Perguntas do paciente (65)

  • Como tratar pessoas com deficiência intelectual que é infantilizada ?

    Como tratar pessoas com deficiência intelectual que é infantilizada ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Tratar pessoas com deficiência intelectual que apresentam comportamentos infantilizados requer respeito, empatia e estratégias que promovam autonomia e desenvolvimento emocional. Muitas vezes, a infantilização ocorre porque a pessoa foi tratada assim ao longo da vida, o que pode reforçar comportamentos dependentes ou imaturos. Portanto, é fundamental incentivar a independência de forma gradual e respeitosa, sempre reconhecendo suas capacidades e potencialidades.

    Na Terapia do Esquema, a abordagem seria trabalhar esquemas como Dependência/Incompetência ou Subjugação, que podem surgir quando a pessoa internaliza a ideia de que não é capaz de tomar decisões ou agir por conta própria. Criar um ambiente que valorize pequenas conquistas e permita a expressão de desejos e emoções de forma segura pode ajudar a fortalecer a autoestima e a autonomia. Um terapeuta pode ser uma peça importante nesse processo, ajudando a pessoa e os cuidadores a romper padrões que reforçam a infantilização e a promover um senso maior de independência emocional e funcional.


  • Quais preconceitos são enfrentados por pessoas com deficiência?

    Quais preconceitos são enfrentados por pessoas com deficiência?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Pessoas com deficiência enfrentam preconceitos como o capacitismo, a marginalização e a falta de acessibilidade, o que pode afetar sua autoestima e visão de si mesmas. A Terapia do Esquema pode ajudar ao trabalhar com as crenças negativas formadas ao longo da vida, muitas vezes causadas por essas experiências de discriminação. Ao identificar e modificar padrões de pensamento, a terapia ajuda a pessoa a desenvolver uma imagem mais positiva e saudável de si mesma, superando os efeitos do estigma e promovendo uma maior confiança e autonomia, além de fortalecer sua capacidade de se proteger contra atitudes preconceituosas.


  • Eu n aceito MT coisa de mim sabe Não aceito Me revolto demais

    Eu n aceito MT coisa de mim sabe
    Não aceito
    Me revolto demais

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Eu entendo o que você está sentindo. Às vezes, não aceitar certas partes de nós mesmos pode gerar muita frustração e revolta. Isso pode vir de padrões antigos, crenças limitantes ou até mesmo de experiências passadas que nos marcaram e dificultam a aceitação. Esses sentimentos de revolta são uma forma de protesto interno, um sinal de que há algo que ainda não foi resolvido ou compreendido.

    Na Terapia do Esquema, podemos trabalhar exatamente com essas partes de você que não aceita. A terapia ajuda a entender de onde vêm esses sentimentos de revolta e como podemos ressignificar as crenças que você tem sobre si mesma. Muitas vezes, esse processo de aceitação envolve um olhar mais compassivo para quem você é e para as experiências que moldaram a sua vida.

    Com o tempo, podemos explorar esses sentimentos com mais calma, sem pressa, e trabalhar para aliviar essa carga emocional que você carrega. A aceitação vem aos poucos, mas com o apoio certo, você pode aprender a se tratar com mais gentileza e entender melhor suas próprias reações. Isso vai permitir que você se liberte da revolta e, pouco a pouco, se reconcilie com as partes de você que são difíceis de aceitar.


  • Quais os tipos de traumas psicológicos? .

    Quais os tipos de traumas psicológicos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Traumas psicológicos são experiências que afetam profundamente o bem-estar emocional de uma pessoa e podem deixar marcas duradouras. Existem diferentes tipos de traumas que podem surgir dependendo da natureza e da intensidade da experiência vivida.

    Um dos tipos mais comuns é o trauma de única exposição. Esse trauma ocorre quando a pessoa vivencia um evento impactante e isolado, como um acidente, agressão ou desastre natural. Mesmo sendo um evento único, ele pode ter efeitos profundos e persistentes, deixando a pessoa com sentimentos de medo, ansiedade ou tristeza.

    O trauma complexo, por outro lado, é resultado de experiências repetidas de abuso ou negligência, especialmente na infância. Isso pode incluir abuso emocional, físico ou sexual, e esses traumas costumam afetar a forma como a pessoa vê a si mesma e os outros, gerando padrões de comportamento e pensamento disfuncionais que persistem ao longo da vida.

