Perguntas do paciente (29)

  • Como um TDAH faz pra criar o hábito de comer focado apenas no alimento, ao invés de dividir a atençã

    Como um TDAH faz pra criar o hábito de comer focado apenas no alimento, ao invés de dividir a atenção entre ele e a tela do computador (vídeos ou textos interessantes), sendo que, quando tenta isso em casa, sua mente começa a se encher de pensamentos e preocupações durante a refeição?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Olá,
    O Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade, é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja um indivíduo com TDAH tem um cérebro que funciona " por caminhos diferente" do da maioria das pessoas, geralmente são pessoas com bastante energia e criatividade, mas com dificuldade em controlar o fluxo de pensamento por ser intenso, acelerado e "desorganizado" sendo essa uma das causas da falta de foco e atenção.
    Um dos melhores tratamento que conheço, é através da Terapia Cognitiva comportamento, que realiza treinos de habilitação cognitiva onde são implementadas, técnicas para controle dos pensamento, manutenção da atenção e foco para finalização de tarefas e melhoramento da memória.
    A terapia pode ajudar de diversas maneiras, falar sobre no seu caso específico não é possível sem conhecer, sua história, rotina, personalidade... mas uma hipótese que arriscaria dizer, baseado no conhecimento no funcionamento cerebral da pessoa com TDAH é que talvez o momento em que senta-se para comer, seja um dos poucos momentos em que está realizando uma única atividade por vez, o cérebro do TDAH é muito ativo, quando desacelera um pouco é comum vir preocupações da vida diária. Uma estratégia que muitos indivíduos utiliza para evitar pensamento indesejado é manter-se sempre bastante ocupado, por isso assistir, ler, utilizar o celular enquanto come pode ser um mecanismos de defesa que crio sem nem se dar conta.
    É só uma hipótese que pode ou não fazer sentido, para falar com mais assertividade só dentro do processo terapêutico.
    Espero ter ajudado.


  • Não sou bom em nada, oque fazer? Aceitar e não fazer nenhum curso?

    Não sou bom em nada, oque fazer? Aceitar e não fazer nenhum curso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    É natural sentir-se perdido e questionar suas habilidades em algum momento da vida. Mas essa percepção de “não ser bom em nada” geralmente não reflete uma realidade objetiva, e sim um modo de pensar autodepreciativo, que pode estar ligado a experiências passadas, padrões de comparação ou até dificuldades na percepção das próprias competências.

    O conceito de competência é amplo – muitas vezes, medimos nosso valor apenas por conquistas externas, ignorando habilidades internas como resiliência, criatividade, empatia e adaptabilidade, que são fundamentais para o crescimento pessoal e profissional.

    A sensação de incompetência pode estar relacionada a crenças disfuncionais. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e na Terapia do Esquema, trabalhamos a identificação de padrões de pensamento que podem estar reforçando essa visão negativa sobre si mesmo. Muitas vezes, esse sentimento vem de experiências passadas, comparações constantes ou até um perfeccionismo paralisante, que faz com que nada pareça “bom o suficiente”.

    Fazer ou não um curso não deve ser uma decisão baseada no medo ou na sensação de incapacidade, mas sim no que pode te trazer curiosidade e desenvolvimento. Buscar aprendizado, seja formal ou informal, pode ser uma forma de explorar seus interesses e testar novas possibilidades, sem a pressão de “precisar ser o melhor” logo de início.

    Uma avaliação neuropsicológica pode te ajudar a compreender melhor seu perfil cognitivo e emocional, identificando pontos fortes e dificuldades que podem estar impactando sua percepção de si mesmo. Isso pode trazer um direcionamento mais claro sobre seus talentos e áreas de desenvolvimento.
    Se quiser aprofundar essa jornada de autoconhecimento, será um prazer te ajudar nesse processo de forma ética e acolhedora. Você não está sozinho!


  • qual profissional devo procurar para saber se meu irmao tem TDAH?

    qual profissional devo procurar para saber se meu irmao tem TDAH?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Para investigar se seu irmão tem Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), o ideal é buscar um profissional especializado na avaliação desse quadro. As principais opções são:

    Neuropsicólogo – Realiza uma avaliação neuropsicológica, que envolve testes específicos para analisar atenção, memória, funções executivas e outros aspectos cognitivos e emocionais. Esse processo ajuda a entender se há indícios de TDAH e como ele impacta a rotina.

    Psiquiatra ou Neurologista – Pode fazer uma avaliação clínica, descartar outras condições médicas e, se necessário, orientar sobre tratamentos.
    Se houver sinais persistentes de desatenção, impulsividade ou hiperatividade afetando o dia a dia do seu irmão, a avaliação neuropsicológica pode ser um primeiro passo importante para obter um diagnóstico mais preciso e um plano de intervenção adequado. Se precisar, estou à disposição para ajudar nesse processo!


