Perguntas do paciente (554)

  • Eu não consigo parar de imaginar cenas na minha cabeça eu tento controlar mas não consigo, oque poss

    Eu não consigo parar de imaginar cenas na minha cabeça eu tento controlar mas não consigo, oque posso fazer para isso parar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve costuma estar muito ligado a um funcionamento da mente que entra em “modo automático”, produzindo imagens ou cenas de forma repetitiva. Isso pode acontecer por ansiedade, por excesso de tentativa de controle ou até por um padrão mais ruminativo. E aqui tem um ponto importante que pode parecer contraintuitivo: quanto mais você tenta forçar que isso pare, mais o cérebro tende a insistir nessas imagens.

    É como se a mente interpretasse essa tentativa de controle como um sinal de que aquilo é importante ou perigoso, e então mantém o conteúdo ativo. Em termos mais práticos, não é falta de força de vontade sua, é um mecanismo do próprio funcionamento mental. O esforço de “não pensar” acaba alimentando o ciclo.

    Talvez valha observar com curiosidade alguns detalhes. Essas cenas têm algum tema específico, como medo, vergonha, situações negativas ou até cenários imaginários repetitivos? Elas aparecem mais em momentos de silêncio, tédio ou antes de dormir? E quando surgem, você tenta lutar contra elas, substituir por outro pensamento ou fica analisando o que significam?

    Essas respostas ajudam a entender o que mantém esse ciclo ativo. Em muitas situações, o caminho não é eliminar diretamente as imagens, mas mudar a forma de se relacionar com elas, permitindo que venham e passem sem tanto engajamento. Isso costuma ser trabalhado com bastante eficácia em terapia, especialmente quando há ansiedade ou pensamentos intrusivos envolvidos.

    Se isso estiver muito frequente, intenso ou te causando sofrimento significativo, vale também uma avaliação com psiquiatra, principalmente se estiver interferindo no sono ou no dia a dia.

    Esses fenômenos dão a sensação de perda de controle, mas não significam que sua mente está “quebrando”. Existe lógica nisso, e existe forma de trabalhar.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Olá bom dia Já tive vários relacionamento fracassados no passado E às vezes quando me lembro que j

    Olá bom dia
    Já tive vários relacionamento fracassados no passado
    E às vezes quando me lembro que já me envolve com vários homens no passado não consigo me perdoar me sinto suja por ter vários parceiros sexuais
    E não consigo entrar em outro relacionamentos por medo de não dar certo e ser mas um que passou em minha vida
    O que eu faço para me perdoar e esquecer o meu passado? E começar de novo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? A forma como você fala do seu passado carrega uma dor que não vem dos relacionamentos em si, mas da forma como você passou a se enxergar depois deles. Quando alguém usa palavras como “suja”, “não consigo me perdoar” ou “tenho medo de ser só mais um fracasso”, isso mostra que a ferida não está na quantidade de parceiros, e sim na narrativa interna que você construiu sobre si mesma. E essa narrativa provavelmente nasceu em ambientes onde o valor de uma mulher era medido por padrões rígidos, moralistas e muito distantes do afeto genuíno.

    É importante dizer com carinho e firmeza: você não é definida pelo número de pessoas com quem se envolveu. O que pesa hoje não é o passado, mas a culpa que você aprendeu a carregar. Posso te perguntar: quando exatamente essa sensação de “estar suja” aparece? É quando lembra de alguém específico? É quando pensa no julgamento das outras pessoas? Ou é quando tenta imaginar um relacionamento novo e se sente indigna de vivê-lo?

    Outra questão profunda é o medo de tentar novamente. Talvez não seja medo de um relacionamento novo dar errado… talvez seja o medo de você se machucar de novo, ou de repetir padrões que te fizeram sofrer. Essa proteção automática é comum em pessoas que não se sentem inteiras emocionalmente para recomeçar. E é aí que está a chave: se perdoar não é esquecer o passado, é transformar o significado que ele tem dentro de você. É olhar para aquela versão sua com compaixão, não com julgamento.

    A terapia pode ser um espaço essencial para reconstruir essa imagem interna. O trabalho envolve entender de onde veio essa culpa, quais expectativas você carregou sobre amor e valor pessoal, e como começar a se ver com mais humanidade e menos condenação. Você não precisa “se limpar” do passado — você precisa curar a forma como foi ensinada a interpretá-lo.

    Seu futuro não está bloqueado; apenas está esperando que você chegue nele sem carregar o peso que outras pessoas colocaram nos seus ombros.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Boa tarde, estou a procura de uma informação importante! Qual a função do pensamento?

    Boa tarde, estou a procura de uma informação importante! Qual a função do pensamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? Sua pergunta é simples na forma, mas carrega uma profundidade enorme. Muitas pessoas acreditam que o pensamento serve apenas para “raciocinar” ou “tomar decisões”, mas, na verdade, ele tem várias funções — algumas conscientes, outras automáticas. O pensamento organiza a nossa experiência, tenta prever riscos, dar sentido ao que sentimos e até proteger a gente de dores que ainda não sabemos lidar. Por isso, às vezes ele acelera, trava, repete ou cria cenários exagerados: é a forma dele tentar manter você seguro, mesmo quando faz isso de um jeito meio atrapalhado.

