Perguntas do paciente (203)

  • A ansiedade crónica pode provocar fraqueza muscular? Se sim, pode persistir durante semanas pelo hip

    A ansiedade crónica pode provocar fraqueza muscular? Se sim, pode persistir durante semanas pelo hiperfoco no sintoma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Sim, a ansiedade crônica pode provocar fraqueza muscular. Quando uma pessoa experimenta ansiedade de forma constante, isso pode gerar uma tensão muscular prolongada, afetando a força e a resistência dos músculos. O estresse contínuo ativa o sistema nervoso simpático, o que gera uma resposta física de "luta ou fuga", resultando na liberação de hormônios como a adrenalina. Esse processo, por sua vez, pode aumentar a tensão nos músculos e, com o tempo, causar sensação de fraqueza muscular.

    Além disso, o hiperfoco nos sintomas da ansiedade pode agravar ainda mais essa sensação de fraqueza. Quando uma pessoa está excessivamente focada no seu corpo e nos sintomas físicos, pode aumentar a percepção do desconforto. A atenção constante ao sintoma faz com que ele se torne mais proeminente, o que pode perpetuar o ciclo de ansiedade e tensão muscular, fazendo com que a fraqueza persista por um longo período, como semanas.

    Esse ciclo pode ocorrer porque a constante ativação do sistema nervoso e o estresse psicológico aumentam a tensão muscular, tornando difícil relaxar e aliviar a sensação de fraqueza. A percepção de fraqueza também pode ser amplificada pela atenção que você dá ao sintoma, o que mantém a ansiedade em um ciclo contínuo.

    Para lidar com isso, é importante buscar formas de reduzir o estresse, como técnicas de relaxamento (como meditação, respiração profunda, yoga), além de considerar o acompanhamento de um profissional de saúde mental para ajudar a tratar a ansiedade crônica. O tratamento pode incluir psicoterapia, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a modificar os padrões de pensamento e comportamento relacionados à ansiedade, e, em alguns casos, medicação prescrita por um psiquiatra.


  • Os formigamentos provocados pela ansiedade podem ter periodos em que desaparecem e depois voltam?

    Os formigamentos provocados pela ansiedade podem ter periodos em que desaparecem e depois voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Sim, os formigamentos provocados pela ansiedade podem desaparecer e depois voltar em períodos distintos. Isso ocorre devido à natureza intermitente da ansiedade e seus efeitos no corpo. Quando uma pessoa experimenta episódios de ansiedade, o corpo ativa a resposta de "luta ou fuga", liberando hormônios como a adrenalina e alterando a circulação sanguínea. Isso pode causar uma série de sintomas físicos, incluindo formigamento ou sensação de dormência, especialmente nas extremidades (como mãos, pés, ou rosto).

    Esses sintomas podem surgir e desaparecer conforme os níveis de estresse ou ansiedade variam ao longo do tempo. Por exemplo, você pode experimentar formigamento em momentos de maior ansiedade ou estresse, e, quando a ansiedade diminui, os sintomas podem desaparecer temporariamente. No entanto, se a ansiedade persistir ao longo do tempo, os formigamentos podem voltar em outros momentos, especialmente durante períodos de maior tensão ou estresse emocional.

    O ciclo de aparecimento e desaparecimento dos sintomas de formigamento pode estar relacionado ao nível de ansiedade, bem como à forma como o corpo reage a esses sentimentos. Quando a ansiedade é mais intensa, os sintomas físicos podem ser mais pronunciados, e quando a ansiedade diminui, os sintomas podem desaparecer ou se tornar menos intensos.

    Se esses formigamentos estiverem acontecendo com frequência ou se causarem preocupação, é importante consultar um médico ou um profissional de saúde mental. Isso ajudará a descartar outras causas possíveis e permitirá que você explore estratégias para lidar com a ansiedade e seus efeitos físicos.


  • O hiperfoco num sintoma pode exacerbá-lo? Por exemplo, fraqueza física, corpo trémulo etc?

    O hiperfoco num sintoma pode exacerbá-lo? Por exemplo, fraqueza física, corpo trémulo etc?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Sim, o hiperfoco em um sintoma pode exacerbá-lo. Isso ocorre porque nossa atenção tem um impacto significativo na forma como percebemos e experimentamos sensações físicas. Quando concentramos intensamente nossa atenção em um sintoma, como fraqueza ou tremores, tendemos a intensificar a percepção desses sintomas, tornando-os mais evidentes ou desconfortáveis. Isso é especialmente comum em pessoas com ansiedade ou transtornos psicossomáticos.

    Como isso funciona?
    Ciclo de ansiedade: O foco em uma sensação física pode gerar preocupação, o que aumenta a ansiedade. A ansiedade, por sua vez, pode amplificar os sintomas físicos (como tremores, fraqueza ou palpitações), criando um ciclo vicioso.
    Hipervigilância corporal: Quando você presta muita atenção ao corpo, pequenos sinais normais ou insignificantes podem parecer muito maiores ou mais graves do que realmente são.
    Sensibilização: Quanto mais você se concentra em um sintoma, mais o cérebro interpreta que aquilo é uma "ameaça" ou algo importante, o que amplifica a resposta do sistema nervoso.
    O que fazer para lidar com isso?
    Redirecione o foco: Envolva-se em atividades que ocupem sua mente, como leitura, exercício físico leve ou hobbies.
    Pratique técnicas de relaxamento: Respiração diafragmática, meditação ou mindfulness podem ajudar a acalmar a mente e reduzir a percepção dos sintomas.
    Questione os pensamentos: Pergunte-se se o sintoma realmente representa uma ameaça ou se está sendo amplificado pela sua atenção.
    Procure apoio psicológico: Terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajudam a identificar e modificar padrões de pensamento que contribuem para o hiperfoco e a exacerbação dos sintomas.
    Evite autodiagnósticos: Resistir à tentação de pesquisar ou analisar excessivamente os sintomas pode ajudar a evitar mais ansiedade.
    Se você sente que isso está afetando muito sua qualidade de vida, buscar ajuda profissional com um psicólogo ou psiquiatra é uma boa ideia. Eles podem ajudar a diferenciar entre sintomas reais e aqueles amplificados pela atenção excessiva, além de oferecer estratégias para gerenciá-los.


  • Ja tenho 2 meses com dor na nuca. E a clinico falou que to com ansiedade tomando esse remdio vai pas

    Ja tenho 2 meses com dor na nuca. E a clinico falou que to com ansiedade tomando esse remdio vai passar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Sentir dores na nuca por dois meses pode ser um sintoma relacionado à ansiedade, mas é importante considerar outros fatores que podem estar contribuindo para esse desconforto. Dores musculares, especialmente na região do pescoço e da nuca, são comuns em pessoas ansiosas devido à tensão muscular gerada pelo estado constante de alerta ou estresse.

