Perguntas do paciente (1505)

  • Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas

    Eu me sinto suficiente para mim, mas eu SEI que eu não sou o suficiente para outras pessoas próximas (pais e namorado). Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O mais importante é explorar de onde vem essa certeza de que você "não é suficiente" para as pessoas próximas. Muitas vezes, essa sensação nasce de expectativas, críticas recebidas ao longo da vida ou da forma como interpretamos os comportamentos dos outros.

    Vale a pena se perguntar:

    Há fatos concretos que mostram que eles pensam isso, ou essa é uma conclusão que você chegou?
    O que, exatamente, significa "ser suficiente" para você?
    Você acredita que precisa corresponder às expectativas deles para ter valor?

    É saudável reconhecer que você não conseguirá atender a todas as expectativas de todas as pessoas, inclusive das que ama. Isso não significa que você tenha menos valor ou que seja insuficiente.

    Se essa sensação é frequente e causa sofrimento, a psicoterapia pode ajudar a diferenciar o que pertence às expectativas dos outros e o que pertence à sua identidade, fortalecendo uma autoestima que não dependa apenas da aprovação alheia.

    Em outras palavras: você pode ser suficiente como pessoa, mesmo sem conseguir ser tudo o que os outros esperam de você. Essas são duas coisas diferentes.


  • gosto da sensação de tristeza que algumas músicas me dão, porém a dor que me trazem é algo que me fa

    gosto da sensação de tristeza que algumas músicas me dão, porém a dor que me trazem é algo que me faz querer morrer sempre que essa tristeza se faz presente. sinto que estou morrendo aos poucos e não sei o que fazer para mudar isso. me sinto "bem" na tristeza e péssima quando estou relativamente alegre ou bem com o dia. o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sinto muito que você esteja passando por isso. O que você descreve parece muito intenso: ao mesmo tempo em que a tristeza pode parecer familiar ou até reconfortante, ela também vem acompanhada de uma dor tão grande que faz você querer morrer. Esse sofrimento merece atenção e não precisa ser enfrentado sozinho.

    É importante diferenciar duas coisas: gostar da sensação que uma música desperta não significa querer sofrer. Às vezes, a tristeza parece um lugar conhecido, enquanto sentir-se bem pode causar estranhamento ou até culpa. Isso pode acontecer em alguns quadros psicológicos, mas o fato de essa tristeza vir acompanhada de vontade de morrer é um sinal de que você precisa de apoio profissional o quanto antes.

    O que eu sugiro é:

    Conte a alguém de confiança como você está se sentindo hoje.
    Procure seu psicólogo ou psiquiatra, ou marque uma avaliação o mais rápido possível, se não estiver em acompanhamento.
    Enquanto essa fase estiver tão intensa, tente evitar ficar sozinho com músicas ou conteúdos que aprofundem esse estado, substituindo-os por algo que ajude a trazer um pouco mais de estabilidade.


  • Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de cas

    Olá. Fui diagnosticado com depressão. Faço tratamento com medicamento, porém não consigo sair de casa. Minha dúvida é se a depressão faz a pessoa ficar confinada em casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, isso pode acontecer. A depressão pode levar a um isolamento progressivo, fazendo com que a pessoa tenha muita dificuldade para sair de casa, encontrar outras pessoas ou realizar atividades que antes eram parte da rotina.

    Isso pode ocorrer por diversos motivos, como:

    falta de energia e motivação;
    perda de interesse pelas atividades;
    sensação de incapacidade ou desesperança;
    ansiedade associada, que pode tornar o ambiente externo muito difícil de enfrentar.

    No entanto, nem toda pessoa com depressão fica confinada em casa, e esse sintoma também pode estar relacionado a outros transtornos, como ansiedade intensa ou agorafobia. Por isso, é importante conversar com o profissional que acompanha seu tratamento sobre essa dificuldade.

    Como você já faz uso de medicação e ainda está com esse nível de limitação, vale a pena reavaliar o tratamento com seu psiquiatra e, se possível, associar a psicoterapia. Muitas vezes, é necessário ajustar a medicação ou incluir estratégias para retomar a rotina de forma gradual.

