Perguntas do paciente (66)
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"Quais são as implicações da polifarmácia para o funcionamento neurocognitivo, os processos de regul
"Quais são as implicações da polifarmácia para o funcionamento neurocognitivo, os processos de regulação emocional e a adaptação comportamental de indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), e de que forma a avaliação neuropsicológica pode subsidiar o planejamento e o monitoramento das intervenções clínicas?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esta é uma pergunta muito técnica e requer uma gama significativa de especialidades para ser respondida adequadamente. Nesse sentido, vale dizer, o trabalho do psiquiatra, neurologista, neuropsicólogo e psicólogo clínico podem contribuir para melhor compreensão da questão.
Primeiramente, vale destacar, que a psicoterapia, sobretudo a DBT, é o tratamento de primeira linha para TPB.
Contudo, referindo-me diretamente a polifarmácia em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline, entende-se que ela pode produzir efeitos significativos sobre o funcionamento neurocognitivo e afetivo. Do ponto de vista cognitivo, o uso concomitante de múltiplos psicofármacos (antidepressivos, estabilizadores de humor, antipsicóticos, etc) pode estar associado à lentificação do processamento de informações, redução da atenção, prejuízos na memória operacional, dificuldades de aprendizagem e alterações em funções executivas, como planejamento, flexibilidade cognitiva e controle inibitório. Em alguns casos, entretanto, a redução de sintomas como ansiedade, depressão e impulsividade pode favorecer indiretamente o desempenho cognitivo. Daí a importância de sopesar os benefícios e os prejuízos, o que pode ser melhor executado por um profissional psiquiatra, juntamente com um neurologista.
No âmbito afetivo, a polifarmácia pode contribuir para a diminuição da reatividade emocional, da impulsividade e da intensidade do sofrimento psíquico. Contudo, também pode ocasionar efeitos indesejáveis, como embotamento afetivo, diminuição da consciência emocional e sensação de distanciamento das próprias experiências internas. Esses efeitos podem interferir no reconhecimento, na compreensão e no manejo das emoções, aspectos centrais para o desenvolvimento de estratégias adaptativas de regulação emocional. Nesse ínterim, o psicólogo clínico e o psiquiatra podem contribuir de maneira significativa visando o maior benefício e manejando os possíveis prejuízos enquanto o paciente desenvolve repertório para lidar com seus problemas.
Por fim, a avaliação neuropsicológica oferece um recurso valioso para distinguir efeitos do transtorno, comorbidades e consequências do tratamento farmacológico, permitindo decisões clínicas mais precisas, monitoramento longitudinal e planejamento de intervenções centradas no funcionamento real do paciente, e não apenas na redução sintomática. Essa avaliação é particularmente importante porque, no TPB, o objetivo terapêutico não é apenas diminuir sofrimento, mas ampliar flexibilidade psicológica, autonomia e participação efetiva na vida cotidiana.
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Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado
Faz um mês que conheci um menino, tudo aconteceu muito rápido, porém ele nesse tempo tem se mostrado uma pessoa difícil e estamos discutindo constantemente, nossa primeira discussão foi porque ele começou a questionar respostas de comentários das minhas fotos de 2022, época que eu não estava com ele, e nos comentários não tinha nada de mais. Ele sempre questiona coisas bobas e sempre faz muitas perguntas e quer saber muitos detalhes sempre, ele viu uma foto antiga com um amigo meu e começou a questionar, vocês estão muito perto não acha? Como vocês conversavam? porque tirou essa foto? para quem mandou? porque tirou para mandar para outra pessoa?... Isso me incomoda e ao falar sobre com ele, ele fala que só está tentando me entender melhor e que não tem culpa de eu só ter tido relacionamentos rasos e que passado importa para ele, isso está acabando com a minha cabeça e eu não estou conseguindo ficar feliz, pois sei que quando ele está perto e estamos conversando eu posso falar algo ou fazer e ele começar a questionar e acabar com o momento feliz. Ele já falou que não é ciúmes e nem desconfiança. Sinto que nenhuma resposta e o suficiente para ele. O que fazer? Devo procurar um especialista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em uma relação conflituosa, na qual existe sofrimento e/ou mal-estar, é natural que muitas dúvidas e inseguranças apareçam. A recomendação mais direta seria procurar por um psicólogo para desenvolver um trabalho de autoconhecimento, bem como aprender a manejar conflitos de maneira mais segura e assertiva; promovendo, assim, o ganho de autonomia e construindo relacionamentos mais saudáveis e felizes.
