Perguntas do paciente (77)

  • Sou casado a 35 anos, desde criança tenho sentimentos homossexuais gostava de fazer de minhas cuecas

    Sou casado a 35 anos, desde criança tenho sentimentos homossexuais gostava de fazer de minhas cuecas de calcinhas, mas crédito casei e sempre com meu desejo, depois dos trinta anos tive uma experiência homossexual passiva com um travesti, gostei muito e aí aflorou meus desejos e de lá pra cá tenho tido várias experiências homossexuais com homem e travestis, continuo com vontade de usar calcinha usando da minha esposa em casa, meu relacionamento no casamento é bom mas na ha relação sexual, devo continuar na prática homossexual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Olá!
    A sua pergunta mostra que você está buscando se entender melhor o que é algo importante.

    Não existe uma resposta única sobre o que "deve" ser feito. O mais importante agora é compreender os seus desejos e conflitos com escuta e cuidado. O que você viveu e tem vivido aponta para questões profundas sobre sua sexualidade, identidade e também sobre o acordo conjugal que mantém.

    Vale refletir: você tem conseguido ser sincero consigo mesmo e com sua parceira? O quanto isso está te causando sofrimento ou te afastando de viver com mais autenticidade?

    Recomendo fortemente que você busque atendimento psicológico, não para te dizer o que fazer, mas para te ajudar a entender o que faz sentido pra você.


  • Uma pessoa com ansiedade tem risco maior de sofrer de outros transtornos psiquiátricos?

    Uma pessoa com ansiedade tem risco maior de sofrer de outros transtornos psiquiátricos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Sim, uma pessoa com ansiedade pode estar mais vulnerável a outros tipos de sofrimento psíquico. Isso porque a ansiedade, muitas vezes, já é um sinal de que algo interno está em conflito. Não é incomum que ela venha acompanhada de tristeza, dificuldades nos relacionamentos, compulsões ou problemas de sono.

    Cada caso é único, mas quando a ansiedade começa a ocupar demais a vida, vale a pena escutar o que ela está tentando dizer. Esse pode ser o primeiro passo para compreender o que está por trás do sintoma e encontrar outras formas de lidar.


  • Quais os tipos de neuroses que existem? .

    Quais os tipos de neuroses que existem? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Na psicanálise, neuroses não são doenças, mas estruturas que a pessoa encontra para lidar com os conflitos e a falta que todos enfrentam em algum momento da vida.

    Existem duas estruturas neuróticas principais: histeria e neurose obsessiva.

    Na histeria, é comum uma sensação constante de insatisfação. Mesmo quando tudo parece estar no lugar, algo continua incomodando. O desejo muda de direção com facilidade, e há uma busca frequente por respostas do outro: o que querem de mim? por que isso não basta? É um modo de funcionamento marcado por perguntas, conflitos e deslocamentos.

    Na neurose obsessiva, o movimento é outro: tenta-se evitar a falta organizando tudo, pensando demais, se antecipando. Costuma parecer que está tudo sob controle — e que está tudo bem —, mas por trás disso pode existir uma grande tentativa de afastar o que angustia. O sofrimento aparece mais no silêncio, na rigidez ou na dificuldade de se deixar afetar.

    Existe ainda o que Freud chamou de neurose de angústia, que hoje se aproxima de sintomas como ansiedade, crises de pânico ou sensações físicas sem explicação médica clara. Nesse caso, o corpo pode acabar expressando o que a palavra não conseguiu nomear.

    Essas formas de funcionamento não servem para rotular ninguém, mas podem ajudar a entender por que certos padrões se repetem e por que certos sofrimentos insistem. Um processo terapêutico é o espaço para fazer essa travessia com mais escuta e menos julgamento.


  • Como deve ser tratada a neurose de angústia? .

    Como deve ser tratada a neurose de angústia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    A neurose de angústia costuma se manifestar com sintomas físicos intensos: falta de ar, aperto no peito, coração acelerado, sensação de que algo ruim vai acontecer. Mesmo sem uma causa concreta, o corpo reage como se estivesse em perigo.