    Uma maneira interessante de olhar para os pensamentos é perceber que eles são respostas do cérebro a algo interno ou externo. Quando você está calmo, eles fluem; quando está ansioso, eles disparam; quando está triste, eles pesam. Ou seja, o pensamento não é um inimigo — é um mensageiro. Posso te perguntar: quando você observa seus próprios pensamentos, eles costumam vir mais como orientações, como críticas, como alertas ou como distrações? E o que você sente no corpo quando um pensamento difícil aparece?

    Outra reflexão é perceber que o pensamento também funciona como um filtro: ele interpreta o mundo e te conta “a história” do que está acontecendo. Duas pessoas podem viver a mesma situação e pensar coisas completamente diferentes — e reagir de formas diferentes. Isso mostra que o pensamento não descreve apenas a realidade; ele descreve a sua relação com ela. Já reparou em quais situações sua mente fica mais barulhenta? E em quais ela fica mais silenciosa?

    Em terapia, trabalhamos muito essa função dos pensamentos: entender, questionar, flexibilizar e, acima de tudo, aprender a não acreditar automaticamente em tudo que aparece na mente. Você não precisa lutar contra eles; precisa aprender a escutá-los com mais gentileza e menos obediência.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Existe queda de plaqueta constantemente por motivos de estresses emocionais?

    Existe queda de plaqueta constantemente por motivos de estresses emocionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? A sua pergunta é muito importante, porque muita gente percebe alterações físicas durante períodos de estresse e fica em dúvida se isso pode afetar exames laboratoriais. O estresse emocional realmente exerce influência no corpo inteiro, mas é importante fazer uma correção conceitual: o estresse não costuma causar queda constante e significativa de plaquetas. Ele pode gerar vários sintomas — como tensão muscular, alterações no sono, mudanças hormonais, palpitações e até sensações físicas estranhas — mas a redução persistente das plaquetas normalmente está associada a causas médicas específicas que precisam ser investigadas por um clínico ou hematologista.

    O que pode acontecer é que o estresse aumente a vigilância sobre o próprio corpo e faça você interpretar qualquer alteração como sinal de algo grave, especialmente se estiver passando por um período de ansiedade intensa. Já reparou se esses exames têm variado muito ou se a queda tem sido realmente constante, independente do momento emocional? E o que você costuma sentir quando recebe um resultado que te preocupa — vem mais medo, confusão ou dúvida sobre sua saúde?

    Também é útil observar se, junto da queda de plaquetas, aparecem sintomas como sangramentos frequentes, manchas roxas sem explicação ou cansaço extremo. Esses seriam sinais que justificam avaliação médica imediata, não apenas emocional. A pergunta aqui é: além da preocupação, seu corpo tem mostrado algo diferente que te chamou atenção?

    De qualquer forma, sempre que há alteração real e repetida no hemograma, é fundamental conversar com um médico para entender a causa. A ansiedade pode agravar a preocupação, mas não substitui a necessidade de uma avaliação objetiva quando o exame aponta algo fora do esperado.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Fui diagnosticada con transtorno de ansiedade,fiz hemograma completo e deu tudo ok.mas alguns sintom

    Fui diagnosticada con transtorno de ansiedade,fiz hemograma completo e deu tudo ok.mas alguns sintomas fisicos continuam.fadiga,palidez,nauseas pode ser relamente sintomas ligados a ansiedade

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Sim, esses sintomas podem estar relacionados à ansiedade, mesmo quando os exames estão normais. Isso costuma gerar bastante dúvida, porque a sensação no corpo é real e intensa, mas não aparece em exames laboratoriais. E aí a mente começa a questionar: “e se tiver algo que não foi visto?”. Esse tipo de pensamento, inclusive, faz parte do próprio funcionamento da ansiedade.

    Quando o cérebro entra em estado de alerta, ele ativa o corpo como se precisasse lidar com uma ameaça. Isso pode afetar o sistema digestivo, a energia, a circulação… por isso surgem sintomas como fadiga, náusea, sensação de fraqueza ou até palidez. Não é “coisa da cabeça” no sentido de ser imaginado, é o corpo reagindo a um sistema emocional que está mais sensível e ativado.

    Ao mesmo tempo, é importante ter um olhar equilibrado. O fato de a ansiedade poder causar esses sintomas não significa que tudo deve ser automaticamente atribuído a ela. Como você já fez exames e estão ok, isso traz um bom indicativo de segurança, mas, se algo mudar de padrão ou piorar, é válido continuar acompanhando com um médico.

    Talvez valha a pena observar: esses sintomas aparecem mais em momentos de preocupação ou tensão? Eles aumentam quando você começa a pensar sobre eles? E o que passa pela sua cabeça quando percebe o corpo diferente? Às vezes, o ciclo entre sensação física e interpretação mental acaba intensificando ainda mais o desconforto.