    Há também o trauma secundário ou vicário, que acontece quando alguém é impactado emocionalmente pelo sofrimento de outra pessoa. Isso é comum em profissionais da saúde, como médicos ou terapeutas, que lidam com a dor de seus pacientes, mas também pode afetar familiares e amigos que estão próximos de alguém em sofrimento.

    Esses tipos de traumas têm um grande impacto na vida de quem os vivencia. A Terapia do Esquema pode ser uma abordagem eficaz para lidar com esses traumas, ajudando a pessoa a entender e ressignificar as experiências dolorosas e a criar novos padrões de pensamento e comportamento mais saudáveis.


  • Como os traumas infantis impactam na vida adulta? .

    Como os traumas infantis impactam na vida adulta? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Traumas infantis podem impactar muito a vida adulta, pois as experiências que vivemos na infância moldam as crenças e padrões emocionais que carregamos para a vida. Quando uma criança vivencia abuso, negligência ou falta de afeto, isso pode gerar insegurança, dificuldades para confiar nos outros e uma visão distorcida de si mesma. Esses traumas podem se manifestar na vida adulta por meio de problemas nos relacionamentos, ansiedade, depressão ou até comportamentos impulsivos e autodestrutivos.

    Na Terapia do Esquema, trabalhamos juntos para entender como esses traumas passados influenciam suas crenças e comportamentos no presente. O objetivo é identificar esses padrões e ajudar a ressignificá-los, criando novas formas de lidar com suas emoções e desafios, de maneira mais saudável e equilibrada. Isso permite que você se libere dos efeitos do passado e viva com mais confiança e paz.


  • De que forma a criação de conexões significativas pode influenciar positivamente o amor-próprio?

    De que forma a criação de conexões significativas pode influenciar positivamente o amor-próprio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    A criação de conexões significativas tem um impacto profundo no amor-próprio porque, ao nos conectarmos com os outros de maneira autêntica e empática, começamos a sentir um maior senso de pertencimento e aceitação. Quando estamos rodeados de pessoas que nos valorizam, respeitam e nos compreendem, nossa percepção de nós mesmos se fortalece. Essas conexões nos lembram de nossa própria dignidade, ajudando a nutrir uma visão mais positiva e acolhedora de quem somos.

    Na Terapia do Esquema, trabalhamos a ideia de como os relacionamentos saudáveis podem ajudar a curar padrões antigos de rejeição e abandono, muitas vezes enraizados na infância. À medida que estabelecemos laços mais profundos e verdadeiros, podemos internalizar a ideia de que somos dignos de amor e cuidado, o que é um pilar essencial para o desenvolvimento do amor-próprio.

    Essas conexões não apenas promovem o apoio emocional, mas também nos ajudam a validar nossas próprias emoções e experiências. Quando vemos que outros nos aceitam e nos amam como somos, começamos a internalizar essa aceitação, o que reforça a autoestima e nos dá a coragem de sermos autênticos. Isso cria uma base sólida para o amor-próprio, pois passamos a ver nossa própria importância refletida nas relações que cultivamos.


  • Qual é a importância do autocuidado emocional na preservação da autoestima em situações de estresse?

    Qual é a importância do autocuidado emocional na preservação da autoestima em situações de estresse?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    O autocuidado emocional é essencial para preservar e fortalecer a autoestima, especialmente em momentos de estresse. Quando passamos por situações desafiadoras, como pressão no trabalho, conflitos pessoais ou outras fontes de estresse, nossa autoestima pode ser vulnerável a diminuições, pois nos sentimos sobrecarregados e desvalorizados. O autocuidado emocional ajuda a manter o equilíbrio interno, permitindo que você se trate com mais compaixão e respeito, mesmo quando as circunstâncias externas são difíceis.

    Na Terapia do Esquema, exploramos como você pode cultivar práticas de autocuidado que envolvem reconhecer suas próprias necessidades emocionais, dar espaço para suas emoções e estabelecer limites saudáveis. Isso significa parar para se ouvir, validar seus sentimentos e buscar maneiras de relaxar e se recuperar, sem se julgar ou se cobrar demais. Ao fazer isso, você fortalece sua autoestima, pois aprende a se respeitar e a se priorizar, mesmo em momentos de estresse.

