos e fiz um teste que indica alta probabilidade de um diagnóstico positivo de TDAH.
    Estou considerando prosseguir com o diagnóstico formal, e gostaria de informações sobre o procedimento e custo.
    1) Quem faz este diagnóstico formal (com laudo)?
    2) Quais os passos para este diagnóstico
    3) Qual o custo envolvido em cada passo?
    4) Caso positivo, quais os benefícios do tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Em adultos, especialmente aos 45 anos, a investigação diagnóstica do TDAH é bastante pertinente, pois muitos casos passam despercebidos na infância e só são identificados mais tardiamente, quando as demandas da vida adulta evidenciam dificuldades de atenção, organização, regulação emocional e gestão do tempo.
    1) Quem realiza o diagnóstico formal (com laudo)?
    O diagnóstico pode ser realizado por:
    Neuropsicólogo (por meio da avaliação neuropsicológica, com laudo detalhado do funcionamento cognitivo) O processo costuma seguir etapas estruturadas:

    Entrevista clínica inicial: levantamento da história de vida, sintomas desde a infância, rotina atual e impacto funcional.

    Aplicação de instrumentos padronizados: testes de atenção, memória, funções executivas, escalas comportamentais e questionários clínicos.

    Análise qualitativa e quantitativa dos resultados: compreensão do perfil cognitivo, emocional e adaptativo.

    Entrevistas complementares (quando necessário): com familiares ou análise de histórico escolar/profissional.

    Devolutiva e laudo: explicação clara dos resultados, hipótese diagnóstica e orientações terapêuticas.

    A avaliação neuropsicológica não se baseia em um único teste, mas em um conjunto de dados integrados, respeitando a singularidade do funcionamento de cada pessoa.

    Psiquiatra (avaliação clínica e diagnóstica, podendo também conduzir o tratamento medicamentoso)
    Idealmente, o processo é complementar, integrando avaliação clínica e neuropsicológica para maior precisão diagnóstica.
    Qual o custo envolvido?
    Os valores podem variar conforme a região, complexidade do caso e número de sessões. Em geral:
    Avaliação neuropsicológica completa: pode variar aproximadamente entre sessões clínicas estruturadas (geralmente distribuídas em múltiplos encontros).
    Consulta psiquiátrica: valores variáveis conforme o profissional.
    4) Caso o diagnóstico seja confirmado, quais os benefícios do tratamento?

    O tratamento adequado pode trazer ganhos significativos em:

    Organização e gestão do tempo

    Atenção e produtividade

    Regulação emocional

    Redução da sobrecarga mental e da autocrítica

    Melhora na qualidade de vida e nas relações interpessoais

    O manejo pode incluir psicoterapia (especialmente TCC), psicoeducação, estratégias cognitivas personalizadas e, quando indicado, acompanhamento psiquiátrico.

    Mais do que um rótulo, o diagnóstico em adultos costuma ter um papel importante de autoconhecimento, permitindo compreender padrões de funcionamento ao longo da vida e desenvolver estratégias mais alinhadas ao seu perfil cognitivo e emocional. A avaliação cuidadosa e ética é o caminho mais seguro para essa compreensão.


  • Gostaria de saber quanto tempo leva para se obter um diagnóstico e tratamento adequados para o "Tran

    Gostaria de saber quanto tempo leva para se obter um diagnóstico e tratamento adequados para o "Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)" ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    O tempo para obter um diagnóstico e tratamento adequados para o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode variar, pois depende da complexidade do caso e do acesso a profissionais especializados.
    O ideal é que o diagnóstico do TPB não seja feito por meio de um exame isolado, mas sim a partir de uma avaliação clínica cuidadosa e estruturada, que pode ser complementada por instrumentos como entrevistas diagnósticas, escalas específicas e, em muitos casos, uma avaliação neuropsicológica.
    É importante saber que o TPB tem tratamento possível e eficaz, mas o progresso acontece gradualmente. Cada pessoa tem seu tempo e sua forma de se transformar e o vínculo terapêutico é um dos elementos mais importantes nesse processo.
    tratamento terapêutico pode e deve começar o quanto antes. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e, mais especificamente, abordagens como a Terapia Dialética Comportamental (DBT) ou a Terapia do Esquema, têm forte embasamento científico no tratamento do TPB.