  • Tenho quase 30 anos, sou muito ansioso e demoro focar para realizar minhas atividades de estudo. Ser

    Tenho quase 30 anos, sou muito ansioso e demoro focar para realizar minhas atividades de estudo. Seria útil uma avaliação com neuropsicólogo? Se sim, quantas sessões dura essa avaliação, em média? Preciso colocar no papel quanto investiria em R$ já que não tenho plano de saúde.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Olá,
    Geralmente a avaliação neuropsicológica é indicada, quando a falta de foco traz prejuízos nas seguintes áreas, acadêmica, profissional ou pessoal. Mesmo neste casos, é necessário antes passar por uma entrevista com neurologista ou psicólogo/neuropsicólogo para esclarecer se a ansiedade gera a falta de foco, e neste caso indico o processo terapêutico na abordagem Cognitivo comportamental (TCC). Ou investigar se a ansiedade é reflexo da dificuldade no foco para concluir tarefas. Entender como foi sua trajetória escolar afim de saber se a falta de atenção/concentração o acompanha desde a infância. Se esse for o caso, o mais indicado seria passar por uma avalição Neuropsicológica onde é investigada através de testes neuropsicológico atenção, memória, foco, velocidade de processamento, podendo identificar ou descartar algum transtorno de atenção com o TDAH por exemplo.
    Ao final da avalição é elaborado um relatório com o que foi observado através dos testes e a indicação do tratamento mais adequado para sanar sua queixa.


  • Por que quando alguém nos magoa, nós queremos meio que "machucar" essa pessoa mesmo sendo alguém que

    Por que quando alguém nos magoa, nós queremos meio que "machucar" essa pessoa mesmo sendo alguém que amamos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Nossas sentimentos/emoções são ativados por diferente situações em nosso cotidiano. A forma que reagimos a determinadas emoções está bastante relacionada ao contexto biopsicossocial que estamos envolvidos. Dito de outra forma, nossas atitudes e rações sofrem influencia, da nossa constituição genética, da educação que recebemos, do tipo de personalidade que temos e da influencia do meio que vivemos. A magoa, é um tipo de emoção interpretado pelo cérebro como algo doloroso. Esse sentimento ativa nossos mecanismo de defesa, que são variados, há pessoas que sentem vontade de revidar, outras podem se afastar, ignorar, tentar esclarecer, tirar satisfação e assim por diante.
    Como já dito, as reações são variadas, o processo terapêutico é indicado para nos conhecermos melhor, entender porque reagimos de determinada maneira. Quanto maior nosso autoconhecimento maior as chances de tomarmos decisões mais conscientes e reagirmos de maneira mais assertiva em diferentes situações.


  • Existe TOC mental? Digo, sem ser o tipo de DOC em que você precisa realizar repetidas vezes a mesma

    Existe TOC mental? Digo, sem ser o tipo de DOC em que você precisa realizar repetidas vezes a mesma ação. Um TOC que só acontece na sua cabeça. Os mesmos tipos de pensamento sempre se repetindo dentro da sua cabeça, não necessariamente pensamentos negativos, só persistentes mesmo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Olá,
    Neste caso, seria um pensamento intrusivo. É quando o pensamento aprece sem uma relação direta ou aparente com o que está realizando no momento Ex. pode aparecer de forma inesperada no meio de uma conversa. Como o nome diz é um pensamento intrusivo, "que se intromete" de forma repetitiva em diferente contexto, podendo ou não ser negativo.
    Na maioria dos casos isso não traz prejuízos para as pessoas.
    Deve se procurar ajuda quando esses pensamentos interferem na rotina causando alguma dificuldade no cotidiano.
    Exemplos:
    Costumam ser irracionais e você tem consciência disso, mas não sabe como parar;
    Se manifestam em horas inoportunas, como momentos antes de dormir, podendo levar a insônia;
    Assumem o controle da mente, atrapalhando a concentração;
    Geram interpretações exagerados do que pode acontecer parecendo cada vez mais reais, na medida que se repetem;
    Geram sentimento de autocrítica, resultando em sensações de vergonha, impotência e baixa autoestima;
    Podem se traduzir em impulsos ou atos repetitivos (compulsões) que servem para “silenciar”, temporariamente, a ansiedade gerada pela obsessão do pensamento, entre outros.
    Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) que é o dispositivo oficial de traçar os diagnósticos psiquiátricos nos Estados Unidos, sendo utilizado em grande escala no mundo o tratamento pode ser feito através da terapia da abordagem Psicodinâmica, Terapia Cognitiva comportamental e através de terapia medicamentosa.


