Perguntas do paciente (1505)

  • O que fazer quando uma pessoa próxima e ansiosa não expressa o que sente, mesmo fazendo terapia? Nes

    O que fazer quando uma pessoa próxima e ansiosa não expressa o que sente, mesmo fazendo terapia? Nesse caso, a pessoa só reclama que está angustiada e ansiosa, mas não desenvolve e aí fico sem saber como ajudar. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Quando uma pessoa ansiosa não consegue ou não quer expressar o que sente, mesmo fazendo terapia, isso pode acontecer por vários motivos: dificuldade de identificar emoções, medo de incomodar, vergonha, receio de ser julgada ou até uma forma de proteção emocional.

    Como psicóloga, eu orientaria que você tente não pressionar para ela se abrir, pois isso pode aumentar a resistência. Algumas atitudes que podem ajudar:

    Valide o que ela sente: “Eu percebo que você está sofrendo e estou aqui com você.”
    Faça perguntas mais simples e acolhedoras, em vez de “o que você tem?” ou “por que você está assim?”. Tente: “O que está mais difícil hoje?” ou “Você quer falar ou prefere só companhia?”
    Não tente resolver tudo por ela. Muitas vezes, a pessoa precisa primeiro se sentir acolhida antes de conseguir organizar o que sente.
    Respeite os limites dela, lembrando que o processo terapêutico é dela e o tempo de elaboração pode variar.

    Também é importante cuidar de você: apoiar alguém com ansiedade pode ser desgastante, e você não precisa assumir o papel de terapeuta dessa pessoa.

    Se ela está em terapia, pode ser útil que ela leve essa própria dificuldade de se expressar para o psicólogo, pois isso também é um tema importante do tratamento.


  • Ansiedade causa pensamentos irreais? Comecei a ter pensamentos absurdos, porém difícil de sair da ca

    Ansiedade causa pensamentos irreais? Comecei a ter pensamentos absurdos, porém difícil de sair da cabeça, tenho medo de acreditar neles.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, a ansiedade pode causar pensamentos que parecem irreais, exagerados ou fora de proporção, principalmente quando o cérebro está em um estado de alerta constante.

    Como psicóloga, eu explicaria que a ansiedade pode aumentar a tendência de:

    Imaginar cenários negativos.
    Interpretar situações como ameaças.
    Criar “e se...?” constantemente.
    Dar muita importância a pensamentos que normalmente seriam passageiros.

    O fato de você ter medo de acreditar nesses pensamentos e perceber que eles parecem absurdos é uma informação importante: muitas vezes isso mostra que existe questionamento e consciência sobre eles, e não necessariamente uma crença real.

    Uma estratégia útil é tentar não entrar em uma luta constante para “provar” que o pensamento não é verdadeiro, porque isso pode fazer a mente voltar ao tema repetidamente. Em vez disso, tente observar: “Estou tendo um pensamento de medo, não necessariamente um fato.”

    Se esses pensamentos são frequentes, causam muita angústia ou ficam presos na mente por longos períodos, vale conversar com um psicólogo. A terapia pode ajudar a entender esse padrão e reduzir o poder que esses pensamentos têm sobre você.


  • O ato de pensar é essencial para a saúde? E também é fundamental para o funcionamento adequado do cé

    O ato de pensar é essencial para a saúde? E também é fundamental para o funcionamento adequado do cérebro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. O pensamento é uma função essencial da mente e tem um papel importante no funcionamento saudável do cérebro.

    Como psicóloga, eu explicaria que pensar permite:

    Organizar informações e experiências.
    Resolver problemas e tomar decisões.
    Aprender e criar novas habilidades.
    Planejar o futuro.
    Compreender a si mesmo e ao mundo.

    O cérebro está constantemente processando informações, mesmo quando não estamos fazendo um esforço consciente para pensar. Essa atividade mental faz parte do funcionamento normal do sistema nervoso.

    Porém, existe uma diferença entre pensar de forma saudável e ficar preso em pensamentos repetitivos e desgastantes. A preocupação excessiva, a ruminação ou a tentativa de controlar todos os pensamentos podem aumentar a ansiedade e o sofrimento.

