Perguntas do paciente (1505)
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Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,
Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sobre o que você contou:
Pode ser uma crise de ansiedade, mas não dá para confirmar só pelos sintomas.
Não aumente nem diminua a venlafaxina sozinha.
Se você esqueceu alguma dose ou mudou o horário, isso pode provocar sintomas como ansiedade, dor de cabeça e coração acelerado.
Como os sintomas voltaram há 3 dias, fale com seu psiquiatra/médico, principalmente porque você estava bem antes.
Se tiver dor forte no peito, falta de ar, desmaio ou pensamentos de se machucar, procure atendimento urgente.
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Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu
Olá, boa noite.
Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
Eu deveria procurar ajuda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Você deveria procurar ajuda, e de preferência o quanto antes.
O vazio, a perda de interesse e principalmente os pensamentos de “acabar com tudo” são sinais de sofrimento importante. Isso não significa que você esteja condenado a se sentir assim — existe tratamento e ajuda disponível. O Ministério da Saúde orienta procurar uma UBS/CAPS ou outro profissional de saúde mental.
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Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e apr
Por que investir em relacionamentos com amigos se a maioria das pessoas com quem tento vínculo e aprofundo vão embora ou por questões profissionais o por namoro? Penso que é melhor ser sozinho, o máximo autossuficiente possível e desapegado do que tentar investir em relacionamento com as pessoas que vem e vão embora das nossas vidas e ter que procurando outros amigos pra preencher lacunas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo seu raciocínio. Se relacionamentos repetidamente terminam, é natural pensar que depender menos das pessoas dói menos.
Mas há uma diferença entre ser autossuficiente e se isolar para não sofrer:
Você não precisa transformar amizades em algo permanente para que elas tenham valor.
Pessoas podem sair da sua vida e, ainda assim, o vínculo que existiu ter sido real e importante.
Ter várias fontes de apoio amigos, família, interesses, trabalho, projetos — reduz a sensação de que uma pessoa precisa preencher todo o vazio.
O objetivo não precisa ser “não me apegar”, mas “me relacionar sem fazer minha estabilidade depender de alguém ficar para sempre”.
E uma coisa importante: pelo que você descreveu anteriormente sobre vazio, falta de vontade e pensamentos de acabar com tudo, eu não trataria esse desejo de isolamento apenas como uma preferência filosófica. Quando estamos sofrendo, ficar sozinho pode parecer proteção, mas também pode aumentar o sofrimento.
Você não precisa procurar dezenas de amigos nem se forçar a criar vínculos profundos. Um ou dois relacionamentos genuínos já podem fazer diferença. E vale conversar com um psicólogo sobre essa sensação de vazio e desapego.
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Eu comecei a usar anticoncepcional e estou na pausa da minha terceira cartela, eu tenho tomado "cert
Eu comecei a usar anticoncepcional e estou na pausa da minha terceira cartela, eu tenho tomado "certo" mas as vezes esqueço por 1 a 2 horas no MÁXIMO, além disso eu sempre uso camisinha do início ao fim e também faço coito interrompido, existe alguma chance mesmo assim de engravidar? Sou muito paranóica com isso e acho que as vezes acabo estragando o momento por pensar demais e ficar com medo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim existe uma chance teórica, porque nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Mas, pelo que você descreveu, a chance de gravidez parece extremamente baixa, especialmente se você estiver usando uma pílula combinada.
Se você às vezes toma a pílula 1–2 horas depois do horário habitual, isso não é considerado uma falha para a pílula combinada. As recomendações consideram uma pílula como “atrasada” quando passaram menos de 24 horas, e nesse caso não é necessária proteção contraceptiva adicional.
Além disso, você está usando camisinha do começo ao fim e ainda faz coito interrompido. Ou seja, você está utilizando várias camadas de proteção ao mesmo tempo. A camisinha, quando usada corretamente, acrescenta uma proteção importante contra gravidez e também contra ISTs.
