Perguntas do paciente (52)
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Qual a diferença entre distimia e depressões? .
Qual a diferença entre distimia e depressões? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A distimia, atualmente chamada de transtorno depressivo persistente, e os episódios de depressão maior pertencem ao espectro dos transtornos depressivos, mas diferem em intensidade, duração e impacto imediato na vida da pessoa. A principal característica da distimia é a presença de um humor cronicamente deprimido que se estende por pelo menos dois anos, acompanhado de sintomas como baixa energia, autoestima reduzida, dificuldade de concentração e sensação de desesperança. Esses sintomas costumam ser mais leves do que os da depressão maior, mas persistem de forma contínua, muitas vezes sem períodos prolongados de alívio, o que pode gerar uma sensação de “tristeza de fundo” que se incorpora à vida da pessoa e, por isso, é frequentemente subestimada ou normalizada.
Já os episódios de depressão maior são mais intensos e caracterizados por um conjunto de sintomas que surgem de forma mais aguda e debilitante, como tristeza profunda, perda de interesse por atividades antes prazerosas, alterações significativas no sono e no apetite, fadiga intensa, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva e, em casos mais graves, pensamentos suicidas. Esses episódios costumam durar semanas ou meses e impactam significativamente a capacidade da pessoa de funcionar no trabalho, nos estudos e nas relações sociais.
Enquanto a distimia é mais silenciosa e prolongada, muitas vezes passando despercebida ou sendo confundida com traços de personalidade, a depressão maior é mais visível e incapacitante, exigindo intervenções mais imediatas. Em alguns casos, as duas condições podem coexistir, o que é conhecido como depressão dupla (quando uma pessoa com distimia desenvolve um episódio de depressão maior). Ambas as condições exigem atenção clínica, e o diagnóstico correto é fundamental para definir o melhor tratamento, que pode incluir psicoterapia, medicação ou uma combinação de ambos.
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Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?
Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ciclotimia e os transtornos bipolares pertencem à mesma família diagnóstica (os transtornos do espectro bipolar), mas apresentam diferenças importantes em termos de intensidade, duração e impacto na vida da pessoa. A principal característica da ciclotimia é a presença de oscilações de humor mais leves e menos duradouras do que aquelas observadas no transtorno bipolar. Pessoas com ciclotimia alternam entre períodos de sintomas hipomaníacos (elevação do humor, aumento de energia, menor necessidade de sono, impulsividade) e episódios de sintomas depressivos leves, mas que não chegam a atender aos critérios para episódios completos de mania, hipomania ou depressão maior. Essas oscilações são persistentes e costumam durar pelo menos dois anos, causando desconforto e instabilidade emocional, embora não comprometam gravemente o funcionamento da pessoa como nos quadros bipolares mais severos.
Já os transtornos bipolares se dividem principalmente em dois tipos: o transtorno bipolar tipo I e o tipo II. O tipo I é caracterizado por episódios de mania intensa, muitas vezes seguidos por episódios de depressão profunda. Esses episódios são mais duradouros e podem exigir hospitalização, pois comprometem seriamente o julgamento, o comportamento e o funcionamento geral da pessoa. O transtorno bipolar tipo II envolve episódios de hipomania (menos intensos que a mania) e episódios de depressão maior, que são mais profundos e incapacitantes do que os observados na ciclotimia. Em ambos os casos, os sintomas têm um impacto significativo na vida pessoal, social e profissional.
Em resumo, a ciclotimia é considerada uma forma mais leve e crônica do espectro bipolar, com variações de humor menos intensas e debilitantes. No entanto, mesmo sendo menos grave, ela pode causar sofrimento e merece acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico. Reconhecer essas diferenças é essencial para um diagnóstico preciso e para a escolha do tratamento mais adequado.
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Qual é a relação entre os sintomas internalizantes e externalizantes na infância e a saúde mental po
Qual é a relação entre os sintomas internalizantes e externalizantes na infância e a saúde mental posterior?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Esse tema foi foco das minhas pesquisas de mestrado e doutorado. Tenho vários artigos publicados a respeito.
