Perguntas do paciente (554)

  • tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.

    tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?
    Sim, procurar um psicólogo pode ser muito útil — especialmente quando a timidez e a ansiedade começam a limitar suas experiências ou a te deixar em conflito com o próprio jeito de ser. A terapia não tem o objetivo de “eliminar” a timidez, mas de ajudar você a entender o que está por trás dela, a reduzir o medo do julgamento e a aprender a se expressar com mais segurança e leveza.

    A ansiedade, por sua vez, costuma ser um sinal de que o cérebro está em alerta constante, tentando prever e controlar o que vai acontecer. Um psicólogo pode te ajudar a compreender esse mecanismo, a reconhecer os pensamentos que alimentam o medo e a desenvolver novas formas de lidar com as situações sociais — sem precisar forçar quem você é.

    Com o tempo, a terapia ensina o corpo e a mente a saírem do modo de defesa e a criarem respostas mais calmas e autênticas. É como se você aprendesse a conversar melhor com a própria ansiedade, em vez de lutar contra ela.

    Talvez valha se perguntar: o que você sente que a timidez e a ansiedade têm te impedido de viver? E como seria experimentar o mundo com um pouco mais de liberdade e menos autocrítica?
    Caso precise, estou à disposição.


  • Estou me sentindo muito mal ultimamente, não como, não tenho vontade de sair de casa, fico somente t

    Estou me sentindo muito mal ultimamente, não como, não tenho vontade de sair de casa, fico somente trancada no meu quarto... Perdi a vontade de tudo. Isso já vem acontecendo a um tempo, a uns 3 anos atrás onde ainda estava em um relacionamento tóxico. Emagreci mais de 10 quilos e hoje sofro com isso, baixa autoestima, dificuldade em engordar novamente, eu até ganho uns quilinhos mas perco eles num piscar de olhos. Isso tem me afetado tanto, já procurei uma nutricionista e nada. Eu só choro, não consigo comer, não sinto fome, me sinto péssima por não me alimentar bem e estar emagrecendo cada vez mais. Me sinto insegura, insuficiente, acho que todos são melhores que eu em absolutamente tudo, me comparo sempre com outras pessoas, acredito que tenho o transtorno de ansiedade, já tive muitas crises durante o antigo relacionamento, eu só queria voltar a viver bem, não aguento mais sofrer, me sinto mal todos os dias ao ponto de pensar que seria melhor não existir ....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve é muito sério e doloroso, e não pode ser tratado como algo pequeno ou como “fraqueza”. Ficar sem apetite por longos períodos, se isolar, chorar com frequência, perder peso de forma significativa e viver com essa sensação constante de insuficiência e comparação indicam um sofrimento emocional profundo, que vem se mantendo ao longo do tempo. O fato de isso ter começado em um relacionamento tóxico ajuda a entender o contexto, mas não diminui em nada a gravidade do que você está sentindo hoje.

    Quando o corpo para de responder à fome, quando a comida vira culpa e não sustento, geralmente não é um problema apenas nutricional. O organismo entra em um estado de exaustão emocional, como se estivesse sempre em alerta ou desligado, e isso afeta diretamente o apetite, o peso, a energia e a autoestima. Não conseguir “engordar” ou se alimentar bem, mesmo tentando, não significa falta de esforço da sua parte, mas que algo emocional está impedindo esse cuidado básico de acontecer.

    É muito importante falar com clareza sobre um ponto: quando surgem pensamentos como “seria melhor não existir”, isso é um sinal de alerta. Não significa necessariamente que você queira se machucar, mas indica que a dor está passando do que seria possível suportar sozinha. Esse tipo de pensamento pede ajuda imediata e acompanhamento contínuo. Você não precisa chegar ao limite para ser levada a sério.

    A psicoterapia é fundamental no seu caso, porque há sinais de depressão associados à ansiedade, à vivência traumática do relacionamento anterior e a uma relação muito dura consigo mesma. Em muitos quadros como o seu, o acompanhamento psiquiátrico também é necessário para ajudar o corpo a sair desse estado de colapso enquanto o trabalho terapêutico acontece. Isso não é fracasso, é cuidado com a vida.

    Vale se perguntar: em que momento você começou a acreditar que não era boa o suficiente? O que esse relacionamento te ensinou sobre quem você é e quanto vale? Quando você se compara, o que exatamente está tentando provar para si mesma? E, se você pudesse falar com alguém sem medo de preocupar ou decepcionar, quem seria essa pessoa?

    Se em algum momento esses pensamentos de não existir ficarem mais fortes ou você sentir que pode se machucar, procure ajuda imediatamente. No Brasil, você pode ligar para o **CVV pelo número 188**, disponível 24 horas, ou buscar um pronto atendimento. Se possível, avise alguém de confiança sobre como você está se sentindo. Você não precisa enfrentar isso sozinha, e sua vida tem valor mesmo quando agora tudo parece escuro demais para enxergar. Caso precise, estou à disposição.


  • Ultimante so tenho vontade de sumir ir para algun lugar onde não tenha ninguém. Nao me sinto bem per

    Ultimante so tenho vontade de sumir ir para algun lugar onde não tenha ninguém. Nao me sinto bem perto de pessoas, sinto que não me encaixo em lugar nenhum. Por isso tenho mania de inventar historis na minha cabeça onde fico horas imaginando uma vida ipotetica. Acho que to ficando louco.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve é muito angustiante, mas não significa que você esteja “ficando louco”. Essa vontade de sumir, de se afastar das pessoas e a sensação de não pertencimento costumam aparecer quando alguém está emocionalmente sobrecarregado há muito tempo. A mente tenta encontrar um lugar seguro, e criar histórias internas ou imaginar uma vida diferente pode funcionar como uma forma de alívio temporário, uma espécie de refúgio quando o mundo real parece pesado demais para sustentar.