  • Quais fatores estão associados a um pior prognóstico do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    Quais fatores estão associados a um pior prognóstico do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Alguns fatores estão associados a um pior prognóstico no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), como:

    Início precoce dos sintomas (infância/adolescência);

    Demora para iniciar o tratamento adequado;

    Baixo insight (quando a pessoa não reconhece o exagero dos pensamentos ou rituais);

    Comorbidades psiquiátricas (depressão, ansiedade, TEA, TDAH, uso de substâncias);

    Sintomas mais complexos, como compulsões mentais ou obsessões religiosas/sexuais;

    Estresse crônico e falta de rede de apoio;

    Baixa adesão ao tratamento ou resistência às intervenções terapêuticas.

    O tratamento mais eficaz envolve Terapia Cognitivo-Comportamental com exposição e prevenção de resposta (EPR) e, quando necessário, medicação (geralmente ISRS). A avaliação neuropsicológica pode ser útil para mapear o impacto do TOC no funcionamento cognitivo e orientar o plano terapêutico.

    Mesmo em quadros mais resistentes, há possibilidade de melhora com abordagem adequada, continuidade e suporte especializado.


  • Quais são os fatores que indicam um "bom prognóstico" de um paciente com Transtorno Obsessivo-Compul

    Quais são os fatores que indicam um "bom prognóstico" de um paciente com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Ótima pergunta,
    Fatores que indicam bom prognóstico no TOC

    Início mais tardio dos sintomas
    Quando os sintomas se iniciam na vida adulta, geralmente há menor comprometimento global do desenvolvimento e maior nível de insight.

    Bom nível de insight
    Pacientes que reconhecem que seus pensamentos e comportamentos são excessivos ou irracionais tendem a responder melhor ao tratamento.

    Adesão ao tratamento
    Participação ativa na psicoterapia, continuidade nas sessões e uso correto da medicação (quando indicada) favorecem melhores resultados.

    Resposta precoce à Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
    Especialmente quando envolve exposição e prevenção de resposta (EPR), uma resposta positiva nas primeiras fases do tratamento é um indicador muito promissor.

    Ausência de comorbidades graves
    A ausência de transtornos associados como depressão severa, transtorno de personalidade ou abuso de substâncias facilita a resposta terapêutica.

    Apoio familiar e social
    Ter uma rede de apoio compreensiva, que entenda o transtorno e colabore com as estratégias terapêuticas, contribui significativamente para a evolução.

    Boa capacidade de autorreflexão e regulação emocional
    Pessoas que desenvolvem maior consciência emocional, flexibilidade cognitiva e habilidades de enfrentamento adaptativas costumam ter avanços mais estáveis.

    Detecção precoce e início do tratamento nos estágios iniciais
    Intervenções precoces evitam a cronificação dos sintomas e favorecem um curso mais leve e responsivo ao tratamento.


  • O tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é de longo prazo?

    O tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é de longo prazo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Sim, o tratamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) costuma ser de longo prazo, pois é um transtorno crônico com sintomas que podem variar ao longo da vida.

    A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental com exposição e prevenção de resposta (EPR), exige tempo para promover mudanças profundas. Em muitos casos, o uso de medicação também é necessário e pode ser mantido por períodos prolongados, sempre com acompanhamento psiquiátrico.

    Além disso, a avaliação neuropsicológica pode ser uma aliada importante para compreender o impacto do TOC no funcionamento cognitivo e orientar intervenções mais específicas.

    Com tratamento contínuo e suporte adequado, é possível obter melhora significativa e qualidade de vida.


  • O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) afeta sua capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo?

    O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) afeta sua capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Durante episódios de hipomania ou mania, é comum a sensação de maior energia, aceleração do pensamento e aumento da iniciativa. A pessoa pode iniciar muitas tarefas simultaneamente e sentir que está mais produtiva. No entanto, do ponto de vista clínico e neurocognitivo, essa “multitarefa” nem sempre significa eficiência: há maior impulsividade, distração, dificuldade de planejamento e menor sustentação atencional, o que pode levar a tarefas iniciadas e não concluídas.
    Já em fases depressivas, ocorre o oposto. Há redução da energia mental, lentificação cognitiva, dificuldade de concentração e sobrecarga ao lidar com múltiplas demandas, tornando a multitarefa mais difícil e desgastante.
    Sob a perspectiva da neurociência, essas oscilações estão relacionadas a alterações em redes cerebrais ligadas às funções executivas, atenção e regulação emocional, especialmente envolvendo o córtex pré-frontal. Isso impacta diretamente organização, priorização e controle inibitório habilidades essenciais para gerenciar várias tarefas ao mesmo tempo.

