Perguntas do paciente (554)
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O ato de pensar fora os pensamentos faz bem à saúde?
O ato de pensar fora os pensamentos faz bem à saúde?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Essa ideia de “pensar fora os pensamentos” pode soar como algo positivo à primeira vista, mas, na prática, nem sempre funciona como a gente imagina. Tentar afastar ou eliminar pensamentos à força costuma ter um efeito curioso: quanto mais você tenta não pensar, mais aquele pensamento tende a voltar. É como se o cérebro entendesse que aquilo é importante e mantivesse o foco ali.
Do ponto de vista psicológico, pensamentos não são exatamente algo que a gente controla diretamente. Eles surgem, muitas vezes, de forma automática. O que a gente consegue trabalhar melhor é a forma como se relaciona com eles. Em vez de lutar contra o pensamento, aprender a observar, deixar passar e não se prender tanto a ele costuma ser mais saudável para o sistema emocional.
Fico curioso com algo: quando você tenta “pensar fora” um pensamento, isso realmente diminui a intensidade dele ou acaba fazendo ele voltar ainda mais forte? E esses pensamentos que você tenta afastar, eles são mais ligados a medo, culpa ou alguma preocupação específica?
Em abordagens mais atuais, a gente trabalha com a ideia de que não é necessário vencer os pensamentos, mas sim mudar a forma de lidar com eles. Quando você para de brigar com o pensamento, ele tende a perder força naturalmente. É como uma visita que só fica mais tempo quando percebe que está sendo combatida.
Se esse tipo de situação tem sido frequente ou está te incomodando, a terapia pode ajudar bastante a desenvolver uma relação mais leve e funcional com os próprios pensamentos.
Caso precise, estou à disposição.
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Sinto como se estivesse vivendo em 2018 novamente… o sol , o ar, os mesmos sentimentos. oque pode se
Sinto como se estivesse vivendo em 2018 novamente… o sol , o ar, os mesmos sentimentos. oque pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve costuma ser vivido como algo muito estranho e, ao mesmo tempo, bastante angustiante. Essa sensação de estar “de volta” a um outro tempo, como se o corpo, o ambiente e os sentimentos fossem os mesmos de anos atrás, geralmente não significa que você esteja perdendo o contato com a realidade. Em muitos casos, trata-se de uma ativação emocional ligada a memórias profundas, especialmente quando houve períodos marcantes de sofrimento, estresse ou impacto emocional.
Quando o cérebro associa determinadas sensações, como luz, temperatura, cheiros ou estados internos, a experiências passadas intensas, ele pode reagir como se aquela situação estivesse acontecendo novamente. É como se o sistema emocional apertasse um botão antigo e trouxesse junto o pacote completo de sensações. Isso pode ocorrer em contextos de ansiedade, luto, trauma ou esgotamento emocional, e costuma aparecer mais quando a pessoa está fragilizada ou sobrecarregada.
Essas vivências também podem estar relacionadas a estados dissociativos leves, nos quais a percepção do tempo e do ambiente fica alterada, sem que isso signifique algo grave por si só. O ponto importante é observar o impacto disso no seu dia a dia e o quanto essas sensações despertam medo, confusão ou sensação de perda de controle. Quanto mais assustadoras elas parecem, maior tende a ser o ciclo de manutenção.
Talvez valha você se perguntar: o que estava acontecendo na sua vida em 2018 que pode ter deixado marcas emocionais importantes? Esses sentimentos surgem em momentos específicos ou parecem aparecer do nada? E quando isso acontece, você tenta entender o que está sentindo ou acaba entrando em alerta, com medo de que algo esteja errado?
Se você já está em acompanhamento psicológico, é muito importante levar exatamente essa experiência para o profissional que te atende, com esse nível de detalhe. Se não estiver, buscar um espaço terapêutico pode ajudar a compreender o que está sendo reativado e a construir mais segurança interna para atravessar esses estados sem se sentir refém deles. Caso precise, estou à disposição.
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O formigamento na região genital acompanhado sem nenhum outro sintoma pode ser ocasionado pela ansie
O formigamento na região genital acompanhado sem nenhum outro sintoma pode ser ocasionado pela ansiedade, stress ou medo ou até mesmo o hiperfoco nessa região.
Obrigada!!RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, que bom que você trouxe essa dúvida, porque sensações corporais assim costumam gerar muita apreensão quando aparecem sem explicação clara.
Sim, é possível que um formigamento na região genital, sem outros sintomas associados e com exames normais, esteja relacionado à ansiedade, ao estresse, ao medo ou até ao hiperfoco nessa região. O sistema nervoso reage de forma muito sensível a estados emocionais prolongados. Quando o corpo entra em alerta, a circulação, a tensão muscular e a percepção sensorial podem se alterar, produzindo sensações estranhas, como formigamento, dormência ou pressão, mesmo sem uma causa orgânica direta. O cérebro interpreta sinais corporais neutros como relevantes demais, quase como se estivesse “amplificando” aquela área.
O hiperfoco costuma ter um papel importante nisso. Quanto mais atenção se dá à sensação, mais o sistema nervoso se mantém ativado ali. É um ciclo sutil: a percepção gera preocupação, a preocupação aumenta a vigilância, e a vigilância intensifica a sensação. Você já reparou se esse formigamento aparece ou se intensifica quando você está mais ansiosa, tensa ou pensando nisso, e diminui quando está distraída ou mais relaxada?