Sobre estar na pausa da terceira cartela
Se você tomou corretamente as pílulas hormonais da cartela e está fazendo a pausa exatamente pelo período indicado na bula, a proteção contraceptiva continua durante a pausa. O problema seria, por exemplo, prolongar a pausa além do recomendado ou esquecer várias pílulas, principalmente perto da pausa. A extensão do período sem hormônio é justamente uma das situações que mais preocupa nas orientações sobre pílulas combinadas.
Então, considerando o que você contou:
atrasos de apenas 1–2 horas;
terceira cartela;
pausa feita corretamente;
camisinha do início ao fim;
coito interrompido;
não parece haver um motivo concreto para você achar que está grávida.
E eu queria destacar uma coisa que talvez seja até mais importante: pelo que você descreve, parece que o problema está começando a ser menos a contracepção e mais a ansiedade em relação à possibilidade de gravidez. Você já está tomando a pílula, usando camisinha corretamente e ainda retirando antes de ejacular. É compreensível querer segurança, mas chegar ao ponto de não conseguir aproveitar o momento porque sua cabeça fica procurando constantemente “e se?” pode ser muito angustiante.
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, não dá para presumir que todo terapeuta de casal tenha preparo específico para relacionamentos abertos. Alguns acolhem muito bem, mas outros podem ter uma visão mais tradicional de relacionamento e acabar tratando a não monogamia como o “problema” o que pode prejudicar a terapia.
Eu recomendaria procurar alguém que tenha experiência com não monogamia consensual (CNM), relacionamentos abertos ou poliamor. Não significa que o profissional precise ser não monogâmico, mas é importante que ele tenha formação e uma postura não patologizante e sem julgamentos.
Antes de marcar, vocês podem perguntar diretamente:
“Você atende casais em relacionamentos abertos ou não monogâmicos?”
“Já trabalhou com questões específicas de não monogamia consensual?”
“Como você aborda ciúmes, acordos, limites e relacionamentos extraconjugais dentro de uma relação consensualmente aberta?”
A própria resposta do profissional já pode dar uma boa indicação de se vocês se sentirão acolhidos.
Resumo: eu não escolheria simplesmente um terapeuta de casal qualquer. Procuraria alguém que explicitamente tenha experiência com não monogamia consensual. Isso aumenta bastante a chance de vocês poderem trabalhar os dilemas reais da relação sem precisar primeiro “convencer” o terapeuta de que o relacionamento de vocês é válido.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC trabalha os três de forma integrada, identificando e modificando pensamentos e crenças negativas sobre si mesmo e sobre os outros.
Baixa autoestima: questiona crenças como “sou feio” e “ninguém vai me amar”.
Depressão: trabalha pensamentos como “sou inútil” e “não sou bom o suficiente”.
Ansiedade social: trabalha pensamentos como “estão me julgando” e “preciso agradar todo mundo”.
O objetivo é desenvolver pensamentos mais realistas e equilibrados, aumentar a autoestima e promover comportamentos mais saudáveis.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC trabalha os três de forma integrada, identificando pensamentos e crenças negativas sobre si mesmo e sobre as situações.
O tratamento busca:
Questionar pensamentos disfuncionais;
Fortalecer a autoestima;
Desenvolver comportamentos mais saudáveis;
Reduzir a evitação social;
Aumentar atividades prazerosas e sensação de competência.
Assim, trabalha pensamentos, emoções e comportamentos que mantêm esses problemas.
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Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris
Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se os pais usam suas crises para te intimidar, controlar ou desqualificar, a TCC pode ajudar a diferenciar fatos de interpretações, reconhecer manipulações e estabelecer limites.
Em situações de conflito:
Evite discutir durante uma crise ou quando estiver muito abalado.
Responda de forma curta e assertiva.
Não tente provar seu ponto a qualquer custo.
Busque apoio de alguém de confiança e do profissional que acompanha você.
