Perguntas do paciente (1505)

  • Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico

    Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O que você está vivendo pode formar um ciclo: ansiedade → pesquisa → mais medo → observação dos sintomas → mais pesquisa. Isso não significa que o que você leu vai acontecer com você.

    Para começar a quebrar esse ciclo:

    Pare de pesquisar sintomas e relatos por alguns dias.
    Quando surgir a vontade, diga: “Estou buscando certeza porque estou ansioso. Não preciso resolver isso agora.”
    Não tente eliminar os pensamentos à força. Deixe-os passar sem discutir com eles.
    Retome as atividades aos poucos, sem exigir que a ansiedade desapareça primeiro.
    Continue acompanhando o tratamento com seu médico e não altere a medicação sozinho.

    E lembre: melhorar não significa nunca mais sentir ansiedade; significa recuperar sua liberdade apesar dela. O que você leu não determina seu futuro.


  • Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Não. Dormir com a mão em posição de “T-Rex” (punhos próximos ao peito), por si só, não indica transtorno psicológico ou problema.

    Pode ser simplesmente uma posição confortável e habitual para dormir. Só merece investigação se vier acompanhada de dor, dormência, formigamento, fraqueza ou outros sintomas físicos persistentes.

    Se for apenas uma posição que você naturalmente assume durante o sono, não há motivo para se preocupar.


  • Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom

    Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
    A terapia pode me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. Pesquisas excessivas podem atrapalhar, especialmente quando viram uma tentativa de descobrir “o que eu tenho” ou garantir que nada ruim acontecerá. Isso pode aumentar a vigilância sobre o corpo e alimentar o ciclo de ansiedade.

    A terapia pode ajudar bastante, principalmente a TCC, que trabalha pensamentos, comportamentos de evitação e a retomada gradual das situações que você passou a evitar. Ela é uma abordagem bem estudada para pânico e ansiedade.

    Sobre o escitalopram: pode levar algumas semanas para começar a fazer efeito, então o fato de ainda não ter melhorado não significa que não funcionará. Continue conforme prescrito e converse com o médico se estiver preocupado com a resposta ou efeitos colaterais.

    Por enquanto, eu faria três coisas:

    Pare de pesquisar sintomas.
    Não espere a ansiedade zerar para voltar a sair; retome gradualmente, de preferência com orientação profissional.
    Quando vier “e se eu tiver uma crise?”, responda: “Pode ser desconfortável, mas não preciso ter certeza de que não acontecerá. Posso aprender a lidar com a ansiedade.”

    Você não precisa recuperar sua vida inteira de uma vez. O objetivo é recuperar aos poucos a liberdade que a ansiedade começou a tirar.


  • Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus

    Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Isso é mais comum do que parece. A pandemia mudou rotinas, aumentou o tempo de tela e acostumou nosso cérebro a buscar estímulos rápidos. Ler e estudar exigem um tipo de atenção diferente, que pode precisar ser treinada novamente.

    Em vez de tentar "vencer" a vontade de usar o Instagram, procure dificultar o acesso a ele durante os estudos, como deixando o celular longe ou usando bloqueadores de aplicativos. Quanto menos decisões você precisar tomar, mais fácil será manter o foco.

    Também ajuda começar com metas pequenas. Ler ou estudar por 10 a 15 minutos já é um bom começo. Com o tempo, seu cérebro tende a recuperar a capacidade de manter a atenção por mais tempo.

    Se essa dificuldade é intensa, persistente e afeta sua vida acadêmica e outras áreas, vale procurar um psicólogo. Em alguns casos, pode ser importante investigar se há fatores como ansiedade, depressão ou TDAH contribuindo para essa dificuldade.

    O mais importante é lembrar que foco não depende apenas de força de vontade. Ele é uma habilidade que pode ser reconstruída com prática, rotina e estratégias adequadas.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Pelos sintomas que você descreve, é possível que você esteja passando por um quadro de depressão, mas também pode haver outros fatores envolvidos, como ansiedade intensa, estresse prolongado ou outra condição de saúde. Só uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra pode dizer com segurança o que está acontecendo.