Do ponto de vista neurobiológico, regiões ligadas à ansiedade e à antecipação de ameaça podem aumentar a sensibilidade corporal, inclusive em áreas íntimas, sem que isso tenha relação com desejo sexual ou com algum problema físico. Isso não é sinal de “imaginação” ou exagero; é o corpo respondendo a um estado interno de estresse acumulado. Ainda assim, sempre que surgem sintomas novos ou persistentes, é importante que a avaliação médica tenha sido feita — e você já aponta que não há outros sinais associados, o que é um dado tranquilizador.
Talvez a pergunta mais útil agora seja: o que estava acontecendo emocionalmente na sua vida quando essa sensação começou? Houve períodos de tensão, medo, autocobrança ou preocupação excessiva com o corpo? Essas conexões costumam trazer mais clareza do que tentar encontrar uma causa isolada no sintoma.
Se isso estiver te incomodando ou gerando ansiedade recorrente, a psicoterapia pode ajudar a entender esse padrão e a reduzir essa hiperativação do sistema nervoso. Esses temas merecem cuidado e escuta. Caso precise, estou à disposição.
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Oii! Então, eu estou namorando a quase um ano e as vezes me pego me perguntando: e se não for ela?
Oii!
Então, eu estou namorando a quase um ano e as vezes me pego me perguntando: e se não for ela? Eu amo muito a minha namorada, amo cada detalhe dela e cada momento em que estamos juntas... mas quando não estou com ela, começo a me fazer essas perguntas...
E se passarmos anos juntas, e depois acabarmos nos separando? O que acontecerá?
E se o que tivermos não for amor, e tudo se acabar?
E se tudo se desmoronar, o que sobrará?
Quando estou com ela, me sinto a garota mais sortuda do mundo, e ela faz eu me sentir única!
Então... Por que esses pensamentos invadem minha mente quando estou longe dela e penso na gente? Isso é normal ou no meu inconsciente tem algo errado no nosso namoro?
Como eu vou saber se é ela?
... Acho q estou um pouco confusa...RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve é mais comum do que parece e, sobretudo, muito humano. Ter pensamentos do tipo “e se não for ela?” não invalida o amor que você sente, nem significa que exista algo errado no relacionamento. Muitas vezes, essas perguntas aparecem justamente quando o vínculo é importante, porque amar também nos coloca diante da possibilidade de perda, de frustração e de incerteza. Quando você está com ela, a experiência é viva, concreta, afetiva. Quando está longe, a mente entra em cena tentando antecipar cenários futuros, como se quisesse garantir que nada dê errado.
Esses pensamentos costumam ter menos relação com a qualidade do amor e mais com a dificuldade de lidar com a imprevisibilidade dos vínculos. O amor não oferece garantias absolutas, e algumas pessoas têm um funcionamento emocional que busca segurança por meio da dúvida, do questionamento constante ou da tentativa de prever o futuro. É como se a mente dissesse: “se eu pensar em todas as possibilidades ruins, talvez eu me proteja”. O problema é que isso gera confusão, não clareza.
Amar alguém não significa ter certeza eterna, mas escolher estar ali, apesar da incerteza. Não existe um momento mágico em que a mente “prova” definitivamente que é a pessoa certa. O que existe é a experiência construída no presente, o modo como você se sente sendo quem é nessa relação, e como esse vínculo te afeta emocionalmente. Quando você diz que se sente única, segura e feliz ao lado dela, isso diz muito sobre o que está sendo vivido agora.
Talvez valha você se perguntar com calma: esses pensamentos aparecem mais quando você está ansiosa ou longe dela? Você sente que precisa ter controle sobre o futuro para se sentir segura no presente? E quando essas dúvidas surgem, você tenta respondê-las ou apenas observa como elas vêm e vão?
Confusão emocional não é sinal de erro no amor, muitas vezes é sinal de profundidade, sensibilidade e medo de perder algo valioso. Um espaço terapêutico pode ajudar a entender melhor essa relação entre amor, medo e necessidade de certeza, sem transformar dúvidas em ameaças. Caso precise, estou à disposição.
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Todas as vezes que eu começo a assistir um filme ou uma série, não consigo terminar e paro no meio.
Todas as vezes que eu começo a assistir um filme ou uma série, não consigo terminar e paro no meio. Eu fico muito incomodada com as emoções do filme. Ex: comecei a assistir uma série boba de comédia, mas eu não consigo permanecer muito tempo por causa das emoções de vergonha alheia. Quando eu comecei a assistir uma série mais pesada não conseguia assistir as parte de maior ação, pois quando o meu corpo começava a sentir isso, ou eu pulava ou parava de assistir. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Que bom que você trouxe isso, porque é mais comum do que parece, embora muitas pessoas não falem sobre.
O que você descreve tem muito a ver com sensibilidade emocional e com a forma como o seu corpo reage às experiências, mesmo quando elas são “só” de um filme. O cérebro não faz uma separação tão clara entre o que é real e o que é vivido como experiência emocional. Quando você assiste uma cena de vergonha, tensão ou conflito, o seu sistema emocional reage como se estivesse, de alguma forma, participando daquilo. Por isso o desconforto pode ser tão intenso a ponto de você precisar parar.
Não é, por si só, algo “anormal”. Mas pode indicar que o seu sistema emocional está mais reativo ou com menor tolerância a certos estados internos. Em vez de conseguir permanecer na experiência até ela passar, o impulso é sair rapidamente para aliviar o desconforto. Isso é muito parecido com o que acontece em quadros de ansiedade, onde evitar a sensação acaba mantendo o ciclo ativo.