Os sintomas internalizantes e externalizantes na infância têm uma relação importante com a saúde mental ao longo da vida. Os internalizantes, como ansiedade, tristeza e retraimento social, e os externalizantes, como agressividade, impulsividade e desobediência, são indicativos precoces de possíveis transtornos emocionais ou comportamentais. Quando não tratados, esses sintomas tendem a persistir ou até se agravar, aumentando o risco de transtornos como depressão, ansiedade, transtornos de conduta, abuso de substâncias e dificuldades nas relações interpessoais e na vida acadêmica e profissional. Além disso, é comum que esses dois tipos de sintomas coexistam ou se transformem ao longo do desenvolvimento. Por exemplo, uma criança agressiva pode se tornar retraída ou vice-versa. A evolução desses quadros depende de fatores como o ambiente familiar, o vínculo com cuidadores, o acesso a intervenções precoces e as características individuais da criança. Por isso, identificar e tratar esses sinais na infância é essencial para promover uma trajetória de desenvolvimento mais saudável e prevenir problemas mais graves na vida adulta.
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Prezados(as) Profissionais de Psicologia, Busco informações gerais sobre abordagens terapêuticas
Prezados(as) Profissionais de Psicologia,
Busco informações gerais sobre abordagens terapêuticas e escolha de profissional para adultos que apresentam histórico de trauma complexo na infância e manifestam dificuldades emocionais como dissociação, manejo da raiva e desafios interpessoais (incluindo padrões manipulativos).
Quais tipos de abordagens terapêuticas são consideradas eficazes para trabalhar com essa combinação de histórico e dificuldades? E quais fatores gerais devem ser considerados ao recomendar ou buscar um profissional qualificado e experiente nesta área, especialmente ao se pensar na compatibilidade e na acessibilidade do tratamento?
Agradeço por compartilhar conhecimento que ajude a orientar a busca por ajuda para pessoas com essas características.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para adultos com histórico de trauma complexo na infância e dificuldades emocionais como dissociação, manejo da raiva e desafios interpessoais (incluindo padrões manipulativos) é fundamental buscar uma abordagem terapêutica que compreenda a complexidade dos efeitos do trauma precoce e ofereça um espaço seguro, estruturado e responsivo para a reconstrução emocional. Dentre as abordagens consideradas eficazes para esse perfil, destacam-se a Terapia Cognitivo-Comportamental focada em trauma (como a Terapia Cognitiva Processual), a Terapia Comportamental Dialética (DBT), a Terapia do Esquema, a Terapia Sensório-Motora e abordagens baseadas na Teoria do Apego ou no Modelo Internal Family Systems (IFS). Também têm ganhado destaque terapias somáticas e integrativas, como o EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares), especialmente quando há dissociação envolvida.
Essas abordagens compartilham a preocupação com o estabelecimento de um vínculo terapêutico sólido, o desenvolvimento de recursos de autorregulação emocional e o trabalho gradual com memórias traumáticas, respeitando o ritmo do paciente e evitando retraumatização. Em casos que envolvem padrões interpessoais desadaptativos, como manipulação ou dificuldade com limites, é crucial que o(a) terapeuta tenha formação específica em trauma complexo, boa capacidade de conduzir intervenções com firmeza empática e compreensão dos mecanismos de defesa construídos na infância.
Ao buscar um profissional, é importante considerar não apenas a abordagem teórica, mas também a experiência clínica do(a) terapeuta com trauma complexo, dissociação e dinâmicas relacionais difíceis. Avaliar a compatibilidade interpessoal é essencial (o paciente deve sentir-se minimamente compreendido e seguro desde os primeiros contatos). Fatores práticos como disponibilidade, localização, formato do atendimento (presencial ou online), valores e possibilidade de acolhimento por meio de clínicas sociais ou escalas de pagamento também influenciam a continuidade do tratamento. Quando possível, recomenda-se buscar indicações ou referências profissionais, bem como realizar uma ou mais sessões iniciais para avaliar a sintonia com o(a) terapeuta antes de firmar um vínculo terapêutico de longo prazo. O tratamento de traumas complexos é um processo delicado, mas profundamente transformador quando conduzido com cuidado, ética e conhecimento especializado.
