Perguntas do paciente (96)

  • Olá, tudo bem? Tenho uma dúvida e gostaria de uma orientação. Estou em tratamento pelo CAPS há um a

    Olá, tudo bem?
    Tenho uma dúvida e gostaria de uma orientação. Estou em tratamento pelo CAPS há um ano, faço terapia individual e participo do grupo de impulsividade. Minha psicóloga está querendo espaçar os atendimentos para quinzenais e, depois, me deixar apenas no grupo.
    Mas eu não me sinto preparada para isso. Tenho diagnóstico de Borderline e TDAH, e acredito que meu tratamento precisa de um acompanhamento mais contínuo. Já tentei conversar sobre isso, mas a resposta que recebi não me pareceu muito coerente.
    Gostaria de entender melhor se isso realmente faz sentido para o meu caso ou se posso pedir para continuar com os atendimentos individuais semanais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Diante do seu relato, é fundamental que suas percepções e sentimentos em relação ao tratamento sejam levados em consideração, especialmente por se tratar de um quadro que envolve Transtorno de Personalidade Borderline e TDAH, condições que geralmente se beneficiam de um acompanhamento terapêutico mais contínuo e estruturado.

    O ideal é que você possa expressar abertamente à sua psicóloga sua sensação de insegurança quanto à mudança na frequência dos atendimentos e como isso tem te afetado emocionalmente. A relação terapêutica precisa ser um espaço de confiança mútua, onde suas necessidades também possam ser ouvidas e validadas.

    Caso, mesmo após esse diálogo, você sinta que não está recebendo o suporte adequado, você tem o direito de buscar outro profissional — dentro ou fora do CAPS — que esteja disponível para oferecer o cuidado que você sente que precisa neste momento.

    Seu bem-estar deve ser prioridade. E, quando o paciente ainda percebe fragilidade emocional, encaminhamentos para alta ou espaçamento precisam ser feitos com muita cautela, escuta e responsabilidade.

    Você merece ser acompanhada de forma respeitosa, com sensibilidade à sua realidade e ao seu ritmo de amadurecimento emocional.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Estou viciado em jogos de azar me sinto muito mal pego dinheiro emprestado e gasto tudo no cassino m

    Estou viciado em jogos de azar me sinto muito mal pego dinheiro emprestado e gasto tudo no cassino me sinto horrível

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Que bom que você teve a coragem de buscar ajuda — esse já é um passo muito significativo e deve ser valorizado. Reconhecer o sofrimento e expressar o que você está vivendo não é sinal de fraqueza, mas de força e desejo de mudança.

    A dependência em jogos de azar costuma gerar um ciclo de culpa, vergonha e descontrole. É compreensível que você esteja se sentindo mal. Na Logoterapia, entendemos que, mesmo diante da dor, o ser humano tem a liberdade e a responsabilidade de buscar sentido, e isso inclui reconhecer quando precisa de apoio para retomar o rumo da própria vida.

    Você não é definido pelo seu vício. Ele é parte da sua história atual, mas não precisa ser o seu destino. Com acompanhamento psicológico adequado e, se necessário, apoio psiquiátrico e grupos de suporte, é plenamente possível romper esse ciclo e reencontrar dignidade, propósito e autonomia.

    Não adie esse cuidado. Você merece viver uma vida com sentido — livre, plena e alinhada aos seus valores mais profundos.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Quais são as complicações possíveis do transtorno de personalidade borderline?

    Quais são as complicações possíveis do transtorno de personalidade borderline?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Algumas das complicações do transtorno de personalidade bordeline são:
    Instabilidade emocional intensa e persistente;
    Relacionamentos interpessoais caóticos;
    Impulsividade (inclusive comportamentos autodestrutivos ou suicidas);
    Vazio crônico;
    Sentimentos intensos de abandono;
    Baixa autoestima e sensação de identidade fragmentada;
    Alto risco de comorbidades como depressão, transtornos de ansiedade, uso de substâncias e distúrbios alimentares;
    Essas complicações impactam diretamente a vida social, familiar, profissional e espiritual do paciente.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá a

    Tenho medo o tempo todo. Seja olhar pra uma pessoa ou se fizer algo errado no trânsito, alguém irá anotar a minha placa e descobrir onde moro. Tenho pensamentos de que qualquer pessoa pode e vai me fazer mal por ações ou acusações contra mim. Vivo com medo e não sei o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Esse medo que você sente — de ser observado, julgado, punido — pode estar relacionado a uma sensação profunda de ameaça existencial. A Logoterapia chamaria isso de um conflito espiritual ou existencial: quando não conseguimos mais confiar na vida, nos outros e, principalmente, em nós mesmos.