Fico curioso sobre algumas coisas: quando você interrompe, o alívio vem imediato? E depois, você sente vontade de voltar ou já evita de vez? Isso acontece só com filmes ou também em situações reais, como conversas desconfortáveis ou momentos de exposição? E o que exatamente é mais difícil: a emoção em si ou a sensação física que vem junto?
Essas respostas ajudam a entender se estamos falando apenas de um estilo mais sensível ou de um padrão de evitação emocional que pode estar se expandindo para outras áreas da vida. Em terapia, isso costuma ser trabalhado de forma gradual, ajudando o corpo a aprender que é possível sentir sem precisar sair imediatamente da experiência.
Caso precise, estou à disposição.
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É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?
É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, isso é bastante comum. Quando ansiedade e depressão aparecem juntas, o funcionamento emocional e físico pode ficar bem sobrecarregado. A ansiedade tende a deixar o cérebro em estado de alerta constante, como se algo estivesse prestes a dar errado. Já a depressão costuma reduzir energia, interesse e prazer. É como se, ao mesmo tempo, você estivesse com o “acelerador pressionado” e o “freio puxado”, o que gera cansaço e desânimo.
Do ponto de vista do cérebro, esse conjunto pode afetar sistemas ligados à motivação e recompensa, fazendo com que atividades que antes eram neutras ou agradáveis passem a parecer pesadas ou sem sentido. Isso não significa falta de força de vontade, mas sim um estado em que o organismo está tentando lidar com uma carga emocional maior do que consegue processar naquele momento.
Talvez valha você observar algumas coisas com mais atenção: esse desânimo aparece o tempo todo ou varia ao longo do dia? Existem atividades que você até consegue iniciar, mas perde o interesse rapidamente? O que passa pela sua mente quando tenta fazer algo e não consegue? Essas respostas ajudam a entender melhor como ansiedade e humor estão se organizando no seu caso.
Esse tipo de quadro costuma ter tratamento e pode melhorar bastante com acompanhamento psicológico. Em alguns casos, uma avaliação com psiquiatra também pode ser importante para dar suporte inicial, principalmente quando a energia e o ânimo estão muito baixos.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá! Faz uns anos que eu tenho problemas com ansiedade, e a quase dois anos comecei a fazer tratamen
Olá! Faz uns anos que eu tenho problemas com ansiedade, e a quase dois anos comecei a fazer tratamento, não só para ansiedade, mas depressão, e os dois, principalmente a depressão, estão bem controlados. Faz uns dois dias que eu tô completamente sem medicação e as vezes que aconteceu isso, fiquei mal, a ansiedade piora muito e ainda fico com crise de enxaqueca. Agora pouco eu acordei e fiquei com uma sensação muito grande de que eu não era real e as coisas ao meu redor não eram reais, mas graças a Deus passou. Acho que em alguns momentos já tive essa sensação, mas de uma forma bem leve. Essa sensação poderia ser devido a ansiedade elevada? Achei que o nervosismo extremo era a pior coisa, mas, certamente, isso supera.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Essa sensação que você descreveu, de parecer que não é real ou que o mundo ao redor perdeu a “consistência”, pode sim estar relacionada à ansiedade elevada, especialmente em momentos de maior desregulação do organismo. Isso costuma ser chamado de despersonalização ou desrealização, e apesar de ser muito desconfortável, não é perigoso em si. É como se o cérebro, diante de um nível alto de estresse, ativasse um “modo de proteção”, meio que desligando parcialmente a experiência emocional para tentar reduzir o impacto.
No seu caso, tem um fator importante que não dá para ignorar: a interrupção da medicação. Quando o corpo já estava adaptado ao uso, ficar alguns dias sem pode gerar um efeito de “rebote”, com aumento da ansiedade, alterações físicas e até sensações mais intensas como essa que você viveu. Não significa que você está piorando, mas que o organismo está tentando se reorganizar.
Agora, vale olhar com cuidado para alguns pontos: essa pausa na medicação foi orientada pelo seu médico ou aconteceu por algum motivo específico? Como seu corpo costuma reagir quando há mudanças no tratamento? E, principalmente, o que passou pela sua cabeça no momento em que essa sensação começou?
É compreensível você dizer que isso parece pior do que o nervosismo extremo, porque realmente mexe com a percepção da realidade, o que assusta bastante. Mas, curiosamente, quanto mais a pessoa tenta lutar contra essa sensação ou se convencer de que “algo está errado”, mais ela tende a se prolongar. Quando o cérebro percebe que não há ameaça real, ele naturalmente vai “voltando ao eixo”, como aconteceu com você.
Diante desse cenário, é importante retomar o contato com o profissional que acompanha sua medicação, especialmente porque você já percebeu que seu corpo reage à interrupção. E se você já está em terapia, levar essa experiência pode ajudar a entender melhor seus gatilhos e a forma como seu sistema emocional responde a esses picos.
Caso precise, estou à disposição.
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Bom, a minha namorada sempre lembra dos meus erros e eu sei que errei mas cada dia mais estou tentan
Bom, a minha namorada sempre lembra dos meus erros e eu sei que errei mas cada dia mais estou tentando concertar isso, como eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? A forma como você descreve essa situação mostra um esforço sincero em reparar algo que machucou a relação, e isso já revela muito sobre o seu comprometimento. Quando alguém lembra repetidamente de erros passados, geralmente não é apenas para “cobrar”, mas porque alguma ferida ainda não encontrou um lugar de descanso dentro da própria pessoa. Isso não significa que você não esteja mudando, mas que talvez a confiança esteja em um processo mais lento de reconstrução.