    Na abordagem da TCC, o foco não é apenas o número de tarefas, mas como o estado de humor influencia pensamentos, impulsos e comportamento. Muitas vezes, a sensação de “dar conta de tudo” na euforia pode mascarar uma sobrecarga cognitiva, enquanto na depressão pequenas tarefas já exigem grande esforço mental.
    Por isso, mais do que avaliar a multitarefa isoladamente, é importante observar o padrão ao longo do tempo: variações de energia, sono, concentração, impulsividade e impacto funcional. Uma avaliação psicológica ou neuropsicológica pode ajudar a compreender como o humor está interferindo no funcionamento cognitivo e no desempenho cotidiano


  • Um diagnóstico de Transtorno do espectro autista (TEA) pode ser, na verdade, Transtorno Afetivo Bipo

    Um diagnóstico de Transtorno do espectro autista (TEA) pode ser, na verdade, Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    ua pergunta é muito válida e demonstra boa consciência sobre o próprio funcionamento mental.
    Do ponto de vista psiquiátrico, pensamentos muito acelerados, otimistas ou voltados ao futuro podem, sim, aparecer em estados de euforia, como na hipomania ou mania no Transtorno Afetivo Bipolar (TAB). Porém, o diagnóstico não se baseia apenas no conteúdo dos pensamentos, mas no conjunto de sinais, como intensidade, persistência, impulsividade, redução do sono e prejuízo no funcionamento.
    Na perspectiva da Terapia Cognitivo Comportamental, é importante lembrar que os pensamentos não surgem de forma isolada ou padronizada por transtorno. Eles também são influenciados pela história de vida, personalidade, contexto emocional e estado mental do momento. Ou seja, ter pensamentos positivos sobre o futuro quando se sente eufórico não significa, por si só, presença de TAB.
    A diferença clínica está menos no fato de pensar de forma otimista e mais em como esses pensamentos impactam o comportamento, o sono, as decisões e a estabilidade emocional ao longo do tempo. Se não há prejuízo significativo ou perda de controle, pode estar relacionado a variações normais do humor ou traços pessoais.


  • Olá, Tenho 1,62 m de altura e peso entre 42 e 43 kg. Toda a gente à minha volta costuma dizer que e

    Olá,
    Tenho 1,62 m de altura e peso entre 42 e 43 kg. Toda a gente à minha volta costuma dizer que estou muito magra, mas sinceramente, eu não sinto que esteja assim tão magra como dizem. Eu reconheço que sou magra, sim, mas acho que as pessoas exageram um pouco quando comentam.
    A minha dúvida é: isso pode ter a ver com algum tipo de distorção da imagem corporal? Ou é normal, em certas pessoas, não se verem exatamente como os outros veem?
    Gostava de entender melhor se essa diferença de perceção é comum ou se pode ser sinal de algo a que devo estar mais atenta.
    Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Obrigada por compartilhar sua preocupação de forma tão aberta. É normal que existam diferenças entre como nos vemos e como os outros nos percebem, mas quando essa diferença é significativa ou gera sofrimento, pode estar relacionada a uma distorção da imagem corporal.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que pensamentos, emoções e crenças influenciam muito essa percepção. Do ponto de vista da neurociência, alterações em áreas do cérebro responsáveis pela percepção corporal também podem contribuir para essa visão distorcida, especialmente em casos ligados a transtornos alimentares.

    Seu peso está abaixo das referências habituais, o que não significa necessariamente um transtorno, mas merece atenção, principalmente se houver insatisfação constante com o corpo ou restrições alimentares.

    Buscar ajuda profissional pode ser fundamental para compreender melhor essa diferença de percepção e cuidar tanto da saúde física quanto emocional. Caso queira, estarei à disposição para te ajudar nesse processo com acolhimento e cuidado.