    Sobre o tratamento com o remédio prescrito pelo clínico:
    O medicamento pode ser um ansiolítico ou antidepressivo, dependendo do diagnóstico.
    Caso a dor esteja relacionada à ansiedade, o remédio poderá ajudar a reduzir os sintomas gerais de ansiedade, incluindo tensão muscular.
    No entanto, a melhora pode levar algumas semanas, dependendo do tipo de medicamento e da resposta do seu organismo.
    O que mais pode ser feito?
    Além de seguir o tratamento médico, você pode complementar com estratégias que ajudam a aliviar a tensão muscular e melhorar o bem-estar geral:

    Práticas de Relaxamento:

    Exercícios de respiração profunda.
    Técnicas de mindfulness ou meditação.
    Alongamentos e Cuidados com a Postura:

    Fazer alongamentos específicos para a região do pescoço e dos ombros.
    Prestar atenção à postura ao usar o computador ou celular.
    Atividade Física Regular:

    Exercícios como ioga, pilates ou caminhadas podem reduzir a tensão muscular e melhorar o humor.
    Massagens ou Fisioterapia:

    Massagens terapêuticas ou sessões de fisioterapia podem ajudar a aliviar a dor persistente.
    Psicoterapia:

    Se a ansiedade for um fator significativo, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser uma excelente aliada para lidar com os gatilhos emocionais e melhorar a qualidade de vida.
    Quando procurar ajuda novamente?
    Se, mesmo seguindo o tratamento e adotando essas práticas, a dor na nuca persistir ou piorar, é importante retornar ao médico. Outras causas, como problemas de coluna, tensão muscular crônica ou enxaquecas, podem precisar ser investigadas.

    Como você se sente emocionalmente e fisicamente além da dor? Se houver outros sintomas, como cansaço extremo ou irritabilidade, eles podem ser pistas importantes para ajustar o tratamento.


  • O portador do toc pode desenvolver esquizofrenia? Tenho medo de ficar esquizofrenica

    O portador do toc pode desenvolver esquizofrenia?
    Tenho medo de ficar esquizofrenica

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Ter Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) não significa que você irá desenvolver esquizofrenia. Embora existam algumas conexões entre os transtornos de ansiedade, como o TOC, e outros transtornos psiquiátricos, eles são condições distintas com causas e manifestações diferentes. Vamos entender melhor:

    Diferenças entre TOC e Esquizofrenia
    TOC:

    Caracterizado por pensamentos obsessivos (intrusivos e indesejados) e compulsões (comportamentos repetitivos para aliviar a ansiedade).
    A pessoa geralmente tem consciência de que seus pensamentos são irracionais ou exagerados, o que gera sofrimento.
    Não envolve perda de contato com a realidade.
    Esquizofrenia:

    Inclui sintomas psicóticos, como delírios (crenças falsas) e alucinações (percepções irreais, como ouvir vozes).
    A pessoa pode perder o contato com a realidade, dificultando o reconhecimento de que algo está errado.
    Não é causado por TOC, embora em raros casos os dois transtornos possam coexistir.
    Por que o medo de desenvolver esquizofrenia é comum em pessoas com TOC?
    Pensamentos intrusivos: Pessoas com TOC frequentemente têm pensamentos assustadores ou irracionais que geram medo de "perder o controle" ou "enlouquecer".
    Hipervigilância: A ansiedade faz com que você fique mais atenta a sinais de algo errado, aumentando o medo de desenvolver outra condição.
    Desinformação: A crença de que TOC pode levar à esquizofrenia não é sustentada por estudos; a relação entre os dois é extremamente rara.
    É possível TOC e Esquizofrenia ocorrerem juntos?
    Casos em que TOC e esquizofrenia coexistem são chamados de TOC esquizotípico ou TOC com sintomas psicóticos, mas isso é muito incomum.
    Na maioria das vezes, uma pessoa com TOC não desenvolverá esquizofrenia.
    O que você pode fazer para lidar com esse medo?
    Buscar Ajuda Profissional:

    Converse com seu terapeuta ou psiquiatra sobre esses pensamentos. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudar a desafiar e reduzir o medo de "ficar esquizofrênica".
    Se você já está em tratamento para o TOC, informe o profissional sobre esses pensamentos específicos.
    Entenda seus Pensamentos:

    Reconheça que pensamentos intrusivos sobre desenvolver esquizofrenia são parte do TOC.
    Evite buscar validação constante ou pesquisar obsessivamente sobre esquizofrenia, pois isso pode alimentar o ciclo de ansiedade.
    Pratique Técnicas de Relaxamento:

    Atividades como meditação, exercícios físicos e respiração profunda ajudam a reduzir a ansiedade geral.
    Medicamentos (se necessário):

    Em alguns casos, o psiquiatra pode ajustar a medicação para ajudar a reduzir os pensamentos obsessivos e o medo intenso.
    Lembre-se de que você não está sozinha, e o medo de algo grave é uma característica comum do TOC. O mais importante é buscar apoio e confiar no seu tratamento. Você está no caminho certo ao cuidar da sua saúde mental!


  • Se os pais forem A+ quais são os tipos que o Filho poderia ser?

    Se os pais forem A+ quais são os tipos que o Filho poderia ser?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Quando ambos os pais têm o tipo sanguíneo A+, o tipo sanguíneo do filho é determinado pelos alelos dos pais para o sistema ABO e pelo fator Rh. Veja como isso funciona:

    Sistema ABO
    Cada pai contribui com um alelo do sistema ABO (A ou O, no caso de pais tipo A).
    O tipo sanguíneo A pode resultar dos genótipos AA ou AO.
    Se ambos os pais forem A, o filho pode ter:
    Tipo A (genótipos AA ou AO).
    Tipo O (genótipo OO), se ambos os pais contribuírem com o alelo O.
    Fator Rh
    O fator Rh + indica que a pessoa pode ser Rh+Rh+ (homozigoto) ou Rh+Rh- (heterozigoto).
    Se ambos os pais forem Rh+, o filho pode ser:
    Rh+, se herdar pelo menos um alelo Rh+.
    Rh-, se ambos os pais forem heterozigotos (Rh+Rh-) e transmitirem o alelo Rh-.
    Tipos Sanguíneos Possíveis
    Com base nesses fatores, o filho de dois pais A+ pode ter os seguintes tipos sanguíneos:

    A+
    A-
    O+
    O-
    Resumo
    O tipo do filho depende dos alelos ABO e do fator Rh transmitidos pelos pais.
    A combinação de genótipos possíveis resulta em uma variedade limitada de tipos sanguíneos para o filho.


  • Olá. No Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC) as obsessões podem ser pessoas?

