Perguntas do paciente (1505)
-
Eu tenho um adolescente que com 15 anos era um adolescente alegre que e enturmava com todos tinha vá
Eu tenho um adolescente que com 15 anos era um adolescente alegre que e enturmava com todos tinha vários amigos depois que completou 16 se isolou só quer fica dentro do quarto no celular se afastou dos amigos se afastou da família,ele fala que não tem amigos gosta de ficar sozinho, gosta de ler livros de desenho,gosta de desenhar não quer ir de jeito nenhum em psicólogo dormir tarde anda triste desanimado não conversa não olha na cara da gente não é com toda que ele conversa as vezes ele está ótimo depois do nada fica triste desanimado isolado as vezes sai às vezes não quer sair fala que ele não tem amigos fala que ele não está na idade de namorar ela está com 17 anos vai fazer 18 anos em outubro ele fala que os jovens de hj só fica fazendo coisas erradas tento conversar com ele mais ele não conversa só conversar quando está precisando de alguma coisa ou quando está sentindo alguma coisa
O que fazer? Como ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece atenção, principalmente porque houve uma mudança importante no comportamento: isolamento, perda de interesse social, tristeza, alteração do sono e afastamento da família.
Isso não significa necessariamente depressão, mas é importante investigar, porque esses sinais podem estar relacionados a sofrimento emocional.
O que você pode fazer:
Não force conversas ou encontros. Mostre que está disponível sem pressioná-lo.
Converse em momentos tranquilos: “Percebi que você tem ficado mais sozinho. Não quero te pressionar, só quero entender como você está e saber como posso ajudar.”
Valorize os interesses dele, como livros e desenhos, e tente se aproximar por meio deles.
Evite críticas ao celular, comparações com outros jovens ou frases como “você precisa sair mais”.
Observe sono, alimentação, estudos, higiene, energia e mudanças de humor.
Procure a escola para saber se houve mudanças acadêmicas ou sociais.
Mesmo que ele não queira psicólogo, você pode buscar orientação com um psicólogo inicialmente, para entender como abordá-lo sem aumentar a resistência.
Como ele já apresenta isolamento significativo e tristeza, vale insistir de maneira acolhedora na avaliação profissional, sem transformar isso em uma obrigação ou punição.
E converse diretamente sobre segurança: pergunte se ele já pensou em morrer, desaparecer ou se machucar. Perguntar não coloca essas ideias na cabeça dele; ajuda a identificar sofrimento que precisa de atenção imediata.
-
Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai aco
Eu vivo em alerta no meu relacionamento. Mesmo sem motivos concretos, eu sinto que algo ruim vai acontecer, como uma traição. Isso me deixa ansiosa e eu não consigo relaxar. Quando ele sai entro em p}ânico, não durmo, vivo no alerta, choro muito e não consigo controlar que penso. Se ele meche no celular sem eu estar perto sinto como se algo está errado, e isso me cansa. o que fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve parece estar gerando muita ansiedade e hipervigilância dentro do relacionamento. Mesmo sem evidências concretas, seu cérebro fica procurando sinais de perigo, como uma possível traição.
O ciclo pode ser:
medo → pensamentos de traição → ansiedade → tentativa de controlar/verificar → alívio momentâneo → medo novamente.
Algumas atitudes podem ajudar:
Separe fatos de pensamentos: “Tenho alguma evidência real ou estou imaginando uma possibilidade?”
Quando ele sair, evite ficar verificando celular, redes sociais ou procurando sinais. Isso pode alimentar a ansiedade.
Quando perceber o pensamento, diga: “Estou sentindo medo, mas sentir medo não significa que algo esteja acontecendo.”
Faça uma pausa antes de perguntar ou confrontar. Respire e espere a intensidade da emoção diminuir.
Continue mantendo sua própria rotina, interesses e relações, para que sua vida não fique totalmente centrada no relacionamento.
