Perguntas do paciente (46)
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá casal! Os profissionais especializados em Terapia Familiar e de Casal têm o preparo técnico e ético para acolher essa demanda. A não-monogamia consensual é a forma como vocês organizam a relação, e a escuta clínica deve focar nos vínculos e acordos, sem julgamentos morais sobre a estrutura do casal.
O ponto principal muitas vezes não é a prontidão do terapeuta em acolher a queixa, mas a disposição do casal em atravessar um processo psicoterapêutico profundo. Acolher o conflito pontual é diferente de sustentar uma análise sobre o que se repete, sobre as angústias do desejo e os acordos inconscientes de cada um.
Ao buscar terapeutas com formação em casal e família, vocês encontrarão o suporte adequado para investigar essas questões de forma madura e implicada
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Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris
Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Independente de os teus pais serem narcisistas ou não, o ponto central é que me parece que estás em sofrimento e precisas encontrar formas de te proteger e lidar com essa relação.
Nas famílias, quando existem investigações diagnósticas em andamento, as percepções de lado a lado podem ficar atravessadas por muitos ruídos, angústias e dificuldades de comunicação, o que torna o convívio extremamente doloroso.
Por isso, é fundamental que tu tenhas o teu próprio espaço de escuta. Buscar uma psicoterapia individual vai te permitir não só investigar esses conflitos, mas ter as tuas dores acolhidas e compreender essa dinâmica familiar sem julgamentos. Nesse processo, proteger a tua estabilidade é prioridade: tenta não entrar em embates diretos nos momentos de maior tensão, preservando-te emocionalmente e mantendo o foco no teu bem-estar.
Procura manter sempre um diálogo aberto com a tua equipe de saúde, conversando abertamente com o teu psiquiatra e o teu psicólogo. Eles são a tua referência segura para te ajudar a organizar a convivência familiar e conduzir todo o teu processo com o cuidado que tu precisas.
Caso queiras um espaço seguro para conversar e trabalhar essas questões, fico inteiramente à disposição para te acompanhar nesse processo.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A tua fala traz uma angústia muito profunda e, ao mesmo tempo, extremamente honesta. A maternidade costuma suscitar mais perguntas do que respostas. Quando dizes que a tua vida finalmente poderia começar, vale lembrar que um bebê nunca chega sobre um papel em branco: ele chega sobre a tua história, as tuas escolhas, a tua solitude e a relação com a tua própria mãe, que também se transforma com essa travessia.
O bebê, antes de nascer, costuma ser idealizado e investido de expectativas, enquanto tu ficas com o peso do corpo e do isolamento. Sentir que ele roubará a tua vida é uma defesa legítima diante do receio de que a maternidade exija o apagamento da mulher que tu és. O vazio de planos não significa ausência de desejo, mas sinal de que ainda estavas construindo o teu espaço no mundo. A gravidez atravessou esse tempo, trazendo a urgência de cuidar de outro alguém quando tu ainda precisas cuidar de ti.
O que pode significar a tua decisão de te mudares? Essa é uma questão importante a se desdobrar, pois um bebê não precisa de uma mãe que se anule por completo, mas de uma mulher que consiga seguir desejando e vivendo para além da maternidade.
Essa travessia não precisa ser feita na solidão. Se quiseres um espaço seguro para investigar essas dores e te haver com essas questões sem te perderes de ti mesma, fico inteiramente à disposição para te acompanhar em processo terapêutico.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A tua dúvida traz uma angústia muito profunda, que vai desde o medo de estar traindo o teu relacionamento até a busca por entender se isso seria um sinal de TOC, ansiedade ou baixa autoestima.
Em primeiro lugar, o desejo de validação, querer parecer bonita, legal e bem-sucedida para alguém do passado se refere muito mais à tua relação com a tua própria imagem do que a uma atitude de traição. O ponto central e mais doloroso aqui é o julgamento mental que tu fazes contigo mesma. A culpa surge porque a tua mente transforma uma preocupação com a imagem em uma espécie de falta grave, como se pensar no olhar do outro fosse um ato de infidelidade.
Essa necessidade de diagnóstico costuma aparecer como uma tentativa de dar um nome e uma resposta exata para conter a angústia da dúvida. Mais do que enquadrar a tua experiência em um rótulo rígido, o fundamental é entender por que o olhar do outro ganhou tanto peso a ponto de paralisar a tua espontaneidade e por que o teu autojulgamento é tão severo.