    Isso mostra que a pessoa está muito concentrada nas sensações corporais, com dificuldade de nomear ou compreender o que realmente se passa. A palavra, nesse caso, não está dando conta — e o corpo fala no lugar dela.

    O tratamento passa por um processo de escuta. Não se trata apenas de aliviar os sintomas, mas de entender o que eles estão tentando dizer. A psicoterapia, pode ajudar a construir esse caminho: sair do corpo como único lugar de expressão e criar espaço para que o sujeito possa se ouvir.

    Em alguns casos, o uso de medicação pode ser um apoio importante, mas não substitui o trabalho de escuta. A angústia não é um erro do corpo, é um sinal de que algo precisa ser dito — e ouvido.


  • Quais as características psicológicas mais importantes das pessoas com neurose de angústia?

    Quais as características psicológicas mais importantes das pessoas com neurose de angústia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    A neurose de angústia, como Freud descreveu, não se expressa tanto por pensamentos conscientes ou conflitos internos que a pessoa consegue explicar, mas por um mal-estar que aparece diretamente no corpo ou no estado emocional.

    Quem passa por isso costuma sentir uma angústia intensa, que surge de forma súbita, sem um motivo claro. É comum haver sintomas como falta de ar, aperto no peito, insônia, irritabilidade, tensão muscular ou uma sensação de inquietação constante.

    O que chama atenção é que, muitas vezes, a pessoa não consegue dizer exatamente o que está acontecendo. Ela sofre, mas não encontra palavras. A angústia vem antes da compreensão, o que gera ainda mais desconforto.

    Por isso, o trabalho clínico não é apenas aliviar os sintomas, mas escutar o que essa angústia pode estar comunicando, mesmo quando ainda não se tem clareza. Com o tempo, é possível transformar esse sofrimento em algo que possa ser nomeado e compreendido de forma mais profunda.


  • Quais são as complicações possíveis do transtorno de personalidade borderline?

    Quais são as complicações possíveis do transtorno de personalidade borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    O transtorno de personalidade borderline se caracteriza por uma instabilidade marcante — nos afetos, nas relações e na percepção de si. A pessoa vive como se estivesse sempre na borda: entre o apego e a rejeição, entre o impulso e o arrependimento, entre um estado depressivo e uma euforia repentina.

    Essa oscilação constante pode trazer complicações importantes, como impulsividade, rompimentos frequentes nos vínculos, sentimentos intensos de vazio, episódios de automutilação, ideação suicida e dificuldades para manter uma imagem estável de si. O sofrimento costuma ser real e profundo, mas nem sempre é reconhecido de imediato — nem pela própria pessoa, nem por quem está por perto.

    Vale lembrar que cada caso é único. O diagnóstico não define alguém, mas pode abrir espaço para escutar o que está por trás desses excessos. Com acompanhamento adequado, especialmente psicoterapia, é possível construir outras formas de lidar com essas passagens tão intensas entre um estado e outro.


  • Qual é a relação entre os sintomas internalizantes e externalizantes na infância e a saúde mental po

    Qual é a relação entre os sintomas internalizantes e externalizantes na infância e a saúde mental posterior?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Os sintomas internalizantes e externalizantes na infância não são apenas "fases" ou comportamentos isolados. Eles podem ser expressões precoces de um sofrimento que ainda não encontrou palavras. Por isso, merecem atenção.

    Os sintomas internalizantes (como retraimento, tristeza persistente, ansiedade, medo excessivo) muitas vezes passam despercebidos, porque a criança "não dá trabalho". Já os externalizantes (como agressividade, impulsividade, desobediência) costumam chamar mais atenção dos adultos, mas podem ser respostas a angústias que a criança ainda não consegue elaborar de outra forma.

    Ambos os tipos de sintomas podem ter impacto na saúde mental ao longo da vida, especialmente quando são ignorados, reprimidos ou mal compreendidos. Isso porque, sem espaço para escuta e simbolização, o sofrimento pode se fixar em formas rígidas de funcionamento, interferindo na autoestima, nos vínculos e na forma de lidar com frustrações.