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Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela
Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?
Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As emoções são respostas do organismo que o preparam para a ação. Após uma ativação emocional intensa — isto é, uma resposta fisiológica acentuada — é possível que ocorram relaxamento e sensação de cansaço em decorrência da estimulação prévia. Em outras palavras, para recuperar o equilíbrio após um estado de grande ativação, o corpo pode apresentar relaxamento e indisposição generalizada.
Também é possível que, embora o conflito em si tenha sido pequeno, ele tenha se somado a uma quantidade significativa de eventos negativos, desencadeando uma tristeza mais intensa, acompanhada de desesperança, pensamentos negativos, indisposição, etc.
Em todo caso, para lidar de maneira mais satisfatória com as emoções e as relações interpessoais, o acompanhamento psicoterápico costuma ser a intervenção mais indicada.
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Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito r
Ultimamente estou me sentindo sobrecarregada, minha memória está péssima, esqueço das coisas muito rápido. Não estou conseguindo dormir direito pois a minha mente não consegue desligar do trabalho, nem mesmo quando estou fazendo outra atividade como ler. Quando preciso ir para o presencial parece que tudo piora. Às vezes acordo com a mente pesada uma agonia que reflete para o estômago e parece que não sinto as pernas. Domingo sempre bate a agonia por ter que começar tudo de novo. Também comecei a ter muitos pensamentos pessimistas. Sinto cansaço que não acaba, quando acordo é pior ainda. O que fazer? Devo procurar um especialista?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A resposta direta é sim! Um especialista teria muito a contribuir! Prejuízos funcionais (como da memória e atenção), sociais ou na qualidade de vida, associados a sofrimento são sinais importantes para o início de um processo terapêutico. Um profissional de psicologia pode ajudar você a desenvolver estratégias e habilidade que auxiliem nesse processo, mas um profissional psiquiatra pode ser importante para avaliar e intervir em funções fisiológicas, com tratamento medicamentoso específico para seu quadro.
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Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida
Faço consumo excessivo de pornografia e masturbacao, sinto que esse mal está acabando com minha vida! Não quero ser assim, quero ser uma pessoa melhor, preciso de ajuda… sinto que a masturbacao me alivia em momentos de stress, ansiedade e tédio! Qual melhor abordagem análise do comportamento ou tcc?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tanto a TCC (cognitiva de Beck) quanto a Análise do comportamento tem estratégias eficazes para cuidar do seu caso. A cognitiva centrará nos pensamentos que aparecem e como isso impacta sua relação com o mundo, a AC buscará entender como esses comportamentos são fortalecidos pelo contexto e visará modificar suas relações com esse contexto, construindo novos comportamentos mais alinhados aos seus propósitos. Cada profissional tem autonomia para desenvolver sua estratégia de tratamento, o que implica em uma variação na conduta, mas, ao que me parece, uma abordagem que ajude você a desenvolver comportamentos mais interessantes, como a Análise do comportamento, parece ser mais indicada no seu caso.
