Perguntas do paciente (1505)

  • Estou numa relação e aconteceu uma interação com um amigo que me deixou desconfortável. O meu parcei

    Estou numa relação e aconteceu uma interação com um amigo que me deixou desconfortável. O meu parceiro não ficou incomodado quando lhe contei, mas desde então tenho pensamentos repetitivos sobre se fiz algo errado. Passo muito tempo a rever mentalmente o que aconteceu, a analisar cada detalhe e a sentir culpa, apesar de procurar confirmação junto de outras pessoas. Como posso lidar com esta necessidade constante de ter a certeza de que não fiz algo errado? Sinto a necessidade de perguntar a toda a gente se considera traição, se eu agi errado, e minha cabeça fica o tempo todo “isso é traição” “coitado do seu namorado, vc não merece ele” “será que eu dei abertura?” “Será que eu fiz com intenção?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Isso parece estar funcionando como um ciclo de dúvida, culpa e busca de confirmação. Quanto mais você tenta ter 100% de certeza de que não fez nada errado, mais a dúvida tende a voltar.

    Tente:

    Pare de revisar mentalmente cada detalhe do acontecimento.
    Evite perguntar repetidamente a outras pessoas se foi traição.
    Quando surgir “será que eu fiz com intenção?”, responda: “Não preciso resolver essa dúvida agora.”
    Diferencie fato de interpretação: o que realmente aconteceu versus o que sua ansiedade está dizendo que poderia ter acontecido.
    Aceite que relacionamentos não oferecem certeza absoluta sobre todas as situações.
    Foque nos seus valores e limites atuais, em vez de tentar provar que você é uma pessoa boa.

    O pensamento “você não merece seu namorado” é um pensamento, não uma prova de que você fez algo errado.

    Se isso está ocupando muito tempo, causando culpa intensa ou interferindo na relação e na rotina, vale procurar um psicólogo, especialmente alguém que trabalhe com ansiedade e pensamentos obsessivos


  • O que acontece se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interrompe a medicação

    O que acontece se o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) interrompe a medicação sem orientação médica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    A interrupção sem orientação médica pode causar sintomas de retirada, como tontura, ansiedade, irritabilidade, náusea, alterações do sono e sensação de choque no corpo. Também pode haver retorno ou piora dos sintomas psiquiátricos.

    No TPB, a medicação deve ser ajustada ou suspensa gradualmente e com acompanhamento do psiquiatra.


  • O que o psiquiatra deve orientar sobre uso de múltiplos medicamentos no Transtorno de Personalidade

    O que o psiquiatra deve orientar sobre uso de múltiplos medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O psiquiatra deve evitar a polifarmácia sempre que possível, avaliando se cada medicamento tem uma indicação clara, seus benefícios, efeitos colaterais e riscos. No TPB, medicamentos não são recomendados especificamente para tratar o transtorno em si, mas podem ser utilizados para comorbidades ou crises específicas.

    Também é importante revisar periodicamente a necessidade de cada medicamento e evitar manter tratamentos sem benefício comprovado


  • Qual é o papel da psicoeducação no uso de medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    Qual é o papel da psicoeducação no uso de medicamentos no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    A psicoeducação ajuda o paciente a compreender para que serve cada medicamento, seus possíveis efeitos, benefícios, riscos e a importância de não interrompê-lo ou alterá-lo sem orientação médica. Também favorece a adesão ao tratamento e decisões compartilhadas.


  • Olá. Gostaria de saber qual é a eficácia da combinação entre a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC

    Olá. Gostaria de saber qual é a eficácia da combinação entre a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e o EMDR para tratar o vício/compulsão em pornografia que se iniciou ainda na infância. Percebo que esse comportamento está profundamente enraizado e diretamente ligado a traumas e vivências dessa época. Gostaria de entender como essas abordagens atuam juntas para reprocessar o passado e regular a impulsividade no presente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    A combinação TCC + EMDR pode ser uma estratégia interessante, principalmente quando existe uma relação clara entre o comportamento compulsivo e experiências traumáticas. Porém, é importante dizer que as evidências específicas para EMDR no tratamento da compulsão por pornografia ainda são limitadas. As melhores evidências atuais estão relacionadas à psicoterapia, especialmente TCC, para uso problemático de pornografia e comportamento sexual compulsivo.

