Perguntas do paciente (65)
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Podemos estar preparados antecipadamente para viver o luto pela perda de um vínculo afetivo?
Podemos estar preparados antecipadamente para viver o luto pela perda de um vínculo afetivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Embora seja impossível prever e se preparar completamente para a dor de uma perda, existem maneiras de lidar com a expectativa do luto de forma mais saudável, especialmente quando sabemos que uma perda pode ocorrer em breve, como em casos de doenças terminais ou envelhecimento de um ente querido. Embora a experiência de luto seja única para cada pessoa, algumas estratégias podem ajudar a lidar com a ansiedade ou o medo da perda, tornando o processo emocional um pouco mais gerenciável.
Uma maneira de se preparar para o luto é aceitar e reconhecer antecipadamente as emoções que você pode sentir. Isso pode envolver refletir sobre a inevitabilidade da perda e reconhecer que ela faz parte da vida, o que pode ajudar a reduzir o choque quando a perda realmente ocorrer. Preparar-se para o luto não significa "não sentir", mas se permitir ter espaço para processar a dor, as emoções e até as possíveis culpas ou frustrações.
A Terapia do Esquema pode ser útil nesse processo, especialmente para trabalhar com esquemas que envolvem medo da perda, abandono ou sofrimento emocional intenso. Se você tem o histórico de enfrentar perdas significativas ou sente que já está antecipando uma perda, essa terapia pode ajudar a explorar suas crenças em torno do luto, tornando o processo de enfrentamento mais estruturado. Por exemplo, trabalhar os esquemas de abandono pode ajudar a desenvolver formas de lidar com a perda de maneira mais equilibrada, sem ser dominado pela dor ou pelo medo da separação.
Além disso, pode ser útil fortalecer os vínculos e viver intensamente os momentos com as pessoas que você teme perder, criando memórias e buscando o que realmente importa na relação, o que pode ajudar a proporcionar um fechamento emocional, independentemente de quando a perda acontecer. Lidar com a inevitabilidade da perda, sem esperar que a dor desapareça completamente, é um passo importante para uma vivência mais saudável do luto quando ele se tornar realidade.
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Como a terapia psicodramática trabalha com os dependentes químicos ?
Como a terapia psicodramática trabalha com os dependentes químicos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A terapia psicodramática é muito parecida com a Terapia do Esquema, e ambas ajudam dependentes químicos ao permitir que expressem emoções e revivam situações passadas de forma dinâmica e segura. Através de encenações, eles podem entender melhor seus sentimentos, reescrever histórias dolorosas e criar novas formas de lidar com desafios. Isso fortalece a autoestima, melhora os relacionamentos e permite que testem comportamentos mais saudáveis, ajudando a romper com o ciclo da dependência. É uma abordagem vivencial que promove cura e transformação, ajudando a pessoa a ver soluções onde antes só havia dor.
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Como a Junguiana trabalha com traumas de um paciente adulto ?
Como a Junguiana trabalha com traumas de um paciente adulto ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia do Esquema pode ser uma escolha muito mais eficaz do que a abordagem junguiana, especialmente quando se trata de lidar com traumas e padrões emocionais negativos que se repetem na vida adulta. Enquanto a terapia junguiana foca bastante no simbolismo e no inconsciente profundo, a Terapia do Esquema é mais direta e prática ao tratar dos problemas do dia a dia. Ela se concentra em identificar padrões específicos de pensamento, sentimentos e comportamentos que surgem a partir de experiências passadas, muitas vezes na infância, e que continuam a afetar a pessoa no presente.
A grande diferença da Terapia do Esquema é que ela não só compreende o problema, mas também oferece ferramentas práticas para mudá-lo. Ao invés de explorar apenas o simbolismo e os arquétipos, a Terapia do Esquema trabalha com estratégias concretas para quebrar esses padrões, fazendo com que você não apenas entenda seus traumas, mas também os supere, passando a reagir de maneira mais saudável e equilibrada.
Além disso, a Terapia do Esquema é muito focada na resolução de questões específicas, como ansiedade, depressão e problemas de relacionamento, enquanto a abordagem junguiana pode ser mais abstrata e menos voltada para resultados práticos imediatos. Com a Terapia do Esquema, você vai aprender a reconhecer e mudar padrões automáticos de forma estruturada, o que pode trazer mudanças reais e duradouras para sua vida.