    A saúde emocional não depende de “pensar o tempo todo”, mas de conseguir ter uma relação equilibrada com os próprios pensamentos: refletir quando necessário e também permitir momentos de descanso mental.


  • O ato de pensar fora os pensamentos faz bem à saúde?

    O ato de pensar fora os pensamentos faz bem à saúde?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, o ato de pensar pode fazer bem à saúde, desde que seja um pensamento equilibrado e funcional.

    Como psicóloga, eu explicaria que pensar envolve processos importantes do cérebro, como refletir, aprender, criar, tomar decisões e compreender a própria vida. A capacidade de observar experiências, planejar e encontrar soluções é fundamental para o desenvolvimento emocional e mental.

    Porém, existe uma diferença entre:

    Pensamento saudável: refletir sobre algo, aprender com experiências, buscar soluções.
    Pensamento excessivo: ficar preso em preocupações, ruminações e dúvidas constantes, o que pode aumentar ansiedade e estresse.

    Ou seja, não é pensar menos que faz bem, mas aprender a ter uma relação mais saudável com os pensamentos. O objetivo não é deixar a mente vazia, e sim conseguir escolher quando refletir e quando descansar mentalmente.


  • Sinto como se estivesse vivendo em 2018 novamente… o sol , o ar, os mesmos sentimentos. oque pode se

    Sinto como se estivesse vivendo em 2018 novamente… o sol , o ar, os mesmos sentimentos. oque pode ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Essa sensação de “estar vivendo novamente em 2018”, como se o sol, o ar e os sentimentos fossem iguais aos daquela época, pode acontecer por alguns motivos psicológicos.

    Como psicóloga, eu explicaria que isso pode estar relacionado a:

    Memórias emocionais: o cérebro guarda não apenas fatos, mas também sensações, cheiros, ambientes e emoções. Uma situação parecida pode ativar uma sensação de “voltar para aquele período”.
    Nostalgia ou ligação afetiva com uma fase da vida: momentos marcantes podem ser reativados pela mente de forma muito intensa.
    Ansiedade e estresse: em algumas pessoas, períodos de ansiedade podem alterar a percepção do tempo, do ambiente e de si mesmas, causando uma sensação de estranheza ou de estar “fora do presente”.
    Desrealização/despersonalização: algumas pessoas descrevem experiências parecidas, como sentir o mundo diferente, distante ou como se estivessem em outra época.

    Isso não significa necessariamente que você esteja “voltando no tempo” ou perdendo a noção da realidade. É uma experiência do cérebro e da percepção.

    Seria importante observar: essa sensação vem acompanhada de medo, sensação de estar desconectado de si mesmo, crises de ansiedade ou sensação de que o mundo parece irreal? Se sim, conversar com um psicólogo pode ajudar bastante a entender o que está acontecendo.


  • O formigamento na região genital acompanhado sem nenhum outro sintoma pode ser ocasionado pela ansie

    O formigamento na região genital acompanhado sem nenhum outro sintoma pode ser ocasionado pela ansiedade, stress ou medo ou até mesmo o hiperfoco nessa região.

    Obrigada!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, pode acontecer. Ansiedade, estresse, medo e principalmente o hiperfoco em uma região do corpo podem aumentar a percepção de sensações como formigamento, pressão, dormência ou outras alterações corporais.

    Como psicóloga, eu explicaria que, quando a pessoa fica muito atenta a uma parte do corpo, o cérebro passa a “monitorar” aquela região com mais intensidade. Isso pode fazer uma sensação normal ou passageira parecer mais forte e persistente. Além disso, a ansiedade pode causar alterações na tensão muscular, respiração e sensibilidade corporal.

    Porém, é importante não atribuir automaticamente tudo à ansiedade. Se o formigamento persistir, aumentar, vier acompanhado de dor, coceira, feridas, alterações urinárias, perda de sensibilidade ou outros sintomas, é indicado procurar um médico (como ginecologista ou urologista) para avaliar.

    Se aparece principalmente quando você pensa ou observa a região e diminui quando se distrai, isso pode indicar uma forte influência da atenção e da ansiedade sobre a sensação.


  • Todas as vezes que eu começo a assistir um filme ou uma série, não consigo terminar e paro no meio.