    Os sinais que você relatou chamam atenção porque estão presentes há cerca de dois meses e estão afetando várias áreas da sua vida. Alguns deles são:

    Tristeza e choro frequentes.
    Perda de interesse e prazer nas coisas.
    Cansaço e vontade de ficar deitada o tempo todo.
    Dificuldade de concentração e lapsos de memória.
    Sensação de vazio e de não reconhecer a si mesma.
    Ansiedade intensa, especialmente em relação ao relacionamento.
    Dificuldade para conversar e se relacionar com as pessoas.
    Pensamentos de que os outros não gostam de você.

    Esses sintomas podem acontecer na depressão, mas também podem aparecer em outros transtornos. Por isso, o mais importante é procurar ajuda profissional o quanto antes. Quanto antes o tratamento começa, maiores são as chances de melhora.

    Enquanto isso, tente não enfrentar tudo sozinha. Se houver alguém em quem você confie, como um familiar, um amigo ou seu namorado, conte que você não está conseguindo lidar com o que está sentindo. Pedir ajuda é um passo importante.

    Se, em algum momento, você sentir que não quer mais viver, pensar em se machucar ou acreditar que está em risco de agir contra si mesma, procure ajuda imediatamente. Você pode ir ao pronto-socorro mais próximo ou conversar com alguém de confiança para não ficar sozinha. Também existem serviços de apoio emocional.

    Você merece ser ouvida e cuidada. O que está acontecendo parece ser um sofrimento real e importante, e há tratamento para isso.


  • Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins

    Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.

    Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.

    As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.

    Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, isso pode ser completamente normal.

    Depois de passar vários dias vivendo uma rotina de proximidade, seu cérebro e seu corpo se adaptam à presença da pessoa que você ama. Quando essa convivência termina de forma abrupta, é comum sentir uma espécie de "queda" emocional. Não significa que há algo errado com o relacionamento nem que você seja dependente emocionalmente. Significa apenas que você estava vivendo uma experiência muito prazerosa e agora está se ajustando à mudança.

    O que você descreve é diferente de uma ansiedade baseada no medo de abandono. Você não relata insegurança, ciúmes ou preocupação de que ele vá embora. O que aparece é uma saudade da convivência: dos pequenos momentos, da rotina compartilhada e da sensação de estar junto. Esse tipo de saudade costuma ser esperado quando o vínculo é importante.

    Também faz sentido que essa despedida tenha sido mais difícil do que as outras. Quatro dias seguidos permitem criar uma sensação de "vida em comum", muito diferente de um fim de semana. Ao voltar para casa, o contraste entre essa rotina e a ausência dele fica mais evidente, e isso pode gerar uma sensação temporária de vazio.

    Se essa tristeza vai diminuindo ao longo das horas ou dos dias, e você consegue retomar sua rotina, ela tende a ser uma resposta saudável à separação temporária. A saudade, nesse contexto, é um reflexo do quanto a convivência foi significativa.

    Só valeria a pena olhar com mais atenção se essa sensação passasse a ser muito frequente, intensa a ponto de impedir você de estudar, trabalhar ou aproveitar outras áreas da vida, ou se viesse acompanhada de medo constante de ficar sem ele. Aí seria interessante explorar esses sentimentos com um psicólogo.

    Pelo que você contou, porém, sua reação parece muito mais ligada ao carinho e à adaptação após dias muito felizes juntos do que a um sinal de que exista algum problema no relacionamento. Às vezes, sentir saudade também é uma forma de perceber o quanto aquela presença faz bem para nós.


  • Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in

    Olá, tudo bem?
    Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum em psicoterapia, e nem sempre existe uma resposta clara. Na prática, transferência e interesse amoroso podem até parecer semelhantes, porque ambos envolvem sentimentos intensos.