Procure um psicólogo, principalmente porque isso já está afetando seu sono, seu bem-estar e sua capacidade de relaxar.
Você não precisa descobrir com 100% de certeza que nunca será traída para conseguir ficar tranquila. O objetivo é aprender a tolerar a incerteza sem deixar que o medo controle seus pensamentos e comportamentos.
-
Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida
Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A falta de apoio familiar pode machucar muito, principalmente quando você esperava acolhimento justamente das pessoas mais próximas. Mas a falta desse apoio não significa que você esteja sozinho ou que não tenha valor.
Para conseguir continuar:
Construa uma rede de apoio fora da família, com amigos e pessoas que respeitem você.
Não baseie seu valor na aceitação da sua mãe. A dificuldade dela em aceitar sua orientação não define quem você é.
Crie pequenas metas para o dia, mesmo quando estiver sem motivação.
Procure espaços onde você possa ser você mesmo sem precisar se esconder.
Considere fazer terapia, especialmente para trabalhar as marcas da falta de apoio emocional e fortalecer sua autoestima.
E uma coisa é importante: se “desistir de tudo” significa que você está pensando em morrer, se machucar ou não continuar vivendo, não enfrente isso sozinho. Procure ajuda imediatamente e fique perto de alguém de confiança.
Você não precisa ter forças para resolver a vida inteira hoje. Às vezes, continuar significa apenas dar o próximo passo.
-
Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c
Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento
O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?
Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.
Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.
Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.
É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".
A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.
Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.
A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível viver a fé de forma autêntica mesmo passando por questionamentos. Ter dúvidas sobre determinadas doutrinas não significa que você tenha menos fé ou que esteja se afastando de Deus. Muitas pessoas amadurecem espiritualmente justamente ao refletirem sobre aquilo em que acreditam.
Se a questão da castidade gera sofrimento e culpa constantes, talvez seja importante distinguir o que é uma convicção pessoal do que é uma regra que você sente que precisa seguir apenas por medo ou obrigação. A fé saudável costuma envolver consciência, liberdade e responsabilidade, e não apenas culpa.
Permita-se buscar compreensão, conversar com pessoas de confiança dentro da igreja, estudar mais sobre o tema e refletir sobre quais valores fazem sentido para você. A decisão sobre como viver sua sexualidade deve ser tomada com maturidade, respeito a si mesma e coerência com aquilo que você acredita.
Em resumo: você não precisa ignorar seus questionamentos para continuar vivendo sua fé. Fé e reflexão podem caminhar juntas.
-
Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, ac
Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, acho que elas estão me julgando ou avaliando, quando saio de casa sozinha é quando a minha rua está vazia, sempre fui muito tímida,evito ir a eventos,locais com muita gente e muito barulhentos,será que é normal ser assim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ser mais tímida e gostar de ambientes tranquilos pode ser normal. O ponto de atenção é quando o medo do julgamento começa a limitar sua vida.
No seu caso, como você evita sair sozinha, espera a rua ficar vazia e deixa de ir a eventos por medo das pessoas, pode existir uma ansiedade social importante.
Uma forma de começar é:
Perceber o pensamento: “Estão me julgando.”
Perguntar: “Tenho evidências disso ou estou imaginando o que estão pensando?”
Fazer exposições pequenas e graduais, como sair sozinha por alguns minutos em um lugar tranquilo.
Evitar fugir imediatamente quando sentir ansiedade, permitindo que ela diminua naturalmente.
Trabalhar sua autoestima e o medo de avaliação.
Não significa que há algo errado com você. Mas, se isso estiver impedindo você de viver como gostaria, vale procurar um psicólogo para avaliar e trabalhar essa ansiedade.
-
Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?
Homem, 28 anos e nunca namorei, o que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter 28 anos e nunca ter namorado não significa que exista algo errado com você nem que esteja atrasado. Cada pessoa tem seu próprio ritmo.
