Perguntas do paciente (416)

  • Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalist

    Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalista ou um psicólogo?
    Já fazia acompanhamento com um psiquiatra.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? Tanto a psicoterapia com psicólogo quanto a psicanálise podem ajudar, mas talvez a escolha mais importante não seja apenas o “nome da abordagem”, e sim o tipo de cuidado que você precisa neste momento da sua vida.

    Quando existe ansiedade, depressão e síndrome do pânico juntos, geralmente o sistema emocional está muito sobrecarregado. E, nesses casos, costuma ser importante ter um acompanhamento que ajude não só a compreender os conflitos internos, mas também a desenvolver manejo dos sintomas, regulação emocional e sensação de segurança no dia a dia.

    A psicoterapia com psicólogo costuma oferecer isso de forma mais estruturada e integrada, principalmente em abordagens voltadas para ansiedade e depressão. Já a psicanálise tende a aprofundar mais questões inconscientes, história emocional e padrões relacionais. Algumas pessoas se identificam muito com esse formato mais exploratório; outras precisam inicialmente de um trabalho mais focado em estabilização emocional.

    Talvez a pergunta principal seja: hoje você sente mais necessidade de compreender profundamente sua história emocional… ou de conseguir respirar melhor emocionalmente e recuperar funcionamento no cotidiano? Porque isso ajuda bastante a pensar no tipo de acompanhamento que pode fazer mais sentido agora.

    Outro ponto importante: o fato de você já estar com psiquiatra mostra que existe um cuidado sendo construído. E, na maioria dos casos, o melhor resultado acontece quando medicação e acompanhamento psicológico caminham juntos.

    Também vale lembrar que vínculo terapêutico faz muita diferença. Às vezes duas pessoas podem usar a mesma abordagem, mas a experiência emocional do paciente é completamente diferente. Sentir-se compreendido e seguro no processo costuma ser mais decisivo do que decorar nomes de linhas teóricas.

    Você não precisa acertar “perfeitamente” na primeira escolha. O mais importante é não continuar enfrentando tudo isso sozinho.

    Esses sofrimentos têm tratamento e podem melhorar bastante com acompanhamento adequado e consistente.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ans

    O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ansiedade? Ir tb no psicologo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? Sim, procurar um psicólogo é muito importante, especialmente quando os medicamentos sozinhos não estão trazendo a melhora esperada. E isso não significa que seu caso “não tem solução” ou que você está condenado a viver assim. Às vezes, o tratamento precisa ser ajustado, combinado ou revisto de forma mais ampla.

    Depressão e ansiedade não dependem apenas de química cerebral. Existem padrões emocionais, formas de pensar, experiências de vida, traumas, hábitos e até o modo como a pessoa se relaciona consigo mesma que influenciam diretamente o sofrimento. A medicação pode ajudar bastante a estabilizar o sistema, mas muitas vezes ela não consegue, sozinha, reorganizar tudo isso.

    Também é importante considerar que nem sempre a primeira medicação ou combinação será a mais eficaz. Em alguns casos, o psiquiatra precisa revisar diagnóstico, doses, tempo de uso ou até investigar fatores associados, como privação de sono, estresse crônico, questões hormonais ou outros transtornos coexistindo. Você sente que os medicamentos não ajudaram em nada… ou houve melhora parcial, mas insuficiente?

    Outro ponto delicado é que, quando a pessoa sofre há muito tempo, pode surgir um desgaste emocional enorme e uma sensação de desesperança. E aí qualquer tentativa frustrada pesa ainda mais. O cérebro começa a pensar: “nada vai funcionar comigo”. Mas esse pensamento costuma vir do próprio sofrimento acumulado, não de uma verdade definitiva.

    A terapia pode ajudar justamente a entender o que está sustentando esse estado emocional, trabalhar padrões de pensamento, comportamento, medo, culpa, vazio e reconstruir uma sensação de direção interna. E, muitas vezes, o melhor resultado acontece quando psicoterapia e psiquiatria caminham juntas.

    Talvez o mais importante agora não seja encontrar “o remédio perfeito”, mas construir um tratamento mais integrado e consistente. Porque você não é apenas um conjunto de sintomas químicos — existe uma história emocional inteira aí dentro precisando ser compreendida também.

    Você não precisa desistir porque um tratamento não funcionou como esperava. Às vezes o caminho exige ajustes, tempo e uma abordagem mais ampla.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Por favor algum médico me ajuda.Estou grávida e estou com depressão e com muito medo por favor.

    Estou grávida e estou com depressão. Devo procurar algum especialista para obter alguma ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? Sim, é muito importante que você procure ajuda. E isso não significa fraqueza nem que você esteja sendo “menos mãe”. A gestação provoca mudanças enormes no corpo, nos hormônios, na rotina emocional e na forma como a mulher percebe a si mesma e o futuro. Em algumas mulheres, esse período desperta também tristeza intensa, ansiedade, sensação de vazio ou desesperança.

