Perguntas do paciente (66)
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Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do
Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Apresentar um quadro depressivo com a intensidade que você relata, sobretudo sendo ainda tão jovem, pode representar uma experiência muito difícil e complexa. O uso de antidepressivos precisa ser cuidadosamente avaliado e acompanhado por um médico, pois não basta apenas tomá-los: é necessário verificar se o medicamento e a dosagem escolhidos são adequados e se estão produzindo os efeitos esperados no tratamento.
Apesar do sofrimento referido, uma possível internação não parece ser, neste momento, a primeira conduta a ser considerada. Outras estratégias podem proporcionar benefícios mais consistentes a médio e longo prazo, como a adesão à psicoterapia, associada ao acompanhamento médico adequado.
Certamente, um profissional da psicologia poderia contribuir significativamente para o seu tratamento. Por meio de uma escuta empática e qualificada, ele poderia auxiliá-lo a compreender melhor suas experiências, desenvolver maior autoconhecimento e ampliar seu repertório de habilidades para lidar com os grandes desafios que têm atravessado o seu caminho.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A preocupação excessiva relacionada a uma regra ou padrão moral (não traição) parece ser o cerne da sua questão. Primeiramente, a traição pode ser entendida como o descumprimento de uma regra acordada entre duas ou mais pessoas. Em um relacionamento amoroso, frequentemente, isso significa não se envolver em outro relacionamento amoroso ou em atividades relacionadas a ele. Porém, tudo isso varia de relação para relação e precisa ser bem esclarecido e acordado entre os envolvidos.
Você tem razão em desconfiar de TOC, haja vista que pensamentos intrusivos e desagradáveis, muitas vezes ligados a obscenidades ou transgressões morais, são sinais característicos desse transtorno. Porém, antes de tirar conclusões, seria muito conveniente procurar um profissional para uma avaliação mais adequada do quadro.
O mesmo pode ser dito a respeito dos padrões comportamentais citados, como baixa autoestima, insegurança excessiva etc. Profissionais de saúde mental, como psicólogo e psiquiatra, poderiam contribuir significativamente para o seu caso.
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Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence
Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Primeiramente, sinto muito pelo processo não ter se desenvolvido como esperado.
Ademais, a psicoterapia não produzir o resultado esperado não significa, por si só, falha ética, pois não é possível garantir resultados terapêuticos. Contudo, o psicólogo deve informar os resultados do trabalho, orientar encaminhamentos e fornecer os documentos pertinentes, conforme o Código de Ética Profissional do Psicólogo de acordo com a Resolução CFP nº 10/2005.
Não existe obrigação expressa de realizar uma sessão final chamada “devolutiva” em todo encerramento de psicoterapia. Porém, o encerramento, com ou sem devolutiva, deve ser registrado e comunicado de forma adequada. Para a entrega de relatório ou laudo psicológico, que são seus de direito (em caso de maior de 18 anos), a Resolução CFP nº 6/2019 prevê entrevista devolutiva, salvo impossibilidade devidamente justificada e registrada.
Mesmo após alguns meses, o paciente pode solicitar informações e documentos. A Resolução CFP nº 1/2009 determina que os registros sejam guardados por, no mínimo, cinco anos.
É possível solicitar um relatório psicológico para continuidade do cuidado, contendo demanda compreendida, objetivos terapêuticos, procedimentos utilizados, evolução, fatores que interferiram no processo, condições do encerramento e recomendações. O conteúdo, entretanto, depende da avaliação e da fundamentação técnica do psicólogo.
O paciente também tem direito de acesso integral às informações constantes do prontuário. Isso não significa receber uma transcrição literal das sessões, anotações pessoais do profissional ou materiais privativos de testes psicológicos, mas sim as informações pertinentes para a garantia de seu cuidado e manutenção de seus direitos.
Os documentos podem ser entregues impressos, assinados e protocolados, ou digitalmente, em PDF com assinatura digital válida e por meio seguro. E, paciente e terapeuta, passam a compartilhar a responsabilidade de sigilo pelo documento e informações apresentadas nele.