    Olá. No Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC) as obsessões podem ser pessoas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Sim, no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), as obsessões podem estar relacionadas a pessoas. As obsessões são pensamentos, imagens ou impulsos intrusivos, recorrentes e indesejados, que causam ansiedade ou desconforto significativo. Quando a obsessão está relacionada a uma pessoa, isso pode se manifestar de diferentes formas, como:

    Preocupação Excessiva com Alguém:
    A pessoa pode ter pensamentos repetitivos sobre o bem-estar ou segurança de alguém próximo, mesmo que não haja motivos concretos para isso.

    Dúvidas e Medos Sobre Relacionamentos:
    Indivíduos com TOC podem questionar constantemente seus sentimentos ou os sentimentos da outra pessoa em um relacionamento, temendo não estarem à altura ou não serem amados.

    Pensamentos Intrusivos Sobre Alguém:
    Esses pensamentos podem ser negativos ou desconfortáveis, como imaginar fazer algo prejudicial a uma pessoa ou ter impulsos agressivos, mesmo que a pessoa com TOC não tenha a intenção de agir sobre eles.

    Foco Excessivo em Alguém Admirado:
    Isso pode incluir uma idealização obsessiva ou a necessidade de agradar ou obter aprovação constante dessa pessoa.

    Medos Relacionados à Perda ou Rejeição:
    A pessoa com TOC pode se fixar em pensamentos de que será abandonada ou rejeitada por alguém importante, mesmo sem evidências para sustentar esse medo.

    Diferença de Obsessões Comuns e Relacionadas a Pessoas
    Embora seja normal pensar frequentemente em pessoas importantes para nós, no TOC essas obsessões são acompanhadas por:

    Ansiedade intensa ou desconforto.
    Sensação de falta de controle sobre os pensamentos.
    Comportamentos compulsivos para aliviar a ansiedade (como checar, buscar confirmação ou evitar a pessoa).
    Se você ou alguém próximo apresenta esse tipo de obsessão, procurar ajuda de um profissional qualificado, como um psicólogo ou psiquiatra, é essencial para avaliar e tratar adequadamente o TOC.


  • Tenho ansiedade e ultimamente tou sentindo falta de ar 24 horas por dia uma sensação horrível até ms

    Tenho ansiedade e ultimamente tou sentindo falta de ar 24 horas por dia uma sensação horrível até msm quando não tou pensando em nada de ruim
    O que eu posso fazer pra tentar acabar com essa falta de ar constante?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Sentir falta de ar constante, especialmente com ansiedade, pode ser angustiante. Embora a sensação seja real e desconfortável, ela é frequentemente desencadeada pela resposta do corpo ao estresse e à ansiedade, e não por um problema físico nos pulmões ou no coração. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar:

    1. Técnicas de Respiração para Reduzir a Falta de Ar
    Controlar a respiração pode aliviar os sintomas de falta de ar. Tente praticar regularmente:

    Respiração diafragmática (abdominal):
    Sente-se ou deite-se confortavelmente.
    Coloque uma mão no peito e outra no abdômen.
    Inspire profundamente pelo nariz, deixando o abdômen se expandir enquanto o peito permanece imóvel.
    Expire lentamente pela boca, sentindo o abdômen descer.
    Repita por 5 a 10 minutos.
    Respiração em 4-7-8:
    Inspire pelo nariz por 4 segundos.
    Segure o ar por 7 segundos.
    Expire lentamente pela boca por 8 segundos.
    Repita de 4 a 8 vezes.
    Essas técnicas ajudam a reduzir a hiperventilação e a sensação de sufocamento.

    2. Identifique Gatilhos e Pratique o Relaxamento
    Mesmo quando você não está pensando em algo negativo, seu corpo pode estar em um estado de "alerta" por causa da ansiedade. Trabalhe para reduzir isso:

    Identifique situações que possam estar agravando a ansiedade (como falta de sono, consumo de cafeína, ou estresse acumulado).
    Técnicas de relaxamento:
    Meditação guiada.
    Yoga suave.
    Escutar músicas relaxantes.
    3. Atividades Físicas
    Exercícios aeróbicos leves, como caminhadas ou alongamentos, podem ajudar a regular a respiração e aliviar a tensão do corpo. Experimente incluir atividades físicas diárias para equilibrar o sistema nervoso.

    4. Reestruturação Cognitiva
    Trabalhar com um terapeuta ou psicólogo pode ajudar a identificar e reestruturar pensamentos automáticos relacionados à ansiedade que podem estar exacerbando a sensação de falta de ar. Isso pode ser feito por meio da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

    5. Evite Gatilhos Físicos
    Certos fatores podem piorar a falta de ar associada à ansiedade:

    Reduza o consumo de cafeína e nicotina.
    Mantenha uma boa postura ao sentar, para permitir uma respiração mais fácil.
    Evite ambientes muito quentes ou frios, que podem intensificar a sensação.
    6. Considere Avaliação Médica
    Embora a ansiedade seja uma causa comum de falta de ar, é sempre bom descartar condições físicas que possam contribuir para o problema, como:

    Asma ou alergias.
    Problemas cardíacos.
    Condições respiratórias, como sinusite crônica.
    Se você já passou por uma avaliação médica e sabe que a falta de ar está ligada à ansiedade, o foco deve ser no tratamento da ansiedade.

    7. Medicamentos e Tratamento
    Se a falta de ar for persistente e estiver interferindo na sua qualidade de vida, converse com um psiquiatra sobre medicações que podem ajudar a reduzir a ansiedade de base.
    A combinação de medicamentos e psicoterapia é muito eficaz em casos de ansiedade mais intensa.
    Dica Final
    Mantenha um diário para rastrear quando e onde os sintomas são mais intensos. Isso pode ajudar a identificar padrões ou gatilhos e compartilhar informações úteis com seu psicólogo ou médico.

    Você não está sozinho, e com o tratamento certo, é possível aliviar essa sensação constante.


  • Quais são as diferenças entre as alucinações auditivas e a voz da nossa cabeça? As vezes quando eu v

    Quais são as diferenças entre as alucinações auditivas e a voz da nossa cabeça? As vezes quando eu vou dormir, surgem várias vozes na minha cabeça ao mesmo tempo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    A diferença entre alucinações auditivas e a "voz da nossa cabeça" (diálogo interno) está na natureza, origem e impacto dessas experiências. Vamos detalhar os dois casos e abordar o que você descreveu:

    1. Voz da Nossa Cabeça (Diálogo Interno)
    O diálogo interno é uma parte normal da experiência humana e refere-se ao pensamento verbalizado internamente.

    Origem: É gerado pela mente consciente como parte da reflexão, planejamento ou autorregulação emocional.
    Características:
    Controlável: Você pode parar ou redirecionar esse diálogo.
    Coerente: Geralmente está relacionado a seus pensamentos, memórias ou preocupações.
    Não interfere na percepção da realidade.
    2. Alucinações Auditivas
    As alucinações auditivas são percepções auditivas que ocorrem sem estímulos externos.

