Perguntas do paciente (66)

  • Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza tod

    Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza todos os dias. Os senhores profissionais pela psicológia acham quem a pornografia que pode estar causando isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Atribuir o vazio e a tristeza recorrentes a mera pornografia seria uma simplificação. Embora a pornografia possa oferecer uma forma de prazer fácil (um reforço livre no jargão técnico), seria fundamental entender todo o contexto em que você está inserido e seus padrões de comportamento. Uma questão fundamental para seu caso poderia ser formulada da seguinte maneira: "em que medida você tem desenvolvido propósitos pessoais e se engajado em atividades alinhadas aos seus projetos de vida?"


  • Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza

    Tenho 35 anos e perdi minha mãe de forma repentina há quase um ano. No começo, achei que a tristeza fosse diminuindo, mas sinto que estou cada vez mais 'travada'. Não sinto prazer nas coisas que amava, sinto uma culpa constante por não ter feito mais por ela e um vazio que parece não ter fim. Choro todos os dias e me sinto exausta, sem ânimo para trabalhar ou sair com amigos. Como saber se o que estou vivendo ainda é o processo natural do luto ou se isso já se transformou em uma depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    De fato, a perda de um ente querido pode causar intenso sofrimento e desencadear diversos sintomas, como os que você relata: tristeza, desinteresse, falta de energia, sentimentos de culpa, sensação de vazio, saudade, isolamento social, alterações do sono e até dores no corpo.
    Embora o luto não tenha duração pré-determinada, espera-se que, com o passar do tempo, a pessoa consiga se adaptar gradualmente à perda e retomar aspectos importantes da vida. Quando o sofrimento permanece intenso e incapacitante por um período prolongado (em adultos, geralmente por pelo menos 12 meses), pode ser necessária uma avaliação para verificar a ocorrência do transtorno do luto prolongado. Isso não significa, porém, que seja preciso esperar um ano para procurar ajuda.
    O acompanhamento de um profissional de saúde mental, como psicólogo ou psiquiatra, ou ambos, pode ser muito bem-vindo mesmo nos primeiros meses. O psicólogo pode auxiliar na compreensão e elaboração do processo de luto, na reorganização da vida e na construção de novos vínculos e fontes de sentido após a perda. O psiquiatra, por sua vez, pode avaliar a presença de condições associadas, como depressão, ansiedade ou insônia, e, quando houver indicação clínica, prescrever medicamentos que contribuam para a redução dos sintomas e para a retomada das atividades cotidianas.


  • O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) afeta sua capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo?

    O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) afeta sua capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Sim! O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) pode afetar sua capacidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo devido às alterações cognitivas associadas ao transtorno. Durante episódios de mania ou hipomania, é comum que a pessoa apresente aceleração do pensamento, distraibilidade e impulsividade. Entretanto, por causa dessas características, frequentemente há dificuldade em manter foco atencional, organizar prioridades e concluir tarefas de forma eficiente. Já nos episódios depressivos, podem surgir lentificação cognitiva, fadiga mental e prejuízos importantes na concentração, tornando atividades simultâneas particularmente desgastantes e "custosas". Além disso, estudos indicam que algumas alterações cognitivas podem persistir mesmo fora das crises, especialmente em funções executivas, atenção e memória de trabalho. O que significa que o transtorno pode comprometer significativamente a gestão de múltiplas demandas cotidianas, variando conforme a fase, intensidade dos sintomas e, se houver, adesão ao tratamento.


  • Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva

    Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva, e então eu acordo me arranhando, dando tapa ou soco nas coisas que estão ao meu lado, principalmente as vezes chuto, bato, e grito no ouvido do meu marido, eu acordo na hora, mas é tão chato isso, é “involuntário” não faço de propósito, não sei como resolver! Está me prejudicando, e prejudicando quem dorme ao meu lado!
    (Não sei se tem algo a ver com os sonhos, mas as vezes mordo a língua enquanto durmo, acordo na hora com dor) O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    A melhor atitude para o quadro que você relata é buscar auxílio de um psicólogo. Seria fundamental entender os padrões de comportamento, o que os tem desencadeado e reforçado, oferecendo, também, um lugar seguro para você expressar suas emoções, trabalhar com elas e desenvolver ferramentas para lidar com isso no seu cotidiano.