    A mente começa a criar histórias de ameaça porque o vazio de confiança e de sentido grita por atenção. E o medo é, às vezes, a única voz que conseguimos ouvir.

    Mas segundo Viktor Frankl, mesmo em meio ao caos interior, há uma parte em nós que permanece livre. Uma parte que pode, lentamente, começar a escolher.
    Não se trata de eliminar o medo de forma mágica, mas de reconhecê-lo sem ser dominado por ele, e então perguntar:

    “O que ainda é possível fazer, mesmo com medo?”
    “Que atitude posso tomar agora que esteja alinhada com meus valores mais profundos?”

    É nesse momento que a Logoterapia aponta para o sentido como um caminho de cura. Quando encontramos algo — ou alguém — pelo qual viver, o medo perde força. Ele ainda pode estar presente, mas não é mais o centro da vida.

    Em vez de perguntar "e se algo ruim acontecer?", a Logoterapia nos convida a perguntar:

    "E se, apesar de tudo, eu ainda puder ser uma resposta digna à vida que me foi dada?"

    Esse passo pode ser silencioso, pequeno, invisível aos olhos dos outros — mas cheio de valor.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Boa noite Meu esposo e boderline,me sinto esgotada mentalmente,estressada, confesso que não sei lid

    Boa noite
    Meu esposo e boderline,me sinto esgotada mentalmente,estressada, confesso que não sei lidar com essa condição dele.
    Ele fez tanta coisa que me pergunto pq ainda estou com ele?
    Ele ofende minha mãe,já quebrou a tv dela pq ela não quis dar ao meu filho.
    Não sou feliz com ele,quero me separar mas não sei como fazer isso.,tenho medo da reação dele.
    Não sinto desejo mais por ele,ele destruiu o sentimento que tinha por ele.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Sinto muito por você, querida. Conviver com alguém que enfrenta o transtorno de personalidade borderline pode ser extremamente desafiador. O cansaço emocional, o estresse e a dor que você descreve são compreensíveis — especialmente quando há comportamentos que ferem sua dignidade e seu ambiente familiar.

    Na perspectiva da Logoterapia, não buscamos julgar ou decidir por você, mas sim te ajudar a encontrar sentido na sua dor, e a se reconectar com a liberdade interior de escolher como responder a essa realidade com responsabilidade.

    Viktor Frankl dizia que mesmo nas situações mais difíceis, o ser humano continua livre para escolher sua atitude. Talvez agora a vida esteja te pedindo uma resposta:

    O que essa situação está te pedindo como ser humano único, com valores e dignidade?
    O que você pode fazer hoje que preserve o seu valor, sem abrir mão do respeito por si mesma e pelos outros envolvidos?

    Isso pode significar buscar ajuda especializada, dialogar com alguém de confiança, ou estabelecer limites mais claros. O mais importante é que você se lembre:

    Você tem valor. E sua vida tem sentido, mesmo em meio ao caos.

    A Logoterapia não te diz o que fazer — mas te lembra que você é responsável por sua própria resposta à vida. E essa resposta precisa estar alinhada com aquilo que você acredita ser verdadeiro, bom e digno.

    Se quiser, posso te ajudar a construir reflexões semanais para te apoiar nesse processo de clareza e fortalecimento interior.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • olá gostaria de saber ser o abito de assistir pornografia pode causar fobia social

    olá gostaria de saber ser o abito de assistir pornografia pode causar fobia social

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Do ponto de vista clínico, o hábito excessivo de assistir pornografia não causa diretamente a fobia social (que é um transtorno caracterizado por medo intenso de interações sociais). No entanto, pode contribuir indiretamente quando:

    Há isolamento social prolongado;

    O indivíduo substitui o contato humano real por experiências virtuais;