    Todas as vezes que eu começo a assistir um filme ou uma série, não consigo terminar e paro no meio. Eu fico muito incomodada com as emoções do filme. Ex: comecei a assistir uma série boba de comédia, mas eu não consigo permanecer muito tempo por causa das emoções de vergonha alheia. Quando eu comecei a assistir uma série mais pesada não conseguia assistir as parte de maior ação, pois quando o meu corpo começava a sentir isso, ou eu pulava ou parava de assistir. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, isso pode acontecer, especialmente em pessoas com maior sensibilidade emocional, ansiedade ou dificuldade de tolerar sensações de desconforto.

    Como psicóloga, eu explicaria que o cérebro pode reagir às emoções de uma obra (mesmo sabendo que é ficção) como se estivesse diante de uma situação real. Algumas pessoas sentem vergonha alheia, tensão, medo ou expectativa de forma muito intensa no corpo e acabam evitando a cena para aliviar esse desconforto.

    Esse padrão pode estar relacionado a:

    Ansiedade e hipervigilância: o corpo entra em estado de alerta com facilidade.
    Baixa tolerância ao desconforto emocional: a sensação é tão incômoda que surge a vontade de fugir ou interromper.
    Alta sensibilidade emocional: algumas pessoas absorvem muito as emoções dos personagens.
    Em alguns casos, pode aparecer junto a quadros como ansiedade social, transtorno de pânico ou outros padrões de ansiedade.

    O fato de você pular cenas ou parar traz um alívio imediato, mas o cérebro pode aprender: “quando sinto isso, preciso escapar”. Com o tempo, isso pode aumentar a sensibilidade àquela emoção.

    Uma forma de trabalhar isso é fazer uma exposição gradual, sem se forçar de maneira extrema: assistir pequenos trechos, perceber as sensações no corpo e praticar ficar com o desconforto por alguns momentos, entendendo que ele passa.

    Se isso acontece apenas com filmes e séries, pode ser apenas uma característica sua. Mas se você também evita situações reais por medo, vergonha, tensão ou emoções intensas, vale conversar com um psicólogo para avaliar melhor.


  • É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?

    É comum não ter ânimo para nada estando com ansiedade e depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, é comum que pessoas com ansiedade e depressão sintam falta de ânimo, pouca energia ou vontade reduzida de fazer as coisas.

    Como psicóloga, eu explicaria que isso pode acontecer por motivos diferentes:

    Na depressão, pode haver perda de interesse, cansaço, sensação de vazio e dificuldade de sentir prazer nas atividades.
    Na ansiedade, o desgaste de ficar em estado de alerta constante pode consumir muita energia e levar à exaustão.
    Quando as duas condições estão juntas, é comum a pessoa sentir que está sem forças, mesmo para tarefas simples.

    Isso não significa falta de esforço ou de vontade; é um sintoma que pode fazer parte do quadro emocional.

    O tratamento com psicoterapia e, quando indicado, acompanhamento psiquiátrico, costuma ajudar a recuperar gradualmente a energia, a motivação e o interesse pelas atividades.

    É importante observar há quanto tempo isso acontece e se vem acompanhado de pensamentos de desesperança, isolamento intenso ou vontade de não estar mais aqui. Se esses pensamentos aparecerem, procure ajuda imediatamente.


  • Olá! Faz uns anos que eu tenho problemas com ansiedade, e a quase dois anos comecei a fazer tratamen

    Olá! Faz uns anos que eu tenho problemas com ansiedade, e a quase dois anos comecei a fazer tratamento, não só para ansiedade, mas depressão, e os dois, principalmente a depressão, estão bem controlados. Faz uns dois dias que eu tô completamente sem medicação e as vezes que aconteceu isso, fiquei mal, a ansiedade piora muito e ainda fico com crise de enxaqueca. Agora pouco eu acordei e fiquei com uma sensação muito grande de que eu não era real e as coisas ao meu redor não eram reais, mas graças a Deus passou. Acho que em alguns momentos já tive essa sensação, mas de uma forma bem leve. Essa sensação poderia ser devido a ansiedade elevada? Achei que o nervosismo extremo era a pior coisa, mas, certamente, isso supera.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, essa sensação pode estar relacionada a uma elevação importante da ansiedade, especialmente considerando o seu histórico e o fato de ter ficado alguns dias sem a medicação.