Se você busca uma abordagem que seja mais focada no aqui e agora, com ferramentas práticas que ajudem a transformar suas reações e sentimentos, a Terapia do Esquema é uma escolha mais assertiva. Ela é direta, objetiva e pode trazer resultados concretos para melhorar seu bem-estar emocional, o que pode ser muito mais eficaz para quem está enfrentando desafios emocionais e comportamentais no dia a dia.
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Tenho vários problemas para relacionar com a minha família, meus amigos e companheiros de trabalho.
Tenho vários problemas para relacionar com a minha família, meus amigos e companheiros de trabalho. Sou muito estourada. Gostaria de saber o que é melhor para mim: psicanálise ou psicoterapia comportamental
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A escolha entre **psicanálise** e **psicoterapia comportamental** depende muito de como você gostaria de trabalhar suas questões e o que você busca na terapia. Ambas têm abordagens diferentes, e uma pode ser mais adequada do que a outra, dependendo das suas necessidades.
A psicanálise foca em explorar os aspectos mais profundos do inconsciente, geralmente remontando à infância, para entender como as experiências passadas influenciam os comportamentos e emoções atuais. Se você está buscando entender mais sobre as raízes de seus problemas, seus padrões emocionais, e como a dinâmica familiar ou outros aspectos do seu passado podem estar impactando seus relacionamentos e reações no presente, a psicanálise pode ser útil. Ela pode ajudar você a compreender e transformar padrões inconscientes que podem estar alimentando comportamentos impulsivos ou explosivos.
Já a psicoterapia comportamental, ou Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), foca mais em como você pode mudar comportamentos e pensamentos disfuncionais no presente, trabalhando diretamente para aliviar os sintomas e melhorar suas interações. No seu caso, se você tem dificuldades com reações explosivas e quer aprender maneiras práticas de controlar essas respostas impulsivas e melhorar seus relacionamentos imediatos, a psicoterapia comportamental pode ser uma boa opção. Ela pode te ajudar a identificar os gatilhos emocionais e a desenvolver técnicas para lidar com eles de forma mais saudável.
Considerando que você mencionou ser "muito estourada" e ter dificuldades de relacionamento, a Terapia do Esquema, que também pode ser considerada parte da psicoterapia comportamental, seria uma excelente escolha para você. Ela trabalha não só com os comportamentos, mas também com esquemas e padrões emocionais profundos que podem estar moldando essas reações explosivas. A Terapia do Esquema é eficaz para lidar com questões de comunicação, impulsividade, e dificuldades nos relacionamentos, já que ajuda a transformar crenças disfuncionais e a melhorar o controle emocional.
Se você procura algo mais voltado para mudanças práticas no dia a dia e no controle de comportamentos, a psicoterapia comportamental seria uma boa opção. Se você sente que quer explorar mais a fundo as origens e dinâmicas dos seus padrões emocionais, a psicanálise pode ser uma escolha interessante.
Ambas as abordagens podem ser eficazes, mas o importante é encontrar o terapeuta com quem você se sinta confortável e que ofereça o tipo de tratamento que mais ressoe com você.
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Qual a diferença entre neurose, psicose e perversão?
Qual a diferença entre neurose, psicose e perversão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As diferenças entre neurose, psicose e perversão vêm de teorias psicanalíticas clássicas e ajudam a categorizar diferentes tipos de funcionamento psíquico, cada uma com características específicas relacionadas à forma como a pessoa lida com o mundo interno e externo.
**Neurose** é caracterizada por conflitos internos que geram ansiedade, culpa ou angústia. A pessoa tem uma percepção da realidade preservada, mas apresenta sintomas como fobias, obsessões, compulsões ou ansiedade intensa. Esses sintomas são expressões de conflitos inconscientes. Na neurose, o sujeito tem consciência de seu sofrimento e, muitas vezes, busca ajuda, pois reconhece que algo não está funcionando bem.