    Surge culpa, vergonha ou sensação de desvalor, afetando a autopercepção e o relacionamento com os outros.
    Portanto é importante buscar ajuda de um profissional e compreender as causas e buscarem estratégias para vencer esse vício.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Tenho crise de ansiedade, e faz um tempo que antes de mestruar, tenho fome noturna repentina. O que

    Tenho crise de ansiedade, e faz um tempo que antes de mestruar, tenho fome noturna repentina. O que pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Crises de ansiedade podem impactar diretamente o apetite, o sono e a autorregulação emocional. Quando se somam à fase pré-menstrual (TPM), esses efeitos podem se intensificar devido às flutuações hormonais — principalmente dos níveis de estrogênio e progesterona, que afetam neurotransmissores como a serotonina (relacionada ao humor e à saciedade).

    A fome noturna repentina pode ser uma resposta do corpo a:

    Alterações hormonais típicas do ciclo menstrual;

    Desequilíbrios de sono causados por ansiedade;

    Uso da comida como forma de regulação emocional inconsciente (o que chamamos de “fome emocional”).

    Se essa fome vem acompanhada de culpa, impulsividade ou sensação de descontrole, pode estar associada a um quadro de alimentação emocional ou compulsiva, o que merece atenção psicoterapêutica.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Estou num relacionamento já fazem 10 anos, nosso relacionamento é super sáudavel. Eu penso em termin

    Estou num relacionamento já fazem 10 anos, nosso relacionamento é super sáudavel. Eu penso em terminar por questões de turbulências familiares mas eu não consigo, tenho medo de sofrer muito e não acostumar. Isso é um sintoma de dependência emocional? O que fazer pra me libertar disso? Terapia ou medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá!

    Pelo que você descreve, seu relacionamento a dois é saudável e as turbulências que você menciona parecem estar mais relacionadas ao ambiente familiar do que à dinâmica do casal. Isso não caracteriza necessariamente dependência emocional. A dependência emocional costuma ocorrer quando a pessoa tem dificuldade de se desligar de um relacionamento prejudicial ou abusivo, o que não parece ser o seu caso.

    Se você sente angústia ou insegurança por conta das influências externas, vale a pena refletir sobre quais são os reais motivos que o levam a pensar na separação. Muitas vezes, essas dúvidas podem estar mais ligadas às pressões e conflitos familiares do que à qualidade do relacionamento em si.

    Quanto à abordagem, não há indicação de medicação, pois não parece haver uma base orgânica para seus sentimentos. Investir em terapia, especialmente com um psicólogo, pode ajudar você a lidar com essas questões emocionais e a fortalecer sua autonomia, proporcionando mais clareza sobre o que realmente deseja para sua vida.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Falar sobre medos e fobias com outras pessoas ou na terapia ajuda a aliviar os sintomas?

    Falar sobre medos e fobias com outras pessoas ou na terapia ajuda a aliviar os sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá!
    Certamente! Falar sobre seus medos e fobias é um passo importante para aliviar as tensões, pois permite expressar emoções e organizar pensamentos. Quando essa conversa acontece no ambiente terapêutico, com o apoio de um profissional capacitado, a escuta ativa e técnicas psicológicas específicas ajudam a compreender a origem dos medos e a desenvolver estratégias para enfrentá-los de forma saudável e eficaz.
    Você merece se livrar dos seus medos.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • tenho 17 anos e namoro a 2 meses, meu namorado é uma pessoa maravilhosa e eu gosto muito dele mas nã

    tenho 17 anos e namoro a 2 meses, meu namorado é uma pessoa maravilhosa e eu gosto muito dele mas não sinto vontade de ter relação sexual

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá,


    Se sentir confortável e segura é essencial em qualquer relacionamento. Se houver algo do seu passado que ainda pesa, conversar com alguém de confiança, como um psicólogo, pode ajudar a entender melhor seus sentimentos e processar suas experiências.

    Seu namorado parece ser uma pessoa maravilhosa, então, se sentir que pode, converse com ele sobre seus sentimentos e limites. Um parceiro compreensivo vai respeitar seu tempo e apoiar você nesse processo. Você já refletiu se essa falta de vontade está ligada a algo do passado ou se é apenas sua forma natural de sentir as coisas no momento?