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Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança
Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sobre esses padrões comportamentais: alta desconfiança, ansiedade, memórias traumáticas, bullying, isolamento social, fugas experienciais, ansiedade e pânico; a psicologia teria muito a contribuir. Para aspectos mais fisiológicos como enxaqueca, vômito e refluxo (além da ansiedade/pânico, incontinência emocional), um profissional médico/psiquiatra seria um suporte fundamental. No seu caso, ambos os profissionais poderiam oferecer cuidados muito proveitosos e de grande valia. Se for necessário escolher, avalie quais sintomas são mais significativos, se os comportamentais (então escolha um psicólogo) ou orgânicos (então escolha um médico).
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Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso
Sempre que tenho um compromisso eu passo mal, só penso nisso e não durmo, quando durmo nao descanso apenas sonhando com isso. Recentemente consegui um emprego na minha área, tenho muito medo muito mesmo. Estou ha 3 dias sem dormir, sem comer, com ânsia de vomito e com o intestino desregulado. Não consigo me concentrar. Nem me sentir feliz. Não consigo pensar em mais nada, só sinto medo e passo mal e choro. Me dar falta de ar e piriri. Choro que falta o ar. Sinto angústia e me dói o peito. Me disseram que é frescura ou preguiça, mas não é. Eu sinto a mesma coisa quando penso que todo mundo consegue fazer coisas simples ou básicas (como arrumar um emprego) e eu não. E agora que consegui um emprego, me sinto ainda pior. Eu não sei o que fazer. Eu quero desistir e deixar o emprego, mas é muito difícil arrumar emprego na minha cidade e eu não cumpri nenhum dia de serviço ainda. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A quadro que você relata é de uma ansiedade muito intensa, maior que o esperado para a situação. Aparentemente existe grande expectativa de sua parte em relação ao trabalho e, possivelmente, uma grande cobrança para que as coisas ocorram dentro do esperado. A falta de controle e as ameaças que uma situação oferece são fatores típicos de crises de ansiedade. Desenvolver a tolerância ao mal-estar pode ser um aspecto importante para você, mas também desenvolver habilidades para resolução de situações problemas. O que indica que a busca por um psicólogo poderia ser proveitosa. Seria importante avaliar, também, o acompanhamento com um psiquiatra.
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. O que significa “fusão emocional” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
. O que significa “fusão emocional” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A fusão faz referência a um processo no qual dois comportamentos aparecem unidos, "fundidos" como se fossem um só. Na pessoa com TPB, uma resposta emocional pode aparecer fundida com um comportamento autolesivo ou hostil com outras pessoas, por exemplo. Trata-se de uma reatividade exacerbada e rígida que segue um padrão no decorrer da história de vida da pessoa. Por exemplo, uma negação por parte de uma pessoa próxima é imediatamente sucedida por uma sensação de raiva intensa; ou uma frustração pode ser sucedida imediatamente por pensamentos de autoextermínio, etc.
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Por que o vínculo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrito como “dependente
Por que o vínculo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser descrito como “dependente de regulação externa do afeto”?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A pessoa com TPB costuma ter uma sensibilidade aumentada para estímulos que desencadeiam respostas emocionais. Na prática, isso significa que tais pessoas são emocionalmente mais sensíveis a eventos externos que, de maneira geral, seriam bem tolerados; é como se estivessem "em carne viva", e um "mínimo toque", pode produzir muito desconforto. Considerando que isso aconteceu durante um longo período de suas vidas, entende-se que tais pessoas não tiveram oportunidade de desenvolver mecanismos de autorregulação emocional. Tornando-se, assim, altamente instáveis na expressão do humor. Deriva-se daí que as pessoas com TPB precisam de auxilio de outras pessoas para a regulação afetiva. Ou seja, é a pessoa com a qual se estabelece vínculo que auxiliará quem tem TPB a se regular, quer seja oferendo modelo (isso é, sendo um exemplo de como se age naquela situação), quer seja desenvolvendo confortamentos que auxiliam na autorregulação (por exemplo, atenção plena, relaxamento, automonitoramento, etc.).
