Perguntas do paciente (1505)
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Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últ
Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últimos anos. Ele passou a beber diariamente e, quando misturando bebida destilada, fica agressivo verbalmente e no dia seguinte não lembra do que aconteceu. Sempre que eu e meu irmão tentamos conversar com ele sobre diminuir ou buscar ajuda, ele reage com irritação. Existe alguma forma adequada de realizarmos uma intervenção familiar ou de abordar esse assunto sem piorar a situação? Qual seria o melhor caminho para incentivar que ele busque ajuda profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O mais importante é não tentar convencê-lo durante ou logo após a bebida, principalmente quando ele está agressivo.
Escolham um momento em que ele esteja sóbrio e tranquilo.
Falem a partir da preocupação, sem acusações: “Nós estamos preocupados com você e queremos ajudar”.
Citem fatos concretos, evitando rótulos como “você é alcoólatra”.
Não discutam quando ele estiver irritado; encerrem a conversa e retomem depois.
Incentivem uma avaliação com psicólogo, psiquiatra ou serviço especializado em álcool e drogas. Vocês podem oferecer ajuda para marcar ou acompanhá-lo.
Uma intervenção familiar estruturada pode ser útil, mas é melhor fazê-la com orientação de um profissional, especialmente porque há agressividade e episódios de amnésia.
Evitem encobrir as consequências do consumo ou tentar controlar sozinhos quanto ele bebe.
E um ponto importante: não é responsabilidade de vocês fazerem seu pai parar de beber. Vocês podem oferecer apoio e estabelecer limites, mas a decisão de buscar tratamento precisa ser dele.
Se houver ameaça, violência ou risco imediato, priorizem a segurança de vocês e se afastem da situação em vez de tentar resolver a discussão naquele momento.
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Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia
Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tristeza passageira costuma estar ligada a uma situação específica, tende a diminuir com o tempo e, mesmo com sofrimento, a pessoa ainda consegue sentir momentos de prazer, manter atividades e se conectar com outras pessoas.
Já um quadro depressivo costuma envolver sintomas persistentes por semanas, como perda de interesse ou prazer, cansaço intenso, alterações no sono ou apetite, sentimentos de culpa ou inutilidade, dificuldade de concentração, isolamento e prejuízo no trabalho ou na rotina.
Um sinal importante é observar a intensidade, a duração e o impacto na vida diária. Quando a tristeza se torna constante, impede a pessoa de funcionar ou traz pensamentos de desesperança, é indicado buscar avaliação com um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra.
A avaliação profissional ajuda a diferenciar uma reação emocional esperada de um quadro que necessita de tratamento.
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Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, em muitos casos de ansiedade pode ser benéfico o acompanhamento conjunto de psicólogo e psiquiatra, pois eles atuam de formas diferentes e complementares.
O psicólogo ajuda a compreender os pensamentos, emoções, comportamentos e gatilhos da ansiedade, desenvolvendo estratégias para lidar melhor com os sintomas.
O psiquiatra avalia o quadro do ponto de vista médico, verifica a necessidade de medicação e acompanha aspectos relacionados ao funcionamento do organismo.
Nem todas as pessoas precisarão dos dois profissionais, mas quando a ansiedade é intensa, persistente ou causa prejuízos na rotina, a combinação dos tratamentos pode trazer bons resultados. A melhor escolha depende da avaliação individual.
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A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu
A ansiedade social me isola muito, perdi amizades devido a antigo relacionamento e ele nao queria eu com meus amigos, enfim, acho q dei uma piorada, estou tomando remedios mas quero enfrentar sem e nao consigo, me sinto extremamente solitária
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve mostra uma mistura de ansiedade social, isolamento e marcas de uma relação que limitou seus vínculos. Quando a rede de apoio diminui, é comum a solidão aumentar e a ansiedade ficar mais forte, criando um ciclo: quanto mais medo e insegurança, mais a pessoa evita contatos, e a sensação de isolamento cresce.
