Perguntas do paciente (77)
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Estou em um relacionamento à 4 meses oficialmente, e estamos juntas a 9 meses. Desde os meus 8 anos
Estou em um relacionamento à 4 meses oficialmente, e estamos juntas a 9 meses. Desde os meus 8 anos de idade tive acesso irrestrito ao celular, isso me levou a consumir pornografia a essa idade e se tornou um vício que eu não entendia na infância, tornei a esconder dos meus pais mesmo sem entender sobre relações sexuais. Até que um dia decidi parar e passei cerca de 3 anos sem consumir esse tipo de conteúdo, de verdade. No início da adolescência isso voltou, principalmente pq eu estava me descobrindo e descobrindo minha real sexualidade acabei vendo asmr’s sexuais falados, até então eu só escutava, porém eu ia cada vez mais fundo e acabei voltando para a pornografia. Aos 16 comecei a me tocar, uma coisa importante sobre isso é que eu nunca me toquei SEM a pornografia até hoje. Porém, hoje sou comprometida, e mesmo assim cedo a esse vício, eu não vejo todos os dias mas as vezes é como um chamado. Eu amo a pessoa com quem eu estou e quero passar o resto da minha vida com ela, eu a amo de verdade e não queria decepcioná-la com isso, eu sei que não terminaríamos por causa disso porque o nosso amor uma pela outra é muito forte mas o nosso relacionamento é a distância e somente quando há essa distância eu cedo algumas vezes a pornografia. Eu estou realmente decepcionada comigo mesma, é horrível ver, mas de vez em quando é como se houvesse um chamado. Nós já tivemos experiências sexuais e isso foi incrível, eu não queria estragar nossa química por causa disso, eu já li que isso pode estragar relacionamentos e o momento do sexo em si, e eu não queria que nossa história e nossa química se percam, de verdade. Eu gostaria de me livrar disso mas mesmo desativando os navegadores, tirando qualquer incentivo sexual isso continua voltando. Eu quero parar, gostaria que alguém me dê um caminho, uma luz para que eu possa viver meu relacionamento feliz. Adendo: eu não gosto de pensar em outras pessoas quando vejo esses vídeos, eu já amo a com quem estou, porém eu acredito que eu veja pq sou muito isolada e não saio de casa, fico com tédio e vou ver
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Seu relato é muito sincero e corajoso. O que você descreve envolve um tipo de repetição que, mesmo com esforço consciente, continua voltando. Isso não acontece por fraqueza, mas porque certas vivências se enraízam de forma mais profunda do que imaginamos.
O desejo de parar está aí, e isso é importante. Talvez o próximo passo não seja apenas tentar se afastar do conteúdo em si, mas começar a se perguntar o que esse hábito representa na sua vida. O que ele tenta preencher? Quando ele aparece, o que você sente antes, e o que sente depois?
Não se trata apenas de "parar de ver", mas de entender por que isso te chama. Tédio, solidão, rotina, vazio... tudo isso pode estar envolvido. Se você conseguir olhar para esses momentos com mais curiosidade do que com culpa, talvez descubra novos caminhos. E aí, o que hoje parece incontrolável, começa a perder força.
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Como posso apagar o que sinto por alguém do passado? Há décadas atrás, quando eu era um pré-adole
Como posso apagar o que sinto por alguém do passado?
Há décadas atrás, quando eu era um pré-adolescente eu queria me declarar para uma pessoa mas acabei não fazendo por medo. A pessoa até ficou sabendo mesmo disso, mas eu nunca cheguei a dizer a essa pessoa como eu me sentia.
Passou-se se décadas e mesmo agora nos vinte poucos anos acho que meu lado emocional não superou essa pessoa de fato. Apesar de eu ter decidido a esquecer e seguir em frente.
Queria entender também como isso é possível.
Eu até cheguei a conclusão comigo mesmo nessas semanas ja tinha chegado a conclusão que isso era amor mas no máximo uma paixão não correspondida. Mas ontem a noite eu sonhei que eu me Casava com essa pessoa. Era eu de joelhos me declarando para essa pessoa. Até lembro do vestido que essa pessoa usava
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.Todos sonhos já tive com essa pessoa por mais diferentes que fossem sempre terminaram assim. Ou então era só nós dois conversando.
