Perguntas do paciente (66)

  • Eu não tenho diagnóstico definido, mas nos últimos dias o assunto ah sd furou minha bolha e eu tinha

    Eu não tenho diagnóstico definido, mas nos últimos dias o assunto ah sd furou minha bolha e eu tinha quase certeza q tinha TDAH, mas depois q vi sobre ah sd fiquei com muita dúvida, pq quase tudo bateu.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Para compreender melhor suas características e investigar a presença ou não de um quadro de Altas Habilidades/Superdotação ou TDAH, é fundamental realizar uma avaliação neuropsicológica. Muitas vezes, características desses quadros podem se sobrepor e, inclusive, pessoas sem essas condições podem identificar em si traços que consideram significativos. Além disso até mesmo um quadro de dupla excepcionalidade é possível, isso é, uma pessoa possuir TDAH e AH/SD. Por isso, para uma avaliação mais precisa e criteriosa, o ideal é procurar um psicólogo, preferencialmente com especialização em neuropsicologia para lhe ajudar nessa jornada.


  • É comum confundir o TDAH com o SD? Quais diferenças mais comuns?

    É comum confundir o TDAH com o SD?
    Quais diferenças mais comuns?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Sim, é comum que o TDAH e a superdotação sejam confundidos, pois algumas características podem parecer semelhantes à primeira vista. Em ambos os casos, pode haver desatenção, inquietação e desinteresse por tarefas pouco estimulantes. No entanto, no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, a dificuldade de atenção tende a ser constante e aparece em diferentes situações, mesmo quando há interesse. Já na superdotação, a atenção costuma ser seletiva, com períodos de grande foco em temas desafiadores. Outra diferença importante está no raciocínio, que na superdotação é geralmente mais rápido e profundo. No TDAH, o desempenho pode ser prejudicado por dificuldades nas funções executivas, como organização e controle de impulsos. Além disso, pessoas com TDAH apresentam maior impulsividade e dificuldade de autorregulação. Já indivíduos superdotados tendem a questionar mais, ser perfeccionistas e emocionalmente intensos. Também é possível que as duas condições ocorram juntas, o que é chamado de dupla excepcionalidade. Por isso, a avaliação profissional psicólogo, preferencialmente com especialização em neuropsicologia, é essencial para um diagnóstico adequado.


  • Boa tarde, Meu irmão mais novo recebeu recentemente o diagnóstico de superdotação,é possível que e

    Boa tarde,
    Meu irmão mais novo recebeu recentemente o diagnóstico de superdotação,é possível que eu possa ter também?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Sim! A inteligência possui uma herdabilidade considerada de moderada a alta, portanto, o componente genético é um fator importante. Isso significa que entre irmãos as probabilidades de mesmo quadro são maiores.


  • Qual o melhor teste para diagnosticar AH/S em adultos? Tenho 23 anos

    Qual o melhor teste para diagnosticar AH/S em adultos? Tenho 23 anos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Não existe um único teste capaz de diagnosticar altas habilidades/superdotação (AH/S) em adultos, sendo necessária uma avaliação psicológica ampla. O instrumento mais utilizado, considerado padrão ouro para avaliação da inteligência, é a WAIS-IV, que mede diferentes aspectos do funcionamento cognitivo, como raciocínio e memória. No entanto, o resultado de QI, mesmo elevado, não é suficiente para definir superdotação. Por isso, outros instrumentos são frequentemente utilizados como complemento, como as Matrizes Progressivas de Raven, que avaliam inteligência fluida. Também podem ser aplicados testes de criatividade, como o Teste de Torrance, além de escalas de personalidade e entrevistas clínicas. A análise do histórico acadêmico e profissional do indivíduo também é considerada. Vale destacar que a superdotação envolve não apenas habilidade intelectual, mas também criatividade e engajamento. Dessa forma, o diagnóstico em adultos é construído a partir da integração de múltiplas fontes de informação. O processo deve ser conduzido por um psicólogo qualificado, preferencialmente com experiência em avaliação neuropsicológica, o que garante maior precisão e evita interpretações reducionistas baseadas apenas em testes isolados.


  • É comum um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline leve sentir raiva intensa e muitos pe

    É comum um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline leve sentir raiva intensa e muitos pensamentos automáticos negativos, após a reitrada do medicamento Aripiprazol (que já estava com a dose mais baixa - o humor já estava estabilizado)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Sim, parcialmente. O aripiprazol pode contribuir para a redução da impulsividade, da irritabilidade e da labilidade emocional (ou seja, mudanças rápidas e intensas de humor). No entanto, considerando que ele já estava sendo utilizado em uma dose baixa, é provável que outros fatores também estejam contribuindo para esse aumento da irritabilidade.
    Para compreender melhor essas influências e desenvolver estratégias mais eficazes de enfrentamento, a psicoterapia realizada por um psicólogo devidamente qualificado é fundamental. Em relação à medicação, uma avaliação com seu psiquiatra será muito importante para analisar a situação e garantir a melhor condução do tratamento.


  • Qual a diferença na visão de vocês profissionais entre Anedonia, Embotamento afetivo, e apatia? os m

    Qual a diferença na visão de vocês profissionais entre Anedonia, Embotamento afetivo, e apatia? os meus sintomas se encaixam neles todos ...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Anedonia é a redução ou perda da capacidade de sentir prazer em atividades que anteriormente eram consideradas agradáveis. Embotamento afetivo refere-se à diminuição da intensidade da expressão e da vivência das emoções. Já a apatia caracteriza-se por uma redução do interesse, da motivação ou do envolvimento com os estímulos e atividades da vida cotidiana.
    Esses fenômenos podem ocorrer simultaneamente e, de fato, costumam estar associados a quadros de humor deprimido, embora também possam estar presentes em outras condições clínicas. Para uma compreensão mais adequada do quadro e de suas possíveis causas, é fundamental consultar um psicólogo ou outro profissional de saúde mental qualificado.


Perguntas frequentes

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