Perguntas do paciente (96)
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Estou a muito tempo sem falar com a minha namorada. Ainda gosto muito dela, mas eu não consigo falar
Estou a muito tempo sem falar com a minha namorada. Ainda gosto muito dela, mas eu não consigo falar sobre os meus próprios sentimentos e sinto que tenho magoado muito ela. É melhor insistir no relacionamento ou deixar ir de vez?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Neste caso é importante você analisar as tuas emoções. Trabalhar o autoconhecimento poderá te ajudar a entender tuas próprias emoções, o por quê rege como reage, como lidar melhor nessa relação e até mesmo a entender se é possível continuar nesta relação. Se essa relação tem um nível de importância para você, avalie melhor, experimente fazer terapia. Há possibilidades de recomeços, desde que haja perdão verdadeiro e mudanças reais.
Com carinho,
Leila Marques
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Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem,
Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem, em novembro começou a morder alguns coleguinhas. Esse ano ele continua na mesma sala só que com outros amigos pq ele continuou por conta da idade e os amigos avançaram. E aí ele apresentou a questão de morder novamente, fiz uma rotina de dia a dia e ele parou de morder, mais agr está batendo coisa que não fazia antes, beliscando, chorando por qualquer coisa e não quer dividir com os amigos. Os novos amigos são menores que ele. O que eu devo fazer ? Devo me preocupar com algum transtorno ou é somente questão da idade e da mudança ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, querida!
A criança manifesta suas emoções nas pequenas ações delas. Portanto, é importante analisar se ela está passando por um nível de estresse, se houve alguma mudança na rotina, se está dormindo bem, as relações em casa, com os pais, se está consumindo alguns alimentos estimulantes como café, chocolate, açúcar... Se houver algum desajuste como estes acima, você ajustar e ainda assim a criança continuar manifestando alguns comportamentos agressivos ou inadequados, busque ajuda. Um psicólogo ou neuropsicólogo poderá te ajudar muito.
Com carinho,
Leila Marques
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Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente
Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente.
Estou lutando contra a pornografia e, por enquanto, está relativamente controlável. Porém, me encontro em um estado de grande preocupação porque não estou me sentindo emocionalmente bem. Sinto-me sem motivação e com as emoções neutras — não me sinto feliz, nem triste. Isso tem afetado principalmente a parte romântica da minha vida.
Tenho ansiedade e, alguns anos atrás, tive uma crise muito forte. Desde então, sinto que nunca mais voltei a ser exatamente como antes. Ultimamente estou muito preocupado porque parece que apenas estou vivendo no automático. Não sinto prazer nas coisas, e isso está afetando todas as áreas da minha vida.
O que mais me preocupa é o meu relacionamento. Sei que a pornografia pode estar relacionada a isso, pois pode diminuir a sensibilidade do cérebro. Sinto como se estivesse vivendo uma batalha interna constante.
Mesmo assim, continuo me fazendo presente no meu relacionamento, com meus pais, na faculdade e nas minhas responsabilidades. Mas, por dentro, sinto como se estivesse vivendo como um robô, sem emoções.
Estou fazendo acompanhamento psicológico, mas ainda tenho dificuldade de falar sobre essa parte da minha vida. Muitas vezes, quando chega o dia da consulta, perco a vontade de ir, mas mesmo assim compareço.
O que me chama atenção é que comecei a perceber esses sentimentos com mais intensidade quando cortei completamente a pornografia. Já faz algum tempo que estou tentando vencer esse vício. Mesmo quando eu consumia com frequência, já sentia que o mundo tinha perdido um pouco da cor. Hoje percebo que esse vício parece ter roubado parte da minha identidade. Qual a melhor orientação nesse caso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Que bom que você está fazendo acompanhamento com psicóloga. Realmente a pornografia é destrutiva e você tem sentido os efeitos dela, mesmo se abstendo por um tempo.