Queria saber o que eu preciso fazer para isso parar ou então entender por que não sigo como qualquer outra paixão não correspondida já lidei e segui em frente facilmente.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando algo que parecia pequeno na infância ou adolescência permanece com a gente por tantos anos, mesmo em silêncio, é porque carrega um significado que ainda não foi totalmente elaborado. Nem sempre o que nos prende a alguém tem a ver com a pessoa em si, mas com o que ela representou — uma experiência emocional única, um desejo não vivido, um momento congelado no tempo.
Não é estranho que esse sentimento resista, mesmo com outras paixões e com a decisão racional de seguir em frente. A razão entende, mas o emocional precisa ser escutado de outro jeito. E os sonhos, muitas vezes, dizem algo que ainda está tentando se dizer.
Ao invés de tentar apagar o que sente, talvez o caminho seja perguntar: por que isso ainda tem tanta força? O que esse amor silencioso guardou em você, durante tanto tempo?
Às vezes, a gente só se liberta quando compreende — e não quando tenta esquecer.
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Eu tenho 13 anos, e daqui a 4 meses eu faço 14 anos. E eu simplesmente não quero isso, não quero cre
Eu tenho 13 anos, e daqui a 4 meses eu faço 14 anos. E eu simplesmente não quero isso, não quero crescer e me separar das pessoas que eu gosto. Tudo parece não ter mais sentido, pq eu sei que eu vou crescer e tudo isso vai acabar, já que daqui a dois anos eu estou entrando no ensino médio, oque me deixa ainda mais ansiosa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você está sentindo algo muito importante — e corajoso também: reconhecer que crescer nem sempre é empolgante, às vezes dói. A gente fala tanto que “crescer é natural” que esquece de dizer que isso pode trazer medo, tristeza e uma sensação de perda mesmo.
O que você sente tem nome: é luto pelo tempo que ainda nem foi embora. É como se uma parte sua já estivesse com saudade do agora. E tá tudo bem sentir isso.
Mas crescer também não é sair perdendo tudo — é se transformar, e nisso você leva muita coisa junto: o que ama, quem ama, os momentos bons, e até os sonhos que ainda vai inventar. Quando a gente escuta o que sente com respeito, as coisas aos poucos fazem mais sentido.
Você não precisa ter pressa pra entender tudo agora. Mas pode começar se perguntando: o que é que você gostaria de levar com você, mesmo crescendo?
Além disso, existe aí um sofrimento pelo que ainda não aconteceu, em todas as fazes da sua vida vai ter coisas boas e ruins, tente aproveitá-las cada uma em seu momento! :)
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sou usuaria de sertralina 25 mg, mas com o tempo venho tendo pensamentos intrusivos com tudo todas a
sou usuaria de sertralina 25 mg, mas com o tempo venho tendo pensamentos intrusivos com tudo todas as horas, ate com quem amo,isso me deixa ansiosa e com medo de um surto, faço terapia e o medico aumentou minha dose de sertralina
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pensamentos intrusivos podem ser extremamente angustiantes, especialmente quando parecem incontroláveis e vão contra o que você valoriza. Mas é importante lembrar que esses pensamentos não definem quem você é—eles fazem parte do funcionamento da mente e, muitas vezes, quanto mais tentamos suprimi-los, mais insistentes se tornam.
A sertralina leva um tempo para atingir seu efeito pleno após o ajuste da dose, então pode ser necessário ter um pouco de paciência. Além disso, a terapia pode ajudar a lidar com esses pensamentos sem alimentá-los com medo ou culpa. Na Psicanálise, compreendemos que nem todo pensamento tem um significado literal—muitas vezes, eles são expressões de angústias inconscientes que precisam ser elaboradas.
O mais importante é não se isolar nesse processo. Você já está buscando ajuda médica e terapêutica, o que é um grande passo. Se sentir que a ansiedade está muito intensa ou se surgirem outros sintomas que te preocupam, converse abertamente com seu médico.