Como há crises psicóticas em investigação, é especialmente importante conversar com seu psiquiatra/psicólogo sobre essas situações para avaliar o que está acontecendo com segurança.
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Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e c
Como a TCC trata a depressão, anedonia, falta de motivação, falta de energia, e crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC trabalha esses sintomas de forma integrada, buscando modificar pensamentos, emoções e comportamentos.
Depressão: identifica e questiona pensamentos negativos e crenças disfuncionais.
Anedonia: utiliza ativação comportamental, retomando gradualmente atividades prazerosas e significativas.
Falta de motivação e energia: estabelece pequenas metas e uma rotina possível, sem esperar a motivação aparecer primeiro.
Crenças centrais: trabalha ideias profundas como “sou inútil” ou “não sou bom o suficiente”.
Crenças intermediárias: modifica regras e pressupostos como “preciso ser perfeito para ser aceito”.
O objetivo é construir pensamentos mais realistas e aumentar gradualmente o funcionamento e a qualidade de vida.
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Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coi
Tenho 23 anos, trabalho a 3 anos, sou introvertido e não tenho habilidade social, não vivi muita coisa e não costumo sair de casa. Estou grávida de 4 meses, e por ver que tava horrível pra mim psicologicamente resolvi me mudar pro bem do bebe, ainda em processo de mudança sem dizer a minha mãe. Fiquei desesperada com a gravidez e agora mesmo tentando gostar e ver algo novo na minha vida, minha cabeça está me fazendo pensar que ele é amado e eu não, e que a viva que eu finalmente poderia começar não é minha, mas sim será pro bebe. O que fazer? Como é possível não ter planos e objetivos na vida, e ao mesmo tempo acreditar que um filho a caminho roubará a minha vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo não significa que você não ame seu bebê. Você está passando por uma grande mudança de vida, e é natural sentir medo, insegurança e até sensação de perda da própria identidade.
Você pode amar seu filho e, ao mesmo tempo, sentir medo de perder sua liberdade, seus planos e sua vida. Uma coisa não anula a outra.
Tente separar duas coisas:
Ser mãe: uma parte da sua vida.
Ser você: continua existindo e também precisa de espaço.
Ter um filho não significa abandonar seus sonhos. Talvez seus planos precisem ser adaptados, mas você ainda pode construir uma vida que tenha seus objetivos, amizades, trabalho, lazer e momentos para você.
E sobre pensar que “ele é amado e eu não”: isso é um pensamento, não necessariamente um fato. Quando ele aparecer, tente perguntar: “Que evidências eu tenho de que isso é verdade?”
Neste momento, não tente resolver toda a sua vida. Pense em pequenos objetivos para você, além da gravidez: algo que queira aprender, um lugar que queira conhecer, uma atividade que queira retomar ou uma pessoa com quem queira criar vínculo.
Você não precisa escolher entre ser mãe e ser você. O objetivo é construir uma vida onde exista espaço para os dois.
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Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou
Como a TCC trata a ansiedade social? Fui diagnosticado com ansiedade social e o psiquiatra me passou 100mg de sertralina, mas não resolveu. Faz 3 anos que eu não vou a escola por conta dessa ansiedade. Tenho medo do julgamento, medo do que os outros estão pensando, medo de ser rejeitado, criticado, medo de desagradar alguém, autoestima baixa. Quando alguém me chama para sair, ir em algum evento, festas ou um jogo de futebol, eu nunca vou por conta dessa ansiedade. Já passei por 2 psicólogas da TCC, mas eu parei de fazer terapia porque eu achei que não estava resolvendo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC trata a ansiedade social trabalhando o medo do julgamento, pensamentos negativos e comportamentos de esquiva.
No seu caso, o foco poderia ser:
Identificar pensamentos como “vão me julgar” ou “vou ser rejeitado”.
Questionar essas interpretações e desenvolver pensamentos mais realistas.