    Com carinho,
    Leila Marques



  • Depois me meu marido morreu e eu estava com ele(infarto fulminante)tenho a sensação de não estar viv

    Depois me meu marido morreu e eu estava com ele(infarto fulminante)tenho a sensação de não estar vivendo uma realidade já se passaram 8 meses e não consigo sair disso sinto como se estivesse anestesiada e também que pra mim tudo virou um tanto faz, meu pai infartou e sobreviveu 6 meses depois da morte do meu marido e minha sensação foi de estar em anestesia também tenho uma sensação de estar exausta o tempo todo.Os dias passam e parece que não vivi,como se eu só estivesse fazendo as coisas no automático , não sei o que fazer....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá querida!
    Sinto muito por tudo que está passando.
    A dor que você está sentindo é profundamente humana, e a maneira como você está reagindo a essas perdas é compreensível e válida. Viktor Frankl, psiquiatra e sobrevivente do Holocausto, desenvolveu a Logoterapia, uma abordagem terapêutica centrada na busca de sentido, mesmo nas circunstâncias mais dolorosas e extremas. Ele acreditava que, apesar do sofrimento, o ser humano tem a capacidade de encontrar significado, mesmo nas situações mais difíceis, o que ajuda a lidar com a dor e a angústia.

    A sensação de estar "anestesiada" e "no automático" pode ser uma maneira do seu organismo se proteger diante do peso emocional da perda. Quando estamos diante de um sofrimento imenso, a mente pode buscar uma forma de distanciamento emocional, como um mecanismo de defesa para lidar com o que parece insuportável. Isso não significa que você tenha "perdido a capacidade de sentir", mas sim que seu cérebro e corpo tentam te proteger do peso de tanta dor.

    Frankl falava sobre a ideia de que, mesmo nas situações mais difíceis, podemos encontrar um sentido, uma razão para seguir em frente. Ele enfatizava que a busca por significado pode ser uma forma de resiliência, mesmo quando as coisas parecem vazias ou sem propósito. Esse "sentido" não significa que você precisa ter todas as respostas agora, mas sim que, aos poucos, ao se permitir viver o luto, você pode descobrir formas de transformar essa dor em algo que, de alguma maneira, te conecte com o que é importante para você.

    Se sentir exausta o tempo todo é natural em uma situação como a sua, e não há problema em não saber exatamente o que fazer. O processo de luto pode ser muito longo e, de certa forma, imprevisto, mas com o tempo, você pode encontrar um novo significado para sua vida. Permita-se dar pequenos passos, sem a pressão de ter todas as respostas agora.

    Buscar apoio, seja em amigos, familiares ou profissionais da área da saúde mental (psicólogo), pode ser um alicerce importante enquanto você continua nesse caminho. É importante lembrar que você não está sozinha nesse processo.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Eu nunca trabalhei,tenho 22 anos ,2 filhas com menos de 3 anos ,casada a 7 anos . Porém sem felicida

    Eu nunca trabalhei,tenho 22 anos ,2 filhas com menos de 3 anos ,casada a 7 anos . Porém sem felicidade,pois meu esposo vive na pornografia, preciso ir embora ,porém não sei como fazer isso ,já não o amo mais ,sofrir muito e preciso ir embora ,oque eu faço ,tenho medo ,tenho traumas ,tenho medo de não conseguir trabalhar ,de não saber fazer as coisas certas no trabalho,eu fiquei presa com ele por tanto tempo ,pois ouvir sempre ele me dizer que eu não sei fazer nada ,mais eu sei ,porém pra ele nada é bom ,mais no fundo tenho medo de não conseguir..... Me ajudem por favor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Sinto muito pelo que você está vivendo. Diante de um relacionamento abusivo, é importante reconhecer que você merece respeito, segurança e felicidade. Aqui estão alguns passos que podem ajudar:

    1. Busque apoio especializado:
    Procure serviços de apoio a mulheres em situação de violência. Existem organizações e centros de apoio que oferecem orientação, abrigo e assistência jurídica para mulheres que querem sair de relacionamentos abusivos. Se sentir que está em perigo imediato, não hesite em ligar para a polícia ou buscar um serviço de emergência.