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Com qual idade uma pessoa pode começar a apresentar sintomas do Transtorno da Personalidade Borderli
Com qual idade uma pessoa pode começar a apresentar sintomas do Transtorno da Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Os sintomas do TPB geralmente começam a se manifestar em torno dos 18 a 25 anos. Embora alguns indicadores possam ser observados na adolescência, o diagnóstico formal é dado apenas na idade adulta. Procure um profissional qualificado para lhe trazer maiores esclarecimentos.
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Gostaria de saber quais são os sinais psicológicos/comportamentais de uma pessoa com Transtorno da P
Gostaria de saber quais são os sinais psicológicos/comportamentais de uma pessoa com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sinais do TPB podem variar em frequência e intensidade, de pessoa para pessoa. Em geral, pessoas com TPB têm um medo constante e intenso de serem rejeitadas ou abandonadas, o que pode levar a comportamentos para evitar essa sensação, como tentativas desesperadas de manter alguém por perto, ainda que a relação seja instável.
Nos relacionamentos, a pessoa com TPB geralmente oscila entre idealizar e desvalorizar o outro. Pode haver fases de proximidade e admiração, seguidas por fases de raiva e desapontamento. É comum também, que a pessoa tenha comportamentos impulsivos e potencialmente perigosos, como abuso de substâncias, compulsão alimentar, sexo sem proteção, gastos excessivos e expressem seu sofrimento emocional com automutilação ou pensamentos e comportamentos suicidas. Pessoas com TPB podem ter explosões de raiva ou dificuldade para “esfriar” emoções intensas, mesmo por pequenos motivos, afetando relacionamentos e situações sociais.
Se você acha que tem o transtorno ou se precisa de ajuda, não deixe de buscar um profissional qualificado.
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Desejaria de saber se o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é uma doença psiquiátrica que p
Desejaria de saber se o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) é uma doença psiquiátrica que provoca muito sofrimento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma condição psiquiátrica que costuma provocar muito sofrimento, tanto para quem o possui quanto para as pessoas próximas. Pessoas com TPB frequentemente experimentam emoções intensas e instáveis, dificuldades em seus relacionamentos, e uma grande sensibilidade à rejeição ou ao abandono, o que pode levar a um ciclo de conflitos e instabilidade emocional.
Esse transtorno é caracterizado por mudanças súbitas de humor, impulsividade e uma visão de si e dos outros que pode oscilar entre extremos, como "amar muito" ou "odiar". Esses sintomas, que podem incluir comportamentos autodestrutivos e até ideação suicida, impactam fortemente o bem-estar emocional e podem levar a crises frequentes.
O sofrimento é agravado pela intensidade das emoções e pela dificuldade de estabelecer uma autoestima e uma identidade emocional estáveis. Mas, com o acompanhamento de um profissional, há boas perspectivas de melhora: psicoterapias, como a terapia comportamental dialética (DBT), e, em alguns casos, o apoio medicamentoso, ajudam a pessoa a desenvolver habilidades de regulação emocional e relacionamentos mais saudáveis.
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Uma pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ter uma vida normal?
Uma pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ter uma vida normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O TPB não tem cura mas com psicoterapia e medicação adequadas, é possível diminuir as oscilações e ter uma boa qualidade de vida. Procure um profissional especialista para lhe ajudar e sanar suas dúvidas. Um abraço!
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Olá bom dia, minha filha tem 6 anos e desde ano passado vem apresentado um descontrole emocional mui
Olá bom dia, minha filha tem 6 anos e desde ano passado vem apresentado um descontrole emocional muito desconfortável tanto em casa como na escola, que é é quere a atenção só pra ela exageradamente, tudo o que ver quer, exemplo: na escola a tia não pode elogiar um colega que ela quer também, se outra criança quer ir ao banheiro mesmo sem vontade ela quer também, enfim muitas situações e ela quer também seja ela coisa boa ou ruim ela quer e chora esperneia se não for atendida é um estresse constante em sala, em casa é do mesmo jeito eu não posso ficar com o pai dela que quer só pra ela, se o pai me dar carinho ela chora esperneia que quer também gente isso é normal? ta sendo um estresse constante esse comportamento dela e exagerado, devo procurar algum profissional? qual? vejo que apesar dela fazer isso é um sofrimento pra ela e pra quem convive com ela
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Esse comportamento da sua filha, especialmente considerando a intensidade e frequência das reações, merece atenção. Muitas crianças de seis anos ainda estão desenvolvendo habilidades emocionais e sociais, o que pode levar a comportamentos de ciúme, impulsividade e desejo por atenção. Porém, quando essas reações começam a gerar sofrimento tanto para ela quanto para quem convive com ela, é compreensível que você se preocupe.