Também podem ser solicitados documentos anteriores, encaminhamento para outro profissional e, mediante autorização, comunicação entre o antigo e o novo psicólogo.
É conveniente verificar possíveis acordos firmados em contrato terapêutico, caso exista por escrito, para dirimir quaisquer questões inoportunas.
Caso o profissional recuse o acesso ou a emissão de documento pertinente, recomenda-se pedir a justificativa por escrito e buscar orientação no Conselho Regional de Psicologia.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Diante de mudanças significativas no curso da vida, é esperado que ocorram alterações comportamentais como parte do processo de adaptação. Contudo, quando os comportamentos desenvolvidos passam a produzir sofrimento, prejuízos ou afastamento dos próprios objetivos e valores, a intervenção psicológica pode ser fundamental para a compreensão do quadro e para reestruturação da vida.
A psicoterapia costuma ser uma das principais modalidades de tratamento nesses casos, especialmente as Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCCs), sobretudo aquelas com maior ênfase comportamental. Ao longo do processo terapêutico, os comportamentos-alvo são identificados e analisados de maneira funcional, buscando compreender as condições que favorecem seu surgimento e sua manutenção. A partir dessa avaliação, é elaborado um plano de trabalho voltado à ampliação do repertório de enfrentamento e ao desenvolvimento de comportamentos mais adaptativos e alinhados aos propósitos da pessoa.
Em algumas situações, o tratamento medicamentoso também pode contribuir, geralmente como recurso complementar à psicoterapia. Sua necessidade e pertinência devem ser avaliadas por um médico psiquiatra.
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Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, n
Há alguns anos cometi uma infidelidade no meu relacionamento. Meu parceiro soube de tudo na época, nós conversamos sobre o assunto e ele decidiu me perdoar. No entanto, eu não consigo me perdoar. Frequentemente surgem lembranças daquele período, acompanhadas de culpa e remorso intensos. Mesmo já tendo contado o que aconteceu, sinto uma necessidade constante de voltar ao assunto e confirmar se ele realmente me perdoa, como se eu precisasse repetir a história ou acrescentar detalhes para ter certeza disso. Essa necessidade me causa muito sofrimento. Isso pode estar relacionado à ansiedade ou ao TOC? É possível superar essa culpa e essa necessidade de buscar confirmação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Independentemente do que tenha ocorrido ao longo da vida, é possível buscar formas de assumir responsabilidade pelas próprias escolhas, reparar eventuais danos e construir caminhos alternativos para uma vida mais coerente com os próprios valores.
No que diz respeito ao seu quadro, seria necessária uma avaliação mais aprofundada para evitar conclusões precipitadas. Diversos transtornos podem cursar com pensamentos intrusivos, desde o transtorno obsessivo-compulsivo e a depressão, até transtornos relacionados ao estresse e quadros psicóticos. Contudo, a necessidade persistente de obter confirmações que funcionem como uma espécie de absolvição acrescenta uma dimensão importante ao caso e merece ser investigada com maior cuidado. Também seria fundamental compreender o contexto da infidelidade, não apenas para avaliar o comportamento em si, mas para identificar as contingências, necessidades, conflitos e padrões relacionais que contribuíram para sua ocorrência.
Diante disso, a principal indicação seria buscar acompanhamento com um profissional da psicologia. A abordagem terapêutica mais adequada poderá ser definida de acordo com as características do caso, os objetivos da pessoa e os processos psicológicos identificados ao longo da avaliação.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você apresenta envolve duas questões distintas, que precisariam ser compreendidas e trabalhadas em suas próprias singularidades. De um lado, está a possível compulsão do seu namorado, que caberia a ele investigar; de outro, estão os sentimentos e os impactos que essa situação produz em você.
É compreensível que a descoberta do interesse sexual do parceiro por outras pessoas desperte insegurança e possa ser vivenciada como uma quebra de confiança ou dos acordos estabelecidos no relacionamento. Por isso, seria importante compreender quais são os limites, os combinados e as expectativas existentes entre vocês, bem como a maneira pela qual essa relação vem sendo construída.