    Trabalhar isso em terapia pode ajudar bastante, principalmente para entender esse ciclo entre corpo e pensamento, reduzindo tanto os sintomas quanto a preocupação com eles. E, se você já estiver em acompanhamento, levar esses detalhes para a sessão pode abrir caminhos bem importantes de compreensão.

    Caso precise, estou à disposição.


  • A consciência é uma faculdade mental mais importante que o pensamento?

    A consciência é uma faculdade mental mais importante que o pensamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Essa é uma pergunta interessante, porque coloca duas coisas que na prática não competem entre si, mas funcionam quase como parceiras. A consciência e o pensamento não são exatamente “mais ou menos importantes”, elas ocupam funções diferentes dentro da nossa experiência mental.

    O pensamento é aquilo que produz ideias, interpretações, lembranças, julgamentos… é como se fosse uma espécie de “narrador interno”. Já a consciência é o que permite perceber que estamos pensando, sentindo ou vivendo algo. Em outras palavras, é a consciência que nos dá a possibilidade de observar o próprio pensamento, em vez de simplesmente sermos levados por ele.

    Do ponto de vista clínico, isso faz bastante diferença. Muitas vezes o sofrimento não vem apenas do que pensamos, mas do quanto ficamos presos nesses pensamentos sem perceber. Quando a consciência está mais presente, conseguimos dar um pequeno passo para trás e notar: “isso é um pensamento, não necessariamente um fato”. É como se o cérebro deixasse de reagir automaticamente e ganhasse um espaço maior de escolha.

    Talvez valha se perguntar: com que frequência você percebe que está pensando, em vez de apenas seguir o fluxo dos pensamentos? Quando surge uma ideia difícil, você costuma questioná-la ou ela já te puxa emocionalmente de imediato? E o que muda na sua experiência quando você apenas observa o que está acontecendo dentro de você, sem tentar controlar?

    Essas distinções ficam mais claras quando trabalhadas com profundidade em um processo terapêutico, porque não se trata só de entender intelectualmente, mas de vivenciar essa diferença no dia a dia.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Estou namorando há 5 meses as vezes ele curti foto de uma antiga amiga da adolescência, já disse pra

    Estou namorando há 5 meses as vezes ele curti foto de uma antiga amiga da adolescência, já disse pra ele que essa atitude não me agrada. Ele sempre diz que não tem nada haver e mesmo assim ele continua. Sinto ciúmes será estou errada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? Obrigado por confiar algo tão delicado aqui. Quando algo desperta ciúmes, normalmente não é apenas a curtida em si que incomoda, mas o significado que essa ação parece carregar. A neurociência mostra que nosso cérebro reage a sinais de possível ameaça ao vínculo, mesmo quando objetivamente essa ameaça pode não existir, e isso faz com que pequenas situações ganhem um peso emocional maior. Não é sobre estar “certa” ou “errada”, mas sobre entender o que essa sensação tenta comunicar.

    Percebo também que existe uma divergência conceitual importante: quando você diz que ele afirma que “não tem nada a ver”, isso não significa necessariamente que seus sentimentos sejam inválidos. Em relacionamentos, comportamentos que parecem neutros para um podem tocar em inseguranças legítimas do outro. A questão central talvez seja como esse incômodo é acolhido na relação. O que exatamente passa pela sua mente quando vê que ele continua fazendo isso? Que medo ou lembrança é tocada nesse momento? E como você gostaria que ele demonstrasse cuidado com aquilo que te afeta?

    Às vezes, o ciúme não fala de posse, mas de uma necessidade de segurança emocional que quer ser reconhecida. Isso não significa controlar o outro, mas entender de onde vem esse aperto no peito antes de agir. Como você imagina que seria conversar sobre isso não apenas apontando a curtida, mas compartilhando a emoção que surge por trás dela? E o que você acredita que essa situação revela sobre as necessidades do seu vínculo?

    Se sentir ciúmes não te torna errada; te torna humana. O que pode ser produtivo daqui em diante é transformar essa sensação em um convite para compreender melhor seus limites internos e a forma como deseja se relacionar. Caso precise, estou à disposição.


  • Olá boa noite. Meu namorado se sente vazio por dentro e eu quero saber como ajudá-lo, ele não curt

    Olá boa noite.
    Meu namorado se sente vazio por dentro e eu quero saber como ajudá-lo, ele não curte falar muito sobre pois diz que piora. Oq eu posso fazer pra ajudá-lo???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? Quando alguém descreve esse “vazio por dentro” e, ao mesmo tempo, evita falar sobre isso porque sente que piora, geralmente não é falta de vontade de se abrir, mas uma forma de proteção. Para algumas pessoas, colocar em palavras aquilo que ainda está confuso ou dolorido demais aumenta a sensação de desorganização interna, então o silêncio vira um jeito de se manter minimamente estável.