O fato de você querer enfrentar isso já é um passo importante. Porém, tentar retirar a medicação por conta própria ou antes de estar preparada pode tornar o processo mais difícil. Se você pensa em parar os remédios, converse com o psiquiatra para que isso seja feito com segurança, se for indicado.
A psicoterapia pode ajudar muito nesse processo, especialmente para reconstruir sua confiança, trabalhar o medo de julgamento e retomar vínculos aos poucos. Começar com pequenos movimentos, como uma conversa curta, uma mensagem para alguém de confiança ou uma atividade em grupo com pouca pressão, pode ser mais sustentável do que se cobrar uma mudança grande de uma vez.
A solidão que você sente merece ser acolhida e cuidada; relações saudáveis podem ser reconstruídas gradualmente.
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Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
Como posso ajudar meu filho que está com depressão e não aceita fazer tratamentos com medicação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ajudar um filho com depressão exige acolhimento, paciência e apoio, principalmente quando ele resiste ao tratamento. O primeiro passo é tentar compreender o motivo da recusa: medo dos efeitos colaterais, vergonha, falta de compreensão sobre a doença ou sensação de que não precisa de ajuda.
Procure conversar sem pressionar, validando o sofrimento dele e mostrando que o tratamento não é uma punição, mas uma forma de recuperar qualidade de vida. A psicoterapia pode ser uma porta de entrada importante, mesmo quando há resistência à medicação.
Também é recomendado manter acompanhamento com um psiquiatra, que poderá explicar as opções de tratamento e tirar dúvidas sobre os medicamentos. A decisão sobre iniciar, ajustar ou suspender medicação deve ser feita com orientação profissional.
Além disso, fique atento a sinais de risco, como falas sobre não querer viver, desesperança intensa ou comportamentos de despedida. Nesses casos, é importante buscar ajuda urgente.
O mais importante é que ele perceba que não está sozinho e que você está ao lado dele, não contra ele.
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É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo
É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a postura e a tensão muscular podem influenciar a forma como a ansiedade é percebida, embora geralmente não sejam a causa única da ansiedade.
Uma postura mantida por muito tempo pode aumentar a tensão em regiões como pescoço, ombros e costas, causando dores, desconforto e sensações corporais que algumas pessoas interpretam como sinais de perigo, aumentando a preocupação. Após uma crise de ansiedade, é comum também ficar mais atento às sensações do corpo, o que pode intensificá-las.
Além disso, a ansiedade pode deixar o corpo em estado de maior alerta, favorecendo contração muscular, respiração mais superficial e desconfortos físicos.
Pode ajudar:
fazer pausas durante o dia para se movimentar;
alongar suavemente pescoço, ombros e costas;
ajustar a ergonomia da cadeira e da tela;
praticar respiração e relaxamento muscular;
retomar atividades físicas de forma gradual.
Como os sintomas começaram após uma crise de ansiedade, vale observar a relação entre tensão, pensamentos de preocupação e sintomas físicos. Se as dores forem persistentes, intensas ou vierem com outros sinais (como perda de força, formigamentos importantes ou alterações neurológicas), é indicado procurar avaliação médica. Um psicólogo também pode ajudar a lidar com o ciclo entre sensações físicas e ansiedade.
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Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabe
Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan
O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabeça e medo ansiosa e fobia sosialRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante conversar com o médico que acompanha o seu tratamento. Algumas pessoas relatam perceber diferenças ao trocar a marca ou o fabricante do Clonazepam, embora os medicamentos aprovados devam ter equivalência terapêutica.
Os sintomas que você descreve: tremores, aumento da ansiedade, medo intenso e piora da fobia social, podem estar relacionados a diferentes fatores, como adaptação à nova formulação, progressão do quadro de ansiedade, alterações na dose ou até uso irregular da medicação.
Não aumente, diminua ou interrompa o clonazepam por conta própria, pois isso pode causar sintomas de abstinência e piorar a ansiedade.