    Origem: Geralmente associadas a condições psiquiátricas ou neurológicas, como esquizofrenia, transtorno bipolar, privação de sono, uso de substâncias ou até estresse extremo.
    Características:
    Incontroláveis: A pessoa não consegue bloquear as vozes ou sons.
    Experiência realista: Parecem vir de fora da cabeça, como se alguém estivesse falando.
    Podem ser perturbadoras: Muitas vezes são críticas, ameaçadoras ou imperativas.
    Impactam a percepção da realidade.
    Várias Vozes ao Mesmo Tempo ao Tentar Dormir
    O que você descreveu pode ser hipnagogia, que é um estado de transição entre a vigília e o sono. Durante esse estado, é comum vivenciar:

    Vozes sobrepostas: Sons ou falas rápidas, desconexas, que parecem vir de fora ou de dentro da mente.
    Imagens ou pensamentos intrusivos.
    Ruídos imaginários: Como zumbidos, cliques ou músicas.
    Essas experiências não são consideradas alucinações patológicas, mas podem ser intensificadas por:

    Estresse ou ansiedade.
    Privação de sono.
    Cansaço físico ou mental.
    Quando se Preocupar?
    Se as vozes:

    Acontecem frequentemente fora do estado de transição para o sono.
    São perturbadoras, ameaçadoras ou críticas.
    Afetam sua capacidade de funcionar no dia a dia.
    É importante procurar um profissional, como um psiquiatra ou psicólogo, para avaliar a situação. Esses sintomas podem estar associados a transtornos psicológicos ou neurológicos que precisam de atenção.

    Você se sente ansioso ou incomodado com essas vozes? Posso ajudar com técnicas para aliviar o estresse antes de dormir.


  • Uma pessoa com toc de pensamentos repugnantes, pode não ter compulsões?

    Uma pessoa com toc de pensamentos repugnantes, pode não ter compulsões?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Sim, é possível que uma pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tenha somente obsessões (como os pensamentos repugnantes), mas não manifeste compulsões. Esse tipo de TOC é conhecido como TOC "obsessivo puro" ou TOC sem compulsões visíveis.

    Como funciona o TOC sem compulsões:
    Obsessões: São pensamentos intrusivos, repetitivos e indesejados que causam grande desconforto. No caso que você mencionou, podem ser pensamentos repugnantes, violentos ou de cunho sexual, que geram angústia na pessoa.
    Compulsões: São comportamentos ou atos mentais que a pessoa sente que precisa realizar para reduzir a ansiedade ou prevenir algo negativo, frequentemente associados às obsessões. No caso do TOC sem compulsões visíveis, a pessoa pode não realizar ações físicas, mas pode tentar neutralizar os pensamentos ou evitar situações que possam desencadear esses pensamentos.
    Exemplos de comportamentos compensatórios sem compulsões visíveis:
    Rituais mentais: Como rezar, contar, fazer cálculos mentais ou repetir frases internamente.
    Evitamento: Evitar situações, objetos ou pessoas que possam desencadear os pensamentos obsessivos.
    Dúvidas excessivas: Repetir mentalmente o que já foi feito ou questionar constantemente se algo foi feito de maneira "correta" para aliviar a ansiedade.
    Importância do diagnóstico e tratamento:
    Mesmo que uma pessoa com esse tipo de TOC não tenha compulsões visíveis, os pensamentos obsessivos podem ser extremamente perturbadores e prejudicar a qualidade de vida. O tratamento é essencial, e pode incluir:

    Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): A técnica de exposição e prevenção de resposta (EPR) é comumente usada, ajudando a pessoa a confrontar seus pensamentos sem recorrer a comportamentos de neutralização (compulsões).
    Medicação: Os antidepressivos da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) podem ser eficazes para reduzir os sintomas do TOC.
    Se você se identifica com esse quadro, buscar ajuda profissional pode ser um passo importante para melhorar a qualidade de vida e lidar com os sintomas de maneira mais eficaz.


  • Um Borderline pode ser inteligente Melhorar o raciocínio ser inteligente e memoria de longo prazo ou

    Um Borderline pode ser inteligente Melhorar o raciocínio ser inteligente e memoria de longo prazo ou e deficiente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não é, de forma alguma, inerentemente "deficiente" em inteligência, raciocínio ou memória de longo prazo. Na verdade, muitas pessoas com TPB são extremamente inteligentes, criativas e possuem uma sensibilidade emocional que pode ser uma força quando bem trabalhada. Vamos explorar como o TPB pode afetar essas áreas:

    1. Inteligência e Raciocínio
    Não há relação direta entre TPB e inteligência. O transtorno está relacionado à regulação emocional e ao comportamento interpessoal, não à capacidade intelectual.
    Pessoas com TPB podem demonstrar:
    Raciocínio rápido: Muitas vezes fruto de alta sensibilidade e observação.
    Criatividade acima da média: Relacionada a uma intensa conexão emocional com o mundo.
    Capacidade de aprender e se adaptar: Especialmente quando recebem tratamento adequado.
    2. Memória de Longo Prazo
    O TPB não compromete estruturalmente a memória de longo prazo. Porém, fatores associados ao transtorno, como traumas, ansiedade ou episódios intensos de desregulação emocional, podem influenciar:
    Lembranças mais vívidas ou intensas de eventos emocionais.
    Dificuldade em recordar informações menos emocionalmente significativas devido à atenção concentrada em aspectos emocionais.
    Com suporte terapêutico, estratégias de mindfulness e treino cognitivo, é possível melhorar o uso da memória e gerenciar esses desafios.

    3. Possibilidades de Melhorar o Raciocínio e a Memória
    Assim como qualquer outra pessoa, indivíduos com TPB podem desenvolver e aprimorar habilidades cognitivas:

    Treinamento Cognitivo: Atividades que estimulam a mente, como jogos de lógica ou leitura.
    Estabilidade emocional: Tratamentos como terapia dialética-comportamental (DBT) ajudam a regular emoções, facilitando o foco e a produtividade.
    Hábitos saudáveis: Alimentação equilibrada, exercícios e sono regular têm um impacto positivo no funcionamento cognitivo.
    Conclusão
    O TPB não define as habilidades intelectuais de uma pessoa. Apesar das dificuldades emocionais, muitas pessoas com TPB são extremamente capazes e podem alcançar grande sucesso acadêmico, profissional e pessoal, especialmente com suporte adequado.

    Se você sente que o transtorno está afetando essas áreas, buscar terapia e trabalhar em estratégias específicas pode trazer grandes melhorias. Se precisar, estou aqui para ajudar!


  • Quando a ansiedade social e genética e mais difícil controlar ou tratar ?