Esse padrão de querer atenção exclusiva, de precisar "igualar" tudo o que observa e a intensidade das frustrações ao não conseguir o que deseja pode indicar desafios no desenvolvimento emocional ou até alguma dificuldade na regulação das emoções.
Minha sugestão é que você consulte uma psicóloga infantil ou faça uma orientação parental para ajudar vocês a entender melhor essa situação e buscar estratégias e manejo pontuais e assertivas.
Quanto mais cedo se identifica e trabalha com esses desafios, mais chances há de que ela aprenda a lidar com essas situações, desenvolvendo uma autoconfiança saudável e uma relação positiva com as pessoas ao redor.
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Quais as características neuropsicológicas das pessoas com Transtorno da personalidade Borderline (
Quais as características neuropsicológicas das pessoas com Transtorno da personalidade Borderline ( Limítrofe)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) apresenta uma série de características neuropsicológicas que afetam o comportamento, a cognição e a regulação emocional das pessoas. Um dos aspectos centrais do TPB é a regulação emocional deficiente, que se manifesta por meio de instabilidade emocional, onde o humor pode mudar rapidamente, e reatividade emocional intensa a pequenos estímulos. As emoções negativas, como raiva, tristeza e ansiedade, são especialmente difíceis de controlar, resultando em explosões de raiva e sentimentos constantes de vazio e desespero.
Outro traço marcante é a impulsividade, que se reflete em comportamentos arriscados, como abuso de substâncias, direção imprudente e compulsões, além de uma tomada de decisões precipitada, sem considerar as consequências, devido à baixa tolerância à frustração. Pessoas com TPB também enfrentam uma identidade instável, com um autoconceito que muda constantemente. Muitas vezes, não sabem quem realmente são, o que contribui para um intenso medo de abandono, levando-as a comportamentos desesperados para evitar rejeição ou separação.
Cognitivamente, pessoas com TPB apresentam pensamento dicotômico, onde veem o mundo em extremos — ou tudo é bom ou tudo é ruim —, o que leva a mudanças abruptas na forma como percebem os outros. Em situações de estresse, podem experimentar episódios de paranoia e dissociação, sentindo-se desconectadas de si mesmas ou da realidade. Além disso, podem ter déficits na memória de trabalho emocional, o que dificulta a recordação de eventos recentes ligados a emoções, influenciando suas reações.
As relações interpessoais de pessoas com TPB são intensas e caóticas, caracterizadas por ciclos de idealização e desvalorização, o que contribui para a instabilidade emocional. A dificuldade em lidar com rejeição acentua esses conflitos, provocando reações desproporcionais de raiva ou autocrítica. Os comportamentos autodestrutivos são comuns no TPB, como autolesão, que muitas vezes funciona como uma forma de alívio emocional, e uma alta prevalência de ideação suicida, especialmente em momentos de crise.
Estudos neurocientíficos mostram que a amígdala das pessoas com TPB, responsável por processar emoções como medo e raiva, é hiperativa, o que contribui para a intensidade emocional característica do transtorno. Além disso, há uma conectividade prejudicada entre a amígdala e o córtex pré-frontal, área do cérebro responsável pelo controle de impulsos e pela regulação emocional, o que explica a dificuldade de controlar comportamentos impulsivos e emoções intensas.
Por fim, o TPB é frequentemente associado a uma combinação de vulnerabilidades biológicas e ambientais, como predisposições genéticas e neurobiológicas, combinadas com experiências traumáticas ou adversas na infância, como abuso ou negligência. Essas influências ajudam a explicar as dificuldades emocionais, cognitivas e comportamentais típicas do transtorno. A terapia, especialmente a Terapia Comportamental Dialética (TCD), é uma abordagem comum e eficaz para ajudar as pessoas com TPB a gerenciar essas características e melhorar sua qualidade de vida.
