Perguntas do paciente (612)

  • umas semanas atrás acordei com a sensação de que nada a minha volta era real e com o sentimento que

    umas semanas atrás acordei com a sensação de que nada a minha volta era real e com o sentimento que algo de ruim ia acontecer. Eu conseguia me mexer e me comunicar, mas até quando falava com meus familiares eu sentia que eles não eram reais. Algum profissional sabe se isso é questão de algum transtorno de ansiedade ou alguma outra questão a ser tratada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Essa sensação de desrealização pode ser uma resposta do seu psiquismo a um excesso de angústia ou a algo que ainda não foi elaborado. Pode estar ligada a um conflito inconsciente, onde o desejo e a realidade parecem não se encontrar. A ansiedade, nesse caso, pode ser um sinal de que algo está pedindo para ser associado e simbolizado. Um psicanalista pode ajudar a decifrar o que essa experiência está tentando comunicar, abrindo caminho para que você possa ressignificar o que está vivendo.


  • Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compa

    Tenho um relacionamento não mono, uns 2 anos. Temos afinidade de visão de mundo, de atividades compartilhadas, como ler, praticar esportes, viajar. No ano passado, ele foi com outra a evento que eu teria gostado muito de estar com ele. Fui avisada às vésperas. Sofri muito e ainda não superei. Tive apenas justificativa de que não tínhamos acordo na época. Sinto que ele é evitativo, o que ativa minha ansiedade. Temos longas conversas, ele diz que estou sempre insatisfeita. Como fazer a reparação? Sendo que pedi pra me acompanhar noutro evento importante pra mim e ele negou, cada vez com uma justificativa diferente. Temos ótimos momentos, mas me sinto ansiosa, sinto falta dessa reparação e de empatia com minhas dores.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A ansiedade que você associa a essa relação pode estar ligada a uma falta de reconhecimento do seu desejo, como se algo importante para você não estivesse sendo reconhecido. O fato de ele evitar certos compromissos ou justificar suas ausências pode reforçar essa sensação de desamparo. A reparação que você busca talvez não seja apenas sobre o evento em si, mas sobre o lugar que você ocupa no desejo dele. É importante refletir se essa dinâmica esquiva e as justificativas repetidas estão permitindo que o laço entre vocês se sustente de forma satisfatória.


  • Meu namorado estava assistindo reels de meninas no Instagram, falei com ele. Ele pediu "desculpa"

    Meu namorado estava assistindo reels de meninas no Instagram, falei com ele.
    Ele pediu "desculpa"
    Isso é traição? O que devo fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A situação que você associa à traição pode estar ligada a uma inquietação sobre o desejo do outro, que sempre escapa ao nosso controle. O fato de ele pedir desculpas pode indicar que reconhece algo que te causou desconforto, mas a questão talvez não seja apenas sobre o que ele fez, e sim sobre o que isso significa para você. É importante refletir se essa situação toca em algo que precisa ser elaborado no laço entre vocês, como inseguranças ou expectativas não ditas. A conversa franca pode ajudar a clarear esses pontos.


  • Sintoma de Desrealização tem como melhorar sem terapia e remédios?????

    Sintoma de Desrealização tem como melhorar sem terapia e remédios?????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A desrealização, como um sintoma, muitas vezes surge como uma defesa diante de algo que o sujeito não consegue elaborar ou simbolizar. Melhorar sem terapia ou remédios pode ser possível, mas depende de como você lida com o que está por trás desse sintoma. Buscar formas de expressão — como arte, escrita ou até conversas significativas — pode ajudar a dar contorno ao que parece desconexo. No entanto, é importante lembrar que o sintoma é uma mensagem do inconsciente, e ignorá-lo pode mantê-lo preso em um ciclo de repetição. A terapia, nesse sentido, oferece um espaço para decifrar essa mensagem.


  • Ola, bom dia! Estou em um relacionamento a quase dois anos e fazem uns meses (3/4) que me pergunt

    Ola, bom dia!