    O fato de você estar enfrentando essa dificuldade não significa que ela será permanente. Com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem voltar, aos poucos, a sair de casa e recuperar sua qualidade de vida.


  • Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência.

    Descobri que tenho dependência emocional, e para reverter isso, estou buscando meios de acabar com essa dependência. Eu coloco lógica, por um momento passa, mas depois volta, só que com uma espécie de dor inconsciente. Para não desgastar meu relacionamento, como lido com essa dor involuntária? E melhor, acabo com essa dependência de uma forma saudável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O primeiro passo você já deu: reconhecer esse padrão e querer mudá-lo. A dependência emocional não costuma desaparecer apenas pela lógica. Mesmo quando você sabe racionalmente que está tudo bem, a parte emocional pode continuar reagindo com medo, insegurança ou sensação de vazio. Por isso, essa "dor involuntária" é comum durante o processo de mudança.

    Para lidar com ela de forma saudável:

    Não lute contra a emoção. Reconheça que ela existe, mas lembre-se de que sentir essa dor não significa que ela represente a realidade.
    Fortaleça sua vida além do relacionamento. Invista em amizades, hobbies, trabalho, estudos e objetivos pessoais. Quanto mais fontes de satisfação você tiver, menos seu bem-estar dependerá de uma única pessoa.
    Pratique tolerar pequenas doses de desconforto. Aos poucos, você perceberá que a ansiedade diminui sem precisar buscar constantemente a confirmação ou a presença do parceiro.
    Evite transformar o parceiro na única fonte de segurança emocional. Um relacionamento saudável é construído por duas pessoas que se apoiam, mas que também conseguem cuidar de si mesmas.

    O objetivo não é deixar de amar ou de precisar do outro, mas conseguir estar em um relacionamento por escolha, e não por medo de ficar sem ele.

    Se essa dor é intensa ou persistente, a psicoterapia pode ajudar a identificar a origem desse padrão e desenvolver formas mais seguras de se relacionar. Com o tempo, é possível construir vínculos afetivos sem que eles dependam da necessidade constante de validação ou da presença do outro.


  • Tem como saber o que desencadeia uma crise de ansiedade? E porque ela acontece em momentos de descon

    Tem como saber o que desencadeia uma crise de ansiedade? E porque ela acontece em momentos de descontração, como um passeio? Ou então, ao sair, como passo bastante tempo em home office.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, é possível identificar alguns gatilhos da ansiedade, embora nem sempre eles sejam óbvios. Os gatilhos podem ser externos (lugares, situações, notícias, multidões) ou internos (pensamentos, memórias, sensações físicas ou preocupações).

    A ansiedade também pode surgir em momentos de descontração, como passeios ou saídas, e isso costuma confundir as pessoas. Algumas explicações são:

    Mudança de ambiente ou de rotina: quem passa muito tempo em home office pode se acostumar a ambientes previsíveis. Sair de casa exige adaptação e pode aumentar o estado de alerta do cérebro.
    Medo de passar mal longe de casa: às vezes existe uma preocupação, mesmo inconsciente, de não conseguir ajuda ou de perder o controle.
    Acúmulo de tensão: algumas pessoas só percebem a ansiedade quando começam a relaxar, porque durante a rotina estão focadas nas tarefas.
    Associação aprendida: se uma crise aconteceu em determinado contexto, o cérebro pode passar a associar situações parecidas a um possível perigo.

    Uma forma de entender melhor seus gatilhos é observar:

    Onde a crise aconteceu?
    O que você estava pensando antes dela começar?
    Quais sensações físicas apareceram primeiro?
    Há algo em comum entre as situações em que as crises surgem?

    Nem sempre a ansiedade aparece porque existe um perigo real. Muitas vezes, ela surge porque o cérebro está mais sensível e interpreta mudanças, sensações ou situações comuns como se fossem ameaças. A psicoterapia pode ajudar a identificar esses padrões e reduzir o impacto deles no dia a dia.