**Psicose** é um estado mais grave, no qual a pessoa perde, em maior ou menor grau, a conexão com a realidade. A psicose pode ser marcada por delírios, alucinações e pensamentos desorganizados, e a pessoa pode não perceber que suas experiências são desconectadas da realidade. É comum em condições como esquizofrenia, e o tratamento normalmente envolve uma combinação de terapia e medicação para ajudar a pessoa a recuperar essa conexão com a realidade.
**Perversão**, no contexto psicanalítico, refere-se a um funcionamento psíquico no qual a pessoa lida com conflitos internos negando certas normas ou convenções sociais e utilizando mecanismos como a compulsão ou a repetição. Diferente da neurose, onde há culpa e conflito, ou da psicose, onde há perda da realidade, na perversão há uma busca constante por uma satisfação pulsional que desafia regras e limites estabelecidos. Esse termo, no entanto, tem sido revisitado para evitar estigmatizações, sendo atualmente abordado com mais cuidado.
Essas estruturas refletem formas diferentes de lidar com conflitos inconscientes e com a realidade. Na Terapia do Esquema, embora essas categorias não sejam o foco principal, os esquemas desadaptativos precoces são trabalhados para ajudar a pessoa a lidar melhor com suas emoções, crenças e comportamentos. Se você está buscando entender melhor essas diferenças em si mesma ou em alguém próximo, conversar com um profissional pode trazer mais clareza e apoio.
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O que é o ID, o ego e superego? .
O que é o ID, o ego e superego? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O id, o ego e o superego são conceitos centrais da teoria psicanalítica de Sigmund Freud, representando diferentes partes da mente que interagem para influenciar o comportamento e os conflitos internos.
O id é a parte mais primitiva da mente, que representa os impulsos instintivos e os desejos inconscientes, como fome, sede, sexo e agressividade. Ele funciona com base no princípio do prazer, buscando satisfação imediata sem considerar a realidade ou as consequências. Por exemplo, o id pode querer gratificação instantânea, como comer um doce mesmo que não seja o momento certo.
O ego é a parte racional da mente que atua como um mediador entre o id e a realidade externa. Ele funciona com base no princípio da realidade, ajudando a pessoa a equilibrar seus desejos instintivos com as exigências do mundo real. O ego tenta encontrar formas socialmente aceitáveis de satisfazer os desejos do id, mantendo a pessoa em segurança e em harmonia com o ambiente.
O superego representa a internalização das normas sociais, valores e moralidade, muitas vezes incorporados durante a infância por meio da influência dos pais e da sociedade. Ele age como uma espécie de consciência moral, julgando os pensamentos e comportamentos e gerando sentimentos de culpa ou orgulho. Se o superego for muito rígido, a pessoa pode se sentir constantemente culpada ou inadequada.
Essas três partes da mente estão em constante interação e, muitas vezes, em conflito. A angústia emocional pode surgir quando o ego tem dificuldade em equilibrar os impulsos do id e as regras rígidas do superego. Em abordagens como a Terapia do Esquema, o foco está em reconhecer e trabalhar esses conflitos internos, ajudando a pessoa a lidar melhor com suas emoções e desenvolver um autoconceito mais equilibrado e saudável.
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Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?
Como identificar transferência, projeção e contratransferência na psicologia ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Identificar transferência, projeção e contratransferência é essencial no processo terapêutico, pois esses fenômenos podem influenciar tanto o comportamento do paciente quanto do terapeuta, impactando o andamento do tratamento. Vamos abordar cada um deles de maneira prática.
A **transferência** ocorre quando o paciente, muitas vezes inconscientemente, projeta sentimentos e atitudes, originados de experiências passadas, sobre o terapeuta. Por exemplo, um paciente pode começar a tratar o terapeuta como uma figura parental, revivendo padrões emocionais de sua infância. O terapeuta pode perceber isso através de reações intensas, como idealização ou raiva, que não têm relação com a situação atual, mas com o passado do paciente.
A **projeção** acontece quando uma pessoa atribui a outra os próprios sentimentos, pensamentos ou características que ela mesma não consegue reconhecer ou aceitar. No contexto terapêutico, isso pode se manifestar quando o paciente projeta suas inseguranças ou críticas internas no terapeuta, como se fossem qualidades do terapeuta, quando na verdade refletem os próprios sentimentos do paciente.