Se você deseja viver um relacionamento, pode começar por:
Ampliar as oportunidades de conhecer pessoas: cursos, hobbies, grupos, eventos ou aplicativos.
Praticar pequenas interações, sem colocar imediatamente a expectativa de namoro.
Trabalhar possíveis inseguranças, timidez ou medo de rejeição.
Cuidar da autoestima e desenvolver interesses próprios.
Não transformar a falta de relacionamento em uma prova de que você “não é desejável”.
O objetivo não é encontrar alguém a qualquer custo, mas criar oportunidades para conhecer pessoas e construir vínculos naturalmente.
Se você percebe que medo, ansiedade ou baixa autoestima estão impedindo suas tentativas, a terapia pode ajudar bastante.
-
Escrever afirmações positivas coisas sobre lei da atração escrever antes de dormir perto do adormeci
Escrever afirmações positivas coisas sobre lei da atração escrever antes de dormir perto do adormecimento é verdade que se não repetir o que escreví mentalmente até apagar o efeito não funciona pra mim ganhar a crença?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Não existe evidência científica de que você precise repetir mentalmente uma afirmação até adormecer para que ela “funcione” ou para que a Lei da Atração aconteça.
Afirmações podem ser úteis como uma forma de direcionar a atenção e fortalecer pensamentos mais realistas e positivos, mas não funcionam como uma garantia de que determinado acontecimento vai acontecer.
Você pode escrever uma frase antes de dormir e simplesmente deixá-la ali. Não precisa repetir até apagar.
Uma forma mais saudável seria usar frases como:
“Estou aprendendo a confiar mais em mim.”
“Posso lidar com as coisas mesmo quando sinto insegurança.”
“Não preciso ter controle sobre tudo para ficar bem.”
O mais importante é que a afirmação seja realista e compatível com algo que você possa desenvolver, em vez de depender apenas de acreditar que o universo irá produzir determinado resultado.
-
Saudação de acordo ao horário do dia! Estou num relacionamento a 5 anos ,e já houve traição de amba
Saudação de acordo ao horário do dia!
Estou num relacionamento a 5 anos ,e já houve traição de ambas as partes,mas a gente continuo juntos. Mas ultimamente tenho desejado muito ter relações sexuais com a minha parceira,envolvendo terceiros.
Será que isso é normal?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Ter fantasias ou desejos de incluir outras pessoas na vida sexual pode acontecer e, por si só, não significa que exista algo errado com você ou com o relacionamento.
O mais importante é diferenciar fantasia de decisão. Antes de agir, vale conversar com sua parceira sobre limites, segurança, ciúmes e expectativas, principalmente porque já houve traições entre vocês.
A pergunta principal não é “isso é normal?”, mas “isso é algo que as duas realmente desejam e conseguem vivenciar com consentimento, confiança e respeito?”
Se uma das duas não se sentir confortável, o desejo pode permanecer apenas como fantasia.
-
Olá dr picólogo, gostaria de fazer uma pergunta, eu tenho sentido atração por homens, isso é normal,
Olá dr picólogo, gostaria de fazer uma pergunta, eu tenho sentido atração por homens, isso é normal, pois sempre namorei mulheres, não sei o que está acontecendo, eu nasci assim, eu já era assim? Devido a minha religião e a família, me sinto um pouco sem saber o que fazer, meio perdido. Sou maior de idade, tive alguma experiêcias que fez com que isso me despertasse, mas tenho medo ou receio de alguém descubra por ser da Igreja e família mais tradicional.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Sentir atração por homens pode acontecer mesmo que você tenha passado a vida se relacionando com mulheres. Isso não significa que exista algo errado com você.
A orientação sexual não é algo que você precise decidir ou explicar imediatamente. Algumas pessoas percebem aspectos da própria sexualidade mais cedo, outras mais tarde, e as experiências podem ajudar você a perceber sentimentos que já estavam presentes, mas não necessariamente “criaram” sua orientação.