    Quando a ansiedade social e genética e mais difícil controlar ou tratar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    A ansiedade social pode ter uma base genética em algumas pessoas, o que significa que a predisposição para desenvolvê-la pode ser herdada dos pais. Se a ansiedade social for genética, ela pode ser mais difícil de controlar ou tratar, porque há uma tendência biológica para a pessoa desenvolver esses sintomas. No entanto, isso não significa que seja impossível de controlar ou melhorar.

    Existem diversos fatores que influenciam o desenvolvimento e o tratamento da ansiedade social, como o ambiente, as experiências de vida e os comportamentos aprendidos. Mesmo que a predisposição genética desempenhe um papel, fatores como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), técnicas de relaxamento e, em alguns casos, medicamentos, podem ser altamente eficazes no controle dos sintomas.

    A TCC, por exemplo, é uma abordagem bem estabelecida no tratamento da ansiedade social, pois ajuda a pessoa a entender e mudar os pensamentos e comportamentos que alimentam a ansiedade. A medicação, como antidepressivos ou ansiolíticos, também pode ser uma opção em casos mais graves, ajudando a reduzir os sintomas e permitindo que a pessoa se beneficie melhor das terapias.

    Portanto, embora a ansiedade social possa ser mais desafiadora para quem tem uma predisposição genética, ainda é possível gerenciar e até superar a condição com tratamento adequado, apoio psicológico e, quando necessário, medicação.


  • Eu não estou sentindo nada! Não consigo mais me preocupar com o que antes me preocupava, e não estou

    Eu não estou sentindo nada! Não consigo mais me preocupar com o que antes me preocupava, e não estou tendo paciência pra interagir com outras pessoas. (Me dá uma preguiça,as vezes irritação ou pior as vezes eu não consigo entender o que ela quis dizer) to parecendo que estou em transe,como se não estivesse aqui. Nem as coisas que antes me deixavam com medo,eu sinto mais....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    O que você descreve pode ser um sintoma chamado despersonalização ou desrealização, que são experiências comuns em situações de estresse extremo, ansiedade crônica, depressão ou até mesmo esgotamento emocional. Nesses estados, a pessoa pode se sentir desconectada de si mesma, das suas emoções ou do ambiente ao redor, como se estivesse vivendo em "piloto automático" ou como um espectador de sua própria vida.

    Por que isso acontece?
    Esses sintomas são uma resposta do cérebro para lidar com estresse ou emoções intensas. É como se ele "desligasse" algumas funções para proteger você de sobrecarga emocional. Apesar de parecer assustador, esse mecanismo é temporário na maioria dos casos e pode melhorar com suporte adequado.

    O que fazer para lidar com isso?
    Aqui estão algumas estratégias para ajudar você a lidar com essa sensação e buscar ajuda:

    1. Reconheça o que está acontecendo
    Entenda que esse estado de "transe" ou desconexão emocional é um sintoma, não um problema permanente ou sinal de que algo está "quebrado" em você.
    Aceitar o que está acontecendo é um primeiro passo para lidar melhor com a situação.
    2. Reconecte-se ao momento presente
    Práticas que ajudam você a se sentir mais "presente" no agora podem ser úteis:

    Exercício de grounding (aterramento): Concentre-se nos seus sentidos. Por exemplo:
    Observe 5 coisas que você pode ver.
    Identifique 4 coisas que você pode tocar.
    Escute 3 sons ao seu redor.
    Note 2 cheiros que você pode perceber.
    Saboreie algo e descreva o gosto.
    Respiração consciente: Faça respirações lentas e profundas, focando na entrada e saída do ar.
    3. Priorize o autocuidado
    Durma o suficiente, mesmo que precise ajustar a rotina.
    Tenha uma alimentação balanceada.
    Mantenha o corpo ativo, mesmo com pequenas caminhadas.
    4. Explore suas emoções
    Essa sensação de "não sentir nada" pode ser uma maneira de evitar ou suprimir emoções difíceis. Um terapeuta pode ajudar você a explorar o que está acontecendo emocionalmente de maneira segura.

    5. Evite se isolar
    Mesmo que a interação com outras pessoas pareça cansativa, tente manter algum contato social, mesmo que seja breve. Conexões humanas são importantes para restaurar sua vitalidade emocional.

    6. Busque ajuda profissional
    Psicoterapia: Terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou a terapia baseada em mindfulness podem ser eficazes para lidar com despersonalização, estresse e desconexão emocional.
    Psiquiatria: Se os sintomas persistirem e afetarem sua qualidade de vida, um psiquiatra pode avaliar se alguma medicação pode ajudar a aliviar essa sensação e tratar possíveis condições subjacentes, como depressão ou ansiedade.
    Por que buscar ajuda é importante?
    Esses sintomas podem ser sinais de algo mais profundo, como esgotamento emocional, depressão ou ansiedade. Ignorá-los pode fazer com que eles se intensifiquem. Com o tratamento certo, é possível recuperar a conexão consigo mesmo e com o mundo ao redor. Lembre-se: você não está sozinho, e existem caminhos para se sentir melhor.


  • Boa tarde. Preciso viajar de avião pela primeira vez agora em dezembro, mas estou com muito medo. T

    Boa tarde.
    Preciso viajar de avião pela primeira vez agora em dezembro, mas estou com muito medo. Tenho TAG e ataques de pânico, já iniciei a terapia mas ainda não percebo uma melhora. O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Entendo que essa situação de viajar de avião pela primeira vez, especialmente com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e ataques de pânico, pode ser muito desafiadora. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudá-lo a lidar melhor com essa experiência:

