Perguntas do paciente (1505)

  • Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca s

    Minha mãe diz que não deixa de ser filho dela mas não aceita certos comportamentos gays mas brinca sobre o namoro do meu irmão hétero e sinto que o tratamento é diferente quando saio com homem. Ela não me aceita gay, não esteve ao meu lado e não acreditou em mim quando passei por um inferno no trabalho. Não a amo por isso, sinto que não pertenço mais ao lugar que nasci e sinto que a maioria das pessoas não prestam. O que fazer quando a autoestima e iniciativa própria são mais difíceis pra mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O que você está sentindo pode acontecer quando uma pessoa passa muito tempo se sentindo rejeitada, diferente ou sem apoio dentro da própria família. Isso pode afetar a autoestima e fazer com que você passe a duvidar de si mesma e das pessoas.

    Alguns pontos podem ajudar:

    Separe o comportamento da sua mãe do seu valor. A dificuldade dela em aceitar você não significa que exista algo errado com você.
    Não se obrigue a sentir amor ou proximidade da mesma forma que antes. É possível estabelecer limites e manter uma relação mais distante se isso for necessário para sua proteção emocional.
    Construa sua própria rede de apoio, com pessoas que respeitem quem você é.
    Quando pensar “a maioria das pessoas não presta”, tente questionar: “Estou percebendo todas as pessoas dessa forma porque fui machucada por algumas?”
    Para recuperar a iniciativa, comece pequeno: uma decisão por dia tomada por você, mesmo que simples. A autonomia se fortalece com prática.
    Trabalhe a autoestima pelo que você faz, escolhe e constrói, e não apenas pela aprovação dos outros.

    Você não precisa continuar pertencendo emocionalmente a um lugar que faz você se sentir inadequada. Construir seu próprio espaço e suas próprias relações também é uma forma de pertencimento.


  • “Quais são os objetivos das intervenções da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no Transtorno de

    “Quais são os objetivos das intervenções da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) para a modificação de padrões cognitivos e comportamentais disfuncionais associados ao funcionamento interpessoal e à socialização?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    As intervenções da TCC no TPB têm como objetivo modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais, melhorar a regulação emocional e desenvolver habilidades sociais, favorecendo relações interpessoais mais saudáveis e adaptativas.


  • “Qual é o objetivo da psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) no Transtorno de Personalidade Bor

    “Qual é o objetivo da psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no que se refere à melhora do funcionamento interpessoal e ao desenvolvimento de padrões de socialização mais adaptativos?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O objetivo da TCC no TPB é melhorar o funcionamento interpessoal e desenvolver padrões de socialização mais adaptativos, ajudando o paciente a regular emoções, modificar pensamentos disfuncionais e construir relações mais saudáveis.


  • “Quais são os objetivos das abordagens psicoterapêuticas contemporâneas no Transtorno de Personalida

    “Quais são os objetivos das abordagens psicoterapêuticas contemporâneas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em relação à regulação do funcionamento interpessoal e à reestruturação dos padrões de socialização?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    As abordagens psicoterapêuticas contemporâneas no TPB buscam melhorar a regulação emocional, fortalecer habilidades sociais e reestruturar padrões interpessoais disfuncionais, promovendo relações mais saudáveis, estáveis e adaptativas.


  • “Quais são os objetivos das intervenções psicoterapêuticas contemporâneas no Transtorno de Personali

    “Quais são os objetivos das intervenções psicoterapêuticas contemporâneas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no que tange à modulação do funcionamento interpessoal e à reorganização dos padrões de socialização?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    As intervenções psicoterapêuticas no TPB têm como objetivo melhorar o funcionamento interpessoal, desenvolver habilidades sociais e reorganizar padrões de socialização disfuncionais, promovendo relações mais equilibradas e saudáveis.


  • Qual é o objetivo das intervenções psicoterápicas no que se refere ao funcionamento interpessoal e à

    Qual é o objetivo das intervenções psicoterápicas no que se refere ao funcionamento interpessoal e à socialização em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O objetivo das intervenções psicoterápicas no TPB é melhorar o funcionamento interpessoal e a socialização, ajudando o paciente a regular emoções, desenvolver habilidades sociais, reduzir conflitos e construir relações mais saudáveis e estáveis.