    Estou em um relacionamento a quase dois anos e fazem uns meses (3/4) que me pergunto se realmente gosto do meu namorado.
    Ultimamente isso tem piorado, antes eu sentia isso quando estava longe dele e as vezes perto, mas ultimamente eu me pergunto isso todos os dias.
    Quando sinto isso perto dele não consigo aceitar abraços nem beijos, sinto um vazio, como se tivesse algo aqui me sufocando.
    Ele é uma pessoa perfeita, eu nunca tive alguém tão incrível assim na minha vida e não sei se talvez possa estar ligado mais a mim do que a ele.
    Já tentei passar uns dias longe dele para ver se funcionava e até que funcionou mas ultimamente isso tá bem forte.
    Não sei mais o que fazer para não pensar nisso ou para ter uma resposta para essa pergunta

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O que você descreve parece tocar em uma questão que vai além do seu namorado, como se algo em você estivesse em conflito com a ideia de estar em um relacionamento. Esse "vazio" e a sensação de sufocamento podem ser sinais de que algo no laço afetivo com ele não está sendo completamente simbolizado ou elaborado. Pode ser que o relacionamento, por mais "perfeito" que pareça, esteja confrontando você com uma falta ou uma inquietude que é sua, e não dele. A dúvida constante e a dificuldade em aceitar carinhos podem ser um modo de se proteger de algo que ainda não consegue nomear. Talvez valha a pena explorar o que esse relacionamento representa para você, além da ideia de perfeição.


  • É possível ter pensamentos e emoções positivas o dia inteiro????

    É possível ter pensamentos e emoções positivas o dia inteiro????

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Não, e nem seria desejável. A busca por uma positividade constante pode ser uma forma de evitar o encontro com o real, aquilo que escapa ao nosso controle e que nos constitui. As emoções e pensamentos negativos, assim como os positivos, fazem parte da dinâmica do desejo e da nossa relação com o mundo. Tentar suprimir o que é "negativo" pode criar uma ilusão de completude, mas é justamente na falta, na incompletude, que o desejo se move e a vida ganha sentido. Aceitar a alternância entre luz e sombra é parte do que nos torna humanos.


  • Sinto a necessidade de começar a terapia, mas me sinto desconfortável e constrangida porque nunca fi

    Sinto a necessidade de começar a terapia, mas me sinto desconfortável e constrangida porque nunca fiz e estou em uma fase talvez de crises existenciais que não saberia responder nem o básico sobre mim mesma, não sei nem do que gosto mais ou como me sinto sobre algo, parece que estou em um limbo e com zero clareza. Como posso contornar esse desconforto e procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Esse desconforto e a sensação de "limbo" já são um bom começo, pois indicam que algo em você está buscando se mover, mesmo que ainda não tenha forma. A terapia não exige que você chegue com respostas prontas; pelo contrário, é justamente no não saber que o trabalho começa. O constrangimento é natural, mas ele não precisa ser um obstáculo. Você pode começar falando exatamente isso: que não sabe por onde começar. O psicanalista está ali para ajudar a te guiar nesse labirinto, sem pressa ou julgamentos. O importante é dar o primeiro passo, mesmo que ele pareça incerto.


  • Tudo bem? Uma pessoa que sofre com crise de ansiedade fica doente mais facilmente (como por exemplo

    Tudo bem? Uma pessoa que sofre com crise de ansiedade fica doente mais facilmente (como por exemplo gripes e viroses) e os sintomas são mais severos e demoram mais para passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Sim, é possível. A ansiedade, enquanto um excesso de angústia, pode fragilizar o corpo, já que o sujeito fica mais exposto ao desamparo e à desregulação emocional. Isso afeta o sistema imunológico, tornando-o mais vulnerável a doenças. Além disso, o sofrimento psíquico intenso pode amplificar a percepção dos sintomas físicos, fazendo com que eles pareçam mais severos e persistentes. O corpo, nesse sentido, "fala" o que a mente não consegue elaborar.