    Quando esse afastamento vira a principal forma de lidar com o desconforto, ele passa a aumentar a sensação de isolamento e estranhamento. A imaginação não surge como problema em si, mas como um sinal de que algo dentro de você está pedindo acolhimento, compreensão e descanso emocional. Não é sinal de perda de contato com a realidade, mas de uma tentativa de escapar de sentimentos difíceis de nomear ou suportar.

    Vale observar se essa vontade de sumir aparece mais em momentos de comparação, rejeição percebida ou cansaço emocional, e o que você sente logo antes de se refugiar nessas histórias. Elas te acalmam ou te deixam ainda mais distante depois? O desconforto é mais com as pessoas em si ou com a forma como você se sente perto delas? O medo é de não se encaixar ou de ser visto de verdade?

    A psicoterapia pode ajudar muito a entender esse padrão, dar sentido a esse desejo de afastamento e construir formas mais seguras de lidar com essa dor sem precisar se desligar do mundo. Se você já está em acompanhamento, é importante falar exatamente sobre isso com o profissional que te atende. Se ainda não está, buscar ajuda pode ser um passo importante para não enfrentar isso sozinho.

    Se em algum momento essa vontade de sumir vier acompanhada de pensamentos de se machucar ou de não existir, procure ajuda imediata e avise alguém de confiança. No Brasil, o **CVV atende pelo número 188**, 24 horas por dia. Sua experiência é compreensível dentro do sofrimento que você está vivendo, e existe caminho para que isso seja cuidado. Caso precise, estou à disposição.


  • UM TERAPEUTA PODE TRATAR DEPRESSÃO E / OU ESSES OUTROS TRANSTORNOS COMO ANSIEDADE , E AJUDAR UMA PES

    Um terapeuta pode tratar depressão e ou esses outros transtornos como ansiedade, e ajudar uma pessoa que pode ter algum bloqueio por trauma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?
    Sim, um terapeuta pode ajudar — e muito. A psicoterapia é um dos pilares do tratamento da depressão, dos transtornos de ansiedade e também dos traumas emocionais. Na verdade, é o espaço onde a pessoa aprende a compreender o que está acontecendo dentro de si, a nomear as emoções e, aos poucos, a retomar o controle da própria vida emocional. Enquanto o psiquiatra cuida do equilíbrio químico do cérebro (quando necessário, com medicação), o psicólogo trabalha com o significado e a função das experiências internas.

    No caso da depressão, a terapia ajuda a identificar padrões de pensamento que reforçam a desesperança e a falta de energia — permitindo que a pessoa reconstrua a relação com o prazer e com o próprio valor. Já nos transtornos de ansiedade, o foco está em entender as situações que ativam o sistema de alerta e ensinar o corpo a perceber que pode estar seguro mesmo diante de incertezas. É um processo de reaprendizado emocional.

    Quando há traumas, o trabalho costuma ser mais delicado, porque o cérebro guarda essas memórias como se o perigo ainda estivesse acontecendo. Técnicas baseadas em evidências — como Terapia Cognitivo-Comportamental, Terapia Focada nas Emoções, DBT ou EMDR — ajudam o paciente a revisitar essas experiências de forma segura, integrando o que foi vivido sem reviver a dor. É o que permite transformar um “bloqueio” em aprendizado e libertação.

    Talvez valha refletir: o que dentro de você ainda reage como se o passado estivesse acontecendo agora? E o que você sente falta de entender sobre o que viveu? Essas perguntas costumam abrir o caminho da cura com mais clareza do que qualquer conselho pronto.

    Buscar terapia é um ato de coragem — e, com o acompanhamento certo, é possível reorganizar a mente, aliviar o sofrimento e reencontrar o sentido da vida. Caso precise, estou à disposição.


  • Boa tarde, minha filha fe dez anos relatou que a amiga dela também de dez anos se declarou para ela,

    Boa tarde, minha filha fe dez anos relatou que a amiga dela também de dez anos se declarou para ela, a resposta de minha filha foi o que eu já esperava: que é hetero e que não é assunto para idade delas, desde então a amiga tem investido na minha filha e ela estar bem incomodada, mas gosta muita da amiga e não quer magoa-la.
    Minha filha conversa sobre tudo comigo temos uma relação de muito diálogo, porém ela falou que a amiga não fala com os pais sobre sexualidade e disse que tem muito medo de falar sobre os sentimentos dela.
    Minha dúvida é se eu converso com a mãe sobre o que aconteceu para que a mãe possa orienta-la ou se deixo como estar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? A forma como você descreve a situação mostra que sua filha tem uma relação muito saudável com você, e isso é um dos maiores fatores de proteção emocional na infância. Aos dez anos, crianças ainda estão compreendendo o que sentem, e declarações como essa da amiga muitas vezes não têm o mesmo significado que teriam na adolescência ou na vida adulta. Para sua filha, o que está causando incômodo não é o tema em si, mas a insistência da amiga e o medo de magoá-la. Esse desconforto merece ser acolhido.

    É importante fazer uma pequena correção conceitual que ajuda a clarear o cenário: demonstrações de afeto ou admiração nessa idade não definem orientação sexual, nem representam uma relação afetiva madura. São movimentos emocionais próprios do desenvolvimento, que deveriam ser acompanhados por adultos de forma leve e sem dramatização. O que sua filha já fez — colocar limites de modo respeitoso — está completamente adequado para a idade. O que você sentiu quando ela te contou isso? E o que acredita que ela mais precisa de você nesse momento: proteção, orientação ou apenas a segurança de ser ouvida?

    A dúvida sobre conversar ou não com a mãe da outra menina é delicada, e vale considerar duas coisas. Primeiro: sua filha está confortável com essa possibilidade ou ficaria mais ansiosa caso a amiga soubesse que você falou com os pais dela? Segundo: sua intenção é ajudar, mas é importante garantir que essa conversa não gere exposição ou desconforto maior para ambas as crianças. Como você imagina que seria essa conversa caso acontecesse? E o que gostaria que a outra mãe soubesse sobre o tom cuidadoso que você está tentando preservar?