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Por que relações são “altamente reforçadoras e altamente instáveis” no Transtorno de Personalidade B
Por que relações são “altamente reforçadoras e altamente instáveis” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Considerando as características nucleares do TPB, sintetizadas pela expressão "desregulação emocional generalizada", infere-se que as relações sofrem um forte impacto negativo, o que significa que, pelo modo de agir, característico do transtorno, as pessoas ao redor, tendem a se afastarem. Portanto, a pessoa com TPB costuma estar privada de relações sociais, as quais (em geral) são desejadas por portarem consigo um forte valor de sobrevivência (por exemplo), o que significa (grosso modo) que são reforçadoras. Traduzindo na linguagem cotidiana: a pessoa com TPB quer proximidade com as outras pessoas, quer ser vista, ouvida, acolhida, querida, quer pertencer, ser reconhecida, estimada, etc. como qualquer ser humano, de maneira geral. Porém, por mudanças abruptas de humor, respostas intensas e, eventualmente, hostis, as relações são impactadas, e as pessoas ao redor costumam se afastar. Mas a instabilidade não termina por aí, pois, a pessoa com TPB costuma oscilar novamente, tornando-se afável, carinhosa, carente de afeto e cuidado, o que costuma aproximar novamente as pessoas. Nessa oscilação intensa, ora marcada pela hostilidade, ora pela afabilidade e assim sucessivamente, as relações tornam-se altamente instáveis.
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Quais são os critérios diagnósticos para o transtorno bipolar tipo II?
Quais são os critérios diagnósticos para o transtorno bipolar tipo II?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença entre o Transtorno afetivo bipolar tipo I e tipo II se evidencia, sobretudo, pela intensidade da fase de mania. Enquanto no bipolar tipo I pode-se observar uma fase maníaca acentuada, com claros prejuízos sociais e profissionais; no tipo II, esse prejuízos não acontecem, mas a alteração é observável por outras pessoas. A hipomania pode ser caracterizada como uma mania "mais fraca", embora possua as mesmas características gerais, a saber: humor elevado, irritabilidade, aumento de energia, aumento da autoestima, diminuição da necessidade de sono, verborragia, distratibilidade, etc.
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Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não c
Culpa Religiosa / Castidade / Relacionamento
O que fazer quando a igreja impõe algo que vc não concorda ou não tem certeza se quer viver de fato?
Sou católica, tenho 23 anos, gosto muito de viver a minha fé e frequentar a igreja. Só q há alguns meses venho sentindo a sensação de culpa principalmente em viver alguns princípios da igreja.
Desde os 19 anos, frequento a igreja mais ativamente, fiz catequese, e tudo em relação a primeira comunhão e crisma.
Mas com o passar dos anos, foram surgindo questionamentos sobre relacionamentos mais precisamente em relação a: Castidade/Se manter casta até o casamento.
É um assunto q sempre foi uma questão pra mim. Na Igreja isso sempre é aprendido como correto e uma certa "obrigação".
A questão é que isso vem me deixando mal, pq quando penso em não seguir a castidade minha mente entra em conflito. Eu não sou uma pessoa tão religiosa, mas sempre valorizei minha relação com Cristo e a Igreja, e isso tem pesado minha consciência.
Já tem um tempo que eu tenho tentado colocar um certo limite mas isso acaba voltando em pensamentos negativos/culpa.
A questão é como viver minha fé mesmo não concordando com certas doutrinas/dogmas?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aparentemente, você está vivenciando conflitos internos intensos, correto? Muitas vezes, ao longo da vida, nos deparamos com dilemas em que as possibilidades de resposta parecem insuficientes ou contraditórias. Por exemplo: “a fé é importante para mim”, mas, ao mesmo tempo, “não concordo integralmente com a doutrina”. Nesses casos, abraçar a fé pode parecer atrelado a aceitar integralmente a doutrina e rejeitar uma parte doutrina parece contradizer a fé que você valoriza.