Algo importante aqui é uma pequena correção conceitual: “consertar” não é o mesmo que “apagar” o passado. As abordagens terapêuticas mostram que reparação emocional envolve constância, linguagem afetiva e compreensão do impacto que o erro teve. E, ao mesmo tempo, também envolve limites saudáveis para que a culpa não se transforme em um lugar permanente. O que exatamente você sente quando ela traz o assunto novamente? E o que gostaria que acontecesse nessas conversas para que elas se tornassem mais construtivas?
Talvez valha observar se, no fundo, existe um medo de nunca ser visto pelas mudanças que já está fazendo. Em que momentos você percebe que suas atitudes atuais mostram uma versão diferente de você? E como tem expressado isso para ela, não como justificativa, mas como um convite para enxergar o presente?
Reconstruir não é imediato, mas também não deve ser uma estrada onde apenas o erro guia o diálogo. Há espaço para transformação quando os dois conseguem olhar para a mesma dor com perspectivas diferentes. Caso precise, estou à disposição.
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Me sinto muito triste muitas vezes pensei em suicídio só não o fiz pela minha filha de 3 meses. Esto
Me sinto muito triste muitas vezes pensei em suicídio só não o fiz pela minha filha de 3 meses. Estou em uma situação que com ele é horrível e sem ele não sei como farei pra trabalhar e cuidar da minha filha. Depois de 1 ano de o conhecer e ser casada com ele percebo como ele é doente, abusivo, agressivo e manipulador. Sofro muito por minha filha ter que escutar nossas brigas. Realmente não sei o que fazer. Só rezo pra Deus espurgalo da minha vida. Ele não deixa eu ir e nem vai.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve é profundamente doloroso, e dá para sentir o tamanho do peso emocional que você tem carregado sozinha enquanto tenta proteger sua filha e, ao mesmo tempo, sobreviver dentro de uma situação que já ultrapassou seus limites. Quando alguém chega ao ponto de pensar em tirar a própria vida, isso não significa fraqueza — significa que o sofrimento ficou tão intenso que o cérebro, exausto, começa a enxergar saídas que não são verdadeiras soluções, apenas pedidos de alívio. E esse é um sinal claro de que você merece apoio imediato e especializado.
É importante corrigir uma ideia que aparece no seu relato: quando você diz que “ele não deixa eu ir”, isso não é apenas um problema de relacionamento, mas um indicativo de risco, especialmente porque envolve agressividade, manipulação e a presença de uma criança. Em situações assim, as normas do CRP e todas as diretrizes de cuidado orientam que a prioridade absoluta é a sua segurança e a da sua filha. Isso não significa tomar uma decisão impulsiva, mas buscar apoio concreto para que você não enfrente isso sozinha na prática. Já conseguiu falar com algum psiquiatra sobre esses pensamentos? E já considerou entrar em contato com algum familiar ou pessoa de confiança para ajudá-la a estruturar uma saída segura?
Queria que você refletisse também sobre algo essencial: o que seu corpo sente quando pensa na possibilidade de um ambiente onde você e sua filha não escutam mais brigas? E o que você imagina que precisaria acontecer para que esse cenário começasse a se tornar real, mesmo que seja um passo muito pequeno agora? Essas perguntas não são para pressionar, mas para iluminar caminhos possíveis em meio ao caos.
Diante da gravidade do que você relatou, é importante buscar atendimento presencial o quanto antes. Uma avaliação psiquiátrica pode ajudar com os pensamentos suicidas, e, em casos de risco físico ou emocional envolvendo você e sua filha, serviços de proteção, delegacias especializadas ou centros de referência podem orientar medidas de segurança. Ninguém deveria viver submetida a medo e violência; sua vida e a da sua filha têm valor demais para ficar à mercê disso.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá. Não sinto prazer em fazer absolutamente nada na vida. Nada me causa prazer. Não sinto motivação
Olá. Não sinto prazer em fazer absolutamente nada na vida. Nada me causa prazer. Não sinto motivação para nada. A melhor parte do meu dia é quando vou dormir (apesar de ter dificuldade de pegar no sono devido a ansiedade) e a pior parte é justamente quando acordo. Isso seria um possível quadro depressivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve chama bastante atenção e merece um olhar cuidadoso. A perda de prazer nas atividades, a falta de motivação e essa sensação de que o dia “pesa” desde o momento em que começa são sinais que podem, sim, estar associados a um quadro depressivo. Mas é importante ter cautela: um diagnóstico não se faz apenas por esses sintomas isolados, e sim por uma avaliação mais completa, considerando duração, intensidade e impacto na sua rotina.
Existe um ponto interessante do ponto de vista do funcionamento do cérebro: quando estamos nesse estado, áreas ligadas ao sistema de recompensa ficam menos responsivas. É como se aquilo que antes gerava interesse ou prazer perdesse a intensidade, e o cérebro passasse a operar mais no modo “economia de energia”. Isso pode fazer com que até atividades simples pareçam difíceis ou sem sentido, reforçando ainda mais o desânimo.
Talvez seja importante você observar algumas coisas: há quanto tempo isso vem acontecendo? Você percebe mudanças no seu apetite, energia ou concentração? Existem momentos do dia em que isso melhora um pouco ou é constante? E, mesmo sem vontade, você consegue realizar suas atividades ou tem sentido uma dificuldade crescente nisso?