    Essa prática contínua de cuidar de si mesma emocionalmente permite que você construa uma base sólida de amor-próprio, que não depende das circunstâncias externas. Assim, você se torna mais resiliente e capaz de lidar com os desafios da vida sem perder sua confiança e valor pessoal.


  • Como a prática da empatia consigo mesmo pode ser um catalisador na promoção de uma autoestima resili

    Como a prática da empatia consigo mesmo pode ser um catalisador na promoção de uma autoestima resiliente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    A prática da empatia consigo mesmo é um passo fundamental para o desenvolvimento de uma autoestima resiliente. Quando você é empático com suas próprias dificuldades e falhas, em vez de se criticar severamente, começa a tratar a si mesma com a mesma compaixão que ofereceria a um amigo querido. Isso permite que você aceite suas imperfeições e erros como parte natural do processo de aprendizado e crescimento.

    Na Terapia do Esquema, aprendemos a identificar essas vozes internas críticas e a transformá-las em mensagens mais acolhedoras e construtivas. A empatia consigo mesma permite que você se veja como uma pessoa digna de cuidado e respeito, independentemente das circunstâncias. Isso fortalece sua autoestima, pois, ao invés de se desvalorizar nas dificuldades, você começa a se apoiar e a se entender de forma mais gentil.

    Essa prática ajuda a criar uma base emocional mais sólida, o que faz com que você consiga lidar melhor com os desafios e adversidades da vida. Ao desenvolver essa compaixão interna, sua autoestima se torna mais resiliente, permitindo que você enfrente os altos e baixos com mais equilíbrio, sem se deixar abalar pelas críticas externas ou pela autocrítica.


  • Quais são os Tipos de Transtorno da personalidade Borderline ( Limítrofe) ?

    Quais são os Tipos de Transtorno da personalidade Borderline ( Limítrofe) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    O transtorno de personalidade borderline (TPB), também conhecido como transtorno da personalidade limítrofe, é caracterizado por padrões persistentes de instabilidade emocional, nos relacionamentos interpessoais e na imagem de si mesmo. Embora não existam "tipos" distintos dentro do transtorno, ele pode se manifestar de maneiras diferentes em cada pessoa, com sintomas e comportamentos variados. Entre os principais aspectos do TPB estão:

    A instabilidade emocional, que se refere a mudanças rápidas e intensas no humor, com períodos de raiva, tristeza e ansiedade, muitas vezes sem uma razão clara. Essa instabilidade também pode afetar a visão que a pessoa tem de si mesma e do mundo ao seu redor. Outro aspecto comum é a instabilidade nos relacionamentos interpessoais. Pessoas com TPB frequentemente alternam entre idealizar e desvalorizar as outras, o que pode resultar em relações muito intensas, mas também volúveis e problemáticas.

    Além disso, o medo intenso de abandono é um sintoma central. A pessoa com TPB tem uma preocupação constante de ser abandonada, seja real ou imaginariamente, o que pode levá-la a comportamentos impulsivos para tentar evitar essa perda. Também é comum o sentimento crônico de vazio, uma sensação persistente de que algo está faltando, que muitas vezes é difícil de lidar. Esse vazio pode levar a tentativas de preenchê-lo com comportamentos impulsivos, como o abuso de substâncias ou práticas de risco.

    Outro aspecto do TPB é a dificuldade em controlar a raiva, que pode se manifestar em explosões emocionais desproporcionais em relação a situações cotidianas. Além disso, comportamentos impulsivos e autodestrutivos são comuns, como tentativas de suicídio, automutilação ou comportamentos de risco para lidar com a dor emocional.

    Esses sintomas variam em intensidade e frequência, e a pessoa com TPB pode experimentar períodos de maior estabilidade seguidos por recaídas em comportamentos mais intensos. Embora seja um transtorno desafiador, ele pode ser tratado com a ajuda de terapias, como a Terapia do Esquema, que busca entender e modificar padrões de comportamento e crenças disfuncionais, ajudando o indivíduo a encontrar mais equilíbrio e controle emocional.