    Muita gente imagina que a gravidez deveria ser vivida apenas com felicidade, e quando surgem sintomas depressivos aparece culpa junto. Mas sofrimento emocional na gestação existe, é real e merece cuidado. Você percebe se essa tristeza vem acompanhada de desânimo constante, sensação de cansaço emocional, medo ou dificuldade de se conectar com as coisas do dia a dia?

    O ideal é buscar um psicólogo para ter um espaço de acolhimento e compreensão do que você está vivendo. E, dependendo da intensidade dos sintomas, também vale conversar com um psiquiatra, especialmente alguém com experiência em saúde mental perinatal. Existem formas seguras de acompanhamento durante a gravidez, inclusive quando há necessidade de medicação.

    Outra coisa importante: depressão na gestação não define quem você é como mãe. Muitas vezes, ela acontece justamente porque o sistema emocional está sobrecarregado, assustado ou tentando lidar com mudanças profundas.

    Talvez o mais importante agora não seja tentar “dar conta sozinha”, mas permitir que você também seja cuidada nesse momento. Porque, quando a mulher entra em sofrimento importante na gravidez, ela precisa de suporte, não de cobrança.

    Você não precisa esperar piorar para buscar ajuda. Quanto antes isso for acolhido, maiores costumam ser as chances de melhora e de viver essa fase com mais estabilidade emocional.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida

    Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida com a situação tive muitas perda a na família e esse quadro de ansiedade foi só agravando o que. Faco pra sai dessa rotina de transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? O que você descreve parece o corpo e a mente tentando suportar perdas e dores emocionais que foram se acumulando ao longo do tempo. E, quando isso acontece, a ansiedade muitas vezes deixa de ser algo “pontual” e vira um estado constante de alerta. As palpitações, dores no peito e crises acabam sendo o jeito que o organismo encontra para expressar esse excesso de tensão e medo acumulados.

    Perder pessoas importantes mexe profundamente com a sensação de segurança. É como se o cérebro começasse a viver esperando que algo ruim pudesse acontecer de novo a qualquer momento. E aí o corpo entra em vigilância constante. Você percebe se suas crises pioram quando lembra dessas perdas ou quando sente medo de perder mais alguém?

    Uma coisa importante é entender que ansiedade intensa não é só “nervosismo”. O corpo realmente reage: coração acelera, músculos tensionam, a respiração muda, o peito dói. E isso assusta ainda mais, criando um ciclo onde o medo dos sintomas aumenta os próprios sintomas.

    Sobre “sair dessa rotina”, talvez o primeiro passo seja parar de tentar lutar sozinho contra tudo isso. Porque, quando a pessoa vive tempo demais em estado de alerta, ela vai ficando emocionalmente esgotada. Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a trabalhar tanto o luto quanto a ansiedade, entendendo o que está mantendo esse sistema tão ativado. E, dependendo da intensidade das crises, uma avaliação psiquiátrica também pode ser importante para dar mais estabilidade ao corpo nesse momento.

    Talvez seu organismo não esteja “quebrado”. Parece mais alguém que passou por perdas importantes e cujo sistema emocional não conseguiu mais voltar ao estado de segurança de antes.

    Você não precisa resolver isso de uma vez nem carregar tudo sozinho. Essas reações têm explicação e têm tratamento.

    Se fizer sentido, podemos explorar isso juntos.


  • Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto es

    Olá. Tenho ansiedade diagnosticada mas não terminei o tratamento. Já faz algum tempo que me sinto estranha, não tenho reação as coisas.
    Se algo de ruim ou bom acontece não manifesto reação sobre isso. E agora tenho sentido uma estranheza das coisas e ambiente q me encontro.
    Isso pode ser devido a ansiedade não tratada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? O que você descreve pode, sim, estar relacionado à ansiedade prolongada e ao fato do tratamento ter sido interrompido, principalmente se o seu sistema emocional já vinha funcionando em estado de alerta há bastante tempo.

    Muitas pessoas imaginam que ansiedade significa apenas “sentir demais”, mas, em alguns momentos, o cérebro parece fazer o movimento contrário: ele começa a “anestesiar” emoções para tentar suportar o excesso de tensão. E aí surge essa sensação de estranheza, desconexão ou falta de reação, como se as coisas perdessem intensidade emocional. É como se o organismo estivesse cansado demais para continuar reagindo do mesmo jeito.

    Essa sensação de estranhamento do ambiente também pode acontecer em quadros de ansiedade intensa, especialmente quando existe hipervigilância e esgotamento emocional. Algumas pessoas descrevem como se tudo parecesse distante, artificial ou diferente do habitual. Isso costuma assustar bastante, porque a pessoa começa a pensar que está “perdendo algo dentro de si”. Você percebe se essa sensação piora quando está mais ansiosa ou pensando muito sobre ela?

    Também vale considerar que, quando a ansiedade permanece ativa por muito tempo sem cuidado adequado, podem surgir sintomas depressivos junto, como apatia, sensação de vazio e dificuldade de se conectar emocionalmente com as situações.