Além disso, o fato de a melhor parte do seu dia ser dormir e a pior ser acordar traz um dado relevante sobre o quanto o dia a dia pode estar sendo vivido com peso. Isso não precisa ser enfrentado sozinho ou no improviso. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender o que está por trás desse estado e construir caminhos mais estruturados para lidar com isso. Dependendo da intensidade, uma avaliação com psiquiatra também pode ser indicada como apoio.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá, como faço para lidar com pessimismo extremo? Sou uma pessoa extremamente negativa. Isso vai des
Olá, como faço para lidar com pessimismo extremo? Sou uma pessoa extremamente negativa. Isso vai desde coisas pequenas até coisas grandes na vida. Sempre espero o pior, seja qual for a situação, e sempre acho que sou inferior aos outros e incapaz de atingir um objetivo. Eu tento guardar essa negatividade, esse pessimismo sufocante para mim mesmo para não “contaminar” outras pessoas (afinal, acho que ninguém gosta de uma pessoa negativa o tempo todo), mas a sensação é horrível. Não consigo realizar planos ou projetos porque sempre acho que não vai dar certo. Isso pode ter a ver com quadro depressivo ou seria apenas um traço da minha personalidade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve vai além de “ser uma pessoa negativa”. Esse padrão de sempre esperar o pior, se perceber como inferior e sentir dificuldade de iniciar coisas por já imaginar que não vai dar certo costuma estar ligado a formas de pensamento que se consolidaram ao longo do tempo. Em muitos casos, isso aparece tanto em quadros depressivos quanto em estilos cognitivos aprendidos, então não é uma coisa ou outra necessariamente, pode ser uma combinação.
Do ponto de vista do funcionamento mental, é como se o cérebro estivesse tentando te proteger de frustrações antecipando cenários negativos. O problema é que, ao fazer isso repetidamente, ele começa a tratar essas previsões como se fossem fatos. Aos poucos, isso não só afeta o humor, mas também reduz a iniciativa, porque “para que tentar se já vai dar errado?”. E aí o próprio comportamento acaba reforçando essa visão.
Tem um detalhe importante que você trouxe: você guarda isso para não “contaminar” os outros. Isso mostra que existe consciência e até cuidado com o impacto nas pessoas, mas também pode estar te deixando sozinho com pensamentos muito pesados. E quando a mente fica sem contraponto, ela tende a acreditar ainda mais no que está dizendo.
Talvez valha olhar com mais profundidade para algumas perguntas: quando foi que você começou a se ver dessa forma? Em que situações essa sensação de inferioridade fica mais forte? Existe algum momento, mesmo pequeno, em que você percebe que não é exatamente assim como sua mente descreve?
Esse tipo de padrão tem tratamento, e a terapia costuma ajudar bastante a identificar essas crenças mais profundas e flexibilizar essa forma rígida de pensar. Não é sobre virar uma pessoa “positiva o tempo todo”, mas construir uma visão mais realista e menos punitiva sobre si mesmo e sobre o futuro.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá boa tarde Sou diagnosticada com toc e tenho muitos pensamentos ruins de agressão, coisas sexuai
Olá boa tarde
Sou diagnosticada com toc e tenho muitos pensamentos ruins de agressão, coisas sexuais etc
Às vezes acredito que sou uma pessoa ruim
Pois tenho impulsos como se eu quisesse pegar uma faca e fazer algo. Não consigo não acreditar que não tenho vontade de fazer essas coisas. Isso está me causando uma angústia imensa e não sei mais o que fazer...
Por favor me ajudemRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde, tudo bem?
O que você está descrevendo é algo que aparece com bastante frequência no Transtorno Obsessivo-Compulsivo, especialmente quando os pensamentos envolvem temas agressivos ou sexuais. E aqui tem um ponto muito importante: o fato de esses pensamentos te causarem angústia, medo e dúvida já diz muito sobre quem você é. Pessoas que realmente desejam fazer algo não costumam sofrer por isso dessa forma. No TOC, é como se a mente produzisse conteúdos que vão justamente contra os seus valores, e isso gera esse choque interno tão doloroso.
Esses “impulsos” que parecem vontade muitas vezes são interpretações do próprio cérebro tentando dar sentido ao desconforto. Existe um fenômeno chamado fusão pensamento-ação, em que a pessoa sente que pensar algo é quase o mesmo que querer ou fazer. Mas pensar não é querer, e muito menos agir. O cérebro, em estado de alerta, tenta te convencer de que aquele pensamento significa algo sobre você, quando na verdade é só um alarme disparando sem necessidade.
Perceba algo curioso: quanto mais você tenta ter certeza de que “não quer” ou tenta se provar que é uma boa pessoa, mais a dúvida cresce. É como se a mente dissesse “se você precisa garantir tanto, será que não tem algo aí?”. Isso mantém o ciclo. Então a questão não é convencer o pensamento de que ele está errado, mas mudar a forma como você se relaciona com ele.
Talvez valha se perguntar com cuidado: o que exatamente te assusta mais, o pensamento em si ou a possibilidade de ele dizer algo sobre quem você é? Quando esse pensamento aparece, você tenta lutar contra ele, analisar, evitar? E como você reage emocionalmente logo depois que ele surge?
Esse tipo de quadro tem tratamento, e a terapia, especialmente com foco em TOC, ajuda muito a reduzir esse ciclo de medo e dúvida. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também é importante para estabilizar essa intensidade. O mais importante aqui é você não enfrentar isso sozinho na sua cabeça, porque o TOC cresce justamente no silêncio e na tentativa de resolver tudo internamente.
Caso precise, estou à disposição.