Aprender a acolher essas dúvidas sem se haver com tanta culpa é um caminho libertador. Se quiseres um espaço seguro e acolhedor para investigar de onde vem essa necessidade de aprovação e compreender essas angústias sem julgamentos, fico inteiramente à disposição para te acompanhar em processo terapêutico.
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como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Parece que estás a passar por uma angústia e por um desafio muito profundo. Fiquei pensando sobre o termo "teleguiado" e a mim pareceu que ele aponta para uma vivência em que a pessoa se sente sem o controle sobre as próprias ações, operada por um impulso automático, como se estivesse sob o domínio de uma condução externa.
É importante compreender o que caracteriza uma dinâmica compulsiva: ela surge exatamente quando um comportamento deixa de ser uma escolha consciente ou busca de prazer e passa a ser impulsionado por uma urgência incontrolável de alívio. Esses impulsos compulsivos raramente dizem respeito apenas ao conteúdo erótico em si. Na maioria das vezes, a cena pornográfica funciona como um objeto para convocar uma resposta rápida diante de estados insuportáveis de angústia, desamparo e vazio. Essa sensação de ser teleguiado revela uma posição em que o sujeito se coloca como objeto à mercê desse automatismo.
O caminho para transformar essa relação envolve compreender a função desse sintoma sem recorrer a punições morais ou a promessas de controle absoluto. A culpa devastadora que costuma surgir logo após o ato é a outra face dessa mesma engrenagem: uma punição que retroalimenta o circuito e mantém a pessoa aprisionada na repetição. O trabalho psicoterapeutico passa por escutar o que esse automatismo vem denunciar e qual é a satisfação paradoxal que se obtém ao se colocar nesse lugar de passividade.
Sair desse automatismo exige poder dar palavra a essa angústia. Se quiseres um espaço seguro e acolhedor para investigar a tua história e te haveres com o teu próprio desejo sem julgamentos morais, fico inteiramente à disposição para te acompanhar em processo terapêutico.
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Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f
Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A tua dúvida traz um ponto extremamente importante e muito frequente na clínica: o impacto do excesso de informação sobre o sofrimento psíquico.
Sim, o excesso de pesquisas pode não só atrapalhar, mas intensificar significativamente uma ansiedade que já estava presente. Quando atravessas um período mais isolado e começas a pesquisar compulsivamente sobre fobia social e outros transtornos, a mente passa a operar em um estado de hipervigilância.
A pesquisa na internet frequentemente funciona como uma tentativa de controle ou de antecipação do perigo. Contudo, em vez de trazer alívio, a leitura constante sobre sintomas costuma fornecer novos nomes, imagens e teorias para a angústia, o que acaba fortalecendo a fantasia de incapacidade e paralisando a ação. A pessoa passa a antecipar o pânico e a monitorar cada reação do próprio corpo, tornando o ato de sair de casa sozinho um desafio gigantesco.
Sob a perspectiva da psicanálise, o saber teórico da internet sobre um transtorno é genérico e não dá conta da tua história singular. Quando a teoria passa a ocupar o lugar da experiência viva, ela pode se transformar em um diagnóstico paralisante, onde a pessoa passa a performar os sintomas que leu, distanciando-se do seu próprio desejo e da sua capacidade de agir no mundo.
O caminho para retomar a tua autonomia não é acumular mais informação sobre a fobia, mas construir um espaço de fala onde possas entender o que a tua ansiedade vem denunciar e o que te retém dentro de casa.
Se quiseres um espaço seguro e acolhedor para investigar essa angústia e recuperar a tua circulação no mundo sem a tirania do excesso de pesquisas, fico inteiramente à disposição para te acompanhar em processo terapêutico.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A tua dúvida reflete com muita honestidade a transição da paixão inicial para a estabilidade de um relacionamento longo.
A efervescência do começo naturalmente se transforma. O conforto nas conversas e o cuidado mútuo mostram que existe um vínculo afetuoso vivo, mas a checagem constante e a ansiedade de tentar medir o que sentes acabam sufocando a tua espontaneidade.
O amor não se força, mas pode ser redescoberto quando tu te dás tempo para investigar o teu próprio desejo sem a cobrança por respostas imediatas. Se quiseres um espaço seguro para compreender essas angústias, fico inteiramente à disposição para te acompanhar em processo terapêutico.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Essa é uma dúvida muito comum no processo analítico e demonstra uma reflexão importante sobre o que estás a vivenciar na relação com a tua psicóloga.
Na psicanálise, compreendemos que o próprio conceito de transferência não está separado do amor ou do desejo; a transferência é, essencialmente, a atualização do amor na cena terapêutica. O setting analítico cria um espaço protegido, de escuta, acolhimento e ausência de julgamentos que raramente encontramos no cotidiano. Por isso, é absolutamente natural que esse ambiente desperte sentimentos intensos, carinho, admiração e, muitas vezes, fantasias de natureza amorosa ou sexual.