    1. Preparação Antecipada
    Conheça o processo: Tente se familiarizar com todos os aspectos da viagem (procedimentos de check-in, segurança no aeroporto, como será o voo, o que esperar durante o voo, etc.). Isso pode ajudar a diminuir a ansiedade com o desconhecido.
    Pesquise sobre o voo: Verifique os detalhes do voo, como a duração, o tipo de aeronave e o tempo de turbulência. Saber o que esperar pode ajudar a reduzir a ansiedade.
    2. Técnicas de Relaxamento
    Respiração profunda: Pratique técnicas de respiração profunda para acalmar o corpo e a mente. A respiração lenta e profunda pode ser uma maneira eficaz de controlar os sintomas do pânico.
    Exercícios de relaxamento muscular progressivo: Essa técnica envolve relaxar e contrair gradualmente os músculos para reduzir o estresse físico e mental.
    3. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
    Como você já iniciou a terapia, continue trabalhando com seu terapeuta para explorar como pode enfrentar os pensamentos ansiosos que surgem em relação ao voo. A TCC é eficaz no tratamento de TAG e ataques de pânico, ajudando a modificar os padrões de pensamento distorcidos e a criar estratégias de enfrentamento.
    Exposição gradual: Dependendo do seu progresso na terapia, seu terapeuta pode sugerir a exposição gradual à situação (expor-se de forma controlada à ideia de viajar, ou até visitar o aeroporto), para reduzir a intensidade do medo ao longo do tempo.
    4. Preparação para o Dia da Viagem
    Chegue cedo ao aeroporto: Isso pode ajudar a reduzir o estresse de última hora.
    Leve itens confortáveis: Traga algo que te acalme durante a viagem, como fones de ouvido para ouvir música relaxante, livros, ou até algo para distrair sua mente.
    Fale com a equipe do voo: Se sentir que pode ser útil, avise os comissários de bordo sobre sua condição. Eles estão treinados para ajudar passageiros com dificuldades emocionais e podem ser mais compreensivos e apoiar você durante o voo.
    5. Uso de Medicamentos (Se indicado pelo médico)
    Medicação ansiolítica: Em alguns casos, medicamentos como ansiolíticos podem ser prescritos para ajudar a controlar a ansiedade durante a viagem. É importante discutir com seu médico se essa seria uma opção adequada para você.
    6. Foco no presente
    Quando os pensamentos de pânico começarem a surgir, concentre-se no momento presente. Tente ancorar-se com o ambiente ao seu redor: olhe para o que está ao seu redor, ouça música ou leia. Evitar pensar no futuro (o que pode ou não acontecer) pode ajudar a diminuir a sensação de pânico.
    7. Suporte emocional
    Se possível, viaje com alguém de confiança que possa apoiá-lo durante a viagem, ou mantenha contato com um amigo ou familiar via celular. Ter alguém que você confia pode proporcionar conforto.
    Se os ataques de pânico forem intensos e prejudicarem o seu dia a dia, vale considerar conversar com seu médico para avaliar a possibilidade de ajustar seu tratamento, seja com ajustes na terapia ou com medicação específica para controlar os sintomas durante a viagem.

    Lembre-se de que, mesmo com a ansiedade, você pode gerenciar e lidar com a situação. Estar preparado e ter estratégias de enfrentamento pode fazer uma grande diferença.


  • Qual a diferença de psicoterapia comportamental e fenomenológica existencial?

    Qual a diferença de psicoterapia comportamental e fenomenológica existencial?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    A psicoterapia comportamental e a psicoterapia fenomenológica existencial são abordagens terapêuticas bastante diferentes, cada uma com sua teoria, técnica e foco. Aqui estão as principais diferenças entre elas:

    1. Fundamentos Teóricos e Filosóficos:
    Psicoterapia Comportamental: A psicoterapia comportamental, frequentemente associada à Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), tem uma base mais científica e objetiva. Ela se concentra na modificação de comportamentos observáveis e na mudança de padrões de pensamento disfuncionais. A teoria comportamental baseia-se em princípios da psicologia behaviorista, que estudam como os comportamentos são aprendidos e mantidos através de reforços e punições. O objetivo principal é ajudar os pacientes a adquirir comportamentos mais adaptativos e eficazes.

    Foco: Modificação de comportamentos e pensamentos disfuncionais.
    Técnicas: Reforço positivo e negativo, exposição gradual, treinamento de habilidades sociais, reestruturação cognitiva.
    Psicoterapia Fenomenológica Existencial: A psicoterapia fenomenológica existencial é influenciada pela filosofia existencial e fenomenologia, com destaque para pensadores como Jean-Paul Sartre, Martin Heidegger e Edmund Husserl. Ela se foca na experiência subjetiva do indivíduo, buscando compreender como ele vivencia o mundo e como se relaciona com sua própria existência. O objetivo é ajudar o paciente a encontrar significado em sua vida, explorar questões existenciais como liberdade, solidão, morte, identidade e responsabilidade.

    Foco: Exploração do sentido da vida, autenticidade e aceitação das questões existenciais.
    Técnicas: Escuta ativa, exploração da experiência subjetiva, questionamento das escolhas de vida, análise da angústia existencial.
    2. Enfoque Terapêutico:
    Psicoterapia Comportamental: A abordagem é mais prática e estruturada. O terapeuta trabalha com o paciente para identificar os comportamentos problemáticos e os pensamentos automáticos, buscando estratégias para mudar esses padrões. O foco está no aqui e agora, com intervenções específicas para resolver problemas imediatos.

    Psicoterapia Fenomenológica Existencial: O foco é mais na reflexão profunda sobre a vida do paciente, suas escolhas e sua experiência subjetiva. O terapeuta ajuda o paciente a explorar o sentido e as emoções por trás de seus comportamentos, sem tentar "consertá-los" diretamente. Em vez disso, busca-se compreender as causas existenciais subjacentes e o impacto emocional de suas decisões.

    3. Objetivos da Terapia:
    Psicoterapia Comportamental: O objetivo é a modificação de comportamentos problemáticos e o fortalecimento de habilidades de enfrentamento. O terapeuta define metas claras e tangíveis, com o foco na resolução de problemas e na mudança de padrões de pensamento e ação.

    Psicoterapia Fenomenológica Existencial: O objetivo é a exploração do ser e o aumento da autoconsciência. O foco está em ajudar o paciente a lidar com questões profundas da vida, como propósito, identidade e a aceitação das limitações humanas. Não se trata necessariamente de "resolver" problemas, mas de ajudar a pessoa a encontrar significado em sua jornada.

    4. Papel do Terapeuta:
    Psicoterapia Comportamental: O terapeuta é mais diretivo e ativo, conduzindo a terapia com técnicas específicas para modificar os comportamentos e pensamentos disfuncionais do paciente. O relacionamento terapêutico é importante, mas o foco é nas intervenções práticas.

    Psicoterapia Fenomenológica Existencial: O terapeuta adota um papel mais reflexivo e não diretivo, encorajando o paciente a explorar suas próprias experiências e respostas. A relação terapêutica é centrada na autenticidade e no acolhimento da experiência do paciente.

    5. Exemplos de Uso:
    Psicoterapia Comportamental: Pode ser eficaz para tratar transtornos de ansiedade, depressão, TOC, fobias, transtornos alimentares, entre outros, focando na modificação de comportamentos específicos e na mudança de pensamentos distorcidos.

    Psicoterapia Fenomenológica Existencial: É útil para pacientes que enfrentam crises existenciais, como angústia existencial, perda de sentido da vida, ou dificuldades com a identidade, além de ser eficaz para aqueles que buscam maior autoconhecimento e autenticidade.

    Conclusão:
    A psicoterapia comportamental é mais estruturada, focada em mudar comportamentos e pensamentos disfuncionais, com base em técnicas práticas.
    A psicoterapia fenomenológica existencial se foca em explorar a experiência subjetiva do paciente e questões existenciais mais profundas, com um enfoque mais filosófico e reflexivo sobre a vida.
    A escolha entre uma e outra depende das necessidades e objetivos do paciente. Algumas pessoas podem se beneficiar de uma abordagem mais direta e prática (comportamental), enquanto outras podem precisar de um espaço mais aberto para explorar questões existenciais e de identidade (fenomenológica existencial).