    2. Apoio legal:
    Consulte um advogado especializado em violência doméstica para entender seus direitos e as possibilidades legais de uma separação segura. Muitos desses serviços contam com apoio gratuito ou de baixo custo.

    3. Rede de apoio:
    Procure amigos, familiares ou grupos de apoio que possam oferecer suporte emocional e prático durante essa transição. Você não precisa enfrentar isso sozinha.

    4. Desenvolvimento pessoal e profissional:
    Se o medo de não conseguir trabalhar é um obstáculo, considere procurar cursos gratuitos ou oficinas de capacitação que muitas vezes são oferecidos por organizações comunitárias e serviços públicos. Esses recursos podem ajudar a aumentar sua autoconfiança e preparar você para uma nova etapa.

    5. Cuide da sua saúde mental:
    A terapia pode ser uma ferramenta valiosa para lidar com traumas e recuperar sua autoestima. Profissionais especializados em violência doméstica podem ajudar a construir um caminho de cura e empoderamento.

    Você é muito mais capaz do que imagina, e cada pequeno passo é um avanço em direção a uma vida com mais autonomia e bem-estar. Lembre-se: buscar ajuda é um ato de coragem, e você merece um futuro melhor para você e suas filhas.

    Conte comigo,
    Leila Marques


  • Sintoma de Desrealização tem como melhorar sem terapia e remédios?????

    Sintoma de Desrealização tem como melhorar sem terapia e remédios?????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá!

    Sim, segundo a Logoterapia, a desrealização pode ser amenizada ao reencontrar um sentido para a vida, pois essa abordagem enfatiza que o ser humano pode enfrentar qualquer sofrimento quando tem um propósito maior.

    Algumas estratégias dentro da Logoterapia que podem ajudar:

    Foco no sentido da existência: Pergunte-se "O que dá significado à minha vida?" e busque atividades que tragam propósito, como arte, espiritualidade ou ajudar os outros.

    Atitude diante da situação: Segundo Viktor Frankl, não escolhemos tudo o que nos acontece, mas podemos escolher nossa resposta. Aceitar o momento com coragem pode reduzir o impacto da desrealização.

    Experiências significativas: Aprofunde-se em relações autênticas, momentos de beleza e gratidão, pois essas vivências reforçam a conexão com a realidade.

    Autotranscendência: Voltar-se para algo maior do que si mesmo — seja um projeto, um ideal ou outra pessoa — ajuda a sair do estado de desconexão.

    Se os sintomas forem muito intensos, buscar um profissional pode ser uma forma de reencontrar esse sentido com mais clareza.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Ola, bom dia! Estou em um relacionamento a quase dois anos e fazem uns meses (3/4) que me pergunt

    Ola, bom dia!

    Estou em um relacionamento a quase dois anos e fazem uns meses (3/4) que me pergunto se realmente gosto do meu namorado.
    Ultimamente isso tem piorado, antes eu sentia isso quando estava longe dele e as vezes perto, mas ultimamente eu me pergunto isso todos os dias.
    Quando sinto isso perto dele não consigo aceitar abraços nem beijos, sinto um vazio, como se tivesse algo aqui me sufocando.
    Ele é uma pessoa perfeita, eu nunca tive alguém tão incrível assim na minha vida e não sei se talvez possa estar ligado mais a mim do que a ele.
    Já tentei passar uns dias longe dele para ver se funcionava e até que funcionou mas ultimamente isso tá bem forte.
    Não sei mais o que fazer para não pensar nisso ou para ter uma resposta para essa pergunta

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá, querida!
    Sinto muito pelo que está passando.

    Na perspectiva da Logoterapia, Viktor Frankl nos ensina que o ser humano encontra sentido na vida por meio do amor, do trabalho e da atitude diante do sofrimento. Seu questionamento pode estar mais ligado a um conflito interno do que ao seu relacionamento em si. Pergunte-se: "O que esse relacionamento significa para mim?" e "O que me impede de vivê-lo plenamente?".

    O vazio e a angústia podem ser sinais de que você precisa reencontrar um propósito e um sentido dentro da relação — ou até mesmo entender se essa relação ainda está alinhada ao seu caminho. Buscar clareza sobre seus sentimentos, sem medo, pode trazer respostas mais profundas.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • É possível ter pensamentos e emoções positivas o dia inteiro????

