Perguntas do paciente (1505)
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Bom dia, sou um rapaz, 20 anos e fui diagnosticado com depressão e TAG em 2013 depois de uma mudança
Bom dia, sou um rapaz, 20 anos e fui diagnosticado com depressão e TAG em 2013 depois de uma mudança bem traumática de cidade e desde 2015, tomei praticamente todos os ISRS e ISRSN disponíveis no mercado brasileiro, com pouca ou nenhuma melhora. Os principais sintomas sempre foram: tristeza, falta de vontade em realizar atividades, irritação, crises de choro, insônia, pânico, ansiedade extrema (premeditar 1 milhão de possibilidades para o futuro e ficar relembrando detalhes do passado), baixa concentração (não conseguia ler e fazer cálculos direito), pensamentos acelerados e obsessivos (sempre pensando em uma coisa atrás da outra ou em coisas que já aconteceram). Do meio pro final do ano passado, fiquei completamente apático. Não consigo chorar, não tenho libido, não sinto empolgação, não consigo assistir um filme ou qualquer atividade de lazer e nenhum acontecimento bom faz diferença pro meu cérebro. É como se eu tivesse parado de sentir emoções. Se no começo da depressão (em 2013) eu sentia principalmente tristeza, chorava etc, agora não consigo sentir tristeza, só restou um vazio que, pelo que eu pesquisei, é chamado de anedonia. Minha psiquiatra continua querendo empurrar ISRS e ISRSN e eles só pioram a minha anedonia. Alguma abordagem que eu poderia sugerir para um outro psiquiatra? Já pensei em: antipsicóticos, antiparkinsonianos ou outra substância que tenha relação com os receptores de dopamina, pois parece que o centro de recompensa do meu cérebro "se desligou", fora os outros sintomas antigos da depressão. Preciso urgentemente de ajuda, pois apesar de não ter pensamentos suicidas intensos, não consigo ver sentido em viver desse jeito, praticamente no piloto automático.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve anedonia intensa, perda de libido, apatia e pouca resposta a vários antidepressivos merece uma nova avaliação psiquiátrica, de preferência com um profissional que tenha experiência em depressão resistente ao tratamento.
Você pode levar ao próximo psiquiatra estes pontos:
Revisar cuidadosamente todos os medicamentos já utilizados, doses, tempo de uso, resposta e efeitos colaterais.
Avaliar se o quadro realmente corresponde a depressão resistente e investigar outras possibilidades diagnósticas que possam estar contribuindo para os sintomas.
Discutir estratégias diferentes de simplesmente trocar um ISRS por outro, como potencialização medicamentosa ou tratamentos não farmacológicos, quando indicados.
Perguntar sobre opções como bupropiona, vortioxetina, esketamina/ketamina, ECT ou TMS, explicando que a indicação depende da avaliação individual.
Avaliar também sono, substâncias, condições clínicas e exames que possam estar contribuindo para fadiga, alterações cognitivas ou libido.
Sobre antipsicóticos ou medicamentos que atuam na dopamina: não recomendo tentar sugerir ou utilizar antiparkinsonianos ou outros medicamentos dopaminérgicos por conta própria. Eles podem apresentar efeitos importantes e não são uma solução automática para anedonia.
E uma questão importante: você diz que não tem pensamentos suicidas intensos, mas que não consegue ver sentido em viver dessa forma. Isso precisa ser levado a sério. Conte exatamente isso ao seu psiquiatra e, se surgir vontade de morrer, intenção ou sensação de que não conseguirá se manter seguro, procure atendimento de emergência imediatamente.
Você não está sem opções só porque vários antidepressivos não funcionaram. O próximo passo pode ser justamente uma avaliação especializada e sistemática do que já foi tentado e de quais outras estratégias são apropriadas para o seu caso.
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Eu quero sair pra trabalhar fora uma viagem de uns quatro dias e eu estou sentido uma desanimo e uma
Eu quero sair pra trabalhar fora uma viagem de uns quatro dias e eu estou sentido uma desanimo e uma fraqueza, o que eu faso? Que me aconselham?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Se você está com desânimo e fraqueza, vale primeiro entender se isso é apenas cansaço/ansiedade ou se existe alguma causa física. Fadiga pode estar relacionada a sono ruim, estresse, alimentação, desidratação, anemia, alterações hormonais, entre outras condições.