  • Perdi minha mae a 2 meses nos era muito grudada. Choro todo dia. Minha vontade é de ir junto tenho 2

    Perdi minha mae a 2 meses nos era muito grudada. Choro todo dia. Minha vontade é de ir junto tenho 2 filhos. N consigo viver sem minha mãe.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Sinto muito pela sua perda. Perder alguém tão importante e próxima, como sua mãe, é uma dor imensa e, quando se tem um vínculo muito forte, a sensação de vazio e desespero pode ser avassaladora. O luto, especialmente em casos como o seu, onde a dependência emocional era grande, pode trazer uma mistura de tristeza profunda e um desejo de estar com a pessoa perdida. Chorar todos os dias e sentir que não consegue viver sem ela é uma reação completamente natural, pois a dor da perda é muito intensa.

    Na Terapia do Esquema, trabalhamos com a compreensão de que esse sofrimento profundo, embora doloroso, é parte do processo de luto. A dor não é algo que deve ser "eliminado" ou "apressado", mas sim compreendido e respeitado. Através dessa terapia, podemos explorar os sentimentos de abandono e a dificuldade em lidar com a ausência da sua mãe. Trabalhamos também para fortalecer sua resiliência e ajudá-la a encontrar formas de lidar com a dor, sem que isso afete ainda mais sua qualidade de vida e relação com seus filhos.

    É importante lembrar que, mesmo sentindo-se perdida, você não está sozinha. A dor pode ser transformada em algo que, aos poucos, permite que você honre a memória da sua mãe e, ao mesmo tempo, busque maneiras de se cuidar, por você e pelos seus filhos. O processo de luto pode ser longo, mas você tem dentro de si a força para atravessar esse momento. E procurar ajuda para lidar com esse sofrimento pode ser um passo fundamental para começar a encontrar um caminho de cura.


  • Como reconhecer o comportamento passivo-agressivo?.

    Como reconhecer o comportamento passivo-agressivo?.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    O comportamento passivo-agressivo é uma forma indireta de expressar raiva ou frustração, evitando confrontos diretos. Isso pode se manifestar em procrastinação deliberada, sarcasmo ou comentários disfarçados de brincadeira, como "Você nunca me escuta", que escondem ressentimento. A pessoa também pode negar ter problemas, mas suas atitudes contradizem suas palavras. Além disso, pode fazer com que os outros se sintam culpados por seus sentimentos e resistir a responsabilidades com desculpas plausíveis, mas evitativas.

    Esse comportamento muitas vezes surge de dificuldades em lidar com conflitos e pode prejudicar relações. Na Terapia do Esquema, trabalhamos para identificar esses padrões e encontrar formas mais saudáveis de se comunicar e expressar emoções.


  • Olá, boa noite! É possível se curar da ansiedade social?

    Olá, boa noite! É possível se curar da ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Boa noite! Sim, é totalmente possível curar ou aprender a gerenciar a ansiedade social. A ansiedade social pode ser debilitante, mas com o tratamento adequado e o suporte emocional, muitas pessoas conseguem superar ou controlar os sintomas. A chave para isso é entender a raiz da ansiedade e trabalhar para mudar os padrões de pensamento e comportamento que alimentam essa sensação de medo e insegurança em situações sociais.

    Na Terapia do Esquema, podemos abordar a ansiedade social de uma forma profunda, identificando as crenças negativas e os esquemas que você desenvolveu ao longo da vida. Muitas vezes, essa ansiedade está ligada a crenças de que você será julgado, rejeitado ou não será aceito pelos outros. A terapia ajuda a desafiar essas crenças e a criar novas formas de pensar e agir em ambientes sociais, sem que a ansiedade tome conta.

    Além disso, técnicas como a exposição gradual a situações sociais e o desenvolvimento de habilidades de enfrentamento emocional podem ser muito eficazes para reduzir a ansiedade e aumentar a confiança. Embora o processo possa ser desafiador e demore um pouco, com dedicação e acompanhamento, você pode aprender a lidar melhor com a ansiedade social e viver de forma mais tranquila e conectada aos outros.


  • Há alguns dias eu vi, sem saber o que seria, um caso de miiase em um pênis. Desde então não consegui

    Há alguns dias eu vi, sem saber o que seria, um caso de miiase em um pênis. Desde então não consegui tirar as imagens da cabeça. Parece um pensamento intrusivo em looping. O que faço pra tirar essa imagem da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Lidar com imagens ou pensamentos intrusivos pode ser extremamente desconfortável, principalmente quando são sobre algo tão impactante e inesperado. O cérebro, quando se depara com algo que nos causa choque ou repulsa, pode continuar a "repetir" essas imagens, como uma forma de tentar processar o que foi visto. Isso, muitas vezes, gera um ciclo de ansiedade e desconforto, como se a mente estivesse "presa" naquela imagem.