    O mais importante aqui talvez seja não tentar enfrentar isso sozinha nem interpretar imediatamente como algo irreversível. O fato de você já ter um histórico de ansiedade mostra que existe um contexto emocional por trás dessas experiências.

    Talvez o seu cérebro não tenha “parado de sentir”, mas esteja tentando funcionar em modo de proteção depois de muito tempo sobrecarregado.

    Seria importante retomar um acompanhamento psicológico e, dependendo da intensidade desses sintomas, também conversar com um psiquiatra para reavaliar seu quadro atual. Quanto mais cedo isso for acolhido, maiores costumam ser as chances de melhora.

    Você não está estranha porque “enlouqueceu”. Parece mais alguém emocionalmente exausta tentando continuar funcionando.

    Se fizer sentido, podemos explorar isso juntas.


  • Tenho 46 anos, estou grávida de 6 meses, primeira gestação e casada há 6 meses. Estou vivendo sob es

    Tenho 46 anos, estou grávida de 6 meses, primeira gestação e casada há 6 meses. Estou vivendo sob estresse por causa dos incômodos da gravidez, da vida a dois e da pandemia. Devo procurar um psicólogo, psicanalista ou psiquiatra para me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? O que você está vivendo envolve muitas mudanças importantes acontecendo ao mesmo tempo: primeira gestação, casamento recente, adaptações da vida a dois, mudanças físicas e emocionais da gravidez e ainda o impacto emocional de um período tão estressante como a pandemia. Tudo isso junto pode realmente gerar uma sobrecarga grande no corpo e na mente.

    Sim, buscar ajuda pode ser muito importante nesse momento. E, pelo que você descreve, um psicólogo já seria um ótimo começo, especialmente alguém com experiência em gestação, maternidade ou saúde emocional feminina. A terapia pode ajudar bastante a organizar emoções, medos, expectativas, conflitos da vida conjugal e o impacto psicológico das mudanças que você está atravessando.

    O psiquiatra costuma ser mais indicado quando os sintomas emocionais estão muito intensos, como ansiedade severa, crises frequentes, insônia importante, tristeza profunda ou dificuldade de funcionamento. E mesmo durante a gestação existem formas seguras de avaliação e acompanhamento, quando necessário.

    Sobre psicanálise, ela também pode ajudar algumas pessoas, principalmente em questões mais profundas relacionadas à história emocional e vínculos. Mas talvez, neste momento de tantas mudanças simultâneas, o mais importante seja encontrar um espaço terapêutico em que você consiga se sentir acolhida, compreendida e emocionalmente sustentada.

    Uma coisa importante é que gravidez não protege automaticamente a pessoa do sofrimento emocional. Muitas mulheres se culpam por não conseguirem viver essa fase apenas com felicidade, quando na verdade é um período de intensas transformações físicas, hormonais e psicológicas. Você percebe se o estresse vem mais da sobrecarga emocional… ou da sensação de que precisa dar conta de tudo ao mesmo tempo?

    Talvez o mais importante agora não seja “aguentar firme”, mas permitir que você também tenha suporte enquanto atravessa essa transição tão grande da vida.

    Você não precisa esperar chegar ao limite para buscar ajuda. Cuidar da sua saúde emocional durante a gestação também é uma forma de cuidado com você e com o bebê.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pa

    Quando tenho síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade, sinto muita falta de ar. Em tempos de pandemia sei que a atividade física é essencial. Como posso melhorar meu condicionamento se a ansiedade me tira o fôlego?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? O que você descreve é muito comum em pessoas com ansiedade e síndrome do pânico, e realmente pode gerar um conflito difícil: você sabe que a atividade física faz bem, mas o próprio corpo parece impedir, porque a falta de ar assusta e faz parecer que algo está errado.

    Uma coisa importante é entender que a ansiedade altera bastante a percepção da respiração. Muitas vezes o problema não é falta real de oxigênio, mas um sistema de alerta hiperativado monitorando cada sensação corporal. E aí qualquer aumento da frequência cardíaca ou mudança respiratória — que seriam normais durante exercício — pode ser interpretado como perigo. O cérebro entra em alerta e o corpo responde ainda mais forte. Você percebe se o medo aumenta justamente quando sente o coração acelerar ou a respiração mudar?

    Isso faz com que muita gente evite atividade física por medo das sensações corporais. O problema é que o cérebro aprende: “se eu evitar, fico seguro”. E aí tanto o condicionamento físico quanto a confiança no próprio corpo vão diminuindo.

    Talvez o caminho não seja tentar começar “forte” ou exigir de si mesmo um desempenho alto agora. Em quadros de ansiedade, geralmente funciona melhor uma reaproximação gradual do corpo e do movimento. Pequenos estímulos, em ritmo seguro, ajudam o cérebro a reaprender que aumento de batimento, suor e respiração mais intensa não significam necessariamente risco.

    Também ajuda bastante diferenciar sensação desconfortável de sensação perigosa. Porque, durante a ansiedade, o corpo pode parecer ameaçador mesmo quando está funcionando normalmente.