    É possível ter pensamentos e emoções positivas o dia inteiro????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá!

    Na visão da Logoterapia, de Viktor Frankl, ter apenas pensamentos e emoções positivas o dia inteiro não é realista, pois a vida é feita de desafios, incertezas e sofrimentos. Para Frankl, o mais importante não é evitar emoções negativas, mas sim dar um sentido a elas.

    O sofrimento pode ser inevitável, mas a forma como escolhemos enfrentá-lo faz toda a diferença. Em vez de buscar uma felicidade constante e artificial, a Logoterapia propõe que busquemos um propósito que nos ajude a atravessar os momentos difíceis.

    A verdadeira realização vem não da ausência de dor, mas da capacidade de dar sentido à nossa existência, mesmo diante das dificuldades. Como Frankl dizia: "A questão não é o que esperamos da vida, mas o que a vida espera de nós."

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Sinto a necessidade de começar a terapia, mas me sinto desconfortável e constrangida porque nunca fi

    Sinto a necessidade de começar a terapia, mas me sinto desconfortável e constrangida porque nunca fiz e estou em uma fase talvez de crises existenciais que não saberia responder nem o básico sobre mim mesma, não sei nem do que gosto mais ou como me sinto sobre algo, parece que estou em um limbo e com zero clareza. Como posso contornar esse desconforto e procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá!

    Na Logoterapia, Viktor Frankl ensina que o sentido da vida nem sempre está claro no início, e isso é natural. O que importa não é ter todas as respostas, mas estar disposto a buscá-las.

    A terapia pode ser justamente o espaço para explorar essas questões sem pressão. Você não precisa chegar sabendo quem é ou o que gosta—o processo terapêutico ajuda a encontrar clareza aos poucos. O primeiro passo é aceitar que estar em um “limbo” também faz parte da jornada e que, ao buscar ajuda, você já está exercendo sua liberdade de escolha e construção de sentido.

    Dê a si mesma a chance de começar, sem cobrança. Como Frankl dizia: "Quando já não somos capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos."

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Tudo bem? Uma pessoa que sofre com crise de ansiedade fica doente mais facilmente (como por exemplo

    Tudo bem? Uma pessoa que sofre com crise de ansiedade fica doente mais facilmente (como por exemplo gripes e viroses) e os sintomas são mais severos e demoram mais para passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Bom dia,

    Sim, a ansiedade crônica pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando a suscetibilidade a gripes, viroses e infecções. Isso ocorre devido à liberação excessiva de cortisol, que reduz a resposta imunológica, provoca inflamação crônica e afeta a microbiota intestinal e o sono.

    Além de adoecer mais facilmente, pessoas ansiosas podem ter sintomas mais intensos e recuperação mais lenta, já que o sistema nervoso amplifica a percepção da dor e do desconforto.

    Para minimizar esses efeitos, é essencial:
    Praticar técnicas de relaxamento.
    Manter uma alimentação equilibrada.
    Regularizar o sono.
    Fazer atividades físicas.
    Buscar acompanhamento psicológico.

    Controlar a ansiedade fortalece a imunidade e melhora a qualidade de vida.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Olá, gostaria de saber o seguinte: fiz terapia por 9 meses com um psicólogo que antes mesmo de inici

    Olá, gostaria de saber o seguinte: fiz terapia por 9 meses com um psicólogo que antes mesmo de iniciar a terapia com ele já era apaixonada por ele e ele já falou pra mim que gostava também, mais a gente não era amigo e nem nada eu só via ele na academia e nem falava com ele, mais entre a gente tinha um clima e a gente trocava olhares várias vezes e soube q ele é psicólogo e consegui o contato dele com um rapaz que treina no mesmo local e uns dias depois eu chamei ele e ele foi bem legal comigo mais nem falamos sobre interesse um no outro e nem nada, ele é muito tímido. E perguntei se ele podia ser meu terapeuta e ele aceitou e aí q não falei nada sobre nosso interesse. Mais sinto q ele gosta de mim tbm, já encerramos o atendimento, e 4 meses depois eu procurei outro psicólogo pra me atender, justamente porque quero ainda conversar com ele q agora é meu ex psicólogo e ver se podemos ter algo e se é recíproco ainda é claro. Estou com o novo psicólogo tem uns 5 meses já e não esqueço do outro. Posso chamar ele pra uma conversa, quem sabe iniciar uma amizade e quem sabe algo a mais? Porque já tem 10 meses praticamente q encerramos a terapia e estou com outro profissional

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá,

    Acho que você tem um ótimo assunto para discutir no seu processo terapêutico... rsrs.