    Em muitos casos, o melhor primeiro passo é orientar sua própria filha sobre como reafirmar seus limites com gentileza, mantendo a amizade sem assumir responsabilidades emocionais que não pertencem a ela. Se a situação continuar ou ultrapassar o limite de bem-estar da sua filha, aí sim conversar com a mãe da outra menina pode ser um caminho — com muito cuidado, focando no bem-estar das duas e não na “confissão” da amiga.

    Você está conduzindo tudo de forma muito sensível, e isso faz diferença enorme na maneira como sua filha aprende a lidar com limites, afeto e respeito.

    Caso precise, estou à disposição.


  • O que eu faço com um filho com depressão e que não quer tratamento? E que tem medo de comer ou bebe

    O que eu faço com um filho com depressão e que não quer tratamento?
    E que tem medo de comer ou beber tudo que faço?
    Não sei mais o que fazer me ajudem por favor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Imagino o quanto isso deve estar sendo angustiante para você. Ver um filho sofrendo, recusando ajuda e ainda com medo até de comer ou beber o que você oferece costuma deixar qualquer mãe ou pai com a sensação de impotência. O que você descreve sugere um sofrimento emocional importante, e esse medo em relação à comida pode indicar que ele está vivendo um nível alto de ansiedade ou até pensamentos de desconfiança que merecem atenção cuidadosa.

    Quando a pessoa não quer tratamento, muitas vezes não é falta de vontade simples. Pode existir medo, desconfiança, sensação de perda de controle ou até dificuldade de reconhecer o que está acontecendo. O cérebro, nesses casos, tenta se proteger evitando aquilo que parece ameaçador, inclusive ajuda. Forçar diretamente pode aumentar a resistência, mas ignorar também não é o caminho. O equilíbrio costuma estar em manter proximidade, acolhimento e abrir espaço para conversa sem confronto.

    Talvez seja importante se perguntar: ele consegue falar sobre o que sente ou se fecha completamente? Esse medo de comer parece ligado a alguma ideia específica, como medo de contaminação ou de algo acontecer com ele? Em algum momento ele já demonstrou abertura, mesmo que pequena, para receber ajuda?

    Diante desse cenário, além do cuidado emocional, uma avaliação com psiquiatra pode ser muito importante, principalmente se houver recusa alimentar ou desconfiança intensa. Em alguns casos, quando há risco à saúde, a família pode precisar buscar ajuda mesmo sem o consentimento inicial, sempre com orientação profissional. Ao mesmo tempo, a psicoterapia pode ajudar a construir esse vínculo aos poucos, respeitando o ritmo dele, mas sem deixar de agir.

    Você não precisa lidar com isso sozinha. Esse tipo de situação pede uma rede de cuidado estruturada, e quanto antes isso for organizado, maiores são as chances de ajudar seu filho a sair desse estado.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Boa noite , estou sendo acompanhado com psiquiatra e psicólogo e tomando medicação, tive crises de a

    Boa noite , estou sendo acompanhado com psiquiatra e psicólogo e tomando medicação, tive crises de ansiedade e pânico , depois de alguns dias venho sentindo sensação de irrealidade , como se estivesse num sonho , ambiente estranho e sinto muito medo disso , parece não ter fim , queria saber se isto é normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? O que você descreve é extremamente angustiante, e dá para sentir o quanto essa sensação de “irrealidade” tem abalado seu dia a dia. Muitas pessoas que passam por crises de ansiedade e pânico relatam exatamente esse mesmo fenômeno depois: uma espécie de viver “por trás de um vidro”, como se tudo estivesse estranho, distante ou onírico. Isso se chama desrealização ou despersonalização, e embora seja assustador, é um sintoma comum em períodos de grande ativação emocional.

    Quero apenas ajustar uma ideia importante: sentir desrealização não significa que você está “perdendo o controle”, “ficando louco” ou entrando em algo permanente. Na verdade, é uma reação do sistema nervoso que, após crises intensas, fica tão sobrecarregado que começa a funcionar no modo proteção. É como se o cérebro reduzisse a intensidade emocional para evitar outro pico de pânico — um mecanismo desconfortável, mas compreensível. Como você percebe seu corpo antes dessas sensações surgirem? Elas aparecem mais em momentos de silêncio, cansaço ou quando você tenta se observar demais? E quando você conversa com alguém ou se ocupa com algo, isso muda?

    O medo de que “não tenha fim” costuma ser alimentado pela própria ansiedade, porque ela tenta prever cenários ruins para se proteger — e acaba criando um ciclo. O fato de você já estar em acompanhamento com psiquiatra e psicólogo é o caminho mais adequado, sobretudo porque eles podem ajustar a medicação e as estratégias terapêuticas conforme essa fase evolui. O que você já conseguiu notar de melhora desde o início do tratamento? E o que você sente que ainda te deixa mais vulnerável nesses episódios?

    Essas sensações costumam diminuir bastante quando o sistema nervoso volta a entender que você está seguro. Não é imediato, mas é possível. Continue compartilhando isso nas suas consultas — sintomas de desrealização são parte do quadro, não exceção — e vá observando como seu corpo reage ao longo dos dias.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Bom dia acabei de dar uma crise ansiedade ou nem sei o que e isso sinto muita falta de ar como se fo

    Bom dia acabei de dar uma crise ansiedade ou nem sei o que e isso sinto muita falta de ar como se fosse uma pressão muito grande subindo na minha cabeça e sem ar nariz entope e é derretendo dormindo já acordo correndo pra fora no quintal porq não aguento ficar dentro de casa impressão e q viu morrer alguém pode me ajudar pelo amor de Deus

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Bom dia, tudo bem?

    O que você descreve é muito intenso e assustador, e dá mesmo a sensação de que algo grave está acontecendo no corpo. Esses episódios com falta de ar, pressão na cabeça, nariz entupido e essa urgência de sair correndo costumam aparecer em crises de ansiedade ou pânico. O corpo entra em um estado de alerta tão alto que parece que não vai dar conta, como se estivesse em perigo imediato.