Fazer exposição gradual às situações evitadas, começando pelas mais fáceis e avançando progressivamente.
Trabalhar autoestima, autocrítica e medo de desagradar.
Reduzir comportamentos de segurança e evitar que a ansiedade determine suas escolhas.
Como você está há 3 anos sem ir à escola e evita eventos e encontros, a esquiva parece estar mantendo o problema. O fato de duas experiências anteriores com TCC não terem ajudado não significa que o tratamento não possa funcionar; pode ser importante buscar um profissional com experiência específica em ansiedade social e exposição.
Quanto à sertralina, converse com o psiquiatra sobre a resposta insuficiente antes de fazer qualquer alteração na medicação.
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A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediá
A TCC e o psicólogo ensina o paciente a mudar as suas próprias crenças centrais e crenças intermediárias disfuncionais sozinho?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Na TCC, o objetivo é ensinar o paciente a identificar, questionar e modificar gradualmente suas próprias crenças disfuncionais.
O psicólogo não muda as crenças pelo paciente. Ele ensina ferramentas e conduz o processo, para que o paciente aprenda a reconhecer pensamentos automáticos, avaliar evidências, testar novas interpretações e desenvolver crenças mais realistas.
Com o tempo, o paciente tende a conseguir fazer esse processo com maior autonomia, inclusive fora das sessões.
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Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessid
Como a TCC trabalha o medo do julgamento, medo de ser criticado, medo de ser rejeitado, e a necessidade de agradar a todos, crenças como: "eu tenho que agradar todo mundo", "se eu não agradar todo mundo, ninguém vai gostar de mim". Esses medos e essas crenças estão me atrapalhando muito na minha vida pessoal e nos esportes também
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na TCC, isso costuma ser trabalhado em etapas:
Identificar os pensamentos automáticos: “vão me criticar”, “preciso agradar”, “se me rejeitarem, significa que não sou bom”.
Questionar as crenças: “Existe realmente uma obrigação de agradar todos?” e “ser criticado significa ser rejeitado?”
Separar fato de interpretação: alguém não gostar de uma atitude sua não significa que não goste de você.
Exposição gradual: aprender a tolerar pequenas situações de crítica, discordância ou desaprovação sem tentar imediatamente agradar ou evitar.
Treinar assertividade: dizer “não”, expressar opiniões e aceitar que algumas pessoas podem discordar.
Trabalhar crenças mais profundas: substituir “preciso ser aprovado para ter valor” por algo como “posso ser uma pessoa valiosa mesmo quando alguém me desaprova”.
Nos esportes: aprender a avaliar seu desempenho pelo que você controla — esforço, técnica, preparação e atitude — em vez da aprovação dos outros.
O objetivo não é parar de se importar com o que os outros pensam, mas conseguir pensar: “Eu gostaria que aprovassem, mas não preciso disso para ficar bem.”
E, principalmente, isso é algo que melhora com prática e exposição, não apenas entendendo racionalmente a crença.
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bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu re
bom sou canhota e tem muita dificuldade em fazer o teste palograficos retos , em todos teste eu reprovo , o que posso fazer para melhorar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na TCC, o foco seria separar “tenho dificuldade” de “vou reprovar”.
Para melhorar:
Treine traços retos por poucos minutos diariamente.
Priorize regularidade e ritmo, não perfeição.
Faça o treino em condições parecidas com o teste.
Evite ficar corrigindo cada traço; isso aumenta a tensão.
Como canhota, teste posições do papel e postura que deixem seu movimento mais natural.
Se possível, peça orientação de um psicólogo que aplique o Palográfico, porque ele pode observar sua execução.
E lembre: reprovar repetidamente pode aumentar a ansiedade, que por sua vez prejudica o desempenho.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não necessariamente. Ter pensamentos, sentir preocupação com a própria imagem ou querer parecer bem diante de alguém do passado não caracteriza, por si só, traição. A traição envolve comportamentos que ultrapassam os acordos e limites estabelecidos no relacionamento.