  • Olá, gostaria de saber o seguinte: fiz terapia por 9 meses com um psicólogo que antes mesmo de inici

    Olá, gostaria de saber o seguinte: fiz terapia por 9 meses com um psicólogo que antes mesmo de iniciar a terapia com ele já era apaixonada por ele e ele já falou pra mim que gostava também, mais a gente não era amigo e nem nada eu só via ele na academia e nem falava com ele, mais entre a gente tinha um clima e a gente trocava olhares várias vezes e soube q ele é psicólogo e consegui o contato dele com um rapaz que treina no mesmo local e uns dias depois eu chamei ele e ele foi bem legal comigo mais nem falamos sobre interesse um no outro e nem nada, ele é muito tímido. E perguntei se ele podia ser meu terapeuta e ele aceitou e aí q não falei nada sobre nosso interesse. Mais sinto q ele gosta de mim tbm, já encerramos o atendimento, e 4 meses depois eu procurei outro psicólogo pra me atender, justamente porque quero ainda conversar com ele q agora é meu ex psicólogo e ver se podemos ter algo e se é recíproco ainda é claro. Estou com o novo psicólogo tem uns 5 meses já e não esqueço do outro. Posso chamar ele pra uma conversa, quem sabe iniciar uma amizade e quem sabe algo a mais? Porque já tem 10 meses praticamente q encerramos a terapia e estou com outro profissional

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Essa situação é delicada, pois envolve uma confusão entre a transferência — que é natural na relação terapêutica — e sentimentos que ultrapassam o setting analítico. O fato de você ainda pensar nele pode indicar que algo não foi completamente elaborado nessa relação. Antes de buscar uma aproximação, é importante refletir se o que você sente é por ele como pessoa ou pelo lugar que ele ocupou como psicólogo, um lugar de escuta e acolhimento. Conversar com seu atual terapeuta sobre isso pode ajudar a clarear esses sentimentos. Se decidir falar com ele, esteja preparada para lidar com a possibilidade de que ele mantenha os limites éticos da profissão.


  • Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?

    Problemas dos outros ,pode sobrecarregar o psicológico de quem ouve ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Sim, pode sobrecarregar. Quando ouvimos os problemas do outro, somos atravessados pelo desejo e pela demanda que nos chega, muitas vezes nos colocando no lugar do "Outro" que supostamente tem a resposta ou a solução. Isso pode gerar uma angústia, pois nos confronta com nossos próprios limites e com a impossibilidade de preencher completamente o que o outro espera de nós. A escuta, nesse sentido, exige um trabalho de separação: reconhecer que o sofrimento do outro não é nosso, mas também não nos deixa indiferentes.


  • Olá! A alguns meses, descobri que meu marido assiste pornografia. Brigamos varias vezes pelo mesmo m

    Olá! A alguns meses, descobri que meu marido assiste pornografia. Brigamos varias vezes pelo mesmo motivo e já conversamos varias vezes sobre isso. Ele diz que o problema não sou eu, que ele sempre assistiu desde a adolescência e em outros relacionamentos. Eu até entendo que não sou o problema mais não deixo de me sentir mal por isso. Ele diz que diminuiu muito depois que soube que me sinto mal mais ainda não parou. Quando eu sei que ele fez, vou falar alguma coisa ele não gosta e acabamos discutindo. Fico pior ainda quando ele demonstra que quer fazer alguma comigo e quando chego em casa feliz porque vamos ter uma noite de prazer e vejo que ele se masturbou. Isso acaba com o tesão e sinto que não tem mais necessidade de ter alguma coisa porque ele já gozou e não vai ter mais graça. Isso tem me incomodado muito e não tenho vontade de conversar com ele porque sei que vai acabar em discussão e vezes penso em terminar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! O que você descreve parece tocar em uma ferida narcísica, onde o ato do seu marido de assistir pornografia e se masturbar é vivido como uma rejeição ou uma falta de interesse em você. No entanto, é importante lembrar que o desejo do outro nunca é totalmente transparente ou controlável. A pornografia, para ele, pode funcionar como um objeto de gozo separado do vínculo afetivo que vocês compartilham. Isso não diminui seu valor, mas revela uma dimensão do desejo que escapa à lógica do "um para o outro". A discussão surge porque há uma expectativa de que ele abra mão desse gozo, mas o desejo não se negocia. Talvez a questão não seja ele parar, mas como vocês podem reconstruir um espaço de intimidade onde ambos se sintam desejados e acolhidos, sem que isso signifique a anulação do gozo do outro.