Espero que você sinta segurança na sua psicóloga, experimente escrever sobre os assuntos que deseja falar naquele dia e chega na sessão determinado. Esse é um assunto delicado, e sua psicóloga certamente conduzirá com respeito e ética. Confie as suas dores nas mãos do profissional que você escolheu, não carregue isso sozinho. Esses sintomas de anedonia e de apatia, são sintomas recorrentes em processos depressivos, portanto, é importante cuidar o quanto antes. Não desista do seu autocuidado, você ficará bem.
Com carinho,
Leila Marques
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Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu
Tenho passado por problemas sérios devido à minha baixa autoestima. Recentemente, acabei traindo meu namorado porque fui elogiada por outra pessoa; como isso nunca tinha acontecido antes, ouvir aquelas palavras foi maravilhoso para mim. Comecei a me relacionar com essa pessoa, mas logo percebi que tudo aconteceu porque busco incessantemente a aprovação alheia.
Meu namorado me elogia e sempre faz minhas vontades, mas parece que nada é suficiente para suprir o que carrego desde a infância. Sofri muito com críticas da família e de outras pessoas sobre o meu corpo. Agora, além desse trauma, enfrento outra crise: meu namorado descobriu a traição e me perdoou, mas sinto que o amor acabou e eu não consigo parar de pensar na outra pessoa.
Apesar disso, não consigo terminar por medo de ficar sozinha, já que sinto uma necessidade de 'atenção total'. Além disso, tenho medo de terminar meu curso e ficar ociosa, pois quando não estou ocupada, começo a ter pensamentos ruins. Para completar, sinto dificuldade em conseguir um emprego por ser excessivamente tímida. É um mix de emoções e não tenho ideia do que fazer para melhorar tudo isso..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, querida!
Sinto muito por estar passando por esta situação. É perceptível que há um conflito interno, busca por reconhecimento, por ser amada, autovalor e aconchego no que é externo.
Infelizmente nossas dores da infância nos atinge e muitas vezes deixam marcas profundas. Mas o bom é que crescemos e que passamos a nos responsabilizar por quem somos, pelo que sentimos e o que podemos fazer com tudo isso.
Você traz algumas demandas específicas a serem cuidadas - autovalor, autorresponsabilidade, autoestima, questionamentos no relacionamento, questionamentos com a sua timidez entre outros. Neste caso, convido você para um processo de autoconhecimento, isso pode ser através do processo de psicoterapia. Certamente te trará alívio, você descobrirá formas de tomadas de decisão mais assertivas e seguras, aprenderá a amar a si mesmo independente do que te disseram e a ter autonomia sobre você mesma.
Se cuide!
Com carinho,
Leila Marques
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Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, querida!
Sinto muito por estar vivenciando esse processo tão doloroso. Infelizmente o luto às vezes nos faz sentir emoções que nem conhecíamos antes.
Na psicologia, entendemos que não tem um prazo para você sentir o luto, nem um padrão específico de se expressar o luto. Então entendo que você está vivendo um luto extremamente difícil e atravessar isso sem ajuda profissional pode ser ainda mais complexo.
Por esse motivo seria importante buscar ajuda de um profissional, pois você tem percebido prejuízos significativos na sua rotina e na sua saúde. Os sintomas citados sim, se encaixam em um processo depressivo, porém em uma depressão episódica devido ao luto.
Se cuida!
Com carinho,
Leila Marques
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Olá! Estou passando por dias difíceis. Estou trabalhando com atendimento ao público para ser preci
Olá!
Estou passando por dias difíceis.