  • O que pode ser quando a pessoa é multitarefa e o pensamento não fica parado em nenhum momento (excet

    O que pode ser quando a pessoa é multitarefa e o pensamento não fica parado em nenhum momento (exceto quando estou dormindo)? Por exemplo, eu mal acordo de manhã e já estou pensando em pelo menos umas 3 coisas diferentes contra a minha vontade. Além disso, raramente consigo fazer 1 coisa de cada vez, porque me desconcentro rápido.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O que você descreve pode estar relacionado a diferentes fatores e não é possível chegar a um diagnóstico apenas por esses sintomas.

    Pensamentos constantes, dificuldade para manter o foco em uma única tarefa e sensação de que a mente "não desliga" podem estar presentes em condições como:

    ansiedade;
    Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH);
    períodos de estresse intenso;
    alterações do sono;
    ou uma combinação desses fatores.

    É importante destacar que ser multitarefa não significa necessariamente ter um transtorno. O que merece atenção é quando essa característica causa sofrimento ou prejudica o trabalho, os estudos, os relacionamentos ou outras áreas da vida.

    Uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a identificar a origem desses sintomas e indicar o tratamento mais adequado.

    Enquanto isso, observe se:

    sua mente acelera mesmo quando você tenta relaxar;
    você interrompe tarefas com frequência e tem dificuldade para concluí-las;
    esquece compromissos ou perde objetos com facilidade;
    esses sintomas estão presentes desde a infância ou começaram apenas em uma fase específica da vida.

    Essas informações ajudam muito na investigação e permitem diferenciar melhor as possíveis causas.


  • É possível que a ansiedade cause dificuldade para andar ?

    É possível que a ansiedade cause dificuldade para andar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, a ansiedade pode causar a sensação de dificuldade para andar, especialmente durante uma crise.

    Algumas pessoas relatam:

    sensação de pernas fracas ou "moles";
    tremores;
    sensação de desequilíbrio ou instabilidade;
    rigidez muscular;
    impressão de que as pernas "não respondem" como deveriam.

    Esses sintomas acontecem porque a ansiedade ativa o organismo para uma situação de alerta, provocando tensão muscular e outras alterações físicas.

    No entanto, se houver dificuldade real para caminhar, perda de força, quedas, alteração de sensibilidade ou se os sintomas surgirem de forma súbita e intensa, é fundamental procurar atendimento médico imediatamente, pois esses sinais também podem estar relacionados a condições neurológicas ou outras doenças.

    Se a avaliação médica descartar causas físicas, a psicoterapia pode ajudar a compreender por que a ansiedade está se manifestando dessa forma e ensinar estratégias para reduzir esses sintomas.


  • É possível uma pessoa conseguir diferenciar uma queda de pressão com crise de ansiedade? Uma pessoa

    É possível uma pessoa conseguir diferenciar uma queda de pressão com crise de ansiedade?
    Uma pessoa que sofre dos dois problemas consegue saber a diferença já que os sintomas tendem a ser muito parecidos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, é possível aprender a diferenciar, mas nem sempre isso acontece no início. Como os sintomas podem ser parecidos, muitas pessoas confundem uma crise de ansiedade com uma queda de pressão.

    Algumas diferenças que podem ajudar são:

    Crise de ansiedade: costuma vir acompanhada de medo intenso, sensação de que algo ruim vai acontecer, coração acelerado, respiração rápida, tremores e sensação de perda de controle. A pressão arterial pode até permanecer normal ou aumentar.
    Queda de pressão: é mais comum haver tontura ao levantar, visão escurecida, suor frio, fraqueza intensa, palidez e sensação de desmaio. Em geral, os sintomas melhoram ao deitar e elevar as pernas.

    Quem tem ansiedade e também apresenta episódios de pressão baixa pode, com o tempo, aprender a reconhecer o padrão de cada situação. Ainda assim, a única forma de ter certeza durante um episódio é medir a pressão arterial, principalmente quando houver dúvida.