  • Um diagnóstico de Transtorno do espectro autista (TEA) pode ser, na verdade, Transtorno Afetivo Bipo

    Um diagnóstico de Transtorno do espectro autista (TEA) pode ser, na verdade, Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    É muito improvável que haja confusão entre os critérios de um diagnóstico e o de outro transtorno, quer dizer, que na avaliação profissional tenha havido uma confusão pela semelhança nos quadros. Porém os diagnósticos podem se sobrepor, isso é, a mesma pessoa ter TEA e TAB.


  • Tenho muito medo de tirar sangue, não o medo do sangue, mas da agulha. Passo muito mal quando vou fa

    Tenho muito medo de tirar sangue, não o medo do sangue, mas da agulha. Passo muito mal quando vou fazer qualquer procedimento que envolva agulha: a vista escurece, suo frio e me dá moleza. Isso tem tratamento? Tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Sim! Seria fundamental avaliar a intensidade e o impacto dos sintomas para entender a gravidade, contudo, quadros de fobia tem um tratamento bem estabelecido e com bom prognóstico. Profissionais de psicologia orientados pela TCC ou, mais especificamente, Análise do Comportamento devem ter as ferramentas necessárias cuidar de um quadro como o seu.


  • Uma coisa vem me questionando faz algum tempo. Como que faz para descobrir se uma criança tem superd

    Uma coisa vem me questionando faz algum tempo. Como que faz para descobrir se uma criança tem superdotação? Sei que é com alguém da área da psicologia, mas quais são as perguntas que eles fazem? Tanto para as crianças ou para os pais.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    O profissional de psicologia tem habilitação para fazer a avaliação psicológica e oferecer o laudo psicológico. Contudo seria mais recomendado que além de psicólogo esse profissional tivesse especialização em neuropsicologia ou avaliação neuropsicológica, a qual indica que esse profissional foi instruído e treinado para compreender processos psicológicos como inteligência, criatividade, memória, etc. Existem muitos testes neuropsicológicos para avaliar a inteligência e cabe ao profissional psicólogo escolher os mais convenientes em cada caso, pois, alguns testes podem ser mais centrados nos processos atencionais, outros mais na memória, outros mais na criatividade, outros mais na inteligência verbal, outros mais na inteligência cristalizada, e assim por diante. O profissional capacitado é quem fará a melhor escolha para cada investigação.


  • Estou há dois anos com sintoma de Desrealização,tenho TAG e toc tem solução ainda ???

    Estou há dois anos com sintoma de Desrealização,tenho TAG e toc tem solução ainda ???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Sim! Seu quadro tem tratamento! O psiquiatra seria o profissional mais indicado para iniciar um cuidado (medicamentoso) com a desrealização, mas, além dele um psicólogo poderia contribuir significativamente com os quadros ansiosos que podem estar associados com a desrealização.


  • Fui diagnosticada com bipolaridade, ainda não entendo muito bem o que é. A verdade é que me sinto mu

    Fui diagnosticada com bipolaridade, ainda não entendo muito bem o que é. A verdade é que me sinto muito sozinha, até no meu relacionamento. Não acho ninguém interessante para conviver. Eu queria muito ter algum amigo, mas depois que você cresce é difícil. Geralmente, as pessoas que conheço da minha idade são infantis demais, e eu não quero contato.
    Me sinto presa, sinto que deveria estar vivendo mais, mas tenho medo das pessoas na rua. Me sinto desprotegida e vulnerável. Queria correr livre, fazer as coisas que gosto, mas tenho medo de andar sozinha… e se aparecer alguém ruim no caminho, como vou me proteger?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Aparentemente existem muitas questões relacionadas a ansiedade e convívio social na sua experiência cotidiana. O cuidado psicoterápico seria um espaço privilegiado para você expressar suas angústias, medos e inseguranças, bem como desenvolver estratégias de enfrentamento para essas situações. Cada pessoa é única e merece um cuidado personalizado; de modo que uma orientação para as questões que você elabora poderia ser muito genérica e descontextualizada. Assim, a recomendação mais acertada para você é buscar um psicólogo e desenvolver um trabalho com ele.