Ainda assim, aquilo que você sente é real e não deve ser reduzido à ideia de ser apenas “coisa da sua cabeça”. Identificar quais emoções estão presentes, o que as desencadeia, como elas se desenvolvem e de que maneira influenciam seus comportamentos e suas relações são passos fundamentais para ampliar a compreensão de si mesma.
Um profissional da psicologia seria indicado para ajudá-la a elaborar essas questões, desenvolver estratégias de enfrentamento e construir formas de se posicionar que estejam mais alinhadas aos seus valores, limites e propósitos pessoais.
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma excelente pergunta! As tarefas realizadas “em casa”, entre uma sessão e outra, são práticas comuns em algumas modalidades das Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCCs). Elas se fundamentam, entre outros aspectos, no princípio de que a aprendizagem e a consolidação de novos comportamentos dependem de sua prática repetida em diferentes situações do cotidiano.
Por exemplo, uma pessoa que pratica exercícios físicos com regularidade, quatro ou cinco vezes por semana, tende a ter mais oportunidades de transformar essa atividade em um hábito estável do que alguém que se exercita apenas uma vez por semana. Isso ocorre porque a repetição, associada às consequências do comportamento e às condições em que ele acontece, favorece sua aprendizagem e manutenção.
Há evidências consistentes que sustentam a utilização de tarefas terapêuticas entre as sessões. Contudo, elas devem ser avaliadas e construídas em conjunto com o profissional, considerando as necessidades, os limites e a rotina de cada pessoa. O objetivo não é gerar sobrecarga, mas inserir a prática de maneira gradual, viável e suficientemente leve no cotidiano.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Separar-se da mãe, sobretudo quando ela já se encontra em idade avançada (na qual pode apresentar algumas limitações ou fragilidades), pode despertar insegurança, preocupação e culpa. Ao mesmo tempo, você também tem o direito de viver a própria vida e se desenvolver em direção aos seus propósitos, o que pode produzir uma tensão emocional constante.
Nesse contexto, buscar psicoterapia com um profissional da psicologia provavelmente seria a recomendação mais adequada. O processo terapêutico poderá ajudá-lo a compreender melhor suas emoções, seus conflitos e as possibilidades concretas diante dessa situação. Além disso, poderá favorecer o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento e contribuir para uma conciliação mais saudável entre seus projetos pessoais, suas responsabilidades afetivas e as condições atuais.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A experiência de perder um serzinho tão afetivo e significativo pode ser vivenciada como um luto intenso, como parece ser o seu caso. Nesse período, é comum surgirem reações como negação, dificuldade de acreditar no que aconteceu; raiva, muitas vezes acompanhada da busca por culpados; tentativas de barganha ou negociação com a situação, com a vida ou com Deus; além de tristeza profunda, até que, pouco a pouco, seja possível construir alguma forma de aceitação.
É importante lembrar que o luto não segue um curso linear e igual para todos. Por isso, é fundamental que você possa viver esse processo e acolher suas emoções, sem repressões morais ou cobranças excessivas. Com o tempo, essa perda não desaparece necessariamente, mas pode ganhar um lugar próprio e significativo na sua história de vida.
Caso você perceba que o sofrimento está muito intenso e/ou trazendo prejuízos importantes para sua vida, o profissional mais indicado para contribuir é o psicólogo. Ele poderá auxiliá-la a lidar com emoções difíceis, atribuir sentido à experiência vivida e desenvolver estratégias de enfrentamento mais saudáveis diante da dor.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o término de um relacionamento pode ser vivenciado como uma forma de luto. Embora estejamos mais habituados a associar o luto à morte de alguém, perdas afetivas significativas também podem mobilizar um processo de sofrimento, reorganização emocional e adaptação à ausência.
De modo semelhante ao luto por morte, o fim de um relacionamento pode envolver reações como negação, caracterizada pela dificuldade de acreditar ou aceitar o término; raiva, muitas vezes acompanhada da busca por culpados; tentativas de barganha ou negociação, como forma de recuperar o vínculo perdido; além de tristeza profunda, até que, gradualmente, seja possível construir alguma forma de aceitação.