Sobre sua família e religião: você não é obrigado a contar nada antes de se sentir seguro e preparado. Você pode levar seu tempo para entender o que sente sem precisar tomar nenhuma decisão agora.
Um psicólogo acolhedor e sem julgamento pode ajudar você a explorar esses sentimentos, lidar com o medo e a culpa e entender melhor sua sexualidade, sem tentar mudar ou direcionar sua orientação.
Você não precisa ter todas as respostas agora. O primeiro passo pode ser simplesmente permitir-se entender o que sente, com segurança e sem se culpar.
-
Respiração lenta e profunda por vários minutos induz a sensação de querer dormir?
Respiração lenta e profunda por vários minutos induz a sensação de querer dormir?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A respiração lenta e profunda pode aumentar a sensação de relaxamento e sonolência em algumas pessoas, principalmente quando feita em um ambiente tranquilo e antes de dormir.
Isso acontece porque a respiração mais calma pode ajudar a reduzir a ativação do sistema nervoso e a tensão corporal.
Mas não é garantido que provoque sono em todo mundo. Se você respirar rápido ou profundamente demais, pode causar tontura ou desconforto.
Uma opção simples é inspirar suavemente pelo nariz e fazer uma expiração um pouco mais longa, sem forçar a respiração.
-
Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem,
Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem, em novembro começou a morder alguns coleguinhas. Esse ano ele continua na mesma sala só que com outros amigos pq ele continuou por conta da idade e os amigos avançaram. E aí ele apresentou a questão de morder novamente, fiz uma rotina de dia a dia e ele parou de morder, mais agr está batendo coisa que não fazia antes, beliscando, chorando por qualquer coisa e não quer dividir com os amigos. Os novos amigos são menores que ele. O que eu devo fazer ? Devo me preocupar com algum transtorno ou é somente questão da idade e da mudança ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nessa idade, morder, bater, beliscar, chorar e ter dificuldade para dividir podem acontecer, porque a criança ainda está aprendendo a controlar impulsos e expressar emoções.
Como houve mudança de turma, novos colegas e uma nova adaptação, isso pode estar contribuindo para o comportamento.
O que você pode fazer:
Mantenha uma rotina previsível.
Quando ele bater ou beliscar, seja firme e tranquilo: “Eu não deixo bater. Bater machuca.”
Ensine alternativas: pedir ajuda, dizer “não gostei”, esperar a vez.
Evite punições físicas ou gritos.
Elogie imediatamente quando ele conseguir brincar, esperar ou compartilhar sem agressividade.
Converse com a escola para identificar quando e com quem esses comportamentos acontecem.
Não é possível concluir que exista um transtorno apenas por esses comportamentos. Eles podem fazer parte do desenvolvimento e da adaptação, especialmente nessa faixa etária.
Procure um pediatra ou psicólogo infantil se os comportamentos forem muito frequentes, intensos, persistirem apesar das estratégias ou vierem acompanhados de outras alterações importantes no desenvolvimento, comunicação ou interação social.
-
Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente
Olá. Gostaria de tirar uma dúvida e compartilhar uma situação que tem me consumido muito ultimamente.
Estou lutando contra a pornografia e, por enquanto, está relativamente controlável. Porém, me encontro em um estado de grande preocupação porque não estou me sentindo emocionalmente bem. Sinto-me sem motivação e com as emoções neutras — não me sinto feliz, nem triste. Isso tem afetado principalmente a parte romântica da minha vida.
Tenho ansiedade e, alguns anos atrás, tive uma crise muito forte. Desde então, sinto que nunca mais voltei a ser exatamente como antes. Ultimamente estou muito preocupado porque parece que apenas estou vivendo no automático. Não sinto prazer nas coisas, e isso está afetando todas as áreas da minha vida.
O que mais me preocupa é o meu relacionamento. Sei que a pornografia pode estar relacionada a isso, pois pode diminuir a sensibilidade do cérebro. Sinto como se estivesse vivendo uma batalha interna constante.