    Como psicóloga, eu explicaria que a sensação de “não ser real” ou de que o ambiente não é real é descrita por muitas pessoas em momentos de ansiedade intensa e pode estar ligada à despersonalização/desrealização. É uma resposta do cérebro a períodos de muito estresse ou alerta elevado, e pode ser bastante assustadora, mas por si só não significa que a pessoa esteja “perdendo a realidade”.

    O fato de você ter percebido a sensação, ter ficado assustada e depois ela ter passado é algo que muitas pessoas relatam nesses episódios.

    Além disso, a interrupção da medicação de forma abrupta pode, em algumas pessoas, causar retorno dos sintomas de ansiedade, alterações físicas, mal-estar e outros sintomas. Por isso, é importante conversar com o médico que acompanha seu tratamento para orientar a melhor forma de retomar ou ajustar a medicação — não faça mudanças por conta própria.

    Enquanto isso, quando essa sensação aparecer, pode ajudar:

    Relembrar: “isso é uma sensação causada pelo meu estado de ansiedade, vai passar”.
    Usar técnicas de aterramento: observar objetos ao redor, sentir os pés no chão, nomear coisas que vê, ou focar em estímulos do ambiente.
    Evitar ficar checando constantemente se “está real”, pois isso pode manter o ciclo de medo.

    Como você já tem acompanhamento, vale levar esse episódio para seu psicólogo e psiquiatra. Eles poderão avaliar se foi uma reação à ansiedade, à suspensão da medicação ou a algum outro fator.


  • Olá. Não sinto prazer em fazer absolutamente nada na vida. Nada me causa prazer. Não sinto motivação

    Olá. Não sinto prazer em fazer absolutamente nada na vida. Nada me causa prazer. Não sinto motivação para nada. A melhor parte do meu dia é quando vou dormir (apesar de ter dificuldade de pegar no sono devido a ansiedade) e a pior parte é justamente quando acordo. Isso seria um possível quadro depressivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, o que você descreve pode estar relacionado a um quadro depressivo, principalmente pela presença de perda de prazer nas atividades (anedonia), falta de motivação e a sensação de que o dia é difícil de enfrentar.

    Como psicóloga, eu observaria alguns pontos importantes:

    Perda de interesse por coisas que antes eram agradáveis.
    Sensação de vazio ou de “não sentir nada”.
    Cansaço e falta de energia.
    Alterações no sono.
    Mudanças no apetite.
    Sentimentos de desesperança ou de inutilidade.

    A ansiedade também pode contribuir para esse estado, pois manter-se em alerta por muito tempo desgasta emocionalmente e pode diminuir a capacidade de sentir prazer.

    O ideal é procurar uma avaliação com um psicólogo e/ou psiquiatra, principalmente porque isso parece estar afetando bastante sua qualidade de vida. A depressão tem tratamento, e muitas pessoas conseguem recuperar a energia, o interesse e a conexão com as coisas que antes faziam sentido.

    Quero também perguntar algo importante: quando você diz que a pior parte é acordar e que nada traz prazer, você tem tido pensamentos de que não quer mais viver, de desaparecer ou de se machucar? Se sim, é importante buscar ajuda imediata e não ficar sozinho com esses pensamentos.


  • Olá, como faço para lidar com pessimismo extremo? Sou uma pessoa extremamente negativa. Isso vai des

    Olá, como faço para lidar com pessimismo extremo? Sou uma pessoa extremamente negativa. Isso vai desde coisas pequenas até coisas grandes na vida. Sempre espero o pior, seja qual for a situação, e sempre acho que sou inferior aos outros e incapaz de atingir um objetivo. Eu tento guardar essa negatividade, esse pessimismo sufocante para mim mesmo para não “contaminar” outras pessoas (afinal, acho que ninguém gosta de uma pessoa negativa o tempo todo), mas a sensação é horrível. Não consigo realizar planos ou projetos porque sempre acho que não vai dar certo. Isso pode ter a ver com quadro depressivo ou seria apenas um traço da minha personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O que você descreve pode estar relacionado tanto a padrões de pensamento aprendidos quanto a quadros como ansiedade e depressão. Não dá para concluir apenas pelo relato se é um traço de personalidade ou um transtorno, mas o nível de sofrimento e a interferência na sua vida são pontos importantes.

