Perguntas do paciente (1505)
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Estou tomando o sertralina ah mais de 30 dias e ainda sinto ansiedade, fraqueza ao fazer atividades
Estou tomando o sertralina ah mais de 30 dias e ainda sinto ansiedade, fraqueza ao fazer atividades em casa e desânimo. É normal ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer, mas após mais de 30 dias ainda ter ansiedade, desânimo e fraqueza merece uma reavaliação médica. A sertralina pode levar algumas semanas para fazer efeito, e algumas pessoas precisam de ajuste de dose ou outro tratamento.
Não aumente nem pare a sertralina por conta própria.
Entre em contato com o médico que prescreveu para relatar esses sintomas.
Se a fraqueza for intensa, estiver piorando ou vier com desmaio, confusão ou pensamentos de se machucar, procure atendimento médico imediatamente.
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Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, enc
Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, encontro indiferença. Tenho medo de que a terapia esteja criando uma expectativa que a realidade não sustenta.
Porque o psicólogo me faz sentir acolhido e numa atmosfera e perspectiva de compreensão, reflexão, diálogo e atenção que não existe no mundo lá fora do consultório e das sessões? No mundo lá fora o que eu vejo são pessoas que não querem saber de mim e dos meus sentimentos. Sendo assim e isto constatado, porque o psicólogo faz parecer que o mundo é um lugar bom e fácil de encaixar e que é preciso ter amigos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve faz sentido. A terapia não deveria significar que o mundo inteiro funciona como o consultório.
O consultório é um ambiente artificialmente construído para escuta: o psicólogo está ali justamente para prestar atenção em você, compreender o que você sente e ajudá-lo a refletir. Fora dali, as relações são mais variadas: algumas pessoas serão indiferentes, outras serão acolhedoras, e muitas simplesmente não terão disponibilidade emocional naquele momento.
Ter amigos também não significa esperar que eles ofereçam o mesmo tipo de acolhimento de um psicólogo. Amizades podem proporcionar companhia, afeto e pertencimento, mas têm limites e reciprocidade.
Talvez uma questão importante para levar à terapia seja exatamente esta:
“Quando estou aqui, consigo acreditar que existe compreensão; quando saio, a realidade parece confirmar o contrário. Tenho medo de que a terapia esteja criando expectativas que o mundo não consegue sustentar.”
Isso não significa necessariamente que a terapia esteja te enganando. Pode significar que vocês precisam trabalhar como encontrar relações suficientemente boas sem esperar que o mundo seja tão acolhedor quanto uma sessão e sem concluir que, por existirem pessoas indiferentes, ninguém se importa.
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O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo
O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo pra conseguir resolver, até tenho um posicionamento sobre e tô tentando não mexer no assunto que me angustia, mas fico com medo de não ser toc ou até ser mas eu ainda estar em risco quanto ao conteúdo, daí tudo até mesmo o mecanismos pra superar o toc eu duvido, pq pode ser que eu esteja fazendo errado e fico perdida na minha cabeça, parece que eu não tenho certeza de nada e ainda me cobro pra viver normal e sentir algum orgulho de mim, mas não consigo pq parece que eu não tô vivendo certo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve combina com um ciclo muito comum no TOC: a dúvida gera ansiedade → você tenta obter certeza → a certeza nunca parece suficiente → surge uma nova dúvida.
No TOC religioso, isso pode acontecer até com a própria dúvida: “E se não for TOC?”, “E se eu estiver fazendo errado?”, “E se eu ainda estiver em risco?”. Tentar resolver essas perguntas definitivamente pode acabar alimentando o ciclo.
O caminho geralmente não é conseguir 100% de certeza, mas aprender a tolerar a possibilidade de não ter certeza e continuar vivendo mesmo assim. Isso não significa ignorar um perigo real; significa não transformar cada dúvida em uma investigação interminável.
Por enquanto, tente:
Não ficar revisando mentalmente o conteúdo para descobrir se você está certa.
Não buscar repetidamente garantias sobre se é TOC ou não.
Quando vier a dúvida, reconhecer: “Estou tendo uma dúvida do TOC. Não preciso resolvê-la agora.”
Voltar, mesmo com ansiedade, para aquilo que estava fazendo.