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Por que tudo que eu penso, eu quero fazer? Quando eu coloco qualquer assunto, imagem, fala, na mente
Por que tudo que eu penso, eu quero fazer? Quando eu coloco qualquer assunto, imagem, fala, na mente, eu não paro de pensar nisso, e me dá medo e ansiedade. O que devo fazer? Tem tratamento/cura?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
O que você está descrevendo dá uma sensação muito forte de perda de controle, como se pensar algo fosse automaticamente virar vontade ou ação. Mas aqui existe um ponto importante que precisa ser ajustado com cuidado: pensar não é querer. O que pode estar acontecendo é que o seu cérebro está interpretando o pensamento como algo relevante ou perigoso, e por isso ele “gruda” nisso e repete.
Quando a mente percebe um pensamento como ameaçador, ela tenta resolver, analisar ou eliminar. Só que esse esforço acaba tendo o efeito contrário: quanto mais você tenta não pensar ou tenta entender demais, mais o pensamento volta. É como se o cérebro entendesse “isso é importante, continue trazendo isso”. Isso explica por que parece que você não consegue parar.
E essa sensação de “eu quero fazer” muitas vezes não é desejo real, mas uma mistura de ansiedade, urgência e interpretação do próprio desconforto. O sistema emocional entra em alerta, o corpo reage, e a mente tenta dar um significado para isso, às vezes chegando à conclusão de que aquilo é vontade. Mas vontade de verdade costuma vir acompanhada de prazer ou intenção clara, não de medo e angústia.
Talvez seja importante você observar algumas coisas com mais curiosidade do que com julgamento: quando o pensamento aparece, o que você faz logo em seguida? Tenta afastar, discutir com ele, buscar certeza de que não vai agir? E como seu corpo reage nesse momento, você sente tensão, aceleração, urgência?
Sim, isso tem tratamento, e costuma responder muito bem quando a abordagem é adequada, especialmente trabalhando a forma como você se relaciona com os pensamentos, em vez de tentar controlá-los diretamente. Em alguns casos, o apoio psiquiátrico também pode ajudar a reduzir essa intensidade inicial.
O ponto central não é fazer o pensamento desaparecer, mas tirar dele esse “peso de verdade absoluta”. Quando isso começa a acontecer, a tendência é que ele perca força naturalmente.
Caso precise, estou à disposição.
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Pensar muitas acontecimentos e coisas, passadas ou futuras, podem dar desrealização ou despersonaliz
Pensar muitas acontecimentos e coisas, passadas ou futuras, podem dar desrealização ou despersonalização? Também tenho dor de cabeça. O que pode ser? Tem cura?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? A sua pergunta é muito comum entre pessoas que vivem um nível de ansiedade acima do que o corpo consegue suportar. Quando a mente passa longos períodos presa em pensamentos sobre o passado ou o futuro, o sistema nervoso entra num modo de alerta contínuo, e isso pode sim gerar sensações de desrealização ou despersonalização. Esses estados não significam “perder a consciência da realidade”, mas sim um mecanismo do cérebro tentando se proteger de uma sobrecarga emocional. A dor de cabeça, inclusive, costuma aparecer quando o corpo está tensionado e hiperativado há muito tempo.
É importante fazer uma pequena correção conceitual: despersonalização e desrealização não são doenças em si, mas sintomas que geralmente aparecem em contextos de ansiedade intensa, pânico, estresse prolongado ou privação de sono. Eles não indicam “loucura”, nem algo irreversível, e sim um cérebro exausto tentando regular o excesso de estímulos internos. O que mais costuma acontecer nesses momentos? Como você percebe seu corpo quando essa sensação surge? Existe algum gatilho emocional recorrente ou algum momento do dia em que isso fica mais forte?
Muitas pessoas descrevem essa experiência como se estivessem “desconectadas de si mesmas”, e, paradoxalmente, isso é o cérebro tentando evitar que você entre em colapso. A questão central é compreender o que está sustentando esse estado de tensão: preocupações constantes? Medo de algo específico? Um ritmo de vida que não permite pausas? O que você imagina que seu corpo está tentando dizer quando reage dessa forma?
Quanto à cura, a boa notícia é que esses sintomas costumam melhorar muito com acompanhamento psicológico consistente e, em alguns casos, com avaliação psiquiátrica quando a ansiedade está muito elevada. O foco da terapia é devolver ao corpo e à mente a sensação de segurança interna que foi perdida no caminho. Você não está condenado a conviver com isso; existe um caminho possível, e ele começa quando você começa a olhar para esses sinais como pedidos de cuidado, não como sentenças.
Caso precise, estou à disposição.
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Quando vou cortar o cabelo, não sei se é cacoete ou algo parecido, não consigo conversar com a pesso
Quando vou cortar o cabelo, não sei se é cacoete ou algo parecido, não consigo conversar com a pessoa, olhar nos olhos, parece que dá um tique nervoso na cabeça. Quando vou à Igreja também, fico desconfortável, angustiado, vontade de sair correndo, o que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve parece muito mais ligado a um estado de ansiedade em situações sociais do que a um “cacoete” isolado. Esse desconforto ao olhar nos olhos, a dificuldade de conversar e essa sensação de tensão no corpo, como um tique ou impulso involuntário, costumam aparecer quando o sistema emocional entra em modo de alerta, como se você estivesse sendo observado ou avaliado.
Em ambientes como o barbeiro ou a igreja, existe um fator em comum: são situações em que você está mais exposto, com outras pessoas por perto e, de certa forma, sem muito controle sobre o contexto. O cérebro pode interpretar isso como risco social, mesmo que racionalmente você saiba que não há perigo. Aí surgem sintomas físicos como inquietação, tensão na cabeça, vontade de sair, angústia. É como se o corpo estivesse dizendo “vamos sair daqui” antes mesmo de você entender o porquê.