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Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?
Como a psicoeducação pode ajudar no tratamento de transtornos mentais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoeducação pode ser uma ferramenta valiosa no tratamento de transtornos mentais, mas seu efeito não está apenas na transmissão de informações. Muitas vezes, o sofrimento psíquico se intensifica porque a pessoa não compreende o que sente, não encontra palavras para nomear sua experiência e se vê refém de um mal-estar que parece sem origem. A psicoeducação pode atuar como um primeiro passo para dar contorno a esse sofrimento, ajudando o sujeito a reconhecer padrões, identificar gatilhos e entender que sua vivência tem um sentido.
No entanto, a informação por si só não basta. Na clínica, sabemos que não é apenas o saber racional que transforma, mas a possibilidade de ressignificar as experiências a partir da fala e da escuta. Por isso, a psicoeducação deve ser usada com cuidado: não como um discurso que reduz a subjetividade a manuais e diagnósticos, mas como um recurso que facilita o encontro do sujeito consigo mesmo. Mais do que 'explicar' o transtorno, é preciso abrir espaço para que cada um possa narrar sua própria história e construir novas formas de lidar com seu sofrimento.
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A síndrome do impostor é uma doença mental? .
A síndrome do impostor é uma doença mental? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não, a síndrome do impostor não é uma doença mental. Mas pode fazer um barulho enorme na vida de quem a sente.
Ela se manifesta como aquela voz interna que insiste em dizer que você não é bom o suficiente, que foi sorte, que vão “descobrir” que você é uma fraude, mesmo quando há evidências claras do seu mérito.
Embora não seja um transtorno diagnosticável, ela pode estar relacionada a questões mais profundas, como baixa autoestima, ansiedade ou padrões de exigência muito elevados.
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Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?
Há algum sinal de que a Síndrome de Otelo pode voltar após o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A chamada Síndrome de Otelo, caracterizada pelo ciúme patológico e delirante, não é uma condição com ‘cura’ definitiva no sentido biomédico tradicional, mas algo que pode ser manejado e transformado através do tratamento adequado. No entanto, como todo fenômeno psíquico, ele não desaparece simplesmente—pode se deslocar, se atenuar ou se intensificar conforme as dinâmicas subjetivas e relacionais do indivíduo.
Na Psicanálise, entendemos que o ciúme obsessivo não é apenas sobre o outro, mas sobre o próprio sujeito: suas inseguranças, angústias e a forma como lida com a falta. Se a raiz desse sofrimento não for trabalhada a fundo—se a pessoa apenas 'controlar' os impulsos sem compreender o que os motiva—há sempre o risco de retorno. Mudanças na relação, frustrações pessoais e situações que reativem sentimentos de desamparo podem reacender o quadro.
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Em quais doenças psiquiátricas o ciúme patológico pode se manifestar?
Em quais doenças psiquiátricas o ciúme patológico pode se manifestar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ciúme patológico não é apenas sobre o outro, mas sobre o próprio sujeito e sua relação com a falta. Ele pode se manifestar em diferentes quadros psiquiátricos, mas sua raiz está na angústia diante do desejo e da incerteza.
No Transtorno Delirante – Tipo Ciumento (Síndrome de Otelo), o sujeito se fixa na ideia de traição, interpretando qualquer detalhe como prova. Aqui, o ciúme não é dúvida, mas certeza absoluta, um delírio estruturado que resiste à argumentação. Já no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o sujeito não quer acreditar nos próprios pensamentos, mas eles retornam de forma intrusiva, levando a rituais de checagem e reafirmação.
Em quadros como o Transtorno de Personalidade Borderline, o medo do abandono é tão insuportável que qualquer movimento do outro pode ser sentido como traição iminente. No Transtorno Paranoide de Personalidade, o sujeito vê intenções ocultas em cada gesto, transformando a relação em um campo de vigilância constante.
Mesmo em transtornos como a esquizofrenia, onde o ciúme pode surgir como parte de um delírio paranoide maior, ou no abuso de substâncias, onde a intoxicação intensifica esse sentimento, a questão central permanece: a dificuldade de lidar com a alteridade do outro, com o fato de que ele nunca será completamente possuído ou controlado.