A grande diferença não está em classificar o sentimento como "de mentira" (transferência) ou "de verdade" (interesse real). O ponto central é a função desse sentimento:
A natureza do vínculo: O interesse surge atravessado pela função que o profissional ocupa na tua vida — um lugar de suposição de saber, cuidado e acolhimento — e não pelo convívio real e cotidiano fora do consultório.
O amor que convoca o trabalho: Esses sentimentos não são um erro ou uma falha, mas um material clínico valioso. Eles revelam formas como tu te vinculas, tuas buscas, teus desejos e as tuas expectativas em relação ao outro.
Longe de ser algo a ser escondido ou motivo de vergonha, levar essa questão abertamente para a tua própria psicóloga é um passo fundamental. É justamente ao poder falar sobre o que sentes por ela dentro da sessão que esses afetos podem ser acolhidos e integrados ao teu processo de análise, sem riscos e com toda a ética necessária.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A tua fala traz uma dor imensa e uma coragem muito grande de ser dita.
Em primeiro lugar, é preciso dizer com toda a clareza: tu não és defeituosa. As reações do teu corpo, o choro, o medo e as imagens que surgem na intimidade não são defeitos, mas marcas de traumas graves que aconteceram quando eras uma criança e não tinhas como te defender. O teu corpo aprendeu a associar a intimidade ao perigo e, quando o contato físico acontece, aquilo que não pôde ser significado na infância retorna como pânico e angústia.
O uso do álcool para tentar anestesiar esse sofrimento acaba desorganizando ainda mais o teu psiquismo, rebaixando as tuas defesas e fazendo com que o real do trauma irrompa em crises de pânico e memórias dolorosas. Tentar forçar o teu corpo a viver a intimidade antes de elaborar essas marcas só repete a violência que tu já viveste.
O caminho para a elaboração não é te exigires uma normalidade imediata, mas respeitares o tempo do teu corpo e os teus limites. É fundamental poder dar palavra a essa dor em um espaço protegido, onde a tua história possa ser escutada sem pressa e sem cobranças.
Tu não precisas carregar esse peso sozinha nem te submeter à dor para provar valor a ninguém. Se quiseres um espaço seguro e acolhedor para cuidar dessas feridas e reconstruir a tua relação com o teu próprio corpo, fico inteiramente à disposição para te acompanhar em processo terapêutico.
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezado(a), o sofrimento que você descreve reflete um forte desgaste psíquico e um impasse que a psicanálise compreende através da compulsão à repetição: a tendência inconsciente de nos mantermos em dinâmicas dolorosas e familiares, muitas vezes tentando corrigir feridas que antecedem o próprio casamento. Quando você assume a responsabilidade pelos conflitos, mas não encontra reciprocidade, o vínculo deixa de ser saudável e passa a consumir sua autoestima e energia vital, gerando uma sensação crônica de impotência. O limite de uma relação se estabelece quando a manutenção do laço exige o sacrifício da sua integridade emocional e quando a rotina de hostilidade passa a afetar os filhos, que sofrem ao testemunhar a perda de respeito entre os pais. O medo da solidão é uma face legítima da angústia de separação e do luto pelo ideal de família que se desfaz, mas é fundamental lembrar que o fim do vínculo conjugal (marido e mulher) não rompe o vínculo parental (pai e filhos); um pai fortalecido e em paz oferece um suporte muito mais seguro e saudável do que a permanência em um ambiente conflagrado.
A psicanálise não decidirá o futuro do seu casamento, mas oferecerá um espaço de escuta para você compreender o que o prende a esse ciclo e resgatar o seu valor como sujeito. Uma análise individual será fundamental para decifrar essas mágoas e ajudá-lo a fazer escolhas baseadas no respeito por si mesmo, e não na culpa ou no medo do desconhecido. Caso queira aprofundar essas questões, compreender melhor esses padrões relacionais ou dar início a um processo terapêutico, coloco-me à total disposição para esclarecer eventuais dúvidas e para acolhê-lo em atendimento.