  • Muitas vezes, tenho pensamentos positivos e intrusivos sobre o meu futuro quando me sinto eufórico.

    Muitas vezes, tenho pensamentos positivos e intrusivos sobre o meu futuro quando me sinto eufórico. Esses pensamentos podem estar ligados ao transtorno afetivo bipolar (TAB)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Se "pensamentos positivos e intrusivos" significam ideias de grandiosidade e importância descomunais, ou excessivamente otimistas, desvinculadas do contexto e com diminuição da capacidade crítica, isso pode estar ligado a fase maníaca. Seria fundamental entender a duração, a intensidade desses pensamentos e o impactos que eles tem sobre sua vida para, só assim, poder considerar de maneira bem embasada relação com o TAB. Portanto, o melhor a fazer é buscar auxílio de um especialista psiquiatra ou psicólogo.


  • Boa noite. Há um mês atrás, presenciei um assalto na volta pra casa do serviço dentro de um colet

    Boa noite.
    Há um mês atrás, presenciei um assalto na volta pra casa do serviço dentro de um coletivo e em momento algum os meliantes mexeram comigo, mas foi o suficiente para me mudar por inteiro. Primeiro que parei de pegar coletivos, tanto pra ir pro serviço, quanto pra voltar. Não consigo me sentir segura na rua nem mesmo com meus familiares, tenho pensamentos de que a qualquer momento podem me matar, que estou sentindo seguida, hipervigilãncia, medo extremo e sinto que afetou a minha vida social também, pois só me sinto segura em casa, tenho evitado sair, a não ser pro meu serviço. Quero saber como posso tratar essa questão, pois eu só quero voltar a ser normal como antes.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Considerando o período de cerca de um mês dentro do qual você narra ter passado por um evento traumático, é possível que os sintomas regridam naturalmente, isso porque você pode ter desenvolvido Transtorno de Estresse Agudo (TEA). Se isso não está ocorrendo, a hipótese mais provável é que você tenha desenvolvido TEPT, de fato.
    Sendo assim, vale considerar que o tratamento do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) baseia-se principalmente em psicoterapias focadas no trauma, consideradas a primeira linha de intervenção. Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) focada no trauma, e terapias que apresentam um programa de a Exposição Prolongada auxiliam na elaboração das memórias traumáticas, na redução da evitação e no desenvolvimento de comportamentos adaptativos. Vale consultar o profissional psicólogo para perguntar sobre o plano de tratamento.
    Em casos de maior gravidade ou quando há sintomas associados, como depressão, ansiedade e alterações do sono, o tratamento pode ser complementado com medicamentos, especialmente alguns antidepressivos. Devendo-se considerar a avaliação do médico psiquiatra. Assim, a combinação entre psicoterapia baseada em evidências e, quando necessário, tratamento farmacológico, constitui a estratégia mais eficaz para promover a redução dos sintomas e a recuperação da qualidade de vida.


  • Boa tarde estou há dois anos com sintoma de Desrealização,da pra melhorar ? Tenho transtorno de ansi

    Boa tarde estou há dois anos com sintoma de Desrealização,da pra melhorar ? Tenho transtorno de ansiedade generalizada!!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Sim! Certamente é possível diminuir esses sintomas. O mais indicado é um trabalho multiprofissional com um psiquiatra (para adequação da medicação) e de um psicólogo (para manejo da ansiedade).


  • Quais são as complicações possíveis com a ciclotimia? .