Mesmo assim, continuo me fazendo presente no meu relacionamento, com meus pais, na faculdade e nas minhas responsabilidades. Mas, por dentro, sinto como se estivesse vivendo como um robô, sem emoções.
Estou fazendo acompanhamento psicológico, mas ainda tenho dificuldade de falar sobre essa parte da minha vida. Muitas vezes, quando chega o dia da consulta, perco a vontade de ir, mas mesmo assim compareço.
O que me chama atenção é que comecei a perceber esses sentimentos com mais intensidade quando cortei completamente a pornografia. Já faz algum tempo que estou tentando vencer esse vício. Mesmo quando eu consumia com frequência, já sentia que o mundo tinha perdido um pouco da cor. Hoje percebo que esse vício parece ter roubado parte da minha identidade. Qual a melhor orientação nesse caso?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve merece ser levado para a terapia, principalmente porque existe falta de prazer, desmotivação, sensação de estar no automático e dificuldade de se conectar emocionalmente.
É importante não concluir que tudo seja causado pela pornografia. A pornografia pode estar relacionada ao seu ciclo de ansiedade e comportamento compulsivo, mas essa sensação de “vazio” também pode estar associada a ansiedade, depressão, estresse ou outros fatores emocionais.
Como você percebeu piora ao interromper a pornografia, isso também é algo importante para contar ao psicólogo. Não significa necessariamente que parar de consumir esteja fazendo mal; pode ser que, sem esse comportamento como forma de aliviar emoções, sentimentos que já estavam presentes estejam ficando mais perceptíveis.
Na próxima sessão, tente dizer exatamente:
“Eu tenho dificuldade de falar sobre isso, mas estou me sentindo emocionalmente anestesiado, sem prazer e vivendo no automático. Isso está afetando meu relacionamento e minha vida.”
Você não precisa chegar à sessão sabendo explicar tudo. Essa própria dificuldade de falar já é algo que pode ser trabalhado na terapia.
E não abandone o acompanhamento justamente porque está sem vontade. O fato de você continuar comparecendo, mesmo assim, é importante.
Se essa falta de prazer persistir ou piorar, vale também conversar com um médico/psiquiatra para uma avaliação mais ampla. Você não perdeu sua identidade; está passando por um período de sofrimento que merece ser compreendido e tratado.
-
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza
Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A perda de uma mãe é uma experiência profundamente dolorosa, e o luto pode envolver tristeza intensa, saudade, culpa e momentos de vazio. Porém, quando após quase um ano esses sentimentos permanecem muito intensos e começam a comprometer a vida diária, é importante avaliar se há sinais de depressão associada ao luto ou de luto prolongado.
Alguns sinais que indicam a necessidade de uma avaliação profissional incluem: perda persistente de prazer nas atividades, cansaço intenso, isolamento, dificuldade para trabalhar, culpa excessiva, sensação de vazio constante e sofrimento que parece não dar espaço para outros sentimentos além da dor.
No luto, a tristeza costuma estar mais ligada à ausência e à saudade da pessoa perdida, podendo existir momentos de conexão com outras emoções. Na depressão, tende a haver uma perda mais ampla de interesse, desesperança e uma visão negativa de si e da vida.
O ideal é buscar um psicólogo para acolher e avaliar esse processo, e um psiquiatra caso os sintomas estejam muito intensos ou afetando significativamente sua rotina. A avaliação ajudará a compreender o que está acontecendo e qual cuidado pode favorecer sua recuperação.