O mais indicado é:
procurar o médico o quanto antes para reavaliar os sintomas;
informar exatamente qual marca você usava antes e qual está usando agora;
anotar quando os sintomas começaram e se coincidiram com a troca do medicamento;
buscar atendimento imediato se surgirem sintomas intensos, como agitação extrema, pensamentos de autoagressão ou incapacidade de realizar suas atividades diárias.
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A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A irritação em ambientes com muitas pessoas pode acontecer na ansiedade social, pois o corpo entra em estado de alerta diante de situações percebidas como ameaçadoras. Essa tensão pode gerar impaciência, vontade de fugir, desconforto e cansaço.
Algumas estratégias podem ajudar:
Observe os pensamentos: perceba se surgem ideias como “estão me olhando” ou “não vou conseguir lidar”, e tente questioná-las.
Regule o corpo: respiração lenta, relaxamento dos ombros e atenção ao ambiente ajudam a reduzir o estado de alerta.
Faça exposição gradual: enfrente situações sociais aos poucos, sem evitar completamente, para que o cérebro aprenda que esses ambientes são seguros.
Seja gentil consigo: a ansiedade tende a aumentar quando você se cobra “ficar normal” ou controlar tudo.
A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pode ajudar bastante no enfrentamento da ansiedade social, trabalhando pensamentos, comportamentos de evitação e habilidades de interação.
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Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza,
Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza, como uma TV em preto e branco, sem brilho, eu faço as coisas normalmente, vivo minha rotina, tenho momentos felizes, porém esse vazio me segue sem motivo aparente, também não gosto muito de sair e nem de falar sobre sentimentos, mas tenho receio q possa ser algo próximo de uma depressão q ameaça vir. Qual especialista devo buscar? O que me orientam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve sensação persistente de vazio, “mundo sem cor”, diminuição do interesse por sair e dificuldade em falar sobre sentimentos merece ser acolhido e avaliado, mesmo que você ainda consiga manter sua rotina e tenha momentos felizes.
Isso pode estar relacionado a diferentes questões emocionais, incluindo sintomas depressivos, ansiedade ou outros processos psicológicos. Somente uma avaliação profissional poderá esclarecer.
O ideal é procurar primeiro um psicólogo, que poderá ouvir sua história, avaliar seus sintomas e ajudar a compreender o que está acontecendo. Se houver sinais de depressão mais significativa ou necessidade de avaliação médica, o psicólogo pode encaminhar para um psiquiatra.
Também pode ajudar começar observando:
há quanto tempo esse sentimento aparece e se está piorando;
mudanças no sono, apetite, energia ou concentração;
perda de interesse por coisas que antes eram importantes;
pensamentos de desesperança ou de não querer mais viver.
Buscar ajuda antes de uma piora é uma atitude de cuidado. Você não precisa esperar “ficar grave” para conversar com um profissional.
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Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um bom emprego financeiramente falando, mas detesto o que faço. Não possuo amigos ou qualquer vida social ou amorosa (sou diagnosticado com fobia social e TEA suporte 1). Procuro usar o vídeo game para escapar da realidade e ir para mundos de fantasia. Chego a ficar mais apegado com personagens virtuais desses jogos do que com pessoas da vida real.
É possível que isso seja sinal de depressão? Sinto que se jogos de vídeo game deixassem de existir, a vida seria um total marasmo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado a sintomas depressivos, mas não permite concluir sozinho que seja depressão. Também pode estar ligado à fobia social, ao TEA nível 1, ao isolamento social e ao uso do videogame como estratégia de regulação emocional e fuga do sofrimento.
O videogame, por si só, não é um problema. Ele pode oferecer prazer, conexão, criatividade e descanso. A questão é quando ele se torna a principal ou única fonte de satisfação, usado para evitar uma vida que está sendo vivida como vazia, difícil ou sem sentido.
