Perguntas do paciente (77)
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Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f
Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o excesso de pesquisas sobre ansiedade e transtornos pode acabar contribuindo para a manutenção ou intensificação da ansiedade em algumas pessoas. Quando começamos a buscar muitas informações, especialmente sobre sintomas e possibilidades de diagnóstico, podemos ficar mais atentos às sensações do corpo e interpretar situações cotidianas como sinais de perigo. Isso pode aumentar a preocupação e fazer com que a pessoa passe a evitar situações que antes conseguia enfrentar.
Mas isso não significa que você tenha causado a sua fobia por pesquisar sobre ela. É possível que a pesquisa tenha se tornado parte de um ciclo que está mantendo a ansiedade atualmente.
O mais importante é compreender o que aconteceu nesse período em que você passou a ficar mais em casa e como essa dificuldade foi se construindo. A partir disso, é possível trabalhar gradualmente para retomar atividades e espaços que foram ficando difíceis.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo o quanto essa dúvida pode ser angustiante, principalmente porque você não deseja machucá-lo e, ao mesmo tempo, também não quer tomar uma decisão precipitada sobre a relação.
O fato de você não sentir a mesma animação ou intensidade do início do relacionamento não significa, por si só, que o amor acabou. Ao longo de uma relação, os sentimentos podem se transformar, e a intensidade dos primeiros períodos pode dar lugar a outras formas de vínculo, como intimidade, companheirismo, cuidado e segurança. Mas também é importante não tentar concluir rapidamente que tudo isso é apenas “rotina” ou “ansiedade”.
Talvez seja interessante olhar com mais calma para essa mudança: quando você percebeu que começou a se sentir diferente? O que exatamente você sente falta? Como você se sente quando está com ele e quando estão afastados? Como tem sido a relação entre vocês atualmente? E o que você deseja quando pensa no futuro dessa relação?
Você também não precisa se obrigar a sentir algo ou tomar uma decisão imediatamente. A terapia pode ser um espaço justamente para investigar essas dúvidas sem julgamento, sem precisar chegar de antemão à conclusão de terminar ou permanecer. A partir dessa compreensão, pode ser possível perceber se existe um desejo de reconstruir a conexão entre vocês e o que seria necessário para isso.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está descrevendo traz uma diferença importante: uma coisa é ser uma pessoa mais tímida, reservada ou que fala menos; outra é sentir que a ansiedade impede você de fazer aquilo que gostaria de fazer.
Pelo que você conta, em seis meses houve uma mudança significativa: no início do trabalho você se sentia muito travada e ansiosa, e hoje consegue interagir melhor e percebe que a ansiedade diminuiu. Isso é uma evolução, mesmo que os comentários das pessoas ainda despertem insegurança em você.
Quando alguém diz que você é “séria”, “quieta” ou que “não fala”, isso não significa necessariamente que você esteja regredindo. Essas pessoas estão descrevendo como percebem você, e isso não precisa se transformar em uma obrigação de mudar quem você é. Talvez a questão seja perceber: “eu estou quieta porque é assim que me sinto confortável ou porque estou com medo de falar?”
Também é possível que, por ter vivido bullying e experiências de rejeição, esses comentários tenham um peso maior para você. Eles podem tocar justamente em uma preocupação antiga de não ser aceita ou de não pertencer. Por isso, talvez o trabalho não seja fazer com que você deixe de ouvir esse tipo de comentário, mas conseguir escutá-lo sem automaticamente concluir que há algo errado com você.
E sobre “se curar” da ansiedade social: isso não significa necessariamente deixar de ser tímida ou passar a falar muito. Significa, principalmente, ter mais liberdade para escolher como quer agir, sem que o medo, a vergonha ou a preocupação com o julgamento dos outros decidam por você.
Então uma pergunta importante pode ser: “Se ninguém esperasse que eu fosse mais comunicativa, eu gostaria de falar mais ou estou satisfeita com a forma como me relaciono?”
Essa diferença pode ajudar bastante a entender o que é uma característica sua e o que é algo que a ansiedade vem limitando.
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Qual é o curso típico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se não for tratado?
Qual é o curso típico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se não for tratado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sem tratamento, o Transtorno de Personalidade Borderline tende a seguir um curso instável, marcado por oscilações emocionais, dificuldades nos relacionamentos e impulsividade. Os sintomas podem diminuir com o passar dos anos, mas isso não significa melhora funcional.
De forma geral, o que costuma acontecer é:
Crises emocionais recorrentes, com explosões, impulsividade e sensação de vazio.