    Ajudar, nesse caso, não significa insistir para que ele fale ou tentar preencher esse vazio com explicações ou soluções. Muitas vezes, o que mais ajuda é oferecer uma presença tranquila, sem pressão, mostrando que ele não precisa performar bem-estar nem dar conta de tudo sozinho. É curioso, mas quanto menos cobrança para “melhorar” ou “explicar”, mais segurança emocional costuma surgir para que algo possa, aos poucos, ser elaborado.

    Também é importante lembrar que esse tipo de vazio pode ter várias origens emocionais, como esgotamento, depressão, conflitos internos ou experiências que ainda não foram simbolizadas. Nem sempre o parceiro consegue ou deve ocupar o lugar de quem ajuda a organizar isso tudo. Um acompanhamento psicológico pode ser um espaço mais adequado para ele explorar essas sensações no próprio ritmo, sem o peso de preocupar você ou a relação. Se houver suspeita de depressão mais intensa, uma avaliação psiquiátrica também pode ser considerada.

    Vale você refletir: como você se sente quando ele se fecha e não fala? Você percebe em você uma vontade de “salvá-lo” ou de aliviar algo que dói também em você? E o que você acha que ele precisaria sentir para se permitir buscar ajuda sem se sentir pressionado?

    Cuidar de alguém não é carregar o que é dele, mas caminhar ao lado, respeitando os limites e incentivando, com delicadeza, que ele encontre um espaço próprio para se cuidar. Caso precise, estou à disposição.


  • Os energéticos pode piorar ansiedade, síndrome de pânico e ataques de pânico ?

    Os energéticos pode piorar ansiedade, síndrome de pânico e ataques de pânico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem? Essa é uma ótima pergunta — e sim, bebidas energéticas podem piorar a ansiedade e os sintomas de pânico, especialmente em quem já tem uma sensibilidade maior do sistema nervoso. Elas contêm altas doses de cafeína e outras substâncias estimulantes, como taurina e guaraná, que aumentam a liberação de adrenalina e colocam o corpo em estado de alerta.

    Na prática, isso faz o coração acelerar, a respiração ficar mais curta e os pensamentos mais rápidos — exatamente as mesmas reações que ocorrem durante uma crise de ansiedade ou pânico. Ou seja, o corpo não distingue se o alerta vem de um perigo real ou da bebida estimulante; ele apenas reage como se algo grave estivesse acontecendo. A neurociência explica que essa confusão ocorre porque as substâncias do energético ativam as mesmas vias cerebrais de resposta ao estresse.

    Em pessoas propensas a crises, isso pode criar um ciclo perigoso: o consumo gera sintomas físicos (taquicardia, tremor, falta de ar), que são interpretados pelo cérebro como sinal de ameaça, o que dispara ou intensifica o ataque de pânico. Mesmo pequenas quantidades, em alguns casos, já são suficientes para desencadear o desconforto.

    Você lembra se os sintomas costumam piorar depois de tomar café, refrigerante com cafeína ou energético? E quando fica sem essas bebidas, nota alguma diferença no ritmo da ansiedade? Essas pistas ajudam muito a perceber se há uma ligação direta.

    Vale a pena conversar com o psiquiatra ou psicólogo que te acompanha sobre isso, pois reduzir — ou até suspender — o uso de energéticos pode ser uma das formas mais simples e eficazes de estabilizar o sistema nervoso. Às vezes, o cérebro só precisa de menos estímulo para voltar a respirar com calma.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Tenho ansiedade que está me dando sintomas físicos, devo procurar um psicólogo ou psiquiatra, uma p

    Tenho ansiedade que está me dando sintomas físicos, devo procurar um psicólogo ou psiquiatra, uma pergunta : sentimento de vazio constante é começo de depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Quando a ansiedade começa a aparecer no corpo, com sintomas físicos, isso já é um sinal importante de que algo precisa de atenção, e o psicólogo costuma ser um bom ponto de partida. A terapia ajuda a entender o que está por trás desses sintomas, como o seu sistema emocional está funcionando e como você pode lidar com isso de forma mais segura. Em alguns casos, quando os sintomas estão mais intensos ou persistentes, o psiquiatra também pode ser um complemento, principalmente para avaliar se há necessidade de medicação. Não é uma escolha “ou um ou outro”, muitas vezes é um trabalho conjunto.

    Sobre o sentimento de vazio, ele merece um olhar cuidadoso. Ele pode sim aparecer em quadros depressivos, mas não é exclusivo deles. O vazio também pode estar relacionado a sobrecarga emocional, desconexão consigo mesmo, dificuldade de acessar sentimentos ou até uma espécie de “modo de proteção” do cérebro. É como se, diante de algo difícil de sentir, o sistema emocional reduzisse a intensidade de tudo, deixando uma sensação de neutralidade ou ausência.

    Fico pensando com você: esse vazio vem acompanhado de desânimo, perda de interesse pelas coisas, cansaço constante? Ou ele aparece mais como uma sensação de desconexão, como se você estivesse vivendo meio no automático? E quando você tenta se conectar com algo que antes te fazia bem, o que acontece?