O mais importante é que esse momento possa ser vivido de maneira aberta, sem juízos morais ou cobranças excessivas. Com o tempo, as mudanças no contexto de vida podem favorecer o desenvolvimento de novos repertórios emocionais e comportamentais, mais ajustados ao momento que a pessoa está vivendo.
Caso exista uma dificuldade muito significativa para lidar com essa perda, o profissional mais indicado para auxiliar nesse processo é o psicólogo. Ele poderá contribuir para a nomeação e compreensão das emoções, além de auxiliar no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento diante da dor.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você relata situações de enorme ansiedade nas relações, associada a um intenso sofrimento! Qualquer profissional de saúde qualificado e competente a levará a sério!
O profissional mais indicado para esse tipo de demanda é um psicólogo, preferencialmente alguém com experiência em ansiedade social e desenvolvimento de habilidades sociais. A melhor forma de verificar essa experiência é conversando diretamente com o profissional, e não apenas se baseando nas informações disponíveis em seu perfil.
Um plano de tratamento bem estruturado pode envolver uma análise funcional cuidadosa, seguida do desenvolvimento de habilidades de tolerância ao mal-estar, competência social e estratégias de enfrentamento para lidar melhor com as situações que geram ansiedade.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seria muito pertinente avaliar cuidadosamente essa dificuldade. Pelo que você descreve, parece haver certa rigidez cognitiva, isto é, uma tendência a se apegar de maneira muito firme às próprias conclusões, interpretações ou opiniões.
O desenvolvimento de maior flexibilidade comportamental está diretamente relacionado ao ganho de repertório. Em outras palavras, trata-se da capacidade de lidar com uma mesma situação de diferentes maneiras, com maior eficiência e adaptação. Por exemplo, uma pessoa que sabe estacionar um carro tanto de frente quanto de ré demonstra mais repertório na condução do veículo.
Nesse sentido, um psicólogo, preferencialmente com experiência em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pode contribuir bastante. O trabalho clínico pode envolver exposição gradual, questionamento de interpretações rígidas, ampliação de repertórios comportamentais e desenvolvimento de habilidades sociais.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A primeira coisa importante a ser dita é: você pode recomeçar quantas vezes forem necessárias.
Pelo que você descreve, parece haver uma frustração importante em relação a si mesmo, associada a uma imagem idealizada de quem você “deveria” ser. Na sua expectativa, talvez você se imagine mais jovem, mais realizado ou já tendo alcançado determinados objetivos. Quando essa imagem idealizada não corresponde à realidade atual, é compreensível que surjam sentimentos como raiva, culpa ou decepção consigo mesmo.
Contudo, vale destacar dois pontos. Primeiro: você não é quem é por acaso, nem deixou de realizar certas coisas “à toa”. Há uma história de vida que certamente influenciou suas escolhas, seus caminhos e suas possibilidades. Segundo: tudo o que você viveu não precisa ser descartado. Suas experiências anteriores não o colocam no marco zero diante de uma nova empreitada. Você desenvolveu repertórios, aprendeu coisas, amadureceu e acumulou vivências que podem funcionar como recursos importantes daqui em diante.
Nesse sentido, um psicólogo pode ser o profissional mais indicado para contribuir com esse processo. O trabalho terapêutico pode ajudar no fortalecimento da autoestima e da autoeficácia, na compreensão cuidadosa da sua história e no desenvolvimento de ferramentas para lidar melhor com esses conflitos, emoções e expectativas em relação a si mesmo.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Embora essa pergunta seja bastante direta, uma resposta igualmente direta provavelmente seria leviana. É claro que recomeçar e reconstruir uma relação é sempre uma possibilidade. Contudo, é muito pertinente avaliar a disposição das pessoas envolvidas, bem como suas capacidades reais para manter e desenvolver uma relação mais satisfatória, de modo a não perpetuar e repetir o que vem acontecendo. Afinal, não basta apenas boa vontade!