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Quais os fatores que influenciam a duração do tratamento psicológico?
Quais os fatores que influenciam a duração do tratamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A duração do tratamento psicológico pode variar amplamente de pessoa para pessoa, e diversos fatores influenciam esse tempo. Aqui estão os principais fatores que podem afetar a duração da psicoterapia:
Tipo e Gravidade do Problema: Questões mais complexas e graves, como transtornos de personalidade, depressão severa ou traumas profundos, tendem a exigir um tratamento mais prolongado. Já questões mais específicas ou pontuais, como fobias simples ou dificuldades de ajustamento, podem ser tratadas em um período mais curto.
Objetivos do Tratamento: A duração do tratamento depende dos objetivos definidos no início da terapia. Alguns pacientes buscam alívio imediato de sintomas específicos, enquanto outros desejam explorar e resolver questões emocionais mais profundas ou padrões de comportamento de longa data, o que demanda mais tempo.
Tipo de Terapia Utilizada: Diferentes abordagens terapêuticas têm durações variadas. A terapia cognitivo-comportamental (TCC), por exemplo, tende a ser mais focada em curto prazo e voltada para soluções específicas. Já abordagens como a psicanálise ou a terapia psicodinâmica costumam ser mais longas, por explorarem questões inconscientes e profundas do indivíduo.
Frequência das Sessões: A regularidade das sessões influencia o tempo total de tratamento. Sessões mais frequentes, como semanais, geralmente aceleram o processo terapêutico em comparação com sessões mais espaçadas.
Aderência ao Tratamento: A continuidade e o engajamento do paciente na terapia são fatores cruciais. Faltas frequentes, dificuldades em seguir as orientações do terapeuta ou resistência ao processo podem prolongar o tempo de tratamento.
Relação Terapêutica: O vínculo entre o psicólogo e o paciente é fundamental para o progresso. Uma boa relação terapêutica favorece a confiança e a abertura, acelerando o processo. Se houver dificuldade na criação desse vínculo, o tratamento pode demorar mais.
Comorbidades: Quando há a presença de mais de um transtorno ou problema, o tratamento pode ser mais longo. Por exemplo, tratar uma pessoa com depressão e dependência de substâncias pode exigir mais tempo do que lidar com apenas uma dessas questões.
Motivação do Paciente: A motivação para mudar e se envolver ativamente na terapia influencia diretamente a duração. Pacientes mais dispostos a refletir sobre suas questões, fazer mudanças e seguir as orientações do terapeuta tendem a progredir mais rapidamente.
Recursos de Apoio: O apoio familiar, social e outros recursos externos, como grupos de suporte, podem ajudar a acelerar o progresso da terapia. A falta de uma rede de apoio pode dificultar o processo, aumentando o tempo necessário para alcançar resultados.
Eventos da Vida: Mudanças importantes na vida do paciente, como perda de emprego, luto, divórcio ou doenças físicas, podem interferir no curso do tratamento, prolongando-o ou até mudando o foco terapêutico.
Cada indivíduo responde de maneira única à terapia, e a flexibilidade no tratamento é importante para atender às necessidades específicas do paciente.
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Por favor me informassem quais as doenças tratadas pelo psicólogo?
Por favor me informassem quais as doenças tratadas pelo psicólogo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O psicólogo trata uma ampla gama de doenças e condições relacionadas à saúde mental e ao bem-estar emocional. Embora o psicólogo não prescreva medicamentos (essa é uma função do psiquiatra), ele utiliza terapias e intervenções psicológicas para ajudar no manejo e tratamento das seguintes condições, entre outras:
Depressão: Transtorno caracterizado por tristeza persistente, perda de interesse em atividades e mudanças no apetite e no sono.
Ansiedade: Inclui transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno do pânico, fobias e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Transtorno Bipolar: Caracterizado por variações extremas de humor, desde episódios depressivos até episódios de mania.
Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): Desencadeado por experiências traumáticas, como violência, abuso ou acidentes.
Transtornos Alimentares: Como anorexia, bulimia e transtorno da compulsão alimentar.
Transtornos de Personalidade: Como transtorno de personalidade borderline, narcisista ou antissocial.