O ciúme, em sua essência, fala da angústia diante da impossibilidade de ser tudo para o outro e da dor de reconhecer que o desejo nunca é inteiramente previsível. Por isso, mais do que apenas ‘tratar’ o sintoma, é preciso escutar o que esse ciúme tem a dizer sobre o sujeito e sua forma de amar.
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Por que os filhos têm ciúmes dos pais? .
Por que os filhos têm ciúmes dos pais? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ciúme dos filhos em relação aos pais é um fenômeno comum e pode ter diversas explicações dentro da Psicanálise. Desde cedo, a criança estabelece vínculos afetivos intensos com os cuidadores, e quando percebe que essa relação não é exclusiva—porque os pais também têm outros interesses, relações e responsabilidades—pode surgir o ciúme. Freud abordou esse tema ao falar do Complexo de Édipo, em que a criança experimenta sentimentos ambíguos de amor e rivalidade em relação aos pais. No entanto, esse ciúme pode aparecer em diferentes momentos da vida, não apenas na infância, e está ligado à necessidade de reconhecimento, segurança e pertencimento. Escutar a criança e ajudá-la a compreender seus sentimentos pode ser uma forma de lidar com essa questão de maneira saudável.
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Quais são as origens das crises existenciais? .
Quais são as origens das crises existenciais? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As crises existenciais emergem quando algo na vida do sujeito já não se sustenta como antes. Elas podem surgir em momentos de transição, perdas, confrontos com a finitude ou até no encontro com um desejo que assusta. Na Psicanálise, entendemos que o sujeito não é um ser dado e acabado, mas alguém em constante construção, atravessado pelo inconsciente e por uma busca que nunca se completa totalmente.
Freud nos mostrou que a angústia surge quando o sujeito se depara com algo que escapa ao controle, seja uma falta interna ou um rompimento com aquilo que lhe dava sentido. Já em Sartre e outros existencialistas, encontramos a ideia de que a crise emerge do confronto com a liberdade e a responsabilidade por nossas escolhas. De qualquer forma, uma crise existencial pode ser lida como um convite à transformação: um momento em que algo precisa ser revisto, ressignificado ou reconstruído.
O sofrimento pode ser intenso, mas, quando elaborado, pode levar a novas formas de existir e desejar. A questão não é eliminar a crise, mas escutá-la: o que ela tem a dizer sobre você e o que já não cabe mais na sua história?
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"Como Vencer a Crise Existencial? .
"Como Vencer a Crise Existencial? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vencer" uma crise existencial pode não ser exatamente o caminho. Na Psicanálise, compreendemos que a crise não é um erro, mas um momento em que algo do sujeito se coloca em questão. Ela surge quando as certezas se desfazem, quando antigos sentidos não dão mais conta da experiência, e isso pode ser profundamente angustiante. Mas também é nesse vazio que há espaço para a transformação.
Ao invés de buscar uma ‘solução rápida’, talvez a pergunta seja: o que essa crise está tentando dizer? O que na sua história, nos seus desejos e na sua forma de existir no mundo precisa ser escutado? Muitas vezes, a crise emerge porque algo dentro de nós já não cabe mais na estrutura antiga—seja uma identidade, um trabalho, uma relação ou até a maneira como nos vemos.
A saída não está em evitar a angústia, mas em se permitir elaborá-la. Isso pode acontecer no percurso terapêutico, no processo de simbolização da experiência, na construção de novas narrativas sobre si. A crise existencial, quando escutada, pode ser o empurrão necessário para acessar um desejo mais autêntico. Afinal, como Freud já apontava, é no conflito que o sujeito se movimenta.
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O que provoca uma crise existencial em uma pessoa adulta ?