  • É normal lembrar apenas de recortes da infância? Sem diálogos, lembrança de rostos, cenas completas,

    É normal lembrar apenas de recortes da infância? Sem diálogos, lembrança de rostos, cenas completas, etc, apenas pequenos recortes.
    Consigo lembrar das coisas a partir de que idade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Importante entender sobre que parte específica da infância está se referindo.
    Para alguns cientistas a infância é dividida em 3 etapas/fases:
    Primeira infância: do nascimento aos 3 anos de idade;
    Segunda infância: dos 3 aos 6 anos;
    Terceira infância: dos 6 aos 11 anos.
    A formação de memória faz parte da um processo complexo leva em consideração vários aspectos, inclusive a formação e domínio da linguagem.
    Algumas pesquisas científica apontam que o hipocampo, considerado responsável pela formação das memórias, continua se desenvolvendo pelo menos até os sete anos. Há indícios que o limite típico para a compensação da amnésia infantil é por volta dos 3 anos e meio de idade. Outro fato interessante é que crianças e adolescentes têm memórias mais antigas do que os adultos. Levando-nos a deduzir que o problema pode estar menos em formar memórias do que em mantê-las.
    Dito isso, alguns pontos a serem considerado para responder a pergunta seriam interessantes. Tais como ; qual sua idade atual e sobre qual ou quais fases da infância está se referindo.
    A maioria das pessoas tem lembrança mais elaboradas a partir dos 6/7 anos de idade. Caso não consiga se lembrar de fatos e vivencias a partir desta idade, uma possibilidade é que talvez tenha vivido algum momento traumático/doloroso e neste caso alguns mecanismos de defesas psicológicos entram em ação "bloqueando" essas lembranças com objetivo de evitar o sofrimento.
    Caso essa hipótese faça sentindo, a consulta com um psicólogo ou psicanalista pode ajudar.


  • olá, tenho muita dificuldade em aprendizado, desde de pequena sempre fui ruim, agora na vida acadêmi

    olá, tenho muita dificuldade em aprendizado, desde de pequena sempre fui ruim, agora na vida acadêmica estou sofrendo muito, a matéria não entra na cabeça, mesmo com estudo não entra, gostaria de saber qual profissional devo procurar.....?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Olá, uma boa alternativa seria a realização de uma avaliação neuropsicológica. É um exame que tem como objetivo mensurar e descrever o perfil de desempenho cognitivo ou seja, pode trazer clareza sobre partes específicas do seu funcionamento cerebral, verificando alterações cognitivas que podem ser decorrentes de desordens neurológica ou outros transtornos relacionados a:
    Atenção, memória e aprendizagem.
    • Planejamento e organização (funções executivas).
    • Habilidades perceptivas e motoras.
    • Habilidades visuo-espaciais.
    • Habilidades acadêmicas.
    • Resolução de problemas.
    • Capacidade de raciocínio e julgamento.
    • Linguagem.
    • Humor e comportamento
    Além de ser possível identificar qual ou quais áres podem estar lhe causando dificuldade no aprendizado é descritos quais procedimentos e profissionais são mais indicados para o tratamento. ( Psicopedagogo, psicólogo, fonoaudiólogo psiquiatra entre outros.)


  • Tenho TDHA e os remédios n funcionaram cmg, então eu não tomo , tenho dificuldade em socializar e in

    Tenho TDHA e os remédios n funcionaram cmg, então eu não tomo , tenho dificuldade em socializar e interagir puxa assunto enfim, tenho essas dificuldades por causa do TDHA. Com terapia é possivel melhora bastante essas minhas dificuldade de socializar ,interagir e puxa assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Julia Mioto

    Obrigada por compartilhar sua experiência de forma tão aberta. É muito válido buscar entender melhor suas dificuldades, especialmente quando a medicação não trouxe o resultado esperado para o TDAH.

    As dificuldades em socializar, interagir e puxar assunto podem, sim, estar relacionadas ao TDAH. Pessoas com esse diagnóstico podem apresentar desafios na atenção, no controle da ansiedade e na organização do pensamento, o que pode impactar as interações sociais.

    No entanto, é importante dizer que essas dificuldades também podem aparecer em outras condições, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que envolve diferenças no processamento social, comunicação e percepção de nuances nas relações interpessoais. Há casos em que as características do TDAH e do TEA coexistem, o que pode tornar o quadro mais complexo.

    Por isso, uma avaliação neuropsicológica pode ser extremamente útil. Esse tipo de avaliação ajuda a compreender com mais clareza seu perfil cognitivo, emocional e social, identificando tanto suas potencialidades quanto as áreas que precisam de mais suporte.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente essas questões, ajudando a:

    Identificar e reestruturar pensamentos automáticos que alimentam insegurança ou medo de se expor socialmente.

    Desenvolver habilidades sociais, com treino prático para iniciar e manter conversas, interpretar sinais sociais e lidar com situações inesperadas.

    Regular a ansiedade e fortalecer a autoconfiança nas interações.

    Do ponto de vista da neurociência, sabemos que as áreas cerebrais envolvidas na atenção, autocontrole e percepção social funcionam de maneira diferente no TDAH e no TEA, mas também sabemos que o cérebro é plástico e pode desenvolver novas conexões e estratégias, principalmente quando trabalhamos essas áreas de forma direcionada.

    Portanto, há sim possibilidades reais de melhora através da terapia, mas é fundamental entender mais profundamente qual é o seu funcionamento individual. Se desejar, será um prazer te ajudar nesse processo, sempre com ética, respeito e acolhimento. Você não precisa passar por isso sozinho.


Perguntas frequentes

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