  • Vou direto ao ponto. Sou viciado em masturbação desde de meus 11 anos de idade. Hoje tenho 29 anos,

    Vou direto ao ponto. Sou viciado em masturbação desde de meus 11 anos de idade. Hoje tenho 29 anos, e durante toda a minha trajetória fui consumindo diferentes tipos de pornografia. Toda vez que enjoava de um gênero, ia para outro. Já consumi praticamente tudo que a legalidade permite. O problema é que agora estou consumindo pornografia amadora, algo que não existe controle. Posso estar vendo um casal liberal que quis postar o vídeo ou posso estar vendo algo postado sem o consentimento da pessoa. Queria saber como parar ou pelo menos me policiar ao tipo de conteúdo que consumo. Já fui a um psicólogo, mas parei por questões financeiras (desempregado). Já participei do NoFap e consegui ficar 4 meses sem me masturbar, mas depois voltei com muito mais intensidade. Sei que a masturbação não é o problema, e sim a dessensibilizarão que meu cérebro cria ao se acostumar com algo novo. E aí, tem solução?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Agradeço por compartilhar sua vivência com tanta franqueza. O que você descreve é mais comum do que parece, e sua consciência sobre os efeitos da dessensibilização no cérebro demonstra um olhar atento e honesto sobre o que está vivendo.

    É importante lembrar que todo excesso, muitas vezes, revela uma falta. Quando um comportamento se torna repetitivo ou compulsivo, como o consumo de pornografia, geralmente está tentando preencher algo mais profundo — regular emoções, aliviar tensões internas ou até mesmo ocupar um espaço de vazio afetivo ou existencial.

    Na perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, compreendemos esse padrão como uma estratégia disfuncional de enfrentamento. Já a neurociência nos mostra como o circuito de recompensa e a liberação de dopamina reforçam o comportamento, criando tolerância e levando à busca por estímulos cada vez mais intensos — mesmo quando eles entram em conflito com os próprios valores.

    Por isso, buscar a extinção do comportamento sem entender a função que ele cumpre tende a ser muito mais desafiador. É como tentar apagar um sintoma sem investigar sua causa. O processo terapêutico é insubstituível justamente por oferecer um espaço seguro para compreender o que esse comportamento representa, qual dor ele tenta silenciar e quais recursos emocionais podem ser desenvolvidos para substituí-lo com mais autonomia e consciência.

    Mesmo diante de limitações financeiras, há caminhos possíveis com atendimentos acessíveis. Buscar ajuda é necessário, as vezes cansativo mas, precisa persistir.


  • Tenho 30 anos e sinto que tenho crises existenciais cada vez mais frequentes. Sinto que gosto de um

    Tenho 30 anos e sinto que tenho crises existenciais cada vez mais frequentes. Sinto que gosto de um pouco de tudo mas profundamente de nada. Isso me atrapalha muito no dia a dia, especialmente na área profissional. Já sou formada há 5 anos e não consegui achar meu caminho e tenho incertezas sobre tudo, até sobre mim. Não aguento mais viver nessa angústia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    É compreensível que essa sensação de angústia e incerteza seja desgastante. Essa queixa aprece com frequência nos meus atendimentos em pessoas com altas habilidades e superdotação (AHSD) relatam experiências semelhantes, pois tendem a ter um pensamento amplo, multifacetado e um nível elevado de questionamento sobre si mesmas e o mundo ao redor. Essa intensidade cognitiva e emocional pode levar a crises existenciais mais frequentes, uma vez que há uma busca constante por propósito, significado e coerência entre interesses e valores.

    A dificuldade em se fixar em um único caminho é comum em perfis de alta capacidade intelectual e criatividade. Muitas vezes, há múltiplos interesses, mas o desafio está em encontrar algo que gere engajamento profundo e sustentado. Essa insatisfação pode ser fruto de um funcionamento mental que busca desafios contínuos, podendo gerar um ciclo de frustração quando as opções disponíveis parecem não corresponder às suas expectativas.

    O processo terapêutico pode ser um aliado essencial nesse momento. Explorar as origens dessa angústia, identificar padrões de pensamento que contribuem para essa insatisfação e desenvolver estratégias para lidar com a incerteza podem trazer mais clareza e aliviar o peso emocional desse questionamento constante.

    Além disso, uma avaliação neuropsicológica pode ser uma ferramenta valiosa para entender melhor seu perfil cognitivo e emocional. Identificar pontos fortes e desafios pode auxiliar na construção de estratégias mais alinhadas ao seu funcionamento, proporcionando autoconhecimento e direcionamento para escolhas profissionais e pessoais mais satisfatórias.

    Se essa angústia está afetando sua qualidade de vida, buscar suporte pode ser um passo transformador. Você não precisa lidar com isso sozinho. Se precisar de mais informações estou a disposição.


  • Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?

    Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Esses conceitos são fundamentais na psicologia e podem influenciar a relação terapêutica e interpessoal. Aqui está um resumo para diferenciá-los:

    Transferência – Ocorre quando uma pessoa projeta em outra sentimentos, expectativas ou padrões emocionais de relacionamentos passados. No contexto terapêutico, um paciente pode, por exemplo, enxergar o terapeuta como uma figura parental e reagir a ele com emoções ligadas a essa relação.

    Projeção – É um mecanismo de defesa no qual a pessoa atribui a outra sentimentos ou características que são, na verdade, dela mesma, mas que não consegue reconhecer conscientemente. Exemplo: alguém que sente inveja, mas não aceita esse sentimento, pode acusar outra pessoa de ser invejosa.

    Contratransferência – Refere-se à resposta emocional do terapeuta ao paciente, baseada em suas próprias experiências e questões pessoais. Identificar a contratransferência é essencial para que o profissional mantenha a neutralidade e a ética na condução do processo terapêutico.

    A identificação desses fenômenos exige autopercepção e supervisão clínica, sendo essenciais tanto para o terapeuta quanto para qualquer pessoa interessada em compreender suas relações emocionais. Caso queira aprofundar esses temas no seu processo de autoconhecimento ou na prática clínica, será um prazer te ajudar!







    Esses conceitos são fundamentais na psicologia e podem influenciar a relação terapêutica e interpessoal. Aqui está um resumo para diferenciá-los:

    Transferência – Ocorre quando uma pessoa projeta em outra sentimentos, expectativas ou padrões emocionais de relacionamentos passados. No contexto terapêutico, um paciente pode, por exemplo, enxergar o terapeuta como uma figura parental e reagir a ele com emoções ligadas a essa relação.

    Projeção – É um mecanismo de defesa no qual a pessoa atribui a outra sentimentos ou características que são, na verdade, dela mesma, mas que não consegue reconhecer conscientemente. Exemplo: alguém que sente inveja, mas não aceita esse sentimento, pode acusar outra pessoa de ser invejosa.

    Contratransferência – Refere-se à resposta emocional do terapeuta ao paciente, baseada em suas próprias experiências e questões pessoais. Identificar a contratransferência é essencial para que o profissional mantenha a neutralidade e a ética na condução do processo terapêutico.

    A identificação desses fenômenos exige autopercepção e supervisão clínica, sendo essenciais tanto para o terapeuta quanto para qualquer pessoa interessada em compreender suas relações emocionais. Caso queira aprofundar esses temas no seu processo de autoconhecimento ou na prática clínica, será um prazer te ajudar!



    Esses conceitos são fundamentais na psicologia e podem influenciar a relação terapêutica e interpessoal. Aqui está um resumo para diferenciá-los:

    Transferência – Ocorre quando uma pessoa projeta em outra sentimentos, expectativas ou padrões emocionais de relacionamentos passados. No contexto terapêutico, um paciente pode, por exemplo, enxergar o terapeuta como uma figura parental e reagir a ele com emoções ligadas a essa relação.

    Projeção – É um mecanismo de defesa no qual a pessoa atribui a outra sentimentos ou características que são, na verdade, dela mesma, mas que não consegue reconhecer conscientemente. Exemplo: alguém que sente inveja, mas não aceita esse sentimento, pode acusar outra pessoa de ser invejosa.
    Contratransferência – Refere-se à resposta emocional do terapeuta ao paciente, baseada em suas próprias experiências e questões pessoais. Identificar a contratransferência é essencial para que o profissional mantenha a neutralidade e a ética na condução do processo terapêutico.

    A identificação desses fenômenos exige autopercepção e supervisão clínica, sendo essenciais tanto para o terapeuta quanto para qualquer pessoa interessada em compreender suas relações emocionais. Caso queira aprofundar esses temas no seu processo de autoconhecimento ou na prática clínica, será um prazer te ajudar!




    Esses conceitos são fundamentais na psicologia e podem influenciar a relação terapêutica e interpessoal. De fora resumida podemos conceituar dizendo que:

    Transferência – Ocorre quando uma pessoa projeta em outra sentimentos, expectativas ou padrões emocionais de relacionamentos passados. No contexto terapêutico, um paciente pode, por exemplo, enxergar o terapeuta como uma figura parental e reagir a ele com emoções ligadas a essa relação.