O que provoca uma crise existencial em uma pessoa adulta ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Interessante você especificar a fase adulta em sua pergunta, pois nessa fase surgem novos desafios, cobranças e expectativas, o que pode ser um gatilho para crises existenciais. Muitos adultos enfrentam essa crise ao se depararem com questões sobre o propósito da vida, realizações pessoais e profissionais, ou ainda mudanças inesperadas, como perdas ou transições. A pressão para cumprir expectativas externas ou internas pode levar a um sentimento de insatisfação ou desconexão com a própria identidade. Essas situações muitas vezes provocam a reflexão sobre o significado da vida, o que nos move e o que realmente queremos alcançar.
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Como um paciente adulto pode superar uma Crise Existencial ?
Como um paciente adulto pode superar uma Crise Existencial ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Superar uma crise existencial não é um processo de 'resolver', mas de escutar o que ela tem a ensinar. Na vida adulta, essa crise surge quando questões profundas, como o medo da morte ou o vazio existencial, não podem mais ser ignoradas. O processo terapêutico visa permitir que o sujeito explore essas questões sem medo, reconhecendo que o sofrimento faz parte da experiência humana. Ao se permitir olhar para suas inseguranças e conflitos internos, o paciente pode reconstruir um novo sentido para sua vida, mais alinhado com seus desejos e possibilidades.
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O que fazer quando a crise existencial bate à porta?
O que fazer quando a crise existencial bate à porta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando a crise existencial bate à porta, não se trata de 'fazer' algo para afastá-la ou escondê-la, mas de se permitir viver o que ela traz. Muitas vezes, buscamos fugir do desconforto, mas a crise, ao invés de ser vista como um obstáculo, pode ser compreendida como um convite. Ela surge quando algo em nossa vida já não faz mais sentido, quando as certezas e estruturas que antes nos sustentavam entram em colapso.
O que a crise existencial pede não é uma solução imediata, mas uma escuta atenta de si mesmo. Ela nos desafia a questionar quem somos, o que queremos e como nos relacionamos com o mundo. A primeira atitude é permitir-se sentir o vazio, o desconforto, e não buscar 'resolver' esse estado. Ao invés disso, procuremos escutar o que ele tem a ensinar sobre nós.
Na terapia, esse processo é fundamental. A escuta psicanalítica permite que o sujeito explore suas angústias e reinterprete a própria história, dando novo significado ao que parecia sem saída. O que parece um impasse, pode, na verdade, ser uma porta para o autoconhecimento e para a reinvenção.
Portanto, quando a crise bater à porta, abra-a. Encare o desconforto e permita que ele conduza uma reflexão profunda sobre quem você é e como pode reconstruir seus significados de forma mais autêntica e consciente.
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O que fazer durante uma crise existencial? .
O que fazer durante uma crise existencial? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Crises existenciais não são falhas no sistema — são sinais de que algo dentro de você está pedindo escuta. Em vez de fugir ou tentar silenciar esse incômodo, o mais valioso é poder se perguntar: O que isso está tentando me mostrar? Muitas vezes, é nesse desconforto que começamos a nos aproximar de quem realmente somos, além dos papéis que ocupamos.
A psicanálise pode ser uma bússola nesse momento: não para dar respostas prontas, mas para abrir espaço para que você fale, se escute e descubra o que, até então, estava calado em você.
Não é confortável, mas também não é à toa.
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Qual é o Impacto da crise existencial na vida diária de um paciente adulto ?
Qual é o Impacto da crise existencial na vida diária de um paciente adulto ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A crise existencial pode impactar significativamente a vida de um adulto. Ela costuma surgir quando antigos sentidos deixam de sustentar o cotidiano, gerando sentimentos como angústia, apatia, desamparo ou inquietação.
Esses momentos costumam desorganizar a rotina, afetar relações, gerar dúvidas sobre escolhas já feitas e paralisar decisões futuras. Em alguns casos, sintomas como insônia, cansaço excessivo ou irritabilidade também aparecem.
Embora seja vivida com sofrimento, a crise pode indicar que algo está pedindo lugar para ser escutado e elaborado. É um momento que exige cuidado e um tempo para olhar com mais profundidade para si.
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O que pode desencadear uma crise existencial de uma pessoa adulta ?