    De forma simples:

    TCC: trabalha os gatilhos atuais, pensamentos automáticos, impulsividade, manejo da vontade, regulação emocional e prevenção de recaídas.
    EMDR: pode ser utilizado quando há traumas ou memórias perturbadoras que continuam influenciando as respostas emocionais e comportamentais.
    Combinadas: a TCC pode ajudar o paciente a desenvolver ferramentas para lidar com o presente, enquanto o EMDR pode trabalhar experiências traumáticas relevantes que estejam mantendo o padrão.

    O ideal é não presumir que todo uso de pornografia iniciado na infância seja consequência de trauma. É necessária uma avaliação individual para identificar a função do comportamento, gatilhos, emoções, aprendizagem, impulsividade e possíveis comorbidades.

    A literatura recente mostra resultados promissores para psicoterapia, mas ainda existem limitações metodológicas importantes e necessidade de estudos mais robustos


  • Olá. Ultimamente tenho notado uma oscilação constante de humor, caracterizada por irritabilidade ext

    Olá. Ultimamente tenho notado uma oscilação constante de humor, caracterizada por irritabilidade extrema, estresse frequente e episódios de raiva sem um motivo aparente. Gostaria de saber quais condições de saúde mental ou fatores biológicos costumam estar associados a esse quadro de irritabilidade persistente

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    A irritabilidade persistente pode estar associada a ansiedade, depressão, estresse crônico, transtorno bipolar e outros quadros emocionais. No bipolar, por exemplo, a irritabilidade pode aparecer junto a aumento de energia, redução da necessidade de sono e impulsividade.

    Também é importante investigar fatores físicos, como alterações da tireoide, além de sono inadequado, uso de álcool/drogas e alguns medicamentos. O hipertireoidismo, por exemplo, pode causar irritabilidade e oscilações de humor.

    Por isso, irritabilidade isoladamente não permite definir um diagnóstico. Uma avaliação psicológica e/ou psiquiátrica pode ajudar a identificar a causa.


  • Como o psicólogo trabalha a impulsividade sexual no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Como o psicólogo trabalha a impulsividade sexual no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O psicólogo trabalha a impulsividade sexual principalmente ajudando o paciente a identificar gatilhos, emoções e pensamentos que antecedem o comportamento e a desenvolver estratégias para interromper o ciclo antes da ação.

    Na Terapia Dialética-Comportamental (DBT), por exemplo, são trabalhadas regulação emocional, tolerância ao desconforto, controle de impulsos e tomada de decisões mais conscientes.

    Também é importante compreender a função daquele comportamento sexual — se busca aliviar vazio, ansiedade, rejeição, raiva, solidão ou necessidade de validação — e desenvolver alternativas mais saudáveis.

    O objetivo não é simplesmente eliminar a sexualidade, mas aumentar o controle sobre as escolhas e reduzir comportamentos impulsivos e prejudiciais.


  • Qual é o papel do psicólogo no acompanhamento de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderl

    Qual é o papel do psicólogo no acompanhamento de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O psicólogo tem papel importante em identificar, acompanhar e tratar as comorbidades do TPB, como ansiedade, depressão, TEPT, transtornos alimentares e uso de substâncias.

    Também deve avaliar sintomas, gatilhos, funcionamento e riscos, integrar o tratamento das comorbidades à psicoterapia do TPB e trabalhar estratégias de regulação emocional e enfrentamento. Quando necessário, atua em conjunto com o psiquiatra e outros profissionais


  • . Como deve ser o manejo de limites terapêuticos no atendimento de pacientes com Transtorno de Perso

    . Como deve ser o manejo de limites terapêuticos no atendimento de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O manejo deve ser claro, consistente e estruturado, sem deixar de ser acolhedor.

    Estabelecer desde o início horários, duração das sessões, contato fora da sessão e regras de atendimento.
    Manter os limites de forma previsível e consistente, evitando exceções frequentes.
    Explicar que os limites existem para proteger o processo terapêutico, e não para punir ou rejeitar o paciente.
    Trabalhar sentimentos de abandono, rejeição ou raiva que possam surgir diante dos limites.
    Evitar respostas impulsivas do terapeuta e discutir situações difíceis em supervisão clínica.
    Manter uma postura empática, não julgadora e colaborativa, preservando simultaneamente os limites profissionais.

    Em resumo: acolhimento + limites claros + consistência + supervisão são fundamentais no manejo terapêutico do TPB.