    Você é livre para entrar em contato com ele, assim como ele é livre para decidir se deseja corresponder e iniciar um relacionamento. O fato de ele ter sido seu psicólogo no passado não impede uma nova conexão, desde que a relação terapêutica já tenha sido encerrada. O que não pode acontecer é ele ser seu psicólogo e namorado ao mesmo tempo.

    Permita-se viver suas escolhas com consciência e autenticidade. Levar essa questão para a terapia pode ajudar a compreender seus verdadeiros sentimentos, interesses e até mesmo os receios que podem estar surgindo nesse momento.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Olá! A alguns meses, descobri que meu marido assiste pornografia. Brigamos varias vezes pelo mesmo m

    Olá! A alguns meses, descobri que meu marido assiste pornografia. Brigamos varias vezes pelo mesmo motivo e já conversamos varias vezes sobre isso. Ele diz que o problema não sou eu, que ele sempre assistiu desde a adolescência e em outros relacionamentos. Eu até entendo que não sou o problema mais não deixo de me sentir mal por isso. Ele diz que diminuiu muito depois que soube que me sinto mal mais ainda não parou. Quando eu sei que ele fez, vou falar alguma coisa ele não gosta e acabamos discutindo. Fico pior ainda quando ele demonstra que quer fazer alguma comigo e quando chego em casa feliz porque vamos ter uma noite de prazer e vejo que ele se masturbou. Isso acaba com o tesão e sinto que não tem mais necessidade de ter alguma coisa porque ele já gozou e não vai ter mais graça. Isso tem me incomodado muito e não tenho vontade de conversar com ele porque sei que vai acabar em discussão e vezes penso em terminar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá!

    Sinto muito por tudo isso que você está passando.

    É essencial que você tenha clareza de que não é sua culpa ele ver pornografia ou se masturbar. Seus sentimentos de desvalia e insegurança são compreensíveis, e é natural que essa situação gere desconforto.

    Recomendo que vocês conversem abertamente sobre o assunto, buscando entender os sentimentos e expectativas de ambos. Se possível, um acompanhamento psicoterapêutico de casal pode ajudar a fortalecer o diálogo e a relação.

    Espero, de coração, que vocês encontrem equilíbrio e sigam construindo uma vida a dois com respeito e compreensão.

    Com carinho,
    Leila Marques


  • Eu me considera bissexual até um tempo, depois comecei ficar muito confusa em relação a minha sexual

    Eu me considera bissexual até um tempo, depois comecei ficar muito confusa em relação a minha sexualidade até hoje não sei se sou hétera , lésbica ou bissexual, nunca tive relação sexual com mulher porém tenho curiosidade e no mesmo tempo medo! Desde criança eu cresci ouvindo que o correto seria mulher com homem e homem com mulher talvez seja por isso que eu tenho tanto esse medo ? Esse medo de não ser aceita se eu realmente for lésbica ou bi? Oque aconteceu na infância afeta a nossa vida depois de crescidos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Leila De Sousa Marques

    Olá,
    Sim, as mensagens e crenças que absorvemos na infância podem influenciar profundamente nossos sentimentos, medos e identidade na vida adulta. A sociedade e a cultura moldam nossa visão sobre nós mesmos.

    É totalmente natural sentir essa confusão. O autoconhecimento é um processo, e você não precisa ter todas as respostas de imediato. Se permitir explorar seus sentimentos sem pressa ou autocobrança pode te ajudar a entender melhor sua própria verdade.

    Se esse medo estiver te causando sofrimento, conversar com um profissional pode ser um passo importante para desconstruir crenças limitantes e construir uma relação mais saudável consigo mesma. Sua vivência e sua felicidade são o que realmente importam!

    Com carinho,
    Leila Marques.


Perguntas frequentes

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