Instabilidade nos vínculos, com relações intensas, conflitos e rupturas frequentes.
Comportamentos autodestrutivos, como automutilação, uso abusivo de substâncias ou atitudes de risco.
Oscilações de humor que dificultam manter rotina, emprego e projetos.
Sofrimento significativo, que pode se manter ao longo dos anos caso não haja apoio.
Embora alguns sintomas possam reduzir espontaneamente com o tempo, sem tratamento a pessoa tende a manter o padrão de instabilidade emocional e relacional, o que compromete a qualidade de vida e aumenta riscos, especialmente em momentos de estresse.
Em resumo: o TPB não tratado raramente “some” sozinho; ele costuma gerar ciclos de crise e prejuízo emocional que poderiam ser evitados com intervenção especializada.
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O "Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)" é um transtorno mental crônico progressivo?
O "Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)" é um transtorno mental crônico progressivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não é considerado um transtorno progressivo, ou seja, não tende a “piorar com o tempo” de forma inevitável.
Ele é sim um transtorno crônico, porque faz parte do padrão de funcionamento da pessoa e costuma aparecer no início da vida adulta. Mas isso não significa condenação ou deterioração contínua.
O que a ciência mostra é o contrário:
– Muitas pessoas com TPB melhoram significativamente com tratamento adequado.
– Os sintomas mais intensos, como impulsividade e instabilidade emocional, tendem a diminuir ao longo dos anos.
– Terapias baseadas em evidências, como DBT, terapia psicodinâmica e acompanhamento psiquiátrico, ajudam bastante.
Ou seja:
TPB não é progressivo. É estável ao longo do tempo, mas com grande potencial de melhora quando há tratamento.
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Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?
Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando você faz essa pergunta, já existe uma resposta dentro de você, talvez esteja apenas buscando confirmação. Não se trata só de separar amor de apego; é sobre perceber o que mudou na forma como você se sente em relação ao relacionamento. A partir disso, vale olhar para a relação e se permitir questionar: o que realmente me conecta a essa pessoa hoje?
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Como um amigo pode terminar uma amizade com alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
Como um amigo pode terminar uma amizade com alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Existe, sim, uma responsabilidade na forma como você encerra uma relação, com qualquer pessoa.
Ter um diagnóstico como Transtorno de Personalidade Borderline não retira da pessoa a dignidade, nem te obriga a permanecer em um vínculo que você não deseja.
O mais importante é ser claro, honesto e respeitoso. Evitar sumir, evitar provocar, evitar jogar a culpa no transtorno. Fale da sua decisão a partir de você: do que você sente, do que pode ou não sustentar.
Encerrar uma amizade não é violência. Violência é permanecer em um lugar por medo ou culpa e transformar isso em ressentimento.
Se houver risco de crise intensa ou autolesão, é importante que essa pessoa tenha rede de apoio ou acompanhamento profissional, mas isso não é responsabilidade exclusiva sua.
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Como gerenciar o hiperfoco no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Como gerenciar o hiperfoco no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que muitas pessoas chamam de “hiperfoco” no Transtorno de Personalidade Borderline costuma estar ligado a uma tentativa intensa de regular emoções através de algo ou alguém. Não é apenas foco, é investimento afetivo concentrado.
Gerenciar isso não é “parar de sentir”, mas ampliar repertório. Algumas estratégias ajudam:
– Perceber os gatilhos emocionais que antecedem esse hiperfoco (medo de abandono, vazio, rejeição).
– Criar pequenas pausas antes de agir (principalmente em mensagens, decisões impulsivas ou idealizações).
– Distribuir energia em mais de uma área da vida (rotina, trabalho, vínculos diferentes, autocuidado).
– Trabalhar regulação emocional em terapia, especialmente abordagens como a Terapia Dialética Comportamental, que foi desenvolvida especificamente para o TPB.
O ponto não é “eliminar” a intensidade, mas aprender a sustentá-la sem que ela se torne autodestrutiva.
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Como posso descobrir o que eu quero ser na vida? .
Como posso descobrir o que eu quero ser na vida? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida mais comum do que parece. Muitas vezes, a pressão para “saber o que quer ser” vem de fora, e a gente acaba se cobrando por não ter uma resposta pronta. Ao invés de buscar uma fórmula, é importante olhar para o que você já sente, deseja e experimenta
Na psicanálise, entendemos que escolhas profissionais e de vida não se resumem a uma decisão racional, mas também têm a ver com nossa história, experiências e conflitos até internos. Um processo terapêutico pode ajudar a dar sentido a essas questões, entender o que você move de verdade e diferenciar o que é expectativa dos outros.