Estou trabalhando com atendimento ao público para ser precisa como operadora de caixa. Não tenho diagnóstico, mas tudo me faz pensar que tenho ansiedade social não sei se chega a ser um transtorno. Na minha infância e adolescência sofri bastante bullying relacionado a minha aparência hoje estou melhor com isso a minha aparência me agrada mais, mais sofro as consequências sou insegura e me cobro demais. Me julgo ser estranha, mas não apenas eu me chamam de medida, séria quieta e até acham que estou com raiva, mas sou uma pessoa com um bom coração e essas vem de clientes e isso me faz desanimar sempre que sinto uma melhora esse comentário vem e não tenho controle para lidar com isso me faz querer parar parece que meu jeito de ser é está no mundo incomoda as pessoas e elas fazem questão de falar isso o que só piora a ansiedade e eu sei que posso sim está sendo estranha, mais só estou ansiosa. Eu sou uma boa pessoa, não sou metida e nem desinteressada não sei por se incomodam tanto comigo. Quero aprender a me acolhe, me aceitar de tal forma que esses comentários, mas é difícil quanto estou tentando me curar e só reforçam esse medo. Existe solução para isso ou sempre o meu jeito de ser vai incomoda é difícil conseguir melhorar assim e ainda tem os sintomas a mão tremendo e fico desajeitada. O caminho da cura é me aceitar como lidar com esse tratamento das pessoas. Isso me faz querer desistir do emprego.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, querida!
Sinto muito por você passar por tudo isso.
Muitas vezes as marcas da infância são carregadas por nós na vida adulta. Mas sim, é possível você lidar com isso e alcançar leveza. Em alguns momentos precisamos de ajuda profissional para lidar com tais situações. No teu caso é principalmente a autoaceitação. A psicoterapia te proporcionará meios para o autoconhecimento e manejo das tuas inseguranças, mas também a respeitar os seus limites e compreender a unicidade de ser.
Com carinho,
Leila Marques
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Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao tra
Como lidar com a sensação de fracasso profissional quando toda a minha identidade está ligada ao trabalho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Ao longo da nossa vida é comum depositar sentido em algumas áreas da nossa vida. E é possível que você tenha depositado muito sentido na sua área profissional, e provavelmente tem muito valor pra você.
Ao longo do processo terapêutico você identificará os significados do seu trabalho e o motivo de se sentir essa sensação. E principalmente a compreensão de que você não se resume a esse trabalho, certamente tem muitos outros lugares que pode depositar o sentido de vida.
Com carinho,
Leila Marques
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Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezess
Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezessete anos teve uma mudança de comportamento radical , começou a mudar de comportamento depois dos quinze anos para cá , agora ao dezessete anos a mudança de comportamento ficou muito visível, até nas veste mudou , até então era tudo bem discreta , agora gosta de blusa curta , o relacionamento está muito ruim as vezes é legal , conversar gostoso com a gente ,outra hora é um tanto grossa, gostaria de saber como lidar ? Ou vai precisar de um acompanhamento de um profissional ? Talvez um psicólogo? O que vocês me aconselha ? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, querida!
Sinto muito por vocês passarem por essa dor do luto e ainda as consequências de um luto difícil.
É natural que a cada fase da vida nós passemos por mudanças significativas. O que é importante pensar é que se há sofrimento e/ou prejuízos significativos é importantíssimo buscar ajuda de um profissional. Pode ser que esse luto de alguns anos ainda esteja bem presente na vida da sua neta. Um psicólogo ajudará a elaborar os sentimentos e emoções envolvidas e o quanto os comportamentos estão relacionados a sofrimento. Busque ajuda, isso trará alívio pra você e para ela.
Um abraço carinhoso,
Leila Marques
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Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista
Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista. Ele disse que sofro de hipervigilância e que devo tratar isso com psicoterapia. Não entendi ainda o que é essa hipervigilância e como a psicoterapia pode me auxiliar nisso. Poderiam me ajudar, por favor? Agradecido.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto que esteja passando por isso.
Hipervigilância é um estado de atenção excessiva e constante ao ambiente, como se a pessoa estivesse sempre esperando que algo ruim aconteça.
Em termos psicológicos, significa que o sistema de alerta do cérebro permanece ativado além do necessário, levando a pessoa a monitorar continuamente sinais de perigo, críticas ou rejeição.