    Na hora da crise, o sistema nervoso acelera tudo: respiração, batimentos, tensão muscular. Isso pode dar essa sensação de sufoco, de pressão e até a impressão de que você vai morrer. Mas, apesar de parecer muito real, não é perigoso do ponto de vista físico naquele momento. É o corpo reagindo como se precisasse fugir de algo, mesmo sem um risco real ali.

    Quero te perguntar algo importante: isso tem acontecido com frequência? Esses episódios começam de repente ou você percebe algum sinal antes? E depois que passa, você fica com medo de acontecer de novo?

    Mesmo sendo ansiedade, isso precisa ser cuidado. Uma avaliação médica é importante para descartar qualquer causa física, principalmente por causa da falta de ar. E a psicoterapia ajuda muito a entender o que está ativando essas crises e a ensinar o corpo a sair desse estado de alerta. Em alguns casos, um psiquiatra também pode ajudar no início do tratamento.

    Quando o corpo chega nesse nível de intensidade, não é falta de controle seu. É um sistema que está tentando te proteger, mas acabou ficando sensível demais. Com o cuidado certo, isso pode melhorar bastante.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Eu tenho sentindo um vazio enorme sem sentimentos não tô conseguindo sentir nada pela minha namorada

    Eu tenho sentindo um vazio enorme sem sentimentos não tô conseguindo sentir nada pela minha namorada minha falta de empatia aumentou não consigo ligar pra mais nada meu coração e mente dizem pra mim desistir terminar pq o amor sumiu e não consigo sentir nada por ela mais eu quero ficar com ela,ela é perfeita,tenho lutado contra isso todos os dias e anda me sinto triste diariamente e não consigo sentir nada por ela sinto que tô ficando frio demais, é uma luta constante oq pode ser isso??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?

    O que você está descrevendo é mais comum do que parece, embora seja muito angustiante viver isso por dentro. Essa sensação de vazio, de “não sentir nada”, muitas vezes não significa ausência real de sentimentos, mas sim um tipo de bloqueio emocional. É como se o sistema emocional estivesse “desligando o volume” para tentar lidar com algo que está pesado demais.

    Quando a mente entra nesse estado, ela pode começar a interpretar isso de forma muito literal, como “o amor acabou”, “não sinto mais nada”, “preciso terminar”. Mas nem sempre essa conclusão reflete a realidade do vínculo, e sim o estado interno que você está vivendo. Em alguns momentos, o cérebro entra em modo de proteção, diminuindo emoções para evitar sobrecarga, e isso pode afetar inclusive a forma como você percebe quem você ama.

    Queria te convidar a olhar com calma para algumas coisas: esse vazio começou de repente ou foi aos poucos? Você percebe isso só no relacionamento ou em outras áreas da sua vida também? Quando você pensa em perder ela de fato, o que surge dentro de você, mesmo que seja sutil? Às vezes, não é que o sentimento acabou, mas sim que ele ficou inacessível naquele momento.

    Outro ponto importante é essa tristeza que você mencionou. Quando o vazio vem acompanhado de desânimo, apatia e dificuldade de sentir prazer, pode estar relacionado a um quadro emocional mais amplo, como um estado depressivo ou até um esgotamento emocional. Nesses casos, não é só sobre o relacionamento, mas sobre como você está se sentindo consigo mesmo e com a vida.

    Talvez o mais importante agora não seja tomar decisões definitivas, mas entender o que está acontecendo com você. Decidir terminar um relacionamento no meio de um estado emocional assim pode ser como tentar enxergar o caminho com a luz apagada.

    Se fizer sentido, a terapia pode te ajudar muito a organizar isso com mais clareza, separar o que é sentimento, o que é medo, o que é bloqueio e o que é realmente decisão. Caso precise, estou à disposição.


  • Meu filho sofre de depressão por achar se feio mas ele é um homem lindo. Como resolver isso '?

    Meu filho sofre de depressão por achar se feio mas ele é um homem lindo. Como resolver isso '?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    Imagino o quanto deve ser difícil para você ver seu filho sofrendo dessa forma, principalmente quando, no seu olhar, ele é alguém bonito e cheio de valor. Mas existe um ponto importante aqui: quando a pessoa está deprimida, a forma como ela se enxerga não segue a lógica externa. Não é uma questão de “ser bonito ou não”, é como se o filtro interno estivesse distorcido, puxando a percepção sempre para o lado negativo.

    Na depressão, é comum que a autoimagem fique bastante comprometida. O cérebro passa a selecionar mais facilmente informações que confirmem uma visão crítica de si mesmo e a ignorar ou desvalorizar qualquer evidência contrária. Então, mesmo que você diga que ele é bonito, isso pode não ter o efeito esperado, não por falta de verdade, mas porque a forma como ele se percebe está influenciada pelo estado emocional.

    Talvez seja importante observar: como ele fala de si mesmo no dia a dia? Ele se compara muito com outras pessoas? Evita situações sociais ou exposição? E quando você elogia, ele consegue receber ou tende a rejeitar ou minimizar? Essas pistas ajudam a entender melhor o que está acontecendo por dentro.

    O caminho, nesse caso, não costuma ser convencer ele de que é bonito, mas ajudá-lo a construir uma relação mais saudável com a própria imagem e com o próprio valor. A terapia pode ser bastante importante nesse processo, porque trabalha essas crenças mais profundas sobre si mesmo, que muitas vezes vão além da aparência.