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Como lidar com as dores existenciais? .
Como lidar com as dores existenciais? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As dores existenciais fazem parte da vida — em algum momento todo o mundo se depara com questões sobre sentido, escolhas e limitações. Não existe um jeito de “eliminá-las”, mas sim de encontrar espaço para falar delas, compreender o que carregam e como afetam a forma de viver. Na psicanálise, esse espaço de escuta ajuda a transformar a dor em algo que pode ser elaborado, abrindo possibilidades para viver de um jeito mais verdadeiro.
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Como posso controlar meu emocional e não chorar? .
Como posso controlar meu emocional e não chorar? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Chorar é uma forma expressão emocional, é totalmente humano. Tentar “controlar” pode gerar ainda mais tensão. É importante dar espaço para esse choro, olhar para os seus sentimentos, por mais difícil que seja, a tentativa de controlar pode nos deixar mai reféns.
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O que posso fazer para identificar um problema de saúde mental?
O que posso fazer para identificar um problema de saúde mental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Alguns sinais que podem indicar sofrimento psíquico são mudanças no sono, no apetite, dificuldade de concentração, irritabilidade, crises de ansiedade, tristeza persistente ou perda de interesse pelo que antes fazia sentido. Mas cada pessoa sente de uma maneira, e nem sempre os sintomas são tão claros. O mais importante é não ignorar quando algo começa a atrapalhar o dia a dia. Buscar acompanhamento psicológico pode ajudar a compreender o que está acontecendo e cuidar da saúde mental. Além disso, cuidar da saúde mental é impotante mesmo quando não existe um "problema" delimitado, mas sim como uma forma de prevenir e buscar uma melhor qualidade de vida.
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Como lidar com a identificação projetiva? .
Como lidar com a identificação projetiva? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Identificação projetiva é quando alguém coloca no outro sentimentos ou pensamentos que não consegue reconhecer em si. Isso pode gerar confusão, porque a gente começa a sentir coisas que, no fundo, não são nossas. Lidar com isso passa por perceber esse movimento, colocar limites e se perguntar: “o que disso realmente me pertence?”. Reconhecer o que é do outro já é um passo importante para não carregar peso que não é seu.
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Pessoas com temperamento explosivo têm menos chances de sofrer de depressão?
Pessoas com temperamento explosivo têm menos chances de sofrer de depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem sempre o que parece força é, de fato, saúde emocional.
Pessoas com temperamento explosivo muitas vezes aprendem a expressar o sofrimento através da raiva ou da irritabilidade, mas isso não significa que estejam imunes à depressão. Inclusive, em alguns casos, a impulsividade e os acessos de raiva podem ser formas de encobrir sentimentos mais profundos, como tristeza, frustração ou sensação de vazio.
Cada pessoa encontra um jeito de lidar com o que sente, mas quando isso começa a trazer sofrimento ou prejuízo nas relações, vale olhar com mais cuidado.
Falar sobre o que está por trás dessas explosões pode ser um caminho para aliviar o que tanto pesa e encontrar formas mais saudáveis de existir no mundo.
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O menosprezo pode gerar luto? .
O menosprezo pode gerar luto? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode, sim.
O menosprezo pode fazer nascer um luto que não é pelo corpo que se vai, mas pelo reconhecimento que nunca veio. Quando alguém é ignorado, desvalorizado ou tratado como se não importasse, isso pode gerar uma dor profunda, a perda de uma expectativa, de um afeto, de um lugar simbólico.
Muitas vezes, quem passa por isso nem percebe que está enlutado. Mas sente um vazio, uma tristeza persistente, uma sensação de que algo foi tirado sem explicação. E esse tipo de dor também merece ser escutado e elaborado.
Na terapia, é possível dar nome a esse sentimento, compreendê-lo e ressignificá-lo. Porque o que não foi reconhecido lá atrás, pode ser cuidado agora.
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O sentimento de menos-valia pode ser tratado? .
O sentimento de menos-valia pode ser tratado? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pode. E merece ser escutado com seriedade.
Sentir-se “menos” diante da vida, dos outros ou de si mesmo geralmente não surge do nada. É resultado de histórias, experiências e, muitas vezes, de repetições silenciosas que se tornam parte da forma como alguém se enxerga. Na psicoterapia, especialmente na abordagem psicanalítica, abrimos espaço para que esse sentir seja colocado em palavras. E, a partir disso, é possível construir novas formas de se ver e se posicionar no mundo.