Alguns pontos que merecem atenção:
sensação de que a vida real é sem graça ou sem perspectiva;
perda de interesse por outras áreas além dos jogos;
isolamento persistente;
dificuldade em criar vínculos;
uso do jogo principalmente para não sentir emoções difíceis.
O fato de você se apegar a personagens virtuais também pode ser compreendido como uma busca por segurança emocional e conexão em um ambiente onde há menos risco de rejeição ou julgamento.
Seria indicado conversar com um psicólogo, especialmente alguém com experiência em TEA em adultos, fobia social e dificuldades de relacionamento. Um psiquiatra também pode avaliar se existem sintomas de depressão ou outros aspectos que precisem de acompanhamento.
Um ponto importante: você mencionou que detesta seu trabalho e sente que, sem os jogos, a vida seria um “marasmo”. Vale explorar o que está faltando fora do universo dos jogos não necessariamente abandonar o que você gosta, mas construir outras fontes de significado, conexão e prazer aos poucos.
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Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!
Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia!
Os sintomas de desrealização (sensação de que o mundo parece estranho, distante ou "não real") podem passar, mas o tempo varia de pessoa para pessoa. Em muitas situações relacionadas à ansiedade intensa, estresse ou crises de pânico, os episódios podem durar minutos, horas ou alguns dias. Quando estão associados a um quadro de ansiedade persistente, podem se prolongar por mais tempo até que a causa seja adequadamente tratada.
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É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú
É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, essa dificuldade pode acontecer, especialmente em pessoas que sentem maior insegurança nas relações, ansiedade social, ou que têm um estilo de processamento mais analítico das interações. O fato de você conseguir atender o público com simpatia mostra que você possui habilidades sociais; a dificuldade parece estar mais ligada à manutenção de vínculos espontâneos e mais íntimos, onde não existe um roteiro definido.
A preocupação em “falar demais”, “parecer arrogante” ou “não demonstrar interesse” pode indicar uma autocobrança elevada e medo de errar socialmente. Isso pode tornar as interações cansativas, pois você fica monitorando cada comportamento em vez de apenas vivenciar a conversa.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser uma boa opção, pois trabalha pensamentos de insegurança social, medo de julgamento e treino de habilidades interpessoais. A Terapia de Esquemas também pode ajudar quando existem padrões antigos relacionados a rejeição, inadequação ou dificuldade de confiar nos vínculos.
Se houver suspeita ou diagnóstico de TEA em adultos, uma terapia com profissional que tenha experiência nessa área também pode ser importante para compreender seu funcionamento social sem tratar suas características pessoais como defeitos.
O objetivo não é “virar outra pessoa”, mas desenvolver mais segurança para criar relações de forma mais natural e menos desgastante.
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Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e me
Como lidar com.filha de 4 anos que nao entende que eu e o pai estamos separados?ele nos fez mal e mesmo assim ela chora muito ao vim embora da casa dele(ela presenciou violência dele comigo 2x)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito difícil para uma criança de 4 anos compreender uma separação, principalmente quando ela presenciou situações de violência. Nessa idade, ela ainda está formando sua compreensão sobre família, segurança e vínculos, então pode sentir saudade do pai mesmo tendo vivido momentos assustadores.
Algumas atitudes podem ajudar:
Valide os sentimentos dela: diga que entende que ela sente saudade e que é permitido amar o pai, sem precisar escolher lados.
Explique de forma simples: use frases adequadas à idade, como: “A mamãe e o papai não moram juntos porque precisamos de um lugar seguro e tranquilo”.
Não coloque a criança no conflito: evite falar mal do pai para ela, mas também não negue o que aconteceu se ela perguntar.
Crie segurança e previsibilidade: mantenha rotinas, horários e rituais de despedida para reduzir a ansiedade.
Acolha o choro: o choro não significa que ela quer voltar para uma situação ruim; pode ser uma expressão de saudade, confusão e insegurança.