Faz sentido você se perguntar: o que passa pela sua mente nesses momentos? Vem algum medo de julgamento, de parecer estranho ou de não saber o que dizer? Ou é mais uma sensação física que já chega pronta, sem pensamento claro? E depois que você sai dessas situações, o que você sente: alívio, frustração, ou ambos?
Esse tipo de experiência é bastante trabalhado em terapia, porque envolve entender tanto os pensamentos quanto as reações do corpo e, aos poucos, ensinar o sistema nervoso a se sentir mais seguro nessas situações. Em alguns casos, quando a ansiedade é mais intensa, também pode ser interessante uma avaliação com psiquiatra para complementar o cuidado.
Caso precise, estou à disposição.
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Como ficar mais calma convivendo com pessoas explosivas que vivem somente para criticar os outros e
Como ficar mais calma convivendo com pessoas explosivas que vivem somente para criticar os outros e são extremistas, além de se comportarem de maneira bastante infantil?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Conviver com pessoas assim costuma ser muito desgastante, porque não é só o comportamento delas em si, mas o efeito que isso vai tendo dentro de você. Aos poucos, o corpo começa a ficar em estado de alerta, como se estivesse sempre esperando a próxima crítica ou explosão. E isso cansa, irrita e, muitas vezes, faz a gente se sentir menor do que realmente é.
Existe um ponto importante aqui: você não controla a forma como essas pessoas se comportam, mas pode observar como esse ambiente tem te afetado e quais limites estão sendo possíveis para você. Porque, quando alguém critica o tempo todo ou reage de forma extrema, não é raro que o outro comece a se adaptar, se calar mais ou até andar “pisando em ovos” para evitar conflito.
Talvez valha a pena se perguntar: o que exatamente mais te desestabiliza nessas situações? É o tom, as palavras, a frequência ou a sensação de injustiça? Quando isso acontece, você tende a reagir, se calar ou se afastar? E até que ponto você tem sentido que precisa se moldar para lidar com essas pessoas?
Ficar mais calma, nesse contexto, não significa simplesmente aguentar ou se anestesiar. Muitas vezes passa por desenvolver um posicionamento interno mais firme, entendendo o que é seu e o que é do outro, e construindo formas de não absorver tudo que vem de fora. Em alguns casos, isso também envolve aprender a estabelecer limites mais claros, mesmo que de forma gradual.
Se esse tipo de convivência é frequente e está te afetando emocionalmente, um espaço terapêutico pode ajudar bastante a fortalecer essa base interna e encontrar maneiras mais saudáveis de lidar com essas relações. Porque, no fim, não é só sobre “ficar calma”, é sobre não se perder no meio desse tipo de dinâmica. Caso precise, estou à disposição.
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Procurar efeitos colaterais de remédios e sentir medo de tomar eles e sentir esses efeitos, pode ser
Procurar efeitos colaterais de remédios e sentir medo de tomar eles e sentir esses efeitos, pode ser sinal de hipocondria? As vezes deixo de tomar um remédio por medo de me sentir mal ou surtir alguma reação alérgica que eu não sei, mas eu não consigo não procurar os efeitos que aquele medicamento pode fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve pode, sim, estar relacionado a um padrão de ansiedade voltado para a saúde, mas não significa automaticamente “hipocondria” como um diagnóstico fechado. Hoje, a gente costuma entender isso dentro de um espectro de ansiedade de doença, onde a pessoa fica muito atenta a possíveis sinais de risco no corpo ou em substâncias como medicamentos.
Existe um ciclo que costuma acontecer: você busca informações para se sentir mais seguro, mas acaba encontrando efeitos colaterais que aumentam a sua preocupação. A partir daí, o cérebro entra em alerta, e o medo de sentir algo ruim cresce tanto que pode levar à evitação, como deixar de tomar o remédio. É como se a tentativa de se proteger acabasse ampliando a sensação de perigo.
Do ponto de vista do funcionamento mental, quanto mais você checa, mais o cérebro entende que aquilo é uma ameaça importante. E isso mantém o ciclo ativo. Não é falta de controle ou fraqueza, é um sistema de proteção funcionando de forma exagerada.
Talvez valha observar com curiosidade: o que você espera sentir quando procura esses efeitos, alívio ou confirmação de um medo? Depois que você lê, você se sente mais seguro ou mais apreensivo? E quando decide não tomar o remédio, isso traz alívio momentâneo, mas mantém o medo para a próxima vez?
Esse tipo de padrão tem tratamento, e costuma melhorar bastante quando se trabalha justamente essa relação com a incerteza e com a necessidade de controle. Se houver prescrição médica envolvida, é importante também alinhar com o profissional que indicou o medicamento, para que você não precise lidar com isso sozinho.
Caso precise, estou à disposição.
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Estou em um relacionamento a mais ou menos 4 meses, mas o meu parceiro assim como eu sofre com ansie
Estou em um relacionamento a mais ou menos 4 meses, mas o meu parceiro assim como eu sofre com ansiedade, alguns bloqueios emocionais e falta de comunicação na maioria das vezes. Volta e meia ele se isola sozinho, fica criando coisas que não acontece, com ciumes e medo do abandono ao mesmo tempo. Tento dialogar, mas ele diz que não consegue ter um relacionamento por que quando ele tem senttimentos pela outra pessoa ele fica paranoico, tudo é motivo de desconfiança e acaba desgastando e adoencendo ambos. O que posso fazer quando essa situação ocorrer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve revela um relacionamento marcado por sentimentos intensos dos dois lados, e isso costuma acontecer quando a ansiedade se mistura com medos antigos que ainda não foram elaborados. Quando ele se isola, cria cenários que não estão acontecendo ou reage com desconfiança, isso não fala sobre falta de amor — fala sobre um sistema emocional tentando se proteger de algo que parece ameaçador demais. Muitas vezes, essa “paranoia” é apenas o medo de perder, travestido de defesa.