A **contratransferência** é a resposta emocional do terapeuta à transferência do paciente. Ou seja, o terapeuta pode se sentir atraído, frustrado, irritado ou até desamparado em reação às projeções e sentimentos do paciente. Isso é normal, mas requer atenção, pois pode interferir na objetividade do terapeuta. O terapeuta precisa estar atento a essas respostas emocionais para não deixar que seus próprios sentimentos prejudiquem o processo terapêutico.
Esses processos são naturais e podem ser trabalhados com a ajuda de um terapeuta que, ao perceber esses fenômenos, pode utilizá-los para entender melhor as dinâmicas emocionais do paciente e promover uma cura mais profunda. Se você se vê vivenciando esses processos, seja como paciente ou terapeuta, refletir sobre eles pode ajudar a criar mais clareza emocional e impulsionar a jornada terapêutica.
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Como é feita a reestruturação cognitiva em um paciente adulto ?
Como é feita a reestruturação cognitiva em um paciente adulto ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A reestruturação cognitiva em um paciente adulto é um processo terapêutico que visa identificar e modificar pensamentos disfuncionais ou distorcidos que contribuem para emoções e comportamentos problemáticos. Esse processo começa com a identificação dos pensamentos automáticos, que são aqueles que surgem de forma imediata e frequentemente negativa diante de situações. O terapeuta ajuda o paciente a reconhecer esses pensamentos e a questioná-los, desafiando sua validade e considerando alternativas mais realistas e adaptativas.
Na Terapia do Esquema, a reestruturação cognitiva vai além, abordando esquemas profundos e padrões de pensamento formados na infância que influenciam como a pessoa percebe o mundo e a si mesma. Isso envolve não só questionar crenças, mas também trabalhar no fortalecimento de recursos emocionais e na construção de uma visão mais equilibrada e positiva sobre a vida. Através desse processo, o paciente aprende a responder de maneira mais saudável aos desafios, reduzindo a ansiedade, a depressão ou comportamentos impulsivos. Se você sente que esse processo pode ser útil, um terapeuta especializado pode ajudar a implementar essas mudanças de forma gradual e segura.
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Por que a resolução de problemas é importante para um paciente adulto ?
Por que a resolução de problemas é importante para um paciente adulto ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A resolução de problemas é fundamental para um paciente adulto porque ajuda a promover autonomia, equilíbrio emocional e uma maior sensação de controle sobre a própria vida. Quando uma pessoa consegue lidar com os desafios cotidianos de forma eficaz, isso diminui o estresse e previne sentimentos de sobrecarga ou impotência. Também contribui para uma melhora nas relações interpessoais, no trabalho e na vida pessoal, já que decisões mais assertivas e saudáveis tendem a gerar resultados mais positivos.
Na Terapia do Esquema, frequentemente trabalhamos com esquemas como Desamparo ou Fracasso, que podem fazer a pessoa sentir que não tem os recursos internos para lidar com problemas. Desenvolver habilidades de resolução de problemas ajuda a enfraquecer esses esquemas e construir uma maior autoconfiança. Se resolver situações difíceis tem sido um ponto de dificuldade, trabalhar isso com um terapeuta pode ser um grande passo para transformar padrões limitantes e fortalecer a capacidade de enfrentamento.
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O que é dessensibilização sistemática na Terapia Cognitivo Comportamental ?
O que é dessensibilização sistemática na Terapia Cognitivo Comportamental ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A **dessensibilização sistemática** é uma técnica da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) usada para tratar fobias, ansiedade social e outros transtornos de ansiedade. Ela foi desenvolvida por Joseph Wolpe e se baseia no princípio de que uma pessoa não pode sentir ansiedade intensa e relaxamento ao mesmo tempo. O objetivo é reduzir gradualmente a resposta de medo ou ansiedade diante de estímulos que provocam desconforto.
O processo envolve três etapas principais. Primeiro, o paciente aprende técnicas de relaxamento, como respiração profunda ou relaxamento muscular progressivo, para ajudá-lo a controlar a ansiedade. Em seguida, cria-se uma hierarquia de situações ou estímulos que causam ansiedade, começando com os menos ameaçadores até os mais intensos. Por fim, o paciente é gradualmente exposto, mentalmente ou na vida real, a essas situações, enquanto pratica o relaxamento aprendido. Com o tempo, o estímulo deixa de provocar a mesma resposta ansiosa.