A hipervigilância costuma estar associada a experiências de estresse intenso, trauma, ansiedade ou relações muito imprevisíveis, nas quais a pessoa aprendeu que precisava ficar constantemente atenta para se proteger.
É importante buscar ajuda para lidar com esse quadro, que se permanecer nessa proporção pode te provocar sofrimento cada vez mais intensos. A terapia vai trazer autocompreensão, auto segurança, entender a origem dessa hipervigilância e como lidar daqui pra frente.
Com carinho,
Leila Marques
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Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
Psicólogos tem pacientes favoritos ? Ou todos são iguais para ele ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Vou falar a partir da minha experiência de seis anos de atuação clínica.
Cada paciente é único e se expressa de forma singular. Costumo dizer que, para cada paciente, eu sou uma psicóloga diferente, porque preciso me adaptar à forma como cada pessoa é, às suas necessidades e à sua história, sempre sem perder a minha autenticidade profissional.
Por isso, não posso dizer que existam pacientes “preferidos”. O que pode acontecer é que algumas demandas nos impactem mais, por tocarem em aspectos do nosso próprio histórico ou por serem emocionalmente mais intensas, e isso não torna o paciente especial ou “favoritinho”.
O tratamento é sempre individualizado, respeitoso e ético para todos.
Quando, como psicóloga, percebo dificuldade em estabelecer vínculo terapêutico com algum paciente, converso abertamente sobre isso e, se necessário, faço o encaminhamento para um colega de confiança.
Da mesma forma, o paciente é livre para perceber se se sente seguro no vínculo e decidir se deseja permanecer no processo terapêutico ou buscar outro profissional.
Espero que você seja muito feliz no seu processo terapêutico.
Com carinho,
Leila Marques
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Quais são os comportamentos autodestrutivos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Quais são os comportamentos autodestrutivos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Comportamentos autodestrutivos no TPB se destacam a automutilação: cortes, queimaduras, bater em si mesmo, arranhões profundos. Geralmente esses comportamentos é na tentativa de aliviar tensão emocional extrema, “sentir algo” quando há vazio, retomar sensação de controle.
Tentativas de suicídio ou ideação suicida recorrente: muitas vezes impulsivas, ligadas a abandono, rejeição ou crises emocionais.
Não apenas desejo de morrer, mas desejo de cessar a dor.
Abuso de substâncias: Álcool, drogas, medicamentos indevidos e em excesso. Como uma forma de anestesiar a dor intolerável.
Relações autossabotadoras: vínculos intensos e instáveis, medo de abandono juntamente com comportamentos que afastam o outro, dependência emocional seguida de explosões. Repetição inconsciente da dor relacional.
Comportamentos impulsivos prejudiciais: gastos excessivos, sexo de risco, compulsões, brigas frequentes. Tentativa momentânea de preencher vazio interno.
A Logoterapia entende que:
Quando o sentido de vida se rompe ou não é percebido, o sofrimento tende a buscar saídas imediatas, mesmo destrutivas.
Cuide-se.
Com carinho,
Leila Marques
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A hipersensibilidade significa que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é "mani
A hipersensibilidade significa que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é "manipuladora" ou "imaturo"?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, nenhum traço isolado servirá para embasar qualquer diagnóstico. O diagnóstico precisa de avaliação médica ou psicológica, e leva tempo, para ser concluído.
Se preocupe mais com o quanto esses traços estão afetando o indivíduo e as pessoas que estão ao seu redor.
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Como a psicoterapia pode ajudar a lidar com a hipersensibilidade a sinais sociais no Transtorno de P
Como a psicoterapia pode ajudar a lidar com a hipersensibilidade a sinais sociais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia irá auxiliar no processo de autoconhecimento, para que você possa se entender e entender o seu mundo ao redor. Aprender a lidar com seu humor e adaptar rotinas e técnicas específicas para o seu processo.