    Se você percebe episódios frequentes de tontura, desmaio ou suspeita de queda de pressão, é importante conversar com um médico para investigar a causa. Paralelamente, se as crises de ansiedade forem recorrentes, a psicoterapia pode ajudar a identificar os gatilhos e reduzir a intensidade dos sintomas.


  • Faço terapia há 2 anos e tenho uma ótima relação com minha terapeuta, e ela me ajudou até onde está

    Faço terapia há 2 anos e tenho uma ótima relação com minha terapeuta, e ela me ajudou até onde está o alcance dela. Desses dois anos, mais 6 anos foram usando várias medicações que não surtiram nenhuma melhora, nada, não ajudou em nada. Fui diagnosticado com depressão resistente e simplesmente não sei o que fazer. As crises estão cada vez piores e tenho medo de não resistir. Como a psicologia lida em casos como esse? Que outros recursos posso procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sinto muito que você esteja enfrentando isso. O que você descreve mostra um sofrimento importante, e o fato de você dizer que tem medo de não resistir merece ser levado muito a sério.

    Na psicologia, quando uma pessoa apresenta uma depressão resistente e as crises se intensificam, o foco passa a ser, antes de tudo, garantir a sua segurança e revisar o plano de tratamento em conjunto com a equipe de saúde. Isso pode incluir:

    reavaliação do diagnóstico e das medicações pelo psiquiatra;
    intensificação da psicoterapia;
    envolvimento de familiares ou pessoas de confiança como rede de apoio;
    avaliação de tratamentos especializados para depressão resistente, quando indicados pelo psiquiatra, como neuromodulação (por exemplo, estimulação magnética transcraniana) ou outras opções disponíveis em centros especializados.

    O mais importante é que você não interprete a falta de resposta aos tratamentos até agora como falta de possibilidade de melhora. Depressão resistente significa que o tratamento precisa ser reavaliado e, muitas vezes, ajustado ou ampliado não que não existam alternativas.

    Como você disse que as crises estão piorando e tem medo de não resistir, quero perguntar algo importante: você está se sentindo em risco de agir contra si hoje ou nas próximas horas?

    Se a resposta for sim, ou se você sentir que não consegue garantir sua segurança, procure ajuda imediatamente. Entre em contato com seu psiquiatra, peça que alguém de confiança fique com você e vá ao pronto-socorro mais próximo ou acione o serviço de emergência da sua região. Você não precisa enfrentar esse momento sozinho.

    O fato de você ter escrito essa mensagem mostra que uma parte sua ainda está buscando ajuda. Essa parte merece ser ouvida e cuidada.


  • Criei dependência emocional por uma pessoa a qual não cheguei a conhecer pessoalmente, foram 4 anos

    Criei dependência emocional por uma pessoa a qual não cheguei a conhecer pessoalmente, foram 4 anos de conversa até que do nada a pessoa sumiu, mas antes msm eu já dava sinais de crise de ansiedade quando a pessoa demorava a responder e tals, porém mesmo a gente não se falando tudo o que tem a ver com essa pessoa de certa forma me afeta e eu começo a ter uma crise de ansiedade intensa. (A gente parou de conversar e as crises diminuiram) Mas de vez enquanto, quando uma música me lembra ela, ou vejo algo que tem a ver com ela, simplesmente me dá crise. Eu faço terapia, mas parece que continua a msm coisa... O que é indicado nesses casos? Será que procuro outro profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O que você descreve é compatível com um vínculo emocional que ainda não foi completamente elaborado. Isso pode fazer com que músicas, lembranças ou qualquer coisa associada à pessoa funcionem como gatilhos para a ansiedade, mesmo muito tempo depois.

    O fato de as crises terem diminuído após o fim do contato é um sinal de que houve alguma melhora. Isso mostra que o processo não está parado, embora ainda existam gatilhos que precisam ser trabalhados.

    Sobre trocar de profissional, não necessariamente. Antes disso, vale conversar abertamente com sua terapeuta sobre a sensação de que você não está evoluindo como gostaria. Em alguns momentos, pode ser necessário rever os objetivos da terapia, mudar as estratégias utilizadas ou até encaminhar para outra abordagem, se fizer sentido.