Pelo relato, isso pode estar mais relacionado a ansiedade, necessidade de aprovação, insegurança ou preocupação excessiva com a avaliação dos outros. A culpa também pode fazer com que pensamentos comuns sejam interpretados como se tivessem um significado maior do que realmente têm.
Quanto ao TOC, não é possível concluir apenas por esse relato. Seria necessário avaliar se existem pensamentos intrusivos recorrentes, indesejados, acompanhados de ansiedade e comportamentos de checagem, busca de certeza, comparação ou outras compulsões. Ter um pensamento não significa desejar realizá-lo.
A questão central pode ser trabalhada diferenciando pensamento, intenção e comportamento: você pode pensar em como alguém irá percebê-la sem ter intenção de se envolver com essa pessoa ou de desrespeitar seu relacionamento.
Também pode ser útil investigar a crença por trás disso: “Por que é tão importante para mim que essa pessoa pense que estou bonita ou bem?” Isso pode ajudar a identificar possíveis questões de autoestima e necessidade de validação externa.
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como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
como se livrar do vicio em pornografia teleguiada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se por “pornografia teleguiada” você quer dizer um consumo compulsivo, especialmente quando sente que perde o controle, o caminho é quebrar o ciclo, não depender apenas de força de vontade:
Identifique os gatilhos: ansiedade, tédio, solidão, estresse ou determinados horários.
Dificulte o acesso: bloqueadores, remover conteúdos/contas e evitar ficar sozinho com o celular nos momentos de maior vulnerabilidade.
Adie o impulso: quando surgir a vontade, espere 10–15 minutos e faça outra atividade. A urgência costuma diminuir.
Substitua o hábito: exercício, banho, caminhada, contato social ou uma tarefa que exija atenção.
Não transforme uma recaída em fracasso: observe o que desencadeou e ajuste a estratégia.
Procure psicoterapia se você sente perda de controle, sofrimento ou prejuízos na vida sexual, profissional ou afetiva. Terapias como a TCC podem ajudar bastante.
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Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um
Contar números mentalmente faz mesmo descer as ondas cerebrais? Como acontece?? Mas aí contar de um número bem grande um números que leva vários minutos pra terminar? Isso faz mesmo diminuir ondas Rápidas e descer pra Alfa Profundo???
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, contar mentalmente pode ajudar a reduzir a ativação mental, mas não funciona como um botão que “baixa as ondas cerebrais” diretamente.
Contar de forma repetitiva ocupa a memória de trabalho e reduz espaço para pensamentos acelerados, ruminação e estímulos externos.
Isso pode favorecer um estado de menor alerta, no qual a atividade cerebral associada ao repouso pode aumentar.
Alfa (8–12 Hz) costuma estar relacionado a relaxamento e vigília tranquila, mas “alfa profundo” não é uma classificação clínica padronizada.
Contar durante vários minutos pode prolongar a concentração e o relaxamento, mas não existe garantia de que você passará de ondas rápidas para alfa simplesmente por contar.
Se você estiver muito ansioso, contar pode inicialmente manter bastante atividade mental. O efeito depende do estado da pessoa e da forma de contar.
Uma forma simples é contar lentamente, sem tentar forçar o cérebro a produzir alfa, deixando a respiração ficar naturalmente mais calma.
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Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2
Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.
Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe uma idade específica que seja necessário esperar. Aos 3 anos, já é possível falar sobre a morte, mas de forma muito concreta, simples e progressiva. Crianças pequenas ainda não compreendem plenamente a irreversibilidade da morte.
No caso que você descreve, há uma particularidade importante: ele morreu, mas não era uma figura de apego presente para a criança. Portanto, eu não trabalharia inicialmente como se ela estivesse vivendo a perda de um pai que conhecia. O foco seria construir uma narrativa verdadeira sobre a própria história dela, respeitando o vínculo que efetivamente existe com o padrasto.