Levar exatamente esse ciclo ao psicólogo: “Até a estratégia para tratar o TOC virou objeto de dúvida e checagem.”
E uma coisa importante: você não precisa sentir certeza, orgulho ou tranquilidade para estar vivendo corretamente. O objetivo não é eliminar toda angústia antes de começar a viver.
Se você estiver fazendo tratamento específico para TOC, especialmente TCC com exposição e prevenção de resposta (EPR/ERP), vale conversar com seu psicólogo sobre isso.
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Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido
Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido a nenhuma outra), mas eu sempre tenho a sensação que estou falando coisas muito confusas nas minhas consultas, que eu nem sempre falo o que eu estou sentindo de verdade ou que eu não exponho o que eu realmente deveria, mesmo que sem querer. Ás vezes parece que eu não sei responder a nenhuma pergunta dirigida a mim ou que eu fico tão nervosa para responder que eu acabo respondendo qualquer coisa sem analisar bem. Eu gostaria saber se é comum sentir isso durante as primeiras sessões e como eu posso melhorar isso ou conseguir externalizar os problemas que eu quero trabalhar na terapia.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é bem comum, principalmente nas primeiras sessões e sendo sua primeira experiência com terapia. Você ainda está conhecendo a terapeuta e aprendendo a falar sobre coisas que podem ser difíceis ou confusas.
Para facilitar:
Anote durante a semana o que te incomodou, mesmo que pareça bobo ou confuso.
Leve para a sessão os assuntos que você quer falar, mas costuma evitar.
Se não souber responder, pode simplesmente dizer: “Não sei”, “Preciso pensar” ou “Não sei explicar direito”.
Conte à terapeuta que você fica nervosa e sente que não consegue expressar o que realmente pensa. Isso também é algo que vocês podem trabalhar juntas.
Você não precisa saber exatamente o que sente antes de entrar na terapia. Parte do processo é justamente descobrir isso.
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Olá É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?
Olá
É normal um psicólogo durante a consulta interromper o paciente pra falar da vida pessoal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode acontecer, mas não é algo que deva ocupar a maior parte da sessão.
Um psicólogo pode fazer alguma breve autorrevelação quando isso tiver uma finalidade terapêutica. Porém, se ele frequentemente interrompe você para contar histórias da própria vida, isso pode tirar o foco da sua terapia.
Se estiver te incomodando, você pode dizer diretamente: “Quando você fala da sua experiência pessoal durante a sessão, eu sinto que perco o foco do que estava tentando falar.”
Também vale observar com que frequência acontece e se isso ajuda ou atrapalha você.
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É verdade que as 3 da manhã o cérebro desacelera a onda Cerebral gera ondas Alfa e relaxamento autom
É verdade que as 3 da manhã o cérebro desacelera a onda Cerebral gera ondas Alfa e relaxamento automaticamente naturalmente? mesmo em pessoas que tem dificuldades em relaxar pra dormir e que tem insônia intensa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não exatamente. Não existe uma regra de que às 3h da manhã o cérebro automaticamente produz ondas alfa e entra em relaxamento, mesmo em quem tem insônia.
As ondas cerebrais mudam principalmente conforme o estágio do sono, não por ser especificamente 3h.
Ondas alfa são mais associadas à vigília relaxada, especialmente com os olhos fechados, e não são o principal padrão do sono profundo.
Em pessoas com insônia, o cérebro pode permanecer em um estado de maior alerta mesmo durante a noite.
O relógio biológico influencia o sono, mas não garante que a pessoa relaxará automaticamente em determinado horário.
Portanto, mesmo às 3h, alguém com insônia intensa pode continuar bastante desperto e ansioso.
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Como a TCC pode ajudar um jogador de futebol a perder e lidar com o medo de errar, pressão da torcid
Como a TCC pode ajudar um jogador de futebol a perder e lidar com o medo de errar, pressão da torcida, medo de ser criticado, medo de ser julgado, necessidade de agradar a todos, e o medo de jogar contra times e campeonatos grandes? Quando o atleta aprende a perder e lidar com esses medos, o desempenho e a performance sobe muito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) pode trabalhar exatamente esses pontos no atleta.