    Se você já passou por avaliação médica e não há contraindicação física, atividade física costuma ser uma aliada importante tanto para ansiedade quanto para pânico. Mas talvez o primeiro objetivo agora não seja “ganhar condicionamento”, e sim recuperar confiança de que seu corpo consegue se mover sem entrar em estado de ameaça.

    Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante nesse processo, especialmente trabalhando o medo das sensações físicas e a relação que você criou com a falta de ar.

    Seu corpo provavelmente não está sem capacidade. Ele parece condicionado a interpretar esforço físico como sinal de perigo.

    E isso pode ser reaprendido aos poucos, sem violência contra você mesmo.

    Se fizer sentido, podemos explorar isso juntos.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve é mais comum do que parece, e não tem relação direta com orientação sexual. Muitas vezes, a dificuldade em falar com mulheres está ligada a fatores como ansiedade social, medo de julgamento, insegurança ou até expectativas muito altas sobre “ter que dar certo”. Nessas situações, o cérebro entra em modo de alerta, como se aquele momento fosse uma avaliação importante, o que acaba travando a espontaneidade.

    Um ponto importante é perceber que não se trata de “falta de habilidade”, mas de um padrão que pode ser entendido e trabalhado. Quanto mais você evita essas interações ou se cobra para agir de uma forma específica, maior tende a ser a tensão. Aos poucos, isso vai reforçando a ideia de que você “não consegue”, quando na verdade o problema está mais na pressão interna do que na capacidade em si.

    Talvez valha você se perguntar: o que passa pela sua cabeça quando está diante de uma mulher? Você imagina que precisa impressionar, evitar erros ou ser aprovado? E quando a conversa não flui como esperado, como você se avalia depois? Essas respostas ajudam a entender o ciclo que mantém essa dificuldade.

    Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante nesse processo, trabalhando tanto a parte emocional quanto a forma como você se posiciona nessas interações, sem precisar forçar um “personagem”. Em alguns casos, quando a ansiedade é mais intensa, uma avaliação com psiquiatra também pode ser considerada.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Olá tenho dificuldade de me socializar tenho medo de reuniões com outras pessoas isso pode se dizer

    Olá tenho dificuldade de me socializar tenho medo de reuniões com outras pessoas isso pode se dizer que é fobia social ou eu sou antissocial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? O que você descreve parece muito mais próximo de ansiedade social do que de um comportamento “antissocial” no sentido clínico da palavra. Muita gente usa esse termo para falar de timidez ou dificuldade de convivência, mas o Transtorno de Personalidade Antissocial envolve outras características, como desrespeito persistente pelos direitos dos outros, impulsividade e pouca responsabilidade afetiva, o que é bem diferente do medo de socializar.

    Na fobia social, geralmente existe um receio intenso de exposição, julgamento, vergonha ou de “não saber agir” em situações sociais. Reuniões, grupos e ambientes com várias pessoas podem ativar um estado de alerta muito forte. E aí o corpo reage: tensão, coração acelerado, vontade de evitar, dificuldade de falar ou sensação de estar sendo observado o tempo inteiro. Você percebe se o medo está mais ligado ao que as pessoas podem pensar de você?

    Também é comum que a pessoa comece a evitar encontros e situações sociais para aliviar a ansiedade. O problema é que o alívio momentâneo acaba reforçando o medo no longo prazo, porque o cérebro aprende que evitar “protege”. E isso pode fazer a vida social ir ficando cada vez menor.

    Outra coisa importante: ter dificuldade de socialização não significa que você não goste de pessoas ou queira ficar isolado para sempre. Muitas pessoas com ansiedade social desejam conexão, amizade e convivência, mas o medo acaba ficando mais forte que a vontade.

    Talvez a pergunta principal não seja “o que eu sou?”, mas entender o que acontece dentro de você quando está perto de outras pessoas. Porque isso costuma revelar muito mais do que um rótulo isolado.

    Esse tipo de sofrimento costuma responder muito bem a acompanhamento psicológico, principalmente quando o foco está em reduzir a ansiedade e reconstruir segurança nas relações.

    Você não parece alguém “frio” ou sem interesse social. Parece mais alguém que aprendeu a associar interação com tensão e ameaça.

    Se fizer sentido, podemos explorar isso juntos.


  • Olá, minha mãe vem enfrentando problemas de insônia e tremores nas mãos. Isso pode ser causado por a

    Olá, minha mãe vem enfrentando problemas de insônia e tremores nas mãos. Isso pode ser causado por ansiedade? Qual o profissional adequado para tratar esse tipo de problemas: Psiquiatra, psicólogo ou neurologista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? Sim, ansiedade pode causar tanto insônia quanto tremores, principalmente quando o corpo permanece em estado constante de tensão e alerta. Muitas pessoas ansiosas relatam dificuldade para desligar a mente à noite, sensação de inquietação física e tremores mais perceptíveis nas mãos em momentos de nervosismo ou estresse.