    Quais são as complicações possíveis com a ciclotimia? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    A Ciclotimia, embora muitas vezes seja vista como uma forma mais leve do espectro bipolar, pode trazer impactos significativos para a vida da pessoa. As mudanças frequentes de humor podem afetar relacionamentos, trabalho, estudos e a relação da pessoa com as próprias emoções. Em alguns momentos, pode haver impulsividade, conflitos interpessoais, desânimo intenso ou dificuldade para manter uma rotina estável. Também é comum que a ciclotimia esteja associada à ansiedade, ao uso de álcool ou outras substâncias e a períodos de tristeza mais profunda. Em certos casos, o quadro pode evoluir para formas mais graves do transtorno bipolar. Por isso, o acompanhamento psicológico e psiquiátrico pode ser decisivo para contribuir com o equilíbrio emocional, na qualidade de vida e na prevenção de agravamentos.


  • Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?

    Quais as diferenças entre a ciclotimia e os transtornos bipolares ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    A ciclotimia e os transtornos bipolares pertencem ao mesmo espectro de transtornos do humor, mas diferem principalmente pela intensidade, duração e impacto funcional das oscilações de humor.
    Dito de maneira simplificada: a ciclotimia pode ser vista como uma espécie de instabilidade crônica do humor, na qual a pessoa oscila entre "altos" e "baixos" que não chegam a preencher os critérios diagnósticos para episódios completos de mania, hipomania ou depressão maior. Ou, em outras palavras, a ciclotimia pode ser descrita como uma condição do espectro bipolar próxima ao transtorno bipolar tipo II, mas com sintomas de menor intensidade e maior persistência.
    Já nos transtornos bipolares, essas oscilações atingem uma intensidade suficiente para caracterizar episódios bem definidos, com impacto mais evidente.
    Vale dizer que a ciclotimia não é apenas uma "forma leve" de bipolaridade. Algumas pessoas permanecem ciclotímicas ao longo da vida, enquanto outras podem evoluir posteriormente para formas mais típicas do espectro bipolar. Por isso, o acompanhamento clínico adequado é importante quando há suspeita de qualquer transtorno do humor. Caso você suspeite desse diagnóstico procure um médico psiquiatra para realizar o diagnóstico e, também, busque auxilio de um psicólogo clínico para desenvolver um trabalho terapêutico.


  • Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo bipolaridade devem fazer Avaliação Neuropsicológ

    Desejaria saber se pacientes com transtorno do tipo bipolaridade devem fazer Avaliação Neuropsicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    A avaliação neuropsicológica é indicada para identificar características do funcionamento cognitivo e comportamental que possuem bases no funcionamento neurológico. Entre os aspectos avaliados estão a atenção, as funções executivas, a memória, a inteligência geral e, em alguns contextos, determinados traços de personalidade e características emocionais.
    Pessoas com transtorno do espectro bipolar podem se beneficiar de uma avaliação neuropsicológica quando ela contribuir para uma melhor compreensão de seu funcionamento e para o planejamento do acompanhamento clínico. Contudo, a avaliação neuropsicológica não constitui um procedimento diretamente indicado para o diagnóstico da bipolaridade, embora possa fornecer informações complementares relevantes para a compreensão do quadro.


  • Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o transtorno bipolar durante a infância e adole

    Existem sinais comportamentais precoces que anunciam o transtorno bipolar durante a infância e adolescência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Sim. Embora sejam raros, alguns sinais comportamentais podem surgir precocemente em crianças e adolescentes que posteriormente desenvolvem Transtorno Bipolar, principalmente quando há histórico familiar. Entre os sinais mais comuns estão mudanças, cíclicas, intensas, marcantes e frequentes de humor; irritabilidade persistente, impulsividade, explosões emocionais e dificuldade para lidar com frustrações. Também podem ocorrer períodos de energia excessiva, fala acelerada, redução da necessidade de sono e comportamentos de risco. Em alguns casos, há grande variação no rendimento escolar, nos relacionamentos e na estabilidade emocional. Quadros de ansiedade e depressão precoce também podem aparecer antes de manifestações mais claras do transtorno. No entanto, esses sinais não são exclusivos do transtorno bipolar e podem estar presentes em outras condições, como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade e transtornos de ansiedade. Por isso, o diagnóstico deve ser feito com cautela, considerando a história clínica, o desenvolvimento e a observação ao longo do tempo. É fundamental para o melhor desenvolvimento do cuidado, que a criança seja acompanhada por um psiquiatra e por um psicólogo.