Como eu trabalharia
1. Não precisa “contar tudo” de uma vez.
A informação pode ser introduzida conforme a criança demonstra curiosidade ou conforme situações da família tornam o assunto pertinente.
2. Usaria linguagem concreta.
Por exemplo:
“Você tem um papai que se chama ____. Ele morreu quando você era pequeno. Quando uma pessoa morre, o corpo para de funcionar e ela não volta. Você não teve a oportunidade de conhecer ele.”
Evitaria frases como “ele virou uma estrelinha”, “foi dormir” ou “viajou”, porque podem gerar confusão nessa idade.
3. Separaria “pai biológico” de “figura paterna”.
É perfeitamente possível dizer:
“Ele é seu pai porque foi ele quem participou da sua história antes de você nascer. E o [nome do padrasto] é quem está com você, cuida de você e exerce esse lugar de pai na sua vida.”
Isso evita tanto apagar a origem biológica quanto diminuir o vínculo afetivo que a criança construiu com o padrasto.
4. Não anteciparia um sofrimento que talvez não exista.
A criança pode não demonstrar tristeza pela morte do pai biológico justamente porque não teve uma relação com ele. Isso não significa ausência de elaboração. O significado pode aparecer posteriormente, conforme o conceito de morte e identidade forem amadurecendo.
5. Deixaria a porta aberta para perguntas futuras.
Aos 3 anos, provavelmente serão perguntas muito simples e repetitivas. Responda apenas ao que ela perguntou. À medida que crescer, ela poderá querer saber mais: “Como ele era?”, “Por que morreu?”, “Ele sabia que eu existia?” etc.
Um ponto muito importante
Eu teria cuidado para não transformar o padrasto em alguém que precisa “substituir” o pai morto. Ele pode ser uma figura paterna muito significativa sem precisar ocupar o lugar biológico. A criança pode construir uma relação de pertencimento com ambos de maneiras diferentes.
E, se houver segredo familiar, conflito entre adultos, morte violenta, suicídio, uso de drogas ou circunstâncias traumáticas, a abordagem precisa ser mais cuidadosa, porque o impacto psicológico pode estar mais relacionado à forma como a história é transmitida do que simplesmente ao fato da morte. Crianças pequenas também podem apresentar reações de luto através de brincadeiras, regressões, irritabilidade, alterações no sono ou comportamento.
Em resumo: eu não esperaria uma idade “ideal”. Aos 3 anos, começaria uma narrativa verdadeira, simples e adequada ao desenvolvimento, sem despejar informações que ela ainda não consegue compreender. E deixaria essa história crescer junto com a criança.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não significa necessariamente que deixou de amar. Depois de quase 3 anos, é comum a relação sair da fase de novidade e euforia e entrar em uma forma de amor mais tranquila. O fato de você ainda gostar da companhia dele, conseguir conversar por horas, sentir-se bem ao lado dele e reconhecer cuidado e afeto são informações importantes.
A ansiedade, porém, pode estar fazendo você procurar uma certeza impossível: “Eu amo o suficiente? E se não amar? E se estiver confundindo?” Quanto mais você testa o sentimento, mais difícil fica senti-lo espontaneamente.
Eu tentaria observar menos “estou sentindo aquela emoção de antes?” e mais:
Eu gosto de estar com ele quando não estou analisando meus sentimentos?
Sinto vontade de compartilhar minha vida com ele?
Existe carinho, admiração, respeito e desejo de proximidade?
Consigo ser eu mesma nessa relação?
Quero construir coisas com ele ou apenas tenho medo de perdê-lo?
Quando imagino terminar, sinto principalmente tristeza pela perda dele ou alívio por sair da relação?
E uma coisa importante: amor não precisa ser sentido como entusiasmo o tempo todo. Em relacionamentos longos, o sentimento pode ficar menos intenso e mais estável. Isso não significa necessariamente menos amor.