    Por isso, mais do que "corrigir" comportamentos, o importante é escutar o que eles expressam. A escuta cuidadosa, ainda na infância, pode ajudar a criança a construir recursos psíquicos mais sólidos e prevenir formas mais intensas de sofrimento na vida adulta.


  • Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp

    Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Olá!
    Reconhecer e nomear o que sentimos já é um passo importante — e, muitas vezes, difícil.

    O que você descreve parece estar atravessado por experiências que foram se intensificando ao longo do tempo, ligando sensações físicas, imagens, lugares e emoções que talvez ainda não tenham tido espaço para serem compreendidas com profundidade. As fobias, o pânico, o desconforto que surge em determinados contextos… tudo isso pode estar carregado de sentidos que nem sempre conseguimos acessar de imediato, mas que falam de algo seu.

    Na psicoterapia, especialmente em abordagens como a Psicanálise, é possível olhar para essas vivências com mais calma, criando um espaço onde você possa se escutar e se descobrir — no seu tempo, do seu jeito. Não se trata de apagar sintomas, mas de entender o que eles querem dizer sobre a sua história e seus afetos.

    Há caminhos possíveis para elaborar o que hoje parece sem saída.


  • Se tenho 15 anos e namoro ah 8 meses com um garoto de 15 anos também, durante esse tempo nos passamo

    Se tenho 15 anos e namoro ah 8 meses com um garoto de 15 anos também, durante esse tempo nos passamos o dia todo conversando nunca faltava assunto, tínhamos poucas discussões e brigas, nem tínhamos praticamente, sempre conversamos sobre o dia um do outro sempre falando como estávamos e a conversa sempre fluia, temos opiniões o gostos diferentes mas sempre conversamos sobre porém ultimamente notamos que nossa conversa esfriou e estamos nos afastando sem perceber, estamos tendo brigas e discussões por coisas mínimas e bobas muito frequentemente que nos deixa ansiosos e mal, após essas discussões sempre fica um clima chate e demoramos cerca de um dia inteiro pra voltar a se falar normalmente e deixar a conversa fluir porém mal conversamos durante o dia porque não temos assunto e nd que nn sabemos um do outro,já conversamos sobre tudo possível,sonhos,vontades, futuro e tudo que pensávamos. estudamos na mesma escola e na mesma sala e só nos vemos pessoalmente durante esse momento, sei que parte desse afastamento é a distância entre agente porém só vamos mudar isso futuramente por problemas familiares já conversados, nós nos amamos muito e sempre demonstramos isso um ao outro, ultimamente nos nn saímos muito de casa, nn praticamos esportes ou algum hobby, e não trabalhamos então nosso dia é apenas tédio e tédio e não temos oque conversar,já tentamos diversas coisas pelo celular como apps,jogos, perguntas,brincadeiras, filmes, vídeos e muito mais porém nada resolve o nosso problema, ficamos bem por 5 minutos e voltamos a ficar sem se falar novamente, já conversamos sobre isso e sinceramente nenhum dos dois sabe oque fazer pois já tentou de tudo e não queremos terminar, o nosso maior medo é ficar sem um ao outro queria ajuda e sugestões do que podemos fazer para voltar a ser próximos de novo e tendo oque conversar durante os dias sem passar horas só perguntando oque um ao outro está fazendo e os dois responderem a mesma coisa. Os dois estao exatamente cansados de tentar e nunca resolver e não sei mais oque fazer então resolvi buscar ajuda pois já conversamos sobre isso e não conseguimos resolver.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Olá!
    É natural que, com o tempo, as dinâmicas mudem. Nem sempre isso indica que algo está errado, mas sim que vocês estão crescendo — individualmente e como casal — e que a forma de se relacionar precisa acompanhar esse crescimento.