Se a viagem é importante, eu recomendaria:
Descanse e durma bem antes de viajar.
Mantenha-se hidratado e faça refeições regulares.
Não se force além do que seu corpo está permitindo.
Se a fraqueza for nova, intensa ou estiver piorando, faça uma avaliação médica antes de viajar.
Se estiver com falta de ar importante, dor no peito, desmaio ou fraqueza súbita, procure atendimento imediatamente.
Se for principalmente desânimo emocional, tente não interpretar isso como incapacidade. Você pode fazer a viagem em um ritmo mais tranquilo, respeitando seus limites.
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eu tenho ansiedade e recentemente estou sentido um incomodo no pescoço, não é dor e nem nada só um i
eu tenho ansiedade e recentemente estou sentido um incomodo no pescoço, não é dor e nem nada só um incomodo será se isso é ocasionado da minha ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ansiedade pode causar tensão muscular, inclusive na região do pescoço, e provocar sensação de pressão, aperto ou incômodo mesmo sem dor.
Porém, não é possível afirmar que seja ansiedade sem avaliação. Se o incômodo persistir, piorar, vier acompanhado de dificuldade para engolir ou respirar, inchaço, febre ou outros sintomas, procure avaliação médica.
Se já foi descartada uma causa física, observe se o incômodo aparece ou aumenta nos momentos de maior ansiedade. Técnicas de respiração, relaxamento e alongamento suave podem ajudar a reduzir a tensão.
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A algum tempo eu sinto que não me encaixo no "meu" grupo de amigos, sinto que eles não me querem por
A algum tempo eu sinto que não me encaixo no "meu" grupo de amigos, sinto que eles não me querem por perto, que não gostam de mim, eu perdi um pouco de motivação mas dempre gostei de ficar bem isolado e recentemente no meio de uma aula eu fiquei pensando em querer morrer, em querer sumir, isso seria algo relacionado com depressão?
Obs: eu já pensei em sumir algumas vezes, mas em morrer foi a primeira vezRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode estar relacionado à depressão, principalmente porque você relata perda de motivação, isolamento, sensação de não pertencimento e pensamentos de morte. Esses podem ser sinais importantes de sofrimento emocional.
Mas o mais importante aqui é que pensar em morrer, mesmo que tenha acontecido apenas uma vez, precisa ser levado a sério. Não significa necessariamente que você queira morrer ou que irá fazer algo contra si, mas é um sinal de que você precisa de apoio.
Procure conversar o quanto antes com um psicólogo, psiquiatra ou outro profissional de saúde mental e conte exatamente o que aconteceu na aula.
E, se esse pensamento voltar, especialmente se vier acompanhado de vontade de se machucar, intenção ou algum plano, não fique sozinho e procure atendimento de urgência imediatamente.
Você não precisa esperar a situação ficar pior para pedir ajuda. O que você está sentindo merece ser acolhido e cuidado.
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Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família
Não aguento mais.. Meu esposo não aceita ajuda médica p parar de beber esta destruindo nossa família e está c a saúde debilitada o que faço ja que está perdendo tudo o que tem e só resta eu e os filhos dele p ajudar? Sem contar que tudo que ganha vai p bebida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não precisa carregar essa situação sozinha. O uso de álcool já está trazendo prejuízos para a saúde, para a família e para a vida financeira, o que indica a necessidade de avaliação profissional.
Como ele não aceita ajuda, tente:
Conversar com ele quando estiver sóbrio, sem acusações, mostrando sua preocupação e os impactos que você está observando.
Incentivar uma avaliação com psiquiatra, médico ou serviço especializado em álcool e outras drogas.
Não tentar controlar ou esconder o consumo e nem assumir as consequências financeiras causadas pela bebida. A família pode apoiar, mas não consegue fazer o tratamento no lugar dele.
Procure também apoio psicológico para você e para os filhos. O alcoolismo afeta toda a família, e cuidar de vocês também é necessário.
Se houver agressividade, violência, risco de acidente ou uma emergência médica, priorize a segurança de vocês e procure ajuda imediatamente.
E uma coisa importante: amar alguém não significa precisar se destruir tentando salvá-lo. Você pode oferecer apoio, estabelecer limites e buscar ajuda, mas a decisão pelo tratamento precisa partir dele.
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Perguntas frequentes
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