Ela pode ajudar o jogador a:
identificar pensamentos como “não posso errar”, “vão me criticar” ou “preciso agradar todo mundo”;
aprender a aceitar o erro como parte do jogo, sem transformar um erro em prova de incapacidade;
reduzir a ansiedade antes e durante partidas importantes;
desenvolver foco no que está sob seu controle (decisão, posicionamento, esforço, execução), em vez da torcida ou julgamento externo;
treinar mentalmente situações de pressão e exposição;
desenvolver estratégias para recuperar a concentração depois de cometer um erro.
Um objetivo importante não é necessariamente “perder o medo”, mas aprender a jogar mesmo sentindo algum medo ou pressão, sem deixar que isso controle suas decisões.
E sim: quando a ansiedade, o medo de errar e a preocupação excessiva com julgamento deixam de interferir tanto, o desempenho pode melhorar, porque o atleta consegue direcionar mais atenção para a própria execução. Mas não é possível garantir que a performance “subirá muito”; isso varia de atleta para atleta.
Um bom psicólogo do esporte também pode combinar TCC com treino de habilidades psicológicas específicas para competição.
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tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recent
tive diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, e Altas Habilidades mt recentemente. Uma questão que me incomoda muito é uma grande fobia social. Gostaria de saber se Terapia Cognitiva Comportamental seria boa para mim.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A TCC pode ser uma boa opção para fobia/ansiedade social em pessoas autistas, especialmente quando adaptada ao TEA.
Ela pode ajudar a:
diminuir o medo de julgamento e rejeição;
reduzir pensamentos excessivamente negativos sobre situações sociais;
trabalhar a evitação e aumentar gradualmente a confiança;
aprender estratégias para lidar com ansiedade durante interações.
O ideal é procurar um profissional que tenha experiência tanto com TCC quanto com adultos autistas. E o objetivo não é mudar sua personalidade ou “mascarar” o autismo, mas reduzir o sofrimento e aumentar sua liberdade social.
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Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?
Como a TCC trabalha a baixa autoestima e a autoimagem negativa de si, já que a autoimagem é imutável?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC parte justamente da ideia de que a autoimagem não é necessariamente imutável. Ela pode ser bastante resistente e profunda, mas pode mudar com o tempo.
Ela costuma trabalhar assim:
Identifica pensamentos como “sou inferior”, “sou estranho” ou “não sou bom o suficiente”.
Examina as evidências a favor e contra essas conclusões.
Identifica padrões de comparação, autocrítica e interpretação negativa.
Trabalha experiências comportamentais para testar essas crenças na prática.
Desenvolve uma visão de si mais realista e equilibrada, não simplesmente “pensamento positivo”.
Por exemplo, sair de “eu sou um fracasso” para algo como “tenho dificuldades em algumas áreas, mas isso não define meu valor como pessoa”.
O objetivo não é obrigar você a gostar de si o tempo todo, mas fazer com que sua percepção de si seja menos distorcida, rígida e negativa
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É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter? Ontem eu estava acordando, ainda c
É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter?
Ontem eu estava acordando, ainda com muito sono, em tinha aberto os olhos ainda, quando do nada me veio na cabeça um cara que um dia gostei e sorri. Assim que abri os olhos, pensei: “Ué, mas eu nem gosto mais dele. Essa pessoa me fez passar por coisas ruins, então por que eu tive essa reação?”
Passei o dia remoendo isso e me sentindo culpada, porque eu sei que não gosto mais dele e não quero voltar a ficar com ele. Mas aquele momento me fez questionar se uma reação espontânea pode significar alguma coisa.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Podemos ter sentimentos, pensamentos e reações espontâneas que não escolhemos ter. Isso não significa que eles representem necessariamente o que queremos ou sentimos hoje.
No seu caso, sorrir ao lembrar dessa pessoa não significa que você ainda goste dela, que queira voltar ou que tenha algum desejo oculto. O cérebro pode recuperar uma memória associada a sentimentos que existiram no passado, e a reação emocional pode acontecer automaticamente.
O mais importante é diferenciar:
Pensamento espontâneo ≠ desejo.
Reação automática ≠ decisão.
Lembrar de alguém ≠ querer essa pessoa novamente.