    Mas existe um ponto importante: tremores também podem ter outras causas, incluindo questões neurológicas, hormonais, metabólicas ou até efeitos de medicações. Por isso, embora a ansiedade possa explicar os sintomas, é importante não concluir isso sem uma avaliação mais ampla.

    Sobre qual profissional procurar, talvez o caminho mais adequado seja pensar de forma integrada. Um clínico geral ou neurologista pode ajudar a investigar possíveis causas físicas dos tremores, especialmente se eles forem frequentes ou estiverem aumentando. Já o psiquiatra pode avaliar se existe um quadro de ansiedade, insônia ou outra condição emocional contribuindo para os sintomas. E o psicólogo ajuda bastante no manejo da ansiedade, do estresse e das emoções que podem estar mantendo esse estado de alerta.

    Às vezes as pessoas tentam descobrir “qual especialista é o certo” antes de começar, mas o mais importante é dar o primeiro passo de avaliação. A partir daí, os próprios profissionais conseguem direcionar melhor o acompanhamento necessário.

    Fico pensando… os tremores aparecem mais em situações de tensão emocional ou acontecem mesmo quando ela está tranquila? Isso costuma ajudar a entender melhor o quadro.

    Talvez o corpo dela esteja sinalizando um nível de sobrecarga maior do que ela consegue expressar verbalmente. E, quando sono e tremores aparecem juntos, vale a pena olhar para isso com cuidado.

    Esses sintomas têm tratamento e investigação possível. Ela não precisa continuar sofrendo sem apoio.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida. Posso te

    Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida.
    Posso ter algum transtorno?
    Devo procurar um psicologo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, bom dia! O que você descreve acontece com muitas pessoas, e nem sempre significa automaticamente um transtorno alimentar. Mas vale a pena olhar para isso com atenção, principalmente se essa sensação de “descontrole” vem acompanhada de culpa, compulsão, sofrimento emocional ou uma relação muito rígida com comida e corpo.

    Às vezes a pessoa consegue manter a dieta por um período, mas em determinado momento o corpo e a mente parecem “reagir”. Isso pode acontecer porque restrição excessiva costuma gerar tensão física e emocional. É como se o cérebro entendesse que está em privação e, depois de um tempo, viesse uma necessidade intensa de compensar. E aí surge a sensação de perda de controle.

    Também existe um ponto emocional importante: muitas vezes a comida deixa de ser apenas alimentação e passa a funcionar como conforto, alívio de ansiedade, recompensa ou tentativa de regular emoções difíceis. Você percebe se esses episódios acontecem mais em momentos de estresse, frustração, tristeza ou cansaço?

    Outro detalhe importante é observar como você se sente depois. Existe culpa intensa? Sensação de fracasso? Pensamentos muito duros sobre si mesma? Porque, em muitos casos, o sofrimento não está só no comportamento alimentar, mas na relação emocional construída em torno dele.

    Sim, procurar um psicólogo pode ajudar bastante, especialmente alguém que trabalhe com comportamento alimentar, ansiedade ou relação com o corpo. O objetivo não costuma ser apenas “aumentar controle”, mas entender o que está sustentando esse ciclo entre restrição, tensão emocional e descontrole.

    Talvez seu corpo não esteja simplesmente “faltando disciplina”. Às vezes ele está reagindo a uma relação muito rígida, cansativa ou emocionalmente carregada com a comida.

    Você não precisa lidar com isso apenas na base da culpa ou força de vontade. Essas questões podem ser compreendidas e trabalhadas com bastante profundidade.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Os sintomas do transtorno de estresse pos-traumatico (pesadelos recorrentes, por exemplo) podem reap

    Os sintomas do transtorno de estresse pos-traumatico (pesadelos recorrentes, por exemplo) podem reaparecer depois de terem desaparecido por anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? Sim, os sintomas do transtorno de estresse pós-traumático podem reaparecer mesmo depois de anos relativamente estáveis. Isso acontece porque experiências traumáticas não ficam armazenadas no cérebro como lembranças comuns. Muitas vezes elas permanecem associadas a estados intensos de alerta, medo e ameaça.

    Às vezes a pessoa passa anos sem sintomas muito fortes e, diante de algum gatilho emocional, período de estresse, perda, mudança importante ou até algo aparentemente pequeno, o sistema emocional “reativa” aquela memória traumática. E então podem voltar pesadelos, hipervigilância, ansiedade intensa, sensação de perigo constante ou lembranças intrusivas. Você percebe se houve alguma situação recente que possa ter reativado emocionalmente algo ligado ao trauma?

    Uma coisa importante é que o retorno dos sintomas não significa necessariamente que “todo o tratamento falhou” ou que a pessoa voltou à estaca zero. Muitas vezes o cérebro estava funcionando relativamente bem até que algo ultrapassou sua capacidade atual de regulação emocional.

    Os pesadelos recorrentes, por exemplo, costumam ser uma forma do cérebro continuar tentando processar experiências que ficaram emocionalmente “presas”. E, quando a pessoa está mais vulnerável emocionalmente, esses conteúdos podem reaparecer com mais intensidade.