Essa técnica ajuda a pessoa a ressignificar medos desproporcionais e a recuperar o controle emocional diante de situações que antes pareciam insuperáveis. Na **Terapia do Esquema**, embora a abordagem seja diferente, a dessensibilização sistemática pode ser complementar, ajudando a reduzir a reatividade emocional a gatilhos de esquemas desadaptativos. Procurar um terapeuta experiente pode proporcionar um espaço seguro para enfrentar esses medos de forma eficaz e compassiva.
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O que perguntar na primeira entrevista psicológica?
O que perguntar na primeira entrevista psicológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na primeira entrevista psicológica, o objetivo é criar um ambiente acolhedor, entender os motivos que levaram o paciente à terapia e coletar informações iniciais sobre sua história de vida e funcionamento emocional. Algumas perguntas comuns, mas adaptadas ao ritmo e às necessidades de cada paciente, podem incluir:
"Qual foi o motivo que te trouxe aqui hoje?" Essa pergunta ajuda a compreender a demanda principal e dá ao paciente a liberdade de expressar suas expectativas e preocupações. Em seguida, pode-se explorar com perguntas abertas como: "Como isso tem afetado sua vida?" ou "O que você espera alcançar com a terapia?"
Se for apropriado, pode-se investigar brevemente aspectos da história pessoal e familiar, como: "Pode me contar um pouco sobre sua infância e sua família?" ou "Existem eventos importantes que marcaram sua vida?" Também é importante explorar o estado emocional atual: "Como você tem se sentido ultimamente?" e "Você tem enfrentado dificuldades para lidar com o estresse, o sono ou a alimentação?"
Em uma abordagem como a **Terapia do Esquema**, o terapeuta pode começar a observar padrões emocionais e relacionais que possam indicar esquemas desadaptativos, mas sem sobrecarregar o paciente logo no início. A primeira entrevista é mais sobre acolhimento, empatia e construção de confiança, para que o paciente se sinta seguro o suficiente para continuar o processo terapêutico.
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Um Psicólogo pode chorar na frente de um paciente?
Um Psicólogo pode chorar na frente de um paciente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, um psicólogo pode chorar na frente de um paciente, mas é importante que isso ocorra de forma autêntica e controlada, sem desviar o foco do processo terapêutico. As lágrimas do terapeuta podem ser uma resposta genuína à dor ou ao sofrimento profundo que o paciente compartilha, e isso, em certos contextos, pode criar um vínculo terapêutico mais forte e validante. Demonstrar emoção pode ajudar o paciente a se sentir visto e compreendido, o que promove empatia e conexão.
No entanto, é essencial que o terapeuta esteja consciente de seus próprios limites emocionais e evite que suas reações pessoais dominem a sessão. A **Terapia do Esquema**, por exemplo, valoriza a empatia e a validação como parte do processo, mas o terapeuta deve sempre garantir que a atenção permaneça nas necessidades emocionais do paciente. Se o terapeuta perceber que suas emoções estão interferindo no trabalho terapêutico, isso pode ser um sinal de que ele também precisa de supervisão ou apoio para processar suas próprias reações.
Chorar, quando apropriado e bem administrado, não compromete o profissionalismo; ao contrário, pode ser uma demonstração de humanidade e presença genuína dentro da relação terapêutica.
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Qual a importância da Psicoeducação no tratamento de pessoas adultas ?
Qual a importância da Psicoeducação no tratamento de pessoas adultas ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoeducação é uma ferramenta fundamental no tratamento de pessoas adultas, pois promove a compreensão das condições emocionais e comportamentais, capacitando o paciente a lidar melhor com seus sintomas e desafios. Ela ajuda o paciente a entender as causas e os gatilhos de suas dificuldades, além de ensinar estratégias para identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento desadaptativos. Isso proporciona maior autonomia e participação ativa no próprio processo terapêutico.
Por exemplo, em casos de ansiedade, depressão ou transtornos de personalidade, a psicoeducação pode explicar os mecanismos biológicos e emocionais que estão por trás dos sintomas, ajudando a pessoa a perceber que suas reações não são uma fraqueza pessoal, mas parte de um processo que pode ser trabalhado. Essa compreensão pode reduzir a autoculpa e aumentar a motivação para buscar mudanças.