-
Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezess
Minha neta , perdeu a mãe e o padrasto em pouco dias , COVID, tinha 12 anos e meio, agora com dezessete anos teve uma mudança de comportamento radical , começou a mudar de comportamento depois dos quinze anos para cá , agora ao dezessete anos a mudança de comportamento ficou muito visível, até nas veste mudou , até então era tudo bem discreta , agora gosta de blusa curta , o relacionamento está muito ruim as vezes é legal , conversar gostoso com a gente ,outra hora é um tanto grossa, gostaria de saber como lidar ? Ou vai precisar de um acompanhamento de um profissional ? Talvez um psicólogo? O que vocês me aconselha ? Obrigada
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela perda que sua neta viveu. Perder a mãe e o padrasto aos 12 anos é uma experiência muito difícil, e algumas reações ao luto podem aparecer ou se intensificar anos depois, especialmente durante a adolescência.
A mudança de roupas, por si só, não significa um problema psicológico. Aos 17 anos, experimentar estilos, buscar autonomia e oscilar no humor também pode fazer parte da adolescência.
Porém, como você relata uma mudança importante e progressiva de comportamento, seria indicado procurar um psicólogo que trabalhe com adolescentes. O objetivo não é julgá-la ou controlar suas escolhas, mas oferecer um espaço seguro para ela falar sobre o que sente.
Em casa:
Evite críticas às roupas ou comparações com quem ela era antes.
Não transforme cada mudança de humor em uma discussão.
Procure conversar quando ela estiver tranquila.
Diga: “Não quero controlar você. Quero entender como você está e saber se existe alguma coisa que esteja sendo difícil para você.”
Demonstre disponibilidade mesmo quando ela não quiser conversar.
Fique especialmente atento se houver isolamento intenso, queda nos estudos, alterações importantes no sono, uso de álcool/drogas, automutilação, desesperança ou falas sobre morte. Nesses casos, a avaliação profissional deve ser mais rápida.
O mais importante é preservar o vínculo. Ela precisa sentir que pode contar com vocês sem ser julgada.
-
Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos
Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos. Nosso casamento sempre foi bem sólido, nunc ativemos crises ou dioscussões sérias. Mas desde agosto/25 ela começou a se distanciar da vida conjugal, mais tempo sozinha, mais tempo se cuidando, novos hobbies (academia, dança, roupas,etc) aos poucos eu fui sendo deixado de lado nas decisões, nas escolhas, minha opinião nao era mais necessária. Ao mesmo tempo a irritação comigo aumentava na mesma medida que o celular dela tambem se tornava mais restrito. Em outubro quando houve um questionamento ela pediu um tempo, estava confusa e nao sentia mais amor por mim. Foi um choque posi eu me considerava um bom marido, presente nas atividades da casa , sempre trabalhei e mantive as contas em dia (no limite, ma em dia) pai presente, e quand perguntava ela sempre dizia que estava bem.
Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?
obrigado pela ajudaRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo por que isso está sendo tão doloroso. Você ainda está vivendo o luto do relacionamento, enquanto ela parece já ter tomado outra decisão. Isso cria uma diferença muito grande entre vocês.
Pelo que você relata, insistir para que ela volte provavelmente não vai reconstruir o casamento. Ela já disse repetidamente que não sente amor ou desejo e está seguindo a vida dela. Você não consegue fazê-la se arrepender ou voltar.
O mais saudável agora é:
Pare de tentar convencê-la a permanecer.
Se possível, estabeleçam limites claros enquanto continuarem morando juntos.
Evitem envolver as filhas nos conflitos ou fazê-las escolher um lado.
Procure orientação jurídica sobre separação, moradia e questões relacionadas às filhas, sem transformar isso em uma disputa.
Busque psicoterapia para trabalhar o luto, a rejeição e a reconstrução da sua vida.
Mantenha sua rotina, trabalho, amizades e relação com suas filhas.
Sobre a possibilidade de ela “quebrar a cara”: pode acontecer ou não. Mas esperar que ela se arrependa mantém você emocionalmente preso a uma decisão que não está sob seu controle.
E uma coisa importante: o fim do casamento não significa necessariamente o fim da família. O formato da família pode mudar, mas você continuará sendo pai das suas filhas e poderá construir uma relação saudável com elas.