    Também é comum surgir frustração ou medo quando os sintomas voltam, como se isso significasse que nunca haverá melhora definitiva. Mas trauma costuma funcionar mais como algo que pode ser elaborado e regulado ao longo da vida, e não necessariamente “apagado” completamente.

    Se os sintomas estão retornando, vale muito a pena procurar acompanhamento psicológico, especialmente com profissionais que trabalhem com trauma. E, dependendo da intensidade da ansiedade, sono ou sofrimento, uma avaliação psiquiátrica também pode ajudar.

    Talvez seu sistema emocional esteja sinalizando que algo antigo voltou a precisar de cuidado e elaboração.

    Você não está “fraco” porque os sintomas reapareceram. O cérebro humano responde ao trauma de formas complexas, especialmente em períodos de maior vulnerabilidade emocional.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade faz

    Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade fazer nada ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem?

    Para lidar com desânimo, choro frequente e falta de vontade, o mais importante não é apenas “o tipo de psicólogo”, mas encontrar um profissional que saiba trabalhar com questões de humor e consiga entender o que está por trás desses sintomas. Abordagens como Terapia Cognitivo-Comportamental, Terapia do Esquema e outras focadas em regulação emocional costumam ter bons resultados nesse tipo de quadro, porque atuam tanto nos pensamentos quanto nas emoções e nos comportamentos.

    Esses sinais podem estar relacionados a um quadro depressivo ou a um momento de sobrecarga emocional. Em muitos casos, o cérebro entra em um estado de baixa energia, como se estivesse tentando “economizar recursos”, o que reduz o interesse e a motivação. Isso não é falta de força de vontade, mas um funcionamento que precisa ser compreendido e cuidado.

    Talvez seja útil você observar: há quanto tempo isso vem acontecendo? Existem momentos em que isso melhora um pouco ou é constante? O que você sente ao tentar iniciar alguma atividade? E como está seu sono e sua energia ao longo do dia? Essas respostas ajudam a direcionar melhor o processo terapêutico.

    Na prática, procurar um psicólogo com experiência em ansiedade e depressão já é um bom caminho. Se os sintomas estiverem mais intensos ou persistentes, uma avaliação com psiquiatra também pode ser considerada para complementar o cuidado. O mais importante é não deixar isso seguir sem apoio, porque há formas de trabalhar e melhorar esse quadro.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Bom dia Ao realizar uma consulta com o psiquiatra e passar a fazer uso de uma determinada medicaçã

    Bom dia
    Ao realizar uma consulta com o psiquiatra e passar a fazer uso de uma determinada medicação se faz necessário um acompnhamento pelo psicólogo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, bom dia! Não é obrigatório em todos os casos, mas, na maioria das situações, o acompanhamento psicológico junto ao psiquiátrico costuma trazer resultados mais consistentes e duradouros.

    A medicação pode ajudar bastante a reduzir sintomas como ansiedade intensa, insônia, crises de pânico, tristeza profunda ou desorganização emocional. Em muitos casos, ela funciona como uma espécie de “redução da intensidade da tempestade”, permitindo que a pessoa consiga respirar um pouco melhor emocionalmente. Mas, geralmente, ela não trabalha sozinha os padrões de pensamento, os conflitos emocionais, as experiências de vida e as formas de lidar consigo mesmo e com as relações.

    É como se o remédio ajudasse o cérebro a sair de um estado de sobrecarga, enquanto a terapia ajudasse a entender e reorganizar aquilo que está por trás do sofrimento. Você percebe que seus sintomas parecem vir apenas de um momento pontual… ou sente que existem questões emocionais mais profundas e repetitivas envolvidas?

    Também existem pessoas que melhoram apenas com medicação em determinados períodos, principalmente em situações mais agudas. Mas, quando há padrões de ansiedade, depressão, dificuldades emocionais recorrentes ou sofrimento persistente, a psicoterapia costuma ser um complemento muito importante.

    Outro ponto relevante é que a terapia ajuda inclusive na relação da pessoa com o próprio tratamento. Muitas vezes surgem medos, dúvidas, resistência, culpa ou expectativas irreais sobre a medicação, e tudo isso pode ser trabalhado.

    Talvez a pergunta não seja “precisa obrigatoriamente?”, mas “o que pode me ajudar a melhorar de forma mais completa e sustentável?”. E, para muitas pessoas, a combinação entre psiquiatria e psicoterapia acaba oferecendo justamente isso.

    Você não precisa escolher entre um ou outro como se fossem caminhos opostos. Muitas vezes eles funcionam melhor juntos.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vo

    Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vontade de socializar. Qual o especialista indicado para meu caso? Quem devo procurar? Psicólogo,psiquiatra ou psicanalista? estou receosa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? O que você descreve merece atenção e cuidado, principalmente porque parece que não foi apenas um ataque de pânico isolado. Esse choro frequente, a angústia constante e a perda de vontade de socializar mostram que seu sistema emocional pode estar bastante sobrecarregado agora.