  • Quais são os fatores que indicam melhor prognóstico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    Quais são os fatores que indicam melhor prognóstico no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Os principais fatores associados a melhor prognóstico no TPB incluem:

    Menor gravidade dos sintomas e menor número de critérios do transtorno.
    Bom funcionamento social e profissional.
    Relacionamentos estáveis e de qualidade.
    Menor impulsividade e menor gravidade das comorbidades.
    Ausência ou menor presença de transtornos por uso de substâncias, depressão e ansiedade.
    Maior capacidade de regulação emocional e adaptação.
    Características como maior conscienciosidade, extroversão e amabilidade também foram associadas a melhor recuperação em estudos longitudinais.

    De forma geral, o TPB apresenta possibilidade significativa de remissão ao longo do tempo, especialmente quando há melhora dos sintomas e do funcionamento psicossocial


  • . Como psicólogos podem lidar com a transferência e contratransferência no Transtorno de Personalida

    . Como psicólogos podem lidar com a transferência e contratransferência no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Psicólogos podem lidar com transferência e contratransferência no TPB por meio de:

    Reconhecimento das próprias reações emocionais, evitando agir impulsivamente diante de sentimentos de raiva, medo, culpa ou proteção excessiva.
    Supervisão clínica e discussão com colegas, especialmente quando as reações do terapeuta se tornam intensas.
    Manutenção de limites claros e consistentes, estabelecendo papéis, horários e regras do tratamento.
    Exploração da transferência, compreendendo como experiências relacionais anteriores podem influenciar a percepção do terapeuta e da relação terapêutica.
    Postura empática e não reativa, validando a experiência do paciente sem necessariamente concordar com interpretações distorcidas.
    Observar a contratransferência como informação clínica, mas sem permitir que ela determine as decisões terapêuticas.

    Em resumo: o terapeuta deve reconhecer suas próprias reações, manter limites, utilizar supervisão e transformar a relação terapêutica em espaço para compreender os padrões relacionais do paciente.


  • . Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se manifesta na adolescência e quais são os de

    . Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) se manifesta na adolescência e quais são os desafios diagnósticos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Na adolescência, o TPB pode se manifestar por instabilidade emocional intensa, impulsividade, relações interpessoais instáveis, medo de abandono, alterações na identidade, raiva intensa, sensação de vazio e comportamentos autolesivos ou suicidas.

    Os principais desafios diagnósticos são diferenciar esses padrões das oscilações próprias do desenvolvimento adolescente e de outros transtornos, como depressão, bipolaridade, ansiedade e uso de substâncias. Por isso, é importante avaliar a persistência dos sintomas por pelo menos um ano, seu impacto funcional e o contexto familiar e social.

    Atualmente, reconhece-se que o diagnóstico pode ser feito na adolescência quando os critérios são atendidos, favorecendo intervenção precoce e adequada.


  • Como a instabilidade emocional do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta decisões clín

    Como a instabilidade emocional do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta decisões clínicas e o relacionamento terapêutico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    A instabilidade emocional no TPB pode influenciar diretamente as decisões clínicas e o vínculo terapêutico, especialmente durante períodos de crise.

    O terapeuta deve evitar decisões impulsivas, avaliando o quadro de forma contínua e considerando o contexto global do paciente.
    É importante manter limites, estrutura e objetivos terapêuticos claros, mesmo diante de mudanças emocionais intensas.
    A relação terapêutica pode sofrer oscilações, com sentimentos de confiança, rejeição ou abandono; por isso, o vínculo deve ser monitorado constantemente.
    O profissional deve validar as emoções sem reforçar comportamentos prejudiciais, ajudando o paciente a desenvolver regulação emocional e reflexão antes da ação.
    Em situações de crise, é fundamental avaliar riscos, especialmente de autolesão e suicídio, e estabelecer um plano de manejo.
    Supervisão clínica e trabalho estruturado ajudam o profissional a manejar suas próprias reações emocionais e manter uma postura terapêutica consistente.

    Em resumo: a instabilidade emocional exige do terapeuta consistência, limites claros, avaliação contínua de risco, validação emocional e uma postura não reativa


  • Quais são as terapias emergentes ou complementares no tratamento do Transtorno de Personalidade Bord

    Quais são as terapias emergentes ou complementares no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Algumas abordagens emergentes ou complementares estudadas no TPB incluem:

    ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso): trabalha aceitação emocional, flexibilidade psicológica e ações alinhadas aos valores.
    STEPPS: treinamento de habilidades para regulação emocional e resolução de problemas.
    DDP (Psicoterapia Dinâmica Desconstrutiva): trabalha emoções, identidade e padrões relacionais.
    Intervenções digitais: aplicativos e programas online baseados em DBT, TCC e outras abordagens vêm sendo estudados como complemento ao tratamento presencial.
    Terapias complementares não psicológicas, como mindfulness, ainda possuem evidências mais limitadas e não devem substituir psicoterapia estruturada.