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): Afeta a concentração, impulsividade e hiperatividade.
Transtornos de Humor: Além da depressão e do transtorno bipolar, inclui ciclotimia e distimia.
Dependência e Abuso de Substâncias: Problemas relacionados ao uso de álcool, drogas e outras substâncias.
Transtornos de Relacionamento e Conflitos Familiares: Inclui terapia de casal, mediação familiar e apoio em processos de divórcio ou luto.
Fobias Específicas: Medos extremos e irracionais de objetos ou situações específicas, como medo de altura, animais ou espaços fechados.
Transtornos de Ajustamento: Reações emocionais a eventos estressantes da vida, como mudanças de emprego ou perda de um ente querido.
Transtorno Disruptivo do Humor: Inclui irritabilidade e explosões de raiva frequentes.
Esquizofrenia e Outros Transtornos Psicóticos: Embora o tratamento principal seja medicamentoso, o psicólogo ajuda no manejo das consequências emocionais e sociais.
Autismo e Transtornos do Neurodesenvolvimento: O psicólogo trabalha com intervenções comportamentais e sociais.
Além dessas, o psicólogo também atua no desenvolvimento pessoal, resolução de conflitos, controle do estresse, aprimoramento de habilidades sociais e enfrentamento de dificuldades cotidianas.
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Minha bebe de 1 ano adora abraçar bebês da idade dela ou mais velhos. Mas raras vezes é correspondid
Minha bebe de 1 ano adora abraçar bebês da idade dela ou mais velhos. Mas raras vezes é correspondida, eles normalmente tem medo ou são tímidos. Ela é muito sociável e já brinca (com objetos) e interage com outras crianças.
Isso é normal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é completamente normal que sua bebê de 1 ano seja tão sociável e demonstre carinho ao querer abraçar outras crianças. Nessa fase, muitas crianças estão explorando interações sociais e desenvolvendo suas habilidades de comunicação, e o comportamento afetuoso, como abraçar, pode ser uma forma de ela expressar seu afeto e curiosidade pelos outros. No entanto, nem todas as crianças respondem da mesma maneira. Algumas podem ser mais tímidas ou ainda não estarem acostumadas com interações físicas, o que explica a falta de reciprocidade nesses momentos. Cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento social, e a forma como elas interagem pode variar bastante. O importante é que sua filha está mostrando sinais positivos de sociabilidade, o que é um ótimo indicativo de um desenvolvimento saudável.
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Olá! tenho uma amiga com depressão profunda após perder um familiar. Ela não sai de casa, desconta e
Olá! tenho uma amiga com depressão profunda após perder um familiar. Ela não sai de casa, desconta essa tristeza na comida, têm pensamentos suicidas, crises de ansiedade e não quer procurar ajuda. todos ao redor já tentaram fazer ela se tratar, mas ninguém consegue. o que eu posso falar pra ela? me ajudem, eu quero tirar minha amiga dessa situação! tenho medo do pior...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por essa situação difícil com sua amiga, e sua preocupação é muito compreensível. A depressão profunda, especialmente após a perda de um ente querido, pode ser devastadora e difícil de lidar. O primeiro passo é se aproximar dela com empatia, mostrando que você está ali para escutar, sem julgamentos ou pressão. Muitas vezes, pessoas nessa situação se sentem isoladas ou incompreendidas, e saber que você está ao lado dela pode fazer uma grande diferença.
Em vez de insistir para que ela busque ajuda, você pode tentar abordar o assunto de maneira suave, dizendo algo como: "Eu me preocupo muito com você, e sinto que seria bom ter alguém para dividir essa dor, alguém que sabe como lidar com isso. Posso te ajudar a encontrar esse apoio." Evite minimizar os sentimentos dela ou sugerir soluções rápidas; em vez disso, valide a dor que ela sente, dizendo que entende como a perda foi difícil e que é normal precisar de ajuda em momentos assim.
Se você perceber que os pensamentos suicidas estão se tornando mais presentes ou graves, é essencial buscar apoio profissional. Às vezes, amigos ou familiares podem contatar uma linha de prevenção ao suicídio ou pedir orientações para saber como agir em situações emergenciais.