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Como a integração entre neuropsicologia e psicanálise pode favorecer o planejamento terapêutico de p
Como a integração entre neuropsicologia e psicanálise pode favorecer o planejamento terapêutico de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Prezado(a), o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impõe um sofrimento psíquico intenso, marcado por uma forte instabilidade e pelo medo avassalador do abandono. Na clínica psicanalítica, compreendemos que esse sujeito opera predominantemente pelo mecanismo da clivagem, dividindo a si e aos outros entre o "totalmente bom" e o "totalmente mau". Por essa razão, recorrer a múltiplas abordagens ao mesmo tempo nem sempre é a melhor indicação. Em pacientes com TPB, uma preocupação central é justamente a fragmentação da transferência; o paciente pode facilmente projetar e dividir aspectos de si entre dois terapeutas, estabelecer alianças distintas ou reproduzir esses mesmos mecanismos de cisão entre os profissionais, o que acaba dificultando e paralisando o processo terapêutico.
Para que a análise tenha eficácia, o manejo exige que o terapeuta sustente uma função de forte continência no aqui-e-agora da sessão, ajudando o paciente a suportar e simbolizar seus afetos sem recorrer à urgência das atuações. Portanto, quando houver uma real indicação para um trabalho concomitante com outra especialidade, torna-se fundamental que cada profissional tenha funções claramente definidas e que o tratamento seja muito bem articulado, garantindo que a dinâmica de divisão do paciente não comprometa o processo e que o percurso seja conduzido sempre em benefício do seu amadurecimento e integração psíquica. Caso queira compreender melhor as especificidades desse manejo ou dar início ao processo terapêutico, coloco-me à total disposição para esclarecer dúvidas e para acolhê-lo(a) em atendimento.
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De que maneira a neuropsicologia pode dialogar com a teoria psicanalítica na formulação do manejo cl
De que maneira a neuropsicologia pode dialogar com a teoria psicanalítica na formulação do manejo clínico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuropsicologia e a psicanálise podem dialogar de forma complementar, desde que preservem seus referenciais teóricos. A avaliação neuropsicológica pode contribuir para a compreensão de funções como atenção, memória, funções executivas e controle inibitório, oferecendo dados que auxiliam no planejamento do manejo clínico. Já a psicanálise busca compreender a dinâmica psíquica, os conflitos inconscientes, a organização da personalidade e os fenômenos transferenciais.
No Transtorno de Personalidade Borderline, esse diálogo pode enriquecer a compreensão do funcionamento do paciente. Entretanto, quando ambos os profissionais realizam psicoterapia, é importante considerar o risco de fragmentação da transferência e de reprodução de mecanismos de cisão, frequentes nesses pacientes. Por isso, um trabalho integrado requer papéis bem definidos e objetivos clínicos claramente delimitados.
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“Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na
“Como se estrutura o manejo clínico do paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) na perspectiva psicanalítica, e qual a função da escuta analítica em articulação (ou não) com a psiquiatria?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicanálise, o tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) busca compreender a origem do sofrimento emocional e ajudar a pessoa a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com suas emoções e relacionamentos. A escuta do analista é fundamental porque permite que o paciente dê sentido às suas experiências, reconheça padrões de funcionamento e encontre novas formas de compreender e lidar com seus conflitos. Em muitos casos, o acompanhamento com um psiquiatra também é indicado, especialmente quando há sintomas intensos ou risco à segurança. As duas abordagens podem atuar de forma complementar, cada uma com sua função no tratamento.
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Como a comunicação interpessoal pode ser prejudicada no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)
Como a comunicação interpessoal pode ser prejudicada no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sob as óticas psicanalítica, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e neuropsicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a ótica psicanalítica, a comunicação no Transtorno de Personalidade Borderline é profundamente prejudicada por uma intensa instabilidade no mundo interno, onde o outro é percebido em extremos, ou totalmente idealizado ou totalmente desvalorizado, sem meio-termo. Diante de qualquer pequena frustração ou do medo pânico do abandono, a pessoa tende a reagir de forma armada ou impulsiva, transformando o diálogo em um palco de defesas e angústias. Esse desgaste frequente acaba afastando os parceiros e confirmando, tragicamente, o próprio receio de rejeição que ela tentava evitar.
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Por que uma abordagem multidisciplinar é importante para compreender o Transtorno de Personalidade B
Por que uma abordagem multidisciplinar é importante para compreender o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e a interação social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Porque o TPB resulta da interação entre fatores emocionais, relacionais, biológicos e sociais. Na psicanálise , compreender essa complexidade permite entender como a história de desenvolvimento e as relações interpessoais influenciam a personalidade e o funcionamento social do indivíduo
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"Quais critérios psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos devem ser considerado
"Quais critérios psicodinâmicos, cognitivo-comportamentais e neuropsicológicos devem ser considerados na decisão clínica de encaminhamento psiquiátrico no contexto psicoterapêutico?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os critérios psicodinâmicos incluem prejuízo na integração da identidade, uso predominante de defesas primitivas, fragilidade do teste de realidade, dificuldades na regulação dos afetos e comprometimento da capacidade de mentalização, indicando a necessidade de avaliação psiquiátrica quando esses fatores comprometem o processo psicoterapêutico ou representam risco ao paciente.