    Como psicóloga, eu explicaria que, na depressão e em alguns quadros de ansiedade, é comum a mente desenvolver um filtro mais negativo, em que o cérebro tende a procurar riscos, falhas e possibilidades de dar errado. Isso pode aparecer como:

    Pensamento de “sempre vai acontecer o pior”.
    Comparações constantes com outras pessoas.
    Sensação de incapacidade.
    Medo de tentar e falhar.
    Desistência antes mesmo de começar.

    Isso não significa que você seja uma pessoa “negativa” por essência. Muitas vezes, esse padrão é uma forma que a mente encontrou para tentar se proteger de frustrações, mas acaba limitando experiências e oportunidades.

    A terapia pode ajudar bastante a:

    Identificar pensamentos automáticos negativos.
    Questionar se eles são fatos ou interpretações.
    Construir uma visão mais equilibrada de si e das situações.
    Trabalhar autoestima, autocrítica e medo de fracassar.


  • Olá boa tarde Sou diagnosticada com toc e tenho muitos pensamentos ruins de agressão, coisas sexuai

    Olá boa tarde
    Sou diagnosticada com toc e tenho muitos pensamentos ruins de agressão, coisas sexuais etc
    Às vezes acredito que sou uma pessoa ruim
    Pois tenho impulsos como se eu quisesse pegar uma faca e fazer algo. Não consigo não acreditar que não tenho vontade de fazer essas coisas. Isso está me causando uma angústia imensa e não sei mais o que fazer...
    Por favor me ajudem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Boa tarde. O que você descreve é algo que pode acontecer no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), especialmente na forma com pensamentos intrusivos. Muitas pessoas com TOC têm pensamentos, imagens ou impulsos indesejados envolvendo agressão, sexo ou temas que vão contra seus valores, e isso pode gerar muita culpa e medo.

    Como psicóloga, eu explicaria que ter um pensamento ou uma imagem mental não significa querer fazer aquilo. No TOC, o cérebro pode produzir conteúdos assustadores e a pessoa pode interpretar esses pensamentos como se fossem uma ameaça ou uma prova sobre quem ela é. A angústia costuma vir justamente porque aquilo é contrário ao que ela valoriza.

    Um ponto importante: ficar tentando ter certeza o tempo todo de “será que eu quero isso?”, “e se eu fizer?”, “e se eu for uma pessoa ruim?” pode alimentar o ciclo do TOC. O tratamento costuma trabalhar essa relação com os pensamentos, reduzindo a necessidade de buscar garantias e controlar a mente.

    O tratamento mais indicado costuma envolver psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental com exposição e prevenção de resposta (EPR), e em alguns casos acompanhamento com psiquiatra.

    Quero perguntar algo importante para sua segurança: esses pensamentos aparecem como algo indesejado e assustador, ou você sente uma vontade real de agir sobre eles e tem medo de não conseguir se controlar?

    Se em algum momento você sentir que pode realmente machucar alguém ou a si mesma, ou que não consegue garantir sua segurança, procure ajuda de emergência imediatamente ou peça para alguém de confiança ficar com você enquanto busca atendimento.


  • Por que tudo que eu penso, eu quero fazer? Quando eu coloco qualquer assunto, imagem, fala, na mente

    Por que tudo que eu penso, eu quero fazer? Quando eu coloco qualquer assunto, imagem, fala, na mente, eu não paro de pensar nisso, e me dá medo e ansiedade. O que devo fazer? Tem tratamento/cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O que você descreve pode acontecer em quadros de ansiedade e, principalmente, em padrões obsessivos (como no TOC). Ter um pensamento, imagem ou ideia na mente não significa que você quer fazer aquilo.

    Como psicóloga, eu explicaria que muitas pessoas passam por um ciclo assim:

    Surge um pensamento ou imagem mental (às vezes totalmente involuntário).
    A pessoa interpreta: “se pensei nisso, talvez eu queira fazer” ou “isso diz algo sobre mim”.
    Vem medo, culpa e ansiedade.
    A mente passa a checar o pensamento repetidamente, e ele fica ainda mais presente.

