Perguntas do paciente (267)

  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Sim, a psicoterapia pode ajudar muito nessa situação. A impulsividade, a busca constante por novos livros e cursos, o perfeccionismo e a dificuldade de manter o foco no trabalho podem estar relacionados a padrões de comportamento que acabam prejudicando sua produtividade e gerando frustração. O processo terapêutico auxilia a compreender o que mantém esse ciclo, identificar os gatilhos que levam às distrações e desenvolver estratégias para melhorar a atenção, a organização e a capacidade de concluir tarefas. Além de favorecer o autoconhecimento, a psicoterapia ajuda a construir hábitos mais equilibrados, permitindo que o aprendizado deixe de competir com o trabalho e passe a contribuir de forma mais saudável para seus objetivos.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Dificuldade de concentração, agitação e pensamento acelerado podem estar relacionados a diferentes fatores, como estresse, ansiedade, privação de sono ou outras condições que afetam a atenção. O primeiro passo é observar se esses sintomas são frequentes, em quais situações aparecem e quanto estão interferindo no seu desempenho e bem-estar. Manter uma rotina organizada, fazer pausas durante o trabalho, reduzir distrações e cuidar do sono pode ajudar, mas, quando os sintomas persistem, é importante buscar uma avaliação profissional. A psicoterapia desempenha um papel fundamental nesse processo, pois ajuda a identificar os fatores que contribuem para essas dificuldades, desenvolver estratégias para melhorar a concentração, lidar com a agitação mental e promover um funcionamento mais equilibrado no dia a dia.


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Sim, esse tipo de experiência pode estar relacionado ao Toc. Pessoas com TOC frequentemente interpretam pensamentos involuntários como se eles revelassem desejos, intenções ou verdades sobre si mesmas, o que gera culpa intensa e necessidade de encontrar uma explicação ou certeza. Ter imaginado, de forma hipotética, como sua vida poderia ter sido não significa, por si só, que você ainda tenha sentimentos por essa pessoa ou que tenha feito algo errado novamente. O sofrimento costuma surgir justamente pela interpretação dada ao pensamento, e não pelo pensamento em si. A psicoterapia é muito importante para ajudar a diferenciar pensamentos automáticos de intenções reais, reduzir a culpa excessiva e desenvolver uma relação mais saudável com essas dúvidas, diminuindo a necessidade de buscar certezas e permitindo que você siga em frente com mais tranquilidade.


  • Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi

    Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
    Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Sim, essa sensação pode acontecer no início do tratamento e, em muitas pessoas, tende a diminuir à medida que o organismo se adapta à medicação. Quando alguém conviveu por muito tempo com TAG, viver com menos ansiedade pode parecer estranho no começo, porque o estado de alerta constante acabou se tornando familiar. Com o tempo, é comum que essa tranquilidade passe a ser percebida como algo natural, sem a sensação de "não ser eu". A psicoterapia é muito importante nesse processo, pois ajuda a compreender essa transição, adaptar-se a essa nova forma de funcionamento e construir uma identidade que não esteja baseada na ansiedade. Como sua psiquiatra e sua psicóloga já acompanharam essa mudança e consideram essa reação esperada, vale continuar compartilhando com elas como você tem se sentido ao longo das próximas semanas, para que o tratamento siga sendo ajustado às suas necessidades.


  • Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta

    Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Não sou um profissional da DBT, mas pelo que você diz me parece que o foco apenas comportamental apenas da TCC não compreende mais as profundidades do seu sentimento. Pode ser que te ajude, porém qualquer outra abordagem que enfoque além de comportamentos pode te servir muito bem. Uma dica que posso te dar é ao invés de focar na abordagem, foque no profissional, em algum que você realmente se sinta a vontade de abrir as suas maiores intimidades. Fique a vontade pra me chamar caso necessite tirar mais dúvidas! Mas dê prioridade para o processo terapeutico, tem grandes potências de te ajudar!


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Antes de tudo, sinto muito pela experiência que você teve com aquele profissional. Uma resposta como a que você recebeu pode fazer a pessoa se sentir julgada justamente em um momento de vulnerabilidade, e isso pode dificultar a busca por ajuda.