Como ela presenciou violência, seria importante buscar apoio de um psicólogo infantil, pois experiências assim podem afetar a forma como a criança lida com emoções, medo e vínculos. A terapia pode ajudá-la a elaborar o que viveu de maneira adequada à idade.
Também é importante que você tenha suporte para se fortalecer emocionalmente, pois cuidar de uma criança após uma relação com violência é um processo muito exigente.
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Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para
Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para mim, os sintomas são mais emocionais: sinto uma angústia muito intensa e tenho crises frequentes de choro, junto com muitas preocupações, medos e uma sensação de agonia no corpo, também fico com uma grande confusão mental, isso seria também uma crise de ansiedade sem sintomas físicos, e mais relacionada emocional? Ou as crises de ansiedade tem que envolver os sintomas físicos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o que você descreve pode ser uma manifestação de crise de ansiedade, mesmo sem falta de ar ou taquicardia. As crises de ansiedade não precisam obrigatoriamente apresentar todos os sintomas físicos clássicos.
A ansiedade pode se manifestar de formas diferentes. Algumas pessoas sentem principalmente sintomas emocionais e cognitivos, como angústia intensa, medo, preocupação excessiva, sensação de ameaça, choro, confusão mental e dificuldade de organizar os pensamentos. A “agonia no corpo” também pode ser uma forma de ativação da ansiedade, mesmo sem sinais físicos mais evidentes.
Os sintomas físicos (como coração acelerado, tremores, suor ou falta de ar) são comuns, mas não são obrigatórios para caracterizar uma crise. O mais importante é observar a intensidade, frequência e impacto na sua vida.
Como essas crises são constantes e envolvem sofrimento emocional intenso, seria indicado buscar acompanhamento com um psicólogo para trabalhar os gatilhos e formas de regulação emocional. Um psiquiatra também pode avaliar se há necessidade de tratamento complementar.
Também vale observar se essas crises aparecem em situações específicas, se surgem “do nada” ou se estão ligadas a preocupações recorrentes, pois isso ajuda a entender melhor o padrão da ansiedade.
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Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao
Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao consigo me comunicar bem e quando estou fora de casa fico agoniada andando de um lado pro outro e com muita ansiedade, aprece que estou surtando. As vezes corro pro banheiro do meu trabalho sento no chão tampo os ouvidos e só quero chorar, nao gosto de visitas e quando estou em casa faço de tudo pra abafar sons. Nao tenho energia pra nada (sempre fui assim) e quando tenho energia quero fazer tudo de uma vez e acabo nao fazendo nada. Já marquei varias consultas vom psicólogos, quando chega na hora da consulta ...Quem disse que tenho coragem de aparecer, simplesmente invento alguma desculpa e não vou, fico com medo ansiosa, sei lá. Queria muito me resolver...Nao sei o que faço.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você relata indica um sofrimento importante com ansiedade, dificuldade social e possível sobrecarga sensorial. Evitar consultas por medo também pode fazer parte do ciclo da ansiedade.
Procure começar de uma forma mais fácil: tente uma consulta online ou avise o psicólogo antes que você tem dificuldade de comparecer por ansiedade. Um profissional com experiência em ansiedade social e TEA em adultos (se houver essa suspeita) pode ajudar.
Também é importante uma avaliação com psicólogo e, se necessário, psiquiatra, principalmente pela intensidade dos sintomas no trabalho e na rotina.
O primeiro objetivo não precisa ser “se resolver”, mas apenas conseguir dar o primeiro passo: comparecer à primeira consulta mesmo com medo.
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ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar confort
ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar conforto, mesmo com a mente cansada. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pernas inquietas e cansadas podem estar relacionadas à ansiedade, mas também podem ter outras causas físicas.
O ideal é procurar primeiro um clínico geral ou médico de família para avaliar possíveis causas e, se necessário, encaminhar. Um psicólogo pode ajudar no controle da ansiedade e dos sintomas associados.