    Mais do que rotular como ansiedade ou começo de depressão, o mais importante é entender o que esse conjunto de sinais está querendo comunicar. O corpo e a mente raramente “dão sintomas à toa”. Um processo terapêutico pode te ajudar a organizar isso com mais clareza e profundidade, inclusive diferenciando melhor o que está acontecendo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Me ajudem! Vou a um evento esse final de semana e estou com medo de ter uma crise de pânico lá, fico

    Me ajudem! Vou a um evento esse final de semana e estou com medo de ter uma crise de pânico lá, fico com muita hiperventilação quando estou assim. Tomar banho de piscina pode ajudar a diminuir a crise ? Lá vai ter uma e gostaria de saber se ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Entendo sua preocupação, principalmente quando já houve experiências de crise antes. Só de imaginar o evento, o corpo já pode começar a entrar em alerta, como se estivesse tentando se preparar para algo difícil. E aí a hiperventilação acaba sendo uma das respostas mais comuns, dando aquela sensação de perda de controle.

    Sobre a piscina, ela pode ajudar em alguns casos, mas não como uma “solução direta” para a crise. O contato com a água pode trazer uma sensação de regulação, especialmente pela mudança de temperatura e pelo estímulo físico, que às vezes ajuda o corpo a sair daquele pico de ativação. Mas o principal não está exatamente na piscina, e sim em como você lida com o momento interno quando percebe os sinais da ansiedade chegando.

    Durante a hiperventilação, o que mais intensifica o desconforto não é só a respiração em si, mas a interpretação de que algo grave está acontecendo. Já percebe o que passa pela sua mente nesses momentos? Vem um medo de não conseguir sair da situação, de passar mal em público, ou de perder o controle? E quando você começa a sentir os primeiros sinais, o que costuma fazer, tenta controlar rápido ou evitar a situação?

    Talvez seja mais útil pensar em se preparar para o evento não para evitar a crise, mas para saber lidar caso ela venha. O corpo pode ativar, mas isso não significa que algo perigoso vai acontecer. A ideia não é eliminar a ansiedade, mas reduzir o quanto ela te domina naquele momento. Curiosamente, quando você não entra em luta direta contra a sensação, ela tende a perder força mais rápido.

    Se fizer sentido, esse pode ser um bom tema para trabalhar em terapia, porque dá para desenvolver estratégias muito específicas para situações como essa. E, se você já estiver em acompanhamento, vale levar exatamente esse cenário para o seu terapeuta antes do evento.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Eu pensei que estava com falta de ar ( não estava ) mas após pensar comecei a ficar o dia todo com e

    Eu pensei que estava com falta de ar ( não estava ) mas após pensar comecei a ficar o dia todo com essa sensação. Foi como se eu tivesse em enviado pro cérebro pra me fazer sentir falta de ar. Isso é algum transtorno específico ou algo que eu transmiti para o cérebro ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?

    O que você descreve é mais comum do que parece, e não indica que você “criou algo do nada”, mas sim que houve uma interação muito rápida entre pensamento, corpo e emoção. O cérebro funciona como um sistema de previsão e proteção. Quando surge um pensamento como “estou com falta de ar”, ele pode ser interpretado como um possível sinal de perigo, e automaticamente ativa respostas físicas ligadas à ansiedade, como alteração na respiração, tensão muscular e sensação de aperto no peito. A partir daí, a sensação fica real, mesmo sem haver um problema respiratório de fato.

    Não se trata de você ter “mandado um comando consciente” para o cérebro, mas de um circuito automático que tenta te proteger. O ponto é que, nesse processo, o corpo entra em um estado de hipervigilância, e quanto mais você observa a respiração ou tenta controlá-la, mais a sensação tende a se intensificar. É como se o cérebro dissesse: “se estamos prestando tanta atenção nisso, deve ser importante”.

    Isso pode acontecer em quadros de ansiedade, especialmente quando há uma sensibilidade maior às sensações do corpo. Nem sempre significa um transtorno específico fechado, mas pode ser um padrão de funcionamento que, se se repete com frequência ou intensidade, merece ser melhor compreendido.

    Talvez valha refletir: o que passou pela sua mente exatamente no momento em que a sensação começou? Você costuma monitorar muito o seu corpo no dia a dia? Quando essa sensação aparece, você tenta controlar ou verificar se está respirando “certo”? E o que acontece com a sensação quando você tenta ignorar ou se distrair?

    Essas experiências ficam mais claras quando exploradas com calma em um processo terapêutico, porque a ideia não é eliminar a sensação à força, mas entender o ciclo que a mantém ativa e, aos poucos, flexibilizar essa resposta do corpo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Oi! Existe uma quantidade mínima de sessões para o psicólogo(a) entender o problema e começar o trat

    Oi! Existe uma quantidade mínima de sessões para o psicólogo(a) entender o problema e começar o tratamento para caso de ansiedade social ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?

    Essa é uma dúvida bem comum, e a resposta mais honesta é: não existe um número mínimo fixo de sessões que sirva para todo mundo. Em alguns casos, já nas primeiras sessões o psicólogo consegue ter uma boa compreensão inicial do que está acontecendo e começar a trabalhar o tratamento. Em outros, pode levar um pouco mais de tempo, porque cada pessoa chega com uma história, intensidade de sintomas e formas de se relacionar diferentes.