A culpa provavelmente veio da interpretação que você deu à reação: “Se eu sorri, então ainda gosto dele.” Mas essa conclusão não é necessariamente verdadeira.
Você não precisa controlar o que aparece espontaneamente na mente. O que importa é o que você escolhe fazer a partir disso.
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Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u
Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso pode ser trabalhado principalmente identificando e questionando a crença de que se priorizar é ser egoísta.
Um caminho terapêutico seria:
Identificar a crença: “Se eu me colocar em primeiro lugar, estou sendo egoísta.”
Questionar: “Eu consideraria egoísta outra pessoa cuidar das próprias necessidades?”
Diferenciar egoísmo de autocuidado: priorizar-se não significa ignorar ou prejudicar os outros.
Começar pequeno: reservar tempo para algo que gosta, estabelecer limites e reconhecer suas próprias necessidades.
Trabalhar a culpa: sentir culpa ao se priorizar não significa que você esteja fazendo algo errado.
Construir uma nova crença: “Posso cuidar de mim e, ao mesmo tempo, continuar me importando com os outros.”
O objetivo não é “tirar uma força negativa de dentro”, mas aprender a se permitir ocupar espaço na própria vida sem precisar se justificar por isso.
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Na visão da TCC e da neurociência, repetir afirmações positivas e repetir pensamentos positivos todo
Na visão da TCC e da neurociência, repetir afirmações positivas e repetir pensamentos positivos todos os dias, modifica ou cria novas crenças crenças centrais e crenças intermediárias? Pois a cada pensamento e cada palavra que repetimos, cria novas conexões neurais no cérebro fazendo com que modifique ou crie novas crenças? repetir essas afirmações e esses pensamentos todos os dias, cria ou modifica essas crenças centrais e intermediárias?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a repetição pode contribuir para modificar crenças, mas não é tão simples quanto “repetir uma frase = criar uma nova crença”.
Na TCC, crenças centrais e intermediárias são construídas e mantidas por experiências, interpretações, emoções e comportamentos. Para modificá-las, afirmações positivas funcionam melhor quando são realistas, emocionalmente significativas e acompanhadas de novas experiências.
Na neurociência, a repetição de pensamentos pode fortalecer determinados padrões de ativação e aprendizagem. Porém, isso não significa que cada pensamento isolado crie automaticamente uma nova conexão neural ou uma nova crença.
Por exemplo, em vez de repetir apenas:
“Eu sou uma pessoa muito confiante.”
Pode ser mais eficaz trabalhar:
Pensamento: “Posso me sentir insegura e ainda assim conseguir lidar com essa situação.”
Comportamento: enfrentar gradualmente situações que geram insegurança.
Experiência: perceber que conseguiu lidar com elas.
Nova aprendizagem: “Eu sou capaz de enfrentar dificuldades.”
Em resumo: repetir afirmações pode ajudar, mas a mudança de crenças acontece de forma mais consistente quando pensamento, emoção, comportamento e novas experiências se combinam.
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Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do
Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Pelo que descreve, seria importante intensificar seu acompanhamento, principalmente com terapia e avaliação psiquiátrica no CAPS, para entender o que está dificultando sua recuperação e ajustar o tratamento, se necessário.
A internação pode ser considerada, mas deve ser avaliada pela equipe. Terapia regular, junto ao acompanhamento médico, pode ser um passo muito importante para você começar a recuperar sua rotina aos poucos.
Converse com sua mãe e tente pedir ajuda para marcar um atendimento mais frequente no CAPS. Você não precisa resolver sua vida inteira agora — o primeiro objetivo é começar a sair desse lugar com apoio.
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Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz
Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
ina, especialmente após reiniciar, e também pode acontecer depois de uma interrupção abrupta. Em muitas pessoas, os efeitos iniciais diminuem nas primeiras semanas.
Mas como você está com dor há 6 dias e já voltou a tomar há 14 dias, vale avisar seu médico/CAPS para avaliar. Não pare nem altere a dose por conta própria.
Se a dor for muito intensa ou diferente do habitual, ou vier acompanhada de confusão, desmaio, convulsão, fraqueza importante ou alteração visual, procure atendimento urgente.