O que pode desencadear uma crise existencial de uma pessoa adulta ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma crise existencial pode ser desencadeada por diferentes situações, geralmente aquelas que colocam em xeque a identidade, os valores ou o sentido da vida de uma pessoa.
Mudanças significativas, como perdas, separações, adoecimento, transições de carreira, envelhecimento ou mesmo conquistas importantes, podem provocar um estranhamento com a própria história. Às vezes, é um momento aparentemente comum que abre espaço para uma pergunta que antes era evitada.
Essas crises costumam surgir quando os caminhos trilhados já não sustentam mais o sujeito, e algo do desejo, até então recalcado ou adormecido, começa a se manifestar. Isso pode gerar angústia, sensação de vazio, insegurança ou um forte sentimento de desencontro consigo mesmo.
Cada pessoa vive isso à sua maneira, e o mais importante nesses momentos é poder se escutar com seriedade e sem pressa.
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Quais preconceitos são enfrentados por pessoas com deficiência?
Quais preconceitos são enfrentados por pessoas com deficiência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O preconceito contra pessoas com deficiência se manifesta de muitas formas, mas, em sua essência, revela a dificuldade da sociedade em lidar com a diferença. Muitas vezes, há uma tendência a reduzir essas pessoas a suas limitações, ignorando sua singularidade e desejos. O capacitismo, por exemplo, pode se expressar tanto na infantilização – como se precisassem sempre de tutela – quanto na negação de suas dificuldades, como se bastasse ‘força de vontade’ para superar tudo.
Na Psicanálise, sabemos que o olhar do outro tem um papel fundamental na constituição do sujeito. Quando alguém é visto apenas pelo viés da falta, sua identidade pode ser atravessada por sentimentos de inadequação e exclusão. Além disso, a sociedade projeta seus próprios medos e angústias na deficiência, evitando o confronto com a fragilidade humana. Isso pode gerar barreiras simbólicas ainda mais difíceis de transpor do que as barreiras físicas.
Por isso, mais do que garantir acessibilidade, é essencial transformar o discurso e a escuta: reconhecer essas pessoas em sua subjetividade, desejos e potencialidades, sem negar os desafios reais que enfrentam.
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De que forma a criação de conexões significativas pode influenciar positivamente o amor-próprio?
De que forma a criação de conexões significativas pode influenciar positivamente o amor-próprio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O amor-próprio não nasce no vácuo. Ele se constrói, em parte, na forma como nos reconhecemos nos olhos do outro. Conexões significativas nos permitem ser vistos e escutados em nossa autenticidade, e isso pode ajudar a dissolver aquelas narrativas internas que dizem que não somos suficientes.
Quando nos relacionamos com quem nos respeita e nos acolhe, aprendemos, pouco a pouco, a fazer o mesmo por nós mesmos. Mas o caminho não é de fora para dentro, no fim, o que sustenta o amor-próprio não é a validação externa, e sim o que conseguimos elaborar sobre nós mesmos.
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Como a prática da empatia consigo mesmo pode ser um catalisador na promoção de uma autoestima resili
Como a prática da empatia consigo mesmo pode ser um catalisador na promoção de uma autoestima resiliente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A empatia por si mesmo envolve a capacidade de reconhecer as próprias fragilidades sem se anular por elas. Quando uma pessoa consegue se escutar com menos julgamento e mais honestidade, ela deixa de se tratar como inimiga de si.
Isso pode favorecer o fortalecimento da autoestima, não no sentido de se sentir sempre bem, mas na capacidade de sustentar quem se é, mesmo em momentos de queda ou dúvida. A autoestima resiliente nasce dessa possibilidade de se manter em pé internamente, ainda que as certezas externas vacilem.
A prática da empatia consigo permite que o sujeito não se reduza aos próprios fracassos ou às expectativas que não alcançou. É um exercício constante de se reconhecer, se responsabilizar e, ainda assim, seguir.
Perguntas frequentes
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Bom dia, Já passei por diversos psiquiatras, mas sinto que nenhum deles acertou no diagnósticos. Já
Entendo seu desânimo; passar por vários psiquiatras, experimentar muitos…