  • Qual abordagem terapêutica costuma ser mais indicada em casos de quebra de confiança, dificuldade de

    Qual abordagem terapêutica costuma ser mais indicada em casos de quebra de confiança, dificuldade de comunicação e sofrimento emocional dos dois lados, quando uma pessoa ainda acredita em reconciliação e a outra aparenta já ter decidido seguir em frente? O ideal seria começar com sessões individuais antes da sessão conjunta? E como identificar um profissional preparado para conduzir esse tipo de processo de forma acolhedora, imparcial e sem transformar a sessão em disputa de culpa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. Nesse tipo de situação, costuma ser útil começar com sessões individuais antes da terapia de casal, principalmente quando há muita mágoa, desconfiança ou opiniões diferentes sobre continuar ou terminar.

    Abordagens como Terapia de Casal baseada em evidências, Terapia Focada nas Emoções (EFT) e Terapia Cognitivo-Comportamental para casais podem ajudar na comunicação, confiança e manejo dos conflitos.

    As sessões individuais podem ajudar cada pessoa a:

    organizar seus sentimentos e expectativas;
    entender se realmente deseja reconstruir a relação;
    trabalhar mágoas e inseguranças;
    chegar à sessão conjunta com mais capacidade de diálogo.

    Na terapia conjunta, o objetivo não deve ser decidir quem está certo ou errado, mas compreender o que aconteceu, avaliar se existe possibilidade de reconstrução e, se não houver, buscar uma separação mais saudável.

    Para escolher o profissional, procure alguém que tenha formação específica em terapia de casal, experiência com conflitos conjugais e deixe claro que não está ali para tomar partido. Um bom terapeuta deve estabelecer regras de comunicação, ouvir os dois lados e evitar transformar a sessão em uma investigação ou disputa de culpa.

    Importante: se houver violência, ameaças, coerção ou medo dentro da relação, a terapia de casal pode não ser a primeira opção; nesse caso, é necessário avaliar a segurança individualmente.


  • “Quais técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são eficazes na reestruturação cognitiva,

    “Quais técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são eficazes na reestruturação cognitiva, no treino de habilidades sociais e na modificação de padrões comportamentais disfuncionais associados ao funcionamento interpessoal em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Na TCC, técnicas como reestruturação cognitiva, treino de habilidades sociais, regulação emocional, resolução de problemas e comunicação assertiva são eficazes para modificar padrões disfuncionais no TPB. Essas intervenções ajudam o paciente a melhorar o controle emocional e os relacionamentos interpessoais.


  • “De que maneira intervenções da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) podem ser aplicadas no treina

    “De que maneira intervenções da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) podem ser aplicadas no treinamento de habilidades sociais e na promoção da melhora do funcionamento interpessoal em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Na TCC, intervenções como treino de habilidades sociais, regulação emocional, psicoeducação e reestruturação cognitiva são utilizadas para melhorar o funcionamento interpessoal em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Essas estratégias ajudam o paciente a identificar pensamentos disfuncionais, controlar impulsos, desenvolver comunicação assertiva e lidar melhor com conflitos e emoções intensas, favorecendo relações mais saudáveis e estáveis.


  • “Quais intervenções ajudam na melhora da socialização no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB

    “Quais intervenções ajudam na melhora da socialização no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Intervenções como treino de habilidades sociais, controle emocional, reestruturação de pensamentos disfuncionais e comunicação assertiva ajudam na melhora da socialização no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), favorecendo relações mais saudáveis e estabilidade emocional.


  • “Quais intervenções contribuem para a melhora da socialização em pacientes com Transtorno de Persona

    “Quais intervenções contribuem para a melhora da socialização em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Treino de habilidades sociais, regulação emocional, reestruturação cognitiva, psicoeducação e desenvolvimento de estratégias de comunicação assertiva contribuem para melhorar a socialização em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Essas técnicas ajudam o paciente a lidar melhor com emoções intensas, conflitos interpessoais e medo de abandono, favorecendo relações mais saudáveis.


  • “Quais procedimentos clínicos e critérios psicométricos são empregados na avaliação do funcionamento

    “Quais procedimentos clínicos e critérios psicométricos são empregados na avaliação do funcionamento interpessoal, da qualidade dos vínculos relacionais e das competências sociais em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no contexto da avaliação psicológica?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Com base na minha abordagem Terapia Cognitivo Comportamental, a avaliação do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) envolve entrevistas clínicas, observação comportamental e testes psicológicos para analisar emoções, impulsividade, vínculos afetivos e habilidades sociais. O objetivo é identificar padrões de pensamento e comportamento que prejudicam os relacionamentos e o funcionamento interpessoal de cada paciente diante do seu contexto de vida.


  • Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir e

    Eu queria entender tenho um filho de 4 anos meu filho fica falando o tempo inteiro que ele quer ir embora não sei pra onde se ele esta na casa dele
    Ai as vezes eu pergunto pra ele quer ir embora pra onde ? Ele me diz pra casa da minha vó lá é a minha casa
    E ele fala isso que quer ir embora
    Sem eu tá brigando com ele
    Não tô entendendo essa atitude dele
    Será que eu devo de levar ele a um psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Pode ser apenas uma forma que ele encontrou de expressar saudade, vontade de mudar de ambiente ou necessidade de segurança, principalmente porque aos 4 anos a criança ainda tem dificuldade para explicar exatamente o que sente.

    O fato de ele falar isso não significa necessariamente que exista algum problema, mas vale observar:

    Quando ele costuma dizer que quer ir embora?
    Acontece depois de alguma situação específica?
    Ele demonstra medo, tristeza ou ansiedade?
    Houve alguma mudança recente na rotina ou na família?
    Como ele fica depois que chega à casa da avó?

    Você pode perguntar de forma tranquila: “O que você gosta na casa da vovó?” ou “O que você sente quando quer ir para lá?”, sem pressioná-lo.

    Se isso for muito frequente, persistente ou vier acompanhado de mudanças no comportamento, sono, alimentação, medo ou isolamento, vale conversar com um psicólogo infantil para entender melhor o que ele está tentando comunicar.

    E evite perguntar repetidamente “por que você quer ir embora?”, porque isso pode acabar aumentando a preocupação dele.


  • Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afe

    Cresci em um ambiente com muita negligência, sofrimento emocional e situações traumáticas que me afetaram desde pequeno. Hoje sinto que isso ainda influencia muito minha vida diária.

    Eu vivo um conflito constante:

    Por um lado, sinto que preciso conquistar autonomia, independência financeira, rotina, trabalho e eventualmente sair de casa, porque o ambiente em que vivo ainda me faz mal emocionalmente.

    Por outro lado, sinto que estou tão desgastado emocionalmente que tenho dificuldade de manter constância, disciplina, foco, energia e estabilidade pra conseguir justamente construir essa independência.

    Então entro num looping:

    - não consigo crescer porque estou emocionalmente mal e vivendo num ambiente ruim;
    - mas continuo preso nesse ambiente porque ainda não consegui crescer.

    Queria entender:

    - até que ponto o ambiente atual pode estar mantendo meus problemas emocionais?
    - sair de casa costuma ajudar pessoas nesse tipo de situação?
    - devo priorizar primeiro estabilidade emocional/terapia ou construir independência mesmo ainda estando emocionalmente mal?
    - como diferenciar “preciso me esforçar mais” de “meu sistema emocional está realmente sobrecarregado”?
    - qual seria uma forma saudável e realista de construir autonomia nesse estado?
    - dá pra carregar todo esse sofrimento e todos esses traumas e ainda conseguir manter rotina, crescimento pessoal pra conseguir independência e sair de casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, é possível construir autonomia mesmo estando emocionalmente desgastado, mas provavelmente você não precisa esperar ficar “100% bem” para começar.

    O ambiente pode manter o sofrimento: convivência constante com negligência, conflitos ou situações que ativam lembranças difíceis pode dificultar descanso, concentração, motivação e autoestima.
    Sair de casa pode ajudar, principalmente quando o ambiente é prejudicial, mas é importante ter um mínimo de planejamento financeiro e segurança. A mudança, sozinha, não resolve todos os efeitos das experiências anteriores.
    Não precisa escolher entre terapia e independência. O ideal é trabalhar os dois ao mesmo tempo, mas com metas pequenas e realistas.
    Sobrecarga não é falta de esforço. Se você tenta se organizar repetidamente e encontra exaustão, dificuldade de concentração, ansiedade ou incapacidade de iniciar tarefas, pode existir uma sobrecarga emocional importante.
    Comece pequeno: uma rotina mínima, uma fonte de renda ou qualificação, organização financeira e uma meta concreta para sair de casa. Não tente reconstruir toda a vida de uma vez.
    Terapia pode ajudar a trabalhar os impactos das experiências passadas enquanto você desenvolve autonomia no presente.

    O mais importante é trocar a ideia de “preciso me recuperar completamente para conseguir sair” por “vou me recuperar enquanto construo, aos poucos, uma vida mais independente”.

    Você não precisa vencer todos os seus traumas antes de começar a construir sua vida. Pode avançar devagar, respeitando os limites que seu estado emocional apresenta.