    Uma forma simples de entender é:

    Transferência: você pode sentir admiração, carinho, desejo de agradar, ciúmes ou até atração pela psicóloga, mas esses sentimentos costumam estar ligados à forma como ela faz você se sentir (acolhida, compreendida, segura) e podem refletir necessidades emocionais ou padrões de relacionamentos importantes da sua vida.
    Interesse amoroso/sexual: o foco está mais na vontade de construir uma relação romântica ou sexual com ela como pessoa, para além do contexto da terapia.

    Na prática, essa diferença nem sempre é evidente. Inclusive, a transferência pode se manifestar como uma paixão ou atração sexual, e isso não significa que seus sentimentos sejam "falsos". Eles são reais, mas podem ter significados diferentes do que parecem à primeira vista.

    Uma boa pergunta para se fazer é:

    Você sente que deseja conhecê-la como pessoa, compartilhar uma vida com ela e construir um relacionamento fora do consultório?
    Ou percebe que o que mais mexe com você é a forma como ela a escuta, acolhe e faz você se sentir durante as sessões?

    Independentemente da resposta, vale a pena levar isso para a terapia. Psicólogos são treinados para conversar sobre esses sentimentos sem julgamento. Na verdade, falar sobre isso pode ser muito útil para compreender suas necessidades emocionais, seus vínculos e sua forma de se relacionar.

    O mais importante é não sentir vergonha. Seja transferência, seja uma atração genuína, esses sentimentos podem ser explorados de forma ética e cuidadosa dentro do processo terapêutico.


  • Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma

    Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Antes de tudo, o que você descreve faz sentido dentro de um contexto de trauma. Pessoas que passaram por abuso sexual na infância podem ter reações como medo, choro, crises de pânico e lembranças intensas justamente em situações de intimidade. Isso não significa que você seja "defeituosa". Significa que seu corpo e sua mente ainda estão reagindo a experiências muito dolorosas.

    Você não escolheu ter essas reações, e elas podem melhorar com tratamento.

    Algumas coisas que podem ajudar:

    Não se force a ter intimidade quando perceber que está entrando em pânico. Respeitar seus limites é importante.
    Converse com seu namorado, se sentir que ele é uma pessoa segura. Explique que suas reações não têm relação com falta de amor ou desejo por ele, mas com os traumas que você viveu.
    Evite usar álcool para tentar lidar com isso. Pelo que você contou, ele parece intensificar as crises e as lembranças, em vez de aliviar.
    Procure um psicólogo, de preferência alguém que tenha experiência com trauma ou violência sexual. Existem abordagens que ajudam muito a reduzir essas lembranças e o medo ao longo do tempo.

    Uma coisa que chamou minha atenção foi você dizer que não quer que seu namorado tenha uma "namorada defeituosa". Essa é uma forma muito dura de olhar para si mesma. Você não é definida pelo que fizeram com você. Você é uma pessoa que sofreu violência e que hoje está lidando com consequências reais desse sofrimento.

    Se as crises de pânico, as lembranças ou os pesadelos forem muito frequentes, um psiquiatra também pode ajudar a avaliar se algum tratamento complementar seria indicado.

    Queria perguntar uma coisa importante: quando essas crises acontecem, em algum momento você sente vontade de machucar a si mesma ou pensa que não vale a pena continuar vivendo? Isso me ajuda a orientar você da forma mais adequada.


  • Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen

    Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O que você sente é compreensível. O desejo de construir um vínculo profundo faz parte das necessidades humanas e não é algo fútil.

    Você não precisa esperar a vida estar "perfeita" para se relacionar. Relacionamentos saudáveis costumam ser construídos enquanto as pessoas também estão crescendo e enfrentando desafios.

    Talvez a questão não seja "quando serei feliz?", mas "como posso construir uma vida significativa hoje, sem colocar toda a felicidade na expectativa de um relacionamento?". Assim, um parceiro passa a complementar sua vida, e não a ser a única fonte de realização.