  • Eu me considera bissexual até um tempo, depois comecei ficar muito confusa em relação a minha sexual

    Eu me considera bissexual até um tempo, depois comecei ficar muito confusa em relação a minha sexualidade até hoje não sei se sou hétera , lésbica ou bissexual, nunca tive relação sexual com mulher porém tenho curiosidade e no mesmo tempo medo! Desde criança eu cresci ouvindo que o correto seria mulher com homem e homem com mulher talvez seja por isso que eu tenho tanto esse medo ? Esse medo de não ser aceita se eu realmente for lésbica ou bi? Oque aconteceu na infância afeta a nossa vida depois de crescidos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Sim, o que acontece na infância nos marca profundamente, pois é ali que se formam as primeiras referências sobre o que é "certo" ou "errado", muitas vezes internalizadas a partir do discurso dos outros. Esse medo de não ser aceita pode estar ligado a essas vozes que ecoam dentro de você, como se houvesse uma expectativa externa ditando como você deve ser. A confusão sobre sua sexualidade pode ser um sinal de que você está tentando se desprender dessas amarras, mas ainda luta contra o medo de romper com o que foi ensinado. Explorar essa curiosidade e o medo, sem pressa, pode ajudar a clarear o que realmente é seu, além das normas que internalizou.


  • Como lidar com arrependimento após terminar um relacionamento?

    Como lidar com arrependimento após terminar um relacionamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O arrependimento depois de um término pode ser menos sobre a pessoa e mais sobre a falta que algo nela representava para ti. O desejo não segue uma lógica linear, e muitas vezes, ao perder, passamos a fantasiar o que poderia ter sido. O que te faz querer voltar? É amor, é medo, é culpa? A questão não é só recuperar o que foi perdido, mas entender o que esse fim despertou em ti.








  • O ser humano é normal ficar sempre pensando,tem como não pensar ???

    O ser humano é normal ficar sempre pensando,tem como não pensar ???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O pensamento não é algo que podes simplesmente desligar, pois é próprio do ser humano estar atravessado pela linguagem. Mesmo quando tentas “não pensar”, já estás formulando um pensamento sobre isso. O que talvez te inquieta não seja o fato de pensar, mas a sensação de não ter controle sobre o que aparece na sua mente. A questão não é eliminar os pensamentos, mas perceber o que eles dizem sobre ti e por que certos temas insistem em retornar.








  • Tenho 30 anos e sinto que tenho crises existenciais cada vez mais frequentes. Sinto que gosto de um

    Tenho 30 anos e sinto que tenho crises existenciais cada vez mais frequentes. Sinto que gosto de um pouco de tudo mas profundamente de nada. Isso me atrapalha muito no dia a dia, especialmente na área profissional. Já sou formada há 5 anos e não consegui achar meu caminho e tenho incertezas sobre tudo, até sobre mim. Não aguento mais viver nessa angústia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A angústia surge quando te deparas com a falta, com o vazio que nenhuma escolha preenche completamente. Buscar "o caminho certo" pode ser um modo de fugir desse confronto, esperando uma resposta definitiva que não existe. O desejo não se revela de uma só vez, mas nos lapsos, nas contradições, no que insiste apesar das tuas dúvidas. O que te inquieta tanto na incerteza? Talvez a saída não seja encontrar um sentido fixo, mas sustentar o movimento de procurar.








  • Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ou

    Tive uma consulta hoje com uma psicóloga. Levei o meu problema com TOC. Achei que ela iria querer ouvir sobre o meu histórico com a doença, mas ela me cortava e, de forma muito impositiva, dizia que eu deveria mudar minha rotina, por exemplo, indo para a academia de manhã ao invés de ir a noite.

    Eu questionei isso e ela perguntou se eu ia fazer o que eu quero ou o que ela quer.

    Sei que existe psicologia breve ou estratégica, mas achei ir longe demais escolher, por mim, o horário que eu devo ou não fazer minhas atividades.