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Quais são os critérios clínicos para o encaminhamento de pacientes ao psiquiatra na prática psicológ
Quais são os critérios clínicos para o encaminhamento de pacientes ao psiquiatra na prática psicológica, considerando as perspectivas da Psicanálise, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da Neuropsicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sob a ótica psicanalítica, o encaminhamento ao psiquiatra ocorre quando o sofrimento psíquico transborda a capacidade de elaboração pela palavra, gerando uma angústia tão avassaladora que impede a associação livre e o andamento das sessões. Esse suporte médico torna-se clínico e ético quando a dor psíquica se transforma em atuações perigosas, como risco iminente de auto ou heteroagressão, em surtos psicóticos, desorganização severa do pensamento, ou quando o sofrimento fica tão insuportável que o sujeito não consegue progredir nas sessões. A medicação não busca calar o sujeito, mas sim rebaixar o volume do sofrimento para um nível suportável, devolvendo ao paciente as condições mínimas para que ele possa voltar a falar, escutar-se e dar continuidade ao processo terapêutico.
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"Como as comorbidades observadas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem ser compreend
"Como as comorbidades observadas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem ser compreendidas à luz da organização borderline da personalidade, dos conflitos intrapsíquicos e dos mecanismos de defesa predominantes?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De acordo com o olhar da psicanálise, as comorbidades no Transtorno de Personalidade Borderline não são diagnósticos independentes que se somam, mas sim diferentes manifestações clínicas de uma mesma estrutura de base, a organização borderline da personalidade. Como o mundo interno é marcado por uma forte instabilidade e pela incapacidade de integrar os aspectos bons e maus de si e dos outros, os conflitos intrapsíquicos geram uma angústia avassaladora que o ego frágil não consegue digerir. Para tentar dar conta dessa dor, o psiquismo recorre a mecanismos de defesa primitivos, onde a cisão e a identificação projetiva fragmentam a realidade e os afetos. Assim, sintomas que a psiquiatria tradicional classifica como comorbidades, tais como episódios depressivos graves, transtornos alimentares, abuso de substâncias ou crises de ansiedade aguda, funcionam na verdade como tentativas desesperadas de escoar ou anestesiar esse sofrimento intolerável através do corpo e da ação, encenando na superfície o colapso decorrente da fragilidade dessa arquitetura interna.
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"Qual é a explicação da psicanálise, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da neuropsicologia
"Qual é a explicação da psicanálise, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da neuropsicologia para o sentimento de não pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pela perspectiva psicanalítica, o sentimento de não pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline decorre da profunda fragmentação do próprio ego e da instabilidade das relações internas. Como o indivíduo não possui um ego coeso e transita constantemente entre extremos emocionais, ele se sente permanentemente exilado de si mesmo e, consequentemente, dos grupos sociais. A utilização de defesas primitivas como a cisão impede que ele estabeleça vínculos estáveis e integrados, gerando a sensação crônica de ser um eterno estranho em qualquer ambiente. Assim, essa dolorosa solidão não nasce de uma rejeição externa real, mas sim da dificuldade psíquica de se ancorar e se sentir seguro tanto dentro de si quanto no olhar do outro.
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Como o tratamento psicológico atua no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sob a visão psica
Como o tratamento psicológico atua no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sob a visão psicanalítica, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da neuropsicologia?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De acordo com o olhar da psicanálise, o tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline envolve um analista que atua como uma mente auxiliar para dar contorno ao sofrimento do paciente. Em vez de focar apenas em conflitos reprimidos, o profissional oferece uma base segura e uma postura ativamente viva no consultório, ajudando o paciente a desenvolver a capacidade de mentalização, que é a habilidade de compreender os próprios estados emocionais e os das outras pessoas. Através desse vínculo real e sustentável na transferência, o sujeito consegue gradualmente integrar sua identidade antes fragmentada, transformando o vazio crônico e as dores sem nome em conteúdos que podem ser sentidos, pensados e comunicados. Com o fortalecimento desse ego frágil por meio da experiência compartilhada na análise, o paciente aprende a tolerar a ambivalência e a solidão, tornando-se capaz de estabilizar seu mundo interno e de habitar as relações sociais sem o medo constante do abandono.
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…