  • Minha filha de 5 anos...está muito emotiva...chora por tudo..e na escola as amiguinhas muitas vezes

    Minha filha de 5 anos...está muito emotiva...chora por tudo..e na escola as amiguinhas muitas vezes não quer brincar com ela..Como ajudá-la? Devo procurar um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, vale a pena observar com atenção, principalmente porque ela está chorando com frequência e também enfrentando dificuldades de interação na escola.

    Aos 5 anos, é comum a criança ter emoções intensas e ainda estar aprendendo a lidar com frustrações. Mas você pode ajudá-la:

    Acolha primeiro: “Eu vejo que você ficou triste. Quer me contar o que aconteceu?”
    Ajude a nomear sentimentos: tristeza, raiva, medo, frustração.
    Não diga “não precisa chorar”; mostre que sentir é permitido e ensine outras formas de lidar.
    Converse com a professora para entender como são as situações com as outras crianças.
    Incentive brincadeiras com uma ou duas crianças com quem ela tenha mais afinidade, sem pressioná-la.
    Observe se há sinais de isolamento, medo de ir à escola, alterações no sono, alimentação ou comportamento.

    Se isso estiver acontecendo há algumas semanas, estiver prejudicando a rotina ou causando sofrimento significativo, é indicado procurar um psicólogo infantil. O profissional poderá avaliar se é apenas uma fase do desenvolvimento ou se existe alguma dificuldade emocional ou social que precisa de atenção.

    E lembre-se: ser muito emotiva não significa que há algo errado com ela. Ela pode apenas precisar de ajuda para aprender a lidar com o que sente.


  • Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas c

    Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas coisas na minha vida, minha vó descobriu que estava com câncer de mama e minha mãe quebrou o pé. Comecei a ficar numa onda depressiva novamente, como eu já estive em um relacionamento no qual a pessoa não estava bem emocionante, sei o quanto isso é ruim. Então falei pra ele meio que me dar um tempo até às coisas melhorarem.
    Bom as coisas melhorarem, mas não sei como conversar com ele, só sei que gosto muito dele e quero fazer dar certo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Você pode conversar com ele de forma simples, sincera e sem tentar prever a reação dele. Você passou por um período difícil e pediu um tempo porque não estava emocionalmente bem. Isso não significa que deixou de gostar dele.

    Você pode dizer algo como:

    “Queria conversar com você porque gosto muito de você. Quando pedi um tempo, eu estava passando por muitas coisas e percebi que não estava emocionalmente bem para viver nosso relacionamento da forma que eu gostaria. Hoje as coisas estão mais tranquilas e continuo gostando de você. Queria saber se você ainda tem vontade de tentar, porque eu gostaria de fazer dar certo.”

    Depois disso, dê espaço para ele falar. Ele também pode ter vivido sentimentos durante esse período.

    O mais importante é não tentar compensar o tempo afastada nem se cobrar para que tudo dê certo imediatamente. Se os dois ainda quiserem, podem recomeçar com calma e construir a relação aos poucos.


  • Eu sinto muito a falta de ter um relacionamento, e isso vem me afetando a algum tempo. Tenho 18 anos

    Eu sinto muito a falta de ter um relacionamento, e isso vem me afetando a algum tempo. Tenho 18 anos e nunca tive essa experiência, mas isso é algo que toma muito tempo dos meus pensamentos. Tenho uma boa vida social, não paro minha vida por isso, mas por muitas vezes é angustiante não ter alguém. Gostaria de saber como fazer para não deixar isso me afetar tanto.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    É compreensível sentir falta de ter um relacionamento, principalmente quando isso é algo que você deseja viver. O problema não é querer alguém; é quando a ausência começa a ocupar espaço demais na sua mente.

    Algumas coisas podem ajudar:

    Não transforme “não tenho um relacionamento” em “tem algo errado comigo”. São coisas diferentes.
    Quando surgir o pensamento “preciso encontrar alguém”, tente trocar por: “Eu gostaria de viver um relacionamento, mas minha vida não está incompleta por não ter um agora.”
    Continue investindo na sua vida social, hobbies, estudos e projetos.
    Evite comparar sua experiência com a de outras pessoas. Não existe idade certa para começar a namorar.
    Permita-se sentir a tristeza sem transformar esse sentimento em desespero para encontrar alguém.
    Se perceber que esse assunto está causando sofrimento frequente, ansiedade ou afetando sua autoestima, conversar com um psicólogo pode ajudar.

    Você não está atrasado. Ter 18 anos e nunca ter namorado não significa que você perdeu alguma oportunidade ou que ficará sozinho.


  • Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida

    Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida! Não quero ser assim, quero ser uma pessoa melhor, preciso de ajuda… sinto que a masturbacao me alivia em momentos de stress, ansiedade e tédio! Qual melhor abordagem análise do comportamento ou tcc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    As duas abordagens podem ajudar. Para esse tipo de dificuldade, a TCC e a Análise do Comportamento podem ser muito úteis, e a escolha depende do que está mantendo o comportamento.

    TCC: trabalha pensamentos, emoções e situações que aumentam a vontade, além de desenvolver estratégias para lidar com ansiedade, estresse e tédio.
    Análise do Comportamento: ajuda a identificar os gatilhos e as consequências que mantêm o ciclo, por exemplo: estresse → pornografia/masturbação → alívio imediato → repetição do comportamento.

    Como você percebe que usa principalmente para aliviar estresse, ansiedade e tédio, uma abordagem que trabalhe esses gatilhos e ensine alternativas de enfrentamento pode ser especialmente útil.

    O objetivo não precisa ser apenas “parar”, mas aprender a lidar com as emoções sem depender desse comportamento como principal forma de alívio.


  • Porque sinto que nao sou querida entres meus irmaos?

    Porque sinto que nao sou querida entres meus irmaos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Esse sentimento pode surgir por vários motivos e não significa necessariamente que seus irmãos não gostem de você.

    Às vezes, experiências de comparação, falta de demonstração de afeto, conflitos ou diferenças na forma como cada irmão se relaciona podem fazer você interpretar a relação como rejeição.

    Tente observar:

    O que acontece concretamente que faz você se sentir não querida?
    Isso acontece com todos os irmãos ou com algum específico?
    Existem comportamentos deles que demonstram carinho, mesmo que de uma forma diferente da que você espera?

    Também é importante separar fato de interpretação: “Eles não me convidaram” é um fato; “eles não gostam de mim” é uma interpretação.

    Se esse sentimento for antigo e afetar sua autoestima,
    a terapia pode ajudar a entender de onde ele vem e como construir relações familiares mais seguras.


  • Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela

    Olá! Então, atualmente estou enfrentando uma luta interna, e acredito que não tenha como vencer ela totalmente.

    Eu acho errado sentir atração física por mulheres que eu não tenho intenção de construir um relacionamento, e acredito que não tenha como "desligar" esse sentimento, apenas mudar a forma como enxergo ele, a questão é que eu não vejo a atração com bons olhos, eu me sinto sujo, perverso ... Eu apenas converso com um atendente, por exemplo, e às vezes acho ela atraente e eu não consigo achar certo considerar uma mulher atraente dessa maneira, no caso apenas pelos aspectos físicos, sendo que, como eu disse anteriormente, nem estou construindo um relacionamento com a moça.

    Eu realmente preciso de uma direção, pois isso uma hora ou outra vai me desgastar, eu sinto uma repulsa tão grande desses pensamentos que me traz um sentimento de vergonha e culpa tão forte depois que não dá nem vontade de sair de casa de novo, sim, é nesse nível, mas eu ainda saio, é só para ilustrar a tamanha aversão que eu tenho da atração física que eu sinto. O que fazer? Devo buscar ajuda de um especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, seria importante buscar ajuda de um psicólogo, principalmente porque essa culpa e vergonha estão tão intensas a ponto de fazer você querer evitar sair de casa.

    O ponto principal é entender que sentir atração física não é uma escolha nem significa que você está desrespeitando alguém. Perceber que uma pessoa é bonita ou sentir atração por ela não significa desejar possuí-la, agir de forma inadequada ou querer um relacionamento.

    O que parece estar causando grande sofrimento não é necessariamente a atração, mas a forma como você interpreta e julga esse sentimento:

    atração → “isso é errado” → culpa/vergonha → tentativa de eliminar o pensamento → mais preocupação com ele.

    Tentar “desligar” a atração ou lutar contra cada pensamento pode acabar aumentando sua atenção sobre ele.

    O objetivo da terapia pode ser aprender a pensar: “Eu senti atração. Isso é uma experiência humana. Não preciso fazer nada a respeito dela e também não preciso me punir por senti-la.”

    Um psicólogo pode ajudar você a trabalhar essa culpa, vergonha e aversão, especialmente por meio de abordagens como TCC, que podem ajudar a identificar e modificar interpretações excessivamente negativas sobre pensamentos e sentimentos.

    Você não precisa gostar de sentir atração, mas também não precisa se considerar sujo ou perverso por senti-la.


Perguntas frequentes

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