    Também é importante avaliar se existe um transtorno de ansiedade associado ou se os sintomas estão tão intensos que uma avaliação psiquiátrica seria útil, pois, em alguns casos, a combinação de psicoterapia e medicação traz melhores resultados.

    Em resumo: não significa que sua terapia não esteja funcionando, mas sim que talvez seja o momento de reavaliar o plano de tratamento junto com a profissional. Se, mesmo após essa conversa, você sentir que não há progresso ou que a abordagem não atende mais às suas necessidades, buscar uma segunda opinião pode ser uma decisão saudável. O mais importante é que você não interrompa o cuidado sem antes discutir essas possibilidades.


  • Olá Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando a

    Olá

    Quase sempre tenho a sensação de que no meu trabalho estão sempre falando de mim, ou quando acontece algo, meu nome vai estar envolvido.
    As vezes tenho sonhos que fui demitido e voltei a trabalhar no meu antigo emprego, ou que fui demitido.
    Como lidar com isso?
    Essa sensação de que sempre é sobre mim ou eu fiz algo de errado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O que você descreve pode estar relacionado à ansiedade, insegurança ou medo de avaliação, especialmente em ambientes onde existe cobrança ou preocupação em cometer erros. A mente ansiosa tende a ficar em estado de alerta e pode interpretar situações neutras como possíveis ameaças.

    Alguns pensamentos comuns nesse padrão são:

    “Estão falando de mim.”
    “Eu devo ter feito algo errado.”
    “Vou ser demitido.”

    O problema é que a ansiedade costuma apresentar esses pensamentos como se fossem fatos, quando muitas vezes são apenas possibilidades criadas pelo medo.

    Algumas estratégias podem ajudar:

    Pergunte a si mesmo: “Eu tenho uma prova de que isso está acontecendo ou estou tentando prever o pior?”
    Observe se você também considera explicações alternativas: “Será que eles podem estar falando de outro assunto?”
    Evite revisar mentalmente todos os seus erros do dia, pois isso alimenta o ciclo da ansiedade.
    Trabalhe a autoconfiança e a tolerância à possibilidade de errar, errar não significa ser incompetente ou perder seu valor.

    Os sonhos de demissão também podem refletir medos e inseguranças, não necessariamente uma previsão de algo que vai acontecer.

    Se essa sensação é frequente, causa sofrimento ou interfere no seu trabalho, vale levar esse tema para a terapia. É um padrão que pode ser trabalhado, principalmente investigando de onde vem esse medo de estar sempre sendo avaliado ou de fazer algo errado.


  • Olá, ultimamente estou sentindo dificuldade em relaxar, tem vezes que eu fico muito inquieta, tem mo

    Olá, ultimamente estou sentindo dificuldade em relaxar, tem vezes que eu fico muito inquieta, tem momentos que eu fico pensando em algo repetidas vezes, as vezes eu fico ansiosa com umas coisas fútil, em alguns momentos eu sinto um sentimento ruim, isso pode ser ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, esses sinais podem estar relacionados à ansiedade. A ansiedade não aparece apenas como medo; ela também pode se manifestar como uma sensação constante de alerta, dificuldade para relaxar e uma mente que parece não conseguir “desligar”.

    Alguns sinais comuns são:

    inquietação ou dificuldade de ficar parada;
    pensamentos repetitivos ou preocupação excessiva;
    preocupação com situações pequenas ou que parecem desproporcionais;
    sensação de desconforto ou um “sentimento ruim” sem uma causa clara;
    dificuldade de aproveitar momentos de descanso.

    Isso acontece porque o cérebro ansioso tende a buscar problemas e tentar prever riscos o tempo todo, mesmo quando não existe uma ameaça real.

    É importante observar a frequência e o impacto desses sintomas: isso está atrapalhando seu sono, trabalho, estudos, relacionamentos ou sua rotina? Se estiver, vale buscar avaliação com um psicólogo para entender melhor o que está acontecendo.