Na **Terapia do Esquema**, a psicoeducação é ainda mais relevante, pois auxilia o paciente a reconhecer seus esquemas desadaptativos e a entender como foram formados ao longo da vida. Isso permite que ele desenvolva empatia por si mesmo e se sinta mais preparado para enfrentar emoções intensas e padrões automáticos. Se você está em busca de mais ferramentas para entender e lidar com suas emoções, procurar um terapeuta que trabalhe com essa abordagem pode ser extremamente enriquecedor.
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O que é uma intervenção psicoeducativa? .
O que é uma intervenção psicoeducativa? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma intervenção psicoeducativa é um processo terapêutico que busca educar o paciente e, às vezes, seus familiares sobre questões relacionadas a saúde mental, emoções, comportamentos e estratégias de enfrentamento. O objetivo é fornecer informações claras e práticas para ajudar a pessoa a entender melhor sua condição, identificar gatilhos e adotar mudanças comportamentais que promovam bem-estar emocional.
Por exemplo, em casos de ansiedade, uma intervenção psicoeducativa pode incluir explicações sobre os mecanismos do corpo que geram os sintomas, ajudando o paciente a reconhecer que sua reação é parte de um processo fisiológico. Além disso, podem ser ensinadas técnicas de respiração ou estratégias cognitivas para lidar com pensamentos automáticos negativos.
Na **Terapia do Esquema**, a psicoeducação é fundamental para ajudar o paciente a reconhecer seus esquemas desadaptativos e entender como esses padrões emocionais e cognitivos se formaram ao longo da vida. Isso capacita o paciente a assumir um papel mais ativo no processo de mudança, tornando-o mais consciente de suas reações e escolhas. Buscar essa abordagem em terapia pode ser um grande passo para compreender e modificar padrões que causam sofrimento.
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O que é psicoeducação parental? .
O que é psicoeducação parental? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A **psicoeducação parental** é um processo no qual os pais são orientados e informados sobre como os padrões de comportamento, emoções e dinâmicas familiares influenciam o desenvolvimento e o bem-estar das crianças. Esse tipo de abordagem visa fornecer aos pais as ferramentas necessárias para entender melhor as necessidades emocionais de seus filhos, ajudá-los a lidar com comportamentos desafiadores e fortalecer a comunicação familiar.
Na **Terapia do Esquema**, a psicoeducação parental é particularmente importante porque muitos dos esquemas que as crianças desenvolvem ao longo da vida são influenciados diretamente pelos pais ou cuidadores. Por exemplo, esquemas de *abandono*, *desconfiança*, ou *defectividade* podem ser internalizados se as necessidades emocionais da criança não forem atendidas de forma adequada. Através da psicoeducação, os pais aprendem a reconhecer esses padrões e a oferecer um ambiente mais seguro, acolhedor e eficaz para o desenvolvimento emocional dos filhos.
Quando realizada por uma psicóloga, a psicoeducação parental também busca ajudar os pais a entender suas próprias reações emocionais, como a **contratransferência**, e a não reproduzir esquemas disfuncionais que possam ser prejudiciais para os filhos. Isso inclui o aprendizado de técnicas de disciplina mais positivas, como a validação emocional, além de promover a autonomia e a confiança nas relações familiares. Essa educação ajuda a prevenir que padrões disfuncionais se perpetuem nas futuras gerações e oferece aos pais o suporte necessário para criar um ambiente mais saudável emocionalmente.
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Qual médico faz terapia cognitiva comportamental? .
Qual médico faz terapia cognitiva comportamental? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A TCC é realizada por psicólogos, mas a Terapia do Esquema pode ser mais eficaz que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para algumas pessoas, especialmente quando há padrões emocionais e comportamentais profundos, enraizados desde a infância. Enquanto a TCC foca mais em identificar e mudar pensamentos e comportamentos disfuncionais no presente, a Terapia do Esquema vai mais fundo, ajudando a pessoa a entender como experiências passadas moldaram suas crenças e reações atuais. Ela trata questões mais complexas e antigas, proporcionando uma transformação mais duradoura e profunda, especialmente para quem tem dificuldades em superar padrões que afetam constantemente a vida.