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Sou uma pessoa religiosa e enfrento sentimentos homossexuais que, muitas vezes, tento reprimir, sem
Sou uma pessoa religiosa e enfrento sentimentos homossexuais que, muitas vezes, tento reprimir, sem sucesso. Estou ciente da abordagem psicológica que recomenda a aceitação de quem sou, mas acredito que minha sexualidade não me define completamente. Minha fé é extremamente importante para mim. Se não fosse, eu poderia simplesmente abandonar a religião e viver conforme os desejos do meu coração.
Contudo, essa não é minha escolha. Na igreja da qual sou membro, há um grande incentivo para compartilhar esse tipo de situação com outros membros, a fim de receber apoio. No entanto, não me sinto à vontade para fazer isso. Primeiro, por uma questão de confiança pessoal; segundo, porque não acredito que haja alguém na igreja capaz de me ajudar efetivamente. Na prática, compartilhar isso poderia trazer mais sofrimento do que soluções para os meus conflitos.
Quero deixar claro que não acredito em "cura gay" ou qualquer conceito semelhante. Meu desejo é encontrar uma forma de viver sem que esses sentimentos sejam um fardo constante em minha vida.
Acredito que buscar ajuda profissional, como a de um psicólogo, seria a melhor solução. No entanto, tenho receio de que alguns psicólogos (não todos, claro) adotem uma abordagem oposta à da minha igreja. Enquanto a igreja pode dizer "reprima-se", muitos psicólogos sugerem "aceite-se como você é e experimente".
Compreendo essa perspectiva e sei que ela pode funcionar para outras pessoas. Porém, para mim, seguir esse caminho feriria meus valores pessoais. Como já mencionei, se quisesse viver conforme meus desejos, eu simplesmente deixaria a igreja e seguiria minha vida. Minha escolha de permanecer na fé reflete a crença de que a vida vai além do que vemos e não se resume a satisfazer os desejos do corpo.
Isso tem sido um conflito para mim e não sei como lidar com essa situação. É possível compatibilizar meus valores pessoais com os meus sentimentos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
Agradeço por compartilhar com tanta sinceridade algo tão íntimo e complexo. Eu reconheço a profundidade do seu sofrimento e também a seriedade com que você leva sua fé e seus valores. Isso, por si só, já demonstra coragem e responsabilidade consigo mesmo.
É importante dizer que, em um processo psicoterapêutico ético, o papel do psicólogo não é o de dizer o que você deve ou não fazer, nem de empurrar uma visão específica sobre a vida ou a sexualidade. O objetivo é justamente caminhar ao seu lado, ajudando você a compreender seus sentimentos, sua história e a encontrar um caminho que seja coerente com quem você é — considerando tanto os seus afetos quanto os seus valores mais profundos.
Sua escolha de permanecer na fé, mesmo diante do conflito, mostra que você está buscando viver com integridade. E isso não precisa excluir o cuidado psicológico. É possível, sim, compatibilizar seus valores espirituais com um acompanhamento que respeite a sua jornada — sem impor rotas prontas, mas oferecendo escuta, acolhimento e ferramentas para que você possa viver com mais leveza.
Viktor Frankl dizia que o ser humano pode encontrar liberdade mesmo nas situações mais difíceis, e que nossa capacidade de escolha — dentro das nossas crenças e limites — é o que nos torna verdadeiramente humanos.
Buscar apoio psicológico não é negar a fé. É cuidar da sua saúde mental com responsabilidade e maturidade. Existem profissionais capacitados, que podem respeitar sua cosmovisão religiosa e ajudar você a encontrar paz e coerência interior.
Estou à disposição no que puder ajudar.
Um abraço,
Leila Marques
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Ciúmes retroativos por minha esposa. Sou casado a 15 anos, com uma mulher que conheço desde os s
Ciúmes retroativos por minha esposa.