  • Sou viciado em jogos de azar. Cheguei em um ponto que o dinheiro não tem mais “valor” para mim. O di

    Sou viciado em jogos de azar. Cheguei em um ponto que o dinheiro não tem mais “valor” para mim. O dinheiro é apenas um mero número necessário para jogar mais. Se eu ganho no jogo, eu apenas uso o dinheiro para jogar mais (e eventualmente perco o que ganhei, é claro).
    Me sinto um lixo, arrasado, tenho vergonha de admitir meu vicio para minha esposa. Me sinto pessimo por esconder isso dela e mentir.
    Existe algum tratamento para superar esse vício?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Sim, existe tratamento para o vício em jogos de azar, e o fato de você estar reconhecendo o problema e buscando ajuda já é um passo muito importante. O vício em jogos é uma condição séria que afeta a saúde mental, emocional, e muitas vezes financeira, mas é possível superar com suporte adequado.

    Por que o vício em jogos acontece?
    O vício em jogos de azar, também chamado de jogo patológico ou transtorno do jogo, é considerado um transtorno do controle dos impulsos. Ele está relacionado a alterações no sistema de recompensa do cérebro, que fazem com que o ato de jogar libere dopamina (o "hormônio do prazer"). Com o tempo, o cérebro busca mais dopamina, aumentando a necessidade de continuar jogando.

    Além disso, o vício é alimentado por pensamentos distorcidos, como acreditar que “dessa vez vou recuperar o que perdi” ou “é só mais uma jogada”.

    Como tratar o vício em jogos de azar?
    1. Procure ajuda especializada
    Psicoterapia:
    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é particularmente eficaz no tratamento do vício em jogos, pois ajuda a identificar e mudar padrões de pensamento e comportamentos que levam ao jogo.
    Um terapeuta pode ajudar você a lidar com a vergonha e a desenvolver estratégias para resistir à vontade de jogar.
    Psiquiatria:
    Em alguns casos, medicamentos podem ser prescritos para tratar impulsividade, ansiedade ou depressão associadas ao vício.
    2. Participe de grupos de apoio
    Jogadores Anônimos (JA): É um programa baseado nos 12 passos, semelhante ao Alcoólicos Anônimos, mas voltado para quem tem problemas com jogos de azar. É gratuito e proporciona um ambiente de apoio onde você pode compartilhar experiências com outras pessoas que entendem o que você está passando.
    3. Reconstrua sua relação com o dinheiro
    Trabalhe com um psicólogo ou conselheiro financeiro para recuperar o valor emocional do dinheiro e criar um sistema que limite seu acesso imediato a fundos, especialmente para evitar impulsos de jogar.
    Delegue o controle financeiro para alguém de confiança, como sua esposa, para ajudar você a gerenciar melhor os recursos.
    4. Enfrente a vergonha e a culpa
    Abrir-se com sua esposa pode ser muito difícil, mas esconder o problema pode piorar a situação e prejudicar ainda mais a confiança no relacionamento. Escolha um momento tranquilo para conversar com ela e explique que você está buscando ajuda.
    A transparência é fundamental para reconstruir a confiança e contar com o apoio dela nesse processo.
    5. Estabeleça barreiras práticas
    Exclua-se de cassinos, sites de apostas e aplicativos. Em alguns países, existem programas que permitem autoexclusão voluntária de plataformas de jogos.
    Evite lugares e situações que o incentivem a jogar.
    6. Desenvolva novos hábitos
    Encontre atividades prazerosas para substituir o tempo gasto com o jogo. Isso pode incluir exercícios físicos, hobbies, ou projetos que envolvam sua família.
    Lembre-se: recuperação é um processo
    É normal sentir-se envergonhado ou desmotivado no início, mas superar o vício é possível. Você não precisa enfrentar isso sozinho. Com apoio profissional, familiar e pessoal, é possível recuperar o controle da sua vida. Dê um passo de cada vez e reconheça seu progresso, mesmo que pareça pequeno.

    Se precisar de ajuda para começar, posso ajudar a identificar profissionais ou grupos de apoio perto de você. Não hesite em pedir!


  • Se uma pessoa gosta apenas de uma pessoa específica na sua vida, o quê ela é? Ela não sentiria atr

    Se uma pessoa gosta apenas de uma pessoa específica na sua vida, o quê ela é?
    Ela não sentiria atração por ninguém, apenas por essa pessoa, independente da sexualidade ou gênero.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Quando uma pessoa sente atração exclusivamente por uma pessoa específica e não por ninguém mais, isso pode ser um fenômeno conhecido como *"atração única"* ou *"atração orientada"* e pode ocorrer independentemente da sexualidade ou gênero. Esse tipo de experiência não se encaixa necessariamente em uma orientação sexual tradicional como heterossexual, homossexual ou bissexual.

    Algumas explicações para esse tipo de atração incluem:

    1. **Atração emocional ou psicológica profunda**: Às vezes, uma pessoa pode sentir uma conexão tão forte com alguém que a atração vai além da sexualidade ou do gênero, sendo mais baseada em uma relação emocional ou psicológica intensa.

    2. **Atração com base na experiência de vida única**: A pessoa pode ter vivido experiências compartilhadas com essa pessoa específica, criando uma forma única de vínculo, que poderia ser mais significativa ou especial do que qualquer outra atração.

    3. **Possível demissexualidade**: Pessoas que se identificam como *demissexuais* geralmente só sentem atração sexual após desenvolver uma conexão emocional profunda com alguém. Nesse caso, a atração pode ser limitada a um vínculo específico e forte.

    É importante notar que as experiências de atração podem ser variadas e subjetivas. Se a pessoa se sente confusa ou deseja explorar essa experiência mais profundamente, pode ser útil refletir sobre os próprios sentimentos ou até buscar um espaço terapêutico para compreender melhor o que isso significa para ela.


  • Eu gosto de ver mulheres se pegando sera que eu gosto de mulheres?

    Eu gosto de ver mulheres se pegando sera que eu gosto de mulheres?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    O fato de você se sentir atraído(a) por mulheres em situações específicas não significa necessariamente que você tenha uma orientação sexual definida. A atração sexual pode ser complexa e variada. Algumas pessoas têm uma atração ocasional ou fantasias com pessoas do mesmo sexo, sem que isso signifique que sejam exclusivamente homossexuais, bissexuais ou que tenham uma identidade sexual fixa.

    O mais importante é refletir sobre seus próprios sentimentos, experiências e desejos ao longo do tempo. Sua orientação sexual pode ser fluida e mudar conforme você se conhece melhor, e isso é completamente válido. Se você se sente confuso(a) ou busca entender melhor sua sexualidade, conversar com um terapeuta ou psicólogo pode ajudar a explorar esses sentimentos de forma mais clara e sem pressões.