    Se ele for menor de idade, sua presença e apoio são fundamentais, inclusive incentivando esse cuidado de forma acolhedora. E, dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação com psiquiatra também pode ser indicada para complementar o tratamento.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Minha dúvida é, geralmente tenho muito medo do tempo, futuro ou morte.. sim, de perceber o tempo pas

    Minha dúvida é, geralmente tenho muito medo do tempo, futuro ou morte.. sim, de perceber o tempo passar, de ver ruas, casas e pessoas envelhecerem, medo das pessoas em minha volta falecerem e como cada dia que passa é menos um dia para todos que eu amo e para mim mesmo, por mais que eu saiba que a morte e o tempo são coisas que não conseguimos controlar, e tudo isso se intensificou quando soube que uma pessoa da família está com uma doença muito grave. Resumindo, o medo da morte e do tempo podem significar que estou desenvolvendo ansiedade? algumas vezes sinto tonturas e coceiras em meu corpo sem nenhum motivo aparente também.. Nunca fui em um especialista ser avaliada e meu objetivo aqui é saber como devo proceder nessa situação, se é algo normal ou se devo realmente realizar uma consulta com um especialista.

    Obrigada pela atenção de todos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Que bom que você trouxe isso, de verdade.

    O que você está descrevendo é um tipo de medo muito profundo, que tem mais a ver com consciência do tempo e da finitude do que com algo “fora do normal”. Em alguns momentos da vida, especialmente quando nos deparamos com a doença de alguém próximo, essa percepção fica muito mais intensa. É como se o cérebro deixasse de tratar a morte como algo distante e passasse a enxergar isso como algo real e possível agora. Isso pode, sim, aumentar bastante a ansiedade.

    Sobre a sua dúvida, esse medo por si só não significa automaticamente que você está desenvolvendo um transtorno de ansiedade. Mas a forma como isso está aparecendo, com intensidade, frequência e junto de sintomas físicos como tontura e coceiras, pode indicar que seu sistema emocional está sobrecarregado. O corpo, quando entra em estado de alerta constante, começa a responder fisicamente, mesmo sem um motivo aparente imediato.

    Existe também um ponto importante aqui: saber racionalmente que não temos controle sobre o tempo e a morte não acalma necessariamente o cérebro emocional. São sistemas diferentes. Uma parte sua entende, mas outra continua tentando prever, evitar ou se preparar para algo que, na prática, é imprevisível. E essa tentativa de controle pode acabar alimentando ainda mais a angústia.

    Talvez seja interessante se perguntar: quando esses pensamentos surgem, você tenta afastá-los ou acaba mergulhando neles? Você percebe se sua mente começa a imaginar cenários, perdas, despedidas? E como seu corpo reage nesses momentos? Fica mais acelerado, inquieto, tenso?

    Buscar uma avaliação com um psicólogo pode ser um passo muito importante, não porque há algo “errado” em você, mas porque esse tipo de angústia merece um espaço estruturado para ser compreendido. A terapia pode te ajudar a lidar com esses pensamentos de forma mais saudável, reduzindo o impacto emocional e físico. Se os sintomas físicos persistirem ou aumentarem, também pode ser interessante uma avaliação médica para complementar esse cuidado.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Então eu acabei mexendo no celular da minha namorada e vendo algumas coisas que não queria do passad

    Então eu acabei mexendo no celular da minha namorada e vendo algumas coisas que não queria do passado dela com dois ex que ela teve, um foi de 9 anos e o outro foi de 1, aí depois veio eu e ela é minha primeira namorada. Acho que eu fiz mau de ter falado pra ela que vi as antigas conversas, fotos, porém ela disse que tá bem, mas eu sei que não no fundo não está, os dois relacionamentos anteriores dela forma bem conturbados e eu não sei o que eu faço, tô me sentindo muito mau

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? A situação que você descreve toca em dois pontos muito delicados: a invasão da privacidade dela e o impacto emocional que isso gerou em você ao ver algo que pertence ao passado dela. Quando alguém olha o celular do parceiro, na maioria das vezes não é por maldade, mas por insegurança, medo de perder ou curiosidade misturada com ansiedade. Só que, mesmo assim, esse gesto pode abrir portas internas que machucam os dois — e é compreensível que você esteja se sentindo mal agora.

    Quero ajustar uma ideia importante: o que você viu não fala sobre quem ela é hoje com você, mas sobre histórias que ela viveu antes de te conhecer. O fato de ela ter dito que está bem não significa que não tenha ficado chateada, mas também não quer dizer que isso vá abalar a relação. Às vezes, a pessoa só precisa de um tempo para organizar internamente o que sentiu. O que exatamente surgiu dentro de você quando viu aquelas mensagens e fotos? Foi ciúme, comparação, medo de não ser suficiente ou uma sensação de estar “invadindo” um lugar que não deveria?

    Queria te convidar a refletir também sobre outra parte dessa história: você é o primeiro namorado dela depois de dois relacionamentos difíceis, e isso provavelmente te colocou numa posição emocional frágil, onde qualquer vestígio do passado dela parece ameaçador. Mas vínculos novos não seguem a lógica de vínculos antigos. O que te fez acreditar que o passado dela diminui o que vocês estão construindo agora? E, se você pudesse expressar para ela o que realmente sentiu — sem culpa, sem acusação — o que gostaria que ela entendesse?

    O mais importante agora é usar essa situação como oportunidade de diálogo honesto. Não para justificar a invasão, mas para explicar o que te levou a isso e o quanto você está comprometido em reconstruir confiança. História passada não define destino futuro, e a forma como vocês conversarem sobre isso pode fortalecer, não enfraquecer, o vínculo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Estou em um relacionamento relativamente recente, uns 3 meses. A minha namorada se sente desconfortá

    Estou em um relacionamento relativamente recente, uns 3 meses. A minha namorada se sente desconfortável com a ideia de eu passar a tarde na casa da minha melhor amiga, e expressou de forma clara o seu desconforto, medo e insegurança, mas não quero deixar de sair com a minha melhor amiga. O que fazemos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem? Situações como essa costumam gerar um conflito interno grande, porque de um lado existe a importância da amizade e, do outro, o cuidado com os limites emocionais da relação. O desconforto da sua namorada não significa necessariamente um desejo de controle; muitas vezes ele nasce de experiências passadas, inseguranças ou até da dificuldade natural de lidar com vínculos muito próximos do parceiro. Ao mesmo tempo, abrir mão de uma amizade importante pode gerar ressentimento — então a solução não está em escolher um lado, mas em entender o que essa situação desperta em cada um.