    Enquanto isso, algumas práticas podem ajudar, como respiração lenta, atividade física, reduzir excesso de estímulos e tentar perceber os pensamentos sem tratá-los automaticamente como verdades. A ansiedade pode ser tratada e costuma melhorar com o acompanhamento adequado.


  • Tive minha primeira crise de ansiedade no inicio da gravidez e agora voltou depois do pós parto

    Tive minha primeira crise de ansiedade no inicio da gravidez e agora voltou depois do pós parto, pode ser hormonal? (Não tenho traumas)

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, as alterações hormonais podem influenciar a ansiedade, principalmente em fases como gravidez e pós-parto. Nesse período, há grandes mudanças nos níveis hormonais, além de mudanças físicas, emocionais, na rotina e no sono, que podem deixar o organismo mais sensível ao estresse.

    Mesmo sem ter traumas ou um motivo específico, uma pessoa pode desenvolver ou ter o retorno de crises de ansiedade. A ansiedade nem sempre surge por um acontecimento externo; ela pode estar relacionada a uma combinação de fatores, como:

    oscilações hormonais;
    privação de sono;
    mudanças de rotina;
    sobrecarga emocional;
    maior preocupação e responsabilidade com o bebê.

    O pós-parto também é um período em que algumas mulheres podem apresentar ansiedade pós-parto ou depressão pós-parto, por isso é importante observar a intensidade dos sintomas.

    Procure ajuda profissional se a ansiedade estiver muito intensa, atrapalhando seus cuidados, o vínculo com o bebê, seu sono ou sua rotina. Um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra podem ajudar a avaliar e tratar.

    Você não precisa ter um “grande motivo” para sentir isso. O importante é entender o que seu corpo e sua mente estão sinalizando e buscar apoio.


  • Faz 6 meses que não consigo esquecer uma teoria filosófica que eu vi, sempre me pego pensando nela,

    Faz 6 meses que não consigo esquecer uma teoria filosófica que eu vi, sempre me pego pensando nela, me causa preocupação e ansiedade um medo me sinto incapaz de lidar com os pensamentos, ela literalmente roubou minha vida causando até dissociação será possível esquecê-la? Ou me tratar? para eu voltar a ter uma vida saudável? Já até pensei que só hipnoterapia pra esquecer isso :/ to desesperada medo de enlouquecer de vez com isso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, é possível melhorar e voltar a ter uma vida saudável. O que você descreve parece muito angustiante, mas ter um pensamento persistente ou uma ideia que causa medo não significa que você está enlouquecendo.

    Às vezes, quando algo desperta muito medo ou ansiedade, o cérebro entra em um ciclo de tentativa de resolver ou eliminar aquele pensamento. Quanto mais a pessoa tenta “esquecer”, “provar que não é verdade” ou afastar a ideia, mais atenção o cérebro dá a ela, fazendo com que ela volte com mais força.

    O objetivo do tratamento geralmente não é apagar a memória ou esquecer à força, mas:

    diminuir o poder emocional que esse pensamento tem sobre você;
    aprender a deixar o pensamento existir sem entrar em luta com ele;
    recuperar a sensação de segurança e controle da própria vida.

    A dissociação também pode acontecer em momentos de ansiedade muito intensa como uma forma de proteção do cérebro diante de um excesso de estresse.

    A psicoterapia pode ajudar bastante nesse tipo de situação, principalmente abordagens que trabalham com pensamentos repetitivos, ansiedade e medo (como TCC, por exemplo). A hipnoterapia não é a única alternativa e não costuma ser necessário “apagar” uma lembrança para melhorar.


  • A ansiedade pode provocar fraqueza ou sensação de tremideira num dos lados do corpo?

    A ansiedade pode provocar fraqueza ou sensação de tremideira num dos lados do corpo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, a ansiedade pode causar sensação de fraqueza, tremores ou formigamentos, porque durante uma crise o corpo entra em estado de alerta, liberando hormônios do estresse que podem causar alterações musculares e sensoriais.

    Algumas pessoas relatam:

    tremedeira;
    sensação de braço ou perna “sem força”;
    tensão muscular;
    sensação de desequilíbrio;
    formigamento ou dormência.