Se houver suspeita de alterações do sono, sensação de necessidade de movimentar as pernas principalmente à noite ou outros sintomas específicos, um neurologista também pode ser indicado.
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Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho
Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho sentindo muita insônia, tenho sono mas na hora de dormir não consigo. Meus olhos "secam". Os finais de semana são horríveis não estou conseguindo relaxar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado à ansiedade, principalmente pela dificuldade de relaxar, insônia e sensação de estar sempre em alerta. A ansiedade pode manter o corpo ativado mesmo quando há cansaço.
Porém, outros fatores também podem influenciar o sono, por isso é importante uma avaliação. Procure um psicólogo para investigar aspectos emocionais e, se a insônia estiver intensa ou persistente, um psiquiatra pode avaliar o quadro.
Algumas medidas que ajudam: manter rotina de sono, reduzir telas à noite, evitar cafeína no fim do dia e praticar técnicas de relaxamento.
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Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira. Isso tá
Sinto que procrastino demais, até para coisas que gosto de fazsr, mesmo que eu não queira.
Isso tá me atrapalhando bastante, principalmente porque deixo de fazer as coisas que preciso fazer e “deixo para depois”. Mesmo que eu quero parar eu não consigo. Faço tudo na ultima hora ou nem faço. Qual a melhor orientação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A procrastinação pode estar ligada a vários fatores, como ansiedade, dificuldade de organização, perfeccionismo, estresse, depressão ou TDAH. Não é apenas falta de vontade; muitas vezes existe uma dificuldade em iniciar ou sustentar uma tarefa.
Algumas estratégias:
dividir tarefas grandes em passos pequenos;
estabelecer horários curtos de início (ex.: 10 minutos);
reduzir distrações no momento da tarefa;
observar se você evita tarefas por medo de errar ou por sobrecarga.
A melhor orientação é buscar um psicólogo, especialmente com abordagem TCC, que trabalha hábitos, pensamentos e comportamentos. Se houver suspeita de TDAH ou sintomas persistentes, um psiquiatra também pode avaliar.
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Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp
Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado a fobias e crises de ansiedade, especialmente quando há medo intenso, sensação de perigo, aperto no peito e necessidade de fugir do local.
Experiências de estresse e problemas emocionais podem aumentar a sensibilidade da ansiedade e fazer com que medos antigos se intensifiquem. Isso não significa que você não possa melhorar.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais indicadas para fobias, pois trabalha os pensamentos de medo e a exposição gradual às situações temidas. Um psicólogo pode ajudar nesse processo.
Se os sintomas forem muito intensos, um psiquiatra também pode avaliar o quadro e orientar o tratamento adequado. Com acompanhamento, é possível recuperar segurança e voltar a frequentar esses ambientes com mais tranquilidade.
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Se o local onde eu moro já me desgastou e me cansou muito emocionalmente e mentalmente, mudar de end
Se o local onde eu moro já me desgastou e me cansou muito emocionalmente e mentalmente, mudar de endereço seria a melhor saída?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mudar de endereço pode ajudar, mas depende do motivo pelo qual esse local está causando desgaste. Um ambiente associado a conflitos, lembranças difíceis, insegurança ou estresse constante pode manter o corpo em estado de alerta.
Antes de decidir, vale refletir:
O local realmente é a principal fonte do sofrimento ou ele apenas intensifica algo que já está acontecendo?
A mudança traria mais segurança, tranquilidade e qualidade de vida?
Há condições práticas para essa mudança?
Se o ambiente está prejudicando sua saúde emocional, uma mudança pode ser uma forma de recomeço. Porém, também é importante cuidar das questões internas com um psicólogo, para que o sofrimento não seja apenas levado para outro lugar.
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Perguntas frequentes
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Toda vez que saio do banho fico me coçando, já tentei sabonete neutro, sabonete glicerinado, banho m
A coceira após o banho pode ter diferentes causas, mesmo quando você já utiliza…