    Sobre qual profissional procurar, tanto psicólogo quanto psiquiatra podem ser importantes no seu caso, e um não exclui o outro. O psicólogo ajuda a compreender o que está acontecendo emocionalmente, trabalhar a ansiedade, os medos e a forma como seu corpo e sua mente estão reagindo. Já o psiquiatra pode avaliar se existe necessidade de suporte medicamentoso, especialmente quando os sintomas estão intensos ou afetando muito a rotina.

    Você não precisa decidir sozinha “o diagnóstico correto” antes de buscar ajuda. Às vezes as pessoas acham que só devem procurar psiquiatra se estiverem “muito graves”, mas não é assim. O ideal é olhar para o quanto isso está impactando sua vida. E, pelo que você descreveu, já está trazendo sofrimento importante.

    Sobre a psicanálise, ela também pode ajudar algumas pessoas, mas talvez, nesse momento mais agudo de ansiedade e angústia, seja interessante começar com um acompanhamento mais focado em estabilização emocional e manejo dos sintomas. Depois, ao longo do processo, você pode entender melhor qual formato faz mais sentido para você.

    Uma coisa importante: a receosa que você sente é muito comum. Quando a pessoa está fragilizada emocionalmente, até buscar ajuda parece assustador. É como se existisse medo do que vão encontrar, do que vai precisar mudar ou até de não ser compreendida. Mas procurar apoio não significa que você “falhou”. Significa que algo dentro de você está pedindo cuidado.

    Talvez o primeiro passo não precise ser “resolver tudo”, mas apenas permitir que alguém caminhe isso com você. Porque viver em estado constante de angústia acaba fazendo o mundo parecer cada vez menor.

    Você não precisa ter certeza absoluta para começar. Basta reconhecer que o que você sente merece atenção.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu

    Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
    Isso é um problema neurológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve é bastante compatível com mudanças emocionais que podem acontecer no período da menopausa, e não necessariamente indica um problema neurológico. As variações hormonais dessa fase podem impactar diretamente o humor, a paciência, a energia e até a forma como o cérebro regula emoções. Muitas mulheres relatam exatamente esse aumento de irritabilidade, vontade de se isolar e uma redução no interesse por atividades que antes eram mais naturais.

    Do ponto de vista do funcionamento do cérebro, essas alterações hormonais podem influenciar sistemas ligados ao humor e à motivação, o que explica essa sensação de “menos vontade” ou maior sensibilidade emocional. Isso não significa que seja algo permanente, mas sim um momento de transição que pode exigir mais cuidado e compreensão consigo mesma.

    A leitura, nesse contexto, pode estar funcionando como uma forma de alívio ou até de “refúgio”, o que não é necessariamente um problema. A questão passa a ser relevante quando isso começa a substituir outras áreas importantes da sua vida ou quando o isolamento aumenta de forma significativa. Não é o hábito em si, mas o papel que ele está ocupando no seu dia a dia.

    Talvez valha observar: essa irritabilidade aparece em situações específicas ou é mais constante? Você percebe mudanças no seu sono ou energia ao longo do dia? O isolamento tem sido uma escolha pontual para descansar ou algo mais frequente e difícil de sair? E como você tem se sentido depois desses momentos de leitura mais prolongados?

    Se esses sintomas estiverem causando sofrimento ou impacto na sua rotina, um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a atravessar essa fase com mais equilíbrio. Em alguns casos, também pode ser útil conversar com um médico, como ginecologista ou psiquiatra, para avaliar se há necessidade de algum suporte adicional.

    Caso precise, estou à disposição.


  • não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n

    não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve costuma aparecer quando a mente está sobrecarregada ou pouco presente na interação. Não é necessariamente falta de interesse pela sua esposa, mas uma dificuldade de se manter conectado no momento. Quando isso acontece, é comum a atenção “escapar”, a pessoa entrar no automático e acabar respondendo de forma desconectada, o que pode gerar frustração dos dois lados.

    Vale considerar alguns fatores que podem estar influenciando isso, como cansaço, estresse, preocupações constantes ou até o hábito de dividir a atenção com celular ou outros estímulos. O cérebro, quando está muito ocupado internamente, tende a perder a capacidade de escuta ativa. E aí não é que você não queira conversar, é como se você não estivesse totalmente “ali” na conversa.

    Talvez seja útil você observar: o que costuma estar passando pela sua cabeça quando ela está falando? Você percebe que está pensando em outras coisas ou simplesmente “desliga”? Em quais momentos isso acontece mais? E quando você percebe que se desconectou, o que você faz em seguida? Essas respostas ajudam a entender se é uma questão mais de atenção, de desgaste emocional ou até de dinâmica do relacionamento.

    Um primeiro passo pode ser tentar criar pequenos momentos de presença mais intencional, mesmo que curtos, focando em ouvir sem precisar responder imediatamente. Em alguns casos, trabalhar isso em terapia pode ajudar bastante, principalmente para entender o que está por trás dessa desconexão e desenvolver formas mais consistentes de se comunicar.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem?