Não se trata de apagar o que sente, mas de dar sentido. De descobrir o que há por trás desse sentimento e, com o tempo, reconhecer que há valor em ser quem se é.
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Quais são as causas comuns do sentimento de menos-valia?
Quais são as causas comuns do sentimento de menos-valia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O sentimento de menos-valia, de se sentir inferior ou insuficiente, geralmente tem raízes profundas. Pode estar ligado a vivências da infância, experiências de rejeição, críticas constantes, comparações, abandono emocional ou relações onde a pessoa aprendeu, de forma sutil ou explícita, que não era “boa o bastante”.
Muitas vezes, esse sentimento vai se repetindo em diferentes contextos, como se a pessoa confirmasse, sem perceber, a ideia de que tem menos valor. Isso pode impactar a forma como se vê, se relaciona e escolhe.
Na terapia, criamos um espaço seguro para que essas experiências possam ser elaboradas. E isso permite que, pouco a pouco, o sujeito se (re)conheça para além dessas marcas.
Se essa pergunta toca em algo aí dentro, talvez seja hora de falar sobre isso.
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Como podemos incentivar os pacientes com doenças crônicas mentais á adesão adequada ao tratamento de
Como podemos incentivar os pacientes com doenças crônicas mentais á adesão adequada ao tratamento de saúde mental ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A adesão ao tratamento em casos de doenças crônicas mentais não acontece apenas por orientação médica. É preciso escuta, vínculo, tempo. Muitos pacientes já sofreram invalidações, estigmas e desistiram de si antes mesmo de procurar ajuda. Incentivar a continuidade do cuidado passa por reconhecer o sujeito que sofre, respeitar seus tempos e oferecer uma relação em que ele possa se sustentar para seguir. Não é sobre convencer, é sobre escutar o que impede.
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O que fazer se suspeitar que alguém tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ou imaturidade
O que fazer se suspeitar que alguém tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ou imaturidade patológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando você suspeita que alguém possa apresentar sinais de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ou uma imaturidade emocional significativa, o mais importante é não assumir diagnósticos nem tentar “consertar” a pessoa.
Alguns passos podem ajudar:
1. Observe os comportamentos, não o rótulo.
Antes de pensar em TPB, observe se essa pessoa demonstra impulsividade, dificuldade em lidar com emoções, medo intenso de abandono, relacionamentos instáveis ou mudanças bruscas de humor. Isso já oferece mais clareza do que tentar encaixar um diagnóstico.
2. Estabeleça limites.
Pessoas emocionalmente imaturas podem ultrapassar fronteiras com facilidade. Limites claros ajudam a proteger a relação e o seu bem-estar.
3. Evite confrontos diretos sobre diagnóstico.
Falar “acho que você tem TPB” não ajuda e costuma gerar mais conflito. Prefira algo como: “Percebo que algumas situações têm te feito sofrer. Talvez conversar com um profissional possa ajudar.”
4. Incentive a busca por ajuda profissional.
Envie a pessoa para o lugar certo: terapia, atendimento psicológico ou psiquiátrico. É na clínica que o diagnóstico, se existir, será trabalhado.
5. Cuide de você.
Se conviver com essa pessoa está te causando sofrimento, considere se afastar ou procurar apoio para entender por que essa dinâmica te afeta tanto.
Em resumo: não diagnostique, coloque limites, incentive ajuda e cuide de si.
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Tenho muita insônia,durmo muito tarde, acordo muito estressada e sem paciência,como fazer para ter u
Tenho muita insônia,durmo muito tarde, acordo muito estressada e sem paciência,como fazer para ter uma rotina de sono mais saudável?como estipular um horário para deixar as telas antes de dormir?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Insônia, estresse e impaciência ao acordar podem ser sinais de algo que está transbordando — ou mesmo faltando. Criar uma rotina de sono não é só sobre horários e telas, mas sobre entender o que te agita por dentro.
E o excesso de tela… vem de onde? Da tentativa de silenciar pensamentos? De uma rotina desinteressante? Talvez a pergunta não seja só como dormir melhor, mas o que tem te tirado o sono?
Falar sobre isso pode abrir caminhos.
Perguntas frequentes
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Bom dia, Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já
Entendo seu desânimo; passar por vários psiquiatras, experimentar muitos…