Sou casado a 15 anos, com uma mulher que conheço desde os seus 17 anos, sendo mais uns 4 ou 5 anos de namoro. Nunca almejei casar com uma virgem, até porque em tempos modernos isso seria quase impossível. O que vou relatar a seguir NÃO É JULGAMENTO, mas um pedido de socorro para não acabar com meu casamento.
Tivemos ao longo dos anos de convivio (namoro+casamento) diversas conversas sobre o passado sexual de ambos, mas infelizmente muitas verdades não foram didas nas primeiras, e recentemente ela me falou que quando havia terminado seu primeiro namoro com 14 anos (idade na qual já fazia sexo), conheceu um homem bem mais velho, cerca de 15 anos mais que ela, e CASADO, com o qual manteve um relacionamento por cerca de 1 ano. O pior é o relato dela do que faziam nos encontros, sendo tudo liberado, sexo desprotegido, sexo anal, oral, enfim, coisas que quando começo a pensar me enojam muito e me dão um embrulho no estômago difícil de suportar.
Eu não casei virgem, mas minhas experiências sexuais até conhece-lá eram bem limitadas, à umas 3 ou 4 transas no máximo, ao contrário dela, em que supera mais de 100 com facilidade, e volto a dizer NÃO ESTOU CONDENANDO NEM JULGANDO ELA, só estou pedindo ajuda para enteder como proceder daqui para frente, uma vez que minhas concepções filosóficas e de vida não me permitem aceitar alguém que participou de traição, no caso dela sendo AMANTE, de um homem casado, e pior, pessoa essa que eu conheço e de vez enquando ainda o encontro por ai, o que torna a situação mais insuportável ainda.
Recentemente na família de minha esposa teve um caso de traição, do esposo de sua irmã, com uma desconhecida, que culminou em separação, e agora minha esposa fala grosseiramente desta pessoa, sobre do mal que ela fez à sua irmã, dai fico pensando na tremenda contradição que ela está fazendo, uma vez que no passado também fez isso, e isso também só faz aumentar ainda mais o nojo de toda situação.
Mas, não quero acabar com meu casamento, apesar de tudo ainda somos felizes juntos e temos duas filhas adolescentes. Por favor me orientem o que fazer? que profissional consultar? Muito obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, sinto muito pelo que está passando. Sei o quanto essa situação é delicada e desafiadora.
Entendo seu lugar – esse é um verdadeiro pedido de socorro dentro do casamento. Quero te dizer que, diante de tanto tempo juntos, de uma história construída e de uma família formada, sempre vale a pena tentar compreender com mais profundidade antes de tomar qualquer decisão.
Claro que foi muito impactante receber essas informações, especialmente da forma como vieram. Mas lembre-se: as pessoas mudam. E é bem possível que você tenha sido peça fundamental para as mudanças que sua esposa viveu. O fato de hoje ela se posicionar contra atitudes que já cometeu pode ser um indicativo de amadurecimento e consciência.
Além disso, uma adolescente de 14 anos envolvida em relações sexuais desprotegidas, com alguém bem mais velho e casado, provavelmente não tinha orientação nem clareza emocional sobre o que estava vivendo. Olhar para esse passado com os olhos de hoje pode gerar distorções e dores que precisam ser compreendidas com cuidado.
Vocês têm uma história bonita, com muitos significados. Mas, agora, é essencial que você cuide do que está sentindo. Se esses sentimentos de rejeição e repulsa continuarem, talvez seja o momento de buscar ajuda mais aprofundada para entender esses afetos e reorganizar sua visão sobre tudo isso.
Recomendo fortemente o acompanhamento com um psicólogo – tanto individual quanto, se possível, em uma terapia de casal. Esse espaço pode te ajudar a ressignificar, fortalecer o vínculo ou, se for o caso, a tomar decisões com mais consciência e serenidade.
Estou por aqui, torcendo por você e à disposição no que precisar.
Com carinho,
Leila
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Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. D
Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. Devo contar a ele ou mudar de psicologo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que você esteja se questionando sobre essa situação no relacionamento.