    Para trabalhar timidez e insegurança, o mais importante não é apenas “o tipo de psicólogo”, mas a qualidade do processo terapêutico e se a abordagem consegue acessar o que está por trás desses padrões. Existem linhas com bastante evidência que costumam ajudar bem, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, a Terapia do Esquema e abordagens focadas em regulação emocional. Todas elas podem atuar tanto nos pensamentos quanto nas emoções e comportamentos envolvidos nessas situações.

    A timidez e a insegurança muitas vezes não são apenas traços de personalidade, mas formas aprendidas de se proteger de julgamentos, rejeições ou experiências desconfortáveis. Com o tempo, isso pode se transformar em um padrão automático, onde o cérebro tenta evitar exposição para reduzir ansiedade, mas acaba limitando suas possibilidades. A terapia entra justamente para entender esse funcionamento e ampliar sua liberdade de ação.

    Talvez seja útil você refletir: em quais situações sua timidez aparece com mais força? O que você imagina que pode acontecer nesses momentos? Você sente mais medo de errar, de ser julgado ou de não corresponder às expectativas? E como você costuma se avaliar depois dessas situações? Essas respostas ajudam a direcionar melhor o trabalho terapêutico.

    Na prática, procurar um psicólogo com experiência em ansiedade, habilidades sociais e padrões de insegurança já é um bom caminho. Se os sintomas forem mais intensos, uma avaliação com psiquiatra também pode ser considerada como complemento. O mais importante é que você se sinta compreendido e que o processo faça sentido para você.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse

    Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Boa tarde, tudo bem?

    Essa dúvida é bastante comum, porque ansiedade e estresse realmente podem se confundir. O estresse costuma estar mais ligado a situações específicas do momento, como sobrecarga, pressão ou mudanças na rotina. Já a ansiedade tende a se manter mesmo quando não há um motivo claro, com preocupações frequentes, sintomas físicos e uma sensação constante de alerta.

    Para diferenciar com mais precisão, o ideal é uma avaliação clínica com um psicólogo, que vai considerar não só os sintomas, mas também a frequência, intensidade, duração e o impacto disso na sua vida. Em alguns casos, instrumentos psicológicos podem ser utilizados para ajudar nessa compreensão, mas a base mesmo é a conversa clínica estruturada. Se os sintomas estiverem muito intensos, uma avaliação com psiquiatra também pode complementar esse processo.

    Talvez você possa começar observando alguns pontos: o que costuma desencadear esses sintomas? Eles aparecem em situações específicas ou são mais constantes? Há quanto tempo isso vem acontecendo? E o quanto isso tem interferido no seu sono, na sua rotina ou nos seus relacionamentos? Essas respostas já dão pistas importantes sobre o que está acontecendo.

    Buscar essa avaliação não é só para dar um nome ao que você sente, mas para entender melhor o funcionamento disso em você e direcionar um cuidado mais adequado. Caso precise, estou à disposição.


  • Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontad

    Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontade de se isolar das pessoas e só dormir, sentir muito medo, isso pode ser diagnosticado como depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana  da Cruz Barros Neves

    Olá, tudo bem? Os sinais que você descreveu podem, sim, estar relacionados à depressão, principalmente quando aparecem juntos e começam a afetar a rotina, a energia e a forma como você se relaciona com as pessoas e consigo mesmo.

    Esse cansaço ao acordar, mesmo depois de dormir, costuma ser muito frustrante. É como se o corpo descansasse, mas a mente não conseguisse realmente se recuperar. E, quando isso vem acompanhado de irritabilidade, vontade de se isolar, medo constante e perda de disposição para viver o dia, o sofrimento emocional começa a ocupar praticamente tudo.

    Mas existe um ponto importante: sintomas parecidos também podem aparecer em ansiedade intensa, esgotamento emocional ou outras condições. Por isso, um diagnóstico não é feito apenas por uma lista de sintomas isolados, mas pela frequência, intensidade, duração e impacto na vida da pessoa. Fico pensando… há quanto tempo você está se sentindo assim? E o medo que você sente parece ligado a algo específico ou é mais uma sensação constante de ameaça?

    Também é comum que a pessoa tente continuar funcionando “no automático” por bastante tempo, até perceber que já não consegue sentir prazer, motivação ou conexão com as coisas como antes. E aí surge uma sensação de peso interno difícil de explicar.

    O mais importante agora talvez não seja tentar concluir sozinho se “é depressão ou não”, mas reconhecer que o que você está vivendo merece cuidado. Seu corpo e sua mente parecem estar sinalizando um nível importante de sobrecarga emocional.

    Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a entender o que está sustentando esse estado, e, dependendo da intensidade, uma avaliação psiquiátrica também pode ser útil para complementar esse cuidado.

    Você não está simplesmente “sem força de vontade”. Parece mais alguém emocionalmente esgotado tentando continuar funcionando.

    Se fizer sentido, podemos explorar isso juntos.


Perguntas frequentes

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