Assim, alguns questionamentos são centrais para compreender o caso e desenvolver um plano coerente com os anseios das pessoas envolvidas. Elas estão juntas porque genuinamente desejam isso ou mantêm a relação apenas por conveniência? Quais são os desejos, limites e propósitos individuais de cada uma em relação ao vínculo afetivo? Existe violência explícita, ameaça física, psicológica ou sexual por parte de alguma das pessoas envolvidas? Cada uma está disposta a mudar aquilo que precisa ser mudado? Há disposição para assumir responsabilidades e se comprometer com mudanças concretas?
Vale dizer que, em muitos casos, é aconselhável que cada pessoa tenha acompanhamento psicológico individual. A terapia de casal também pode ser uma alternativa pertinente, a depender dos objetivos que se desenharem ao longo do processo terapêutico, especialmente quando houver segurança, compromisso mútuo e abertura para o diálogo.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tristeza é uma emoção natural diante de situações que envolvem perdas, frustrações ou prejuízos. Quando um relacionamento significativo parece desandar, ou quando não nos sentimos validados, valorizados ou importantes para alguém, uma expectativa é frustrada. E, nesse contexto, sentir tristeza é uma reação bastante coerente.
Contudo, vale destacar que a tristeza costuma ser uma emoção passageira e tem uma função importante: ela nos ajuda a reconhecer perdas, reorganizar expectativas e buscar cuidado. Ainda assim, pode se tornar um problema quando passa a ser a principal emoção vivenciada ao longo dos dias, especialmente quando vem acompanhada de desânimo persistente, isolamento, perda de interesse ou prejuízo no funcionamento cotidiano.
Nesse sentido, o psicólogo é o profissional indicado para auxiliar no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento, bem como na compreensão das dificuldades vividas nos relacionamentos amorosos. Caso seja avaliada a presença de um quadro depressivo, o psiquiatra também poderá contribuir, inclusive com a prescrição de medicamentos que podem ser de grande valia no processo de cuidado e recuperação.
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma excelente pergunta. E uma resposta adequada para ela dificilmente estará pronta de antemão: ela precisa ser construída com cuidado, considerando a complexidade da relação e suas repercussões práticas.
Algumas perguntas podem ajudar muito nesse processo: a relação oscila entre dias bons e ruins? Nos dias ruins, existem ameaças, agressões ou violência? Há grandes oscilações de humor? Existem comportamentos muito intensos, impulsivos ou desmedidos nesses períodos? Quem está sendo impactado por essa dinâmica? Quais são os interesses, limites e necessidades individuais das pessoas envolvidas? Quais seriam os possíveis desdobramentos da manutenção da relação? E quais seriam os possíveis desdobramentos de uma separação?
O profissional mais indicado para auxiliar nesse processo é o psicólogo. Em muitos casos, pode ser importante que cada parceiro tenha seu próprio espaço terapêutico individual. A depender do propósito do casal, a terapia de casal também pode ser uma alternativa pertinente.
Cada um desses espaços poderá contribuir para a compreensão das frustrações, emoções, expectativas e projetos de vida envolvidos, além de favorecer o desenvolvimento de habilidades sociais e estratégias de enfrentamento para que as pessoas lidem com a situação da forma mais cuidadosa e responsável possível.
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Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas
Olá! Eu estou ficando um pouco preocupado com a minha situação atual, não para entrar em pânico, mas estou ficando receoso.
Eu venho chorando e ficando bem triste por conta de provavelmente nunca poder ter a chance de conhecer um grupo de K-pop que eu construí um Relacionamento Parassocial, e eu não sei se esse sentimento vai se "acalmar", entendo que muito disso é idealização minha da possível interação que aconteceria entre mim e o grupo, mas eu simplesmente não consigo parar de pensar nisso, eu fico mal de verdade, eu me "identifiquei" e me "conectei" tanto com o grupo que eu acho que não consigo mais ignorar isso.
Vale ressaltar também que a minha vida social no momento está bem parada, isso com certeza acaba intensificando bastante toda essa questão. Será que isso uma hora vai passar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua história parece evidenciar a necessidade de um cuidado afetivo que, atualmente, encontra-se em defasagem. Ou seja, você mesmo reconhece que suas relações afetivas são escassas e, em alguma medida, idealizadas.