  • Qual o quociente de inteligência (QI) de uma criança com altas habilidades?

    Qual o quociente de inteligência (QI) de uma criança com altas habilidades?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Não existe consenso absoluto sobre isso. A razão é que o QI é apenas um dos parâmetros utilizados para avaliar uma condição mais ampla, que são as altas habilidades/superdotação. De modo geral, considera-se que indivíduos com desempenho situado a dois desvios-padrão acima da média apresentam inteligência classificada como "muito superior". Em termos de QI, isso corresponde aproximadamente a um valor de 130.
    Contudo, as altas habilidades costumam ser compreendidas como um conjunto de características que envolve não apenas um QI acima da média, mas também um desempenho significativamente superior em uma ou mais áreas do conhecimento ou da atividade humana. Assim, uma pessoa com QI de 120, mas que apresente proficiência excepcional em determinada área, pode ser caracterizada como possuindo altas habilidades.
    Uma avaliação neuropsicológica é fundamental para uma compreensão adequada do quadro. Portanto, em caso de dúvidas, a orientação é procurar um psicólogo qualificado, preferencialmente com experiência em avaliação psicológica ou neuropsicológica, para uma análise mais precisa da situação.


  • Quais as Características de uma criança superdotada?

    Quais as Características de uma criança superdotada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Primeiramente vale ressaltar que cada caso é único e tem de ser avaliado em sua singularidade, mas dito de maneira geral, uma criança superdotada costuma aprender mais rápido que as outras, com pouca repetição, e demonstra um vocabulário mais avançado desde cedo. É muito curiosa, faz perguntas profundas e se interessa bastante por assuntos específicos, podendo ficar horas focada neles. Também tende a ser criativa, trazendo ideias diferentes e soluções originais para problemas. No aspecto emocional, pode ser mais sensível e intensa, às vezes se frustrando com facilidade ou sendo muito perfeccionista. É comum preferir conversar com pessoas mais velhas e questionar regras que não fazem sentido para ela. Nem sempre terá bom desempenho escolar, especialmente se as atividades forem fáceis ou pouco estimulantes.


  • Há diferenças entre a criança superdotada e a criança inteligente?

    Há diferenças entre a criança superdotada e a criança inteligente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Sim, existe diferença entre uma criança inteligente e uma criança superdotada, embora ambas tenham bom desempenho intelectual. Dito de maneira geral, a criança inteligente aprende bem, acompanha a escola e resolve problemas dentro do esperado para sua idade. Já a criança superdotada vai além, ela está acima da média: aprende mais rápido, faz conexões mais profundas e costuma apresentar grande criatividade. Outra diferença está na intensidade, pois a criança superdotada tende a se envolver mais com seus interesses e pode se entediar facilmente com atividades simples. Além disso, pode ser mais sensível emocionalmente e questionar mais as regras. Nem sempre terá bom desempenho escolar, especialmente se não for estimulada.


  • Gostaria de saber se Citalopram interfere no líbido mulher?

    Gostaria de saber se Citalopram interfere no líbido mulher?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcello Cavasin

    Embora essa seja uma reação adversa considerada relativamente incomum, é possível que ocorra diminuição da libido durante o tratamento com Citalopram. Existem alternativas medicamentosas e estratégias terapêuticas que podem ajudar a minimizar esse efeito. Vale a pena consultar um psiquiatra e relatar o impacto que essa questão tem causado em sua vida.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.