    Na ansiedade social, por exemplo, muitas vezes o trabalho começa cedo, mesmo enquanto o entendimento ainda está sendo construído. Isso porque já dá para iniciar intervenções práticas, como compreender padrões de pensamento, reações do corpo e comportamentos de evitação. Ao mesmo tempo, o aprofundamento vai acontecendo ao longo das sessões, como se o processo fosse sendo ajustado conforme você vai se mostrando mais.

    Do ponto de vista do cérebro, isso faz sentido: a mudança emocional e comportamental não acontece só por entender o problema, mas por vivenciar novas experiências ao longo do tempo. Por isso, terapia não é só “descobrir o que está errado”, mas também treinar novas formas de responder ao que você sente.

    Talvez valha se perguntar: o que você espera das primeiras sessões? Você imagina mais um espaço de escuta, de orientação ou de prática? E como você percebe sua própria ansiedade social hoje, ela te limita em quais situações? O que você gostaria de começar a fazer diferente?

    Com o tempo, a relação terapêutica também vai se fortalecendo, e isso costuma ser uma peça importante para que o tratamento realmente funcione. Se fizer sentido para você, esse processo pode ser construído de forma gradual, respeitando seu ritmo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Passo o dia todo com sensação de falta de ar e coração acelerado. Pode ser sintoma de ansiedade ? As

    Passo o dia todo com sensação de falta de ar e coração acelerado. Pode ser sintoma de ansiedade ? As vezes me distraio e aí vejo que passou mas quando percebo já tô com a sensação de novo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?

    Essa sensação de falta de ar junto com o coração acelerado pode, sim, estar relacionada à ansiedade, principalmente quando ela aparece ao longo do dia e parece diminuir quando você se distrai. O próprio fato de você perceber que melhora quando sua atenção muda já dá uma pista importante: muitas vezes o corpo entra em estado de alerta, e a mente acaba mantendo esse ciclo ao focar nos sintomas.

    Do ponto de vista do funcionamento do cérebro, é como se o sistema de alarme estivesse mais sensível, interpretando sinais do corpo como se fossem perigosos, mesmo quando não há uma ameaça real. Isso pode gerar exatamente essa sensação de respiração insuficiente e aceleração cardíaca, que acabam assustando e alimentando ainda mais o ciclo.

    Agora, vale a pena olhar com curiosidade para algumas coisas: o que costuma estar acontecendo antes dessa sensação começar? Você percebe se sua atenção fica muito voltada para o corpo nesses momentos? Quando a sensação volta, vem junto algum pensamento específico, mesmo que rápido?

    Ao mesmo tempo, é importante não descartar a parte física. Se isso está acontecendo com frequência, uma avaliação médica pode ajudar a garantir que está tudo bem no corpo, o que inclusive traz mais segurança para lidar com a parte emocional.

    Talvez o ponto mais importante aqui não seja “eliminar” a sensação imediatamente, mas entender o que está mantendo esse ciclo ativo. Em um processo terapêutico, dá para organizar melhor esses gatilhos, trabalhar a relação com os sintomas e reduzir essa hipervigilância que faz tudo parecer mais intenso.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Gostaria de saber se é possível curar traumas ou crenças com a terapia? Estou 1 mês mau por acredita

    Gostaria de saber se é possível curar traumas ou crenças com a terapia? Estou 1 mês mau por acreditar em ideias que eu não sei se são reais, difícil de tirar da mente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você está vivendo parece bem angustiante, principalmente quando a mente fica presa em ideias que não dão descanso e ainda trazem dúvida sobre o que é real ou não. Isso costuma cansar muito, porque não é só o conteúdo do pensamento, é a sensação de perder um pouco a confiança na própria mente.

    Sobre sua pergunta: sim, a terapia pode ajudar muito na transformação de traumas e crenças. Mas talvez seja importante ajustar levemente a palavra “curar”. Em muitos casos, não se trata de apagar completamente o que aconteceu ou o que foi aprendido, e sim de ressignificar, reorganizar e diminuir o impacto dessas experiências. O cérebro tem uma capacidade real de mudança, chamada neuroplasticidade, e é isso que a terapia utiliza para ajudar você a construir novas formas de interpretar e reagir ao que sente e pensa.

    Essas ideias que “grudam” na mente muitas vezes não são um sinal de que são verdadeiras, mas sim de que o sistema emocional está tentando resolver algo que ainda não foi integrado. Quanto mais você tenta afastar ou lutar diretamente contra o pensamento, mais ele pode ganhar força, como se o cérebro entendesse que aquilo é importante demais para ser ignorado.

    Talvez seja útil se perguntar com curiosidade, e não com pressão: o que essas ideias despertam em você emocionalmente? Medo, dúvida, insegurança? Quando elas começaram, houve algum momento ou contexto específico? E quando você tenta se livrar delas, o que acontece com a intensidade desses pensamentos?