No entanto, nunca subestime o poder do seu apoio constante. Sua presença, paciência e oferta de ajuda podem criar uma abertura para ela se sentir mais confortável em buscar ajuda no tempo dela.
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Tenho fortes crises de ansiedade. Gostaria de ajuda, para saber o que fazer quando sentir essas sens
Tenho fortes crises de ansiedade. Gostaria de ajuda, para saber o que fazer quando sentir essas sensações.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lamento por saber pelo que você está passando. É importante lembrar que nenhuma dica substitui um acompanhamento individualizado, mas posso oferecer algumas sugestões gerais para lidar com a ansiedade.
Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar a gerenciar a ansiedade:
Respiração profunda: Quando sentir ansiedade, tente praticar a respiração profunda. Inspire lentamente pelo nariz contando até quatro, segure a respiração por quatro segundos e expire pelo nariz contando até quatro novamente. Repita esse processo até se sentir mais calmo.
Mindfulness e meditação: A prática do mindfulness e da meditação pode ajudar a acalmar a mente e reduzir a ansiedade. Dedique alguns minutos por dia para se concentrar no momento presente e observar seus pensamentos e sensações sem julgamento.
Exercício físico: A atividade física regular pode ser muito eficaz na redução da ansiedade. Tente incorporar caminhadas, corridas, ioga ou qualquer outra forma de exercício que você goste em sua rotina diária.
Evite estimulantes: Reduza o consumo de cafeína, álcool e tabaco, pois eles podem aumentar os sintomas da ansiedade.
Evite situações desencadeantes: Identifique as situações que desencadeiam suas crises de ansiedade e, sempre que possível, evite ou minimize sua exposição a elas.
Apoio social: Converse com amigos e familiares sobre o que você está enfrentando. O apoio emocional de entes queridos pode ser valioso.
Técnicas de relaxamento: Aprenda técnicas de relaxamento, como o treinamento autógeno, a visualização guiada ou o uso de aplicativos de relaxamento, para acalmar a mente e o corpo.
Estabeleça uma rotina: Manter uma rotina diária pode ajudar a criar um senso de estabilidade e previsibilidade, o que pode reduzir a ansiedade.
Medicamentos: Em alguns casos, um médico pode prescrever medicamentos para ajudar a controlar a ansiedade. Isso deve ser discutido com um profissional de saúde.
Lembre-se de que a ansiedade é uma condição tratável, e há muitas opções disponíveis para ajudar a gerenciá-la. É fundamental buscar ajuda de um profissional de um psicólogo ou psiquiatra, para obter orientação e tratamento adequado. A Terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem terapêutica comprovada para tratar a ansiedade. Um terapeuta especializado pode ajudá-lo a identificar e mudar padrões de pensamento negativos que contribuem para a ansiedade.
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Tenho uma dúvida. É normal sentir culpa por algo que não fez? Você tem plena consciência de que não
Tenho uma dúvida. É normal sentir culpa por algo que não fez? Você tem plena consciência de que não fez, mas ainda assim os pensamentos ansiosas ficam tentando provar que vc fez e que tem culpa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível sentir culpa por algo que você não fez, e isso é conhecido como culpa irracional ou culpa injustificada. Esse tipo de culpa muitas vezes está associado à ansiedade e ao pensamento obsessivo. Pode acontecer quando a mente cria pensamentos intrusivos que fazem você duvidar de si mesmo ou questionar suas ações, mesmo que não haja motivo real para se sentir culpada(o).
A culpa irracional é uma manifestação da ansiedade e pode ser muito desconfortável e perturbadora. O primeiro passo é reconhecê-la e aceitar que esses pensamentos não têm base na realidade.Tente questionar os pensamentos de culpa e peça a si mesmo evidências concretas de que você cometeu algum erro.
Muitas vezes, você perceberá que não há evidências para apoiar a culpa que está sentindo. Desenvolva habilidades para analisar seus pensamentos de forma crítica e pergunte a si mesmo se a culpa que está sentindo é lógica e razoável.
Lidar com a culpa irracional pode ser desafiador, mas é possível aprender a controlar esses pensamentos e sentimentos com a ajuda de estratégias adequadas. Se a culpa irracional estiver causando sofrimento significativo em sua vida, é altamente recomendável buscar ajuda de um profissional de saúde mental. Eles podem oferecer suporte e orientação específicos para ajudá-lo a superar esse problema.