Conflitos e contradições internas como essa são aspectos íntimos e fundamentais da condição humana. Porém, lidar com eles exige uma trabalho de autoconhecimento e desenvolvimento de flexibilidade cognitiva que são melhores desenvolvidos em psicoterapia. Assim, um acompanhamento psicoterápico é a indicação mais clara para o seu caso.
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É comum sentir vontade de vingança tendo Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
É comum sentir vontade de vingança tendo Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TPB é caracterizado por uma desregulação emocional generalizada, o que pode aparecer como um desejo de vingança irresistível, mas isso não significa que a vingança seja um traço de personalidade da pessoa com TPB.
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“Como trabalhar a confiança em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
“Como trabalhar a confiança em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tudo vai depender do contexto em que essa confiança será trabalhada. Pessoas com TPB costumam apresentar um histórico de desregulação emocional generalizada em diversos contextos, com impacto significativo nas relações familiares, laborais, amorosas, sociais, etc. Fornecer um ambiente seguro, previsível e com validação é uma maneira que tem se demonstrado eficaz para a construção de vínculos de confiança. Muito embora a desregulação emocional de uma pessoa com TPB não se altere em um período curto, é fundamental manejar o ambiente de modo a contribuir com o desenvolvimento de comportamentos de autorregulação emocional. Contudo, muitas vezes, isso demanda habilidades e conhecimentos que não são tão difundidos na sociedade, e, por isso, a importância de um bom psicoterapeuta. Na convivência cotidiana, vale o que já foi dito, a oferta de um convívio estável, seguro e previsível ao máximo possível.
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“Como medir a evolução de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
“Como medir a evolução de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso dependerá do quadro clínico apresentado pelo(a) paciente. Considerando a gravidade do caso, isso pode ser verificado de maneira subjetiva, pelo paciente, ou qualitativa e quantitativa, pelas pessoas no convívio. Por exemplo, pensamentos, ideação, planejamento de autoextermínio, com o tratamento adequado, tendem a diminuir, o que só pode ser verificado pelo sujeito, bem como uma melhora no bem-estar percebido. Por outro lado, a diminuição do número e intensidade de episódios emocionais, e também melhora nas relações interpessoais, são parâmetros que podem ser verificados e mensurados por pessoas ao redor. O psicoterapeuta pode mensurar a evolução por meio de testes psicométricos como o BSL-23 e DERS, além da avaliação longitudinal relacionado ao ganho de competências emocionais e sociais.
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“Como diferenciar um conflito comum de um rompimento ligado ao Transtorno de Personalidade Borderlin
“Como diferenciar um conflito comum de um rompimento ligado ao Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com TPB apresentam um quadro de desregulação emocional generalizada, tendendo a apresentar sensibilidade a situações consideradas comuns, além da reação ser frequentemente exacerbada, o que costuma marcar o fim de diversas relações. Porém, pessoas sem qualquer transtorno também podem apresentar reação exacerbada e mais sensibilidade emocional em determinadas situações. Por fim, cabe destacar que a pessoa com TPB não é seu diagnóstico, ou seja, seus comportamentos não podem ser invalidados devido ao seu quadro de saúde mental. É impossível diagnosticar alguém pela maneira que rompeu um relacionamento.
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Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem alternar entre confiar muito
Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem alternar entre confiar muito e desconfiar rapidamente?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma resposta sintética é que esse padrão de alternância rápida entre confiança e desconfiança pode ser compreendido como resultado de processos de aprendizagem ao longo da história de vida, envolvendo tanto variáveis biológicas quanto sociais.
Do ponto de vista funcional, esses padrões tendem a ser mantidos porque, em diferentes contextos, foram diferencialmente reforçados. A confiança intensa, por exemplo, pode levar rapidamente a relações de alta proximidade e validação interpessoal (o que é potencialmente reforçador, sobretudo em indivíduos com histórico de privação afetiva). Por outro lado, a desconfiança e o afastamento podem funcionar como estratégias de evitação de possíveis danos emocionais, sendo negativamente reforçadas ao reduzirem ansiedade, medo de rejeição ou sofrimento antecipado.