    O cérebro tende a dar mais atenção ao que ele interpreta como ameaça. Por isso, quanto mais você tenta expulsar ou provar que aquele pensamento não significa nada, mais ele pode voltar.

    Uma forma de começar a lidar é praticar uma postura diferente:

    “Eu estou tendo um pensamento, não uma intenção.”
    “Um pensamento não define quem eu sou.”
    Evitar ficar buscando 100% de certeza sobre o significado dele.

    Existe tratamento, sim. A terapia cognitivo-comportamental (especialmente a exposição e prevenção de resposta para TOC) é uma das abordagens mais estudadas para pensamentos intrusivos. Em alguns casos, o acompanhamento com psiquiatra também pode fazer parte do tratamento.

    Quero perguntar algo importante: quando você diz “eu quero fazer”, você sente isso como uma vontade real e planejada de agir, ou é mais um medo do tipo “e se eu quiser fazer?” que causa ansiedade e culpa? Essa diferença é muito importante para entender o que está acontecendo.


  • Pensar muitas acontecimentos e coisas, passadas ou futuras, podem dar desrealização ou despersonaliz

    Pensar muitas acontecimentos e coisas, passadas ou futuras, podem dar desrealização ou despersonalização? Também tenho dor de cabeça. O que pode ser? Tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, pensar excessivamente sobre acontecimentos passados ou futuros pode estar relacionado a episódios de desrealização ou despersonalização, principalmente quando isso vem acompanhado de muita ansiedade, estresse ou esgotamento mental.

    Como psicóloga, eu explicaria que, quando a mente fica em um estado de alerta constante (muita preocupação, ruminação, tentativa de prever ou controlar situações), o cérebro pode apresentar uma sensação de “desconexão” como uma forma de resposta ao excesso de estresse. Algumas pessoas descrevem como:

    Sentir-se “no automático”.
    Sensação de estar distante de si mesma.
    O ambiente parecer estranho ou irreal.
    Dificuldade de se sentir presente no momento.

    A dor de cabeça também pode aparecer junto em períodos de ansiedade, por causa de tensão muscular, sono ruim, estresse e esforço mental intenso. Porém, dores de cabeça frequentes ou diferentes do habitual devem ser avaliadas por um médico para descartar outras causas.

    Existe tratamento e muitas pessoas melhoram bastante. O caminho costuma envolver:

    Psicoterapia para trabalhar ansiedade, ruminação e a forma como você se relaciona com os pensamentos.
    Técnicas de regulação emocional e atenção ao presente.
    Avaliação psiquiátrica quando os sintomas são intensos ou persistentes.

    Um ponto importante: a desrealização/despersonalização costuma ser muito assustadora, mas o fato de você perceber a sensação e questioná-la geralmente indica que há consciência sobre o que está acontecendo.


  • Preciso de ajuda para parar de beber. Já tentei muitas e muitas vezes e não consegui. Eu não bebo to

    Preciso de ajuda para parar de beber. Já tentei muitas e muitas vezes e não consegui. Eu não bebo todos os dias, só em feriados, festas e fim de semana, mas quando bebo exagero. Bebo muito rápido. E fico bêbada muito rápido tb. Vcs tem algum tratamento q eu possa fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim. E o fato de você já ter tentado várias vezes e estar pedindo ajuda agora é um sinal importante, não de fracasso.

    O que você descreve beber muito rapidamente e perder o controle quando começa, mesmo que não beba diariamente merece uma avaliação profissional. Episódios de consumo excessivo em pouco tempo também podem trazer riscos importantes.

    Eu recomendaria começar assim:

    Marque uma consulta com psicólogo(a) ou psiquiatra com experiência em álcool. O tratamento pode envolver psicoterapia, acompanhamento médico e, quando indicado, medicação.
    Conte exatamente o que me contou: “Não bebo todos os dias, mas quando começo, não consigo controlar a quantidade e já tentei parar várias vezes.”
    Até conseguir atendimento, tente não se colocar em situações em que normalmente começa a beber e avise alguém de confiança que está tentando parar.
    Não precisa esperar “ficar pior” para procurar tratamento. Quanto antes buscar ajuda, melhor.