    A verdade é que na adolescência tudo é muito intenso: as descobertas, os sentimentos, o tédio, o medo de perder o outro. E quando a rotina entra em cena e parece que já foi dito tudo, o silêncio pode incomodar. Mas talvez o que esteja faltando não seja exatamente "assunto", e sim vivências novas — inclusive individuais — que tragam movimento para dentro da relação.

    E claro: a falta de assunto também deve ser um assunto. É importante vocês conversarem sobre isso com sinceridade. Nós mudamos, e consequentemente, nossas relações também mudam. No começo, muitas vezes convivemos com a idealização do outro e até tentamos nos encaixar para sermos amados. Com o tempo, isso deixa de sustentar a relação — e é necessário pensar em novas formas de se relacionar, com mais verdade e menos expectativa de perfeição.




  • Ola bom día eu costumo dormir e sonhar e despertó na madrugada me levanto tomo agua como as vezes e

    Ola bom día eu costumo dormir e sonhar e despertó na madrugada me levanto tomo agua como as vezes e volto a dormir e retorno ao sonho no mesmo lugar que parei antes de despertar e consigo saber que e um Sonho e consigo mudar o sonho sabiendo que e um sonho como por exemplo un día sonhei que fazia uma escala de uma montanha no meio da escalada eu disse e um sonho vou logo para o topo ai no sonho fechei os olhos e disse que estar no topo abrí os olhos e estava no topo da montanha tudo isso no sonho otra vez foi que no sonho uma mulher quería fazer sexo no meio da rúa mais no sonho me sentí com vergonha nao quiz mais logo no sonho pensé e so un sonho e chamei a mulher otra vez e fiz sexo com ela e isso de sonhar e controlar minhas assoes no sonho passa frecuentemente conmigo duas ou tres vezes na semana e normal isso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Olá!

    O que você descreve é conhecido como sonho lúcido — quando a pessoa percebe que está sonhando enquanto o sonho acontece e, em alguns casos, consegue até intervir conscientemente no enredo. Essa capacidade de lucidez durante o sono é considerada normal e ocorre com mais frequência em algumas pessoas do que em outras.

    Do ponto de vista psicanalítico, os sonhos — mesmo os lúcidos — continuam sendo produções do inconsciente. Ou seja, mesmo quando há algum nível de controle, eles ainda trazem conteúdos simbólicos, desejos, conflitos e experiências internas que merecem ser escutados. A forma como você intervém nos seus sonhos também pode falar muito sobre como você lida com seus sentimentos e angústias no cotidiano.

    Se esses sonhos se repetem com frequência e despertam sua curiosidade ou incômodo, isso pode ser um ótimo ponto de partida para um trabalho de análise. O que será que esses sonhos estão tentando comunicar? O que neles é expressão de desejo, e o que é defesa? Essas são perguntas que só podem ser respondidas a partir da sua história, da sua escuta e da sua singularidade.


  • Tive um evento com meu namorado(1 ano de namoro), fizemos um menage no começo estava tudo bem, mas,

    Tive um evento com meu namorado(1 ano de namoro), fizemos um menage no começo estava tudo bem, mas, chegou um momento em que passei mal(bebi mt) o namorado e o outro me ajudaram, cuidaram de mim, mas ao retornar a cama em um momento apaguei e meu namorado não percebeu(acredito nele) e ele e o outro deram um beijo, que foi interrompido pelo "nós vamos contar pra ele né?" só q meu namorado sem entender ficou "ue como assim? ele nao ta aqui?" e que logo ao continuar ele percebeu q eu não estava mais presente(nem em corpo e nem em alma kkkkk) e parou imediatamente, ambos me confessaram logo ao acordarmos. Desde então fico revisitando esse evento que me causa sentimentos mistos... traição? inveja? acredito que meu namorado não fez por mal só que ainda sinto q estou um pouco magoado revivendo obsessivamente esse evento achando q encontrarei uma resposta, ao ponto de me afetar e afetar o meu relacionamento. Conversamos sobre ele se sente extremamente culpado ao ponto de não se sentir mais confortável de fazer outro ménage, e acho que nem eu(talvez eu tenha descoberto que não sou tão liberal dentro de um relacionamento). Não sei mais oq fazer para virar essa pagina e seguir em frente com meu namorado que amo muito, temos uma relação bem saudável, com carinho, comunicação e parceria. Não sei se estou aumentando muito esse acontecimento na minha cabeça, não quero ficar afetado por algo q no fundo eu julgue como bobo, muito menos que esse relacionamento chegue ao fim.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Olá!