Em muitos casos (ainda que não em todos), pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline apresentam histórias de desenvolvimento marcadas por inconsistência, invalidação emocional ou experiências interpessoais adversas (popularmente denominadas "abusos"), inclusive com figuras de apego. Esses contextos podem favorecer o aprendizado de que o outro é simultaneamente fonte de cuidado e de ameaça, dificultando a consolidação de expectativas interpessoais estáveis.
Como resultado, a oscilação entre confiar intensamente e desconfiar rapidamente pode ser entendida como um padrão funcional:
a aproximação maximiza a chance de obter conexão e validação;
o afastamento minimiza o risco de sofrimento.
A alternância entre esses polos não é aleatória, mas sensível a pistas contextuais, ainda que, frequentemente, com limiar baixo para percepção de ameaça.
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Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influencia o rompimento de vínculos de confiança
Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influencia o rompimento de vínculos de confiança?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pessoas com TPB costumam apresentar oscilações significativas no humor devido a um quadro complexo de desregulação emocional. Esse quadro pode ser caracterizado por uma sensibilidade maior a eventos emocionais; uma maior reatividade a tais eventos e uma retorno mais lento ao humor basal. Isso impacta as relações, de modo que as pessoas ao redor podem perceber a pessoa com TPB como instável, reativa, hostil, manipuladora, etc. Assim, graças às variações de humor e mudanças súbitas (e, eventualmente, hostis) de comportamento, vínculos de confiança tendem a serem rompidos ou, até mesmo, não construídos.
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O que significa "validar" os sentimentos de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (
O que significa "validar" os sentimentos de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) no contexto do vínculo terapêutico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A validação pode ser entendida como a compreensão empática associada à comunicação de existência de sentido naquilo que é expresso pelo paciente. Validar os sentimentos de uma pessoa com TPB é compreender quais sentimentos são aqueles (como se nomeia), o que se sente quando as pessoas os experimentam, o que costuma desencadear tais sentimentos, como as pessoas costumam se comportar quando estão se sentindo dessa maneira, etc, e expressar para a pessoa de que maneira isso fez sentido em seu histórico de aprendizado e de que maneira isso faz sentido em seu contexto atual.
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Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha
Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha e desde então não tenho dormido direito, acordado com o coração acerelado tenho crises às vezes várias vezes ao dia e é como se eu estivesse vivendo aquelo todos os dias. Se eu imaginar ter um outro cachorro na minha casa ou só de ver ouvir sobre cachorros, começo entrar em pânico.nao estou conseguindo lidar e nem seguir em frente. As vezes me culpo pelo ocorrido. Me sinto meio estranha como se fosse uma tristeza com pouco de vazio. Só não queria ter passado por essa situação, gostaria de voltar no tempo. Gostaria de ajudar para entender isso que estou sentindo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Com um quadro ansioso, como o que você relata, o acontecimento de outro evento estressante pode ser percebido de maneira ainda mais intensa. Como se sobre a pele com um corte (portanto, mais sensível) ocorresse uma pancada ou outro corte (a sensação de dor e a percepção do sofrimento são maiores). Em situações de perda significativa, a tristeza (caracterizada pela indisposição física, falta de motivação, introspecção, sensação de vazio, etc) é a emoção esperada. Muitas vezes pode ocorrer raiva em relação a si mesma ou a alguém, sensação de culpa, tentativas de negociar com Deus ou com o destino e tristeza profunda. É importante que você saiba que isso é passageiro e que existem cuidados que podem te auxiliar nesse processo. Nesse sentido, a ajuda de um profissional de psicologia seria o mais recomendado.
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Perguntas frequentes
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Estou tomando escitalopram 10 mg há 2 semanas e percebi que comecei a demorar muito mais para conseg
Pode melhorar com o tempo, sim, mas não existe um prazo certo, e em algumas…