    E uma coisa importante: você não precisa descobrir sozinha se é “alcoólatra”. Existe avaliação clínica para isso, e mesmo que o diagnóstico não seja dependência, o seu padrão de consumo já é motivo suficiente para buscar ajuda.


  • Como ficar mais calma convivendo com pessoas explosivas que vivem somente para criticar os outros e

    Como ficar mais calma convivendo com pessoas explosivas que vivem somente para criticar os outros e são extremistas, além de se comportarem de maneira bastante infantil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Conviver com pessoas explosivas, críticas e muito rígidas pode ser emocionalmente desgastante. Como psicóloga, eu diria que o primeiro passo é entender que você não consegue controlar a forma como essas pessoas agem, mas pode aprender a proteger sua própria estabilidade emocional diante delas.

    Algumas estratégias que podem ajudar:

    Não absorva tudo como se fosse sobre você. Pessoas que criticam constantemente muitas vezes estão expressando suas próprias dificuldades, inseguranças ou formas aprendidas de se relacionar.
    Evite entrar em todas as discussões. Nem toda provocação precisa de resposta. Escolher suas batalhas preserva sua energia.
    Estabeleça limites claros. Frases como “prefiro conversar quando estivermos mais tranquilos” ou “não quero continuar essa conversa nesse tom” podem ajudar.
    Regule sua reação física. Quando perceber que está ficando tenso(a), respire mais lentamente, relaxe os músculos e tente responder depois de alguns segundos, em vez de reagir no impulso.
    Mantenha espaços seus. Ter momentos, pessoas e atividades que tragam equilíbrio ajuda a não ficar emocionalmente preso ao ambiente negativo.

    Também é importante observar: se essas pessoas fazem críticas constantes, humilham, ameaçam ou fazem você se sentir inseguro(a), pode ser necessário pensar em limites ainda mais firmes nessa convivência.

    Uma pergunta que ajudaria a entender melhor: essas pessoas são familiares, parceiros(as), colegas de trabalho ou amigos? A forma de lidar pode mudar bastante dependendo do vínculo.


  • Procurar efeitos colaterais de remédios e sentir medo de tomar eles e sentir esses efeitos, pode ser

    Procurar efeitos colaterais de remédios e sentir medo de tomar eles e sentir esses efeitos, pode ser sinal de hipocondria? As vezes deixo de tomar um remédio por medo de me sentir mal ou surtir alguma reação alérgica que eu não sei, mas eu não consigo não procurar os efeitos que aquele medicamento pode fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Sim, o que você descreve pode estar relacionado à ansiedade de saúde (antigamente chamada de hipocondria), mas também pode aparecer em outros quadros de ansiedade, como o TOC.

    Como psicóloga, eu explicaria que o problema geralmente não é pesquisar uma informação uma vez, e sim quando isso vira um ciclo de medo e busca por certeza:

    Você precisa tomar um remédio.
    Surge o pensamento: “E se eu tiver uma reação grave?”
    Você pesquisa os efeitos colaterais para tentar se acalmar.
    Encontra possibilidades assustadoras.
    A ansiedade aumenta e você sente mais necessidade de pesquisar ou evitar o medicamento.

    A mente ansiosa tende a dar muito peso às possibilidades negativas, mesmo quando elas são raras.

    Algumas estratégias que podem ajudar:

    Procure informações sobre medicamentos em fontes confiáveis e, de preferência, converse com o médico ou farmacêutico em vez de fazer muitas buscas repetidas.
    Tente perceber quando a pesquisa deixou de ser informação e virou uma tentativa de eliminar totalmente a incerteza (algo que a ansiedade costuma exigir, mas que é impossível).
    Trabalhe a tolerância ao desconforto e à dúvida na terapia.

    Também é importante não interromper ou deixar de iniciar medicamentos prescritos sem conversar com o profissional que indicou, pois o medo pode acabar impedindo tratamentos importantes.