    É compreensível que esse evento esteja reverberando em você de forma tão intensa. Situações que envolvem vulnerabilidade, intimidade e confiança, especialmente quando nos sentimos de alguma forma ausentes ou impotentes, costumam despertar sentimentos ambíguos, como culpa, mágoa, confusão, e até mesmo um questionamento sobre quem somos e o que toleramos ou desejamos em uma relação.

    Você diz que acredita no seu parceiro e percebe cuidado e amor na relação, mas ainda assim se sente atravessado por pensamentos recorrentes e incômodos. Isso mostra que, mais do que entender racionalmente o que houve, há algo dentro de você que ainda procura elaboração.

    Talvez não se trate de julgar o acontecimento como certo ou errado, mas de escutar o que em você ficou deslocado ou ferido. A forma como revisitamos certos eventos pode estar ligada a algo mais profundo, a uma tentativa de reorganizar nossa experiência subjetiva.

    A terapia pode te ajudar nesse processo. Não para apagar o que aconteceu, mas para que você possa construir um sentido que seja seu, e que não pese mais do que precisa.

    Fico à disposição caso deseje iniciar esse percurso.


  • Podemos Mudar Nossa Personalidade? .

    Podemos Mudar Nossa Personalidade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Essa é uma pergunta muito comum, especialmente em momentos em que nos sentimos incomodados com o modo como estamos vivendo ou reagindo às situações. Não podemos pensar em mudar a personalidade como se fosse possível trocar algo de forma rápida e superficial. Mas é possível haver transformações ao longo da vida.

    A personalidade é construída a partir da nossa história, das vivências na infância, dos vínculos que tivemos e das formas que encontramos de lidar com o mundo. Isso não significa que estamos presos a um jeito de ser para sempre, mas que mudanças verdadeiras acontecem quando conseguimos nos escutar, entender os nossos funcionamentos e dar novos sentidos às nossas experiências.

    Portanto, sim, é possível mudar. Mas não de qualquer jeito. Mudanças reais costumam vir de processos profundos, e não de receitas prontas. A análise é um espaço em que essa escuta pode acontecer, abrindo caminhos para que a pessoa se transforme a partir de sua própria singularidade.


  • Como o ambiente afeta o bem-estar das pessoas? .

    Como o ambiente afeta o bem-estar das pessoas? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    O ambiente em que vivemos influencia diretamente o nosso bem-estar. Isso vale tanto para o espaço físico, como iluminação, organização e ruídos, quanto para o ambiente emocional, como a qualidade das relações e a forma como somos tratados no dia a dia.

    Quando estamos em lugares que nos geram desconforto, insegurança ou tensão constante, é comum sentirmos ansiedade, irritação ou cansaço emocional. Já ambientes que oferecem acolhimento, respeito e vínculo podem nos fazer sentir mais leves, seguros e conectados com quem somos.

    Nosso corpo e nossa mente reagem o tempo todo ao que está ao nosso redor. Por isso, prestar atenção no ambiente em que estamos inseridos é uma parte importante do cuidado com a saúde mental.

    Se quiser, posso adaptar para um público mais jovem ou para situações específicas como casa, trabalho ou escola.


  • Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?

    Qual é o impacto da influência parental na saúde mental de uma pessoa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Olá!
    Essa pergunta daria mesmo para escrever muitos livros... rs.

    A influência parental está presente em praticamente todos os aspectos da nossa vida psíquica — autoestima, autoconfiança, formas de se relacionar, lidar com frustrações, reconhecer desejos e limites. Os pais (ou quem ocupou esse lugar na nossa história) são nosso primeiro contato com o mundo, e a partir dessas experiências iniciais vamos moldando a forma como percebemos a nós mesmos, os outros e a realidade.