O fato de sua parceira evitar tocar sua região íntima pode ter diferentes razões — que vão desde aspectos pessoais, como experiências passadas, educação sexual, crenças religiosas, valores familiares (como você mencionou, especialmente se ela veio de um ambiente mais conservador), até questões mais profundas como traumas, inseguranças ou repressões inconscientes.
Nem sempre esse comportamento significa falta de amor, afeto ou atração. Às vezes, está relacionado a uma visão mais restrita ou limitada da sexualidade, e nesses casos, muitas pessoas nem sabem exatamente o que sentem ou por que agem assim.
O mais importante aqui é o diálogo aberto e respeitoso. Um relacionamento saudável envolve a liberdade de conversar sobre todos os assuntos, inclusive sobre intimidade e sexualidade. Você pode expressar, de forma amorosa e sem cobranças, como se sente em relação a isso, e abrir espaço para que ela também compartilhe o que sente, pensa ou teme.
Se ambos perceberem que há dificuldades mais profundas envolvidas, buscar apoio com um(a) psicólogo(a) — individualmente ou como casal — pode ajudar a promover autoconhecimento e fortalecer o vínculo.
Cada casal tem seu próprio tempo, ritmo e modo de se descobrir. O mais importante é que haja respeito mútuo, escuta verdadeira e disposição para crescer juntos.
Com carinho,
Leila Marques
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Quais são as principais alterações cognitivas que acometem no transtorno de ansiedade?
Quais são as principais alterações cognitivas que acometem no transtorno de ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No contexto da Logoterapia, as alterações cognitivas no transtorno de ansiedade são frequentemente observadas através de padrões de pensamento disfuncionais, tais como:
Antecipação Ansiosa: Preocupação excessiva com eventos futuros, muitas vezes acompanhada por expectativas negativas e catastrofização.
Hipervigilância: Tendência a estar constantemente alerta para potenciais ameaças, resultando em dificuldade de relaxar e um estado de vigilância elevado.
Ruminação: Foco repetitivo em pensamentos intrusivos ou preocupações, dificultando a concentração em outras atividades.
Perfeccionismo: Busca excessiva por controle e resultados ideais, frequentemente associada a um medo de falhar ou de não corresponder a expectativas.
Evitação: Tendência a evitar situações que possam desencadear ansiedade, o que pode limitar a vida pessoal e profissional da pessoa.
Interpretação Catastrófica: Tendência a interpretar eventos neutros como ameaçadores, aumentando a sensação de perigo e ansiedade.
A Logoterapia enfatiza a importância de ajudar o indivíduo a reconhecer esses padrões de pensamento automáticos e disfuncionais, promovendo uma reflexão sobre os valores e o sentido na vida, buscando alternativas construtivas e fortalecedoras para enfrentar a ansiedade.
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Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recor
Eu queria tirar uma dúvida relacionada a medo/fobia. Eu não sei exatamente a qual especialista recorrer (Para falar a verdade nem sei se tem um especialista específico pra isso). Desde que me entendo por gente eu tenho pavor de baratas, não é só um medinho qualquer ou nojo, mas pavor mesmo. Se eu vejo uma, mesmo que longe de mim, meu instinto é correr ou gritar, sinto meu corpo inteiro se tremer (e ele fica por um bom tempo assim), meu coração bate bastante e teve até algumas vezes que eu me machuquei por causa desses sustos e movimentos inconscientes. Eu sei que é tudo da minha cabeça mas eu não sei o porquê disso, isso não é normal, mas também nunca vi alguém tendo esses mesmos sintomas que eu então fica difícil saber o que fazer. Chegou muitas vezes de até evitar certos lugares por um breve período por conta disso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Primeiro, quero dizer que compreendo o quanto isso pode ser difícil. O que você descreve não é “frescura” nem exagero — trata-se de um sofrimento real, com sinais claros de uma fobia específica, que é um tipo de transtorno de ansiedade. E sim, há um profissional capacitado para te ajudar com isso: o psicólogo.