Podemos pensar em uma metáfora: imagine uma pessoa que aposta tudo o que tem em um único jogo de loteria. Embora o prêmio desejado seja muito significativo, ela tem apenas aquela possibilidade, e toda a sua esperança fica concentrada ali, apesar de a chance de ganhar ser pequena. De modo semelhante, parece que você tem apostado todo seu afeto nesse grupo.
Embora isso pareça indicar que esse grupo é muito importante, também chama atenção a ausência de outras relações, vínculos e experiências significativas em sua vida; ou seja, há um empobrecimento das relações interpessoais. Quando há poucas fontes de afeto, pertencimento e reconhecimento, é natural que uma única relação ou grupo passe a carregar um peso muito grande, e que isso seja vivido com ansiedade, tristeza e medo de perda.
Nesse sentido, um trabalho terapêutico com um psicólogo poderia contribuir bastante. O processo pode envolver o desenvolvimento de habilidades sociais, a construção de relações mais significativas, o ganho de repertório e o aumento da flexibilidade comportamental. O objetivo seria ampliar as áreas importantes da sua vida, para que você possa vivenciar afetos íntimos e positivos com diferentes pessoas, grupos e contextos.
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Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã
Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade é um conjunto de reações emocionais, cognitivas e fisiológicas diante de uma situação percebida como ameaça, seja ela real ou imaginária. Isso significa que tanto um perigo concreto quanto uma possibilidade antecipada pela mente podem despertar ansiedade.
Ela pode se manifestar nos pensamentos, por meio de ruminação, pensamentos acelerados, preocupação excessiva e hipervigilância; e também no corpo, com sintomas como coração acelerado, sudorese, tremores, tensão muscular, falta de ar, entre outros.
Caso a ansiedade seja persistente, intensa ou traga prejuízos importantes para a vida cotidiana, o mais recomendado é procurar auxílio de um profissional de saúde mental. O psiquiatra pode contribuir com avaliação médica, orientações e, quando necessário, medicação. Já o psicólogo pode auxiliar no manejo das emoções, na compreensão dos gatilhos e no desenvolvimento de estratégias de enfrentamento.
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eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sob
eu tenho diagnóstico de TDAH e TEA nível 1. Além disso, percebo em mim características das cinco sobre-excitabilidades (intelectual, emocional, imaginativa, sensorial e psicomotora) e vários sinais associados a altas habilidades/superdotação. Isso pode indicar uma dupla excepcionalidade (TDAH/TEA junto com altas habilidades)? Existe alguma avaliação que eu possa fazer para investigar isso?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, nesse caso tratar-se-ia de uma possível tripla excepcionalidade. A combinação de TDAH, TEA nível 1, sobre-excitabilidades e indicadores de alto potencial intelectual pode levantar essa hipótese. No entanto, ela não pode ser confirmada apenas pela observação clínica dessas características. Uma avaliação neuropsicológica, associada a uma investigação específica para altas habilidades/superdotação, é o caminho mais adequado para esclarecer essa dúvida.
Para isso, recomenda-se procurar um psicólogo, preferencialmente com especialização em neuropsicologia, que possa realizar uma avaliação detalhada e abrangente do seu perfil cognitivo, comportamental e emocional.
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Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es
Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, ruminação mental, ou seja, pensamentos (frequentemente catastróficos ou negativos) que ficam se repetindo, são característicos da TAG, ou mesmo de síndromes ansiosas. A tensão muscular e o cansaço também podem aparecer associados e esse quadro. Um aspecto do tratamento é o de desenvolvimento de estratégias para estar mais em contato consigo ao invés de antecipar mentalmente o evento/estímulo ameaçador que desencadeia a ansiedade. Isso é a o principal benefício do mindfulness/ atenção plena, tendo, inclusive as melhores evidências para a redução de quadros ansiosos. Assim, vale considerar um cuidado com um profissional psicólogo que trabalhe com mindfulness e/ou abordagens associadas (ACT, DBT, TCBM, etc.)
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Perguntas frequentes
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Estou tomando escitalopram 10 mg há 2 semanas e percebi que comecei a demorar muito mais para conseg
Pode melhorar com o tempo, sim, mas não existe um prazo certo, e em algumas…