    Mas isso não significa que estamos condenados a repetir padrões para sempre. Entender essas influências não é sobre culpar, mas sobre compreender — e essa compreensão pode nos ajudar a fazer escolhas mais conscientes, cuidar da saúde mental e construir relações mais livres.

    A psicoterapia pode ser um espaço importante para esse processo. Se sentir que faz sentido, estou por aqui.


  • O que é perfil psicológico de uma pessoa? .

    O que é perfil psicológico de uma pessoa? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Perfil psicológico é uma forma de descrever as características emocionais, comportamentais e cognitivas de uma pessoa. Envolve a maneira como ela reage ao mundo, como se relaciona, como lida com sentimentos, tomadas de decisão e com os desafios do dia a dia.

    Mas é importante dizer que nenhum perfil dá conta da complexidade humana por completo. As pessoas não são estáticas, elas mudam, se transformam e muitas vezes reagem de maneiras diferentes dependendo do momento da vida ou das experiências que estão atravessando.

    Por isso, mais do que classificar alguém, o perfil psicológico pode servir como um ponto de partida para compreender melhor certos aspectos da subjetividade, respeitando sempre a singularidade de cada indivíduo.


  • Qual é a influência dos temperamentos de uma pessoa nas relações pessoais, interpessoais e sociais ?

    Qual é a influência dos temperamentos de uma pessoa nas relações pessoais, interpessoais e sociais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Imagino que você esteja se referindo às teorias de temperamentos e perfis comportamentais que têm circulado bastante por aí – modelos como colérico, melancólico, sanguíneo, etc. Eles até podem ajudar a reconhecer certos padrões, mas é importante lembrar que nenhum modelo dá conta, sozinho, da complexidade que é uma pessoa.

    A forma como nos relacionamos não pode ser definida só pelo "tipo" que nos foi atribuído. Pessoas com o “mesmo temperamento”, por exemplo, podem viver relações completamente diferentes. Isso porque nossas relações são atravessadas pela forma como fomos tratados lá atrás – nas primeiras experiências, na maneira como fomos vistos, validados (ou não), acolhidos, silenciados… Enfim, tudo isso vai moldando, aos poucos, o jeito que a gente aprende a estar no mundo e com o outro.

    No fim das contas, mais do que um "tipo", somos histórias. E relações são encontros entre essas histórias.


  • Se o local onde eu moro já me desgastou e me cansou muito emocionalmente e mentalmente, mudar de end

    Se o local onde eu moro já me desgastou e me cansou muito emocionalmente e mentalmente, mudar de endereço seria a melhor saída?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Olá! Mudar de lugar pode, sim, trazer algum alívio, especialmente quando o ambiente está marcado por experiências dolorosas ou repetitivas. Mas é importante lembrar que, embora o endereço mude, seguimos levando conosco aquilo que nos afeta por dentro.

    Às vezes, o cansaço não vem só do lugar em si, mas do que ele representa emocionalmente: relações difíceis, histórias mal digeridas, repetições. Por isso, antes (ou junto) da mudança externa, pode ser muito transformador olhar com cuidado para o que esse desgaste diz sobre você, sobre sua história e suas vivências.

    A escuta terapêutica pode te ajudar a compreender o que está por trás desse desejo de ir embora, e, a partir daí, fazer escolhas mais conscientes, que realmente façam sentido para você.

    Se quiser, podemos conversar mais sobre isso na clínica. Estou à disposição.


  • Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com am

    Há chances de um relacionamento que já passou por agressões física e verbais ser reconstruído com amor e sem mágoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Essa é uma pergunta delicada, que toca em experiências muitas vezes marcadas por dor, medo e silenciamento. Quando um relacionamento atravessa episódios de agressão física ou verbal, algo fundamental é rompido: o sentimento de segurança psíquica.