Se você quer recuperar a conexão, eu não tentaria “fabricar” paixão. Em vez disso, diminuiria a cobrança e criaria espaço para a relação sair do automático: experiências novas juntos, momentos de intimidade sem celular, conversas mais profundas, demonstrações espontâneas de carinho e tempo de qualidade.
Também vale investigar se essa falta de entusiasmo aparece só com ele ou na sua vida de modo geral. Estresse, ansiedade, cansaço e questões pessoais podem diminuir a capacidade de sentir prazer e entusiasmo, inclusive dentro de um relacionamento.
E talvez a pergunta mais importante neste momento não seja “eu ainda amo meu namorado?”, mas:
“Quando paro de tentar descobrir o que sinto, como é estar ao lado dele?”
Se a dúvida estiver ocupando sua cabeça constantemente, conversar com uma psicóloga pode ajudar bastante não para decidir se você deve terminar, mas para separar sentimento, medo, ansiedade e expectativas sobre como o amor deveria ser.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, você já apresentou uma evolução importante: algo que no início era muito difícil hoje está mais manejável. Isso é um sinal de progresso, mesmo que a ansiedade ainda apareça.
E não, sentir-se incomodada com comentários sobre ser quieta não significa que você não esteja melhorando.
Uma parte importante da evolução é justamente aprender a não transformar o comentário dos outros em uma avaliação sobre você.
Quando alguém diz “você é muito quieta”, você pode pensar:
“Essa é uma característica que perceberam em mim. Não significa que estou fazendo algo errado.”
Você não precisa se tornar extrovertida para superar a ansiedade social. Ser uma pessoa mais reservada não é, por si só, um problema. O problema seria deixar o medo controlar suas escolhas e impedir você de fazer aquilo que gostaria.
O que significa estar se recuperando?
Não necessariamente significa:
nunca mais sentir ansiedade;
conversar o tempo inteiro;
deixar de ser tímida;
fazer com que ninguém mais perceba que você é reservada.
Pode significar:
conseguir falar mesmo sentindo um pouco de ansiedade;
não evitar situações importantes por medo;
tolerar a sensação de estar sendo observada;
não precisar agradar ou impressionar todo mundo;
conseguir se posicionar quando tem algo a dizer;
perceber que alguém pode achar você quieta e isso não precisa ser corrigido.
E tem algo muito bonito no que você contou: você acredita que tem falado o que quer falar. Isso merece ser levado mais a sério do que a opinião de quem espera que você fale mais.
Sobre o sentimento de não pertencimento, ele pode estar relacionado à sua história de bullying e de ter passado muito tempo se protegendo socialmente. Quando aprendemos durante anos que estar entre pessoas pode significar julgamento ou rejeição, é compreensível que o cérebro continue esperando isso mesmo quando o ambiente atual é mais seguro.
Talvez sua próxima etapa não seja aprender a “ser menos quieta”, mas aprender:
“Eu posso ser quieta e ainda pertencer.”
E, quando alguém fizer um comentário, você pode simplesmente responder: “Eu sou mais quietinha mesmo, mas estou bem.” Você não precisa se justificar.
Se essa ansiedade ainda trouxer sofrimento significativo ou muita evitação, vale procurar uma psicóloga. A terapia pode ajudar especialmente a trabalhar essa sensação de julgamento, pertencimento e as marcas deixadas pelo bullying.
Seis meses atrás você estava travada e sofrendo muito. Hoje você está interagindo melhor e reconhece sua própria evolução. Não deixe que uma frase de outra pessoa apague seis meses de progresso.
Autor
Perguntas frequentes
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Toda vez que saio do banho fico me coçando, já tentei sabonete neutro, sabonete glicerinado, banho m
A coceira após o banho pode ter diferentes causas, mesmo quando você já utiliza…