    Se essas ideias estiverem muito insistentes ou começarem a afetar sua percepção de realidade, também pode ser importante considerar uma avaliação com um psiquiatra, não como um rótulo, mas como um apoio para te dar mais estabilidade nesse momento. E se você já estiver em terapia, esse é exatamente o tipo de conteúdo que merece ser levado para a sessão com cuidado.

    Esses processos têm saída, mas costumam exigir um espaço seguro para serem compreendidos com profundidade, no seu tempo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • É normal ficar tenso? Ficar estressado todo tempo? Ficar preocupada? Fica ansioso

    É normal ficar tenso? Ficar estressado todo tempo? Ficar preocupada? Fica ansioso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Sentir tensão, preocupação ou ansiedade em alguns momentos da vida é absolutamente esperado. Essas respostas fazem parte do funcionamento natural do cérebro, que tenta antecipar problemas e nos proteger. Em pequenas doses, isso até ajuda a lidar com desafios do dia a dia.

    Agora, quando essa sensação passa a ser constante, como se o corpo nunca “desligasse”, aí já não é tão comum assim. O organismo começa a ficar em estado de alerta contínuo, e isso pode gerar cansaço, irritação, dificuldade de relaxar e até sintomas físicos. É como se o sistema interno estivesse sempre preparado para um perigo que não chega a se concretizar.

    Muitas vezes, isso não acontece por “fraqueza” ou falta de controle, mas porque o cérebro aprendeu, em algum momento, a funcionar dessa forma. Ele tenta prever tudo, evitar erros, se antecipar… só que acaba exagerando na dose. E quanto mais a pessoa tenta controlar ou eliminar essas sensações à força, mais o ciclo pode se manter.

    Talvez valha observar: há quanto tempo você se sente assim? Existe algum período do dia em que isso piora ou melhora? Sua mente costuma ficar presa em preocupações específicas ou é algo mais difuso? E quando você tenta relaxar, o que acontece dentro de você?

    Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender de onde vem esse padrão e, aos poucos, ensinar o corpo e a mente a saírem desse estado constante de alerta. Não se trata de eliminar a ansiedade, mas de colocá-la em um nível mais saudável.

    Caso precise, estou à disposição.


  • É normal sentir vários transtornos de pânico diariamente, ao longo do dia, todos dias? Obs: Tenho

    É normal sentir vários transtornos de pânico diariamente, ao longo do dia, todos dias?
    Obs: Tenho ansiedade, depressão e transtorno de pânico.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve merece atenção, porque crises de pânico frequentes ao longo do dia, todos os dias, não são consideradas um padrão esperado, mesmo dentro de um quadro de ansiedade ou transtorno de pânico. Elas podem acontecer, sim, mas quando se tornam tão constantes, geralmente indicam que o sistema emocional está em um nível de ativação muito alto e sustentado.

    Do ponto de vista do funcionamento do cérebro, é como se o “alarme interno” estivesse sensível demais, disparando várias vezes mesmo sem um perigo real imediato. Isso pode estar ligado a ansiedade elevada, sobrecarga emocional, antecipação constante de novas crises ou até ao medo do próprio pânico, que acaba alimentando um ciclo difícil de interromper.

    Ao mesmo tempo, como você já menciona ansiedade, depressão e transtorno de pânico, é importante avaliar como esses quadros estão sendo acompanhados. Você está em tratamento atualmente? Está utilizando medicação com acompanhamento psiquiátrico? Porque, quando as crises estão muito frequentes, muitas vezes é necessário ajustar o manejo, tanto na parte psicológica quanto, em alguns casos, na medicamentosa.

    Talvez seja importante você observar alguns pontos: essas crises têm algum gatilho específico ou parecem surgir “do nada”? O que passa pela sua mente segundos antes delas começarem? Existe um medo constante de que uma nova crise aconteça? E como você costuma reagir quando percebe os primeiros sinais?

    Essas respostas ajudam muito a entender o ciclo que está mantendo essas crises. E, principalmente, mostram caminhos possíveis para intervenção. Com o acompanhamento adequado, é possível reduzir bastante essa frequência e recuperar uma sensação maior de controle interno. Caso precise, estou à disposição.


  • O que fazer quando uma pessoa próxima e ansiosa não expressa o que sente, mesmo fazendo terapia? Nes

    O que fazer quando uma pessoa próxima e ansiosa não expressa o que sente, mesmo fazendo terapia? Nesse caso, a pessoa só reclama que está angustiada e ansiosa, mas não desenvolve e aí fico sem saber como ajudar. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Que bom que você trouxe isso, porque é uma situação mais comum do que parece, e também bastante desafiadora para quem está por perto.

    Quando alguém está ansioso e não consegue expressar o que sente, muitas vezes não é falta de vontade, mas dificuldade real de acessar e organizar as próprias emoções. É como se a pessoa sentisse um “volume alto” de angústia, mas sem clareza do que está por trás. O cérebro entra em estado de alerta, mas a parte que traduz isso em palavras nem sempre acompanha no mesmo ritmo.