    Na Terapia do Esquema, ajudamos a entender como esses pensamentos intrusivos estão ligados à sua ansiedade e a forma como seu cérebro tenta lidar com situações desconfortáveis. Uma das formas de interromper esse ciclo é praticando técnicas de desenvolvimento de mindfulness e controle da atenção. Essas técnicas ajudam a redirecionar sua mente para o presente, sem se deixar dominar pela repetição desses pensamentos.

    Uma estratégia que pode ser útil é o efeito da substituição. Quando a imagem intrusiva surgir, tente ativamente substituir essa imagem por algo que seja calmante ou que tenha uma conotação positiva para você. Isso pode ser algo relaxante, como imaginar um lugar bonito ou uma lembrança agradável. Embora isso não vá eliminar o pensamento completamente de imediato, com o tempo, essa prática pode reduzir a frequência e a intensidade dos pensamentos intrusivos.

    Além disso, o trabalho de dissociação de emoções pode ajudar, ensinando você a não se identificar com o pensamento, mas sim a observá-lo de forma mais distante, sem se envolver emocionalmente com ele.

    Se os pensamentos se mantiverem persistentes e difíceis de controlar, buscar apoio de um profissional pode ser fundamental para ajudar a entender e trabalhar melhor esses sentimentos, proporcionando mais alívio emocional e controle sobre a mente.


  • Além dos sintomas depressivos e ansiosos, agora, sinto medo de sair de casa sozinha. E, este último

    Além dos sintomas depressivos e ansiosos, agora, sinto medo de sair de casa sozinha. E, este último começou após a morte do meu pai, porém antes do falecimento dele saia normalmente de casa. Quero saber o por que isto aconteceu e o que devo fazer para reverter este quadro???? Já estou em tratamento psiquiátrico, mas aguardando vaga para tratamento psicológico no SUS.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Na Terapia do Esquema, esse medo de sair de casa e os sintomas relacionados à perda do seu pai podem ser entendidos como um reflexo de esquemas emocionais profundos, como abandono ou vulnerabilidade emocional. Esses esquemas podem se intensificar após experiências de grande perda, criando uma sensação de desproteção e medo do futuro.

    A Terapia do Esquema ajuda a identificar esses padrões de pensamento e sentimentos que surgem, muitas vezes, sem que você perceba. Trabalhamos para transformar essas crenças, ressignificando a forma como você lida com a sensação de vulnerabilidade. Por exemplo, ao invés de ver o medo de sair de casa como algo avassalador, a terapia ajuda a desenvolver a confiança em si mesma e em sua capacidade de lidar com o desconforto emocional, de forma gradual e estruturada.

    Durante o tratamento, você aprenderá a identificar e enfrentar os esquemas negativos, substituindo-os por crenças mais equilibradas e realistas, e também pode ser ensinado a desafiar a crença de que você está vulnerável ou que está em risco sempre que sair de casa.

    A Terapia do Esquema oferece uma abordagem profunda e eficaz para ajudar a lidar com esses medos e criar uma estratégia personalizada de enfrentamento que será integrada à sua vida.


  • Criei dependência emocional por uma pessoa a qual não cheguei a conhecer pessoalmente, foram 4 anos

    Criei dependência emocional por uma pessoa a qual não cheguei a conhecer pessoalmente, foram 4 anos de conversa até que do nada a pessoa sumiu, mas antes msm eu já dava sinais de crise de ansiedade quando a pessoa demorava a responder e tals, porém mesmo a gente não se falando tudo o que tem a ver com essa pessoa de certa forma me afeta e eu começo a ter uma crise de ansiedade intensa. (A gente parou de conversar e as crises diminuiram) Mas de vez enquanto, quando uma música me lembra ela, ou vejo algo que tem a ver com ela, simplesmente me dá crise. Eu faço terapia, mas parece que continua a msm coisa... O que é indicado nesses casos? Será que procuro outro profissional?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    A Terapia do Esquema é especialmente eficaz para situações como a sua, em que há uma dependência emocional que está gerando ansiedade e sofrimento. Ela vai além das abordagens tradicionais, porque ajuda a identificar e transformar padrões emocionais profundos, como a crença de que você precisa da outra pessoa para se sentir completa ou segura. Esses esquemas, formados ao longo da vida, muitas vezes nos fazem criar expectativas irreais e nos deixar reféns de sentimentos de insegurança.