  • Oii, tenho ansiedade e venho tendo muitos pensamentos intrusivos que me deixam desconfortáveis, como

    Oii, tenho ansiedade e venho tendo muitos pensamentos intrusivos que me deixam desconfortáveis, como eu posso lidar com eles???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Oi! Pensamentos intrusivos podem ser muito desconfortáveis, especialmente quando parecem ir contra aquilo que você acredita ou valoriza. Em pessoas com ansiedade, eles podem aparecer com mais frequência porque o cérebro fica em um estado maior de alerta.

    Como psicóloga, eu explicaria que o objetivo não é forçar o pensamento a desaparecer, porque quanto mais tentamos expulsá-lo, mais atenção damos a ele. Algumas estratégias que podem ajudar:

    Nomeie o pensamento: “Estou tendo um pensamento intrusivo” em vez de “isso significa algo sobre mim”.
    Não trate o pensamento como uma prova ou uma intenção. Pensar algo não significa querer aquilo ou que aquilo vai acontecer.
    Evite ficar analisando e buscando certeza o tempo todo (“por que pensei isso?”, “e se for verdade?”), pois isso pode alimentar o ciclo da ansiedade.
    Volte sua atenção para o presente: faça uma atividade, observe o ambiente, converse com alguém ou envolva-se em uma tarefa prática.
    Pratique autocompaixão: pensamentos indesejados fazem parte da experiência humana; eles não definem quem você é.

    A terapia, especialmente abordagens como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), pode ajudar bastante a mudar a relação com esses pensamentos e reduzir o sofrimento que eles causam.

    Uma pergunta importante: esses pensamentos intrusivos são mais de medo de algo ruim acontecer, de machucar alguém/fazer algo contra seus valores, ou são de outro tipo? Isso ajuda a entender melhor o padrão.


  • Para tratamento de ansiedade e depressão, qual é mais recomendado: Neuropsicólogo ou Psicólogo?

    Para tratamento de ansiedade e depressão, qual é mais recomendado: Neuropsicólogo ou Psicólogo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    Para o tratamento de ansiedade e depressão, o mais indicado geralmente é o psicólogo clínico.

    Como psicóloga, eu explicaria que:

    O psicólogo ajuda a compreender e tratar pensamentos, emoções, comportamentos, medos, inseguranças e padrões que mantêm a ansiedade e a depressão. Ele também trabalha estratégias para melhorar a regulação emocional e a qualidade de vida.
    O neuropsicólogo é mais voltado para avaliação das funções cognitivas (como memória, atenção, raciocínio e funcionamento cerebral), sendo mais indicado quando existe alguma suspeita de alteração cognitiva ou necessidade de uma investigação específica.

    Para ansiedade e depressão, uma boa opção é buscar um psicólogo com experiência nesses transtornos. Dependendo da intensidade dos sintomas, o acompanhamento com um psiquiatra também pode ser recomendado.

    Se houver queixas como esquecimentos importantes, dificuldades de atenção muito marcantes ou suspeita de alguma alteração cognitiva, aí uma avaliação neuropsicológica pode complementar o cuidado.


  • Quantos sintomas preciso ter para ser diagnosticado com transtorno de ansiedade?

    Como é diagnosticado uma pessoa com ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Licia Campos

    O diagnóstico de ansiedade é feito por um profissional de saúde mental, como psicólogo ou psiquiatra, por meio de uma avaliação clínica.

    Como psicóloga, eu explicaria que o profissional costuma analisar:

    Quais sintomas a pessoa apresenta (preocupação excessiva, medo, tensão, pensamentos acelerados, dificuldade de relaxar, sintomas físicos como palpitação, falta de ar, tremores, entre outros).
    Há quanto tempo esses sintomas acontecem.
    A intensidade e a frequência deles.
    O quanto interferem na vida (trabalho, estudos, relacionamentos, sono e rotina).
    O contexto de vida da pessoa e seu histórico emocional e de saúde.

    Também é comum o profissional usar questionários ou escalas de avaliação como apoio, mas eles não substituem a conversa e a avaliação completa.

    É importante diferenciar uma ansiedade comum (que todos sentimos em algumas situações) de um transtorno de ansiedade, que geralmente envolve sintomas persistentes, difíceis de controlar e que causam sofrimento ou prejuízo no dia a dia.

    O diagnóstico não é feito por um único sintoma isolado, mas pelo conjunto da história e dos sinais apresentados.


Perguntas frequentes

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