    Nessas horas, tentar “puxar” a pessoa para explicar pode, sem querer, aumentar ainda mais a pressão interna. Em vez disso, às vezes ajuda mais oferecer presença do que solução. Algo como validar o que ela sente sem exigir explicação imediata pode abrir mais espaço do que tentar entender tudo naquele momento.

    Talvez valha você se observar também nisso: o que acontece dentro de você quando ela não consegue se expressar? Vem uma sensação de impotência, irritação ou responsabilidade de resolver? E até que ponto você sente que precisa “dar conta” do que é dela? Como você costuma reagir quando ela traz essa angústia sem desenvolver?

    Se essa pessoa já está em terapia, esse padrão provavelmente está sendo trabalhado lá, mesmo que de forma lenta. Nem sempre o processo é linear, e às vezes o que aparece fora ainda está sendo elaborado internamente. Você pode, se fizer sentido, incentivá-la de forma leve a levar essa dificuldade específica para a terapia, sem cobrança.

    No fim, ajudar nem sempre é fazer a pessoa falar, mas criar um ambiente em que ela se sinta segura o suficiente para, no tempo dela, conseguir acessar o que sente. E, ao mesmo tempo, manter limites saudáveis para você não se perder nesse papel.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Ansiedade causa pensamentos irreais? Comecei a ter pensamentos absurdos, porém difícil de sair da ca

    Ansiedade causa pensamentos irreais? Comecei a ter pensamentos absurdos, porém difícil de sair da cabeça, tenho medo de acreditar neles.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Sim, a ansiedade pode trazer pensamentos que parecem estranhos, exagerados ou até “absurdos”, e isso costuma assustar bastante. Mas é importante fazer uma distinção cuidadosa: não significa que você está perdendo o controle da realidade, e sim que o seu sistema emocional está em estado de alerta elevado, o que tende a distorcer a forma como o cérebro interpreta as coisas.

    Quando a ansiedade está alta, o cérebro passa a funcionar como um detector de ameaças hiperativado. Ele começa a produzir cenários, hipóteses e imagens mentais tentando prever riscos, mesmo que eles não façam muito sentido. E quanto mais você tenta afastar ou lutar contra esses pensamentos, mais eles voltam, porque o próprio esforço de controle sinaliza para o cérebro que aquilo é importante.

    O ponto que você trouxe é muito relevante: você tem medo de acreditar nesses pensamentos. Isso, paradoxalmente, mostra que você ainda consegue questioná-los. Em quadros mais graves de perda de contato com a realidade, a pessoa não costuma duvidar do pensamento, ela simplesmente acredita. Aqui, parece que há uma luta interna, o que é bem diferente.

    Talvez valha se perguntar: esses pensamentos aparecem mais quando você está mais ansioso ou cansado? Você tenta “testar” se eles são verdadeiros ou tenta expulsá-los da mente? E o quanto o medo de ter o pensamento acaba sendo mais intenso do que o próprio pensamento em si?

    Essas experiências podem ser trabalhadas com bastante profundidade em terapia, especialmente para você entender o ciclo entre ansiedade, pensamento e medo do próprio pensamento. Não se trata de eliminar pensamentos, mas de mudar a forma como você se relaciona com eles.

    Caso precise, estou à disposição.


  • O ato de pensar é essencial para a saúde? E também é fundamental para o funcionamento adequado do cé

    O ato de pensar é essencial para a saúde? E também é fundamental para o funcionamento adequado do cérebro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Pensar é, sim, uma função essencial do cérebro, mas talvez não do jeito que muita gente imagina. O cérebro foi feito para interpretar o mundo, tomar decisões, aprender e se adaptar. Nesse sentido, o ato de pensar faz parte do funcionamento saudável, como uma ferramenta que nos ajuda a lidar com a vida.

    Mas existe um ponto importante aqui: nem todo pensamento é sinal de saúde. Quando o pensamento vira excesso, repetição ou fica girando em torno das mesmas preocupações, ele pode deixar de ajudar e começar a desgastar. É como se o cérebro, tentando resolver algo, acabasse preso em um looping que mantém o corpo em alerta.

    Do ponto de vista da neurociência, o cérebro funciona melhor quando há equilíbrio entre momentos de reflexão e momentos de pausa. Inclusive, existem redes neurais que se ativam quando estamos em descanso, ajudando a organizar experiências e emoções de forma mais saudável.

    Talvez valha se perguntar: como tem sido a qualidade dos seus pensamentos? Eles te ajudam a clarear ou te deixam mais preso? Você sente que consegue “desligar” a mente em alguns momentos ou ela parece sempre acelerada? O seu pensar está mais a serviço da sua vida ou você sente que está a serviço dele?

    No fim, não é sobre pensar mais ou menos, mas sobre como você se relaciona com os seus pensamentos. Em terapia, muitas vezes o foco não é reduzir o pensamento, mas mudar a forma como a pessoa se posiciona diante dele, o que costuma trazer mais leveza e clareza.

    Caso precise, estou à disposição.


Perguntas frequentes

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