Nós, psicólogos, somos preparados para acolher e trabalhar essas questões — inclusive medos intensos e fobias, como a que você sente em relação a baratas. O processo terapêutico vai além de apenas entender a origem do medo. Ele também ajuda você a compreender seus gatilhos, os efeitos no seu corpo e na sua vida, e a desenvolver estratégias para lidar com isso de maneira mais segura e saudável.
Na psicoterapia, tudo o que gera sofrimento merece atenção — ainda que, para os outros, pareça “simples” ou “sem importância”. Se afeta seu bem-estar, merece cuidado. Com o tempo, é possível sim reduzir esse impacto e reconquistar autonomia em situações que hoje te paralisam.
Se você sentir que é o momento, procurar ajuda já é um passo importante em direção ao cuidado de si.
Com carinho,
Leila Marques
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Guardo grande trauma da minha circuncisão e nenhum psicólogo meu foi capaz de tratar bem do assunto.
Guardo grande trauma da minha circuncisão e nenhum psicólogo meu foi capaz de tratar bem do assunto. Existe psicólogo ou terapeuta especializado em falta de reconhecimento do próprio corpo devido a cirurgias?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Embora eu não atue com foco específico em alterações relacionadas à percepção corporal decorrentes de cirurgias, minha especialidade é o sofrimento humano — e é a partir dele que direciono meu olhar clínico.
Compreender a causa é, sem dúvida, um aspecto importante do processo terapêutico. No entanto, mais do que identificar o motivo, é essencial acolher e escutar profundamente como esse evento impacta o indivíduo, quais são os sentimentos, pensamentos e sintomas que emergem dessa vivência, e de que forma isso interfere no seu sentido de vida.
Na Logoterapia, entendemos que a dor precisa ser validada, mas também transcendida — não negada, e sim integrada à trajetória pessoal com vistas à reconstrução de sentido. Meu trabalho é justamente oferecer um espaço seguro para que esse sofrimento possa ser ressignificado, respeitando o ritmo e a singularidade de cada pessoa.
Com carinho,
Leila Marques
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Por favor me ajudem, minha filha de 10 anos, só chora, não come bem, não que ir para escola, não faz
Por favor me ajudem, minha filha de 10 anos, só chora, não come bem, não que ir para escola, não faz mais suas atividades, antes era uma criança feliz a mais inteligente da turma. Não sei o que fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oh, minha querida... Sinto profundamente a sua dor através dessas palavras, e imagino o quanto deve ser angustiante ver sua filha assim. Quando uma criança que antes era alegre e ativa muda de comportamento de forma tão intensa, é um sinal de que algo dentro dela precisa de atenção e cuidado.
Neste primeiro momento, o mais importante é acolhê-la com todo amor, paciência e presença possível. Tente conversar de forma delicada, observando se algo mudou na rotina, na escola, nas amizades ou no ambiente familiar — qualquer alteração pode impactar profundamente o mundo emocional da criança.
Mas, acima de tudo, não hesite em buscar ajuda profissional. Crianças também sofrem, mesmo quando não conseguem expressar em palavras. Um psicólogo infantil poderá oferecer um espaço seguro para que ela seja ouvida, compreendida e cuidada.
Continue ao lado dela, com carinho, escuta e proteção. Seu acolhimento é, sem dúvida, um fator essencial nesse processo de recuperação.
Estamos falando de sofrimento emocional, e ele merece atenção — quanto mais cedo for cuidado, maiores as chances de uma retomada saudável da infância e da alegria.
Com carinho,
Leila Marques
Perguntas frequentes
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Fiquei sem tomar noregyna por um mês posso voltar a toma eu tomo sempre no dia 30 do mês
Olá, como vai?! Pode voltar a tomar se a gestação estiver descartada... neste…