    Pelo que você descreve, o fato de ter visto um conteúdo perturbador por alguns minutos e interrompido a visualização porque perdeu o interesse **não significa, por si só, que você tenha um desejo por esse tipo de conteúdo ou que tenha "voltado a ser uma viciada"**. A culpa intensa, a sensação de estar "suja" e o sofrimento prolongado parecem ser o que mais está causando impacto na sua vida. Como você já tem diagnóstico de Depressão e Ansiedade, essas condições podem aumentar a autocrítica e fazer com que um episódio isolado seja interpretado de forma muito mais severa do que ele realmente representa.

    A psicoterapia pode ser um recurso fundamental para ajudá-la a compreender a origem dessa culpa, elaborar essa experiência sem julgamentos e desenvolver uma relação mais saudável com sua sexualidade e com seus próprios pensamentos. O fato de uma experiência terapêutica anterior ter sido negativa não significa que esse será o padrão; encontrar um profissional com quem você se sinta respeitada e acolhida pode fazer uma grande diferença. Você não precisa enfrentar esse sofrimento sozinha, e há tratamento para que essa culpa deixe de ocupar tanto espaço na sua vida.


  • Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso ne

    Há 4 anos conheci uma garota, não chegamos a namorar, mas nunca esqueci ela, errei com ela, penso nela todo dia, até cheguei a namorar outra pessoa depois, mas nunca me senti feliz com o meu relacionamento recente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    O fato de você ainda pensar nessa pessoa após tantos anos pode indicar que essa história permaneceu emocionalmente aberta para você, seja por arrependimento, idealização ou pela sensação de que algo ficou inacabado. Isso pode dificultar o envolvimento em novos relacionamentos, pois parte da sua atenção e dos seus sentimentos continua voltada para o passado. A psicoterapia pode ser muito importante nesse processo, ajudando a compreender o significado dessa experiência, elaborar o que não foi resolvido e diferenciar a lembrança da idealização, favorecendo a construção de novos vínculos de forma mais livre, consciente e saudável.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Se você suspeita de Transtorno do Espectro Autista, Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade e possível Depressão, um bom primeiro passo é procurar um psicólogo ou um psiquiatra para uma avaliação inicial. Esses profissionais podem compreender seus sintomas, investigar o que está acontecendo e, se necessário, encaminhar para uma avaliação diagnóstica mais específica. A psicoterapia também é muito importante nesse processo, pois, além de auxiliar na compreensão das dificuldades emocionais e comportamentais, oferece suporte para lidar com os impactos dos sintomas no dia a dia, promovendo autoconhecimento e estratégias para melhorar a qualidade de vida, independentemente do diagnóstico final.


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Ficar lembrando com frequência de pessoas que já morreram e sentir muita pena pode fazer parte de um processo de sensibilidade diante das perdas e da finitude da vida. No entanto, quando esses pensamentos se tornam constantes, causam sofrimento e passam a interferir no bem-estar, é importante olhar para eles com mais atenção. A psicoterapia pode ser um recurso valioso para compreender o significado dessas lembranças, elaborar as emoções envolvidas e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a tristeza e a saudade, favorecendo uma relação mais equilibrada com essas memórias e com a própria vida.


  • Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando

    Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Reconhecer que esse comportamento se tornou repetitivo e está causando preocupação já é um passo importante. Mudanças importantes na vida, como a gravidez da parceira, podem gerar ansiedade, insegurança, estresse ou necessidade de buscar formas rápidas de alívio emocional, o que pode contribuir para o uso excessivo do celular e da pornografia. Quando esse comportamento passa a ocorrer de maneira difícil de controlar e interfere na rotina, no trabalho ou no relacionamento, é recomendável procurar um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra para uma avaliação mais completa.

    A psicoterapia é especialmente importante nesse processo, pois ajuda a compreender quais emoções, necessidades ou dificuldades estão relacionadas a esse comportamento, além de desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com ansiedade, estresse e impulsos. O tratamento costuma envolver autoconhecimento, identificação de gatilhos e fortalecimento de recursos emocionais para recuperar o equilíbrio e melhorar a qualidade dos relacionamentos e da vida cotidiana.


  • Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n

    Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    O que você descreve pode estar relacionado à ansiedade, especialmente quando a culpa leva à necessidade constante de buscar confirmação de que foi realmente perdoado. Em alguns casos, esse padrão também pode estar presente no TOC, quando surgem pensamentos repetitivos sobre o erro e um impulso intenso de obter alívio por meio de novas confissões ou pedidos de confirmação. No entanto, apenas uma avaliação profissional pode identificar o que está acontecendo. A boa notícia é que esse sofrimento pode ser trabalhado. A psicoterapia é fundamental para ajudar a compreender a origem dessa culpa, desenvolver formas mais saudáveis de lidar com o arrependimento e reduzir a necessidade de buscar reafirmações constantes, favorecendo o perdão a si mesmo e uma relação mais tranquila com o passado.


  • Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t

    Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    É compreensível que essa situação tenha despertado tristeza e confusão. O fato de seu namorado consumir pornografia em diferentes contextos, inclusive no trabalho, não permite concluir, por si só, que exista uma compulsão ou um vício. Para que isso seja avaliado, é necessário considerar fatores como perda de controle, dificuldade em reduzir o comportamento, sofrimento significativo e prejuízos na vida pessoal, profissional ou nos relacionamentos. Independentemente disso, o impacto emocional que essa descoberta teve em você é importante e merece ser acolhido. A psicoterapia pode ajudar tanto a compreender melhor seus sentimentos, expectativas e limites dentro da relação quanto a favorecer uma comunicação mais clara entre o casal. Caso esse comportamento esteja causando sofrimento ou prejuízo para ele, também pode ser benéfico que ele busque acompanhamento profissional para uma avaliação adequada.


  • Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon

    Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Sim, isso é possível. Quando uma pessoa recebe pouco afeto durante a infância, ela pode ter mais dificuldade para reconhecer, expressar ou confiar nos próprios sentimentos, fazendo com que perceba o amor apenas quando existe a possibilidade de perda. Isso não significa que seja incapaz de amar, mas que pode precisar de mais tempo para identificar e compreender suas emoções. À medida que desenvolve maior autoconhecimento, torna-se mais fácil reconhecer o que sente e construir vínculos mais seguros. Além disso, sentir-se amado e capaz de amar pode fortalecer a motivação e o senso de propósito, favorecendo a confiança para perseguir metas pessoais e enfrentar desafios. A psicoterapia é um recurso importante nesse processo, pois ajuda a compreender como as experiências afetivas influenciam a vida atual, fortalecer a autoestima e desenvolver formas mais saudáveis de viver os relacionamentos e investir nos próprios projetos de vida.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Boa tarde! Sim, isso pode fazer parte do processo terapêutico, embora não seja uma prática obrigatória ou igual para todos os profissionais. Alguns psicólogos utilizam materiais de apoio, como exercícios, registros, lembretes, cartões com estratégias de enfrentamento ou outros recursos para ajudar o paciente a lidar com momentos difíceis entre as sessões. Esses materiais podem ser úteis porque reforçam o que foi trabalhado na terapia e oferecem um ponto de apoio quando surgem ansiedade ou angústia, favorecendo a continuidade do cuidado no dia a dia. O mais importante é conversar abertamente com seu psicólogo sobre essa necessidade, pois a psicoterapia também envolve adaptar o processo às dificuldades e necessidades de cada pessoa, tornando o tratamento mais eficaz e acolhedor.


  • Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com

    Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    É natural sentir tristeza, culpa e ansiedade diante de uma mudança tão importante, especialmente quando envolve uma mãe de 75 anos que ficará sozinha. Isso não significa que você esteja fazendo algo errado, mas que está vivendo um momento de transição em que o desejo de construir sua própria vida convive com a preocupação por alguém que ama. Antes de tomar qualquer decisão movido apenas pela culpa, vale pensar em formas de manter o vínculo e o cuidado, como visitas frequentes, ligações, uma rede de apoio ou outras alternativas que ajudem sua mãe a se sentir amparada. A psicoterapia pode ser muito importante nesse processo, ajudando a diferenciar a responsabilidade do sentimento de culpa, lidar com a ansiedade e tomar decisões mais equilibradas, preservando tanto o seu bem-estar quanto o relacionamento com sua mãe e sua parceira.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Perder um animal de estimação é uma experiência de luto profundamente dolorosa, e o que você está sentindo é uma reação compreensível diante da perda de um companheiro tão importante. Pensamentos como "eu poderia ter feito mais" são comuns no luto, mas nem sempre refletem a realidade; muitas vezes, eles surgem da dificuldade em aceitar a ausência de quem amamos. Ver outros cães pode reativar a saudade e a dor, especialmente quando a perda ainda está sendo elaborada. Com o tempo, a tendência é que o sofrimento intenso dê lugar a uma lembrança mais serena, sem que isso signifique esquecer sua cachorra. A psicoterapia pode ser um apoio importante nesse processo, ajudando a trabalhar a culpa, acolher a saudade e ressignificar essa perda, para que as lembranças possam ser vividas com mais carinho do que sofrimento.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Sentir que tudo depende de você pode ser muito desgastante e, muitas vezes, está relacionado a uma sensação excessiva de responsabilidade, necessidade de controle ou dificuldade em confiar que nem tudo está sob seu comando. Um passo importante é reconhecer que existem situações que podem ser influenciadas por você e outras que fogem completamente ao seu controle, permitindo-se dividir responsabilidades e aceitar limites. A psicoterapia pode ser um recurso valioso para compreender a origem desse padrão, desenvolver uma relação mais equilibrada com as próprias responsabilidades e fortalecer formas mais saudáveis de lidar com a culpa, a cobrança e a necessidade de controlar tudo, promovendo maior bem-estar emocional.


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Sim, o fim de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, pois envolve a perda de um vínculo importante, de planos compartilhados e de expectativas para o futuro. É natural sentir tristeza, saudade, raiva, culpa ou confusão durante esse período, e essas emoções tendem a diminuir gradualmente à medida que a perda é elaborada. Para superar esse momento, é importante permitir-se viver os sentimentos, manter o autocuidado, fortalecer os vínculos com outras pessoas e retomar, aos poucos, atividades que tragam sentido à vida. A psicoterapia pode ser um apoio fundamental nesse processo, ajudando a compreender as emoções, fortalecer a autoestima, ressignificar a experiência e construir novos projetos de vida com mais equilíbrio e segurança.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    Perder objetos de infância sem sua autorização pode provocar um sentimento profundo de tristeza, pois eles representam lembranças, vínculos afetivos e parte da própria história. É natural sentir luto, raiva ou sensação de perda, e permitir-se vivenciar essas emoções é um passo importante para a elaboração dessa experiência. Embora os objetos não possam ser recuperados, as memórias e o significado que eles tinham continuam fazendo parte de quem você é. A psicoterapia pode ser um recurso valioso para ajudar a processar essa perda, compreender o impacto emocional que ela teve e encontrar formas saudáveis de preservar essas lembranças sem permanecer preso ao sofrimento, favorecendo uma relação mais acolhedora com a própria história.


  • Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)

    Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leandro Paes

    É compreensível que você esteja se sentindo angustiada, especialmente diante da possibilidade de perder um relacionamento importante para você. Pelo que contou, as conversas com o irmão do seu namorado aconteceram antes de vocês se conhecerem, portanto não há, por si só, algo que indique que você tenha agido de forma errada. Ainda assim, o sentimento de culpa e o medo de que tudo desmorone podem ficar muito intensos, principalmente quando há um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista e Depressão, que podem tornar momentos de incerteza ainda mais difíceis de enfrentar.

    A psicoterapia pode ser muito importante para ajudá-la a lidar com essa situação, fortalecendo sua autonomia emocional, trabalhando a culpa e o medo da perda, além de ampliar sua rede de apoio para que seu bem-estar não dependa exclusivamente de uma única pessoa. Independentemente do que aconteça com o relacionamento, esse acompanhamento pode ajudá-la a atravessar esse momento com mais segurança e cuidado consigo mesma.


Perguntas frequentes

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