Talvez a pergunta mais importante agora não seja “como faço para ela voltar?”, mas “como começo a cuidar de mim e das minhas filhas diante de uma realidade que eu não queria?”
Você pode continuar amando sua esposa e, ao mesmo tempo, começar a aceitar que não pode obrigá-la a permanecer.
-
Como as habilidades conceituais são interpretadas na avaliação neuropsicológica ?
Como as habilidades conceituais são interpretadas na avaliação neuropsicológica ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na avaliação neuropsicológica, as habilidades conceituais são analisadas pela capacidade de:
compreender ideias e conceitos;
identificar relações e semelhanças;
raciocinar e resolver problemas;
compreender situações abstratas;
organizar informações e formar categorias.
Essas habilidades ajudam o profissional a avaliar como a pessoa pensa, raciocina e utiliza informações para resolver situações do dia a dia.
Os resultados são interpretados junto com outras funções cognitivas, considerando idade, escolaridade, contexto e funcionamento geral.
-
Quais sintomas indicam a necessidade de um estudo neurocognitivo?
Quais sintomas indicam a necessidade de um estudo neurocognitivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Um estudo neurocognitivo pode ser indicado quando existem mudanças persistentes ou dificuldades significativas em funções como:
memória e atenção;
concentração e aprendizagem;
planejamento e organização;
linguagem;
raciocínio e resolução de problemas;
controle de impulsos ou comportamento;
alterações importantes no desempenho escolar, profissional ou cotidiano.
Também pode ser recomendado após traumas, doenças neurológicas ou mudanças cognitivas sem causa clara.
A avaliação ajuda a identificar quais funções estão comprometidas e a orientar o tratamento.
-
Como o perfil neurocognitivo se altera com disfunções, segundo a neuropsicologia?
Como o perfil neurocognitivo se altera com disfunções, segundo a neuropsicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Segundo a neuropsicologia, disfunções podem alterar o perfil neurocognitivo de forma específica, afetando algumas funções mais do que outras.
Por exemplo, a pessoa pode apresentar dificuldade de memória e atenção, mas manter preservadas a linguagem e outras habilidades.
A avaliação compara diferentes funções cognitivas para identificar pontos fortes, dificuldades e possíveis alterações no funcionamento cerebral.
Em resumo: o perfil neurocognitivo mostra como diferentes funções estão funcionando e quais podem estar comprometidas.
-
O que diferencia um funcionamento cognitivo "normal" de um "complexo/alterado"?
O que diferencia um funcionamento cognitivo "normal" de um "complexo/alterado"?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A principal diferença está em como as funções cognitivas funcionam em relação ao esperado para a idade, escolaridade e contexto da pessoa.
Funcionamento normal: desempenho dentro do esperado, com dificuldades pontuais que não comprometem significativamente a vida diária.
Funcionamento alterado: dificuldades mais persistentes ou significativas em áreas como memória, atenção, linguagem, planejamento ou raciocínio, com impacto no cotidiano.
Um perfil “complexo” não significa necessariamente doença. Pode indicar uma combinação de pontos fortes e dificuldades que precisa ser interpretada de forma individualizada.
A avaliação neuropsicológica considera o conjunto dos resultados, e não apenas uma pontuação isolada.
-
Qual a diferença entre funções cognitivas e funções executivas?
Qual a diferença entre funções cognitivas e funções executivas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Funções cognitivas são habilidades mentais gerais, como memória, atenção, percepção, linguagem e raciocínio.
Funções executivas são um conjunto específico de habilidades que ajudam a planejar, organizar, controlar impulsos, tomar decisões e resolver problemas.
Em resumo: funções executivas fazem parte das funções cognitivas, mas têm foco no controle e na organização do comportamento.
Autor
Perguntas frequentes
-
Toda vez que saio do banho fico me coçando, já tentei sabonete neutro, sabonete glicerinado, banho m
A coceira após o banho pode ter diferentes causas, mesmo quando você já utiliza…