    Na Terapia do Esquema, trabalhamos diretamente para quebrar esses padrões e reprogramar a forma como você vê a si mesma e se relaciona com os outros. O processo vai ajudar você a entender de onde vem essa necessidade de dependência, ressignificar a dor que vem com a perda dessa pessoa e aprender a lidar com as emoções de uma maneira mais autossuficiente e saudável.

    Essa terapia não só ajuda a lidar com a ansiedade, mas também vai fortalecer sua autoconfiança, permitindo que você se sinta mais completa por si mesma. Com o tempo, você será capaz de reduzir os gatilhos emocionais que ainda trazem essas crises, conseguindo viver de forma mais tranquila e sem depender de outras pessoas para se sentir bem. A Terapia do Esquema pode, sem dúvida, ser o caminho para uma transformação profunda e duradoura, permitindo que você se liberte dessa dependência emocional e recupere o controle da sua vida emocional.


  • Sinto muita vergonha de mim mesma. Tenho 15 anos e não consigo me socializar com as pessoas. Tenho m

    Sinto muita vergonha de mim mesma. Tenho 15 anos e não consigo me socializar com as pessoas. Tenho medo de falar com as pessoas por conta da insegurança e baixa autoestima. Eu tenho algum problema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Primeiramente, quero que você saiba que o que você está sentindo é mais comum do que parece, especialmente nessa fase da adolescência, que é marcada por muitas inseguranças e mudanças. O medo de se socializar e a sensação de vergonha de si mesma são sinais de uma baixa autoestima e insegurança, que podem ser difíceis de lidar, mas não significam que você tenha um "problema". Essas questões podem ser trabalhadas e superadas com o apoio certo.

    O que você está vivendo pode estar relacionado a esquemas emocionais formados na infância ou em experiências passadas, como o medo de ser julgado ou não ser aceito. Esses esquemas influenciam a forma como você se vê e se relaciona com os outros. Muitas vezes, é a sensação de que "não sou bom o suficiente" ou "as pessoas vão me rejeitar" que alimenta a vergonha e o medo de interagir.

    A Terapia do Esquema pode ser uma forma eficaz de ajudar a transformar esses sentimentos. Ela foca em entender de onde vem essa insegurança, e como os esquemas que você formou ao longo do tempo podem estar limitando suas interações sociais e a sua autoestima. Na terapia, você aprenderá a identificar esses padrões de pensamento e comportamento e a substituí-los por maneiras mais saudáveis e positivas de se ver e se relacionar com os outros.

    Com o tempo, você vai aprender a lidar com a vergonha, a aumentar sua confiança e a se permitir ser quem você realmente é, sem o medo constante de ser julgado. É importante lembrar que a mudança não é imediata, mas com o suporte certo, como a Terapia do Esquema, você poderá se sentir mais segura de si mesma e mais à vontade para se socializar.

    Por isso, o que você sente é algo que pode ser trabalhado e transformado, e você não precisa viver com isso para sempre. Com o apoio adequado, você pode superar esses desafios e se tornar mais confiante e confortável nas interações sociais.


  • Desde criança sempre tive um medo absurdo de fazer as coisas de forma errada e acabar sendo avaliada

    Desde criança sempre tive um medo absurdo de fazer as coisas de forma errada e acabar sendo avaliada negativamente. Isso me afeta em qualquer situação, seja do cotidiano, da faculdade, relacionamentos, interações... Sempre deixo de fazer as coisas porque não me sinto capaz, fico insegura. Meu relacionamento deu errado porque eu deixava de fazer coisas simples, tinha medo de fazer algo errado na frente dele. Não conseguia beija-lo direito porque tinha muito medo de beijar errado e sempre acabava sendo horrível. Fazem 3 anos que não beijo ninguém por medo, nunca tive 1 experiência boa. Deixo de fazer atividades de lazer, como uma brincadeira, porque acho que estou fazendo errado, fico com vergonha. Não consigo me apresentar trabalhos direto, deixo de ir em locais. Uma vez me perdi e fiquei horas sentada em um lugar desconhecido porque não tive coragem de perguntar a alguém como voltar. São nas situações mais simples possíveis. Já me pediram para abrir uma embalagem e eu não tive coragem por medo de abrir errado. Fico muito nervosa e tudo acaba virando um desastre. Não aguento mais viver assim, me sinto paralisada.