    Porém, quando a sensação aparece apenas em um lado do corpo (por exemplo, somente braço e perna esquerda), é importante ter cuidado e não atribuir automaticamente à ansiedade. Apesar de a ansiedade poder causar sintomas assim, também é necessário descartar outras causas médicas.

    Procure avaliação médica principalmente se houver:

    perda real de força (dificuldade para segurar objetos ou caminhar);
    rosto torto;
    dificuldade para falar;
    confusão;
    início súbito e intenso dos sintomas.

    Se os exames estiverem normais e a relação com momentos de ansiedade for confirmada, a psicoterapia pode ajudar a entender esse ciclo e reduzir o medo das sensações corporais. A ansiedade pode ser muito física, mas é importante investigar com segurança.


  • A ansiedade permanente pode causar impacto no corpo? Por exemplo, batimento cardiaco acima dos 100,

    A ansiedade permanente pode causar impacto no corpo? Por exemplo, batimento cardiaco acima dos 100, formigamentos no corpo que vão e que voltam, fraqueza muscular nas pernas, palmas da mão suadas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, a ansiedade persistente pode causar diversos sintomas físicos, porque o corpo permanece em um estado de alerta por muito tempo. Quando isso acontece, o sistema nervoso fica mais ativado e pode gerar sensações muito reais.

    Alguns sintomas comuns incluem:

    coração acelerado (inclusive acima de 100 batimentos por minuto em alguns momentos);
    formigamentos que aparecem e desaparecem;
    tremores;
    sensação de fraqueza ou pernas “moles”;
    suor excessivo, principalmente nas mãos;
    tensão muscular;
    falta de ar ou sensação de aperto no peito.

    Isso acontece porque o organismo libera substâncias relacionadas ao estresse, como adrenalina, preparando o corpo para uma situação de perigo, mesmo quando não existe uma ameaça real.

    Apesar de a ansiedade explicar muitos desses sintomas, é importante fazer uma avaliação médica quando eles são frequentes ou intensos, principalmente para descartar outras causas físicas.

    Se os exames estiverem normais, o tratamento da ansiedade pode ajudar bastante a reduzir esses sintomas. A psicoterapia trabalha justamente a forma como o cérebro interpreta essas sensações, diminuindo o ciclo de medo → sintomas físicos → mais medo.


  • A ansiedade crónica pode provocar fraqueza muscular? Se sim, pode persistir durante semanas pelo hip

    A ansiedade crónica pode provocar fraqueza muscular? Se sim, pode persistir durante semanas pelo hiperfoco no sintoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, a ansiedade crônica pode causar sensação de fraqueza muscular, principalmente por causa da tensão constante no corpo, do desgaste emocional e do estado de alerta prolongado.

    Muitas pessoas relatam:

    sensação de pernas fracas ou pesadas;
    cansaço muscular;
    dificuldade de relaxar os músculos;
    sensação de que o corpo “não responde como antes”.

    Essa sensação pode persistir por semanas, especialmente quando existe um ciclo de hipervigilância ou hiperfoco no sintoma. Ou seja: a pessoa percebe uma sensação no corpo, passa a monitorá-la o tempo todo, sente medo de que seja algo grave, aumenta a ansiedade e isso mantém o corpo ainda mais tenso e sensível.

    É importante diferenciar sensação de fraqueza de perda real de força. Se houver dificuldade objetiva para caminhar, subir escadas, levantar um membro ou realizar movimentos que antes eram fáceis, é importante procurar avaliação médica.

    Quando a causa é ansiedade, o tratamento costuma envolver reduzir o estado de alerta do corpo, trabalhar os pensamentos de ameaça e recuperar gradualmente a confiança nas próprias sensações corporais. A melhora geralmente acontece aos poucos, não de um dia para o outro.


  • Os formigamentos provocados pela ansiedade podem ter periodos em que desaparecem e depois voltam?

    Os formigamentos provocados pela ansiedade podem ter periodos em que desaparecem e depois voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, os formigamentos relacionados à ansiedade podem aparecer, desaparecer e voltar em diferentes períodos. Isso é relativamente comum.