Se quiser, posso te explicar como diferenciar uma dor de cabeça provavelmente relacionada à sertralina de uma que merece avaliação mais rápida.
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A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergo
A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergonha? Tipo ter bebido anoite e acordar com aquela melancolia de lembrar coisas feias que fiz? e ela altera as ondas cerebrais também ? ou permanece em Beta??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Olhar para a chama da vela pode ajudar a acalmar emoções intensas, principalmente por funcionar como uma técnica de focalização da atenção e redução da ativação emocional.
Após beber, é comum acordar com mais ansiedade, melancolia, culpa ou vergonha. O álcool pode piorar o humor no dia seguinte e intensificar pensamentos negativos.
A meditação pode ajudar você a não se fundir tanto com as lembranças e emoções, mas não elimina imediatamente uma depressão ou uma vergonha profunda.
Sobre as ondas cerebrais: a meditação pode favorecer aumento de alfa e, em estados mais profundos, teta, mas não significa que você “sai do beta” completamente. O cérebro apresenta várias frequências simultaneamente.
Para esse momento, tente: 5 minutos olhando suavemente para a vela + respiração lenta, sem analisar o que aconteceu. Apenas reconheça: “Estou sentindo vergonha e tristeza agora. Esse sentimento vai passar. Posso refletir sobre isso com mais clareza quando estiver emocionalmente mais estável.”
E não medite com a vela se estiver muito sonolenta ou ainda sob efeito do álcool.
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Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi
Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer, mas o que você descreve merece ser observado com mais atenção, principalmente porque há impulso, ansiedade e esquecimento de coisas importantes.
O fato de você saber que essas coisas não são reais é importante. Anotar e depois jogar fora pode funcionar como uma forma de aliviar temporariamente a ansiedade. O problema é se você sente que “precisa” escrever, mesmo sem querer, ou fica muito ansiosa quando não faz isso.
Uma pergunta importante é: o que você sente que pode acontecer se não anotar? Isso pode ajudar a entender a função desse impulso.
Para não substituir coisas importantes por essas anotações, tente ter um único lugar para anotar compromissos e informações realmente necessárias. E, para os outros pensamentos, antes de escrever, espere 10 minutos e observe se o impulso diminui.
Se isso estiver ficando frequente, causando sofrimento ou atrapalhando sua rotina, memória ou concentração, vale conversar com um psicólogo ou psiquiatra para avaliar melhor esse padrão.
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Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b
Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ponto principal é: você não precisa esconder suas qualidades para evitar a rejeição.
Não confunda humildade com se diminuir. Você pode ser inteligente, dedicado e bem vestido sem precisar fingir que não é.
Aceite que algumas pessoas podem zombar. Isso não significa que há algo errado com você. Seu objetivo não é agradar todo mundo, mas conseguir suportar a desaprovação sem se apagar.
Mostre-se aos poucos. Quando receber um elogio, por exemplo, simplesmente diga “obrigado”, sem diminuir a si mesmo.
Não interprete toda reação como inveja. Algumas pessoas podem admirar, outras podem não ligar e algumas podem realmente se incomodar. Você não precisa controlar o que pensam.
Não peça desculpas por gostar de se cuidar. “Eu gosto de me vestir bem” é uma justificativa suficiente.
Escolha bem as pessoas. Autenticidade não significa se expor igualmente com todo mundo. Procure ambientes em que suas qualidades sejam respeitadas.
Quando sentir medo, pense: “Posso ser rejeitado e ainda assim continuar sendo eu.”
No fundo, o objetivo não é perder o medo completamente. É parar de deixar o medo decidir quanto de você pode aparecer.
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Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Acho que o caminho é construir uma vida que desperte seu próprio interesse, em vez de tentar constantemente parecer interessante para os outros.
Tenha curiosidade: estude assuntos que realmente despertam sua atenção, leia, observe, faça perguntas e desenvolva opiniões próprias.
Tenha projetos: algo para construir, aprender ou melhorar. Pessoas envolvidas com algo que importa para elas naturalmente têm mais presença.
Cuide de si: aparência, roupas, corpo, ambiente e postura. Não para impressionar, mas porque você gosta de se sentir bem consigo.
Desenvolva autonomia: saiba passar tempo sozinho sem sentir que precisa de validação constante.