    Existe uma correção conceitual importante aqui: desconforto não é proibição. Ela expressar medo e insegurança não significa que você precise eliminar sua vida social, mas que esse medo precisa ser compreendido e acolhido. O que exatamente ela teme que aconteça quando você passa a tarde com sua amiga? E o que essa amizade representa para você, de um jeito que talvez ela ainda não tenha conseguido enxergar? Essas conversas ajudam a transformar o conflito em construção, não em disputa.

    Talvez seja útil você se perguntar também: em que momentos ela se sente mais vulnerável nessa história? Há algo no comportamento de vocês três — mesmo que sutil — que poderia estar reforçando essa insegurança? E, se houvesse uma forma de conciliar sua amizade sem que ela se sentisse em segundo plano, como você imagina que isso seria na prática?

    Relações recentes exigem ajustes delicados. Não se trata de escolher entre sua namorada e sua melhor amiga, mas de criar um espaço onde transparência, respeito e previsibilidade deixem claro que cada vínculo tem seu lugar. Quando isso acontece, a insegurança diminui naturalmente. Talvez vocês possam conversar sobre limites que façam sentido para ambos, de forma madura, sem imposições.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Jogar futebol pode curar a depressão? Ou é necessário tratamento também? E mais uma pergunta, como o

    Jogar futebol pode curar a depressão? Ou é necessário tratamento também? E mais uma pergunta, como o pensamento suicida evolui em uma pessoa depressiva? E esse pensamento pode aparecer em qualquer fase da depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?

    Jogar futebol, ou qualquer atividade física, pode ajudar bastante no enfrentamento da depressão. O exercício libera substâncias que melhoram o humor, regula o sono e pode trazer uma sensação de vitalidade que, muitas vezes, está reduzida nesse quadro. Mas é importante ser direto aqui: atividade física não costuma “curar” a depressão sozinha, principalmente quando os sintomas já estão mais intensos. Ela funciona melhor como parte de um cuidado mais amplo, que pode incluir psicoterapia e, em alguns casos, acompanhamento psiquiátrico.

    Sobre os pensamentos suicidas, eles não aparecem da mesma forma para todo mundo. Em muitas pessoas, eles começam de forma mais sutil, como um cansaço profundo de existir ou a sensação de que “não faz mais sentido continuar”. Com o tempo, se o sofrimento aumenta e a pessoa se sente cada vez mais sem saída, esses pensamentos podem se tornar mais frequentes e até mais estruturados. Não é algo automático, mas é um processo que merece atenção.

    E sim, esses pensamentos podem surgir em diferentes fases da depressão. Às vezes aparecem quando a pessoa está muito esgotada emocionalmente, mas em outros casos podem surgir justamente quando há um pouco mais de energia, porque a pessoa passa a ter mais capacidade de agir sobre aquilo que antes era só um sentimento difuso. Por isso, a intensidade da dor nem sempre é o único fator de risco.

    Fico pensando: quando você fala sobre isso, é algo mais informativo ou você tem percebido esse tipo de pensamento em você ou em alguém próximo? E, no seu dia a dia, existem momentos em que você sente algum alívio, mesmo que pequeno, ou a sensação é de peso constante?

    Se houver qualquer proximidade com esse tipo de pensamento, é importante não lidar com isso sozinho. A terapia ajuda a entender o que está por trás desse sofrimento e a construir outras formas de lidar com ele. Em alguns casos, o apoio psiquiátrico também pode ser necessário para estabilizar o quadro.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?

    Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?

    Ter crises de pânico todos os dias não é algo considerado esperado, e isso costuma indicar que o seu sistema emocional está em um nível de sobrecarga importante. A crise de pânico é uma resposta intensa do corpo, como se ele estivesse reagindo a um perigo iminente, mesmo quando não há uma ameaça real naquele momento. Quando isso se repete com tanta frequência, o próprio medo de ter uma nova crise pode começar a manter esse ciclo ativo.

    Do ponto de vista do funcionamento do cérebro, áreas ligadas ao alarme e à sobrevivência ficam hiperativadas, enquanto a parte que ajuda a avaliar a situação com mais calma perde um pouco de força naquele momento. Por isso a sensação é tão real e tão assustadora. O corpo dispara, o coração acelera, a respiração muda, e a mente tenta dar sentido a tudo isso, muitas vezes imaginando o pior cenário.

    Agora, mais importante do que só entender o mecanismo, é observar o padrão. As crises acontecem em horários ou situações específicas? Existe algum pensamento ou sensação corporal que costuma vir antes? O que você faz quando percebe que a crise está começando? E entre uma crise e outra, como você fica, mais tenso, em alerta, tentando evitar que aconteça de novo?

    Um quadro assim merece atenção e cuidado. A psicoterapia pode ajudar bastante a quebrar esse ciclo, e em alguns casos uma avaliação com psiquiatra também pode ser importante, especialmente quando as crises são tão frequentes. Com o acompanhamento adequado, é possível reduzir a intensidade e a frequência dessas crises ao longo do tempo.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Olá. Sempre que entro em algum carro (uber, carona..) eu passo mal. A respiração fica fraca, a boca

    Olá. Sempre que entro em algum carro (uber, carona..) eu passo mal. A respiração fica fraca, a boca fica seca, às vezes até sinto sensação de asfixia e membros formigando. Melhora assim que eu desço do carro. Tem chances de ser algo físico ou fisiológico ou é claramente emocional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve tem características muito típicas de uma resposta de ansiedade mais intensa, especialmente algo próximo de uma reação de pânico em um contexto específico, como estar dentro de um carro. O corpo entra em estado de alerta, como se estivesse diante de um risco, mesmo que racionalmente você saiba que não há perigo. Nessa hora, a respiração muda, o nível de oxigênio e gás carbônico se altera, e isso pode gerar exatamente essas sensações de falta de ar, boca seca, formigamento e até a impressão de asfixia.