    A ansiedade pode causar formigamentos porque altera a forma como o corpo funciona em momentos de alerta, podendo haver:

    aumento da tensão muscular;
    mudanças na respiração (principalmente respirar mais rápido durante uma crise);
    maior sensibilidade do sistema nervoso às sensações do corpo.

    Também é comum que eles voltem quando há:

    mais estresse;
    preocupação excessiva;
    falta de sono;
    momentos de maior atenção ao próprio corpo (hiperfoco).

    Muitas vezes acontece um ciclo: a pessoa sente o formigamento → fica com medo de ser algo grave → aumenta a ansiedade → o corpo fica mais ativado → a sensação retorna.

    Apesar disso, é importante investigar com um profissional de saúde se o formigamento for persistente, sempre no mesmo local, acompanhado de perda de força, alteração de fala, dificuldade para andar ou outros sintomas neurológicos.

    Quando está relacionado à ansiedade, o tratamento ajuda a reduzir esse ciclo e a pessoa costuma recuperar a confiança nas próprias sensações corporais.


  • O hiperfoco num sintoma pode exacerbá-lo? Por exemplo, fraqueza física, corpo trémulo etc?

    O hiperfoco num sintoma pode exacerbá-lo? Por exemplo, fraqueza física, corpo trémulo etc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. O hiperfoco em um sintoma pode aumentar a percepção dele e, em alguns casos, intensificar sua manifestação.

    Quando a atenção fica constantemente voltada para sensações corporais, o cérebro tende a monitorá-las de forma mais intensa, o que pode aumentar a ansiedade e desencadear respostas fisiológicas como:

    Tremores.
    Sensação de fraqueza.
    Tensão muscular.
    Taquicardia.
    Tontura.

    Isso não significa que o sintoma seja "imaginário". Ele é real, mas pode ser amplificado pelo estado de alerta constante.

    Como psicóloga, eu observaria se esse padrão vem acompanhado de preocupação excessiva com a saúde, medo de doenças ou necessidade frequente de verificar o corpo. Nesses casos, uma avaliação psicológica pode ajudar a identificar o que mantém esse ciclo e desenvolver estratégias para reduzi-lo.

    Ainda assim, se a fraqueza ou os tremores surgirem pela primeira vez, forem intensos, persistentes ou vierem acompanhados de outros sinais importantes, é recomendável uma avaliação médica para investigar possíveis causas físicas antes de atribuí-los apenas à ansiedade.


  • Tenho ansiedade e ultimamente tou sentindo falta de ar 24 horas por dia uma sensação horrível até ms

    Tenho ansiedade e ultimamente tou sentindo falta de ar 24 horas por dia uma sensação horrível até msm quando não tou pensando em nada de ruim
    O que eu posso fazer pra tentar acabar com essa falta de ar constante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    A falta de ar pode, sim, estar relacionada à ansiedade e pode persistir mesmo quando você não está pensando conscientemente em algo preocupante. O corpo pode permanecer em um estado de alerta por um período prolongado.

    Como psicóloga, eu orientaria:

    Procure uma avaliação médica se a falta de ar é constante há dias ou semanas, para descartar causas físicas (como asma, problemas cardíacos ou outras condições).
    Se os exames estiverem normais, mantenha o tratamento da ansiedade com psicólogo e, se necessário, psiquiatra.
    Tente respirar lentamente pelo diafragma: inspire pelo nariz por cerca de 4 segundos e expire pela boca por 6 segundos, sem forçar a entrada de ar. Repetir por alguns minutos pode ajudar a reduzir a sensação de falta de ar.
    Evite monitorar a respiração o tempo todo, pois isso pode manter o ciclo da ansiedade.

    Se a falta de ar vier acompanhada de dor no peito, desmaio, lábios arroxeados ou dificuldade intensa para respirar, procure atendimento de urgência imediatamente.

    Embora a ansiedade possa causar essa sensação, uma falta de ar contínua por 24 horas merece avaliação médica para confirmar que não há outra causa associada.


Perguntas frequentes

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