Tenha experiências: viaje, conheça lugares, experimente atividades, converse com pessoas diferentes. Experiência gera repertório.
Cultive personalidade: não tente ser “o cara certo”. Tenha gostos, preferências, valores e limites próprios.
Aprenda a conversar: interesse genuíno pelos outros é mais atraente do que tentar impressioná-los. Escute, faça perguntas e compartilhe também suas experiências.
Não esconda suas qualidades: inteligência, dedicação, cuidado com a aparência e objetividade podem fazer parte de você sem precisar provar nada.
Tenha leveza: saber rir de si mesmo e não levar toda interação como uma avaliação sobre seu valor torna você mais agradável e seguro.
Uma boa pergunta para se fazer diariamente é:
“Se ninguém fosse me julgar ou elogiar, o que eu ainda teria vontade de aprender, fazer, vestir, construir ou experimentar?”
As respostas provavelmente apontam para a pessoa que você quer se tornar.
E uma coisa importante: ser atraente não é parecer extraordinário o tempo todo. É transmitir que você está genuinamente envolvido com a própria vida.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Claro. De forma bem direta:
Perfeccionismo não é TOC. Comece a suspeitar de TOC quando existir um ciclo como:
“Preciso ter certeza” → surge ansiedade/dúvida → faço algo para eliminar a dúvida → sinto alívio → a dúvida volta.
Esse “algo” pode ser tanto físico quanto mental: conferir repetidamente, pesquisar, pedir confirmação, revisar pensamentos, ruminar, refazer algo etc.
A suspeita fica maior quando você:
sente que não consegue resistir a esses comportamentos;
sabe que são exagerados, mas sente que precisa fazê-los;
usa-os principalmente para diminuir a ansiedade;
perde muito tempo nisso ou isso começa a atrapalhar sua vida.
Então, no seu caso, o ponto principal não é ser perfeccionista, mas observar se você está compulsivamente tentando eliminar a incerteza.
Se isso acontece com frequência, já é razoável investigar TOC com um profissional — sem precisar esperar ficar “grave”.
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É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após
É possível mudar qualquer crença central e qualquer crença intermediária disfuncional? E mesmo após conseguir mudar essas crenças, depois de um tempo elas voltam fazendo com que o paciente tenha recaídas? Se o paciente tem recaídas por conta de que a crença disfuncional antiga voltou, então não é possível mudar crenças disfuncionais para sempre ou por algum tempo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, crenças centrais e intermediárias disfuncionais podem mudar. Mas é melhor pensar em “mudança e enfraquecimento” do que em apagamento definitivo.
Uma crença antiga pode reaparecer em momentos de estresse, ansiedade ou diante de situações parecidas com aquelas que originalmente a reforçaram. Isso não significa necessariamente que a terapia falhou ou que a crença voltou ao estado original.
Por exemplo:
Antes: “Se eu não fizer tudo perfeitamente, sou um fracasso.”
Depois da terapia: “Meu desempenho não determina meu valor.”
Em uma situação de muito estresse: surge novamente “eu sou um fracasso”.
A diferença é que, após a mudança terapêutica, a pessoa pode reconhecer essa crença como um padrão antigo, não acreditar nela com a mesma intensidade e agir de maneira diferente.
Por isso, recaída não significa necessariamente que a crença disfuncional foi “restaurada”. Pode significar que o padrão antigo foi reativado. A prevenção de recaídas justamente trabalha com reconhecer gatilhos e sinais precoces e retomar as estratégias aprendidas.
Então, respondendo diretamente:
É possível mudar crenças disfuncionais? Sim.
É possível que elas reapareçam? Sim.
Reaparecer significa que a mudança foi perdida? Não necessariamente.
É possível nunca mais ter nenhum pensamento associado à crença antiga? Não há essa garantia.
O objetivo é eliminar para sempre qualquer pensamento antigo? Não. É desenvolver uma forma nova e mais saudável de interpretá-lo e responder a ele.
Em termos simples: a recaída de um padrão antigo não significa voltar à estaca zero.
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Perguntas frequentes
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Toda vez que saio do banho fico me coçando, já tentei sabonete neutro, sabonete glicerinado, banho m
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