    Além disso, ela mencionou ajustar o meu remédio para dormir, ou que ela me mandaria ir para uma psiquiatra paga.

    Esse tipo de atendimento é assim mesmo?

    Foi minha primeira vez com ela. Meu TOC atrapalha muito minha vida e eu fui achando que seria escutado, e não fui.

    Gostaria da opinião dos profissionais, porque estou muito decidido a procurar outro profissional.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Entendo sua frustração. Na psicanálise, o trabalho com alguém que vive o sofrimento do TOC passa pela escuta atenta, sem imposições ou direcionamentos rígidos. É importante que você possa falar livremente sobre o que atravessa sua vida, incluindo seu histórico, seus sintomas e sua relação com eles. Esse espaço de fala é essencial para começar a entender o que seu TOC significa para você. Se você sentiu que não foi acolhido ou escutado como esperava, talvez buscar outro profissional que se alinhe melhor às suas expectativas seja o caminho mais produtivo. A relação com o terapeuta é um ponto chave no processo.


  • A síndrome do impostor é uma doença mental? .

    A síndrome do impostor é uma doença mental? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! A síndrome do impostor não é considerada uma doença mental, mas um fenômeno psicológico que revela uma relação conflituosa com o próprio desejo e com o reconhecimento do Outro. Na psicanálise, pode ser vista como uma dificuldade em sustentar o lugar simbólico que se ocupa, como se o sujeito se colocasse fora da legitimidade de suas conquistas. Há uma constante tentativa de escapar do olhar do Outro, temendo ser desmascarado. O trabalho analítico busca investigar o que está em jogo nessa relação com a falta e com o desejo, ajudando o sujeito a ressignificar sua posição frente a essas vivências.


  • Olá, os pensamentos intensivos estão ligados à ansiedade? É possível diminuir os pensamentos intensi

    Olá, os pensamentos intensivos estão ligados à ansiedade? É possível diminuir os pensamentos intensivos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Olá! Os pensamentos intensivos podem estar ligados à ansiedade, mas também a algo que escapa ao teu controle, como uma tentativa inconsciente de dar conta de um mal-estar que não se resolve apenas pelo pensamento. Quanto mais tentas afastá-los, mais parecem insistir, não é? Na psicanálise, o que importa não é simplesmente eliminá-los, mas compreender o que eles estão dizendo sobre ti. Ao dar-lhes espaço na fala, sem querer domá-los de imediato, é possível que percam a força e deixem de te dominar da mesma forma.


  • Estou me sentindo muito esgotada com o meu trabalho, faculdade e uma única folga na semana. O horári

    Estou me sentindo muito esgotada com o meu trabalho, faculdade e uma única folga na semana. O horário de trabalho está afetando minha saúde, e sinto que não tenho tempo para mim mesma nem para estágio. Quais estratégias eu poderia adotar para melhorar meu equilíbrio entre trabalho, estudos e cuidados pessoais? E como devo perceber que isso não serve para mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    Sentir-se esgotada é um sinal de que algo no ritmo atual está excedendo seus limites. Na psicanálise, a questão seria explorar o que está em jogo para você ao manter essa rotina: quais desejos, pressões ou fantasias a sustentam nesse esforço? Antes de buscar estratégias práticas, seria importante entender o que, em sua posição, torna difícil reconhecer seus próprios limites. O momento de perceber que “isso não serve para mim” não é uma regra externa, mas algo que emerge quando você se permite escutar o impacto que essa dinâmica tem em sua vida. Um espaço de análise poderia ajudar a desvendar isso.


  • Quais as consequências do ciúme patológico ? .

    Quais as consequências do ciúme patológico ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Luíza Pedroso Cunha

    O ciúme patológico pode corroer vínculos, gerando controle excessivo, desconfiança paranoica e sofrimento psíquico intenso. Frequentemente, esconde uma insegurança narcísica e o medo de abandono, projetando no outro a própria fragilidade. Pode levar a comportamentos agressivos e ao isolamento, perpetuando um ciclo de angústia. A análise pode ajudar a desvendar suas raízes inconscientes.


Perguntas frequentes

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