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Languishing pode ser considerado um transtorno mental? E como se trata?
Languishing pode ser considerado um transtorno mental? E como se trata?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde.
Languishing não é um transtorno, nem mesmo um diagnóstico. Esse é o nome dado a um padrão emocional e de comportamento que se tornou relativamente mais frequente nos consultórios após a pandemia da Covid-19. Também chamado de limbo emocional, essa condição pode ser um dos sintomas de outros transtornos, como uma depressão leve ou atípica. Vale lembrar que a pandemia fez muitas pessoas revisarem suas escolhas e estilos de vida. Então avalie se isso que você chama de Languishing não de trata de um desconforto natural de quem não está mais satisfeita com a vida que tem, sobretudo o trabalho e as relações.
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Eu estou muito confusa acho que deixei de amar meu esposo , devido muitas coisas que passei com ele
Eu estou muito confusa acho que deixei de amar meu esposo , devido muitas coisas que passei com ele tipo ele já mim magoou muito ,eu ele também,mas eu não sei o que fazer pra resolver isso não tenho coragem de falar , enquanto isso estou entrando em depressão profunda não sei como sair desse fundo do poço
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Suas questões são importantes e merecem ser acolhidas. Dúvidas fazem parte da vida de todo ser humano. Embora a gente queira ter certeza de tudo, a vida nos coloca em situações nas quais os questionamentos são inevitáveis.
Estar atenta ao contexto e motivos das suas dúvidas é um passo muito importante, pois elas não surgiram por acaso e tampouco estão trazendo desconforto sem um porquê. Tende entendê-lo.
Relacionamentos são feitos de momentos de maior ou menor estabilidade, momentos bons, intercalados por fases de crise e questionamentos diversos.
O que você relata é que existe uma relação desgastada por mágoas e desapontamentos. E parece que é você quem está na condição de vulnerabilidade nessa relação. Ter dúvidas pode ser algo muito saudável se elas servirem para você repensar sua vida e suas escolhas. Elas podem ser o ponto de partida para as mudanças necessárias para uma vida mais plena. Busque ajuda especializada e não sofra sozinha.
Um abraço e Feliz 2023!
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Um palografico ruim , faz com que a pessoa seja considerado inapto na Avaliação psicológica?
Um palografico ruim , faz com que a pessoa seja considerado inapto na Avaliação psicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma aplicação inadequada de qualquer teste psicológico é uma falha técnica e conpromete a validade do processo. Em outras palavras, significa que os resultados não são confiáveis, sejam eles favoráveis ou não.
Outro ponto que retomo aqui: nenhuma avaliação, para qualquer finalidade, pode estar pautada em um único teste. A avaliação precisa incluir diferentes fontes de informação para sustentar uma tomada de decisão. Um teste palográfico sozinho não sustenta absolutamente nada, mesmo que tenha sido aplicado corretamente.
Cheque as credenciais do profissional que realizou a aplicação, veja se seu registro está ativo no Conselho (essa informação é de domínio público) e busque uma segunda opinião e/ou por meio de recurso.
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Só o teste palografico e neo pi já dá para definir a personalidade da pessoa?
Só o teste palografico e neo pi já dá para definir a personalidade da pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não.
Nenhum teste, isoladamente, pode ser usado para diagnosticar qualquer psicopatologia ou característica psicológica.
É necessária a realização de um processo de avaliação psicológica mais amplo e complexo, o qual deve contar com entrevistas, observação e aplicação de diferentes testes e técnicas.
É importante deixar claro, também, que os resultados de qualquer avaliação psicológica não são taxativos e imutáveis e devem sempre considerar a história, o contexto e o momento de vida da pessoa.
Ao contatar um(a) psicólogo(a) certifique-se sua formação e expertise em avaliação psicológica e confirme com ele que a avaliação não se resumir à aplicação de um ou outro teste isolado.
Perguntas frequentes
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Estou com o Diu de cobre e prata há 8 meses e ainda tenho sangramentos de escape todos os dias, seme
diu, dispositivo intrauterino, de cobre com prata, ou seja, sem hormônio,…