    Projeção – É um mecanismo de defesa no qual a pessoa atribui a outra sentimentos ou características que são, na verdade, dela mesma, mas que não consegue reconhecer conscientemente. Exemplo: alguém que sente inveja, mas não aceita esse sentimento, pode acusar outra pessoa de ser invejosa.

    Contratransferência – Refere-se à resposta emocional do terapeuta ao paciente, baseada em suas próprias experiências e questões pessoais. Identificar a contratransferência é essencial para que o profissional mantenha a neutralidade e a ética na condução do processo terapêutico.

    A identificação desses fenômenos exige autopercepção e supervisão clínica, sendo essenciais tanto para o terapeuta quanto para qualquer pessoa interessada em compreender suas relações emocionais. Caso queira aprofundar esses temas no seu processo de autoconhecimento ou na prática clínica, será um prazer te ajudar!







  • Como é feita a reestruturação cognitiva em um paciente adulto ?

    Como é feita a reestruturação cognitiva em um paciente adulto ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    A reestruturação cognitiva acontece dentro do processo terapêutico, de forma individualizada e respeitando o ritmo de cada paciente. Cada pessoa tem sua história, suas crenças e suas experiências, e o tempo de evolução varia conforme o nível de conscientização, engajamento e desafios enfrentados no dia a dia.

    Esse processo, utilizado principalmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), ajuda o paciente a identificar padrões de pensamento disfuncionais, questioná-los e substituí-los por interpretações mais realistas e adaptativas. Ele não acontece de forma instantânea, mas sim gradualmente, à medida que a pessoa se torna mais consciente de como seus pensamentos influenciam suas emoções e comportamentos.

    As etapas da reestruturação incluem:

    1. Identificação dos Pensamentos Automáticos – Reconhecer padrões de pensamento negativos ou distorcidos que surgem em diferentes situações.
    2. Questionamento e Avaliação Crítica – Analisar a veracidade desses pensamentos e explorar novas perspectivas.
    3. Substituição por Pensamentos mais Adaptativos – Reformular crenças limitantes de maneira mais equilibrada e realista.
    4. Aplicação no Dia a Dia – Testar esses novos padrões na rotina e observar os efeitos nas emoções e comportamentos.
    5. Consolidação e Autonomia – Desenvolver uma nova forma de pensar, promovendo maior bem-estar e resiliência emocional.
    Se você sente que padrões de pensamento negativos estão interferindo na sua qualidade de vida, tirando assertividade e/ou funcionalidade a TCC pode ser um excelente caminho para promover mudanças efetivas. Caso queira explorar esse processo, será um prazer te ajudar!


  • O que é dessensibilização sistemática na Terapia Cognitivo Comportamental ?

    O que é dessensibilização sistemática na Terapia Cognitivo Comportamental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Compreendo que lidar com padrões de pensamento que impactam suas emoções e seu bem-estar pode ser um processo desafiador. É importante reconhecer que a reestruturação cognitiva acontece dentro do processo terapêutico, respeitando o ritmo de cada pessoa. Cada indivíduo possui uma trajetória única, e o tempo de evolução varia de acordo com suas experiências, crenças e nível de engajamento na terapia.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) utiliza a reestruturação cognitiva para ajudar o paciente a identificar, questionar e modificar padrões de pensamento disfuncionais. Esse processo não ocorre de maneira instantânea, mas sim de forma progressiva, conforme a pessoa se torna mais consciente da relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.

    As principais etapas desse trabalho incluem:

    Identificação dos pensamentos automáticos: reconhecer padrões de pensamento negativos ou distorcidos que surgem em diferentes situações.
    Questionamento e avaliação crítica: analisar se esses pensamentos são baseados em fatos ou crenças limitantes.
    Substituição por pensamentos mais adaptativos: reformular essas crenças de maneira mais equilibrada e realista.
    Aplicação no dia a dia: testar novos padrões de pensamento na rotina e observar os efeitos.
    Consolidação e autonomia: desenvolver estratégias para manter uma perspectiva mais funcional e saudável.
    Esse processo pode trazer mais clareza e leveza para a forma como você percebe e lida com os desafios da vida. Caso sinta que essa questão tem impactado sua rotina, buscar apoio profissional pode ser um caminho valioso para compreender melhor suas emoções e fortalecer sua capacidade de enfrentamento.