É importante corrigir uma ideia que aparece no seu relato: quando ele diz que “não consegue ter um relacionamento”, isso não significa que ele seja incapaz, mas que as emoções dele ultrapassam o limite de regulação interna. Isso está muito mais ligado a um padrão emocional — comum em pessoas com apego inseguro ou esquemas de abandono/desconfiança — do que a uma impossibilidade real. Como você se sente quando ele se afasta? O que passa pela sua mente nos momentos em que a comunicação fica bloqueada? E, se você pudesse escolher, como gostaria que ele acolhesse você nessas horas?
Quando situações como essa acontecem, o mais importante não é tentar “convencê-lo” de nada, mas ajudá-lo a perceber que aquilo que ele sente é uma emoção, não um fato. Isso exige um tipo de presença calma, mas também limites para que você não fique emocionalmente sobrecarregada. Vale refletir sobre quais comportamentos dele ultrapassam seu bem-estar, e como você pode expressar isso sem entrar no ciclo de ansiedade que ele vive. Você sente que, em algum momento, assumiu o papel de reguladora emocional dele? E o que isso tem custado para você?
Relacionamentos assim podem melhorar bastante quando cada parte entende o que é seu e o que é do outro. Ansiedade não impede ninguém de amar, mas pede responsabilidade emocional. A terapia pode ajudar muito, especialmente para ele aprender a diferenciar sentimentos de realidade e para você compreender melhor os limites necessários para não adoecer junto.
Caso precise, estou à disposição.
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Oii, tenho ansiedade e venho tendo muitos pensamentos intrusivos que me deixam desconfortáveis, como
Oii, tenho ansiedade e venho tendo muitos pensamentos intrusivos que me deixam desconfortáveis, como eu posso lidar com eles???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oii, tudo bem?
Os pensamentos intrusivos costumam assustar bastante, principalmente porque aparecem sem aviso e, muitas vezes, vão contra aquilo que você realmente pensa ou valoriza. Um ponto importante aqui é: ter pensamentos intrusivos não significa que você queira aquilo ou que isso diga algo sobre o seu caráter. Na ansiedade, o cérebro entra em um estado de alerta elevado e começa a “testar possibilidades”, como se estivesse tentando prever ou evitar ameaças, mas acaba exagerando nesse processo.
Muita gente tenta lidar com isso brigando com o pensamento, tentando bloquear ou substituir rapidamente por algo positivo. O curioso é que, do ponto de vista do funcionamento do cérebro, isso costuma ter o efeito contrário, deixando o pensamento ainda mais frequente. É como se sua mente entendesse: “isso é importante, precisamos voltar nisso depois”. Por isso, um caminho mais eficaz envolve aprender a mudar a relação com o pensamento, e não necessariamente eliminá-lo.
Talvez valha a pena observar: o que você costuma fazer logo depois que o pensamento aparece? Você tenta afastar, analisar, buscar certeza de que não faria aquilo? E quanto mais você tenta resolver isso mentalmente, mais ele volta? Perceber esse ciclo já é um passo importante, porque muitas vezes o desconforto não vem só do pensamento em si, mas da luta constante contra ele.
Outro ponto relevante é que esses pensamentos costumam ganhar força quando estão conectados a algo que é importante para você. Isso pode parecer estranho, mas é justamente por você se importar que o cérebro “gruda” nesse conteúdo. Em terapia, conseguimos trabalhar isso de forma mais estruturada, ajudando você a reduzir o impacto desses pensamentos e recuperar uma sensação maior de controle sobre a própria mente.
Caso precise, estou à disposição.
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Quem tem TAG ou pânico pode jogar futebol? Sim ou não
Quem tem TAG ou pânico pode jogar futebol? Sim ou não
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Sim, quem tem Transtorno de Ansiedade Generalizada ou transtorno de pânico pode jogar futebol. Não existe uma proibição por si só. Pelo contrário, a atividade física costuma ser bastante benéfica para a regulação emocional e para o próprio funcionamento do corpo.
Agora, o ponto que costuma confundir é outro: durante o exercício, o corpo naturalmente acelera o coração, aumenta a respiração e gera sensações físicas muito parecidas com as da ansiedade. Para algumas pessoas, isso pode ser interpretado como perigo e acabar disparando medo ou até uma crise. Ou seja, não é o futebol em si, mas a forma como o corpo e a mente interpretam essas sensações.
Então a pergunta mais importante não é apenas “pode ou não pode”, mas “como você reage às sensações do seu corpo quando elas aumentam?”. Você tende a encarar isso como algo natural ou como um sinal de que algo está errado? Já teve alguma experiência de desconforto físico durante exercício que ficou marcada?
Em muitos casos, quando isso é trabalhado em terapia, a pessoa consegue voltar a se exercitar com mais segurança, inclusive usando o próprio exercício como uma forma de se reconectar com o corpo de maneira saudável. E, se houver alguma dúvida sobre condição física, uma avaliação médica pode ajudar a trazer mais tranquilidade nesse processo.
Caso precise, estou à disposição.
Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…