    O fato de melhorar logo ao sair do carro também é um indicativo importante. O cérebro parece estar associando aquele ambiente a uma sensação de ameaça, e quando você sai, ele entende que o “perigo” passou. Isso não significa que seja “só emocional” no sentido de algo menor ou imaginário. Pelo contrário, é uma reação fisiológica real, disparada por um sistema emocional que está tentando te proteger.

    Ainda assim, é sempre prudente considerar uma avaliação médica para descartar causas físicas, especialmente se esses sintomas também aparecem em outros contextos ou vieram acompanhados de alguma mudança recente no seu corpo. Mas, quando esse padrão é tão específico como você descreveu, a chance de ter uma base ansiosa é bem alta.

    Talvez valha a pena se perguntar: quando você está entrando no carro, o que passa pela sua mente, mesmo que de forma rápida? Existe algum medo específico, como perder o controle, passar mal, ficar preso ou não conseguir sair? E você percebe se tenta controlar muito a respiração nesses momentos?

    Essas experiências costumam melhorar bastante quando a gente aprende a entender e regular essas respostas do corpo, ao invés de lutar contra elas. Um processo terapêutico pode te ajudar a mapear esses gatilhos e desenvolver formas mais seguras de lidar com essa sensação.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Olá , tenho uma filha de dois anos , mas sinto que nunca me curei da depressão pós parto , estou a c

    Olá , tenho uma filha de dois anos , mas sinto que nunca me curei da depressão pós parto , estou a cada dia mais triste e sem motivações , me sinto muito irritada o tempo todo e não sinto prazer em absolutamente nada , não tenho mais paciência com minha filha e sinto que estou começando a rejeita-la , minha vida não tem mais sentido e só ainda não cometi o suicídio por que não tem quem cuide da minha filha caso eu faça isso , mas odeio a minha vida com todas as forças e desejo morrer todos os dias , estou desesperada o que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você está vivendo é muito sério e, ao mesmo tempo, muito humano dentro de um quadro como a :contentReference[oaicite:0]{index=0}. Às vezes, ela não aparece só nos primeiros meses e pode se prolongar ou até se intensificar com o tempo, principalmente quando não houve espaço suficiente para cuidado e tratamento. Esse vazio, essa irritação constante e essa sensação de que a vida perdeu o sentido não são sinais de fraqueza, são sinais de sofrimento profundo que precisa de atenção.

    Quero te dizer algo com muito cuidado: o fato de você ainda estar aqui por causa da sua filha mostra que existe uma parte sua que ainda está lutando, mesmo exausta. E essa parte importa muito. Ao mesmo tempo, esses pensamentos de morte e o desespero que você descreve indicam que você não deveria enfrentar isso sozinha. Seu cérebro, nesse momento, está funcionando como se estivesse preso em um estado de dor contínua, e isso distorce a forma como você enxerga a vida e até o vínculo com sua filha.

    Talvez seja importante se perguntar com gentileza: em que momento você começou a se sentir assim? Houve alguma fase em que você se sentia um pouco mais conectada com sua filha ou com a vida? Quando você percebe essa irritação surgindo, o que parece estar por trás dela, cansaço, sobrecarga, sensação de estar sozinha? Essas respostas ajudam a entender que não é “falta de amor”, mas sim um sistema emocional sobrecarregado.

    Sobre a sensação de rejeição em relação à sua filha, isso costuma gerar muita culpa, mas muitas vezes não é rejeição verdadeira. É como se o seu sistema emocional estivesse tão esgotado que não consegue acessar o afeto naquele momento. O amor não necessariamente desapareceu, ele pode estar encoberto por uma camada muito espessa de dor, exaustão e desesperança.

    Neste ponto, é realmente importante buscar ajuda com prioridade. Um acompanhamento psicológico pode te ajudar a organizar tudo isso com mais clareza, mas também seria muito indicado conversar com um psiquiatra, porque, em quadros assim, o suporte medicamentoso pode ser fundamental para estabilizar esse estado e te dar um pouco de alívio para conseguir se reconstruir emocionalmente.

    E algo muito direto, porque isso não pode ser ignorado: você não precisa esperar piorar para pedir ajuda urgente. Existe alguém de confiança com quem você possa falar hoje? Um familiar, um amigo, alguém que possa estar com você nesse momento? Às vezes, o primeiro passo não é resolver tudo, mas garantir que você não fique sozinha enquanto está passando por isso.

    Esse momento que você está vivendo pode mudar, mesmo que agora pareça impossível. Mas para isso, você precisa de suporte real, não só força de vontade. Caso precise, estou à disposição.


  • Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sin

    Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sinto sozinho, angustiado e cansado, pode ser depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você descreve não é algo pequeno, nem passageiro no sentido simples da palavra. Sentir tristeza na maior parte do tempo, chorar com frequência, se perceber sozinho, angustiado e cansado aponta para um sofrimento emocional significativo, e sim, pode estar relacionado a um quadro depressivo. Mas mais importante do que o rótulo é entender que o seu sistema emocional está sobrecarregado e pedindo ajuda de alguma forma.

    Na depressão, o cérebro tende a reduzir a energia, o interesse e até a capacidade de sentir prazer, como se estivesse tentando economizar recursos diante de algo que ele percebe como pesado demais. Ao mesmo tempo, os pensamentos costumam ficar mais negativos e repetitivos, o que alimenta ainda mais esse ciclo. Não é falta de força, nem “fraqueza”, é um funcionamento que envolve tanto aspectos emocionais quanto biológicos.

    Fico pensando com você: essa tristeza tem algum momento do dia em que piora ou melhora? Existe algo que ainda consegue te dar algum alívio, mesmo que pequeno? E quando você está com outras pessoas, essa sensação muda ou permanece igual?