    Gostaria de saber se isso é normal. Sei que todos possuem inseguras, mas acho tudo isso muito extremo. O que posso fazer para mudar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    O que você está descrevendo não é incomum, mas definitivamente não é algo que você precisa viver para sempre. O medo excessivo de errar e a insegurança constante podem ser sintomas de um padrão de comportamento que limita muito sua vida e afeta diversas áreas, como você mencionou: no trabalho, nos relacionamentos, nas interações sociais e até em atividades simples do cotidiano. Esse medo de ser avaliada negativamente e a paralisia diante de situações cotidianas podem ser sinais de um esquema de falha ou autoabandono que se formaram durante a infância e cresceram ao longo dos anos.

    Na Terapia do Esquema, trabalhamos exatamente com esses padrões. Muitas vezes, esses comportamentos são criados a partir de experiências passadas que geraram a crença de que “não sou capaz” ou “preciso ser perfeito para ser aceito”. O medo de errar se torna tão grande que você acaba se paralisando, evitando situações que possam gerar julgamento ou críticas. Isso cria um ciclo de insegurança que se retroalimenta.

    O primeiro passo para mudar isso é entender que você não precisa ser perfeita para ser aceita ou bem-sucedida. Todos nós cometemos erros, e isso não diminui nossa capacidade ou valor como pessoas. Na Terapia do Esquema, o objetivo é ajudá-la a resgatar sua autoconfiança, reconhecer essas crenças limitantes e aprender novas formas de lidar com a ansiedade e a autocrítica.

    Além disso, na terapia, você aprenderá a se expôr gradualmente a situações que lhe causam medo, como falar em público ou se permitir errar sem se julgar tão severamente. Com o tempo, essas experiências podem perder a carga emocional intensa que elas têm agora e você ganhará mais segurança para se arriscar e viver mais livre de medo.

    Não se julgue por sentir tudo isso. Essa forma de pensar e agir não é sua culpa; ela é um reflexo de padrões emocionais que podem ser trabalhados e superados. Ao investir na Terapia do Esquema, você vai começar a perceber que a mudança é possível e que você tem o poder de quebrar esses ciclos que te paralisam, permitindo que viva com mais confiança e menos medo de errar.


  • Por que não consigo chorar ? Sinto um vazio dentro de min,só sei que me falta algo

    Por que não consigo chorar ? Sinto um vazio dentro de min,só sei que me falta algo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    É normal sentir um vazio dentro de si e não conseguir chorar, especialmente quando estamos passando por uma dor profunda ou por uma perda emocional. O fato de não conseguir expressar o que sente pode ser um reflexo de como você lida com suas emoções. Às vezes, o coração e a mente bloqueiam o choro como uma forma de se proteger, especialmente quando a dor é muito intensa ou difícil de processar. Pode ser que você esteja tentando evitar o sofrimento, ou talvez, sem perceber, tenha aprendido a reprimir suas emoções como um mecanismo de defesa.

    Na Terapia do Esquema, trabalhamos exatamente com esse tipo de sensação de vazio. Muitas vezes, isso está relacionado a experiências passadas que não foram bem elaboradas ou à falta de conexão com suas emoções mais profundas. A terapia ajuda a explorar e a ressignificar esses sentimentos, permitindo que você se reconecte com suas emoções e, aos poucos, permita-se vivenciá-las de maneira mais saudável.

    Chorar não é um sinal de fraqueza, mas sim de uma liberação emocional. À medida que você se permite sentir e processar esse vazio, é possível começar a compreender melhor o que está faltando e o que precisa ser curado dentro de você. O importante é dar a si mesma o tempo e o espaço para que isso aconteça, sem pressa ou julgamento.