    Atualmente, DBT, MBT, terapia do esquema e TFP possuem evidências mais estabelecidas. Não há evidência forte de que uma única psicoterapia seja superior às demais.


  • Quais são as estratégias de prevenção secundária para pacientes com Transtorno de Personalidade Bord

    Quais são as estratégias de prevenção secundária para pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    As principais estratégias de prevenção secundária no TPB são:

    Identificação e intervenção precoce diante de instabilidade emocional, impulsividade e autolesão.
    Psicoterapia estruturada, especialmente abordagens como a DBT.
    Avaliação contínua de risco, principalmente para autolesão e suicídio.
    Plano de crise e segurança, com identificação de gatilhos, sinais de alerta e estratégias de enfrentamento.
    Tratamento das comorbidades, como depressão, ansiedade e uso de substâncias.
    Acompanhamento regular e multiprofissional, com comunicação entre os profissionais envolvidos.
    Psicoeducação para paciente e, quando apropriado, familiares.
    Revisão após crises, identificando o que desencadeou o episódio e quais estratégias funcionaram.

    Em resumo: prevenção secundária significa identificar precocemente sinais de agravamento e intervir antes que ocorram novas crises, autolesões ou prejuízos importantes.


  • Qual o papel do apego na compreensão do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    Qual o papel do apego na compreensão do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O apego ajuda a compreender o TPB, especialmente a dificuldade em estabelecer relações estáveis e a intensa sensibilidade à rejeição ou ao abandono.

    Experiências de apego inseguro ou relações precoces instáveis podem contribuir para dificuldades na regulação emocional, confiança, autoestima e percepção dos relacionamentos.

    Porém, o apego não é causa única nem suficiente para explicar o TPB; fatores biológicos, psicológicos e ambientais também participam.


  • Qual é o papel da validação emocional na psicoterapia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB

    Qual é o papel da validação emocional na psicoterapia do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    A validação emocional ajuda o paciente a sentir-se compreendido e reduz a sensação de rejeição ou julgamento.

    Na psicoterapia do TPB, ela permite reconhecer a emoção sem necessariamente concordar com o comportamento, favorecendo a regulação emocional, o vínculo terapêutico e a redução de respostas impulsivas.

    Em resumo: validar a emoção ajuda o paciente a compreender e regular o que sente, em vez de agir automaticamente sobre a emoção.


  • Qual a evolução esperada de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em tratamen

    Qual a evolução esperada de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em tratamento adequado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Com tratamento adequado, o paciente com TPB pode apresentar redução significativa dos sintomas e melhora da qualidade de vida.

    É comum haver melhora da instabilidade emocional, impulsividade, autolesões e dificuldades nos relacionamentos. A evolução costuma ser gradual, podendo ocorrer períodos de melhora e recaídas.

    De forma geral, o prognóstico pode ser favorável, especialmente com psicoterapia estruturada, acompanhamento contínuo e tratamento das comorbidades.


  • Quais são os riscos éticos no atendimento de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (T

    Quais são os riscos éticos no atendimento de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Os principais riscos éticos incluem:

    Quebra de limites terapêuticos, como excesso de contato ou envolvimento pessoal.
    Contratransferência, levando o profissional a agir influenciado por emoções pessoais.
    Estigmatização ou julgamento do paciente.
    Manejo inadequado de crises e risco suicida/autolesivo.
    Falta de confidencialidade ou consentimento informado.
    Abandono ou interrupção inadequada do tratamento.
    Falta de preparo técnico ou ausência de supervisão quando necessária.

    Em resumo: é fundamental manter limites claros, sigilo, competência profissional, avaliação de riscos e uma postura ética, acolhedora e não estigmatizante.


  • . Qual a diferença entre o papel do psicólogo e do psiquiatra no tratamento do Transtorno de Persona

    . Qual a diferença entre o papel do psicólogo e do psiquiatra no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Psicólogo: atua principalmente com psicoterapia, trabalhando regulação emocional, comportamentos, pensamentos, relacionamentos e estratégias de enfrentamento.
    Psiquiatra: realiza avaliação médica, diagnóstico, acompanhamento clínico e prescrição/ajuste de medicamentos, principalmente para sintomas ou comorbidades.

    Os dois profissionais podem atuar em conjunto, proporcionando um tratamento mais completo ao paciente.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.