    A orientação sexual é pessoal e única, e não existe uma forma "certa" ou "errada" de vivê-la. Se você está em dúvida, é uma boa ideia explorar suas emoções e atracções de uma forma aberta e sem pressa.


  • Gostaria de saber qual a causa de uma pessoa que era bem atenta e cheia de energia e muito sorrident

    Gostaria de saber qual a causa de uma pessoa que era bem atenta e cheia de energia e muito sorridente e agora se destrai facilmente e está muito distante das coisas parecendo que está no mundo da lua , e que está cabisbaixa e desanimada com tudo. o que pode causar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Mudanças significativas no comportamento, como passar de uma pessoa atenta, enérgica e alegre para alguém distraído, cabisbaixo e desanimado, podem ser causadas por uma combinação de fatores emocionais, físicos e ambientais. Abaixo estão algumas possibilidades que podem explicar esse tipo de transformação:

    1. Transtornos de Saúde Mental
    Depressão:
    A depressão pode causar desânimo, falta de energia, dificuldades de concentração e um sentimento geral de distanciamento. Quem sofre de depressão frequentemente se sente apático em relação a atividades que antes gostava.
    Ansiedade:
    A ansiedade pode sobrecarregar a mente com preocupações, dificultando a atenção e deixando a pessoa distraída ou "no mundo da lua".
    Burnout:
    Resultante de estresse crônico, o burnout pode levar à exaustão emocional, desconexão, desânimo e dificuldade em se concentrar.
    2. Alterações Neurológicas ou Médicas
    Déficit de atenção adquirido: Algumas condições médicas ou neurológicas podem impactar a capacidade de concentração e energia.
    Deficiências nutricionais:
    Níveis baixos de vitamina B12, vitamina D, ferro ou magnésio podem causar fadiga, falta de atenção e desânimo.
    Distúrbios hormonais:
    Desequilíbrios hormonais, como hipotireoidismo, podem diminuir a energia e causar apatia.
    Efeitos colaterais de medicamentos:
    Alguns medicamentos podem induzir fadiga, dificuldade de concentração e desânimo.
    3. Experiências ou Traumas Recentes
    Perdas ou mudanças:
    Perder um ente querido, enfrentar uma separação ou lidar com mudanças significativas podem desencadear sentimentos de tristeza, desconexão e falta de interesse.
    Trauma emocional:
    Eventos traumáticos podem alterar o estado emocional e cognitivo da pessoa, levando a essa sensação de "distância".
    4. Fatores Ambientais
    Falta de estímulos positivos:
    Um ambiente monótono ou estressante pode afetar o humor e a energia.
    Isolamento social:
    A falta de interações sociais significativas pode contribuir para a apatia e desânimo.
    O que fazer?
    Avaliação médica e psicológica:
    Consulte um médico para investigar possíveis causas físicas, como deficiências nutricionais ou condições hormonais.
    Um psicólogo ou psiquiatra pode avaliar aspectos emocionais e propor intervenções adequadas.
    Adote hábitos saudáveis:
    Priorize uma boa alimentação, atividade física regular e descanso adequado.
    Busque suporte emocional:
    Converse com amigos, familiares ou um terapeuta para compartilhar o que está sentindo e identificar possíveis gatilhos.
    Atenção ao ambiente:
    Certifique-se de que o ambiente de vida e trabalho seja favorável, com estímulos positivos e sem excesso de pressão.
    Conclusão
    Essas mudanças podem ser um sinal de alerta de que algo está afetando o bem-estar geral. Identificar a causa é o primeiro passo para buscar uma solução. Se necessário, posso ajudar com orientações específicas ou técnicas para lidar com esses sintomas.


  • os sintomas de ansiedade eu só tenho quando tiver ansioso, ou no dia a dia posso ter os sintomas mai

    os sintomas de ansiedade eu só tenho quando tiver ansioso, ou no dia a dia posso ter os sintomas mais não ter crise, só os sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcella Fleuri

    Sim, é possível ter sintomas de ansiedade no dia a dia, mesmo sem estar passando por uma crise de ansiedade intensa. Isso ocorre porque a ansiedade pode se manifestar de diferentes formas e intensidades.

    Tipos de manifestações de ansiedade:
    Sintomas persistentes no dia a dia:
    Você pode experimentar sintomas como tensão muscular, sensação de inquietação, dificuldades para relaxar, pensamentos acelerados, ou até sintomas físicos como:

    Falta de ar leve.
    Palpitações.
    Mãos suadas.
    Formigamentos.
    Dores de cabeça ou estômago.
    Esses sintomas podem ser leves, mas contínuos, e muitas vezes ocorrem mesmo quando você não está conscientemente ansioso.

    Crises de ansiedade (agudas):
    Durante uma crise, os sintomas são intensificados e podem incluir:

    Sensação de pânico ou desespero.
    Falta de ar grave.
    Palpitações rápidas.
    Tontura ou sensação de desmaio.
    Sensação de perda de controle ou de morte iminente.
    Ansiedade antecipatória:
    Mesmo antes de eventos futuros (como reuniões, viagens, ou apresentações), os sintomas podem aparecer, mesmo que o evento esteja distante ou pareça inofensivo para outras pessoas.

    Por que os sintomas aparecem sem crise?
    Hiperatividade do sistema nervoso:
    Pessoas com ansiedade podem ter um sistema nervoso mais sensível, que reage mesmo em situações cotidianas.
    Fatores inconscientes:
    Muitas vezes, você pode estar ansioso sobre algo que não percebe conscientemente, como preocupações com o futuro ou inseguranças.
    Ciclo de sintomas:
    Ficar atento aos sintomas pode perpetuar a sensação de ansiedade, como um ciclo onde o corpo reage ao próprio monitoramento dos sinais.
    O que você pode fazer?
    Identifique os gatilhos: Mesmo que não pareça óbvio, anote os momentos em que os sintomas aparecem. Isso pode ajudar a perceber padrões.
    Respiração e relaxamento: Técnicas de respiração profunda ou mindfulness podem ajudar a reduzir a sensibilidade do corpo.
    Exercícios físicos: A atividade física regular pode diminuir os níveis gerais de ansiedade.
    Psicoterapia: A terapia, especialmente abordagens como TCC, ajuda a compreender e gerenciar melhor os sintomas e padrões de pensamento.
    Medicamentos (se necessário): Converse com um médico ou psiquiatra se os sintomas forem persistentes e interferirem na sua qualidade de vida.
    Os sintomas de ansiedade podem variar muito de pessoa para pessoa, mas é possível gerenciá-los com as estratégias e o apoio adequados. Se quiser, posso ajudar com dicas mais específicas ou exercícios para aliviar os sintomas diários!


Perguntas frequentes

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