    A ideia de reconstrução precisa ser analisada com cautela. É comum que, após a violência, surja o desejo de "voltar ao que era antes", como uma tentativa de negar o que aconteceu. Mas a psicanálise nos ensina que aquilo que não é simbolizado, ou seja, não é elaborado em palavras, tende a se repetir. Por isso, mais do que pensar em "reconstruir com amor", talvez seja necessário perguntar: o que esse vínculo está tentando sustentar? O que se repete aqui?

    A transformação de uma relação violenta em algo saudável só seria possível se houvesse, de ambas as partes, um compromisso real com o trabalho psíquico necessário para compreender as causas da violência, os fantasmas que ela reativa e os lugares subjetivos que cada um ocupa nessa dinâmica.


  • Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequênci

    Minha namorada sente muito ódio da minha ex, isso está afetando nosso relacionamento por consequência ela está distante do meu filho também o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    Essa situação parece envolver uma combinação de sentimentos não resolvidos, tanto de sua namorada em relação à sua ex quanto o impacto disso no relacionamento de vocês e na relação dela com seu filho. O ódio que ela sente pode estar criando uma barreira emocional que dificulta a convivência e a aproximação com o seu filho.

    Uma abordagem inicial seria compreender as raízes desse ressentimento. Muitas vezes, sentimentos como esses estão ligados a inseguranças ou questões não trabalhadas que podem ser abordadas com um diálogo aberto e respeitoso. Propor uma conversa tranquila, onde ela possa expressar o que sente sem se sentir julgada, pode ser um passo importante.

    Além disso, é essencial que o relacionamento com seu filho também seja cuidado, criando oportunidades para que a aproximação entre eles ocorra de forma gradual e sem pressões. O afeto e o tempo de qualidade podem ajudar a fortalecer esse vínculo.

    Se esses conflitos persistirem, pode ser útil buscar o apoio de uma terapia de casal ou individual. O ambiente terapêutico pode facilitar a resolução de questões emocionais e promover uma comunicação mais eficaz, permitindo que todos os envolvidos possam lidar com seus sentimentos de forma mais saudável.


  • É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento on

    É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento onde moramos perto mas nunca se vimos. Sempre acontece algo que nos impede de se ver, relacionado a estado mental, contratempos e imprevistos.
    Ja ocorreram alguns questionamentos mas sempre nos entendemos, recentemente eu questionei sobre ter visto um cabelo azul em video q ela me mandou e ela disse q era uma manta q ela estava usando e acabou aparecendo, pedi q me mostrasse essa manta para q eu entendesse melhor e agora ela esta me bombardeando de mensagens por ter que se provar e eu ainda duvidar dela. gostaria de saber se ela precisa se provar todas as vezes que eu questionar, pq quando ela me questiona eu faço de tudo pra provar e tranquilizar ela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Lais Matos

    É muito comum, principalmente em relacionamentos que enfrentam desafios como a distância e a falta de convivência diária, ter dúvidas e questionamentos. Isso faz parte do processo de construção da confiança.

    No entanto, é importante refletir sobre como essas dúvidas estão sendo expressas. Quando um parceiro sente que constantemente precisa "se provar", isso pode criar um ciclo de desconfiança e desconforto. O que parece estar acontecendo aqui é que, ao questionar algo, como o cabelo azul no vídeo, você buscou uma explicação, mas a forma como isso foi feito pode ter gerado insegurança na sua namorada.

    A comunicação é a chave. Questionamentos devem ser feitos de uma maneira que não soem como acusações. Se ela sente que precisa justificar-se o tempo todo, isso pode prejudicar a confiança entre vocês. O mesmo vale para ela: se ela tem dúvidas ou inseguranças, é importante que vocês consigam conversar sobre isso de forma tranquila e sem pressões.

    Talvez seja interessante refletir se ambos têm um espaço seguro para expressar os próprios sentimentos, sem que haja a necessidade de "provas" constantes. Se isso continuar gerando frustrações, um espaço terapêutico pode ser uma boa ideia, para ajudar a melhorar a comunicação e fortalecer a confiança no relacionamento.


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