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Qual profissional faz a avaliação cognitiva? .
Qual profissional faz a avaliação cognitiva? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação cognitiva geralmente é realizada por um **psicólogo**, especialmente aqueles especializados em neuropsicologia. O psicólogo utiliza testes padronizados e entrevistas para avaliar funções cognitivas como memória, atenção, linguagem, raciocínio, velocidade de processamento e habilidades visuoespaciais. Esses testes ajudam a identificar possíveis déficits ou padrões de funcionamento que possam estar relacionados a dificuldades emocionais, comportamentais ou neurológicas.
Além disso, em casos de suspeita de transtornos neurocognitivos ou condições como TDAH, demência ou sequelas neurológicas, o **neuropsicólogo** pode fazer uma avaliação mais detalhada, ajudando a diferenciar se as dificuldades cognitivas são de origem emocional, neurológica ou ambas.
Essa avaliação não só identifica dificuldades, mas também orienta o tratamento. Por exemplo, na **Terapia do Esquema**, entender o funcionamento cognitivo pode ajudar a ajustar as intervenções e estratégias de mudança emocional. Se você está considerando uma avaliação ou acha que isso pode ajudar em seu processo terapêutico, procurar um psicólogo qualificado pode ser um ótimo passo para ganhar mais clareza sobre seu funcionamento mental.
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estou com medo dos meus próprios pensamentos. Em um certo dia eu estava na universidade e estava ol
estou com medo dos meus próprios pensamentos.
Em um certo dia eu estava na universidade e estava olhando as pessoas, mas do nada na minha mente veio sobre "e se eu trair meu namorado?", algo que eu jamais tinha pensado, nunca nem fui de ficar por ficar, tive tanto medo desse pensamento, que passei meses com medo de algo acontecer, sendo que eu jamais tive esse pensamento, nunca tive vontade disso, meu namorado pra mim é tudo, prezo pelo meu relacionamento, pois ele é incrível, me trata bem e é tudo pra mim. Tenho medo de ter afetado meus valores, agora tenho medo até de olhar pra outro homem e sentir atração, medo de achar pessoas bonitas, medo de alguém mandar mensagem flertando comigo, sendo que quando as vezes esqueço desse pensamento, nada acontece, mas quando lembro, evito olhar pra tudo. Me sinto culpada, eu não quero ter traído meu namorado, ou que algo aconteça.
Me ajudem, me sinto tão ansiosa com isso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Eu entendo o quanto isso pode ser angustiante para você. O que você está descrevendo pode estar relacionado a uma forma de **ansiedade obsessiva**, onde pensamentos intrusivos, que não correspondem aos seus valores ou desejos, surgem de forma inesperada e causam grande sofrimento. Muitas pessoas com transtornos de ansiedade, como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), experienciam pensamentos que não têm relação com o que realmente querem ou fazem, mas que, ao surgirem, criam uma sensação de que algo está "errado" ou fora de controle.
Esses pensamentos não refletem a sua verdadeira vontade, mas sim uma reação da sua mente ao medo e à ansiedade. A simples presença do medo de "trair" ou de "sentir atração" pode ser exatamente o que mantém esses pensamentos em circulação, criando um ciclo. O importante é perceber que você está se sentindo culpada por algo que não está acontecendo, e isso é um reflexo da ansiedade, não dos seus valores ou intenções reais.
Na **Terapia do Esquema**, por exemplo, trabalhar com os esquemas de **culpa** ou **medo de descontrole** pode ser uma forma de ajudá-la a entender essas preocupações e aprender a não se identificar com esses pensamentos. Um psicólogo pode ajudar você a aprender a lidar com esses pensamentos intrusivos de forma mais saudável, sem que eles afetem sua relação ou sua autoestima. No entanto, esse tipo de comportamento pode ser muito difícil de enfrentar sozinho, então buscar o apoio de um terapeuta seria um passo importante para aliviar esse sofrimento.
Lembre-se: pensamentos são apenas isso — pensamentos. Eles não definem quem você é ou o que você quer de verdade. Buscar apoio para entender melhor esses sentimentos e aprender a gerenciá-los é um passo positivo e necessário para retomar o controle emocional.