    Compreendo que lidar com padrões de pensamento que impactam suas emoções e seu bem-estar pode ser um processo desafiador. É importante reconhecer que a reestruturação cognitiva acontece dentro do processo terapêutico, respeitando o ritmo de cada pessoa. Cada indivíduo possui uma trajetória única, e o tempo de evolução varia de acordo com suas experiências, crenças e nível de engajamento na terapia.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) utiliza a reestruturação cognitiva para ajudar o paciente a identificar, questionar e modificar padrões de pensamento disfuncionais. Esse processo não ocorre de maneira instantânea, mas sim de forma progressiva, conforme a pessoa se torna mais consciente da relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.

    As principais etapas desse trabalho incluem:

    Identificação dos pensamentos automáticos: reconhecer padrões de pensamento negativos ou distorcidos que surgem em diferentes situações.
    Questionamento e avaliação crítica: analisar se esses pensamentos são baseados em fatos ou crenças limitantes.
    Substituição por pensamentos mais adaptativos: reformular essas crenças de maneira mais equilibrada e realista.
    Aplicação no dia a dia: testar novos padrões de pensamento na rotina e observar os efeitos.
    Consolidação e autonomia: desenvolver estratégias para manter uma perspectiva mais funcional e saudável.
    Esse processo pode trazer mais clareza e leveza para a forma como você percebe e lida com os desafios da vida. Caso sinta que essa questão tem impactado sua rotina, buscar apoio profissional pode ser um caminho valioso para compreender melhor suas emoções e fortalecer sua capacidade de enfrentamento.



    Compreendo que lidar com padrões de pensamento que impactam suas emoções e seu bem-estar pode ser um processo desafiador. É importante reconhecer que a reestruturação cognitiva acontece dentro do processo terapêutico, respeitando o ritmo de cada pessoa. Cada indivíduo possui uma trajetória única, e o tempo de evolução varia de acordo com suas experiências, crenças e nível de engajamento na terapia.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) utiliza a reestruturação cognitiva para ajudar o paciente a identificar, questionar e modificar padrões de pensamento disfuncionais. Esse processo não ocorre de maneira instantânea, mas sim de forma progressiva, conforme a pessoa se torna mais consciente da relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.

    As principais etapas desse trabalho incluem:

    Identificação dos pensamentos automáticos: reconhecer padrões de pensamento negativos ou distorcidos que surgem em diferentes situações.
    Questionamento e avaliação crítica: analisar se esses pensamentos são baseados em fatos ou crenças limitantes.
    Substituição por pensamentos mais adaptativos: reformular essas crenças de maneira mais equilibrada e realista.
    Aplicação no dia a dia: testar novos padrões de pensamento na rotina e observar os efeitos.
    Consolidação e autonomia: desenvolver estratégias para manter uma perspectiva mais funcional e saudável.
    Esse processo pode trazer mais clareza e leveza para a forma como você percebe e lida com os desafios da vida. Caso sinta que essa questão tem impactado sua rotina, buscar apoio profissional pode ser um caminho valioso para compreender melhor suas emoções e fortalecer sua capacidade de enfrentamento








  • Quais são as abordagens da psicologia cognitiva? .

    Quais são as abordagens da psicologia cognitiva? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    A Psicologia Cognitiva é uma área que estuda os processos mentais envolvidos na percepção, atenção, memória, linguagem, pensamento e resolução de problemas. Dentro dessa perspectiva, há diferentes abordagens que estruturam a compreensão e a intervenção psicológica. Algumas das principais são:

    1. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
    Baseia-se na interação entre pensamentos, emoções e comportamentos.
    O foco está na identificação e reestruturação de padrões de pensamento disfuncionais para promover mudanças emocionais e comportamentais.
    Utiliza técnicas como reestruturação cognitiva, exposição gradual e treinamento de habilidades sociais.
    Aplicada em transtornos como depressão, ansiedade, TDAH e TOC.
    2. Terapia do Esquema
    Ampliando a TCC, foca em esquemas emocionais precoces, desenvolvidos na infância e influenciadores do comportamento adulto.
    Explora crenças centrais e padrões disfuncionais que se repetem ao longo da vida.
    Utiliza técnicas de imaginação, reparentalização e ressignificação emocional.
    Indicada para transtornos de personalidade, dificuldades relacionais e padrões repetitivos de sofrimento.
    3. Teoria da Carga Cognitiva
    Propõe que a mente possui capacidade limitada de processamento.
    Explica como a sobrecarga de informações prejudica o aprendizado e a retenção de conhecimento.
    Aplicada em contextos educacionais e em estratégias para otimizar a aprendizagem.
    4. Psicologia Cognitiva Experimental
    Investiga os mecanismos do funcionamento mental por meio de experimentos controlados.
    Estuda a relação entre percepção, memória, tomada de decisão e raciocínio lógico.
    Aplicada em áreas como neurociência cognitiva e inteligência artificial.
    5. Neurociência Cognitiva
    Combina a Psicologia Cognitiva com a Neurociência para entender os correlatos neurais dos processos mentais.
    Utiliza técnicas como neuroimagem funcional (fMRI, EEG) e estudos sobre plasticidade cerebral.
    Aplicada na compreensão de transtornos neurológicos e na otimização de reabilitação cognitiva.
    Cada abordagem tem um foco específico, e sua aplicação varia conforme o contexto clínico, educacional ou experimental. Caso tenha interesse em aprofundar alguma delas ou relacioná-las à prática clínica, estou à disposição para explorar mais esse tema.


  • Sempre sonho que estou na casa onde cresci, e não na casa que moro hoje isso me incomoda, e também s

    Sempre sonho que estou na casa onde cresci, e não na casa que moro hoje isso me incomoda, e também sempre que sonho com meu irmão mais novo sonho como se ele ainda fosse criança mas hoje ele já tem 18 anos. Na adolescência passei por turbulências e foi na transição morar nessa casa e irá para outra e também foi o momento que diminui o contato com meu irmão.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Os sonhos e seus conteúdos são altamente subjetivos e podem refletir diferentes aspectos da nossa vida emocional, memórias e processos internos. Na neurociência, entende-se que os sonhos estão ligados à consolidação da memória e ao processamento emocional, mas seu significado pode variar de pessoa para pessoa.

    Sonhar com a casa da infância pode estar associado a memórias marcantes, sejam elas positivas ou desafiadoras. Como essa casa esteve presente em um período de transição turbulento na adolescência, seu cérebro pode estar acessando aspectos emocionais ainda não totalmente elaborados.

    Sonhar com seu irmão mais novo ainda criança, mesmo sabendo que ele já é adulto, pode representar a forma como seu vínculo com ele foi consolidado emocionalmente. Como houve um distanciamento nessa fase, seu cérebro pode estar trazendo essa imagem associada ao afeto e à conexão daquela época.

    No entanto, é essencial lembrar que os sonhos não têm um significado fixo e universal. Cada caso deve ser analisado individualmente, considerando o contexto pessoal e emocional de quem sonha. Se esses sonhos estão te incomodando, pode ser interessante explorá-los em um espaço terapêutico, para compreender o que podem representar dentro da sua história de vida e como entender e se preciso ressignificar essas experiências de forma mais tranquila.


  • Gostaria de saber o que é considerado altas habilidades?

    Gostaria de saber o que é considerado altas habilidades?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    ico feliz pelo seu interesse nesse tema tão fascinante. Altas Habilidades/Superdotação (AHSD) se referem a pessoas que demonstram desempenho significativamente acima da média em uma ou mais áreas, como capacidades intelectuais gerais, criatividade, liderança, habilidades acadêmicas específicas, artísticas ou psicomotoras.

    Na prática, não se trata apenas de um alto QI, mas de um conjunto de características que envolvem intensidade emocional, curiosidade, pensamento crítico, capacidade de aprender rapidamente e, muitas vezes, uma forte sensibilidade ao ambiente.

    Do ponto de vista da neurociência, estudos mostram que pessoas com altas habilidades podem ter maior eficiência em determinadas redes neurais, processamento mais rápido de informações ou maior conectividade entre regiões cerebrais, o que contribui para sua agilidade intelectual e criatividade.

    É importante saber que altas habilidades não são apenas “talento” ou “facilidade”. Muitas vezes, vêm acompanhadas de desafios emocionais, sociais ou comportamentais, como perfeccionismo, sensação de inadequação ou dificuldade em encontrar pares com interesses semelhantes. Por isso, o processo terapêutico e a avaliação neuropsicológica são recursos valiosos para compreender o perfil cognitivo e emocional, apoiar o desenvolvimento pleno e ajudar a lidar com possíveis dificuldades.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.