    Continue investindo em você, mas, se deseja um relacionamento, também é válido se abrir para conhecer pessoas. Uma coisa não exclui a outra. O importante é não transformar a ideia de encontrar alguém em uma condição para só então se permitir sentir que sua vida está acontecendo.


  • Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    É comum ter medo, dúvidas ou até sentir dificuldade de aceitar a ideia da gravidez. Isso não significa automaticamente que você está rejeitando o bebê.

    Alguns sinais de que pode ser mais uma dificuldade de adaptação:

    Você sente medo, insegurança ou tristeza com a mudança de vida.
    Às vezes pensa “não estou pronta” ou sente saudade da vida que tinha antes.
    Está tentando entender como será essa nova fase.

    A rejeição costuma envolver uma sensação mais constante de afastamento, como não conseguir criar nenhum vínculo, sentir aversão intensa ao bebê ou não conseguir imaginar nenhum cuidado com ele. Mesmo assim, esses sentimentos precisam ser compreendidos com acolhimento, não com culpa.

    A gravidez traz muitas mudanças e nem todo mundo sente uma conexão imediata. O vínculo pode ser construído aos poucos, durante a gestação ou depois do nascimento.

    Se essa angústia estiver muito forte, conversar com um psicólogo pode ajudar a entender melhor o que você está sentindo sem julgamentos.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    A depressão pode parecer estar 'à espreita' porque o cérebro guarda uma maior sensibilidade ao sofrimento. Quando acontece algo muito difícil, antigos padrões de pensamento e emoção podem ser reativados. Isso não significa que a depressão voltou, mas é um sinal de que você precisa de cuidado e atenção nesse momento. O importante é lembrar que sentir o impacto de um acontecimento ruim é natural; a diferença está na intensidade, na duração e em como isso afeta sua vida. Com apoio e estratégias adequadas, é possível atravessar esse período sem que a depressão volte a se instalar.


  • Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo

    Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O que você viveu parece ter sido muito doloroso. Quando passamos por uma situação difícil e alguém importante, como a mãe, não valida o nosso sofrimento, pode surgir uma sensação de abandono e de estar sozinho.

    Uma forma de lidar é tentar separar duas coisas: a dor de ter sido desacreditado por alguém importante e a conclusão de que todas as pessoas são falsas. Depois de uma experiência de traição ou falta de apoio, é comum o cérebro tentar se proteger criando generalizações, mas existem pessoas que podem oferecer relações mais seguras.

    Alguns caminhos podem ajudar:

    Reconheça que você sofreu e que precisava de apoio naquele momento.
    Permita sentir a mágoa pela falta de acolhimento da sua mãe, sem precisar se culpar por isso.
    Tente construir novas experiências com pessoas confiáveis, aos poucos, para que sua visão de mundo não fique presa apenas ao que aconteceu.
    Se for possível, converse com sua mãe sobre como a falta de validação afetou você, focando no que você sentiu, não apenas no que ela fez.

    Também pode ser importante trabalhar isso em terapia, porque feridas de abandono costumam afetar a forma como enxergamos nossos vínculos e nossa confiança nas pessoas. O objetivo não é esquecer o que aconteceu, mas conseguir seguir sem que essa experiência determine todas as relações futuras.


  • Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo

    Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, a TCC pode ajudar bastante nesse caso. Ela trabalha justamente com padrões como impulsividade, perfeccionismo, dificuldade de manter o foco e a busca constante por novos conteúdos.

    Na terapia, você pode entender o que está por trás desse comportamento (como ansiedade, medo de errar ou necessidade de se sentir preparado) e aprender estratégias para agir com mais equilíbrio.

    O objetivo não é deixar de estudar ou aprender, mas conseguir controlar esse impulso para que ele não atrapalhe seu trabalho e sua rotina.


  • Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento

    Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
    Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente



    Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondam

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    m, repetir uma palavra ou frase de forma repetitiva pode ter um efeito de calma e relaxamento para algumas pessoas. Isso acontece porque a atenção fica mais focada em um único estímulo, reduzindo a ruminação e a agitação mental.

    Pode ser feito mentalmente ou em voz baixa/alta. Algumas pessoas relaxam mais repetindo internamente, enquanto outras se beneficiam do som da própria voz e da respiração mais lenta.

    Sobre as ondas cerebrais, práticas meditativas podem estar associadas a mudanças na atividade cerebral, mas não é algo tão simples como “trocar ondas rápidas por lentas” de forma garantida. O principal efeito percebido costuma ser a redução da tensão e o aumento da sensação de tranquilidade.

    O ideal é experimentar e observar qual forma funciona melhor para você.


  • Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz

    Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem estar relacionados à ansiedade. Quando a mente está em estado de alerta, fica mais difícil manter o foco em uma única tarefa.

    Algumas estratégias que podem ajudar:

    Divida o trabalho em pequenas etapas e faça uma tarefa por vez.
    Estabeleça pausas curtas ao longo do dia para reduzir a sobrecarga mental.
    Anote os pensamentos que surgirem durante o trabalho para não precisar ficar tentando lembrá-los.
    Reduza distrações, como notificações e excesso de abas abertas.
    Reserve alguns minutos para exercícios de respiração ou atenção plena antes de iniciar uma tarefa importante.

    Se esses sintomas forem frequentes e estiverem prejudicando seu desempenho, vale conversar com seu psicólogo e, se necessário, com um psiquiatra. Eles poderão avaliar se a dificuldade de concentração está relacionada à ansiedade, ao estresse ou a outra condição e indicar o tratamento mais adequado.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Os pensamentos que você descreve podem ser compatíveis com pensamentos intrusivos, comuns no TOC, principalmente por surgirem de forma involuntária, causarem ansiedade e levarem à necessidade de checar ou prevenir algo.

    Já os episódios da infância, com alterações da percepção (como a "bola gigante", espinhos e sensação de pressão), merecem investigação à parte, pois também podem ter causas neurológicas.

    O mais indicado é iniciar a avaliação com um psiquiatra. Se necessário, ele poderá encaminhá-lo a um neurologista para investigar esses episódios perceptivos. Uma avaliação detalhada é importante para diferenciar as possíveis causas e definir o tratamento adequado.


  • Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet

    Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.

    Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.

    Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.

    Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, esse tipo de experiência pode estar relacionado ao TOC, especialmente quando um pensamento gera culpa intensa e leva à necessidade de encontrar uma resposta definitiva sobre o que ele "significa".

    Ter um pensamento hipotético não é o mesmo que desejar agir ou que exista um sentimento oculto. A mente produz inúmeros pensamentos automaticamente, e eles não definem quem você é ou suas intenções.

    No TOC, é comum interpretar pensamentos como se fossem provas de algo importante. Isso aumenta a ansiedade e a culpa, criando um ciclo de dúvidas e busca por certeza.

    Uma forma de lidar com isso é reconhecer o pensamento como um evento mental, sem tentar provar se ele é verdadeiro ou falso. Em vez de perguntar "o que esse pensamento diz sobre mim?", experimente perguntar "o que estou fazendo com esse pensamento?". Se você entra em análises repetitivas para aliviar a culpa, isso pode estar mantendo o ciclo do TOC.

    Como essa situação envolve uma infidelidade passada, também é possível que ainda exista uma culpa não elaborada. Isso não significa, por si só, que você tenha sentimentos pela outra pessoa. Trabalhar essa culpa em terapia pode ajudar a diferenciá-la das dúvidas alimentadas pelo TOC e reduzir o sofrimento.


  • Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansi

    Olá, estou em uso de Sertralina 50mg há 22 dias. Neste período já noto melhora significativa na ansiedade, nunca mais tive as crises. Porém, estou me sentindo "muito tranquila", o que me causa até certa estranheza. Comentei com a psiquiatra que acompanha meu tratamento e a mesma afirmou que isso é comum e o organismo tende a acostumar, com o passar das semanas está é a nova sensação que será presente, a de bem-estar. Comentei o mesmo com minha psicóloga e ela aponta que isto é comum e justamente o bjetivo da medicação e que essa nova sensação de tranquilidade deve ser trabalhada em terapia, para que eu aprenda a lidar com ela e finalmente "descansar a cabeça" e que esta estranheza é comum pois vivi muitos anos com TAG e devo me readequar a este novo funcionamento. Ao mesmo tempo, quando paro, acabo me sentindo agoniada, pois parece que "não sou eu" e acabo me sentindo triste com isto.
    Com o andar do tratamento, a tendência é que esta sensação seja comum e "meu novo normal"?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, isso pode acontecer. Muitas pessoas que convivem com ansiedade por muito tempo estranham a sensação de calma quando os sintomas começam a melhorar.

    Após anos em estado de alerta, o cérebro pode interpretar a tranquilidade como algo incomum. Isso não significa que você "deixou de ser você", mas sim que está experimentando um funcionamento diferente, com menos ansiedade.

    Com 22 dias de uso da sertralina, o tratamento ainda está em fase inicial. É comum que o organismo continue se adaptando nas próximas semanas. Em geral, essa sensação de estranheza tende a diminuir à medida que você se acostuma ao novo estado emocional.

    O fato de você ter relatado isso tanto à psiquiatra quanto à psicóloga é positivo, e as orientações delas são coerentes entre si: a medicação reduz os sintomas, enquanto a terapia ajuda a reconstruir a relação com essa nova experiência de tranquilidade.

    Se, com o tempo, essa sensação evoluir para apatia intensa, perda de prazer nas atividades ou a impressão persistente de estar "desconectada" de si mesma, vale conversar novamente com a psiquiatra para reavaliar a medicação. Mas, pelo que você descreve, esse período de adaptação é compatível com o início do tratamento.


  • Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta

    Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. Embora a DBT tenha sido desenvolvida inicialmente para o transtorno de personalidade borderline, hoje ela é utilizada em diversos quadros, incluindo transtorno bipolar, TDAH e dificuldades de regulação emocional. Se você sente que a TCC tradicional não trouxe os resultados esperados, a DBT pode oferecer estratégias mais práticas para lidar com emoções intensas, impulsividade, tolerância ao estresse e relacionamentos. Vale conversar com seu terapeuta ou psiquiatra para avaliar se essa abordagem faz sentido para as suas necessidades e objetivos atuais


  • Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s

    Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
    Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
    Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
    Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
    Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
    Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
    Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
    Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Antes de tudo, sinto muito que você tenha passado por uma experiência tão desrespeitosa com aquele terapeuta. O comentário que ele fez foi inadequado e pode ter aumentado seu sofrimento.

    Pelo que você descreve, não parece que houve uma 'recaída' ou que isso, por si só, indique um vício. Você encontrou um conteúdo que gerou repulsa, interrompeu a visualização rapidamente e, desde então, o que mais chama atenção é a culpa intensa e a angústia que surgiram depois.

    Em pessoas com ansiedade e depressão, é relativamente comum que determinados pensamentos ou experiências despertem um sofrimento desproporcional, levando a muita culpa, medo e ruminação. Isso não significa que o conteúdo reflita seus desejos, valores ou quem você é.

    Buscar terapia é uma boa ideia, especialmente com um profissional com quem você se sinta respeitada e segura. Uma abordagem como a TCC, a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) ou a DBT pode ajudar a trabalhar essa culpa e a relação com esses pensamentos. Também vale conversar sobre esse episódio com sua psiquiatra, que já conhece seu histórico.

    Você não precisa enfrentar isso sozinha, e esse episódio não define sua identidade nem seu caráter.


Perguntas frequentes

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