    Diante da intensidade e frequência que você descreveu, é importante buscar um acompanhamento mais próximo. A psicoterapia pode te ajudar a entender o que está por trás disso e começar a reorganizar esse funcionamento interno. Em alguns casos, também pode ser interessante uma avaliação com psiquiatra para entender se há necessidade de suporte medicamentoso, principalmente quando o sofrimento está muito constante.

    Você não precisa continuar lidando com isso sozinho(a). Existe um caminho possível de compreensão e mudança, mesmo que agora pareça difícil enxergar isso.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Não tenho vontade de fazer nada não consigo me alimentar direito e tenho medo de sair de casa sinto

    Não tenho vontade de fazer nada não consigo me alimentar direito e tenho medo de sair de casa sinto que alguma coisa ruim vai acontecer, e acabo passando isso para meus filhos por achar que se eles saírem vai acontecer alguma coisa. Demoro a dormir e durmo pouco durante o dia percebi que estou perdendo peso. Vivo de um jeito que parece que nada mas faz sentido já desejei perder a memória e lembrar só dos meus. Se não fossem eles acho que nem aqui estaria mais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Oi, tudo bem?

    O que você descreve é um estado de sofrimento intenso que vai além de um momento difícil. Essa falta de vontade, a dificuldade para se alimentar, o medo constante de que algo ruim aconteça, o sono desregulado e a perda de peso mostram que seu sistema emocional está em alerta contínuo, como se estivesse tentando te proteger o tempo todo, mas acabou te deixando exausta. Quando o cérebro entra nesse modo, ele começa a enxergar perigo onde antes havia neutralidade, e a vida vai ficando cada vez mais limitada.

    Esse medo de sair de casa e de que algo aconteça com seus filhos costuma estar ligado a uma ansiedade muito elevada, quase como se a mente estivesse tentando antecipar riscos o tempo todo para evitar dor. Só que, nesse processo, ela começa a aprisionar você e, sem querer, acaba passando essa sensação para eles também. Não é falta de controle ou fraqueza, é um sistema de proteção funcionando de forma exagerada.

    Ao mesmo tempo, quando você fala que nada mais faz sentido e que já pensou em não estar mais aqui, isso acende um sinal importante. Existe uma parte sua muito cansada, querendo que a dor pare, não necessariamente que a vida acabe. E o fato de você ainda se manter aqui por causa dos seus filhos mostra que existe um vínculo e um valor muito forte aí dentro, mesmo que hoje esteja difícil sentir isso com clareza.

    Queria te convidar a observar com cuidado: esse medo constante começou em algum momento específico ou foi crescendo aos poucos? Você percebe que ele aumenta mais quando está sozinha ou em determinados horários? E quando você imagina um dia um pouco diferente, mesmo que pequeno, o que mudaria primeiro? Essas perguntas não são para você ter respostas prontas, mas para começar a entender melhor o que está acontecendo dentro de você.

    Diante de tudo isso, é realmente importante que você não enfrente isso sozinha. Um acompanhamento psicológico pode te ajudar a organizar esses pensamentos e emoções, e um psiquiatra pode avaliar se há necessidade de um suporte medicamentoso para reduzir essa intensidade que você está vivendo. Esse tipo de quadro tem tratamento, mas precisa de cuidado adequado.

    E quero te falar de forma direta e cuidadosa: se esses pensamentos de não estar mais aqui voltarem com mais força, procure ajuda imediata. Se possível, fale com alguém de confiança ainda hoje, alguém que possa estar perto de você. Existe também o Centro de Valorização da Vida pelo número 188, que funciona 24 horas. Às vezes, o primeiro passo não é resolver tudo, mas garantir que você não esteja sozinha nesse momento.

    Isso que você está vivendo pode mudar, mesmo que agora pareça que não. Mas você não precisa atravessar isso sozinha. Caso precise, estou à disposição.


  • Olá! Estou vivendo coisas boas na minha vida, e eu estou feliz e bem, experiências q eu nunca vivi.

    Olá! Estou vivendo coisas boas na minha vida, e eu estou feliz e bem, experiências q eu nunca vivi. Porém, não tem nada dando errado, e eu estou achando isso estranho, ser feliz, n ter muito pra reclamar, nem para ficar triste ou desapontada. Acho que nao estou conseguindo viver os momentos bons, pois parece tão irreal eu estar vivendo algo bom….

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Larissa Zani

    Olá, tudo bem?

    O que você está descrevendo é mais comum do que parece, especialmente quando alguém passa por fases difíceis por muito tempo e, de repente, começa a viver algo diferente. É como se o seu sistema emocional ainda estivesse “programado” para esperar problema, tensão ou frustração. Quando isso não aparece, a mente estranha, como se dissesse: “tem algo errado aqui”.

    Do ponto de vista psicológico e até neurobiológico, o cérebro aprende padrões. Se ele passou muito tempo lidando com dor, insegurança ou decepções, ele tende a continuar em estado de alerta, mesmo quando as coisas melhoram. A felicidade, nesse contexto, pode parecer quase irreal, não porque ela seja falsa, mas porque ainda não virou um estado familiar para você.

    Fico curioso com algumas coisas que podem te ajudar a se perceber melhor: quando você está vivendo esses momentos bons, o que passa na sua cabeça? Surge alguma expectativa de que algo ruim vai acontecer? Você consegue se permitir sentir o momento, ou parece que uma parte sua fica observando de fora, desconfiada?

    Existe também algo mais sutil aqui: às vezes, sem perceber, a gente se acostuma com a intensidade emocional das fases difíceis, e o “bem-estar” pode parecer sem graça ou estranho no começo. Mas isso não significa que está errado, significa que é novo. E tudo que é novo, o cérebro inicialmente trata com cautela.

    Talvez o movimento agora não seja tentar “forçar” sentir mais, mas ir se permitindo aos poucos reconhecer que esse momento é real e pode ser vivido com segurança. A terapia costuma ajudar bastante nesse processo, porque organiza essas transições internas e ajuda você a construir uma relação mais confortável com o próprio bem-estar.

    Caso precise, estou à disposição.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.