  • Tenho 53 anos e ultimamente tenho gaguejado quase toda vez que vou conversar, minha.mandibula parece

    Tenho 53 anos e ultimamente tenho gaguejado quase toda vez que vou conversar, minha.mandibula parece que treme, é uma sensação horrível e estou me sentindo muito mal com isso, muitas vezes prefiro ficar calada para não passar vergonha, sou tímida e tenho muita ansiedade por tudo que vou fazer.
    Alguém me ajuda?
    Grata
    Vânia Lúcia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    Oi Vânia Lúcia, sinto muito por você estar passando por esse momento difícil. O gaguejar, a sensação de tremor na mandíbula e a ansiedade em falar são sinais claros de que sua mente e corpo estão sobrecarregados, e isso pode estar diretamente ligado ao seu nível de estresse e à sua timidez. A ansiedade muitas vezes pode se manifestar fisicamente, fazendo com que você tenha essa sensação desconfortável ao tentar se expressar.

    Na Terapia do Esquema, podemos trabalhar juntos para entender melhor a raiz desses sentimentos e comportamentos. Muitas vezes, esses sintomas estão relacionados a crenças profundas que se formaram ao longo da vida, como o medo de ser julgada ou a crença de que não vai ser aceita. A terapia ajudaria a identificar essas crenças limitantes e a transformá-las, para que você se sinta mais segura ao falar e possa, aos poucos, lidar com a ansiedade de maneira mais saudável.

    Além disso, a terapia pode ajudar a aliviar a tensão que você sente ao falar, permitindo que sua mandíbula relaxe e você consiga se comunicar com mais confiança, sem o medo de passar vergonha. Com o apoio certo, você pode aprender a lidar com a ansiedade de forma mais equilibrada e recuperar a confiança para se expressar sem medo. O que você está vivendo é totalmente possível de ser trabalhado e superado.


  • Quando saio com amigos ou em outras ocasiões envolvendo desconhecidos, no final do dia tudo o que eu

    Quando saio com amigos ou em outras ocasiões envolvendo desconhecidos, no final do dia tudo o que eu passei durante o dia me vem a cabeça como numa reprise e se algo me encomodou eu acabo lembrando sem querer e isso me faz se sentir mal, isso dura até o dia seguinte, mas daí eu acordo com muita ansiedade. Então comecei a fazer o seguinte, toda vez que saio com amigos evito alguma situação que me encomode mais tarde para eu não ficar com sentindo de angústia de novo. Mas não adianta, dá no mesmo e sempre no outro dia eu acordo com ansiedade.. Isso é normal? Isso me perturba muito.!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Marcia Girardi

    O que você está descrevendo é um padrão de ruminação, que é quando você fica revivendo situações e se sentindo mal com elas, muitas vezes por causa de insegurança ou medo de julgamento. Esse ciclo de lembranças que te incomodam, seguido pela ansiedade no dia seguinte, é algo que muitas pessoas experimentam, especialmente se elas têm dúvidas sobre si mesmas, baixa autoestima ou medo de rejeição.

    O que acontece é que, muitas vezes, essas preocupações surgem de esquemas emocionais profundos, como o medo de não ser aceito, de errar ou de ser julgada. Quando você se sente desconfortável durante essas situações, seu cérebro começa a processar as emoções de forma intensa, e a ruminacão acontece como uma tentativa de "entender" o que aconteceu ou "corrigir" a situação. Isso faz com que a ansiedade aumente.

    A Terapia do Esquema pode ajudar muito a quebrar esse ciclo. Ela trabalha diretamente com esses esquemas emocionais, ajudando você a identificar por que essas situações te afetam tanto e como lidar com elas de uma maneira mais saudável. A terapia pode ajudar a reestruturar esses padrões de pensamento, para que você não se veja mais como vítima das suas inseguranças, mas comece a se sentir mais confortável e confiante nas interações sociais.

    O objetivo da Terapia do Esquema é fazer com que você pare de evitar as situações que te causam angústia, pois, ao evitar, o medo só cresce. Na terapia, você aprenderá formas de enfrentar essas situações de maneira gradual, sem que elas te causem tanto sofrimento emocional. Além disso, a terapia vai ajudar a lidar com a ansiedade, ensinando técnicas de autocompaixão e ressignificação emocional, para que você consiga se sentir mais tranquila e no controle das suas emoções, mesmo quando o dia não foi perfeito.

    Com a Terapia do Esquema, você pode começar a perceber que essas situações não precisam definir sua autoestima ou seu valor, e que você é capaz de se relacionar com os outros de maneira mais leve e sem tanto medo de julgamento.


Perguntas frequentes

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