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Minha filha de 5 anos tem uma mania muito especifica de puxar o próprio mamilo, começou já faz tempo
Minha filha de 5 anos tem uma mania muito especifica de puxar o próprio mamilo, começou já faz tempo mas nos últimos meses toda vez que olho pra ela, ela está com a mão dentro da blusa puxando o bico do peito. Pesquiso na internet e não tem nada sobre o que pode ser isso
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível que isso te preocupe, mas vale a pena considerar que esse tipo de comportamento, especialmente em crianças pequenas, pode ser uma forma de auto-calmante ou de busca por conforto. Crianças pequenas às vezes desenvolvem hábitos ou manias para se acalmar, principalmente em momentos de estresse ou ansiedade, ou mesmo como uma forma de autoexploração. Esse comportamento pode estar relacionado a uma necessidade de segurança, relaxamento ou à curiosidade sobre seu próprio corpo.
É importante observar se esse comportamento ocorre apenas em momentos específicos, como durante o sono, ao se sentir ansiosa, ou em situações de transição (como na escola ou em casa, quando há mudanças). Se for algo que ela faz frequentemente sem qualquer desconforto ou causa aparente, é provável que seja um comportamento autolimitado, que eventualmente possa desaparecer com o tempo.
No entanto, se você perceber que isso está afetando a vida social dela ou se estiver te causando preocupação contínua, seria bom buscar a ajuda de um pediatra ou psicólogo infantil para avaliar melhor o contexto e, se necessário, fornecer orientações específicas. Em algumas situações, um psicólogo especializado pode usar estratégias terapêuticas adequadas para ajudar a criança a entender e superar o comportamento, se isso for considerado necessário.
A **psicoeducação parental** (pode me chamar, faço esse trabalho) também pode ser muito útil, especialmente para ajudar os pais a entenderem os padrões de comportamento das crianças e como lidar com eles de forma saudável, criando um ambiente de apoio e compreensão. Isso pode ser um passo positivo para ajudar sua filha a desenvolver formas mais adequadas de lidar com suas emoções.
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Eu tenho problemas com ansiedade a muito tempo, e isso tá me afetando de mais, por mais que respire
Eu tenho problemas com ansiedade a muito tempo, e isso tá me afetando de mais, por mais que respire fundo ou penso em algo positivo, a ansiedade nunca para, e eu descobri que tenho fobia social, eu não saio de casa por nada, a não ser ir pra escola, e minhas aulas voltaram ontem, faltei por outro motivo, e hoje faltei de novo porque minha ansiedade atacou muito ao ponto de eu passar mal, eu não sei se tem algo haver com a fobia social, porque toda vez que vou sair eu fico ansiosa e fico enjoada; eu não consigo também comer em lugares públicos porque eu fico enjoada e tenho vontade de vomitar, eu tenho esses problemas desde os meus 10 anos...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Terapia do Esquema pode ser uma abordagem muito útil para lidar com questões como a ansiedade social e a fobia social. Essa terapia é baseada na ideia de que, ao longo da vida, desenvolvemos esquemas ou padrões de pensamento e comportamento que influenciam a forma como nos sentimos e agimos. No seu caso, é possível que você tenha esquemas relacionados ao medo de julgamento ou de rejeição social, o que pode estar alimentando a ansiedade que você sente em situações sociais e fora de casa.
A Terapia do Esquema ajuda a identificar esses esquemas e a trabalhar para reestruturá-los, permitindo que você se sinta mais confiante e menos impactada pelas suas crenças negativas. Além disso, ela pode ser extremamente eficaz no tratamento da ansiedade social, pois foca em como os esquemas disfuncionais, muitas vezes formados na infância, continuam a afetar o comportamento na vida adulta. A terapia ensina a desenvolver uma visão mais saudável de si mesma e das situações sociais, o que pode aliviar a intensidade da ansiedade e ajudar a melhorar a autoestima.
Se você ainda não procurou um terapeuta especializado em Terapia do Esquema, esse poderia ser um excelente caminho para começar a trabalhar nesses padrões e aprender a lidar com a ansiedade e a fobia social de forma mais eficaz.
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